
3 de julho de 2025
China2Brazil
O Porto do Pecém, localizado no Ceará, movimenta cerca de 20 milhões de toneladas de carga por ano e é o mais ativo da região Nordeste do Brasil . Desde abril, uma nova rota direta para a China diminuiu o tempo de transporte entre os dois países, acelerando o comércio e a economia local. A rota, operada pela MSC, deve transportar semanalmente cerca de 1.200 contêineres da China, segundo Max Quintino, diretor da autoridade portuária do Pecém. A expectativa é que o volume movimentado no porto cresça 10%, impulsionando o comércio bilateral e o desenvolvimento econômico do Nordeste. Antes da rota direta, as mercadorias chinesas passavam pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, até o Porto de Santos (SP), e só depois seguiam para o Nordeste. Agora, a rota atravessa o Canal do Panamá pelo Oceano Pacífico, encurtando em cerca de 30 dias a viagem e reduzindo custos logísticos, o que beneficia produtores e empresários que dependem de entregas rápidas. Os principais produtos importados via Pecém são aço, máquinas, materiais elétricos e plásticos. Entre as exportações estão pedras ornamentais, castanhas, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados e têxteis. A nova rota também reduz o tempo de envio do Ceará para a China em cerca de 14 dias, fortalecendo o comércio entre as duas regiões. Antes da nova linha asiática, o Pecém operava três rotas internacionais: uma para a América do Norte e duas para a Europa. As cargas com destino à Ásia geralmente passavam por essas rotas. Em janeiro, a nova rota iniciou testes e, graças à infraestrutura do porto, recebeu navios de grande porte e cargas variadas com sucesso. A operação oficial começou em 7 de abril, com o atracamento do cargueiro Qingdao, da MSC. O Porto do Pecém integra um complexo que reúne porto, zona industrial e área de processamento de exportações. O terminal conta com cais marítimos internacionais, a zona industrial abriga grandes fábricas e a área de exportação busca atrair novos investimentos. Segundo André Magalhães, diretor comercial do complexo, os primeiros quatro meses de 2025 registraram crescimento de 37% no transporte de contêineres e alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação a 2024. A nova rota inclui escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, o que beneficia empresas brasileiras de logística que aumentam as importações do país asiático. [caption id="attachment_24658" align="alignnone" width="1024"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, afirmou que a rota pelo Pacífico reduz transbordos e evita atrasos causados por congestionamentos portuários. Ele prevê ampliar as operações de importação e exportação no Norte e Nordeste e aumentar a participação das indústrias regionais. O melão foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China. A Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, maior produtora do país, iniciou vendas ao mercado chinês em 2020. Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, destacou que o novo trajeto pode levar à transferência do embarque para o Pecém, pois o menor tempo de transporte preserva a qualidade da fruta e reduz custos. No gabinete da direção portuária, há símbolos recebidos de delegações chinesas, como a pintura da Rota Marítima da Seda e o caractere chinês para “felicidade”. Segundo Quintino, o objetivo é atrair mais empresas chinesas para a construção e operação do porto, aprimorando a eficiência da rota e os serviços de importação e exportação entre Brasil e China. Fonte: stdaily.com

3 de julho de 2025
China2Brazil
Uma câmera panorâmica fabricada em Shenzhen provocou uma forte demanda nos Estados Unidos. O dispositivo captura imagens em 360 graus com um bastão de selfie discreto, o que atraiu consumidores que formaram filas superiores a 100 metros. Atualmente, Shenzhen avança no desenvolvimento da indústria de imagem inteligente para o consumidor final. Dispositivos inteligentes produzidos em Shenzhen, como câmeras panorâmicas e drones, chegam a mais de 200 países e regiões. Eles dominam cerca de 70% do mercado global, lideram vendas em grandes plataformas de e-commerce e quebram o antigo monopólio de marcas estrangeiras. Funcionalidades ampliam aplicações dos dispositivos O bastão da câmera panorâmica se estende até 3 metros, possibilitando imagens com efeito de “voar para fora da Terra”. Câmeras compactas permitem gravação em primeira pessoa, enquanto drones portáteis reconhecem rostos e seguem automaticamente o usuário. Os dispositivos possuem interface intuitiva e atendem a diversos perfis, incluindo esportistas que registram imagens em atividades como ciclismo, esqui, surfe e paraquedismo. As câmeras mantêm estabilidade mesmo em terrenos acidentados ou na água. Ecossistema integrado impulsiona inovação Empresas de Shenzhen adotam o modelo “equipamento + software + conteúdo” para ampliar recursos do setor. Drones equipados com IA reconhecem e rastreiam pessoas em alta velocidade, pesam menos de 200 gramas, têm mais de 170 patentes e gravam em 8K com lentes próprias. Câmeras esportivas acumulam centenas de patentes, incorporando tecnologias como captura e costura de imagens panorâmicas, estabilização e processamento de dados. Elas registram campo de visão de 360 graus com múltiplos modos de exibição acessados por um clique. Tecnologias de exibição inovadoras permitem alterar o ângulo de visão durante a reprodução dos vídeos. Algoritmos do ponto de vista virtuais simulam múltiplas câmeras usando poucas unidades físicas. O avanço da indústria estimula o setor criativo, com softwares de edição baseados em IA e plataformas em nuvem que analisam vídeos automaticamente e geram produções finalizadas. Shenzhen fortalece cadeia produtiva e investimento em tecnologia A cidade concentra uma cadeia produtiva integrada que inclui desde chips até conteúdos digitais. Na rua Huaqiangbei, conhecida como “primeira rua da eletrônica da China”, é possível personalizar um drone completo em até 3 horas. Pequenos negócios locais formam a base de grandes empresas de tecnologia. A cadeia produtiva rápida e integrada atende à demanda global por eletrônicos de consumo, com foco em IA e integração hardware-software. Shenzhen mantém um pacote de medidas para estimular o setor, com um plano de ação e fundos específicos para IA, inovação e investimentos-anjo, totalizando mais de RMB 20 bilhões. O objetivo é atrair capital de longo prazo e fortalecer o ecossistema industrial local. Fonte: news.southcn.com

3 de julho de 2025
China2Brazil
A Siemens informou, em 2 de julho, que o governo dos Estados Unidos suspendeu as restrições à exportação de seus softwares de design de chips para a China. A medida permite que a empresa alemã restabeleça o fornecimento completo de suas tecnologias para clientes chineses. A Siemens confirmou que os usuários na China voltaram a ter acesso integral às suas ferramentas de design eletrônico. As restrições faziam parte de um conjunto de sanções aplicadas pelo governo norte-americano nos últimos anos, com o objetivo de limitar o avanço da indústria chinesa de semicondutores. Após tensões comerciais que resultaram em tarifas elevadas e barreiras comerciais, Estados Unidos e China retomaram o diálogo direto. O acordo formalizado em Genebra no mês passado inclui o compromisso de Pequim de retomar as exportações de minerais de terras raras, essenciais para a indústria tecnológica global, conforme informou o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick. A flexibilização das tarifas e restrições pode indicar o início de uma nova fase na relação comercial entre os dois países. A decisão dos EUA pode sinalizar um movimento pontual de flexibilização, mas ainda não há confirmação se outras empresas do setor também foram liberadas para retomar o fornecimento à China. Fonte: Yicai.com

2 de julho de 2025
China2Brazil
A cidade de Suzhou, na província de Jiangsu, consolidou-se como um dos principais polos econômicos da China. Situada no delta do rio Yangtzé, a cidade concentra uma das maiores proporções de investimento estrangeiro do país. Um dos principais vetores desse crescimento é a Zona Nacional de Desenvolvimento de Alta Tecnologia de Suzhou, que abriga mais de 2.000 empresas estrangeiras em uma área de cerca de 223 km². Entre janeiro e maio de 2025, a zona registrou 48 novos projetos com capital internacional, totalizando US$330 milhões em investimentos efetivamente utilizados. O volume representa uma alta de 16,9% na comparação anual, de acordo com dados locais. Empresas avançam com apoio da gestão pública O ESR Group, com sede em Cingapura, iniciou em 2020 a construção de um parque industrial internacional na cidade. A estrutura já atraiu multinacionais dos setores de biomedicina e novos materiais. Em ritmo acelerado, o projeto avança para a terceira fase, com galpões de até quatro andares. “O ESR Group é responsável pela operação do parque e pela captação de empresas estrangeiras”, afirmou Jin Zhenyu, diretor de marketing da empresa para o leste da China. Segundo ele, a velocidade na construção acompanha o crescimento da demanda. Parcerias e soluções industriais A holandesa Stahl, que opera em Suzhou desde 2004, também tem ampliado sua presença. A produção mensal passou de algumas dezenas para mais de mil toneladas, com faturamento anual superior a RMB 1 bilhão. Em 2024, a empresa iniciou a construção de uma nova unidade com capacidade de 18 mil toneladas. No processo, enfrentou obstáculos após mudanças internas que levaram à perda de documentos. Com apoio da zona, mais de dez departamentos públicos se mobilizaram e recuperaram a documentação em três meses, permitindo a continuidade do projeto. A empresa também participou de um projeto conjunto com uma montadora para desenvolver couro branco resistente a manchas para assentos automotivos. A cooperação técnica entre as duas companhias foi intermediada pelo High-Tech Zone, que facilitou o intercâmbio de dados e acelerou a entrega do produto. Segundo Chen Xingjun, diretor-geral da Stahl na China e Ásia-Pacífico, a estrutura local permitiu à empresa substituir boa parte dos insumos importados por fornecedores nacionais. “A zona coordenou recursos e nos conectou à cadeia industrial”, afirmou. Atendimento direto e integração de talentos A Eddie KPM Precision Machinery iniciou operações no High-Tech Zone neste ano, resultado de uma joint venture entre a chinesa Eddie e a japonesa Kawasaki Heavy Industries. O gerente geral Masataka Onishi, residente em Suzhou há mais de dois anos, relatou que teve dificuldades de adaptação no início. Isso mudou quando foi procurado por representantes locais que designaram um responsável exclusivo para atendê-lo. Com esse apoio, Onishi passou a entender melhor a cidade e a estrutura de negócios. Ele também participou de eventos de networking organizados pela zona, voltados à integração de cadeias de suprimentos entre empresas chinesas e estrangeiras. O High-Tech Zone também tem atuado na validação de certificados profissionais emitidos no exterior. Sun Feng, gerente de manufatura da Kawasaki Suzhou, obteve reconhecimento oficial para um certificado técnico emitido no Japão. O processo foi concluído com o envio de documentação básica, sem necessidade de novo exame. Além de suporte técnico e regulatório, a zona organiza atividades culturais, esportivas e eventos gastronômicos. Segundo Onishi, os funcionários japoneses já se sentem plenamente integrados à vida local. “Conseguimos encontrar sabores autênticos da nossa terra em restaurantes da zona”, disse. Fonte: finance.people.com.cn

2 de julho de 2025
China2Brazil
A Didi apresentou novos modelos de bicicletas e scooters compartilhadas durante a 17ª Exposição Internacional de Tecnologia e Equipamentos de Transporte, realizada em 2 de julho, informou o site IT Home. Entre as novidades, destaca-se a Didi Bike VM7.1, a primeira bicicleta elétrica compartilhada do setor que atende aos novos padrões nacionais da China. O modelo pesa 54,89 kg, incluindo trava de capacete, sistema de detecção para múltiplos usuários e componentes de segurança. Sua estrutura principal é fabricada em aço carbono moldado e soldado, com 5,38% dos materiais plásticos. A bicicleta incorpora tecnologia BMS desenvolvida internamente, proteção de alta vedação contra umidade e materiais retardadores de chamas. Esses recursos evitam curtos-circuitos causados por entrada de água, problema comum em veículos compartilhados. A Didi Bike VM7.1 cumpre integralmente os novos padrões nacionais e integra um sistema que combina uso compartilhado com navegação via Beidou. Esse sistema permite localização precisa para cobrança por uso em áreas definidas, retirada e devolução em pontos fixos e estacionamento regulamentado. A integração do Beidou amplia a gestão do serviço no setor de bicicletas elétricas compartilhadas. No evento, a Didi também apresentou a nova geração da plataforma de hardware para Robotaxi. Desenvolvida em parceria com a GAC Aion, a plataforma está integrada ao primeiro modelo Robotaxi L4 em produção. Ela conta com LiDAR, câmeras, radares milimétricos 4D, câmeras infravermelhas e sensores de som, capazes de detectar o ambiente em 360° em diversas condições. A divisão de direção autônoma da Didi opera no hub Huijugang, em Pequim, e realiza atividades demonstrativas em Pequim, Guangzhou e Xangai. A empresa acumula mais de 1.800 dias de operação segura nesse segmento. Fonte: ithome.com

2 de julho de 2025
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China divulgou nesta terça-feira (2) dados sobre o desempenho do setor de internet e serviços relacionados no país. Entre janeiro e maio de 2025, empresas de grande porte do setor registraram receita total de RMB 773,5 bilhões, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2024. O setor de internet representa uma parcela significativa da economia digital chinesa e contribui diretamente para o Produto Interno Bruto (PIB). Áreas como e-commerce, serviços de nuvem, fintech e plataformas digitais lideram o mercado. A receita obtida reflete uma estabilização do setor, após períodos de crescimento acelerado nos anos anteriores. Mais de 30% das regiões chinesas apresentaram crescimento na receita do setor. As cinco principais, Pequim, Guangdong, Xangai, Zhejiang e Tianjin, concentraram RMB 649,6 bilhões, com alta de 4,1% em relação ao ano anterior. Essas regiões somam 84% da receita nacional, desconsiderando empresas que operam em múltiplas áreas. Além disso, 11 províncias tiveram crescimento positivo, entre elas Shanxi, Mongólia Interior, Sichuan e Shaanxi, que superaram 10% no período. Esse avanço indica uma expansão mais equilibrada do setor, com regiões do interior ganhando peso no mercado digital. O governo chinês tem incentivado a transformação digital por meio de políticas públicas, como investimentos em infraestrutura 5G, inteligência artificial e segurança cibernética. Essas iniciativas buscam acelerar a inovação tecnológica e ampliar o acesso a serviços digitais em todo o país. Apesar do crescimento modesto, analistas destacam que a expectativa para o segundo semestre de 2025 é de maior dinamismo, impulsionado pelo aumento do consumo digital e pela integração do setor de internet com outros segmentos da economia. Fonte: news.southcn.com

2 de julho de 2025
China2Brazil
A BYD apresentou nesta terça-feira (1) o primeiro Dolphin Mini produzido no Brasil, em sua nova fábrica em Camaçari, na Bahia. O modelo, atualmente o carro elétrico mais vendido do país, passa a ser montado localmente e marca o início das operações da montadora no complexo industrial baiano. Durante o evento, a empresa também revelou os primeiros detalhes da produção nacional do SUV híbrido Song Pro e do sedã King, que se somam ao Dolphin Mini na linha de montagem. Os três modelos começam a ser produzidos nas próximas semanas. Complexo industrial terá capacidade para até 300 mil veículos ao ano A fábrica de Camaçari ocupa uma área de 4,6 milhões de metros quadrados. A primeira fase do projeto prevê a produção de até 150 mil veículos por ano, com expansão futura para 300 mil unidades. A planta inicia com o sistema SKD (Semi Knocked-Down) e será gradualmente adaptada para produção integral, com atividades de estampagem, soldagem, pintura e aumento do conteúdo local. Segundo Stella Li, vice-presidente executiva global da BYD e CEO para as Américas e Europa, a construção da planta levou 15 meses entre o início das obras e a montagem experimental do primeiro veículo. “Escolhemos a Bahia pela qualificação da mão de obra e pelo potencial industrial da região”, afirmou. A linha de produção da BYD no Brasil conta com automação inteligente , rastreamento em tempo real e robôs em etapas como instalação de vidros e baterias. A fábrica também opera com um sistema de sequenciamento que prioriza modelos com maior demanda. A estrutura inclui um prédio principal de 156.800 metros quadrados, considerado um dos maiores da América Latina dedicados à produção de veículos elétricos. A fábrica conta com sistema de fricção silenciosa que mantém o nível de ruído abaixo de 70 decibéis. Motor híbrido flex será desenvolvido com tecnologia binacional Além dos três primeiros veículos nacionais, a BYD anunciou o desenvolvimento do motor híbrido flex 1.5 DM-i. O projeto, realizado por equipes brasileiras e chinesas, é compatível com gasolina e etanol. A montadora já homologou 106 fornecedores instalados no Brasil para atender a unidade da Bahia. A Continental Pneus de Camaçari foi a primeira empresa qualificada. A expectativa é de geração de até 20 mil empregos diretos e indiretos ao final das etapas do projeto. O presidente da BYD Brasil, Tyler Li, afirmou que a fábrica fortalece a estratégia da empresa no país. “Estamos acelerando a transição energética e ampliando nossa rede. Em maio, a BYD respondeu por 90% das vendas de carros elétricos no Brasil e por um terço dos híbridos”, disse. Atualmente, a montadora lidera o mercado global de veículos eletrificados e ocupa a primeira posição na China, incluindo montadoras tradicionais. No Brasil, sua rede de concessionárias conta com 180 lojas e deve atingir 240 unidades até o fim de 2025. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, disse que a fábrica contribui para a reindustrialização da região e reforça a geração de empregos. A prefeitura de Camaçari estima que a operação da BYD estimule a cadeia de serviços e o desenvolvimento local. Mais de mil pessoas já trabalham no complexo da BYD em Camaçari. A empresa anunciou a abertura de mais 3 mil vagas, com prioridade para contratações locais. Os detalhes do processo seletivo serão divulgados em parceria com o Governo do Estado e a prefeitura.

1 de julho de 2025
China2Brazil
O Grupo das Três Gargantas, responsável pela operação do maior complexo hidrelétrico do mundo , informou nesta segunda-feira (1º) que as instalações de navegação do Complexo das Três Gargantas, no rio Yangtzé, transportaram mais de 80 milhões de toneladas de carga no primeiro semestre de 2025. Segundo os dados divulgados, as eclusas das Três Gargantas operaram 5.206 vezes entre janeiro e junho, permitindo a travessia de 19.125 embarcações e movimentando 81,4 milhões de toneladas. Já o elevador de navios, outra estrutura-chave do complexo, realizou 1.790 operações com carga. No total, 1.810 embarcações e mais de 280 mil passageiros passaram pelo equipamento, que transportou 758 mil toneladas. A operação integrada das eclusas e do elevador de navios tem ampliado a eficiência logística da hidrovia . As eclusas, consideradas as mais complexas do mundo em hidrovias interiores, contam com o maior número de níveis consecutivos e o maior desnível de água do tipo. Com capacidade anual projetada para 100 milhões de toneladas, a estrutura soma 2,24 bilhões de toneladas transportadas desde sua entrada em operação comercial, em 18 de junho de 2003. O volume anual ultrapassa 100 milhões de toneladas há 11 anos consecutivos. Nos últimos três anos, superou 150 milhões, com pico de 168 milhões de toneladas, em contraste com os 34 milhões registrados nos primeiros anos de funcionamento. O elevador de navios, em fase de testes desde 18 de setembro de 2016, já recebeu mais de 1,8 milhão de turistas. A estrutura reforça o papel do complexo no desenvolvimento da faixa econômica do Yangtzé, uma das principais rotas de transporte da China. Fonte: stdaily.com

1 de julho de 2025
China2Brazil
A cidade de Tianjin sediará, nos dias 10 e 11 de julho, o Fórum de Economia Digital da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) 2025. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa realizada em 30 de junho. O evento será organizado pelo Departamento Nacional de Dados da China, pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo governo municipal de Tianjin. Com o tema “Novo elo da economia digital, ampliando juntos novos espaços de cooperação”, o fórum reunirá mais de 200 convidados estrangeiros e abordará temas como governança de dados, inteligência artificial, infraestrutura digital e transformação das indústrias tradicionais. A iniciativa faz parte das ações da China como país presidente rotativo da OCX em 2025 e antecipa temas que serão tratados na próxima cúpula do bloco. O governo chinês vê o evento como uma plataforma para aprofundar o alinhamento entre os países-membros na área digital. A proposta é impulsionar projetos práticos, apresentar avanços recentes e estabelecer novas conexões entre empresas, governos e centros de pesquisa. Além dos dois dias de programação em Tianjin, haverá visitas técnicas organizadas pela prefeitura e por outras regiões, como Xangai, Shaanxi, Xinjiang, Hebei e Qingdao, que devem apresentar seus resultados em cooperação digital. O fórum também marcará o lançamento do relatório “Casos Exemplares de Cooperação em Economia Digital entre China e Países da OCX (2025)” e prevê a assinatura de projetos empresariais voltados à digitalização de setores estratégicos. Segundo os organizadores, um dos objetivos centrais é transformar o encontro em uma plataforma permanente de intercâmbio e articulação política no campo digital. A agenda do evento foca na integração de infraestrutura digital terrestre, aérea, marítima e espacial, na harmonização regulatória para circulação transfronteiriça de dados, e na capacitação de talentos. Também estão previstas oficinas e seminários para autoridades dos países-membros, com apoio da Agência de Cooperação Internacional da China . Dados recentes indicam que, em 2024, o mercado de varejo online dos países da OCX ultrapassou US$3,2 trilhões. Ao destacar esses números, a China pretende reforçar o papel estratégico do bloco na construção de um novo ecossistema digital compartilhado. Fonte: people.com.cn

1 de julho de 2025
China2Brazil
Com a chegada da alta temporada de consumo durante as férias, o governo chinês e as administrações locais lançaram um pacote de medidas para fomentar a chamada “economia de verão”. O objetivo é aumentar a demanda por produtos culturais, turísticos e de lazer. De julho a agosto de 2025, o Ministério da Cultura e Turismo promove a Temporada Nacional de Consumo Cultural e Turístico de Verão. O programa prevê mais de 4.300 iniciativas e cerca de 39 mil eventos em todo o país, incluindo viagens para escapar do calor, turismo litorâneo, espetáculos, feiras, exposições, passeios em família e atividades noturnas. Durante o período, os consumidores terão acesso a incentivos como cupons de desconto, ingressos promocionais, pacotes com preços reduzidos e campanhas de cashback. O governo destinou mais de RMB 570 milhões em subsídios para estimular a demanda e atender às expectativas da população para as férias. Cidades ampliam ações para atrair consumidores O lançamento oficial da temporada ocorreu em 30 de junho, em Qingdao (Shandong), sob o tema “Cultura e Turismo para o Povo — Compartilhando uma Vida Melhor”. O evento marcou o início de uma série de promoções e ações conjuntas entre governo e setor privado. Entre as medidas anunciadas: A Administração de Aviação Civil divulgou políticas de incentivo para passagens aéreas no verão; A Administração Meteorológica indicou 16 rotas recomendadas em regiões com temperaturas mais amenas; Instituições financeiras, como UnionPay , Banco Agrícola da China, Banco da China, Banco de Construção e Banco Industrial, lançaram produtos voltados para turismo e cultura; Empresas como Sinopec e Damai Entertainment integraram ações online e presenciais com foco em benefícios ao consumidor. Algumas cidades já implementaram suas próprias iniciativas. Em Xangai, o “Festival da Vida Noturna 66” vai até setembro com 130 atividades temáticas. Em Pequim, a campanha “Let’s Beijing · Noites em Pequim 2.0” busca ampliar a diversidade do consumo noturno. Já em Yunnan, estão previstos mais de 3.100 eventos culturais públicos e políticas voltadas ao turismo. Cupons se tornam estratégia recorrente A distribuição de cupons se consolidou como uma das principais ferramentas para estimular o consumo: Qingdao ofereceu RMB 5 milhões em cupons para restaurantes entre 18 e 30 de junho; Hubei distribuiu mais de RMB 30 milhões em cupons pela plataforma Meituan durante o festival “Leshop Hubei 616”; Zhengzhou (Henan) iniciou, em 23 de junho, a entrega de cupons para reformas residenciais. Outras regiões direcionaram recursos a setores com maior pressão de gasto. Guangdong, Jiangxi e Hainan, por exemplo, lançaram cupons para serviços de cuidado infantil. Guangdong oferece vouchers de experiência e consumo para creches em todas as suas 21 cidades. Em Hainan, famílias com crianças de até quatro anos recebem cupons mensais de até RMB 600 até o fim do ano. Para Liu Xiangdong, vice-diretor do Departamento de Pesquisa Econômica do Centro de Intercâmbio Econômico Internacional da China, essas medidas geram resultados imediatos, ao ativar economias locais e estimular um ciclo de crescimento econômico com impacto social. Consumo interno ganha força como motor da economia Em meio ao aumento dos riscos externos, o governo intensificou os esforços para fortalecer o consumo interno como principal motor da economia. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas indicam que, em maio, o consumo liderou o crescimento econômico, com avanço de 6,4% nas vendas do varejo, o maior desde o início do ano. Desde março, Pequim tem adotado políticas voltadas ao bem-estar da população. Em junho, o Comitê Central do Partido e o Conselho de Estado publicaram diretrizes para resolver questões urgentes em áreas como habitação, previdência e cuidados com idosos. Para o segundo semestre, especialistas destacam a necessidade de aumentar a renda disponível da população. Wang Yiming, vice-presidente do Centro de Intercâmbio Econômico Internacional da China, defende três prioridades: Elevar a participação da renda das famílias no PIB; Redirecionar gastos públicos para serviços e bem-estar; Estimular o consumo de serviços, com potencial para gerar empregos. Liu Shijin, ex-vice-diretor do Centro de Pesquisas para o Desenvolvimento do Conselho de Estado, propõe focar no chamado “consumo de desenvolvimento”, voltado a áreas como educação, saúde, moradia acessível, previdência e cuidados com idosos. Para ele, o avanço do consumo depende de dois fatores: ampliar o poder de compra da população de baixa renda e desenvolver o setor de serviços com foco no desenvolvimento humano. Fonte: Yicai.com