
25 de junho de 2025
China2Brazil
Várias províncias chinesas publicaram recentemente listas atualizadas de profissões com escassez de talentos. A robótica aparece entre as áreas prioritárias, refletindo a intensificação dos esforços públicos e privados para suprir a demanda por mão de obra qualificada no setor. Paralelamente, eventos como a Conferência de Desenvolvimento de Robôs Inteligentes de 2025 e relatórios de plataformas de recrutamento indicam aumento na disputa por profissionais especializados. Regiões como Hunan, Pequim e Chongqing incluíram nas listas de carência de mão de obra cargos como diretor de P&D em robótica e operador de sistemas de robôs industriais. Os dados apontam tendência de crescimento na diversificação e especialização dos cargos, impulsionada pelo avanço da indústria. Segundo o Relatório de Desenvolvimento de Talentos da Indústria de Robótica 2025, elaborado pela Zhaopin, o número de vagas na área aumentou 6% entre janeiro e maio de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, o número de candidatos cresceu 32%. Dados da Liepin mostram que o cargo de engenheiro de robótica ficou entre os cinco com maior crescimento entre as vagas ligadas à inteligência artificial no primeiro trimestre de 2025. As posições técnicas lideram a demanda. De acordo com o relatório da Zhaopin, elas representaram 62% das vagas e 71% das candidaturas no período. Entre os cargos com maior crescimento estão engenheiro de algoritmos de robôs, engenheiro de testes, designer estrutural mecânico, engenheiro de simulação e planejador de cenários de aplicação. As vagas para engenheiros de algoritmos aumentaram 48% em relação ao ano anterior, seguidas por engenheiros de testes, designers mecânicos e engenheiros de simulação, todos com alta superior a 20%. Especialistas atribuem essa tendência ao estágio atual da indústria, que atravessa uma fase de pesquisa, desenvolvimento e validação de aplicações. O processo demanda profissionais capazes de desenvolver sistemas, realizar testes e otimizar soluções. A comercialização dos robôs humanóides também intensifica a demanda por talentos. “Identificamos que, no setor de robôs humanóides, o número de vagas cresceu 409% e o número de candidatos aumentou 396% em relação ao ano anterior”, afirma Li Qiang, vice-presidente executivo da Zhaopin. As vagas para engenheiros de algoritmos e engenheiros mecânicos em robótica humanóide subiram 479% e 239%, respectivamente. Segundo Li Boyang, presidente da EX Robotics, o setor exige profissionais com base científica sólida e capacidade de atuar em áreas como algoritmos e desenvolvimento de software. “Precisamos de talentos que dominem tanto hardware quanto software, automação mecânica e áreas correlatas, capazes de desenvolver soluções completas e pensar em termos de produto”, afirma. A demanda por profissionais multidisciplinares reflete a transformação dos robôs humanóides em produtos integrados, que exigem conhecimento cruzado e foco na aplicação. Até dezembro de 2024, a China registrava 451.700 empresas na indústria de robôs inteligentes, segundo o Centro de Big Data para Supervisão de Mercado, alta de 206,73% em relação a 2020. Só entre janeiro e maio de 2025, a plataforma Tianyancha contabilizou a criação de 100 mil novas empresas no setor, um aumento de 30% na comparação anual. Relatórios de instituições como o Minsheng Securities projetam que 2025 será o início da produção em larga escala de robôs inteligentes incorporados. A expectativa é que, nos próximos três anos, esses equipamentos sejam usados em cenários específicos; no médio prazo, no setor industrial; e, no longo prazo, no ambiente doméstico. “O futuro dos robôs humanóides dependerá dos cenários de aplicação. Eles devem atuar como acompanhantes infantis, guias em conferências, facilitadores de jogos interativos e explicadores em museus. Profissionais com visão de produto e capacidade de ampliar esses cenários terão papel estratégico nas empresas”, afirma Li Boyang. Fonte: news.cn

25 de junho de 2025
China2Brazil
A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) anunciou, no dia 25 de junho, que o projeto da Fase II do campo de gás Shenhai-1 entrou em operação completa. Localizado no Mar do Sul da China, o campo se tornou o maior empreendimento offshore de gás natural do país. Desenvolvido em duas etapas, o projeto iniciou a produção em junho de 2021 com a Fase I. As reservas geológicas comprovadas superam 150 bilhões de metros cúbicos. A profundidade operacional do campo ultrapassa 1.500 metros, com poços que chegam a mais de 5.000 metros. Shenhai-1 é o campo em águas profundas mais complexo já desenvolvido pela China de forma independente. A construção da Fase II enfrentou desafios técnicos em função das condições geológicas. As temperaturas nos reservatórios atingiram 138 °C e as pressões superaram 69 MPa, o equivalente a mil vezes a pressão de uma panela de cozinha. Essas condições exigiram soluções específicas para perfuração e produção submarina. Segundo Liu Kang, gerente do projeto da Fase II, a CNOOC adotou um modelo inédito na indústria offshore chinesa, que combina um sistema de produção submarina, uma plataforma de estrutura tubular em águas rasas e um sistema de controle remoto em plataforma semi-submersível em águas profundas. A infraestrutura instalada inclui 12 poços submarinos distribuídos nas áreas Sul, Norte e Leste do campo, além de uma nova plataforma tubular, um sistema de produção submarina, cinco dutos e cinco cabos umbilicais. O sistema cobre uma área com mais de 170 quilômetros de extensão e uma variação de profundidade superior a 1.500 metros. Atualmente, Shenhai-1 opera com sua capacidade máxima de produção, estimada em 4,5 bilhões de metros cúbicos por ano. O gás natural é escoado para terminais em Hong Kong, Sanya (Hainan) e Zhuhai (Guangdong), atendendo a demanda da região da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau e de Hainan, além de integrar a rede nacional de gasodutos. Liu afirmou que as tecnologias e estruturas desenvolvidas nas duas fases do Shenhai-1 poderão ser utilizadas em projetos futuros na região, como o campo Baodao 21-1, ampliando a capacidade de exploração em águas profundas e fortalecendo a segurança energética da China. Fonte: news.china.com.cn

24 de junho de 2025
China2Brazil
A Leapmotor, montadora chinesa de veículos elétricos, lançou oficialmente, em 18 de junho, o C16, modelo 2026, com oito versões e preços entre RMB 151.800 e RMB 181.800. O SUV médio-grande recebeu mais de 70 atualizações. Entre os destaques estão a nova versão com cinco assentos e a opção com extensor de autonomia, equipada com bateria de 38,7 kWh. Essa configuração alcança 280 km no modo elétrico e 1.150 km no ciclo CLTC. A versão totalmente elétrica chega a 630 km de autonomia. O modelo conta com sistema de assistência à condução atualizado com LiDAR de 128 linhas e chip Qualcomm Snapdragon 8650, que viabiliza condução assistida de ponta a ponta e estacionamento com memória. A suspensão FSD ajustável, freio One Box e chassi com controle dinâmico LMC compõem o pacote. O Leapmotor C16 concorre com o BYD Tang e o GAC Trumpchi ES9 Want S7. Em 16 de junho, a IM Motors apresentou a nova versão do SUV elétrico LS7 por RMB 329.900. O veículo recebeu mudanças visuais, incluindo LiDAR centralizado no teto e interior com bancos dianteiros reclináveis até a posição de cama. Os bancos traseiros, rebatidos, formam espaço ampliado para descanso. A principal novidade técnica é o sistema de direção nas rodas traseiras, com ângulo de até 6°, que reduz o raio de giro para 5,3 metros. Apesar das atualizações, analistas avaliam que o modelo ainda precisa reduzir o preço para competir com mais força. A SAIC-GM lançou o novo Buick E5 em 19 de junho, com três versões entre RMB 169.900 e RMB 189.900. Com incentivos, os preços partem de RMB 149.900. O modelo é baseado na plataforma Ultium 2.0 e utiliza motor de 180kW, com até 620 km de autonomia. As opções de bateria são de 63,9 kWh e 76,8 kWh. A recarga de 30% a 80% leva 19 minutos. A montadora reduziu os preços para ampliar a competitividade, em um momento de vendas ainda modestas. Também em 19 de junho, a Chery lançou o Arrizo 8 PRO 2.0T, com preços entre RMB 137.900 e RMB 149.900. Com descontos promocionais, os valores vão de RMB 122.900 a RMB 134.900. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos, conta com motor turbo de 187kW e 390Nm, consumo de 6,8 L/100 km e usa gasolina comum. A suspensão é independente tipo McPherson na frente e multilink atrás. O principal concorrente é o Geely Preface, que vendeu 11.843 unidades em maio. A FAW iniciou em 20 de junho a pré-venda do Audi A5L, com quatro versões previstas, incluindo uma opção híbrida. Os preços ainda não foram divulgados. O modelo incorpora o sistema de direção inteligente Huawei QianKun, com dois LiDARs, seis radares de ondas milimétricas, 13 câmeras e 12 sensores ultrassônicos. A proposta inclui condução assistida em áreas urbanas e rodovias. O A5L amplia a linha de sedãs de luxo da marca no país, ao lado dos modelos A3, A4L e A6L. Na área de infraestrutura, a Huawei alcançou 1.000 estações próprias de supercarga até 20 de junho. A rede abrange 32 províncias e 278 cidades, com mais de 4.000 estações adicionais. Entre 20 de maio e 20 de junho, foram adicionadas 120 estações. As unidades contam com tecnologia de 600kW e corrente de até 600A, o que permite 1 km de autonomia por segundo de carga. Xangai lidera com 50 estações, seguida por Pequim (31), Chongqing (177) e Guangdong (100). No mesmo período, a Li Auto anunciou ter superado a Tesla em número de estações 5C na China, com 2.500 unidades. O CEO Li Xiang confirmou o lançamento dos modelos i8 e i6 para julho e setembro, ambos compatíveis com a nova rede. Com carregamento de 500 km em 10 minutos, a marca sinaliza maior foco em veículos 100% elétricos, embora ainda atue majoritariamente com híbridos. A Xiaomi adquiriu um terreno industrial de 485.100 m² em Yizhuang, Pequim, por RMB 635 milhões. A área, com uso industrial por 50 anos, será destinada à produção de veículos elétricos inteligentes. A expectativa é que o local receba a Fase 3 da fábrica da Xiaomi Auto. Desde abril de 2024, a marca entregou mais de 280 mil unidades do modelo SU7, superando a capacidade da Fase 1 (150 mil por ano), o que pressionou pela ampliação da produção. Em 16 de junho, a Polestar recebeu investimento de US$ 200 milhões da PSD Investment Limited, de Li Shufu, fundador do Grupo Geely. A operação envolveu a emissão de 190 milhões de ADS a US$1,05 cada. O aporte busca fortalecer as operações da Polestar em P&D , produção e lançamento de novos modelos. A marca mantém presença relevante na Europa, mas enfrenta desafios nas vendas e em sua estrutura financeira. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma anunciou novo reajuste nos preços dos combustíveis. O valor da gasolina aumentou RMB 260 por tonelada e o do diesel, RMB 255. Na bomba, o preço da gasolina 92 subiu RMB 0,20 por litro, voltando a ultrapassar RMB 7. Um tanque de 50 litros custa agora RMB 10 a mais. Até junho, foram realizadas 12 rodadas de ajustes: cinco aumentos, cinco reduções e duas pausas. O próximo está previsto para 1º de julho.

24 de junho de 2025
China2Brazil
A BASF Shanshan, joint venture formada pela gigante química alemã BASF e a empresa chinesa Shanshan Energy, intensificou a produção de materiais de cátodo com alto teor de níquel em sua oficina automatizada e digital em Changsha. O processo, que vai desde a dosagem até a embalagem com remoção de impurezas magnéticas, é totalmente automatizado e opera em larga escala. Segundo Peng Wenjie, diretor de operações da empresa, o material, um pó preto utilizado em baterias, abastece diversos setores, como o de smartphones, drones e veículos elétricos . “Esse pó é o nosso material de cátodo. Ele responde por cerca de 45% do custo total de uma bateria de íon-lítio e influencia diretamente a densidade de energia, a segurança e o desempenho de carga e descarga”, afirmou. Para enfrentar desafios como aumento de temperatura e instabilidade em baterias, a BASF Shanshan investiu em novas estruturas de íons de lítio. A empresa também foi pioneira no uso de dopagem in situ para superar o colapso estrutural em altas voltagens. Como resultado, lançou o primeiro material de 4,45V do setor. De acordo com Peng, a nova tecnologia permite manter a temperatura das baterias de celulares estável em cerca de 70°C, aumentando a autonomia e a segurança. A empresa já iniciou a produção em massa de materiais de óxido de cobalto de lítio com 4,5V e alta densidade energética. A versão de 4,53V está em fase de testes com clientes e deve entrar em produção comercial até 2026. Nos últimos anos, a BASF Shanshan concentrou esforços em pesquisa e desenvolvimento de novos materiais de cátodo, incluindo soluções para baterias de sódio, baterias de estado sólido e compostos ternários. Em agosto de 2024, a empresa iniciou a produção piloto de materiais ativos para baterias totalmente em estado sólido na unidade de Changsha. Peng explicou que as baterias de estado sólido, consideradas a principal rota tecnológica para modelos de alto desempenho, oferecem maior capacidade, estabilidade e eficiência de descarga. A BASF Shanshan já desenvolveu materiais ternários com alto teor de níquel voltados para esse tipo de bateria, cuja produção deve começar ainda este ano. Com a evolução tecnológica , a empresa também ampliou suas aplicações e passou a oferecer serviços personalizados. Atualmente, desenvolve centenas de materiais conforme demandas específicas de clientes. “Estamos preparando materiais com teor ultra-alto de níquel e novos tipos de óxido de cobalto de lítio. O foco é superar gargalos da indústria e ampliar nossa competitividade com base em diferenciação tecnológica”, afirmou Peng. Fonte: People.cn

24 de junho de 2025
China2Brazil
A BYD iniciou, em 23 de junho, os testes no mar do “Zhengzhou”, seu sétimo navio ro-ro voltado à exportação de veículos. A entrega está prevista para julho. O navio foi construído pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International e integra a frota marítima da montadora, composta por embarcações nomeadas segundo as cidades que abrigam suas fábricas na China . Com 199,9 metros de comprimento, 38 metros de largura e capacidade para 7.000 veículos, o “Zhengzhou” utiliza propulsão com combustível duplo ( GNL ) e incorpora tecnologias como gerador de eixo com ímã permanente e sistemas de economia de energia. É navio-irmão do “Hefei”. Até junho de 2025, a BYD já colocou em operação os seguintes navios: BYD Explorer No. 1 (4.000 veículos); Changzhou; Hefei; Shenzhen (9.200 veículos); Xi’an (9.200 veículos); Changsha (operações iniciadas em 24 de junho, também com capacidade para 9.200 veículos). O oitavo navio, batizado de Jinan, tem entrega estimada entre agosto e setembro. A BYD pretende concluir a frota com oito navios ro-ro até 2026, atingindo capacidade de transporte marítimo superior a 1 milhão de veículos por ano. Em paralelo, a companhia registrou recorde de exportações em maio, com 89 mil unidades embarcadas. No acumulado entre janeiro e maio, as exportações somaram 374.200 veículos, alta de 112% em relação ao mesmo período de 2024. Fonte: ithome.com

23 de junho de 2025
China2Brazil
A China concluiu o primeiro ensaio clínico prospectivo com interface cérebro-computador (ICC) invasiva, segundo a Academia Chinesa de Ciências. O Centro de Excelência em Neurociência e Tecnologia Inteligente, em parceria com o Hospital Huashan da Universidade de Fudan e empresas do setor, liderou o estudo. Com essa realização, o país se tornou o segundo no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, a testar a tecnologia em ambiente clínico. O voluntário do estudo perdeu os quatro membros em um acidente com alta voltagem. Em março, os pesquisadores implantaram dois eletrodos flexíveis no córtex cerebral do paciente. Os eletrodos, ligados a um dispositivo do tamanho de uma moeda fixado no crânio, captam sinais cerebrais e transmitem, sem fio, comandos para computadores externos. Zhao Zhengtou, pesquisador do centro, informou que o paciente não apresentou infecções nem falhas nos eletrodos até o momento. Após duas a três semanas de treinamento, o participante conseguiu controlar jogos virtuais de xadrez e corrida apenas com os pensamentos. As ICCs classificam-se em invasivas, semi-invasivas e não invasivas, conforme o nível de contato com o tecido cerebral. As invasivas oferecem maior qualidade na captação dos sinais, mas apresentam complexidade maior. Pu Muming, diretor científico do centro e membro da Academia Chinesa de Ciências, destacou que esse tipo de pesquisa existe há quase 30 anos e envolve a inserção de eletrodos em regiões específicas do cérebro para fins terapêuticos. Antes desse avanço, o progresso da tecnologia enfrentava obstáculos como miniaturização, sistematização e transmissão sem fio dos dispositivos. Pacientes precisavam usar capacetes grandes para conectar o cérebro a equipamentos externos, tornando o uso pouco prático. Além do tamanho, os eletrodos rígidos usados anteriormente causavam danos ao tecido cerebral. Para resolver essas limitações, a equipe desenvolveu eletrodos neurais flexíveis, que reduzem o impacto nas células cerebrais e permitem a captação de sinais em alta densidade, com transmissão eficiente por longos períodos. Esses eletrodos passaram por testes em roedores, primatas não humanos e cérebros humanos, comprovando estabilidade e compatibilidade. Lu Junfeng, vice-diretor de neurocirurgia do Hospital Huashan, afirmou que a precisão na implantação dos eletrodos foi garantida por imagens combinadas de ressonância magnética funcional e tomografia computadorizada. A equipe criou um modelo tridimensional personalizado do cérebro do paciente para identificar com exatidão a área do córtex motor a ser acessada, realizando o procedimento com precisão milimétrica. Zhao apontou que, após aprovação regulatória e comercialização, a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com lesão completa da medula espinhal, amputações ou esclerose lateral amiotrófica (ELA) . O próximo passo será testar o controle de braços robóticos e dispositivos físicos complexos pelo paciente, ampliando as possibilidades de interação. Fonte: jingjiribao.cn

23 de junho de 2025
China2Brazil
Em Pequim, a demanda por academias, espaços esportivos e alimentação leve cresceu significativamente nos últimos meses. Desde junho, as buscas por mensalidades e passes para academias subiram mais de 30%, enquanto restaurantes especializados em alimentação saudável registraram aumento superior a 140% nas buscas online, indicando uma mudança no comportamento dos consumidores locais. Academias 24 horas, quadras de squash e espaços esportivos registram aumento no número de frequentadores. Muitas unidades estenderam o horário de funcionamento e diversificaram as atividades, oferecendo pilates, ioga e dança para atrair públicos variados. Dados de uma plataforma chinesa mostram que as buscas por “mensalidade ou passe avulso de academia” cresceram 31,6% em comparação ao ano anterior. As buscas por “passe de academias 24h com autoatendimento” subiram 96,9%. Atividades recreativas também ganharam força: as buscas por “academia de trampolim indoor” e “quadra de squash” aumentaram 96,4% e 188%, respectivamente. No setor de alimentação leve, redes especializadas expandem sua presença para atender ao público preocupado com a saúde. Em uma unidade de Pequim, a média diária supera 200 pedidos via delivery e 100 refeições no local, segundo Hao Yanqi, gerente da rede. Os clientes montam as refeições escolhendo entre carboidratos, proteínas e vegetais, com preço médio entre RMB 30 e RMB 40. A empresa planeja abrir 10 novas unidades no país ainda este ano. Desde junho, as buscas por “restaurante de alimentação leve” em Pequim subiram 145% em relação ao ano anterior, e os pedidos por combos promocionais focados em refeições saudáveis aumentaram 356%. Os itens mais procurados incluem iogurte com abacate, chás de frutas e vegetais e bowls com camarão. Fonte: news.southcn.com

23 de junho de 2025
China2Brazil
Em Chengdu, província de Sichuan, técnicos agrícolas monitoram a produção de um campo de arroz próximo ao sítio arqueológico de Baodun, datado de 4.500 anos, por meio de uma plataforma inteligente. No local, que pertence à fase final do Neolítico,o último período da Idade da Pedra, arqueólogos encontraram vestígios vegetais, como grãos de arroz carbonizados, painço e milheto. Essas sementes comprovam a longa tradição agrícola da civilização chinesa. E a implementação da tecnologia digital está contribuindo para a renovação dessa herança milenar. A cerca de um quilômetro do sítio, na área de testes de novos cultivares da Universidade Agrícola de Sichuan, cientistas desenvolvem o arroz “Tianfu Yanzhi Xiangya”. Por meio da modelagem com inteligência artificial, eles simulam híbridos de arroz, reduzindo o tempo de desenvolvimento em comparação com os métodos tradicionais, que exigem o cultivo completo para validar os resultados. Equipamentos agrícolas como tratores autônomos, plantadeiras automáticas, pulverizadores inteligentes de duplo sistema e plataformas digitais de medição da colheita são usados para testar novos paradigmas de bioengenharia agrícola. Segundo Yuan Zhouping, diretor do Departamento de Indústria Agrícola da Tianfu Agricultural Expo Park Investment, Chengdu criou um parque de exposições que integra cultura, comércio, agricultura, turismo e esportes. O local transforma os campos em espaços para eventos culturais, como feiras, mercados e exposições ao ar livre. Além do arroz, a planície de Chengdu abriga plantações de amoreiras e linho. A região está entre as primeiras do mundo a desenvolver técnicas de criação de bichos-da-seda , fiação e tecelagem. Registros indicam que, entre 770 e 476 a.C., os antigos Shu comercializavam tecidos de seda com o Estado de Qin. No Museu da Seda de Sichuan, uma máquina de tecelagem Shu Jin da Dinastia Tang está em exibição. Com 6 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 5 metros de altura, a máquina apresenta linhas marcadas com os números “1” e “0”, refletindo princípios similares ao sistema binário, evidência da engenhosidade da civilização do século VIII. A empresa Sichuan Shujing Cultural Communication, centro de preservação do bordado e da seda de Shu em Chengdu, promove a integração entre tradição e tecnologia. Desde 2016, o centro usa tecnologia de imagem digital para transformar desenhos personalizados em padrões de tecido, que são produzidos por máquinas e posteriormente bordados à mão por artesãos. A introdução da inteligência artificial no design de padrões reduziu o tempo de produção e garantiu exclusividade para cada peça. “A ‘Nova Seda com IA’ atende às demandas do mercado e amplia as possibilidades do artesanato tradicional. Ela transforma o consumidor em co-criador e leva o bordado de Shu a milhares de lares”, afirmou Zhong Ming, diretora do Shu Jing Hall. A relação entre civilizações também se manifesta em outros pontos históricos. Em 1024, a planície de Chengdu emitiu o primeiro papel-moeda oficial do mundo, o “Jiaozi”. Atualmente, a exposição “A Floresta do Belo – Arte de Han Meilin”, no Museu de Arte de Chengdu, apresenta obras inspiradas em moedas antigas e xilogravuras, que misturam cultura tradicional e arte contemporânea. O Museu de Qiongyao lançou produtos culturais que combinam elementos do sítio arqueológico de Sanxingdui, como a máscara dourada, com o pássaro solar do sítio de Jinsha e a cerâmica de Qiongyao. Esses produtos são comercializados por meio de plataformas de transmissão ao vivo, atraindo consumidores jovens. Na exposição de relíquias da civilização grega no Museu do Sítio de Jinsha, a guia humana virtual inteligente “Atena” interage com os visitantes. Segundo a equipe do museu, ela utiliza tecnologias como reconhecimento e síntese de voz e inteligência artificial generativa. A guia oferece explicações, tira selfies e responde perguntas em tempo real, criando uma experiência imersiva. O ornamento de ouro com o pássaro solar, encontrado no sítio de Jinsha e símbolo do patrimônio cultural da China desde 2005, permanece em destaque. Datado entre as dinastias Shang e Zhou, o ornamento apresenta quatro pássaros em voo formando um círculo externo e doze raios curvos no interior, representando a adoração ancestral ao sol. Esse artefato representa o esplendor da antiga civilização de Shu e, com o apoio das tecnologias digitais atuais, mantém sua relevância. Fonte: news.southcn.com

20 de junho de 2025
China2Brazil
O Ministério do Comércio da China divulgou, em 20 de junho, os dados sobre o desempenho do comércio eletrônico no país entre janeiro e maio de 2025. Segundo o Departamento de E-commerce da pasta, o setor avançou com base em inovação, novos formatos de negócio, escala de mercado e cooperação internacional, fortalecendo a demanda interna e a integração entre comércio doméstico e externo. Vendas online crescem 8,5% com impulso de produtos digitais e serviços Entre os principais indicadores, as vendas no varejo online aumentaram 8,5% no período, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas. A combinação de políticas públicas, datas comemorativas e campanhas promocionais contribuíram para esse crescimento. As plataformas monitoradas registraram alta nas vendas de produtos digitais (10,4%), eletrodomésticos e dispositivos renovados (14%), serviços digitais (13,3%) e comércio imediato (12%). Desde abril, as zonas de exportação integradas a plataformas digitais superaram RMB 2 bilhões em vendas. O governo também reforçou políticas para incentivar o comércio eletrônico de produtos originalmente destinados à exportação e fortalecer a integração entre canais online e offline. Setor industrial adota e-commerce e amplia digitalização No segmento industrial, a estratégia “e-commerce + polos industriais” avançou com mais de 200 eventos realizados em mais de 20 localidades. A ação incentivou a digitalização de pequenas e médias empresas e a atuação em mercados doméstico e internacional. Regiões como Xinjiang, Chongqing e Guangxi formalizaram cerca de 50 parcerias em áreas como agroindústria e logística, com contratos que somam mais de RMB 400 milhões. A aplicação de inteligência artificial nas principais plataformas industriais reduziu o ciclo de desenvolvimento em 40% e os custos operacionais em 15%. Parcerias da Rota da Seda no e-commerce chegam a 35 países No cenário internacional, a China firmou novos acordos bilaterais com Bangladesh e atualizou mecanismos de cooperação com o Cazaquistão, elevando para 35 o número total de países participantes da iniciativa “E-commerce da Rota da Seda ”. A campanha “E-commerce beneficia o mundo” promoveu 40 ações ao longo do ano, incluindo eventos em Henan, Shaanxi e Hunan, uma mesa redonda China-Ásia Central e uma temporada de vendas de produtos africanos. Representantes de 52 países participaram das atividades, que resultaram em mais de 100 acordos de cooperação. A China também assinou um acordo com o Cazaquistão para estabelecer infraestrutura e normas regulatórias para transações de dados transfronteiriços nas zonas-piloto do projeto, ampliando a colaboração em dados com países vizinhos. Fonte: news.southcn.com

20 de junho de 2025
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) anunciou, em 20 de junho, novas medidas para fortalecer a gestão da segurança dos veículos de nova energia em 2025. A iniciativa contou com a participação da Administração Estatal de Regulação do Mercado e do Departamento Nacional de Resgate e Incêndio. Durante reunião por videoconferência, os órgãos reguladores determinaram que montadoras e fabricantes de baterias devem assumir responsabilidade integral pela segurança e qualidade dos produtos. As empresas devem adotar ações preventivas em todas as fases da cadeia, do projeto e produção ao pós-venda. Também deverão informar corretamente os consumidores e evitar qualquer tipo de publicidade enganosa, com atenção à segurança como limite inegociável. As autoridades rejeitaram a chamada "competição interna predatória" e afirmaram que a redução de custos não pode comprometer o desempenho ou a qualidade. O uso de materiais de baixa qualidade ou práticas de fabricação inadequadas foi condenado como estratégia de curto prazo. O MIIT, a Administração de Regulação do Mercado e o Departamento de Resgate destacaram que o avanço da indústria de veículos elétricos na China exige equilíbrio entre desenvolvimento e segurança. Segundo os reguladores, os ganhos obtidos até agora devem ser preservados, com foco na prevenção e na resolução de riscos operacionais. Como próximos passos, os três órgãos anunciaram que vão intensificar a coordenação institucional e o compartilhamento de dados, além de organizar inspeções de risco, investigações de defeitos e fiscalizações de produção. As autoridades também exigirão que empresas ampliem a eficiência de suas plataformas de monitoramento e adotarão sanções rigorosas em casos de descumprimento. O pacote de medidas visa fortalecer a ordem regulatória e apoiar o crescimento sustentável da indústria de veículos elétricos e conectados inteligentes no país. Fonte: thepaper.cn