
22 de outubro de 2025
China2Brazil
No dia 20 de outubro, o presidente do Brasil , Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu no Palácio do Planalto Yang Dongsheng, presidente do Grupo XCMG, e sua comitiva. O encontro abordou a participação das empresas chinesas no desenvolvimento da infraestrutura, da economia digital e da transição verde no país. Lula afirmou que o governo brasileiro pretende cooperar com empresas chinesas para promover o desenvolvimento sustentável e gerar benefícios mútuos. O presidente destacou os mais de dez anos de atuação da XCMG no Brasil e os resultados obtidos, incluindo modernização industrial, redução de emissões e avanço da transformação digital. Lula citou a gestão do Banco XCMG Brasil e manifestou interesse na criação de um instituto de pesquisa da empresa no país, na ampliação de investimentos e no fortalecimento das relações econômicas e culturais entre Brasil e China. Yang Dongsheng apresentou a trajetória da XCMG no Brasil, desde exportações e construção de fábricas locais até a fase atual de “transformação inteligente, digital e conectada”. Ele afirmou que a empresa seguirá uma estratégia baseada em tecnologia, sustentabilidade, globalização e excelência em serviços, promovendo digitalização industrial, produção verde e responsabilidade social. O executivo ressaltou o compromisso da XCMG com a formação de jovens talentos locais e com o fortalecimento da operação regional, consolidando o Brasil como centro estratégico para atender aos principais países da América do Sul e construir um modelo de desenvolvimento sustentável de longo prazo. O encontro contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do chefe da Casa Civil, Rui Costa. Fonte: news.qq.com

22 de outubro de 2025
China2Brazil
Dados da Administração Nacional de Dados da China indicam que o país detém 60% das patentes de IA registradas globalmente, mostrando um crescimento estrutural e sistêmico do setor. A inteligência artificial se integra rapidamente à economia e à sociedade, da pesquisa básica à aplicação industrial. A cada 1,7 segundo, uma nova célula de bateria sai da linha de produção com taxas de defeito reduzidas. Modelos de IA realizam varreduras médicas capazes de identificar múltiplas lesões simultaneamente. Esses avanços são resultado da expansão da rede de patentes de inteligência artificial da China. Políticas impulsionam inovação O documento “Opiniões sobre a Implementação Profunda da Ação ‘IA+’” define diretrizes claras para o desenvolvimento da IA, acelerando pesquisas fundamentais e promovendo soluções para softwares e tecnologias centrais. O país concentra esforços em mudanças de paradigma científico lideradas pela IA e na inovação tecnológica em diversos setores. Durante o 14º Plano Quinquenal, o número de empresas de IA e o tamanho do setor cresceram de forma constante. Modelos nacionais, como DeepSeek e Qwen, lideram o ecossistema global de inovação open source. Smartphones e dispositivos inteligentes com IA se popularizaram, ampliando o mercado e estimulando novas aplicações industriais. Economia digital e circulação de dados Com recursos de dados abundantes e um setor industrial robusto, a China ampliou sua capacidade econômica digital. Em 2024, o país contava com mais de 400 mil empresas de dados, e o setor alcançou RMB 5,86 trilhões, um crescimento de 117% em relação ao final do 13º Plano Quinquenal. Mais de 400 empresas de IA receberam o reconhecimento de “Pequenos Gigantes” por inovação especializada. IA em todos os setores Agricultura: o modelo nacional “Wanxiang Gengyun” integra mais de 40 milhões de registros, combinando dados de solo e alertas meteorológicos para apoiar toda a produção agrícola. Serviços ao cidadão: o restaurante inteligente Xixiang, em Xangai, ajusta mais de 3.000 receitas em tempo real, atendendo milhares de famílias. Indústria: a plataforma Lingyang Industrial Internet, em Anhui, lançou o modelo industrial 3.0, ajudando pequenas e médias empresas a digitalizar pesquisa, produção, vendas e gestão. Desde o início do 14º Plano Quinquenal, a China construiu mais de 35 mil fábricas inteligentes de nível básico, 7 mil avançadas e 230 de excelência. Fonte: gmw.cn

22 de outubro de 2025
China2Brazil
A mineradora brasileira Vale participará da 8ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) , em Xangai, entre os dias 5 a 10 de novembro de 2025. Esta será a terceira participação consecutiva da empresa na feira, onde apresentará produtos minerais e uma instalação interativa imersiva. Neste ano, a área da Vale destacará metais da transição energética, como esferas de níquel carbonílico, utilizadas nos setores de aviação, eletrônica e energia nuclear. A empresa também exibirá outros produtos de níquel e cobre, além de minérios de ferro de alta qualidade. Em 2025, a Vale completará 40 anos de atuação na Amazônia, e como homenagem, a empresa apresentará uma instalação interativa inspirada na floresta. A estrutura contará com painel de LED transparente e telas de toque, exibindo imagens da floresta e obras digitais de artistas locais, permitindo que os visitantes entendam a importância da preservação ambiental. Os participantes poderão conhecer o BioParque Vale Amazônia por meio de equipamentos de realidade virtual. Criado em 1985, o parque ocupa 30 hectares na Floresta Nacional de Carajás, dos quais cerca de 70% permanecem cobertos por vegetação nativa. Aberto ao público gratuitamente, recebe aproximadamente 120 mil visitantes por ano e atua em pesquisa e educação ambiental. A experiência imersiva permitirá que os visitantes conheçam a biodiversidade da Amazônia, incluindo a flor de Carajás, araras-vermelhas e verdes, macacos-dos-densos e onças-pintadas. Fundada em 1942, a Vale é uma das maiores produtoras mundiais de minério de ferro, cobre e níquel. Desde 1973, quando enviou seu primeiro carregamento à China, a empresa exportou mais de 3 bilhões de toneladas de minério de ferro ao país, além de outros metais básicos. Fonte: Xinhua

22 de outubro de 2025
China2Brazil
Pesquisadores do Terceiro Hospital da Universidade de Pequim, liderados pelos professores Zhou Liya e Song Zhiqiang, conduziram um estudo com 40 centros de diagnóstico e tratamento de doenças digestivas em todo o país. Eles descobriram que uma terapia tripla baseada em rifortol pode tornar o tratamento da Helicobacter pylori mais simples e conveniente. Os resultados foram publicados recentemente na revista The Lancet Infectious Diseases. O que é Helicobacter pylori? Helicobacter pylori é uma bactéria Gram-negativa que coloniza o epitélio gástrico humano e causa gastrite crônica ativa. A infecção é contagiosa e pode ser transmitida de pessoa para pessoa. Song Zhiqiang destacou que a bactéria apresenta alta taxa de infecção e está associada a diversas doenças, incluindo câncer gástrico, úlceras e gastrite atrófica. Atualmente, ela infecta quase metade da população chinesa e está presente em 70% dos domicílios, representando um problema de saúde pública relevante. Ensaios clínicos randomizados multicêntricos, revisões sistemáticas e consensos internacionais mostram que a infecção por H. pylori pode ser erradicada com a seleção adequada de regimes de tratamento. As taxas de sucesso superam 85% e podem atingir mais de 90% em protocolos otimizados. A erradicação reduz significativamente o risco de câncer gástrico e constitui uma intervenção clinicamente recomendada. Zhou Liya destacou que o país enfrenta desafios no tratamento devido à resistência a antibióticos, baixa acessibilidade e reações alérgicas, tornando urgente a busca por novas opções terapêuticas. Diferenças da nova terapia tripla A nova terapia tripla combina rifortol, rabeprazol e amoxicilina, administrados duas vezes ao dia durante 14 dias. O tratamento atualmente mais comum é a terapia quádrupla com bismuto, que inclui claritromicina, rabeprazol, amoxicilina e bismuto, também em duas doses diárias por 14 dias. Zhou Liya informou que o rifortol é o primeiro medicamento molecular inovador desenvolvido de forma independente na China para a H. pylori. Estudos clínicos e básicos indicam que a bactéria é sensível ao medicamento, superando a alta resistência observada em tratamentos anteriores. O ensaio clínico de Fase III, multicêntrico, randomizado e duplo-cego, incluiu 700 pacientes em tratamento pela primeira vez. Os resultados mostraram que a terapia tripla com rifortol apresentou maior taxa de erradicação, menor incidência de efeitos adversos, menos medicamentos e mais conveniência no uso. Song Zhiqiang concluiu que a nova terapia tripla fornece uma alternativa eficaz para o tratamento clínico da Helicobacter pylori e pode aumentar significativamente as taxas de erradicação. Fonte: The paper

22 de outubro de 2025
China2Brazil
A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC) informou que concluiu os testes em órbita do Satélite de Detecção de Salinidade Oceânica. O anúncio foi feito em 22 de outubro e divulgado pelo IT Home. A reunião de revisão ocorreu em Pequim e contou com a participação do Departamento de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério dos Recursos Naturais e do Centro de Engenharia de Grandes Projetos da Comissão Nacional de Ciência e Tecnologia da Defesa. Com os testes finalizados, o satélite está pronto para operação de longo prazo. O Satélite de Detecção de Salinidade Oceânica integra a infraestrutura espacial civil nacional. Ele foi desenvolvido e fabricado pela Quinta Academia da CASC e lançado com sucesso pelo foguete Longa Marcha 4B em 14 de novembro de 2024. Trata-se do primeiro satélite de sensoriamento remoto da China dedicado à medição da salinidade dos oceanos, ampliando a capacidade de observação oceânica por satélite e preenchendo lacunas na detecção espacial deste parâmetro. Segundo a CASC, o satélite fornecerá dados globais de alta precisão sobre a salinidade oceânica, apoiando a proteção ambiental marinha, a prevenção e diminuição de desastres naturais e o monitoramento das mudanças climáticas. Ele também mede a umidade do solo, atendendo às demandas de setores como agricultura, monitoramento de secas e previsão numérica do tempo. Desde o lançamento, o satélite passou por fases críticas de testes em órbita, incluindo configuração do status operacional, inicialização da carga útil, estabelecimento da conexão satélite-solo e verificação da funcionalidade operacional. O Centro Nacional de Aplicação Oceânica de Satélites liderou os testes, em colaboração com o Departamento Geral de Satélites de Sensoriamento Remoto da Quinta Academia e unidades como a Filial de Xi’an. As análises indicam que o desempenho e a funcionalidade do satélite atendem ou superam as especificações de projeto. Fonte: IT Home

21 de outubro de 2025
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Entre os dias 3 e 15 de novembro, uma comitiva de empresários, gestores públicos e lideranças setoriais participará da Missão China 2025. A Agência Mato-grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade, Invest MT, e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) coordenam a missão com o objetivo de prospectar novos negócios para empresas do estado, ampliar o acesso de produtos mato-grossenses ao mercado asiático e atrair investimentos estratégicos para Mato Grosso. A iniciativa marca a terceira participação consecutiva do estado na China International Import Expo (CIIE) , em Xangai, e consolida a presença de Mato Grosso como um dos principais representantes brasileiros no evento. Organizada pelo governo chinês desde 2018, a CIIE é uma das maiores feiras de importação do mundo, reunindo empresas e autoridades de mais de 150 países para promover parcerias comerciais, tecnológicas e institucionais. Durante a missão, estão previstas agendas técnicas direcionadas aos setores produtivos e grupos empresariais que integram a comitiva, além de encontros de negócios voltados ao agronegócio, organizados em parceria com o Consulado-Geral do Brasil em Xangai e outras entidades chinesas e brasileiras. A programação inclui também a participação na cerimônia de abertura do estande de Mato Grosso na CIIE. De acordo com o diretor-presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, a presença do estado na feira tem papel estratégico na prospecção de mercados e na construção de confiança junto aos compradores internacionais. “Quando levamos nossos produtos, mostramos a força e a credibilidade do agronegócio mato-grossense. É uma forma de transmitir confiança, tanto pela capacidade de fornecimento quanto pela qualidade e sustentabilidade dos alimentos que entregamos”, destaca. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico César Miranda, o evento é uma vitrine mundial e uma oportunidade estratégica para reforçarmos o protagonismo de Mato Grosso no comércio internacional. “A China é hoje o nosso maior parceiro comercial e o principal destino da produção do agronegócio mato-grossense — por isso, estar presente na CIIE é fundamental para consolidar essa relação e abrir novas frentes de investimento”, diz César Miranda. Desde 2023, Mato Grosso participa da CIIE com resultados expressivos. Em 2024, o estande do estado foi classificado em 7º lugar entre as 30 organizações estrangeiras mais influentes da feira, reconhecimento que reforçou a imagem de Mato Grosso como fornecedor confiável e sustentável de proteínas, grãos e sementes. Para 2025, o estande foi ampliado para 200 m², com foco na promoção de produtos com forte potencial de expansão comercial, como gergelim – cujo mercado foi recentemente aberto para a China, feijão e a carne bovina mato-grossense, representada pelo tradicional corte MT Steak, símbolo de qualidade e rastreabilidade. Além da participação na China, a missão internacional também contempla uma agenda institucional nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 11 e 12 de novembro, organizada em parceria com o LIDE Emirates. O convite foi estendido ao LIDE Mato Grosso, que liderará uma comitiva empresarial e institucional em encontros com autoridades e investidores do setor agroalimentar e de infraestrutura dos Emirados.

21 de outubro de 2025
China2Brazil
Até o fim de 2024, mais de 10 mil empresas atuavam no setor de realidade virtual (RV) na China, segundo dados apresentados na Conferência Mundial sobre a Indústria de RV de 2025 (WCVRI), encerrada na segunda-feira (20) em Nanchang, capital da província de Jiangxi. De acordo com Xie Shaofeng, engenheiro-chefe do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o país consolidou um sistema industrial autossuficiente e um ecossistema de aplicativos integrado para o setor. Ele destacou avanços em tecnologias essenciais, desenvolvimento de padrões e integração tecnológica. Nos últimos anos, a China formulou mais de 30 padrões nacionais e liderou a criação de cerca de 10 padrões internacionais em áreas como humanos digitais virtuais e equipamentos terminais de RV, o que tem contribuído para o desenvolvimento padronizado da indústria. Fonte: Xinhua

21 de outubro de 2025
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A China concluiu, nesta terça-feira (21), a construção do primeiro centro de dados subaquático do mundo movido a energia eólica. O projeto, localizado na Área Especial de Lin-gang, na Zona Piloto de Livre Comércio de Xangai, recebeu investimento de 1,6 bilhão de yuans (cerca de US$ 226 milhões) e tem capacidade total de 24 megawatts, segundo o comitê administrativo da região. O centro marca um avanço na integração entre infraestrutura de computação e energia renovável offshore. O projeto foi desenvolvido pela Shanghai Hicloud Technology e pelo Shenergy Group, em cooperação com a China Telecom , a INESA e a Third Harbor Engineering, da China Communications Construction Company. De acordo com o comitê de Lin-gang, o novo centro representa um modelo de desenvolvimento de baixo carbono para o setor de tecnologia da informação, com consumo local de energia eólica e alta eficiência energética. Segundo Su Yang, gerente-geral da Shanghai Hicloud Technology, o sistema subaquático utiliza mais de 95% de eletricidade proveniente de fontes renováveis e reduz o consumo de energia em 22,8%. O projeto elimina o uso de água e reduz em mais de 90% a necessidade de espaço terrestre, ao empregar a água do mar como sistema natural de resfriamento. Essa solução diminui o gasto energético com refrigeração, que chega a representar até metade do consumo de energia em data centers convencionais, para menos de 10%. O projeto será implementado em duas fases. A primeira, já finalizada, atinge um índice de e ficiência energética (PUE) inferior a 1,15, um patamar considerado avançado na indústria. A métrica PUE mede a relação entre a energia total consumida e a usada diretamente no processamento de dados, quanto menor o número, maior a eficiência. As metas do governo chinês para o setor, estabelecidas em 2024, determinam que até o fim de 2025 todos os grandes e mega data centers novos ou reformados operem com PUE abaixo de 1,25. Em hubs nacionais, o índice deve ser inferior a 1,2. Para Wu Xiaohua, secretário adjunto do comitê do Partido da Área Especial de Lin-gang, o projeto consolida a integração entre a economia digital, as novas energias e a economia marítima. Ele afirmou que a iniciativa reforça a meta de Xangai de se tornar um centro global de inovação científica e tecnológica. O avanço também se insere na estratégia de Xangai de expandir sua indústria de computação inteligente. Em março de 2025, o governo municipal anunciou planos para ampliar o setor de computação em nuvem inteligente para mais de 200 bilhões de yuans até 2027, com capacidade estimada de 200 EFLOPS. O plano inclui a instalação de novos clusters de computação em Lin-gang. O presidente do Shenergy Group, Huang Dinan, destacou que o Mar da China Oriental oferece condições favoráveis para a geração de energia eólica, com mais de 3.000 horas anuais de operação. Segundo ele, essa capacidade garante eletricidade estável e limpa para a cidade e seus setores produtivos. Huang afirmou que a integração entre energia eólica offshore e sistemas de computação submarina melhora o uso coordenado de recursos de geração, rede e carga, atendendo às exigências dos data centers por energia renovável. Durante a cerimônia de conclusão, as empresas envolvidas assinaram um acordo para desenvolver um novo projeto de centro de dados movido a energia eólica offshore, com capacidade de 500 megawatts. De acordo com Wang Shifeng, presidente da Third Harbor Engineering, a construção de centros de dados subaquáticos ainda está em fase inicial. Ele afirmou que o avanço em larga escala dependerá de progresso tecnológico e redução de custos operacionais. O novo projeto reforça a estratégia chinesa de construir uma rede nacional de computação de baixo carbono. Em 2022, o país lançou a iniciativa “Dados do Leste, Computação do Oeste”, que busca distribuir o processamento de dados entre as regiões mais desenvolvidas do leste e as áreas do interior, com menor custo energético e maior disponibilidade de espaço. Fonte: Xinhua

21 de outubro de 2025
China2Brazil
A Federação Chinesa de Empresas de Energia Elétrica informou, em 20 de outubro, que a China mantém, pelo 15º ano consecutivo, a maior capacidade instalada de energia eólica do mundo. O país adiciona mais de 100 gigawatts de nova capacidade por ano, consolidando um crescimento contínuo do setor. Segundo dados oficiais, 57,84 milhões de quilowatts foram conectados à rede nacional em 2025, elevando a capacidade total instalada para 580 milhões de quilowatts, o equivalente a 15,7% da capacidade elétrica do país. A geração eólica das grandes empresas representa 10,1% do consumo total de eletricidade. O secretário-geral do Comitê Profissional de Energia Eólica da Sociedade Chinesa de Energia Renovável, Qin Haiyan, afirmou que até 2035 a participação da energia não fóssil deve superar 30%. Ele prevê que a capacidade combinada de energia eólica e solar será mais de seis vezes maior que a de 2020, ultrapassando 3,6 bilhões de quilowatts. Potencial eólico em expansão A China possui um dos maiores potenciais eólicos do mundo. Nas regiões do Nordeste, Norte e Noroeste, conhecidas como “Sanbei”, o potencial técnico e econômico da energia eólica terrestre ultrapassa 7,5 bilhões de quilowatts. Essas áreas têm condições de fornecer eletricidade a baixo custo e equilibrar o consumo entre regiões. Nas regiões Central, Leste e Sul, o potencial chega a 2,5 bilhões de quilowatts, com espaço para novos projetos concentrados. Já na faixa marítima de até 300 quilômetros da costa, o potencial técnico e econômico da energia eólica offshore ultrapassa 2,7 bilhões de quilowatts, com projetos comerciais em fase avançada. Expansão global das fabricantes Os fabricantes chineses de turbinas eólicas ampliam presença internacional. Empresas do setor já exportam equipamentos para 57 países em seis continentes. Sete fabricantes possuem fábricas no exterior ou planos de instalação. Qin Haiyan destacou as metas de longo prazo. Durante o 15º Plano Quinquenal (2026–2030), a China pretende adicionar ao menos 120 milhões de quilowatts por ano. A meta é alcançar 1,3 bilhão de quilowatts de capacidade total até 2030 e 5 bilhões até 2060. Inteligência artificial entra na matriz eólica Empresas chinesas de equipamentos eólicos lançaram em 2025 novas tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA). Uma delas é a turbina eólica com “gestão inteligente”, que ajusta a operação conforme o preço da eletricidade. O sistema gera mais quando o preço está alto e reduz a produção quando o valor cai, o que prolonga a vida útil do equipamento em cinco anos e aumenta o rendimento econômico em até 2,5%. O vice-presidente sênior da Envision Energy, Lou Yimin, afirmou que a empresa desenvolveu a primeira unidade integrada de energia eólica e armazenamento do mundo. “Ela opera como uma pequena usina independente. Com nossos modelos meteorológicos e energéticos de IA, Tianji e Tianshu, é possível aumentar a receita dos parques eólicos em mais de 20%”, disse. Mercado aberto e negociação automatizada Desde 1º de junho, uma diretriz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e da Administração Nacional de Energia determinou que toda a eletricidade gerada por novas fontes renováveis seja negociada em mercado aberto, com preços definidos por oferta e demanda. De acordo com Lu Yichuan, membro do Comitê de Energia Eólica da Sociedade Chinesa de Energia Renovável, os algoritmos inteligentes participam de todas as etapas da negociação, respondendo em intervalos de minutos. “A integração entre grandes volumes de dados e modelos avançados aumenta a eficiência do mercado e ajuda a equilibrar a geração e o consumo de energia”, explicou. Fuxin: de cidade mineradora a polo eólico O avanço da energia eólica também transforma economias locais. Em Fuxin, na província de Liaoning, antiga cidade mineradora de carvão, a indústria eólica impulsiona uma nova fase de desenvolvimento. Uma fábrica de componentes principais de turbinas está em construção e deve iniciar a produção nos próximos meses. A cidade tem média anual de 3.000 horas de geração eólica e lidera o ranking provincial em potencial e produção. Desde a instalação da primeira turbina em 2001, Fuxin evoluiu de produtora de energia para centro completo da cadeia eólica. O plano industrial de 2024 de Liaoning estabeleceu seis polos de equipamentos de energia renovável, e Fuxin foi designada como o único polo de equipamentos eólicos terrestres da província. Atualmente, abriga grandes fabricantes nacionais que atuam em todas as etapas da cadeia, da montagem de turbinas e torres à produção de motores e materiais elétricos. Fonte: CCTV News

21 de outubro de 2025
China2Brazil
Nos dias 17 e 18 de outubro, autoridades municipais e representantes empresariais do Brasil visitaram Hangzhou, na província de Zhejiang, para explorar oportunidades de cooperação com a China em agricultura inteligente e inteligência artificial. Durante a viagem, Salvador José Barbosa Júnior, prefeito de Iguape, assinou uma intenção de compra de RMB 1 milhão em “lousas inteligentes” para a rede pública brasileira e planeja levar mais equipamentos digitais de ensino ao país. No campo experimental agrícola da Universidade de Zhejiang, fileiras de legumes e frutas crescem em sistemas sem solo, com irrigação, mistura e reciclagem de nutrientes automatizados. O custo do sistema é de cerca de RMB 4.000 por mu (≈667 m²), com eficiência de água e fertilizantes superior a 98%, tornando-o mais econômico e ecológico que métodos tradicionais. O prefeito de Itapevi, Marcos Ferreira Godoy, experimentou um melão recém-colhido e comentou: “Este é mais doce que o melão do Brasil!”. O prefeito de Itararé, João Jorge Fadel Filho, destacou o interesse em tecnologias chinesas para aumentar a produção de milho e soja, especialmente em pequenas propriedades e fazendas familiares. Barbosa Júnior também conheceu tecnologias de dessalinização de água salobra que reduzem custos em mais de 80% e triplicam a produção de água em comparação com sistemas de osmose reversa israelenses. Ele afirmou que “o Brasil enfrenta escassez de recursos hídricos e muitas regiões remotas precisam desse tipo de equipamento”. A delegação discutiu ainda cooperação técnica em reprodução bovina. Zhang Kun, do Instituto de Ciências Animais da Universidade de Zhejiang, lembrou que o Brasil já lidera em embriões bovinos in vitro e possui recursos genéticos de alta qualidade. Ele sugeriu que laboratórios conjuntos acelerem a disseminação dessas tecnologias e promovam sistemas sustentáveis de produção. No Edifício de Tecnologia Hangzhou-Hong Kong, a delegação conheceu produtos avançados de inteligência artificial. Perguntaram como a IA pode restaurar padrões tradicionais e como dispositivos vestíveis liberam cheiros em sincronia com cenas de TV. No “estúdio de fotos do metaverso”, câmeras de alta velocidade capturam 200 fotos panorâmicas em 0,3 segundo, e impressoras 3D reproduzem miniaturas realistas com texturas e expressões preservadas. Marcelo Luís Nunes, prefeito de Ribeirão Grande, avaliou: “A inteligência artificial é um campo fundamental do desenvolvimento global. Ver de perto o avanço tecnológico da China abriu portas para novas possibilidades”. Marcos Godoy acrescentou que Itapevi planeja criar uma universidade voltada para projetos tecnológicos, destacando oportunidades de cooperação científica com empresas chinesas. Ao final da visita, os prefeitos resumiram suas impressões em três palavras: tecnologia, inovação e colaboração homem-máquina. Marcelo Nunes concluiu: “A China é líder global em robótica e outras tecnologias. Queremos levar esses conhecimentos ao Brasil e transformar os resultados desta viagem em benefícios concretos para nosso país”. Fonte: China news