
30 de outubro de 2025
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) anunciou em 29 de outubro que continuará a aprofundar a padronização da indústria automobilística e a ampliar a abertura dos padrões do setor. Desde o início de 2025, o país acelerou a criação e a revisão de normas prioritárias, incluindo sistemas de condução automatizada e assistência combinada ao condutor em veículos inteligentes conectados. Também lançou o primeiro padrão nacional obrigatório do mundo para o limite de consumo elétrico de veículos de nova energia e desenvolveu normas específicas de segurança, como as aplicadas a maçanetas embutidas. O MIIT informou que, durante o 15º Plano Quinquenal (2025–2030) , a China construirá um sistema de padrões que abrangerá toda a cadeia automotiva, do desenvolvimento e produção ao uso e reciclagem. O país também impulsionará pesquisas sobre tecnologias de ponta, como inteligência artificial aplicada a veículos, baterias de estado sólido e chips automotivos, além de acelerar a criação de padrões de pegada de carbono para veículos elétricos e baterias de tração, buscando o reconhecimento internacional dos métodos de contabilização. Guo Shougang, diretor-adjunto da Primeira Divisão de Equipamentos Industriais do MIIT, afirmou que a China manterá uma postura de abertura e cooperação internacional, participando ativamente de revisões e coordenações globais de normas, inclusive no âmbito das Nações Unidas. Segundo ele, o país pretende compartilhar suas práticas em padronização automotiva e contribuir para o desenvolvimento sustentável da indústria global. Cooperação internacional reforça padrões chineses A expansão da abertura dos padrões automotivos da China já resultou em novas iniciativas internacionais. Na Conferência Mundial de Inovação em Padrões Automotivos de 2025, foi criado o Mecanismo de Cooperação China–África para Padronização Automotiva, estabelecido em conjunto pelo Comitê Técnico Nacional Chinês de Padronização Automotiva e pela Organização Africana de Padronização. O mecanismo atuará em áreas como veículos elétricos, veículos inteligentes conectados e tecnologias de baixo carbono, buscando alinhar os padrões chineses aos sistemas africanos. Outra iniciativa foi o lançamento do Centro Internacional de Padronização Automotiva da China (CASIC), sediado em Bangcoc. O centro, segundo o MIIT, amplia a presença regional da China após a unidade de Genebra e deve fortalecer a cooperação com países do Sudeste Asiático, Sul da Ásia e Oceania. O CASIC também lançou uma plataforma digital global de normas automotivas, baseada em um modelo de linguagem voltado ao conhecimento de regulamentos técnicos. A plataforma cobre mais de 90% dos cenários de inovação em padronização e reúne mais de 6.000 regulamentos originais e 110 listas de acesso a mercados internacionais. O presidente do CASIC, An Tiecheng, afirmou que a China formou uma rede internacional de cooperação em padronização. O país já liderou a emissão de 17 normas internacionais, participa da formulação de regulamentos técnicos da ONU e tem 19 projetos de normas em andamento. Representantes da Organização Internacional de Padronização (ISO) destacaram que os padrões industriais se tornaram fundamentais para a transição verde e a cooperação global no setor automotivo. Segundo o candidato à presidência da ISO, a China tem papel decisivo nesse processo, graças à sua base industrial e ao foco em inovação tecnológica e energia limpa. Exportações de veículos elétricos ganham novos mercados O avanço da padronização automotiva chinesa tem refletido no aumento das exportações de veículos de nova energia (NEVs), que seguem um padrão de diversificação de mercados. Dados da China Passenger Car Association mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, a China exportou 2,32 milhões de NEVs, um aumento de 52% em relação ao mesmo período de 2024. Em setembro, foram 300 mil unidades exportadas, alta de 66% na comparação anual. Segundo o secretário-geral da associação, Cui Dongshu, as exportações chinesas se diversificaram em 2025, com forte crescimento em regiões como Emirados Árabes Unidos, México e Reino Unido, todos com avanços próximos ou superiores a 50%. A Europa permanece como principal destino das exportações de veículos elétricos chineses, com destaque para Bélgica e Reino Unido. O Oriente Médio e o Sudeste Asiático registram crescimento acelerado, enquanto Austrália e Brasil consolidam posição entre os principais mercados importadores do hemisfério sul. Fonte: CCTV

30 de outubro de 2025
China2Brazil
O investimento estrangeiro na China vem mudando de perfil em 2025. Em vez de apenas transferir etapas produtivas, empresas multinacionais têm concentrado esforços na criação de centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Segundo dados oficiais, até setembro, Xangai contava com 631 centros de P&D de capital estrangeiro, enquanto Pequim registrava 221 até janeiro. Entre os novos projetos, o grupo alemão Bosch assinou um acordo com o Parque Industrial de Suzhou para investir cerca de 10 bilhões de yuans nos próximos cinco anos. O objetivo é construir um centro de inovação voltado à condução automatizada e ao desenvolvimento de sistemas inteligentes de cabine. A dinamarquesa Danfoss anunciou um novo investimento de 2,7 bilhões de yuans em Jiaxing, na província de Zhejiang, para erguer seu segundo parque industrial no país. O complexo integrará P&D, testes, produção e demonstração, além de um parque de emissões zero. É o décimo aumento de capital da empresa na China em duas décadas. Esses movimentos indicam que as multinacionais confiam não apenas no ambiente de negócios chinês, mas principalmente em seu ecossistema de inovação. O país mantém um mercado consumidor amplo e dinâmico, onde surgem muitas das tendências globais. Em 2023, 15% dos produtos inovadores da divisão de saúde da Bayer tiveram origem na China, o maior percentual em um único mercado. Com um sistema industrial completo e uma cadeia de suprimentos integrada, a China segue como a principal base manufatureira do mundo, mas agora também avança como centro de P&D. O país ocupa o 10º lugar no Índice Global de Inovação, supera a média da União Europeia em intensidade de investimento em P&D e abriga 24 polos inovadores entre os 100 maiores do mundo. A presença de talentos qualificados, a integração industrial e a receptividade social à tecnologia criam um ambiente favorável à pesquisa e à aplicação prática de inovações. Setores como direção autônoma, internet industrial, saúde e energia verde encontram no mercado chinês um ciclo completo, da prova de conceito à comercialização. Neste ano, a AstraZeneca firmou uma parceria com o grupo chinês CSPC Pharmaceutical para usar inteligência artificial no desenvolvimento de novos medicamentos, reforçando a cooperação internacional em inovação biomédica. A transformação da China, de base fabril a centro de pesquisa, mostra uma reconfiguração global dos recursos de inovação. Esse movimento é impulsionado por políticas que fortalecem a proteção à propriedade intelectual e garantem igualdade de tratamento às empresas estrangeiras. O 4º Plenário do 20º Comitê Central do Partido Comunista da China reafirmou a intenção de “promover a reforma e o desenvolvimento por meio da abertura, compartilhando oportunidades e crescimento com todos os países”. Com abertura crescente e investimentos contínuos, a China consolida sua posição como um dos principais destinos mundiais para P&D. Empresas que apostam no país buscam não apenas eficiência produtiva, mas também participação ativa no futuro da inovação global. Fonte: gmw.cn

30 de outubro de 2025
China2Brazil
A China lançará a espaçonave tripulada Shenzhou-21 às 23h44 (horário de Pequim) do dia 31 de outubro, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no deserto de Gobi. A missão levará Wu Fei, de 32 anos, que se tornará o astronauta mais jovem da história da China até o momento, ao lado de Zhang Lu e Zhang Hongzhang. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30) por Zhang Jingbo, porta-voz do Programa Espacial Tripulado da China, durante coletiva de imprensa em Jiuquan. O foguete Longa Marcha-2F Y21 está em fase final de abastecimento para o lançamento. Esta será a 37ª missão do programa espacial tripulado chinês e a sexta da fase de aplicação e desenvolvimento da estação espacial Tiangong. A tripulação, comandada por Zhang Lu, permanecerá cerca de seis meses em órbita, realizando experimentos científicos, atividades extraveiculares e manutenção da estação. Após o lançamento, a Shenzhou-21 realizará acoplamento automático rápido com o módulo central Tianhe, cerca de 3,5 horas depois da decolagem, formando um conjunto de três naves e três módulos. Durante a missão, os astronautas receberão as espaçonaves Tianzhou-10 (carga) e Shenzhou-22 (tripulada). A equipe reúne astronautas de três gerações, das décadas de 1970, 1980 e 1990, algo que só havia ocorrido na missão Shenzhou-16. Zhang Lu, veterano da Shenzhou-15, retorna ao espaço após dois anos. Wu Fei, engenheiro de voo, e Zhang Hongzhang, especialista de carga, integram o terceiro grupo de astronautas chineses e farão sua estreia. Antes de serem selecionados, Wu Fei atuava como engenheiro na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, e Zhang Hongzhang era pesquisador no Instituto de Física Química de Dalian, da Academia Chinesa de Ciências. Zhang Jingbo afirmou que todas as condições técnicas e operacionais estão sob controle e que a tripulação se encontra em bom estado físico e psicológico. Fonte: news.cn

30 de outubro de 2025
China2Brazil
A China colocou em operação nesta quinta-feira (30) o projeto de transmissão e transformação de energia de 750 quilovolts (kV) da Bacia do Tarim, em Xinjiang. Trata-se da maior rede anelar de ultra-alta tensão do país. O sistema percorre o entorno do Deserto de Taklamakan, no sul de Xinjiang, e cobre uma área de 1,06 milhão de quilômetros quadrados, equivalente à soma das províncias de Hunan, Hubei, Anhui, Fujian, Guangdong e Guangxi, cerca de um nono do território chinês . Com extensão total de 4.197 quilômetros, o projeto levou 15 anos para ser concluído. A construção atravessou desertos, o Deserto de Gobi, montanhas e rios, tornando-se o trecho mais longo já construído em região desértica no país. A operação da nova rede aumentou a capacidade de fornecimento de energia no sul de Xinjiang em 800 mil a 1 milhão de quilowatts e ampliou em mais de 8 milhões de quilowatts a capacidade de integração de novas fontes energéticas. Além de garantir o abastecimento elétrico em áreas remotas, o projeto conecta a principal via de transmissão de Xinjiang a outras regiões da China. A infraestrutura reforça o transporte de energia limpa e contribui para converter o potencial energético local em desenvolvimento econômico. Fonte stdaily

30 de outubro de 2025
China2Brazil
No dia 30 de outubro, o presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Busan, na Coreia do Sul. O encontro abordou temas econômicos, diplomáticos e de cooperação bilateral, com ênfase na estabilidade das relações entre as duas maiores economias do mundo . Xi Jinping afirmou que, sob a orientação de ambos, as relações entre China e Estados Unidos mantiveram estabilidade geral. Segundo ele, ser parceiros é uma lição da história e uma exigência da realidade atual. Xi destacou que, apesar das diferenças nacionais e dos atritos naturais entre grandes economias, os dois líderes devem atuar como “timoneiros”, guiando a direção das relações bilaterais e promovendo o desenvolvimento conjunto. O líder chinês afirmou que pretende continuar trabalhando com Trump para consolidar as bases das relações sino-americanas e criar um ambiente favorável ao crescimento de ambos os países. Desempenho econômico da China e abertura de mercado Xi Jinping ressaltou que a economia chinesa cresceu 5,2% nos três primeiros trimestres de 2025, enquanto as importações e exportações de bens aumentaram 4%. Segundo ele, o resultado reflete a resiliência e o potencial do país, que, há mais de 70 anos, mantém foco em seu próprio desenvolvimento sem buscar substituir outras nações. Xi informou que o 20º Comitê Central do Partido Comunista aprovou as propostas para o próximo plano quinquenal, que prioriza reformas e maior abertura econômica. O objetivo é alcançar um crescimento equilibrado e ampliar o bem-estar social, criando novas oportunidades para a cooperação sino-americana. Avanços no diálogo econômico O presidente chinês afirmou que as equipes econômicas e comerciais dos dois países avançaram em entendimentos sobre questões relevantes e chegaram a consensos sobre formas de resolução. Xi defendeu que ambos os lados consolidem esses acordos rapidamente para trazer resultados concretos às economias da China, dos EUA e do mundo. Ele acrescentou que as recentes flutuações nas relações comerciais entre os dois países serviram de aprendizado, reforçando que o comércio deve continuar sendo o pilar e o motor das relações bilaterais, e não uma fonte de conflito. Xi propôs que as negociações prossigam com base em igualdade, respeito e benefício mútuo, reduzindo divergências e ampliando as áreas de cooperação. Cooperação global e diálogo contínuo Xi Jinping enfatizou que “o diálogo é melhor que o confronto” e defendeu a manutenção da comunicação em todos os níveis. Segundo ele, há potencial de cooperação em áreas como combate à imigração ilegal, fraude em telecomunicações, lavagem de dinheiro, inteligência artificial e controle de doenças infecciosas. O líder chinês também destacou a importância de uma atuação conjunta nos cenários regional e internacional. Com o mundo enfrentando diversos desafios, Xi propôs que China e EUA assumam responsabilidades compatíveis com sua influência global e busquem resultados concretos para ambos os países e para a comunidade internacional. A China sediará a Reunião de Líderes da APEC em 2026, e os Estados Unidos, a Cúpula do G20 no mesmo ano. Xi sugeriu que as duas nações colaborem para promover o crescimento econômico global e o aprimoramento da governança internacional. Declarações de Donald Trump Donald Trump disse sentir-se honrado em se reunir novamente com Xi Jinping. Ele afirmou que a China é um grande país e que Xi é “um líder respeitado e um amigo de longa data”. Segundo Trump, as relações entre os dois países “sempre foram boas” e tendem a melhorar, destacando que EUA e China podem alcançar “muitos resultados concretos juntos”. Trump desejou sucesso à China na organização da APEC e afirmou que os Estados Unidos também se preparam para sediar o G20. Ele manifestou intenção de visitar a China no início do próximo ano e convidou Xi Jinping a realizar uma visita oficial aos EUA. Os dois presidentes concordaram em ampliar a cooperação em comércio, energia e intercâmbios culturais e entre os povos, além de manter o diálogo regular entre as equipes diplomáticas. Fonte: proapi.jingjiribao

29 de outubro de 2025
China2Brazil
Ye Guofu, fundador da Miniso, anunciou recentemente que a empresa passará por uma transformação estratégica. A Miniso vai reduzir a proporção de produtos de estilo de vida e concentrar-se em criar suas próprias marcas e personagens. O objetivo é desenvolver o “novo Labubu”, um personagem de sucesso capaz de gerar valor cultural e comercial, inspirado no fenômeno da Pop Mart . Desde 2024, o lucro líquido da Miniso apresenta sinais de fragilidade. Após mais de uma década de expansão acelerada no mercado interno, a margem de lucro da empresa vem caindo. A receita do primeiro semestre de 2025 foi de 9,393 bilhões de yuans, alta de 21,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro líquido caiu 22,6%, totalizando 906 milhões de yuans. O número de lojas na China continental apresentou queda líquida de 81 unidades. O GMV (volume bruto de mercadorias) das mesmas lojas também diminuiu, reforçando a necessidade de novos motores de crescimento. O investimento em produtos culturais e criativos é a estratégia definida pela Miniso para ampliar o valor médio dos pedidos. Nas lojas físicas, o ticket médio gira em torno de 40 yuans, enquanto nas unidades Miniso Land, onde mais de 80% dos produtos têm relação com propriedades intelectuais, o valor médio chega a 100 yuans. A Miniso Land da Rua Nanjing, em Xangai, registrou vendas superiores a 100 milhões de yuans em nove meses, recebendo dezenas de milhares de clientes diariamente. A mudança segue uma tendência global do varejo, o valor emocional associado a produtos de conteúdo supera o valor funcional oferecido por varejo de estilo de vida. Ye Guofu destaca que, para competir, a Miniso precisa criar suas próprias propriedades intelectuais, apoiando-se na experiência adquirida com licenciamento e com a submarca de brinquedos TOP TOY. Atualmente, a empresa mantém uma equipe dedicada à operação de propriedades intelectuais. A Miniso já assinou contratos com 17 artistas para desenvolvimento de IPs originais, incluindo Zhu Jianqiang, Youyoujiang, KUMARU e Mochi Pengpeng. A expectativa é expandir a atuação nos próximos três a cinco anos,criando novos produtos e competindo diretamente com empresas como a Pop Mart. A estratégia consiste em contratar os direitos de personagens, desenvolver produtos, vender em lojas físicas e testar o desempenho antes de ampliar o investimento em marketing. O custo de abertura de uma loja padrão varia entre 1 e 2 milhões de yuans, enquanto as unidades Miniso Land podem chegar a 10 milhões de yuans. A empresa projeta que, apesar do aumento do investimento e do prazo de retorno mais longo, as margens de lucro e a valorização da marca serão maiores devido ao foco em propriedades intelectuais. Ye Guofu relaciona a transformação da Miniso ao potencial de crescimento do consumo cultural na China, destacando exemplos de sucesso como LABUBU, o jogo "Black Myth: Wukong" e o filme "Ne Zha". Segundo ele, a viralização de produtos e personagens na era digital permite que novas IPs alcancem popularidade global rapidamente, sem depender de mídias tradicionais. Fonte: 36kr

29 de outubro de 2025
China2Brazil
O emprego na China se manteve estável nos três primeiros trimestres de 2025, segundo comunicado divulgado em 29 de outubro pelo Ministério dos Recursos Humanos e da Seguridade Social da China. De janeiro a setembro, o país criou 10,57 milhões de novos postos de trabalho urbanos, e a taxa de desemprego urbano pesquisada em setembro caiu para 5,2%, queda de 0,1 ponto percentual em relação a agosto. Cui Pengcheng, diretor do Departamento de Pesquisa de Políticas do ministério, afirmou que as políticas de apoio ao emprego continuam em vigor. Nos três primeiros trimestres, a redução temporária das taxas do seguro-desemprego gerou economia de RMB 138,4 bilhões para as empresas . O ministério também destinou RMB 19,6 bilhões para reembolso de manutenção de empregos e RMB 16,6 bilhões para treinamento e outras ações de promoção de empregos. A política de subsídio único para expansão de vagas foi prorrogada, beneficiando 140 mil empresas com RMB 900 milhões em subsídios, contemplando 600 mil jovens, incluindo recém-formados. O programa “Três Suportes e Um Apoio” enviou 42.500 graduados universitários a áreas rurais e regiões carentes, superando em 8.000 pessoas a previsão do orçamento central. Todos os participantes já iniciaram suas atividades. Próximas ações do governo Cui Pengcheng afirmou que o governo vai aperfeiçoar o sistema de trabalho para promover emprego pleno e de alta qualidade. Serão adotadas medidas direcionadas a graduados universitários, trabalhadores migrantes e outros grupos prioritários. O governo também lançará campanhas de capacitação profissional e atividades de intermediação de empregos para garantir estabilidade no mercado de trabalho . Empreendedorismo como fonte de emprego Huang Junmei, inspetora da Direção de Promoção do Emprego, disse que o ministério está construindo um sistema integrado de apoio ao empreendedorismo baseado em quatro pilares: treinamento, serviços, incubação e eventos de inovação. O objetivo é reunir recursos de capital, talentos, espaços e mercado para criar oportunidades de emprego. O ministério implementou empréstimos especiais com limite de até RMB 50 milhões para empresas e RMB 10 milhões para indivíduos, além de garantias de crédito e subsídios ao empreendedorismo. Pequenas e microempresas, trabalhadores autônomos e grupos prioritários recebem incentivos fiscais e isenções de taxas administrativas. Marcas de mão de obra impulsionam o emprego Nos últimos anos, “marcas de trabalho” regionais se tornaram importantes para o crescimento do emprego. Segundo Huang Junmei, essas marcas passam de modelos espontâneos para organizados, de processos extensivos para refinados e de trabalhos simples para integração industrial, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas. O ministério planeja ampliar essas marcas com foco em capacitação técnica e expansão organizada. Empresas que oferecerem treinamento em habilidades dessas marcas podem receber subsídios; as que promoverem saídas organizadas de trabalhadores terão apoio financeiro; e profissionais vinculados a essas marcas que abrirem seus próprios negócios terão acesso a isenções fiscais e juros subsidiados em empréstimos. Fonte: news.cn

29 de outubro de 2025
China2Brazil
A Administração Estatal de Câmbio da China anunciou, em 29 de outubro, nove novas medidas para facilitar receitas e pagamentos no comércio transfronteiriço . O objetivo é aumentar a eficiência das operações cambiais e apoiar a estabilidade e o desenvolvimento do comércio exterior. Expansão geográfica e de operações Desde 2022, a administração implementa um projeto-piloto de alta abertura no comércio transfronteiriço, simplificando documentos e processos em operações de conta corrente. O piloto já foi expandido para 11 regiões, com cerca de US$1,7 trilhão em transações. O projeto agora se amplia para mais empresas, permitindo que incluídas no programa liberem recursos significativos. Um representante da Yangtze Optical Fibre And Cable afirmou que a inclusão poderia liberar mais de RMB 100 milhões em fluxo de caixa por ano, reduzindo custos e apoiando a expansão internacional. Além disso, empresas poderão compensar pagamentos de bens e serviços relacionados, como frete, armazenagem, seguro e desembaraço aduaneiro. A medida reduz custos e aumenta a eficiência das transferências internacionais. Facilidade para e-commerce e PMEs O novo pacote também busca atender pequenas e médias empresas (PMEs) que atuam em e-commerce transfronteiriço, setor que impulsionou o comércio exterior chinês. Dados preliminares da alfândega apontam que o comércio eletrônico transfronteiriço atingiu RMB 2,06 trilhões nos três primeiros trimestres de 2025, alta de 6,4% em relação ao ano anterior. A política incentiva bancos a ampliar crédito para PMEs recomendadas por plataformas de e-commerce e empresas de serviços integrados de comércio exterior, classificando-as como “empresas de alta credibilidade”. Bancos poderão adotar a liquidação digital e automática, processando operações com base em pedidos eletrônicos e dados logísticos, atendendo à natureza online e frequente do e-commerce. Além disso, serão orientados a oferecer atendimento personalizado e serviços de câmbio mais ágeis. Gestão de recursos em comércio de serviços O comércio de serviços da China, segundo maior do mundo, movimentou US$509,1 bilhões no primeiro semestre de 2025, crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Projetos de engenharia contratados no exterior exigem gestão centralizada de fundos em diferentes países. As novas medidas permitem a administração unificada de recursos financeiros, facilitando o remanejamento de fundos e reduzindo a dependência de financiamento externo. Um representante da SINOHYDRO Corporation afirmou que a política pode reduzir em cerca de RMB 500 milhões a imobilização de capital e diminuir perdas cambiais anuais em RMB 30 milhões, fortalecendo a competitividade internacional da empresa. O pacote também simplifica regras para adiantamentos e reembolsos de despesas de serviços, permitindo pagamentos diretos para transporte, armazenagem e manutenção. Fonte: news.cn

29 de outubro de 2025
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Após a abertura do mercado dos EUA em 29 de outubro, as ações da Nvidia (NVDA.O) subiram até 5,27%, chegando a US$211,63 por ação, com capitalização de mercado superior a US$5,1 trilhões. A empresa se tornou a primeira da história a ultrapassar a marca de US$5 trilhões. O Bank of America Global Research elevou a meta de preço das ações da Nvidia de US$235 para US$275 por ação, o que projeta uma capitalização de mercado de US$6,68 trilhões. No dia 28 de outubro, o CEO da Nvidia, Jensen Huang , abriu a conferência GTC DC com um discurso de duas horas. A edição deste ano da GTC teve formato ampliado e ritmo diferente das anteriores. Huang apresentou visões tecnológicas e planos de cooperação com a indústria, abordando inteligência artificial, computação quântica, direção autônoma e comunicações. Durante a apresentação, Huang mencionou repetidamente “IA” e “América” e refutou preocupações sobre uma possível “bolha da IA”. Ele afirmou que a indústria de IA passa de uma fase experimental para a maturidade e que, à medida que os clientes se dispõem a pagar por modelos avançados, as empresas têm incentivo para investir em infraestrutura computacional. "A disposição dos clientes em pagar por modelos é um sinal de que estamos entrando em um ciclo virtuoso", afirmou. Huang anunciou ainda parcerias estratégicas, incluindo um investimento de US$ 1 bilhão na empresa finlandesa de telecomunicações Nokia. Na área de computação quântica, afirmou: "Todo supercomputador do futuro terá um cérebro quântico." No mesmo dia, a OpenAI concluiu sua reestruturação, abrindo caminho para seu IPO. Questionado sobre a oferta pública da empresa, Huang declarou: "Gostaria que tivéssemos investido mais antes. Se me dissessem que a OpenAI abriria capital no ano que vem, eu não ficaria surpreso. De muitas maneiras, acho que será um dos IPOs mais bem-sucedidos da história." O setor de armazenamento nos EUA também apresentou ganhos: Seagate Technology subiu 13%, Western Digital avançou mais de 8%, SanDisk ganhou mais de 7%, e Micron Technology e Rambus registraram alta superior a 2%. O desempenho das ações de tecnologia impulsionou o Dow Jones Industrial Average a um recorde de 48.041 pontos, ultrapassando a marca de 48.000 pontos pela primeira vez. Fonte: The Paper

29 de outubro de 2025
China2Brazil
A Dongfang Electric conectou à rede, nesta quarta-feira (29), a maior turbina eólica offshore do mundo, com 26 megawatts (MW) de capacidade. O equipamento foi desenvolvido pela própria empresa e instalado na Base de Inovação para Testes e Certificação de Equipamentos de Energia Eólica de Dongying, na província de Shandong. Com o feito, a China estabeleceu dois novos recordes mundiais, um para capacidade unitária e outro para diâmetro do rotor de turbinas eólicas conectadas à rede. Segundo a Dongfang Electric, a turbina pode gerar 62 kWh de eletricidade por rotação. Com ventos médios anuais de 10 m/s, a produção anual pode chegar a 100 milhões de kWh, o suficiente para atender cerca de 55 mil residências. A operação da unidade deve evitar o consumo de mais de 30 mil toneladas de carvão e reduzir as emissões de dióxido de carbono em cerca de 80 mil toneladas por ano. A empresa também informou ao portal IT Home que assinou o primeiro contrato global para aplicação em série de turbinas eólicas offshore de 20 MW. A nova linha abrange modelos entre 20 MW e 26 MW, projetados para operar em diferentes condições de vento e ambientes marítimos. Autoridades do setor afirmaram que a conexão da turbina de 26 MW demonstra o avanço da China na produção de equipamentos de alta potência para energia eólica offshore, com progressos em tecnologias como sistemas de engrenagem, geradores e controle elétrico. Fonte: IT Home