
28 de outubro de 2025
China2Brazil
A GWM Brasil enviará 100 veículos eletrificados para a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA). A entrega simbólica da frota será no dia 5 de novembro, em cerimônia conduzida por Andy Zhang, presidente da GWM Brasil & México. Os carros serão utilizados por organizadores do evento, governo brasileiro, chefes de estado e delegações internacionais. Entre os modelos estão o recém-lançado SUV híbrido plug-in Wey 07, com capacidade para seis passageiros, e os híbridos plug-ins Tank 300 e Haval H6. Todos os veículos já estão armazenados no centro da concessionária Revemar, responsável pela comercialização da marca em Belém. “A presença da GWM na COP30 com uma frota diversificada de veículos eletrificados reafirma nosso compromisso com a transição energética e a mobilidade limpa. A iniciativa reflete nossa estratégia global de investir em tecnologias de baixo carbono e contribuir para a redução das emissões”, afirma Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da GWM Brasil em nota oficial. Além dos veículos, a GWM também apresentará um barco de grande porte movido a hidrogênio, resultado de uma parceria com o Grupo Náutica, JAQ, Itaipu Parquetec e a própria GWM. A tecnologia GWM Hydrogen powered by FTXT aplicada no barco é a primeira fora do setor automotivo e já foi testada em caminhões no Brasil. Segundo Bastos, o projeto demonstra “como a empresa está pronta para oferecer soluções sustentáveis em diferentes setores da mobilidade, com eficiência, operação silenciosa e menor impacto ambiental”.

28 de outubro de 2025
China2Brazil
Em 28 de outubro, o Instituto de Pesquisa em Metais da Academia Chinesa de Ciências (IMR-CAS) anunciou que a equipe liderada pelo pesquisador Rong Lijian conseguiu produzir na China o substrato metálico usado em fitas supercondutoras de alta temperatura de segunda geração (REBCO), materiais essenciais para os “ superímãs” do reator de fusão nuclear conhecido como “Sol Artificial”. As fitas REBCO geram campos magnéticos intenso s capazes de conter plasma a mais de 100 milhões de graus Celsius. Até agora, a China liderava na produção e aplicação dessas fitas, mas dependia da importação do substrato metálico, geralmente feito com a liga Hastelloy C276, o que aumentava custos e atrasava prazos. O substrato metálico funciona como base para as camadas de material supercondutor, oferecendo resistência mecânica, estabilidade e deformabilidade, permitindo que o material cresça de forma uniforme e segura. Na pesquisa, a equipe desenvolveu tecnologia própria de purificação e produziu industrialmente toneladas da liga Hastelloy de alta pureza. Os níveis de impurezas, carbono, manganês, enxofre, fósforo, oxigênio e nitrogênio ficaram abaixo dos encontrados em materiais importados, com enxofre inferior a 0,0005%. As análises indicaram mínima presença de inclusões acima de 2 micrômetros e classificação de pureza A, B e C igual a 0, e D em apenas 0,5. Em alguns parâmetros, o material superou o importado. A equipe também aprimorou o processo de laminação, reduzindo a espessura da liga para 0,046 milímetro (metade da espessura de um fio de cabelo), com 12 mm de largura e mais de 2.000 metros de comprimento contínuo. A superfície ficou lisa, com rugosidade inferior a 20 nanômetros. O material suportou tração acima de 1.900 MPa a temperatura de nitrogênio líquido e manteve resistência superior a 1.200 MPa após aquecimento a 900 °C por 5 minutos, mostrando estabilidade térmica e desempenho mecânico elevados. O substrato passou por validação industrial em duas empresas de tecnologia supercondutora em Xangai. A Eastern Superconducting Technology (Suzhou) produziu quase mil metros de fita supercondutora da série MF usando o material chinês, com desempenho equivalente às fitas fabricadas com substrato importado. As fitas já estão sendo aplicadas em projetos industriais. O IMR-CAS e a Eastern Superconducting Technology firmaram acordo para fornecer 20 toneladas de substrato de liga Hastelloy, visando ampliar a aplicação industrial. A parceria busca otimizar processos, reduzir custos e fortalecer a autonomia tecnológica da China em materiais para fusão nuclear, apoiando o avanço das tecnologias supercondutoras nacionais. Fonte: chinanews.com

28 de outubro de 2025
China2Brazil
A China Railway Xi’an Group anunciou que, em 27 de outubro, concluiu a estrutura principal da Estação Xi’an Leste, atualmente a maior estação de trem de alta velocidade em construção na região oeste da China. A etapa final envolveu a elevação da última treliça de aço da cobertura, com 4.800 toneladas, posicionada a 33 metros de altura. Projetada pelo China RAILWAY FIRST Survey and Design Institute Group e construída pelo China Railway Construction Group, a estação terá 394 mil metros quadrados, 13 plataformas e 27 linhas de embarque e desembarque. Após a conclusão, Xi’an Leste funcionará como um hub de transporte integrado, conectando trens de alta velocidade , trens convencionais, metrô e ônibus urbanos. O telhado utiliza a primeira estrutura nacional de treliça espacial inclinada com formato de cordilheira, medindo 400 metros de comprimento por 293 metros de largura e incluindo 12 mil pontos de soldagem. Liu Jian, engenheiro-chefe do projeto, explicou que a equipe aplicou tecnologia de posicionamento de alta precisão “ 5G + Beidou ” e modelagem 3D para simular e instalar mais de 110 mil componentes de aço. A elevação segmentada da cobertura permitiu concluir a obra com segurança e eficiência. A estação deverá atender 36,5 milhões de passageiros por ano, reduzindo a pressão sobre o sistema ferroviário da cidade. O projeto reforçará o papel estratégico de Xi’an na rede ferroviária nacional, apoiará o desenvolvimento de um novo polo econômico no interior da China e contribuirá para a implementação da Iniciativa Cinturão e Rota. Fonte: news.qq.com

28 de outubro de 2025
China2Brazil
Nos dias 25 e 26 de outubro, em Kuala Lumpur, Malásia, o vice-primeiro-ministro da China e principal responsável por questões econômicas e comerciais sino-americanas, He Lifeng, reuniu-se com representantes dos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante de Comércio, Jamieson Greer, para uma nova rodada de consultas econômicas e comerciais entre os dois países. As discussões seguiram os entendimentos previamente alcançados nas conversas entre os presidentes da China e dos EUA ao longo de 2025. Ambos os lados trocaram opiniões sobre temas de interesse mútuo, incluindo medidas da Seção 301 dos EUA sobre logística marítima e construção naval chinesa, extensão do período de suspensão tarifária recíproca , tarifas e cooperação no combate ao fentanil, comércio de produtos agrícolas e restrições de exportação. Ao final das negociações, as partes alcançaram um consenso básico sobre arranjos para tratar das preocupações de cada lado. Concordaram em definir detalhes posteriormente e cumprir os procedimentos de aprovação interna de seus países. He Lifeng destacou que as relações econômicas e comerciais sino-americanas geram benefícios mútuos. “Quando a China e os EUA cooperam, ambos ganham; quando entram em confronto, ambos perdem. Manter o desenvolvimento estável dessas relações está de acordo com os interesses fundamentais de ambos os países e seus povos, além das expectativas da comunidade internacional”, afirmou. O vice-primeiro-ministro reforçou a expectativa de que os EUA implementem, em conjunto com a China, os entendimentos das conversas entre os presidentes e das rodadas anteriores, aumentando a confiança mútua, controlando divergências, ampliando a cooperação e elevando as relações bilaterais. O lado norte-americano reconheceu que as relações econômicas e comerciais com a China são as mais influentes do mundo. Declarou disposição em resolver divergências e fortalecer a cooperação com base na igualdade e no respeito mútuo, buscando desenvolvimento conjunto. As partes concordaram em manter o mecanismo de consultas econômicas e comerciais, sob a orientação estratégica dos chefes de Estado, mantendo comunicação próxima sobre preocupações mútuas e promovendo o desenvolvimento estável e sustentável das relações bilaterais, em benefício de ambos os povos e da prosperidade global. No mesmo período, o vice-ministro do Comércio da China e representante de negociações comerciais internacionais, Li Chenggang, afirmou que as discussões abordaram: controle de exportações; extensão da suspensão tarifária recíproca; tarifas e cooperação no combate ao fentanil; expansão do comércio bilateral; e medidas tarifárias da Seção 301 dos EUA sobre taxas portuárias e marítimas. Segundo Li, as conversas foram construtivas, apesar da postura firme dos EUA e da defesa inabalável dos interesses chineses. Após mais de um dia de negociações, foram exploradas soluções pragmáticas, resultando em consenso preliminar, que será submetido aos processos internos de aprovação de cada país. A partir da segunda quinzena de outubro, a Ásia registrou intensa atividade diplomática. A 47ª Cúpula da ASEAN e reuniões correlatas ocorreram na Malásia entre 26 e 28 de outubro. Entre 31 de outubro e 1º de novembro, a 32ª Reunião Informal de Líderes da APEC será realizada em Gyeongju, Coreia do Sul, com a presença de diversos chefes de Estado. Fonte: jiemian.com

27 de outubro de 2025
China2Brazil
De acordo com dados de notas fiscais de IVA, as empresas chinesas aumentaram seus investimentos em inovação nos primeiros três trimestres de 2025. O valor das aquisições corporativas em pesquisa, desenvolvimento e serviços tecnológicos subiu 6,1% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo um crescimento contínuo das forças produtivas. As empresas “pequenos gigantes”, especializadas e inovadoras, registraram alta de 8,2% na receita de vendas, 4,1 pontos percentuais acima do crescimento observado em 2024. Os fluxos de recursos científicos e tecnológicos se tornaram mais dinâmicos. O setor de serviços de pesquisa científica e tecnológica, que integra e converte fatores tecnológicos em valor, registrou aumento anual de 22,3% na receita de vendas. As indústrias intensivas em propriedade intelectual e com alto conteúdo tecnológico cresceram 11,5%. As indústrias estratégicas emergentes mantêm expansão. As receitas de vendas das indústrias de alta tecnologia e de fabricação de equipamentos aumentaram 15,2% e 9%, respectivamente. Com a implementação da iniciativa “ Inteligência Artificial+ ”, os setores de fabricação de circuitos integrados, robôs e drones registraram crescimento de 17%, 21,7% e 69,8% nas receitas de vendas. Fonte: gmw.cn

27 de outubro de 2025
China2Brazil
Em 2024, a indústria leve da China, que reúne setores como alimentos, vestuário e eletrodomésticos, contava com 136,6 mil empresas, com crescimento médio anual de 5,89% desde 2020. As vendas no varejo dos principais produtos do setor alcançaram RMB 7,93 trilhões, equivalentes a 16,2% do total das vendas de bens de consumo. As exportações somaram US$925,4 bilhões, com expansão média anual de 7,17% no mesmo período. Segundo Zhang Chonghe, presidente da Federação Chinesa da Indústria Leve, “a escala econômica do setor aumentou de forma constante, a cadeia industrial tornou-se mais resiliente e a China consolidou sua posição como maior produtor e exportador mundial de produtos da indústria leve”. Modernização inteligente e transição verde impulsionam o setor A transformação digital e a adoção de tecnologias verdes têm redefinido o perfil produtivo. Na fábrica da Haier em Jiaozhou, Qingdao (Shandong), robôs produzem uma geladeira a cada 10 segundos, enquanto o sistema “5G + Internet Industrial” organiza automaticamente centenas de componentes. “Da entrada das matérias-primas ao despacho da produção, a inteligência artificial coordena todo o processo, permitindo fabricação sob demanda e praticamente sem erros”, disse Yin Dongdong, diretor técnico da unidade. A fábrica produz cerca de 5 mil geladeiras de alto padrão por dia, o dobro da capacidade das linhas tradicionais. Cinco fábricas da Haier já foram reconhecidas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação como “fábricas inteligentes de excelência”, abrangendo geladeiras, máquinas de lavar e aquecedores. Durante o 14º Plano Quinquenal, a proporção de eletrodomésticos inteligentes subiu de 38% para 62%. A receita do setor atingiu RMB 1,95 trilhão em 2024, alta de 31,6% em relação a 2020. Até o fim de 2024, 167 fábricas da indústria leve foram incluídas entre as 1.260 unidades nacionais com tecnologia 5G, o equivalente a 13% do total. Mais de 60% das empresas médias e grandes já adotam Internet Industrial. No mesmo período, 1.321 empresas foram reconhecidas como “fábricas verdes”, abrangendo segmentos como eletrodomésticos, alimentos, papel e baterias. Inovação e tecnologia fortalecem a cadeia de valor Na sede da Angel Yeast, em Yichang (Hubei), o fermento serve de base para centenas de produtos, de pães a bebidas e suplementos proteicos. “Nos últimos cinco anos, nossos investimentos em P&D cresceram 16% ao ano e acumulamos mais de 400 patentes”, afirmou Zhao Xiaojie, vice-gerente-geral da empresa. O fermento proteico, com teor superior a 80%, representa uma das principais apostas da companhia. Segundo o Relatório de Inovação da Indústria Alimentícia da China (2024), as empresas de biotecnologia de fermentação registraram intensidade média de P&D de 3,6%, acima da média de 2,9% das 100 maiores empresas tecnológicas da indústria leve. Entre 2020 e 2024, o investimento em P&D do setor subiu de 1,72% para 2,31% da receita total, com crescimento médio anual de 9,2%. O número de patentes válidas aumentou de 127 mil para 214 mil, avanço médio de 12,3% ao ano. Expansão internacional e diversificação de mercados A empresa Guangzhou Leonis Machinery, produtora de bicicletas, exemplifica a competitividade global do setor. Com 30 linhas automatizadas, exporta para mais de 70 países e mantém bases produtivas na Índia e em outros mercados. Para o Sudeste Asiático, a empresa oferece bicicletas de montanha de custo acessível; para a Europa, modelos elétricos inteligentes. “Essa estratégia garante crescimento médio anual superior a 20% nas vendas externas”, afirmou Li Liwei, vice-gerente de operações. Durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024, a equipe italiana utilizou bicicletas Leonis, consolidando a presença internacional da marca. Entre 2020 e 2024, a China exportou 259 milhões de bicicletas, totalizando US$17,71 bilhões. Deste total, 40,7% foram destinados a países da Iniciativa “Cinturão e Rota”, alta de 8,2 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. Em 2024, a indústria leve respondeu por 25,9% das exportações totais da China, liderando os demais setores pelo quinto ano consecutivo. As exportações para os países da “Cinturão e Rota” cresceram de 30% para 33%, e para a ASEAN, de 13,7% para 15%, refletindo um mercado externo mais equilibrado. No consumo interno, as vendas no varejo dos principais produtos do setor subiram de RMB 5,98 trilhões em 2020 para 7,93 trilhões em 2024, com taxa média anual de 7,29%. A participação do consumo doméstico aumentou ligeiramente, de 87,2% para 87,4%. Perspectivas até 2030 “O 14º Plano Quinquenal trouxe resultados expressivos; o 15º trará novos desafios e oportunidades”, disse Zhang Chonghe. Segundo ele, o foco até 2030 será ampliar a capacidade de inovação, fortalecer as marcas e garantir sustentabilidade. O plano prevê a criação de mais de 10 marcas globais e 50 marcas regionais de destaque, além da manutenção da liderança mundial na participação de mercado internacional de produtos da indústria leve. Fonte: chinanews.com

27 de outubro de 2025
China2Brazil
A Airbus inaugurou nesta semana uma nova linha final de montagem (Final Assembly Line) para aeronaves da família A320 em Tianjin, cidade portuária no norte da China. A expansão marca os 40 anos de presença da fabricante europeia no país e reforça a tendência de grandes empresas estrangeiras que seguem ampliando seus investimentos na segunda maior economia do mundo. A nova instalação reflete a confiança da Airbus no mercado de aviação chinês, na estabilidade da cadeia de suprimentos local e no ambiente de negócios do país. A participação da empresa no mercado chinês cresceu de cerca de 20% em 2008 para mais de 50% atualmente, fazendo da China o maior mercado individual da Airbus para aviões comerciais. “Com a segunda linha de Tianjin, ganhamos a flexibilidade e a capacidade necessárias para atingir nossa meta de montar 75 aeronaves da família A320 por mês até 2027”, afirmou o CEO da Airbus, Guillaume Faury, durante a cerimônia de inauguração. O projeto foi lançado após um acordo firmado em abril de 2023, durante o encontro dos líderes da China e da França, e teve a construção iniciada em setembro do mesmo ano. A obra foi concluída em ritmo acelerado, o que Faury descreveu como um exemplo da “velocidade chinesa”. O embaixador da União Europeia na China, Jorge Toledo Albiñana, que participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental dois anos antes, classificou o projeto como um caso exemplar de cooperação entre a China e a União Europeia, destacando o intercâmbio em design, inovação e qualificação técnica. Além da Airbus, outras multinacionais também estão ampliando sua atuação na China. Em 15 de outubro, o CEO da Apple, Tim Cook , anunciou novos investimentos no país. No dia 14, o CEO da Pfizer , Albert Bourla, informou que 30% da pesquisa e desenvolvimento global da empresa na última década ocorreu na China. No mesmo período, John Waldron, presidente e diretor de operações do Goldman Sachs, destacou que a instituição concluiu operações relevantes de mercado de capitais para companhias chinesas em 2025. Segundo o Ministério do Comércio da China, o investimento estrangeiro direto efetivamente utilizado somou US$708,73 bilhões nos últimos cinco anos, até junho de 2025. Já um relatório da Câmara Americana de Comércio em Xangai apontou que 71% das empresas norte-americanas no país registraram lucro em 2024, cinco pontos percentuais acima do ano anterior. Apesar das tensões globais e da reconfiguração das cadeias produtivas, a economia chinesa manteve crescimento constante. O PIB superou as marcas de RMB 110 trilhões, RMB 120 trilhões e RMB 130 trilhões nos últimos cinco anos e deve alcançar cerca de RMB 140 trilhões em 2025. A China continua responsável por cerca de 30% do crescimento econômico global. Dan Watkins, CEO da J.P. Morgan Asset Management Ásia-Pacífico, classificou a China como um “supercontribuidor” para a estratégia regional da instituição. Ele afirmou que a meta é dobrar os ativos sob gestão na região, chegando a US$600 bilhões nos próximos cinco anos. Durante encontro com Guillaume Faury em 21 de outubro, em Pequim, o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, afirmou que o país manteve a expansão de seu mercado interno, consolidando-se como o segundo maior mercado consumidor e o segundo maior importador do mundo. Wang destacou ainda que a China continuará a investir em modernização e em novas forças produtivas de alta qualidade, criando novas oportunidades para empresas estrangeiras, como a Airbus. Fonte: gmw.cn

24 de outubro de 2025
China2Brazil
Os quatro principais polos industriais de Xiamen, tecnologia da informação eletrônica, equipamentos mecânicos, comércio e logística, e serviços financeiros, superaram RMB 2 trilhões em escala total. Os quatro setores estratégicos emergentes, biomedicina, novos materiais, novas energias e turismo criativo e cultural, somaram mais de RMB 500 bilhões. O setor de novas energias cresceu a uma taxa média anual acima de 30% nos últimos três anos, enquanto a indústria de novos displays ocupa o 6º lugar nacional em competitividade. Durante a segunda coletiva de imprensa da série “Xiamen nos últimos cinco anos”, o vice-prefeito Zhuang Rongliang revisou os avanços desde o início do 14º Plano Quinquenal. Ele destacou o progresso em inovação tecnológica, elevação do nível industrial , transformação de tecnologias e integração ecológica. Representantes do Comitê de Administração da Zona de Alta Tecnologia (Torch), do Departamento Municipal de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Indústria e Tecnologia da Informação e do Departamento de Desenvolvimento Marítimo também participaram. Inovação científica com força crescente Xiamen integrou inovação tecnológica e industrial, elevando sua competitividade científica e tecnológica. A intensidade de investimento em P&D passou de 3,08% do PIB em 2020 para 3,46% em 2024, 0,77 ponto percentual acima da média nacional. O gasto empresarial em P&D cresceu mais de 13% ao ano. O número de patentes de alto valor por 10 mil habitantes atingiu 29,5, o dobro do registrado no final do 13º Plano Quinquenal. Resultados científicos da cidade foram selecionados duas vezes consecutivas entre os “Dez Maiores Avanços da Ciência na China”. O Xiamen Science City ampliou seu papel como motor de inovação, com mais de 2.500 novas empresas e instituições de P&D. O Parque de Alta Tecnologia Torch ficou em 14º lugar nacional na primeira avaliação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A cidade atraiu mais de 30 institutos nacionais e grandes empresas para criar centros de P&D. Foram criados sete laboratórios nacionais de ponta nas áreas de oceanografia, materiais energéticos e semicondutores. Os laboratórios Jiageng, Xiang’an e Lujiang registraram avanços em produção de hidrogênio, biomedicina e armazenamento inteligente de energia. Ecossistema de inovação mais integrado Xiamen promoveu a integração das cadeias de inovação, indústria, capital e talentos. Criou o Comitê de Coordenação para Educação, Ciência e Talentos e implementou por três anos políticas abrangentes de estímulo à inovação. Reformas em gestão científica, investimento tecnológico e recrutamento de talentos fortaleceram a sinergia entre ciência e indústria. O apoio financeiro à inovação incluiu fundos de capital de risco de RMB 5 bilhões, subfundos de garantia para P&D e um Fundo Municipal de Inovação Tecnológica de RMB 50 bilhões. O seguro tecnológico “Xia Yan Bao” passou a apoiar empresas inovadoras. A cooperação internacional se expandiu com o Centro de Inovação dos BRICS e o Parque de Inovação dos BRICS, conectando 45 instituições de 11 países e implementando 138 projetos. O Programa Científico Internacional de Emissões Negativas Oceânicas envolveu 104 instituições de 35 países. Transformação de resultados científicos em produtividade Xiamen fortaleceu o papel das empresas na inovação, promovendo a transferência de tecnologias e a industrialização de resultados científicos. A cidade conta com 4.735 empresas nacionais de alta tecnologia, crescimento líquido de mais de 500 por ano. São 213 empresas “pequenas gigantes” especializadas e inovadoras, representando 42% do total da província, além de 11 unicórnios e 18 campeãs nacionais em manufatura. Foram formados 11 consórcios de inovação, 411 centros corporativos de P&D e mais de 600 projetos colaborativos. Xiamen lidera sete grandes projetos nacionais de ciência e tecnologia, com avanços em wafers epitaxiais de carboneto de silício e pós de nitreto de alumínio de alta pureza. Foram realizados 1.775 projetos de transformação tecnológica e cerca de 100 produtos e tecnologias atingiram nível nacional ou global de liderança. O primeiro imunizante nacional contra HPV de nove valências foi aprovado, encerrando um monopólio estrangeiro de mais de dez anos. Nos primeiros nove meses do ano, dois novos medicamentos inovadores de classe I foram aprovados. Fortalecimento do sistema industrial moderno Guiada pela inovação tecnológica, Xiamen acelerou a expansão de novas forças produtivas, criando uma estrutura industrial moderna com múltiplas cadeias. Os quatro setores pilares ultrapassaram RMB 2 trilhões, e os setores estratégicos emergentes superaram RMB 500 bilhões. Indústrias do futuro, como inteligência artificial, hidrogênio e armazenamento de energia, cresceram rapidamente. O valor agregado das indústrias estratégicas emergentes representa mais de 40% do total industrial acima do porte mínimo, e de janeiro a agosto a indústria de alta tecnologia cresceu 18,7%. O investimento em P&D das empresas industriais de grande porte alcançou 2,52% do faturamento, 0,38 ponto percentual acima do 13º Plano Quinquenal. A indústria biomédica manteve receita acima de RMB 100 bilhões por quatro anos consecutivos. Novas energias crescem mais de 30% ao ano e devem ultrapassar RMB 100 bilhões em 2025. Novos displays ocupam o 6º lugar nacional, e circuitos integrados estão entre as 50 mais competitivas do mundo. Xiamen avançou na digitalização industrial e em transformação tecnológica inovadora, criando sete fábricas inteligentes nacionais de demonstração. A economia digital representa mais de 60% do PIB da cidade. Dados principais: Indústria biomédica: receita acima de RMB 100 bilhões por quatro anos consecutivos; Novas energias: crescimento médio anual >30%; produção prevista acima de RMB 100 bilhões em 2025; Novos displays: 6º lugar nacional em competitividade; Circuitos integrados: entre as 50 cidades mais competitivas do mundo; Empresas de alta tecnologia: 4.735 (crescimento anual >500); Empresas “pequenas gigantes”: 213 (42% do total da província); Unicórnios e potenciais unicórnios: 11; Campeãs nacionais de manufatura: 18. Fonte: gmw.cn

24 de outubro de 2025
China2Brazil
O protecionismo comercial e o unilateralismo têm avançado globalmente, afetando também o setor energético, onde alguns países buscam proteger fontes tradicionais e atrasadas. Apesar disso, a China mantém a determinação de desenvolver energia limpa , promover a transição energética e fortalecer a cooperação internacional, segundo Long Yongtu, ex-vice-ministro do antigo Ministério do Comércio Exterior e Cooperação Econômica da China. Ele fez a declaração durante o Seminário Internacional sobre Cooperação em Hidrogênio da Iniciativa “Cinturão e Rota”, realizado na Conferência da Indústria de Hidrogênio da China 2025. Long destacou que a China tem oportunidades de cooperação internacional em pesquisa e aplicação de tecnologias de hidrogênio, fornecimento de equipamentos, certificação de padrões e participação na formulação de regras de comércio transfronteiriço. Chen Wenling, ex-economista-chefe do Centro Chinês de Intercâmbio Econômico Internacional, observou que a oposição de alguns países às energias renováveis e à economia verde representa uma das manifestações mais claras da “desglobalização”. Segundo ela, o desenvolvimento energético global enfrenta uma encruzilhada, e a China tornou-se referência internacional, contribuindo de forma significativa para o avanço do hidrogênio e de outras fontes limpas. O setor recebeu marco regulatório com o “Plano de Desenvolvimento da Indústria de Hidrogênio a Médio e Longo Prazo (2021–2035)”, publicado em 2022, e com a inclusão do hidrogênio na Lei de Energia da China em 2024. Até o fim de 2024, mais de 560 políticas específicas sobre hidrogênio foram lançadas em todo o país, com medidas adaptadas às realidades regionais. Segundo Cheng Yibing, membro da Academia de Engenharia da Austrália e cientista estratégico do Laboratório Xianhu de Foshan, as tecnologias chinesas de hidrogênio, da produção ao transporte e uso, saíram do laboratório e estão em aplicação industrial, colocando o país à frente do padrão global em abrangência e nível tecnológico. Zhang Yinguang, gerente-geral da State Power Investment Group Hydrogen Energy Technology Development, afirmou que a China possui a cadeia industrial de hidrogênio mais completa do mundo, incluindo produção, armazenamento, transporte e uso. Ele acrescentou que o transporte é o setor-chave para a comercialização em larga escala. Políticas e programas de cidades-piloto criaram um ecossistema maduro para o uso do hidrogênio. Ao mesmo tempo, esforços conjuntos de fabricantes de células a combustível reduziram significativamente os custos. Zhang Weidong, representante assistente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na China, citou que o custo de um ônibus de 12 metros movido a célula de combustível caiu de US$ 1,8 milhão em 2003 para menos de US$ 500 mil, graças à experiência chinesa e ao apoio internacional. Chen Wenling concluiu que o futuro do hidrogênio na China será guiado pelos cenários de aplicação. O país não apenas lidera a produção global, mas também se torna força motriz do desenvolvimento do setor, contribuindo para a transição energética mundial e para as metas de neutralidade de carbono. Fonte: chinanews.com

24 de outubro de 2025
China2Brazil
A Alibaba lançou nesta quinta-feira (24 de outubro) a pré-venda dos óculos de inteligência artificial (IA) Quark, primeiro modelo de óculos inteligentes desenvolvido internamente pelo grupo. O produto será lançado oficialmente em dezembro e está disponível na loja oficial Quark Smart Devices na Tmall. Segundo o ranking em tempo real de vendas do Tmall, após sete horas do início das vendas, os óculos Quark AI S1 se tornaram o segundo produto mais vendido no setor de óculos inteligentes durante o festival de compras 11.11, atrás apenas da marca Xreal. Capturas de tela de pedidos indicam que os envios começam até 8 de dezembro. O preço inicial para membros 88VIP foi de RMB 3.329, abaixo do valor promocional mínimo anteriormente divulgado (RMB 3.699). Para consumidores não 88VIP, o preço mínimo é de RMB 3.999, reforçando a estratégia da Alibaba de incentivar o consumo dentro de seu ecossistema comercial. Além da Tmall, a Quark abriu lojas na JD.com e na Douyin, mas nessas plataformas a pré-venda completa ainda não está disponível, sendo possível apenas reservas com pagamento simbólico de RMB 1. Um porta-voz da Quark informou ao Barron’s China que os preços atuais não representam o valor oficial de lançamento, que será anunciado no fim do ano, e que o período do 11.11 oferece os melhores subsídios de compra. Os óculos Quark AI S1 integram serviços do ecossistema Alibaba, como o sistema de navegação de proximidade do Amap, o pagamento “Veja e Pague” do Alipay e a busca por imagens do Taobao. O dispositivo utiliza o modelo proprietário de IA Qwen, funcionando como assistente pessoal para perguntas, tarefas inteligentes e serviços de vida, incluindo compras, pagamentos e viagens. O hardware conta com dois chips principais, Qualcomm AR1 e BES2800 da Bestechnic, e duas unidades ópticas de projeção binocular com ajuste vertical e horizontal. O display invisível permite a visualização de informações no campo de visão do usuário. O sistema de lentes é integrado, evitando soluções externas como clip-ons ou lentes magnéticas, e melhora desempenho óptico e estabilidade. O dispositivo possui duas baterias substituíveis, permitindo trocar a bateria principal sem desligar o aparelho, e estojo de recarga para uso contínuo ao longo do dia. O design minimalista apresenta armação fina, hastes estreitas e estrutura ultraleve, com distribuição de peso equilibrada para conforto prolongado. Para fotografia noturna, os óculos contam com modo SuperRaw e dupla estabilização de imagem, garantindo fotos e vídeos nítidos mesmo em ambientes com pouca luz. Fonte: tmtpost.com