27 de outubro de 2025
Em 2024, a indústria leve da China, que reúne setores como alimentos, vestuário e eletrodomésticos, contava com 136,6 mil empresas, com crescimento médio anual de 5,89% desde 2020. As vendas no varejo dos principais produtos do setor alcançaram RMB 7,93 trilhões, equivalentes a 16,2% do total das vendas de bens de consumo. As exportações somaram US$925,4 bilhões, com expansão média anual de 7,17% no mesmo período. Segundo Zhang Chonghe, presidente da Federação Chinesa da Indústria Leve, “a escala econômica do setor aumentou de forma constante, a cadeia industrial tornou-se mais resiliente e a China consolidou sua posição como maior produtor e exportador mundial de produtos da indústria leve”. Modernização inteligente e transição verde impulsionam o setor A transformação digital e a adoção de tecnologias verdes têm redefinido o perfil produtivo. Na fábrica da Haier em Jiaozhou, Qingdao (Shandong), robôs produzem uma geladeira a cada 10 segundos, enquanto o sistema “5G + Internet Industrial” organiza automaticamente centenas de componentes. “Da entrada das matérias-primas ao despacho da produção, a inteligência artificial coordena todo o processo, permitindo fabricação sob demanda e praticamente sem erros”, disse Yin Dongdong, diretor técnico da unidade. A fábrica produz cerca de 5 mil geladeiras de alto padrão por dia, o dobro da capacidade das linhas tradicionais. Cinco fábricas da Haier já foram reconhecidas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação como “fábricas inteligentes de excelência”, abrangendo geladeiras, máquinas de lavar e aquecedores. Durante o 14º Plano Quinquenal, a proporção de eletrodomésticos inteligentes subiu de 38% para 62%. A receita do setor atingiu RMB 1,95 trilhão em 2024, alta de 31,6% em relação a 2020. Até o fim de 2024, 167 fábricas da indústria leve foram incluídas entre as 1.260 unidades nacionais com tecnologia 5G, o equivalente a 13% do total. Mais de 60% das empresas médias e grandes já adotam Internet Industrial. No mesmo período, 1.321 empresas foram reconhecidas como “fábricas verdes”, abrangendo segmentos como eletrodomésticos, alimentos, papel e baterias. Inovação e tecnologia fortalecem a cadeia de valor Na sede da Angel Yeast, em Yichang (Hubei), o fermento serve de base para centenas de produtos, de pães a bebidas e suplementos proteicos. “Nos últimos cinco anos, nossos investimentos em P&D cresceram 16% ao ano e acumulamos mais de 400 patentes”, afirmou Zhao Xiaojie, vice-gerente-geral da empresa. O fermento proteico, com teor superior a 80%, representa uma das principais apostas da companhia. Segundo o Relatório de Inovação da Indústria Alimentícia da China (2024), as empresas de biotecnologia de fermentação registraram intensidade média de P&D de 3,6%, acima da média de 2,9% das 100 maiores empresas tecnológicas da indústria leve. Entre 2020 e 2024, o investimento em P&D do setor subiu de 1,72% para 2,31% da receita total, com crescimento médio anual de 9,2%. O número de patentes válidas aumentou de 127 mil para 214 mil, avanço médio de 12,3% ao ano. Expansão internacional e diversificação de mercados A empresa Guangzhou Leonis Machinery, produtora de bicicletas, exemplifica a competitividade global do setor. Com 30 linhas automatizadas, exporta para mais de 70 países e mantém bases produtivas na Índia e em outros mercados. Para o Sudeste Asiático, a empresa oferece bicicletas de montanha de custo acessível; para a Europa, modelos elétricos inteligentes. “Essa estratégia garante crescimento médio anual superior a 20% nas vendas externas”, afirmou Li Liwei, vice-gerente de operações. Durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024, a equipe italiana utilizou bicicletas Leonis, consolidando a presença internacional da marca. Entre 2020 e 2024, a China exportou 259 milhões de bicicletas, totalizando US$17,71 bilhões. Deste total, 40,7% foram destinados a países da Iniciativa “Cinturão e Rota”, alta de 8,2 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. Em 2024, a indústria leve respondeu por 25,9% das exportações totais da China, liderando os demais setores pelo quinto ano consecutivo. As exportações para os países da “Cinturão e Rota” cresceram de 30% para 33%, e para a ASEAN, de 13,7% para 15%, refletindo um mercado externo mais equilibrado. No consumo interno, as vendas no varejo dos principais produtos do setor subiram de RMB 5,98 trilhões em 2020 para 7,93 trilhões em 2024, com taxa média anual de 7,29%. A participação do consumo doméstico aumentou ligeiramente, de 87,2% para 87,4%. Perspectivas até 2030 “O 14º Plano Quinquenal trouxe resultados expressivos; o 15º trará novos desafios e oportunidades”, disse Zhang Chonghe. Segundo ele, o foco até 2030 será ampliar a capacidade de inovação, fortalecer as marcas e garantir sustentabilidade. O plano prevê a criação de mais de 10 marcas globais e 50 marcas regionais de destaque, além da manutenção da liderança mundial na participação de mercado internacional de produtos da indústria leve. Fonte: chinanews.com
6 de maio de 2025
Um mês após os Estados Unidos intensificarem sua política tarifária contra a China, acirrando as incertezas no comércio internacional, a 137ª edição da Feira de Cantão mostrou resiliência e vigor do setor. Considerada a maior plataforma de comércio exterior da China, o evento atraiu quase 290 mil compradores estrangeiros, o que representa um crescimento de 17,3% em relação ao ano anterior. O aumento expressivo na participação internacional reforça a vitalidade do comércio transnacional, mesmo diante do novo ciclo de tensões geoeconômicas. Realizada em três etapas, a feira reafirmou sua importância como termômetro do comércio global e vitrine estratégica para as exportações chinesas. Mais de 4,55 milhões de produtos foram expostos, incluindo mais de 1 milhão de lançamentos. As intenções de negócios registradas no local somaram US$ 25,44 bilhões, com crescimento de 3% em relação à edição anterior. O movimento intenso no pavilhão, do início ao fim, demonstrou a confiança do mundo na economia chinesa. Em vez de se afastarem, compradores internacionais continuaram a firmar contratos com empresas chinesas, contrariando a tentativa dos Estados Unidos de isolar a China por meio de tarifas. A exemplo da primeira edição da feira, em 1957 — quando o país ainda enfrentava bloqueios econômicos e diplomáticos —, a atual edição demonstrou a resiliência do modelo chinês e a disposição do país em se manter aberto ao mundo. Mesmo sob as pressões da guerra tarifária, o “Made in China” continua exercendo forte atração. Desde a véspera da abertura da feira, já havia mais de 200 mil compradores estrangeiros pré-registrados. Durante todo o evento, o número total de visitantes internacionais ultrapassou os 289 mil, estabelecendo um novo recorde. Também aumentou significativamente o número de grandes compradores, associações comerciais e empresas interessadas em parcerias duradouras com fornecedores chineses. O valor das intenções de exportação registradas durante o evento confirmou o otimismo do mercado. A presença da tecnologia foi um dos pontos altos desta edição. Mais de 1.100 empresas participaram das seções voltadas à inovação, com cerca de 320 mil produtos tecnológicos em exibição. A recém-inaugurada área de robótica atraiu visitantes de todos os continentes, que filmavam e tiravam fotos de robôs humanoides, cães-robôs e dispositivos inteligentes, comentando que a ficção científica havia, enfim, se tornado realidade. A empresa Qianxun Technology, de Shenzhen, estreante no evento, conseguiu reunir mais de US$ 20 milhões em intenções de pedidos, com perspectiva concreta de fechar ao menos US$ 5 milhões em contratos. Com produtos de ponta voltados à vigilância e ao monitoramento inteligente, a companhia já mira a participação na Expo 2030 em Riad. Outro destaque foi a valorização da estética chinesa, que tem ganhado espaço global. Empresas como a Guangzhou Textile atraíram compradores com produtos que unem técnicas tradicionais e linguagem contemporânea, transmitindo uma confiança cultural renovada. O sucesso das peças expostas no “Salão do Tesouro”, que reúne os vencedores do Prêmio CF de design, reforçou o papel de Guangdong como centro criativo. Um dos produtos mais comentados foi o robô limpador de fachadas da empresa Lingdu, com visual semelhante ao Homem-Aranha e capacidade de operar em condições extremas. Além disso, a feira apostou em sustentabilidade e soluções verdes, com 880 mil produtos de baixo carbono em exposição. A empresa Guangdong Haomei, por exemplo, apresentou sistemas de isolamento térmico e estruturas para energia solar, atendendo às exigências ambientais de mercados europeus e americanos. Mesmo com a crescente pressão dos EUA, que recentemente elevaram tarifas para até 245% e suspenderam isenções de tributos para encomendas de pequeno porte, as empresas chinesas demonstraram resiliência ao ampliar sua atuação no mercado interno e explorar novas frentes no comércio internacional. Algumas transformaram seus estandes em estúdios de live commerce, como a Guangdong Lingfeng, que passou a promover produtos nacionais com foco em vendas domésticas. Outras, como a Songfa Ceramics e a Obiya Leather, adotaram estratégias de e-commerce e marketing internacional para impulsionar suas marcas próprias em plataformas como Amazon e TikTok. Apesar do fim da feira presencial, a versão online da Feira de Cantão permanece ativa, com mais de 527 mil compradores de 229 países e regiões cadastrados. O aplicativo oficial da feira ultrapassou 320 mil downloads e segue gerando oportunidades de negócios o ano todo. Na turbulência da guerra tarifária, a China mantém sua rota. Por mais de seis décadas, a Feira de Cantão resistiu a bloqueios e crises, e nesta edição, mais uma vez, demonstrou sua capacidade de transformar desafios em oportunidades. Com inovação contínua, abertura e cooperação, o comércio chinês segue navegando em mares globais — e agora, mais do que nunca, com vento a favor. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Southcn
5 de maio de 2025
A 137ª edição da Feira de Importação e Exportação da China, conhecida como Feira de Cantão, encerrou sua exposição presencial nesta segunda-feira (5), em Guangzhou, com número recorde de compradores estrangeiros. Segundo dados oficiais, até o dia 4 de maio, 288.938 compradores de 219 países e regiões participaram do evento — um crescimento de 17,3% em relação à 135ª edição. Durante a feira, os contratos de intenção de exportação totalizaram US$ 25,44 bilhões — crescimento de 3% em relação à edição anterior. Mais de 60% desse valor veio de negociações com países da Iniciativa Cinturão e Rota, que lideraram o crescimento. Os mercados tradicionais, por sua vez, mantiveram desempenho estável. Com as crescentes incertezas no comércio global, muitas empresas expositoras estão revendo suas estratégias de produção e vendas, incluindo a ampliação de atuação no mercado doméstico chinês . É o caso da Shanghai Bestway Sports Technology, que vem tentando ampliar sua presença no mercado interno com produtos infláveis para esportes e lazer. Segundo o vice-presidente regional de vendas, Jin Zu, embora a demanda esteja crescendo, a disposição do consumidor local em pagar ainda é limitada, o que exige um processo de educação do mercado. A empresa também está direcionando esforços para parcerias com montadoras de veículos elétricos, que passaram a fabricar acessórios como colchões infláveis para carros e atividades ao ar livre. Embora esse segmento ainda represente uma parcela pequena do negócio, a expectativa é de expansão nos próximos anos. A Beijing Taiyu Boyang International também busca se adaptar ao novo cenário. A empresa, que exporta balões decorativos para América do Norte, Europa e Austrália, considerou transferir parte da produção para o Sudeste Asiático, mas optou por manter as operações na China, diante das incertezas nas políticas comerciais internacionais. A companhia investiu em uma nova fábrica em Jiangsu, com linhas de produção automatizadas e tecnologias patenteadas, visando reduzir custos e dependência de mão de obra. Com a nova planta, a capacidade de produção deve dobrar para até 2,5 milhões de unidades por dia, reduzindo os custos em até 40%. Os produtos abastecerão os mercados europeu e norte-americano e também oferecerão preços mais competitivos para países emergentes, onde o custo é um fator decisivo. Sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, representantes da empresa afirmam que, embora EUA e Europa ainda sejam os principais mercados, a instabilidade atual tem incentivado a diversificação geográfica das vendas. A meta agora é atender a uma base global mais ampla. Fonte: yicai.com
14 de abril de 2025
A Administração Geral das Alfândegas da China divulgou, em coletiva realizada em 14 de abril pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado, os dados do comércio exterior do país no primeiro trimestre de 2025. Segundo o vice-diretor da entidade, Wang Lingjun, as províncias líderes em comércio exterior, Guangdong, Jiangsu, Zhejiang, Xangai, Pequim, Shandong e Fujian, movimentaram juntas RMB 7,78 trilhões em importações e exportações entre janeiro e março. O montante representa 75% do comércio exterior da China no período. O resultado se destaca por três pontos principais: Aumento no número de empresas exportadoras e importadoras As sete províncias concentram um grande número de empresas ativas no setor. No primeiro trimestre, 422 mil empresas realizaram operações de importação e exportação, alta de 6,1% em relação ao mesmo período de 2024. Elas responderam por cerca de 80% do total nacional. O comércio com mais de 150 países e regiões também cresceu, com 89 deles superando a média nacional em taxa de crescimento. Avanço nas exportações de alta tecnologia As províncias ampliaram a exportação de produtos de alta tecnologia, somando RMB 783,52 bilhões no trimestre, um crescimento de 4,5%. O valor representou 71,3% do total nacional nesse segmento. As exportações de produtos de informação eletrônica, equipamentos de ponta e biofármacos chegaram a RMB 385,71 bilhões, RMB 236,58 bilhões e RMB 30,11 bilhões, respectivamente. Os três grupos representaram 66%, 78,4% e 74,8% do total nacional em cada categoria. Participação relevante nas importações estratégicas Essas regiões também lideraram a importação de recursos energéticos , insumos industriais e bens de consumo. No primeiro trimestre, elas foram responsáveis por 83,1% das importações nacionais de petróleo bruto e 67,6% das de minérios metálicos. Componentes eletrônicos e peças de equipamentos automáticos representaram 78% e 88,1%, respectivamente. As importações de bens de consumo atingiram RMB 318,42 bilhões, mais de 80% do total nacional. As províncias analisadas seguem como pilares do comércio exterior da China, com forte presença em mercados internacionais, foco em inovação industrial e papel relevante na manutenção das cadeias de suprimentos do país. Fonte: thepaper.cn
25 de fevereiro de 2025
As empresas privadas chinesas mantiveram, pelo sexto ano consecutivo, a posição de principal entidade operacional no comércio exterior da China, segundo os dados mais recentes da Administração Geral das Alfândegas. Em 2024, o setor registrou três marcos inéditos, consolidando sua importância para a economia do país. Pela primeira vez, o número de empresas privadas com atividades reais de importação e exportação ultrapassou a marca de 600 mil, alcançando 609 mil companhias. Esse crescimento reforça a relevância do setor para o dinamismo do comércio exterior chinês . Outro avanço inédito foi a ascensão das empresas privadas como a maior entidade de importação e exportação de produtos de alta tecnologia no país. O segmento registrou um crescimento de 12,6% nessas operações, respondendo por 48,5% do valor total do comércio de tecnologia na China — um aumento de três pontos percentuais em relação ao ano anterior. Além disso, a participação das empresas privadas na importação de bens de consumo superou, pela primeira vez, a marca de 50%. A fatia subiu 2,8 pontos percentuais, atingindo 51,3%, com destaque para itens como produtos de higiene pessoal e frutas, nos quais a participação ultrapassou 60%. Recorde de empresas no comércio exterior Ao longo de 2024, as três principais categorias de entidades operacionais no comércio exterior — empresas privadas, de investimento estrangeiro e estatais — ampliaram sua atuação. O número total de empresas envolvidas em importações e exportações chegou a um recorde de quase 700 mil. As empresas privadas, consideradas a "força principal" do comércio exterior chinês, registraram um volume de importação e exportação de RMB 24,33 trilhões no ano, um crescimento de 8,8% em relação a 2023. O setor respondeu por 55,5% do total do comércio exterior do país. Já as empresas de investimento estrangeiro movimentaram RMB 12,8 trilhões, com um crescimento de 1,5%. O desempenho no segundo semestre foi 2,5 pontos percentuais mais acelerado do que no primeiro. Enquanto isso, as empresas estatais desempenharam o papel de "estabilizadoras" da economia, garantindo a manutenção do fluxo comercial. O volume total de importação e exportação dessas companhias somou RMB 6,61 trilhões, com um papel crucial na importação de commodities estratégicas, como alimentos e energia. Os dados reforçam a crescente participação das empresas privadas na economia chinesa e indicam um cenário de maior diversificação e dinamismo no comércio exterior do país. Fonte: gov.cn
27 de novembro de 2024
O Departamento Geral das Alfândegas da China anunciou novas medidas para facilitar o comércio eletrônico transfronteiriço, que entrarão em vigor em 15 de dezembro de 2024. Entre as mudanças, está a eliminação da exigência de registro para empresas que fornecem serviços de armazenamento no exterior para vendedores de comércio eletrônico. Os procedimentos de declaração de documentos de exportação também serão simplificados, enquanto a iniciativa piloto de "inspeção antes do carregamento" será expandida para incluir remessas de consolidação de exportação (less than container load). Além disso, o modelo de supervisão para devoluções no varejo de comércio eletrônico transfronteiriço será promovido, visando maior agilidade e eficiência no setor. O Departamento Geral das Alfândegas da China anunciou a eliminação da exigência de registro para empresas que fornecem serviços de armazenamento no exterior a vendedores de comércio eletrônico transfronteiriço. A mudança revoga a Nota nº 75, emitida em 2020, que previa a necessidade de registro dos modelos de negócios dessas empresas junto às alfândegas. Apesar da flexibilização, as empresas continuam obrigadas a transmitir eletronicamente os dados de reserva de espaço de armazenamento durante o processo de declaração. Além disso, elas permanecem legalmente responsáveis pela autenticidade das informações fornecidas. Empresas de comércio eletrônico transfronteiriço e seus agentes, bem como empresas de logística , agora podem transmitir informações eletrônicas de transações e logística às alfândegas por meio do “portal único” de comércio internacional ou da plataforma de serviços de desembaraço aduaneiro de comércio eletrônico. A nova diretriz elimina a necessidade de transmitir dados eletrônicos de recibos de pagamento durante a declaração de listas de exportação de varejo e de empresa para empresa. Apesar da simplificação, as empresas continuam legalmente responsáveis pela autenticidade das informações enviadas. O programa piloto de "inspeção antes do carregamento" para remessas de consolidação de exportação (less than container load) será expandido para 12 alfândegas regionais da China. As localidades incluídas na iniciativa são Xangai, Hangzhou, Ningbo, Xiamen, Qingdao, Zhengzhou, Wuhan, Changsha, Guangzhou, Huangpu, Chengdu e Xi’an. Além disso, o modelo de supervisão de devoluções transfronteiriças de varejo no comércio eletrônico será promovido em 20 alfândegas, abrangendo cidades como Pequim, Tianjin, Dalian, Harbin, Xangai, Nanjing, Hangzhou, Ningbo, Hefei, Fuzhou, Xiamen, Nanchang, Qingdao, Zhengzhou, Changsha, Guangzhou, Shenzhen, Huangpu, Chengdu e Urumqi. Fonte: ithome.com
19 de janeiro de 2024
O vice-ministro do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, Xin Guobin, afirmou que em 2023 as exportações de veículos inteiros da China alcançaram 4,91 milhões de unidades, um aumento de 57,9% em relação ao ano anterior. Com esse número, há expectativas de que a China possa se tornar o maior exportador de veículos do mundo pela primeira vez. "O setor automotivo apresentou diversos destaques no desenvolvimento no ano passado, entregando um resultado muito positivo", disse Xin Guobin. Em 2023, a produção e venda de veículos automotores na China ultrapassaram 30 milhões de unidades pela primeira vez, mantendo a liderança global na produção por 15 anos consecutivos. Os veículos de nova energia continuam liderando globalmente, com produção de 9,587 milhões e vendas de 9,495 milhões de unidades, representando aumentos de 35,8% e 37,9% em relação ao ano anterior. As vendas de novos veículos de energia nova e verde representaram 31,6% do total de vendas de automóveis . Em 2023, as exportações de veículos inteiros da China totalizaram 4,91 milhões de unidades, das quais 1,203 milhão foram de veículos de nova energia, registrando um aumento de 77,6% em relação ao ano anterior. As exportações de baterias elétricas atingiram um total de 127,4 GWh, um aumento de 87,1% em relação ao ano anterior. "As 'três novidades' adicionaram um brilho ao setor manufatureiro chinês, proporcionando um impulso e uma reputação significativos para nós", acrescentou Xin Guobin. Ao mesmo tempo, a indústria automobilística chinesa enfrenta desafios. Externamente, alguns países e regiões estão adotando medidas protecionistas abusivas de salvaguarda comercial. Internamente, a maioria das empresas de veículos de nova energia, especialmente aquelas focadas no mercado interno, ainda não atingiu a lucratividade. Além disso, existem deficiências nos setores de chips automotivos, e também ocorre a construção excessiva e repetitiva de projetos de veículos de nova energia. Xin Guobin afirmou que, no próximo passo, serão implementadas e detalhadas políticas de desconto de imposto sobre a compra de automóveis; será oferecido suporte para que as empresas realizem inovações conjuntas, fortalecendo a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias-chave, como chips automotivos, baterias de estado sólido e condução autônoma de alto nível; serão organizados testes piloto para a entrada de veículos automotores inteligentes e interligados e a aplicação integrada de "veículo-via de transporte-nuvem"; e será reforçada ainda mais a coordenação e o planejamento do desenvolvimento industrial para prevenir e mitigar riscos de excesso de capacidade de produção. Algumas instituições de pesquisa preveem que, em 2024, a produção e venda de veículos automotores na China podem atingir cerca de 31 milhões de unidades, um aumento ligeiro de cerca de 3% em relação ao ano anterior. A produção e venda de veículos de nova energia podem chegar a cerca de 11,5 milhões de unidades, representando um aumento de aproximadamente 20%. "Acredito que essa previsão seja confiável", concluiu Xin Guobin. Fonte: chinanews.com Imagem principal: Li Ziheng/ Xinhua
12 de dezembro de 2023
De janeiro a novembro deste ano, as exportações de eletrodomésticos da China cresceram 2,8%, sendo os mercados emergentes no exterior um ponto de crescimento. As exportações de eletrodomésticos da China passaram por flutuações este ano, mas finalmente estabilizaram o crescimento no quarto trimestre. Segundo informações da Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Máquinas e Eletrodomésticos da China, os dados da Administração Geral das Alfândegas mostram que em novembro de 2023, impulsionadas por promoções de Natal e uma base de comparação mais baixa no mesmo período do ano passado, as exportações de eletrodomésticos aumentaram 13,4% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 7,24 bilhões. Esse foi o quarto mês consecutivo de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a novembro deste ano, as exportações de eletrodomésticos da China atingiram US$ 80,47 bilhões, um aumento de 2,8% em relação ao ano anterior, e espera-se que o ano termine com crescimento. Um relatório da Guosen Securities, citando dados da Administração Geral das Alfândegas, mostra que em novembro deste ano, as exportações de eletrodomésticos da China atingiram 330 milhões de unidades, um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior. Com a queda dos preços das matérias-primas e dos custos de transporte marítimo, juntamente com a desvalorização da moeda chinesa yuan, o preço médio de exportação de eletrodomésticos da China em novembro caiu 10% para US$ 21,8 por unidade. De acordo com a análise de Zhou Nan, secretário-geral da Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Máquinas e Eletrodomésticos da China, influenciadas por fatores como inflação e barreiras comerciais , o crescimento das exportações de eletrodomésticos da China para os mercados europeu e americano desacelerou este ano, levando a indústria a buscar ativamente novos pontos de crescimento. Isso inclui a expansão para mercados emergentes ao longo da Iniciativa “Cinturão e Rota”, como o Sudeste Asiático, Oriente Médio e África, e o desenvolvimento de produtos verdes, como bombas de calor. Ao mesmo tempo, as principais empresas de eletrodomésticos da China continuam a aprimorar suas cadeias de suprimentos globais, aumentando continuamente suas bases de produção no exterior. Fonte: yicai.com Imagem principal: Deng Hua/ Xinhua
28 de julho de 2023
Em junho de 2023, a escala de importação e exportação de comércio de bens e serviços do balanço de pagamentos da China foi de 3,9147 trilhões de yuans. Dentre eles, o superávit comercial de bens foi de 424,2 bilhões de yuans e o déficit comercial de serviços foi de 133,1 bilhões de yuans. Os dados foram divulgados pela Administração Estatal de Câmbio, em 28 de julho. Especificamente, as exportações de comércio de bens foram de 1,9134 trilhão de yuans, as importações foram de 1,4892 trilhão de yuans e o superávit foi de 424,2 bilhões de yuans. As exportações de comércio de serviços foram de 189,5 bilhões de yuans, as importações foram de 322,5 bilhões de yuans, e o déficit foi de 133,1 bilhões de yuans. Os principais itens do comércio de serviços foram: a escala de importação e exportação de serviços de transporte foi de 152,5 bilhões de yuans, a escala de importação e exportação de serviços de viagens foi de 97,8 bilhões de yuans, a escala de importação e exportação de outros serviços comerciais foi de 93,3 bilhões de yuans, e a escala de importação e exportação de serviços de telecomunicações, informática e informação foi de 60,3 bilhões de yuans. Os dados do mesmo dia também mostram que, em junho de 2023, o total de transações no mercado de câmbio da China (excluindo o mercado de moeda estrangeira, o mesmo abaixo) foi de 21,89 trilhões de yuans (equivalente a 3,06 trilhões de dólares). De janeiro a junho, o total de transações no mercado de câmbio da China foi de 123,76 trilhões de yuans (equivalente a 17,85 trilhões de dólares). A vice-diretora da Administração Estatal de Câmbio e porta-voz, Wang Chunying, disse recentemente que, ao olhar para as tendências futuras, o superávit em escala razoável na conta corrente da China não mudará a longo prazo. Do ponto de vista dos bens, novos pontos de crescimento para as exportações de bens da China estão surgindo constantemente, enquanto a base tradicional permanece estável. Além disso, há uma melhora nas importações de produtos intermediários, indicando que há potencial para futuras exportações. No que diz respeito ao comércio de serviços, devido à abertura da epidemia e à recuperação das garantias em todos os aspectos, as viagens internacionais na China estão se recuperando, e os gastos com viagens relacionadas também aumentaram em relação ao mesmo período do ano anterior, mas ainda estão abaixo do nível pré-epidêmico, e o impacto na conta corrente é controlável. O desenvolvimento e a melhoria da indústria manufatureira levarão ao aumento da renda do comércio de serviços de produção. Fonte: STCN Imagem principal: Chandlervid85/Freepik
19 de julho de 2023
Nos últimos anos, com o desenvolvimento da indústria automobilística da China, o volume de exportação de veículos completos pelo Porto de Taicang, localizado na província de Jiangsu, no centro do país, aumentou rapidamente. De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Porto de Taicang, o volume de exportação de automóveis no primeiro semestre deste ano atingiu um recorde histórico de 170.000 unidades. Mais da metade dos veículos exportados são veículos de energia nova. Para atender à crescente demanda de exportação, o porto tem continuamente inovado nos métodos de transporte, desenvolvendo diferentes tipos de navios com maior capacidade de transporte. No terminal de exportação de veículos do Porto de Taicang, um navio carregado com 2.797 veículos elétricos partiu para a América do Sul. Para atender às necessidades de transporte desse tipo de automóvel, o navio passou por modificações. O porão foi equipado com um dispositivo de imagem térmica por infravermelho e um sistema de monitoramento de temperatura em tempo real "um para um" para veículos elétricos. Caso a temperatura ultrapasse um determinado limite, o dispositivo de pulverização de água seria ativado. Além disso, para atender à situação em que a capacidade de transporte de navios roll-on/roll-off para veículos tradicionais é insuficiente, o Porto de Taicang e as empresas de transporte desenvolveram contêineres personalizados para carregamento de veículos, aproveitando a capacidade dos navios porta-contêineres. Fang Jian, responsável pelo Departamento de Desenvolvimento e Serviços do Comitê de Administração do Porto de Taicang disse tem havido um esforço para construir a maior base de exportação de automóveis e centro de distribuição de autopeças ao longo do rio Yangtzé, fornecendo um maior suporte para as montadoras chinesas na busca do palco global. Fonte: ChinaNews Imagem principal: Freepik