29 de outubro de 2026
Três cidades brasileiras receberão, entre 29 de outubro e 3 de novembro, a quarta edição do Festival Interativo de Música e Arquitetura (Fima), dedicado às influências da cultura chinesa no patrimônio histórico e artístico do Brasil. Com entrada gratuita, as apresentações serão realizadas em São Luís, no Maranhão, Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Brasília, no Distrito Federal. O evento integra as celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026 e terá como tema “A China entre nós: uma viagem musical pela história, arte decorativa, arquitetura e criatividade no Brasil colonial”. A programação combina concertos musicais, projeções de imagens e comentários históricos para mostrar como elementos da cultura chinesa chegaram ao Brasil e foram incorporados à produção artística nacional ao longo dos séculos. Influências chinesas na arquitetura brasileira Um dos destaques do festival será a apresentação de imagens de igrejas, construções históricas e acervos que preservam elementos decorativos de inspiração chinesa. Essas referências, conhecidas como chinesices, estão presentes em patrimônios históricos de estados como Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. Introduzidas durante o período colonial, elas foram reinterpretadas por artistas e artesãos locais, adquirindo características próprias na produção artística brasileira. Durante os concertos, o público poderá conhecer exemplos dessas influências e compreender como referências culturais de diferentes partes do mundo passaram a fazer parte da história da arte e da arquitetura do Brasil. A programação musical contará com obras de diferentes períodos históricos, incluindo composições ligadas à tradição chinesa, peças europeias e músicas produzidas no Brasil colonial. Confira as datas e os locais das apresentações São Luís (MA) Data: 29 de outubro de 2026 Local: Teatro Arthur Azevedo – Centro Histórico, São Luís Horário: 20h Belo Horizonte (MG) Data: 1º de novembro de 2026 Local: Sala Juvenal Dias (Palácio das Artes) – Avenida Afonso Pena, nº 1.537 – Centro Horário: 17h Brasília (DF) Data: 3 de novembro de 2026 Local: Casa do Professor – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília (UnB) Horário: 19h Todas as apresentações são gratuitas e têm classificação livre.
27 de março de 2026
Brasil e China lançaram nesta quinta-feira (26) o Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa inédita nas relações bilaterais entre os dois países. O programa reúne eventos culturais, artísticos e acadêmicos com o objetivo de ampliar o intercâmbio e aproximar as sociedades. Segundo comunicado conjunto, a agenda inclui espetáculos, exposições, concertos, produções audiovisuais e projetos de intercâmbio juvenil. A proposta é apresentar a produção cultural dos dois países e ampliar o conhecimento mútuo. Entre os primeiros eventos, estão uma exposição de caligrafia e pintura no Rio de Janeiro e a estreia do filme brasileiro Agente Secreto na China. A agenda também prevê apresentações do pianista brasileiro Cristian Budu em Pequim e concertos da Orquestra Sinfônica Nacional da China em cidades brasileiras, como Brasília, Fortaleza e Natal. O concertino da orquestra chinesa, Yao Liang, afirmou que a música pode aproximar culturas. “Música é uma linguagem sem fronteiras”, disse à Xinhua. Ele participará das apresentações no Brasil, que incluem repertório com obras chinesas e clássicos europeus. Na China, a programação inclui exibição de filmes brasileiros, debates literários e eventos com artistas e instituições do Brasil. Segundo Bárbara Policeno, da Embaixada do Brasil em Pequim, a proposta é apresentar diferentes expressões culturais brasileiras ao público chinês. O lançamento ocorre em um momento de avanço dos intercâmbios culturais entre os países. No Brasil, celebrações como o Ano Novo Chinês ganharam espaço em cidades como São Paulo, enquanto cresce a oferta de cursos de língua e cultura chinesa. A expectativa dos organizadores é que o programa amplie o contato direto entre brasileiros e chineses e fortaleça a relação bilateral para além das áreas econômica e política. Fonte: Xinhua
9 de outubro de 2025
A 10ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo será realizada entre os dias 9 e 19 de outubro de 2025 no Centro Cultural São Paulo (CCSP), localizado na Rua Vergueiro, 1000, no bairro da Liberdade. O evento, promovido pelo Instituto Confúcio na Unesp em parceria com o CCSP, celebra uma década de intercâmbio cultural entre Brasil e China . Com o tema “Uma janela para a China”, a mostra apresenta dez filmes recentes do cinema chinês que abordam temas como transformações sociais, afetivas e estéticas na China contemporânea. As exibições são gratuitas, com legendas em português e acontecem de terça a domingo, com sessões às 15h, 17h e 19h. Os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada sessão na bilheteria do CCSP. Programação da 10ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo: 9/10 – Quinta-feira 15h00: Boonie Bears: O Retorno do Futuro (90 min) 17h00: Impacto (140 min) 19h45: A Estrada de Li Hong (110 min) 10/10 – Sexta-feira 15h00: O Amor de Mu Mu (135 min) 17h30: Eu e Minha Mãe Adolescente (98 min) 19h30: Impacto (140 min) 11/10 – Sábado 15h00: Leopardo das Neves (125 min) 17h10: Deixe o Barco Partir (100 min) 19h30: O Amor de Mu Mu (135 min) 12/10 – Domingo 15h00: A Estrada de Li Hong (110 min) 17h15: O Monte Invisível (120 min) 19h30: Trending Topic (95 min) 14/10 – Terça-feira 15h15: Eu e Minha Mãe Adolescente (98 min) 17h15: Leopardo das Neves (125 min) 19h40: Boonie Bears: O Retorno do Futuro (90 min) 15/10 – Quarta-feira 15h00: O Monte Invisível (120 min) 20h00: O Meu Pequeno Eu (105 min) 16/10 – Quinta-feira 17h00: O Amor de Mu Mu (135 min) 19h10: O Meu Pequeno Eu (105 min) 17/10 – Sexta-feira 15h00: Trending Topic (95 min) 17h10: Leopardo das Neves (125 min) 19h30: O Monte Invisível (120 min) 18/10 – Sábado 15h00: Impacto (140 min) 17h40: O Meu Pequeno Eu (105 min) 19h40: Eu e Minha Mãe Adolescente (98 min) 19/10 – Domingo 15h00: A Estrada de Li Hong (110 min) 17h15: Deixe o Barco Partir (100 min) 19h15: Trending Topic (95 min) Para mais informações, acesse o site oficial: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br/10a-mostra-de-cinema-de-sao-paulo/
15 de agosto de 2025
A China combina milhares de anos de história, desenvolvimento tecnológico em diversas áreas e posição de destaque como uma das maiores potências econômicas e populacionais do mundo. O país tem atraído atenção crescente em múltiplos setores, do comércio à educação e à inovação. Para aprofundar a relação com a China, a assessora executiva do estado de Mato Grosso, Ariana Guedes de Oliveira, mudou-se para o país em 2019. Ela vive em Hainan, no sul da China, uma província com mais de 10 milhões de habitantes, após residir em Pequim e Xangai . Ariana acompanha o país desde 2015, quando integrou uma delegação do governo federal para discutir um projeto ferroviário. Na época, ela percebeu a necessidade de ampliar a visão brasileira sobre a China além do comércio. “Se nossas vidas já estão voltadas para o Oriente, por que insistir em olhar para o Ocidente? É fundamental expandir essas relações para os campos social, educacional, tecnológico e de inovação. Se a relação se baseia apenas na importação e exportação de dois produtos, não será duradoura nem estável. Foi isso que me motivou a vir para a China”, explicou. Ariana enfrentou choque cultural na primeira visita, principalmente em relação à língua e à gastronomia. Mas, com visitas anuais e a mudança definitiva em 2019, a adaptação ocorreu rapidamente. “Em 2015, poucas pessoas falavam inglês fluentemente, mas isso mudou. O governo chinês implementa programas educacionais que buscam garantir que a população tenha uma visão global, seja estudante, empresário ou acadêmico”, afirmou. Outro ponto destacado por Ariana é a mentalidade coletiva da sociedade chinesa, contrastando com o individualismo ocidental. Ela cita a infraestrutura das cidades, projetada para atender a todos, e o foco na educação, na história e no trabalho. A funcionária pública também comentou sobre segurança e receptividade na China. “O estrangeiro é bem tratado: é possível sair a qualquer hora e não há regiões inseguras, mesmo em vilarejos mais afastados”, disse. Além da experiência no país asiático, Ariana foi reconhecida internacionalmente, em 2024, ao integrar a lista Forbes 50 Mulheres que Levam o Agro do Brasil para o Mundo , por seu trabalho em inovação, educação e na construção de relações internacionais. Fonte: news.china.com.cn
4 de agosto de 2025
Com a valorização de símbolos tradicionais e o reconhecimento de patrimônios culturais , marcas chinesas têm ampliado sua presença no mercado interno e externo. O fenômeno conhecido como Guochao, que integra elementos da cultura tradicional da China à estética contemporânea, fortalece o consumo cultural no país e reforça a identidade nacional entre os jovens. Na rua Qianmen, em Pequim, estabelecimentos como o café Renmin atraem visitantes com decoração inspirada na cultura revolucionária. Desde que a Beijing Central Axis foi reconhecida como Patrimônio Mundial, o fluxo de consumidores aumentou. Bebidas e doces com elementos da chamada "cultura vermelha" lideram as vendas. O movimento também se espalha por outras regiões. Em Chengdu, durante as férias de verão, o Museu do Sítio Arqueológico de Jinsha registrou alta na procura por produtos temáticos. Itens com símbolos antigos, como o pássaro solar de Jinsha, ganham popularidade entre crianças e famílias. No Museu Nacional da China, ímãs de geladeira em formato de coroa de fênix ultrapassaram 2 milhões de unidades vendidas em um ano. A comercialização de produtos culturais também impulsiona museus menores. O Museu de Arquitetura Antiga de Pequim, por exemplo, lançou mais de 300 produtos com elementos arquitetônicos históricos e agrícolas. Após o reconhecimento da linha central de Pequim pela UNESCO , a instituição vendeu mais de 510 mil unidades. A presença desses elementos também se intensifica nas plataformas de e-commerce. Jovens consumidores optam por produtos com estética chinesa tradicional, como roupas, acessórios, cosméticos e artigos de decoração. Dados de mercado apontam que os nascidos nos anos 1990 lideram esse tipo de consumo, seguidos pela geração pós-2000, que apresenta o crescimento mais rápido. IP chineses expandem influência global Personagens criados por marcas chinesas também ganham espaço fora do país. O boneco Labubu, da Pop Mart, lidera as vendas na Tailândia e registra filas em lojas de Nova York e Londres. A Administração Geral das Alfândegas informou que, nos quatro primeiros meses do ano, as exportações de brinquedos de pelúcia e bonecos chineses superaram RMB 13,3 bilhões, aumento de 9,6%. Outro destaque é Nezha 2, animação baseada na mitologia chinesa. O filme quebrou recordes de bilheteria mundial e impulsionou a venda de produtos licenciados. Marcas de roupas e bebidas lançaram coleções especiais com o personagem, o que gerou aumento nas vendas. A demanda partiu também de consumidores estrangeiros, que passaram a buscar produtos chineses por meio de intermediários locais. O crescimento do interesse internacional reflete a mudança de percepção dos jovens chineses, que antes valorizavam marcas estrangeiras e agora demonstram preferência por produtos nacionais. Segundo dados de plataformas de comércio eletrônico, o consumo de marcas locais tem crescido com apoio da inovação, qualidade e identidade cultural. Inovação tecnológica impulsiona produção e atrai público jovem Empresas tradicionais utilizam tecnologias como inteligência artificial e impressão digital para modernizar a produção. Em Hangzhou, uma fábrica de seda desenvolveu um sistema que imprime padrões personalizados em tecidos em menos de duas horas. A técnica garante precisão e amplia o alcance dos produtos entre novos públicos. Parcerias com marcas da cultura pop também ampliam a conexão com os jovens. Em Xangai, o restaurante centenário Shanghai Lao Fandian atraiu novos clientes após uma colaboração com o anime chinês Link Click. A campanha resultou em aumento de fluxo e mudança no perfil do público consumidor. Especialistas apontam que a consolidação do Guochao depende da manutenção da qualidade, da inovação tecnológica e da valorização da herança cultural. A tendência deixa de ser um fenômeno passageiro para se tornar estratégia de longo prazo, contribuindo para o fortalecimento do soft power chinês. Fonte: stdaily.com
14 de maio de 2025
A China tem o terceiro maior território do mundo e uma geografia bastante diversa. O país é banhado por cinco mares e conta com mais de 5.000 ilhas espalhadas ao longo de sua extensa costa. Administrativamente, a China se organiza em 34 unidades sob um governo centralizado. Essa estrutura inclui 23 províncias, 5 regiões autônomas, 4 municipalidades sob controle direto do governo central e 2 regiões administrativas especiais. As províncias formam a base dessa organização. Entre elas, Guangdong, Sichuan e Henan se destacam tanto pelo tamanho da população quanto pela força econômica. Taiwan é parte integrante da China, embora atue de forma independente. As quatro municipalidades, Pequim, Xangai, Tianjin e Chongqing, têm o mesmo status das províncias, mas, por serem grandes cidades, são administradas diretamente pelo governo central. Já as regiões administrativas especiais, Hong Kong e Macau, operam com sistemas próprios nas áreas econômica e jurídica, embora estejam subordinadas a Pequim em questões como defesa e política externa. As cinco regiões autônomas foram criadas com foco em grupos étnicos específicos: Tibete (tibetanos), Xinjiang (uigures), Guangxi (zhuang), Mongólia Interior (mongóis) e Ningxia (hui). Essas regiões contam com mais liberdade para lidar com temas culturais e linguísticos, mas seguem as diretrizes definidas por Pequim. A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos. A maioria da população faz parte do grupo han, que representa cerca de 92% dos habitantes. Os demais incluem povos como zhuang, hui, uigures, manchus, tibetanos e mongóis. De modo geral, essas minorias vivem nas áreas mais afastadas dos principais centros econômicos e políticos. Principais etnias da China Han Os han somam mais de 1,2 bilhão de pessoas. Falam o mandarim, língua baseada em ideogramas, reconhecida como uma das línguas oficiais da ONU . Essa etnia consolidou boa parte da estrutura política, literária e científica da China. Os han também foram responsáveis por invenções como a bússola, o papel, a pólvora e a impressão. Zhuang Com aproximadamente 18 milhões de pessoas, os zhuang vivem majoritariamente na Região Autônoma de Guangxi Zhuang e nas províncias de Yunnan, Guizhou, Sichuan e Hunan. Falam a língua zhuang e mantêm práticas tradicionais como o cultivo de arroz e a produção de bordados típicos. Mongóis Descendentes do antigo Império Mongol, vivem principalmente na Mongólia Interior, região autônoma da China, além de Xinjiang e Qinghai. Têm forte tradição no pastoreio e na equitação. A população mongol na China supera a da Mongólia independente. Hui Com cerca de 10 milhões de pessoas, os hui são muçulmanos e vivem em Ningxia, Xinjiang, Gansu, Qinghai, entre outras províncias. Falam mandarim e compartilham costumes dos han, com exceção das práticas religiosas. Uma das especialidades culinárias é a sopa de noodles de Lanzhou. Miao Também com cerca de 10 milhões de pessoas, os miao se concentram em Guizhou, Yunnan e regiões próximas. A língua miao pertence à família sino-tibetana. Os trajes variam por região, com roupas bordadas e joias de prata em festividades como o Lusheng Festival. Tibetanos Vivem principalmente na Região Autônoma do Tibete e em províncias vizinhas. Falam a língua tibetana e seguem o budismo tibetano. A história do povo tibetano remonta há mais de cinco mil anos. No século VII, a Dinastia Tubo consolidou o Tibete como reino unificado, mantendo sua tradição religiosa e cultural até hoje. O governo promove o uso do mandarim como idioma comum em todo o território e desenvolve políticas voltadas à integração nacional. Ao mesmo tempo, investe em programas locais voltados para o desenvolvimento das regiões onde vivem as minorias, principalmente nas áreas de educação, saúde e infraestrutura. A divisão administrativa da China busca equilibrar a unidade do país com a diversidade presente em seu território. Essa estrutura territorial e étnica ajuda a entender como o país organiza sua administração interna e conduz políticas públicas em diferentes regiões.
7 de abril de 2025
Vídeos que recriam personagens históricos com inteligência artificial vêm ganhando espaço nas redes sociais chinesas. Neles, figuras como Li Shizhen (médico e escritor chinês da dinastia Ming) aparecem dando conselhos sobre saúde, enquanto Tang Bohu (estudioso, pintor, calígrafo e poeta chinês) rebate críticas à sua imagem. A série "IA ressuscita personagens históricos" se popularizou ao inserir esses nomes do passado em diálogos contemporâneos. O formato atrai o público jovem, que reage com humor e curiosidade. Um dos comentários mais frequentes diz: “O conhecimento histórico está entrando em nossos cérebros de formas muito curiosas.” O interesse crescente por conteúdos culturais entre jovens também se reflete em outros formatos. Os ingressos para o Museu do Palácio, na Cidade Proibida , se esgotam em segundos. “Caixas-surpresa” com réplicas arqueológicas viraram tendência. O programa Tesouro Nacional reúne milhares de comentários nas redes, e até as máscaras de bronze de Sanxingdui se transformaram em memes. Esses exemplos indicam que o público jovem busca experiências culturais mais acessíveis, dinâmicas e integradas ao cotidiano digital. A reinterpretação de personagens históricos com IA insere a cultura tradicional em novas linguagens e plataformas. Quando museus utilizam tecnologias como realidade aumentada (AR) , realidade virtual (VR) e modelagem 3D, os objetos ganham voz e presença. A tecnologia passa a atuar como intermediária entre passado e presente, transformando vitrines estáticas em experiências interativas. Essa tendência amplia o alcance da cultura tradicional e cria novos cenários para o setor criativo-cultural. Departamentos públicos de cultura e turismo também passaram a adotar estratégias digitais para promover regiões e atrativos locais. Em Henan, a figura de Du Fu protagoniza campanhas turísticas. Em Sichuan, Zhuge Liang aparece em vídeos promocionais. As ações combinam estratégias online e offline para transformar interesse cultural em consumo turístico. A digitalização amplia o potencial de divulgação e reforça o vínculo emocional do público com os territórios. Apesar do potencial de engajamento, especialistas alertam para os riscos do uso superficial da IA em conteúdos culturais. A criação de vídeos com personagens históricos promovendo produtos ou envolvidos em situações fictícias pode comprometer a integridade do conhecimento histórico. Plataformas e produtores precisam equilibrar inovação com responsabilidade, evitando distorções que enfraquecem o valor cultural no longo prazo. Outro ponto crítico é a homogeneização de conteúdo. Após o sucesso de um formato, surgem inúmeras réplicas com a mesma estrutura narrativa. Essa repetição reduz a diversidade criativa e compromete a sensibilidade estética do público. Criadores e marcas que buscam relevância precisam investir em ideias originais e aprofundar o conteúdo. Autenticidade e criatividade continuam sendo os principais diferenciais em um ambiente competitivo. A inteligência artificial amplia as possibilidades de diálogo entre cultura tradicional e inovação tecnológica. No entanto, seu uso exige critérios claros e objetivos consistentes. Plataformas, instituições e criadores devem buscar formas de preservar o valor cultural enquanto exploram novos meios de expressão. Fonte: jingjiribao.cn
18 de dezembro de 2024
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, comentou durante uma coletiva de imprensa, em 18 de dezembro, sobre a vitória do jogo chinês Black Myth: Wukong no The Game Awards, uma das principais premiações globais de jogos eletrônicos. O título conquistou os prêmios de “Melhor Jogo de Ação” e “Voz dos Jogadores”, destacando-se entre os lançamentos do ano. “Parabéns ao jogo Black Myth: Wukong,” afirmou Lin. “É inspirador ver que a obra literária chinesa ‘Jornada ao Oeste’, escrita há mais de 400 anos, está ganhando nova vida por meio da tecnologia digital e conquistando jogadores ao redor do mundo.” O porta-voz destacou como a integração da estética oriental com a tecnologia moderna e a fusão da cultura tradicional com indústrias emergentes têm ampliado o alcance global da cultura chinesa. Lin mencionou o sucesso internacional de séries de TV chinesas transmitidas na Tailândia, Japão e Estados Unidos, que despertaram tamanha adesão que telespectadores estrangeiros solicitaram mais episódios. Além disso, obras de ficção online chinesas agora fazem parte da biblioteca da Biblioteca Britânica, atraindo leitores de diversas partes do mundo. Paralelamente, jogos desenvolvidos na China têm ganhado destaque global, apresentando a cultura tradicional do país a novos públicos, despertando uma conexão emocional entre jogadores e promovendo o encontro de civilizações. Lin também ressaltou como a cultura chinesa tem inspirado estrangeiros a visitar a China, com muitos viajantes "seguindo Wukong" para explorar locais históricos icônicos. Entre os destinos mencionados estão o Templo Yuhuang, em Jincheng, a Torre de Madeira de Yingxian, o Templo Lingyin, em Hangzhou, e as Esculturas Rupestres de Dazu, em Chongqing. Além disso, visitantes têm buscado artistas locais em Shaanxi para vivenciar a narrativa histórica de "Jornada ao Oeste" , recriando uma jornada de aprendizado espiritual semelhante à do clássico literário. “Convidamos amigos de todo o mundo a virem à China, explorarem nossos produtos culturais populares e experimentarem o encanto da cultura tradicional chinesa. Que cada visitante escreva sua própria jornada de descoberta em uma viagem à China,” concluiu Lin. Fonte: news.cn
17 de setembro de 2024
O Festival da Lua, ou Festival de Meio do Outono, tem sua origem na adoração dos corpos celestes e evoluiu a partir de antigas cerimônias de sacrifício dedicadas às divindades. Celebrado no 15° dia do 8° mês lunar do calendário chinês , o festival coincide com o momento em que a lua atinge seu estado mais luminoso e encantador do ano. A lua cheia possui um significado profundo na cultura chinesa, pois a fonética de " lua " é semelhante à palavra "união". Esse simbolismo retrata sentimentos de saudade pelos entes queridos, prosperidade, colheitas abundantes e felicidade. Além de seu aspecto cultural, o Festival da Lua está ligado à mitologia romântica de Chang’e e Houyi. Essa lenda antiga narra a história de Chang’e, a deusa da lua, e Houyi, seu esposo, um arqueiro habilidoso. Sua história é uma metáfora de sacrifício, amor e saudade, que reflete perfeitamente o espírito do festival. A celebração do Festival da Lua é marcada por tradições como a contemplação da lua, o consumo de bolos lunares, a criação de lanternas chinesas, a apreciação das flores de osmanthus e o consumo do vinho feito dessa planta. Bolos Lunares Os bolos lunares, ou yuèbǐng (月饼), são uma das tradições mais icônicas do Festival da Lua. Pequenos e redondos, esses bolos simbolizam a união e a completude, associadas à lua cheia, que também representa harmonia e prosperidade na cultura chinesa. O ato de compartilhar e comer bolos lunares é uma forma de reunir a família e expressar saudade por aqueles que estão longe. [caption id="attachment_21626" align="alignnone" width="1500"] Fonte da imagem: sasazawa/ Adobe Stock[/caption] Os bolos lunares podem ter uma grande variedade de recheios, que variam conforme cada região. Tradicionalmente, eles são recheados com pasta de feijão vermelho, pasta de sementes de lótus, e às vezes contêm gemas de ovos salgados no centro, simbolizando a lua. Em outras partes do mundo, versões mais modernas trazem recheios, como chocolate, frutas secas, chá verde e até sorvete, para atender aos paladares contemporâneos. Embora inicialmente preparados apenas para o Festival da Lua, os bolos lunares também são oferecidos como presentes entre amigos, familiares e parceiros de negócios, consolidando a importância do gesto de partilha e reciprocidade. Em termos simbólicos e gastronômicos, esses bolos vão além de uma simples sobremesa, representa a conexão com as tradições chinesas. Além da China, países como Indonésia, Singapura, Filipinas, Vietnã, Japão e Coreia do Sul também celebram o festival, influenciados pela cultura chinesa. A história da mitologia de Chang’e Houyi Diversas mitologias populares da China tentam explicar a origem do festival, sendo a mais famosa e amplamente aceita a história do casal Chang’e e Hou Yi . De acordo com a mitologia, o céu era dominado por dez sóis, e a Terra sofria com um calor insuportável. As plantações murchavam, a fome se espalhava, e as doenças eram uma constante. Hou Yi, um herói corajoso, decidiu pôr fim a esse caos. Armado com seu arco, ele subiu até o topo da montanha KunLun, derrubando nove sóis e deixando apenas um para iluminar o mundo. Esse ato salvou a humanidade, e Hou Yi tornou-se conhecido por todos, atraindo muitos discípulos. Mas, apesar de seu feito, as deusas quiseram recompensá-lo com algo mais. Ofereceram-lhe uma pílula que concedia a imortalidade e poderes divinos. No entanto, isso significava que Hou Yi teria que se separar de sua amada Chang’e, pois não poderia mais viver entre os mortais. Incapaz de aceitar essa condição, o casal decidiu guardar a pílula e prometeu nunca usá-la. Um de seus discípulos, Feng Meng, tramava em segredo para roubar a pílula e ganhar a imortalidade de maneira desonrosa. Sabendo que não poderia derrotar seu mestre, ele esperou que Hou Yi saísse em uma longa viagem. Aproveitando a ausência, Feng Meng invadiu a casa, armado, e ameaçou Chang’e, exigindo que ela entregasse a pílula. Em um ato de desespero, Chang’e decidiu ingerir a pílula para impedir que o impostor a obtivesse. Aos poucos, ela começou a flutuar, subindo cada vez mais alto, até desaparecer no céu. Foi assim que Chang’e se tornou a deusa da Lua. A separação entre Hou Yi e Chang’e foi definitiva: ele permaneceu na Terra, enquanto ela passou a viver no palácio da Lua. Mesmo com o passar dos séculos, a saudade que Chang’e sentia de Hou Yi nunca diminuiu. Em sua homenagem, ele criou o bolo lunar, e os mortais, tocados por sua história, começaram a fazer o mesmo bolo, como uma forma de se conectar à deusa e à sua saudade. Fonte: História do Chang’e; Costumes da Festival de meio do Outono
5 de fevereiro de 2024
A China está envolta em festividades para a chegada do Ano Novo Lunar. Lanternas vermelhas e fogos de artifício saúdam o Ano do Dragão, uma criatura lendária no zodíaco chinês associada a bênçãos divinas e fortuna. O dragão, conhecido como "loong" em chinês, possui profundo significado cultural na tradição chinesa. Ao contrário dos dragões ocidentais, os dragões chineses são representados como criaturas serpentinas sem asas, adornadas com características de vários animais como a carpa, tigre e águia. Qual é exatamente a diferença entre os dragões chineses e seus homólogos ocidentais? Os dragões ocidentais, influenciados por obras como "Beowulf", são frequentemente retratados como acumuladores de tesouros que expelem fogo. Na mitologia grega, são representados como ferozes monstros marinhos ou guardiões de posses valiosas. Em contraste, o dragão chinês é uma criatura auspiciosa, simbolizando força, sabedoria, boa sorte e poder sobre os elementos do vento e água. Como tal, os chineses afirmam com orgulho que são descendentes do dragão. Uma anedota em "Registros do Historiador" (《史记》Shiji) conta a história de Liu Bang, o primeiro imperador da Dinastia Han Ocidental, cuja mãe sonhou com um dragão deitado sobre seu corpo, prevendo o nascimento de um futuro imperador. Outra distinção está nos domínios que esses dragões habitam. Enquanto os dragões ocidentais estão intimamente ligados à terra, os dragões chineses reinam sobre o céu. Eles eram adorados como o Deus da Chuva, acreditando-se que traziam chuvas para colheitas prósperas. Em tempos de seca ou inundação, as pessoas visitavam templos do rei-dragão, queimando incenso para rezar por condições climáticas favoráveis. O poder do dragão em controlar chuvas e ondas está também intimamente ligado à sequência dos 12 animais do zodíaco chinês. Este ciclo consiste em 12 animais representando diferentes anos e refletindo as características das pessoas. A classificação do dragão corresponde ao período entre as 7h e 9h, quando a neblina frequentemente ocorre, permitindo que o dragão cavalgue sobre nuvens e névoa. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo Imagem principal: Li Bo/Xinhua Leia também: Especial Ano Novo Chinês: Veja como a data é celebrada e Especial Ano Novo Chinês: Conheça as comidas típicas