Tecnologia

China tem avanço e alcança produção em massa de pastilha semicondutora de 12 polegadas

Pastilha Semicondutora
Fonte da imagem: Manassanant/ Adobe Stock

Na vanguarda da inovação tecnológica, cientistas chineses conquistaram um feito notável na produção de pastilhas semicondutoras bidimensionais de 12 polegadas. Através do desenvolvimento de um método pioneiro, esses pesquisadores têm agora a capacidade de fabricar, em larga escala, um material extremamente fino – com apenas um átomo de espessura – permitindo a criação de pastilhas de dimensões impressionantes a partir de substratos de apenas duas polegadas.

Liu Kaihui, um destacado professor da renomada Universidade de Pequim e líder do projeto, compartilhou sua perspectiva empolgante em uma entrevista exclusiva ao South China Morning Post. Ele afirmou com confiança: “Demonstramos à indústria que isso é cientificamente viável e incutimos confiança”, destacando ainda que “caso surjam demandas industriais no futuro, os avanços nesse campo serão surpreendentes”.

Essa nova descoberta assume relevância singular, visto que o material semicondutor bidimensional (2D) emerge como uma opção promissora para os materiais semicondutores de amanhã. Sua espessura extraordinariamente fina e propriedades semicondutoras imaculadas colocam-no na vanguarda das possíveis substâncias para canais semicondutores de próxima geração, como enfatizado pelos especialistas da Universidade de Pequim.

Diante do desafio de equilibrar alta produtividade de chips com fabricação acessível, as pastilhas de silício de 12 polegadas já se tornaram o padrão na indústria de semicondutores. Como tal, a capacidade de produzir em massa pastilhas de até 12 polegadas, de maneira eficiente e econômica, desempenha um papel crucial no avanço tecnológico.

Ao longo da última década, cientistas têm conseguido produzir filmes de pastilha em larga escala. No entanto, os tamanhos dessas pastilhas estavam limitados a 2 ou 4 polegadas, e apenas uma unidade poderia ser fabricada por vez. O método inovador desenvolvido pela equipe chinesa supera essas limitações, possibilitando a fabricação em série de materiais em tamanhos que variam de 2 a 12 polegadas, um feito notável. Além disso, o material resultante dessas pastilhas em larga escala pode ser adaptado para diversas estruturas, aumentando ainda mais seu potencial.

A recente conquista científica da China, portanto, não apenas expande os limites do que é possível na fabricação de semicondutores, mas também oferece uma visão emocionante das possibilidades futuras. Com a promessa de avanços ainda mais significativos à medida que a demanda industrial aumenta, o cenário tecnológico aguarda com expectativa as futuras contribuições desses cientistas visionários.

Tradução: Mei Zhen Li
Fonte: South China Morning Post
Imagem principal: Manassanant/ Adobe Stock