Alibaba, Baidu, WuXi AppTec, NIO e BYD contestaram a decisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos de incluí-las na lista de “empresas militares chinesas”. Em comunicados divulgados à Bolsa de Hong Kong, as companhias afirmaram que não possuem vínculos com o setor militar chinês e anunciaram medidas para buscar a revisão da classificação.
As empresas argumentam que a inclusão ocorreu de forma equivocada e destacam que a lista não equivale a sanções econômicas. Segundo os comunicados, as restrições se concentram principalmente nas compras realizadas pelo Departamento de Defesa dos EUA e não impedem a negociação de ações das companhias.
Alibaba, Baidu, NIO e BYD afirmaram não participar de programas de integração civil-militar da China. Já a WuXi AppTec declarou que a classificação e os fundamentos apresentados pelo governo americano são incorretos e informou que iniciará procedimentos para contestar a decisão.
A inclusão de empresas chinesas em listas relacionadas à segurança nacional dos Estados Unidos ocorre em meio às disputas tecnológicas e comerciais entre Washington e Pequim. Em janeiro de 2025, o Ministério do Comércio da China criticou a prática, afirmando que ela prejudica o ambiente de negócios internacional.
Casos anteriores mostram que as classificações podem ser contestadas judicialmente. Em 2021, a Xiaomi conseguiu reverter sua inclusão em uma lista semelhante após decisão de um tribunal federal dos Estados Unidos.
Fonte: tmtpost

