A China realiza entre 17 e 20 de julho, em Xangai, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da Inteligência Artificial.
Com o tema “Parceiros Inteligentes, Criando o Futuro em Conjunto”, a conferência reúne representantes de governos, universidades, centros de pesquisa, empresas e organizações internacionais para discutir o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.
Realizada anualmente desde 2018, a WAIC chega à sua nona edição como um dos principais fóruns internacionais sobre IA. O evento ocorre em um momento de avanço da tecnologia e de aumento das discussões sobre governança, segurança e acesso global às novas ferramentas.
A China tem colocado a inteligência artificial como uma das prioridades de sua estratégia de desenvolvimento. No 13º Plano Quinquenal, o setor passou a integrar a agenda nacional; no 14º Plano Quinquenal, a “nova geração de inteligência artificial” foi definida como uma área prioritária de inovação; e o 15º Plano Quinquenal prevê a expansão da iniciativa “IA+”, que busca integrar a tecnologia a diferentes setores da economia.
Segundo dados apresentados pelo país, o setor de inteligência artificial chinês já supera RMB1 trilhão em valor de mercado e impulsiona áreas como manufatura, saúde, serviços públicos e gestão urbana.
Para Liu Dian, pesquisador associado do Instituto de Estudos da China da Universidade Fudan, a fase atual da IA no país é marcada pela transição da disputa por grandes modelos de linguagem para a aplicação prática da tecnologia na economia real.
Além do desenvolvimento tecnológico, a conferência também deve reforçar o debate sobre a governança global da inteligência artificial. A China defende maior cooperação internacional e afirma que os benefícios da tecnologia devem alcançar diferentes países, especialmente economias em desenvolvimento.
Nos últimos anos, o país apresentou iniciativas para regulamentação da IA, incluindo sistemas de registro de algoritmos, avaliações de segurança e identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial.
Para Liang Zheng, vice-diretor do Instituto de Pesquisa sobre Governança Internacional da Inteligência Artificial da Universidade Tsinghua, a China tornou-se uma das principais participantes do debate global sobre o uso e a regulamentação da tecnologia.
Fonte: China News

