O comércio entre Brasil e China atingiu novos recordes no primeiro semestre de 2026. As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$58,3 bilhões entre janeiro e junho, enquanto as importações chegaram a US$38,5 bilhões, de acordo com levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
A China respondeu por 31,6% das exportações brasileiras no período, mantendo a liderança entre os destinos dos produtos nacionais. O país também foi o principal fornecedor do Brasil, com participação de 27% nas importações.
O resultado gerou um superávit de US$19,8 bilhões para o Brasil na relação comercial com Pequim, valor equivalente a 47% de todo o saldo positivo registrado pelo país no comércio internacional no semestre.
Entre os destaques está o petróleo, que alcançou US$15,1 bilhões em exportações para a China, maior valor da série histórica iniciada em 1997. O montante supera, sozinho, todas as exportações brasileiras para a Argentina no período, que somaram US$7,3 bilhões.
Segundo o levantamento, a soja também registrou crescimento, com US$20,2 bilhões em vendas, alta de 7% na comparação com o primeiro semestre de 2025. O valor ficou acima de todo o comércio de exportação do Brasil para os Estados Unidos, que atingiu US$17,4 bilhões.
Outros setores também tiveram desempenho recorde. As exportações de minério de ferro chegaram a US$9,2 bilhões, enquanto a carne bovina movimentou US$4,8 bilhões, maior resultado para o período, de acordo com o CEBC.
No caminho inverso, os veículos eletrificados chineses ganharam espaço no mercado brasileiro. As importações de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$5,35 bilhões no semestre, impulsionadas pela antecipação de embarques antes do aumento da tarifa de importação para 35%, que entrou em vigor em julho.

