
6 de novembro de 2025
Daiane Mendes
A China manteve, em 2025, a liderança mundial em setores estratégicos da economia e da tecnologia. O país domina áreas que vão da manufatura e energia limpa à robótica, 5G e veículos elétricos. A combinação de investimento público, inovação industrial e integração de cadeias produtivas fez do país a principal força global nesses setores, transformando a China de “fábrica do mundo” em referência em inovação e tecnologia avançada. A seguir, listamos dez áreas em que a China se destaca no cenário mundial, mostrando como o país integra planejamento, investimento e inovação para liderar setores estratégicos da economia global. 1 - Manufatura A China ocupa há 15 anos a primeira posição mundial em produção manufatureira, de acordo com a Agência Nacional de Estatísticas. O país sustenta esse desempenho com investimento contínuo em equipamentos, automação e capacitação industrial, mantendo a maior base produtiva do mundo e integrando setores tradicionais e de alta tecnologia. 2 - Veículos elétricos Com 12,4 milhões de unidades produzidas em 2024, a China lidera o mercado global de veículos elétricos por dez anos consecutivos, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). O país combina incentivos governamentais, domínio tecnológico em baterias e expansão da infraestrutura de recarga para acelerar a transição automotiva. 3 - Robótica A China mantém o topo do mercado global de robótica pelo 12º ano consecutivo. Com mais de 300 mil unidades vendidas em 2024, o país investe em robôs industriais e de serviço aplicados à manufatura, logística, construção e saúde, fortalecendo o objetivo de automação em larga escala. 4 - Energia limpa A China lidera o setor eólico global há 15 anos e ampliou fortemente sua capacidade instalada em 2025. Dados oficiais da Administração Nacional de Energia (NEA) mostram que, no primeiro semestre de 2025, foram conectados à rede 51,39 milhões de nova capacidade eólica, elevando a capacidade total instalada para 573 milhões de quilowatts. 5 - Infraestrutura e construção Neste ano, a China manteve a liderança global em infraestrutura e construção, com mais de 180 projetos de grande porte iniciados apenas no primeiro trimestre, segundo a Administração Estatal de Impostos (STA). Com um investimento total que ultrapassou 340 bilhões de yuans, o país segue à frente em obras de ferrovias, rodovias e energia. 6 - Rede 5G A China possui a maior rede 5G do mundo e avança na implantação do 5G-A, versão aprimorada da quinta geração móvel. O país conta com 4,705 milhões de estações-base 5G e 1,167 bilhão de usuários de celulares compatíveis, segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A nova tecnologia melhora a velocidade e a estabilidade das conexões, permitindo aplicações em cidades inteligentes, veículos autônomos e fábricas conectadas. 7 - Pagamentos digitais e fintechs Mais de 84% dos consumidores chineses utilizam carteiras móveis, segundo a GlobalData, e o número de usuários ultrapassou 1,022 bilhão de pessoas em junho de 2025. O setor de fintechs é estimado em US$51 bilhões e deve dobrar até 2030, impulsionado por plataformas como Alipay, UnionPay e WeChat Pay. 8 - Engenharia subterrânea O país alcançou mais de 50 mil quilômetros de túneis construídos e lidera em engenharia subterrânea. As obras incluem linhas de metrô, ferrovias e sistemas de transporte urbano, resultado de investimento contínuo em planejamento urbano e engenharia pesada. 9 - Inteligência artificial generativa A China avança em aplicações industriais de IA generativa . A tecnologia é usada em automação de processos, design e atendimento digital, em um ecossistema que integra universidades, empresas e provedores de nuvem. 10 - Robôs de serviço Além da robótica industrial, o país investe em robôs de serviço e humanoides voltados para o varejo, a saúde e a logística. Segundo a consultoria International Data Corporation (IDC), os fabricantes chineses dominaram 84,7% das remessas globais de robôs de serviço comercial em 2024. Essa expansão cria novos nichos de mercado e fortalece a exportação de soluções de automação de consumo.

3 de novembro de 2025
Daiane Mendes
O mandarim é o idioma com o maior número de falantes nativos do mundo. Segundo estimativas da Ethnologue, cerca de 920 milhões de pessoas têm o mandarim como primeira língua . Quando somados os que o aprendem como segunda língua, o total ultrapassa 1,1 bilhão de falantes. Embora o inglês ainda seja o idioma mais usado em contextos internacionais, o mandarim tem ganhado relevância global, impulsionado pela influência econômica e cultural da China. Ele é a maior das macrolínguas chinesas, um grupo que reúne dezenove idiomas com sistema de escrita e tradição literária comuns, incluindo o wu e o cantonês. Para quem quer dar os primeiros passos ou aperfeiçoar o idioma, selecionamos 15 perfis no Instagram e Youtube que oferecem conteúdo gratuito e acessível, com foco em cultura, vocabulário e situações práticas do dia a dia. Mesmo com opções de cursos e materiais pagos, todos também disponibilizam conteúdos gratuitos, o que permite aprender de forma prática e sem custo inicial. 1. Yili Wang - @yili.oichina Nascida na China e morando no Brasil desde 2007, Yili Wang compartilha conteúdo gratuito sobre o idioma e a cultura chinesa, com foco em situações cotidianas e curiosidades culturais. 2. Oi, China - @oichina.mandarim Perfil oficial do projeto de ensino de mandarim criado por Yili Wang. O Oi, China oferece dicas, expressões do dia a dia e curiosidades culturais. É ideal para iniciantes ou pessoas interessadas em aprender mandarim de forma estruturada. 3. Si Liao (Sisi) - @pulamuralha Licenciada em Literatura e Língua Chinesa pela Universidade de Hubei, Si Liao oferece aulas online e materiais educativos que unem idioma e cultura. Seu perfil combina prática linguística e contexto cultural, sendo indicado para quem busca uma abordagem completa. 4. Chen Xiaofen - @aula_de_chines Professora chinesa naturalizada brasileira, Chen Xiaofen tem mais de 20 anos de experiência no ensino do mandarim. Compartilha gratuitamente aulas estruturadas no YouTube e Instagram, abordando desde o básico até temas avançados, com foco em pronúncia, caracteres e cultura. 5. Lin Keng - @lin.mandarim Taiwanês radicado no Brasil há 20 anos, Lin Keng oferece aulas personalizadas e acompanhamento individual em seu Instagram. Seu método é voltado para quem busca fluência prática e compreensão cultural aprofundada. 6. Manuela Musskopf - @luidiomas Formada em ensino de chinês pela Universidade de Macau, Manuela compartilha aulas objetivas e práticas em seu Instagram e youtube, focadas em iniciantes e estudantes intermediários. O conteúdo é direto e acessível, ideal para quem busca aprender de forma simples. 7. Jiaqi Zhu - @queroaprendermandarim Graduada em Letras Português-Mandarim pela USP e em Negócios Internacionais pela Centennial College (Canadá), Jiaqi, nascida na China e criada no Brasil, oferece conteúdo gratuito que vai além do idioma, explorando festivais, culinária e expressões culturais. 8. Danxia Lu - @luluchinese520 Com mais de 10 anos de experiência, Danxia Lu oferece aulas e cursos de mandarim, cantonês e inglês. Seu conteúdo gratuito é voltado a quem busca uma abordagem personalizada, com foco em resultados práticos. 9. Thiago e Lucas Cheng (Irmãos Mandarim) – @irmaosmandarim Thiago Cheng, professor há mais de 16 anos, estudou na Universidade de Línguas e Cultura de Beijing. Lucas Cheng, engenheiro civil, viveu em Taiwan para se especializar na Universidade Nacional de Taiwan. Juntos, criaram o projeto Irmãos Mandarim, que oferece conteúdo prático e acessível sobre o idioma e a cultura chinesa. 10. Chien Ling - hanyuidiomas Intérprete e tradutora taiwanesa com mais de 20 anos de experiência no Brasil, Chien Ling oferece aulas e consultoria linguística. Seu perfil é indicado para quem busca aprendizado personalizado e comunicação intercultural eficiente. 11. Gloria Marcotulli - @mundo.mandarim Italiana formada em tradução e interpretação com especialização em mandarim e inglês, Gloria Marcotulli fundou a escola Mundo Mandarim em 2019. Seu perfil reúne dicas de pronúncia, expressões cotidianas e aspectos culturais da China, voltados a alunos de diferentes níveis. As aulas são em português. 12. Lin Shr Uen - @mandarimlin Nativa de Taiwan e professora desde 2011, Lin Shr Uen é fonoaudióloga e mestre em Saúde Coletiva pela UFF. Criadora do curso Mandarim com a Lin, ela ensina o idioma de forma clara e prática, com foco na comunicação real. 13. Xiaonan Zhang - @xiaomandarim Formada em Letras pela Universidade de Xi’an, Xiaonan Zhang, conhecida como professora Xiao, oferece um curso gratuito de mandarim no YouTube, abordando desde o básico até o avançado. 14. Shuyu - @papo.mandarim Nativa de Taiwan, Shuyu compartilha conteúdo gratuito sobre idioma e cultura chinesa em formato leve e acessível. Suas postagens explicam expressões, tradições e costumes da China. 15. Luiz Henrique - @laoshi.com.br Professor de mandarim e português para brasileiros, Luiz Henrique possui o HSK 6, o nível mais alto de proficiência em chinês. É responsável pelo projeto Laoshi, em que compartilha conteúdo educativo sobre o idioma e cultura chinesa voltado para aplicação prática e profissional. Bônus: Instituto Confúcio O Instituto Confúcio não oferece cursos totalmente gratuitos, mas dispõe de bolsas parciais ou integrais e realiza, atividades culturais e aulas abertas sem custo. É uma alternativa para quem busca ensino presencial com certificação oficial e vínculo direto com universidades chinesas. O Instituto Confúcio tem parceria com várias universidades brasileiras como a UNESP, Unicamp, FAAP, UNB, UFMG, UFRGS, UPE, UFC, PUC-RIO, UEPA, UFBA e UFG.

22 de outubro de 2025
Daiane Mendes
A China iniciou, em 20 de outubro, a formulação do 15º Plano Quinquenal (2026–2030) durante a quarta sessão plenária do 20º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC) , em Pequim. O encontro, que se estende até 23 de outubro, marca o início da definição das metas econômicas, sociais e tecnológicas que irão orientar o país nos próximos cinco anos. O presidente Xi Jinping apresentou um relatório de trabalho destacando as diretrizes para o novo plano para o desenvolvimento econômico e social do país. O que são os planos quinquenais Desde 1953, os planos quinquenais funcionam como instrumentos de planejamento centralizado na China, estabelecendo prioridades econômicas e sociais. O processo é coordenado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês), que elabora propostas com base em contribuições de ministérios, especialistas e governos locais. Essas propostas são então submetidas ao Conselho de Estado e ao Congresso Nacional do Povo para aprovação. Na prática, o plano quinquenal funciona como uma espécie de roteiro de desenvolvimento. Ele não dita cada passo da economia, mas serve de referência para políticas públicas, metas de inovação, programas ambientais e decisões de negócios. O modelo combina planejamento estatal com mecanismos de mercado, o que, segundo analistas, tem permitido à China manter estabilidade mesmo em períodos de crise global. Embora os temas gerais ainda não estejam definidos, analistas apontam que o governo deve desenvolver planejamento em áreas como o crescimento econômico, tecnologia e inovação, segurança nacional, urbanização, envelhecimento da população, entre outros temas. O plano também é esperado para priorizar a indústria verde, com foco em setores estratégicos como inteligência artificial, robótica, armazenamento de energia e redução de emissões de carbono. Segundo a NDRC, o próximo período de cinco anos será decisivo para que a China alcance o pico de emissões de carbono até 2030. Outro ponto em discussão é a reforma do sistema de educação técnica e científica, considerada essencial para atender à demanda por mão de obra qualificada. O governo também sinaliza intenção de ampliar incentivos à produção doméstica de semicondutores e de fortalecer políticas de inovação aberta, com maior cooperação internacional em pesquisa aplicada. O documento final deverá ser divulgado durante as “Duas Sessões” em março de 2026. Resultados do 14º Plano Quinquenal (2021–2025) Durante o 14º Plano, a China manteve crescimento médio anual de 5,5% entre 2021 e 2024, segundo a mídia chinesa, CGTN, superando a meta oficial de 5%. O investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) somou 3,6 trilhões de yuans (US$500 bilhões) em 2024, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), fortalecendo avanços em tecnologia de ponta e energia limpa. A capacidade instalada de energia renovável atingiu 2,09 bilhões de kW até maio de 2025, mais que o dobro do nível registrado no fim do 13º Plano (2016–2020). Atualmente, cerca de um terço da eletricidade consumida na China vem de fontes renováveis. Além disso, a NDRC destacou o rápido crescimento do mercado de veículos de nova energia (NEVs). O número de unidades em circulação chegou a 31,4 milhões em 2024, alta de 4,92 milhões em comparação com o final do ciclo anterior. Esse avanço consolidou a China como o maior mercado global de veículos elétricos e híbridos, impulsionando cadeias produtivas locais de baterias, semicondutores e materiais críticos.

20 de outubro de 2025
Daiane Mendes
A fabricante chinesa, Geely Auto , anunciou a chegada do primeiro lote do Geely EX2 ao porto de Paranaguá (PR). O modelo, segundo da marca a ser vendido no Brasil, terá suas vendas iniciadas em novembro. Lançado na China, o maior mercado de automóveis do mundo, o EX2 foi o carro mais vendido no país em 2025. O Geely EX2 é totalmente elétrico e foi desenvolvido com foco em quatro pilares: design equilibrado, aproveitamento inteligente do espaço interno, eficiência energética com recarga rápida e desempenho consistente. [caption id="attachment_25943" align="alignnone" width="2560"] Imagem: Geely/ Divulgação[/caption] “O Geely EX2 chega ao Brasil como uma opção de veículo 100% elétrico, moderno e acessível, que oferece economia, tecnologia e design a clientes que ainda não consideraram ter um carro elétrico”, afirmou Alex Chen, diretor comercial da Geely Auto Brasil em comunicado. No mercado brasileiro, o EX2 vai concorrer diretamente com o BYD Dolphin, outro carro elétrico compacto que já conquistou espaço entre os consumidores brasileiros. A chegada do modelo da Geely amplia a oferta de veículos elétricos no país, que ainda representa uma parcela pequena do mercado total, mas tem apresentado crescimento constante nos últimos anos. Especialistas do setor apontam que a concorrência entre modelos compactos elétricos tende a pressionar preços e acelerar investimentos em infraestrutura de recarga. Para consumidores, isso significa mais opções e maior acesso a tecnologias de mobilidade elétrica em cidades de médio e grande porte.

17 de outubro de 2025
Daiane Mendes
O Ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, anunciou que a ByteDance , controladora do TikTok , iniciará a construção de um data center no estado do Ceará dentro de seis meses. O investimento estimado é de R$50 bilhões (aproximadamente US$9,11 bilhões). O projeto será realizado em parceria com a Casa dos Ventos, desenvolvedora de parques eólicos, e será localizado no Complexo do Porto do Pecém (CE). Em maio de 2025, a desenvolvedora anunciou ter recebido as autorizações regulatórias necessárias para avançar com um data center de 300 megawatts no Pecém, dando início a um dos maiores projetos de infraestrutura digital do Ceará. Segundo o Ministro, com essa parceria, o Brasil pode atrair mais investimentos em data centers devido a disponibilidade de energia renovável no país. A construção do data center está prevista para começar no segundo semestre de 2025, com operação inicial planejada para 2027. O projeto também busca minimizar o uso de recursos hídricos, adotando sistemas de resfriamento a circuito fechado.

16 de outubro de 2025
Daiane Mendes
O Brasil e a China assinaram, em 14 de outubro, um Memorando de Entendimento (MoU) entre o Ministério da Saúde, a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee e a Fiocruz (em parceria com a Biomm) para pesquisa, transferência de tecnologia e produção nacional de insulina. A cerimônia ocorreu em Pequim e integra o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). O contrato prevê um investimento mínimo de RMB 3 bilhões (cerca de R$2,2 bilhões) ao longo de 10 anos. O objetivo é ampliar o acesso a insulina glargina de ação prolongada no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir a dependência de importações. A produção local deve garantir abastecimento contínuo e fortalecer a capacidade nacional de fabricação de medicamentos essenciais. O acordo inclui pesquisas e desenvolvimento de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo intestino, que atua na regulação do apetite, da glicose no sangue e da saciedade. Esses fármacos são utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, imitando a ação do hormônio natural. Segundo o Ministério da Saúde, o acordo também contempla pesquisa e produção local de medicamentos para cânceres, doenças autoimunes, obesidade e diabetes. A primeira etapa prevê o envase e rotulagem no Brasil, utilizando insumo ativo fornecido pela China. Em seguida, a produção do insumo será nacionalizada no Centro Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE) da Fiocruz, no Ceará. A previsão inicial é de 20 milhões de frascos para abastecer a rede pública.

15 de outubro de 2025
Daiane Mendes
Com mais de 81 mil publicações entre 2020 e 2024 sobre Inteligência Artificial (IA) aplicada a dispositivos médicos, a China lidera o cenário mundial em pesquisa e inovação no setor, segundo o White Paper sobre Pesquisa de Inovação em Dispositivos Médicos da China. O país combina tecnologia de ponta com a medicina tradicional chinesa (MTC), prática milenar que ainda atende grande parte da população. A digitalização da medicina tradicional chinesa A MTC se baseava historicamente em observações empíricas e no uso de ervas naturais. Para modernizar essa prática, pesquisadores concentraram esforços no isolamento de ingredientes ativos e na criação de bancos de dados estruturados. Um exemplo é o TCMBank, desenvolvido pela Universidade Sun Yat-sen. O banco reúne informações sobre 9.192 ervas, 61.966 ingredientes ativos e 15.179 alvos biológicos. Ele utiliza um Módulo de Identificação Inteligente (IDIM), capaz de coletar automaticamente dados de livros, artigos e bancos de dados sobre MTC, validados por revisão dupla. Essa plataforma permite identificar compostos com potencial terapêutico e mapear interações entre medicamentos, acelerando pesquisas e desenvolvimento de novos fármacos. O grande desafio da MTC é a heterogeneidade e o volume dos dados, gerados em diferentes formatos e ritmos. Modelos tradicionais de análise não são suficientes para lidar com os chamados “quatro Vs” do big data: volume, variedade, velocidade e veracidade. A IA se tornou essencial para padronizar, interpretar e analisar essas informações de forma confiável. Hospitais inteligentes com IA Hospitais e universidades chinesas têm aplicado IA em diagnósticos, tratamento e ensino. O Instituto de Pesquisa da Indústria de IA da Universidade Tsinghua inaugurou, no primeiro semestre de 2025, o primeiro hospital totalmente integrado por agentes inteligentes, com 21 departamentos e mais de 300 diagnósticos de doenças, tudo de forma automatizada. O sistema alcança 93% de precisão em testes, processando casos clínicos 100 vezes mais rápido do que ferramentas digitais convencionais. O hospital funciona como um ecossistema completo, além de diagnósticos e prescrições, ele realiza análise de exames de imagem, acompanhamento de pacientes crônicos e monitoramento remoto. A plataforma utiliza modelos de aprendizagem de conjunto que combinam múltiplos algoritmos, garantindo maior precisão e capacidade de generalização de dados. Em Shenzhen, quase 450 produtos de IA já foram implementados em hospitais e centros de saúde comunitários. No Hospital da Universidade de Medicina Chinesa de Pequim, terminais inteligentes analisam o rosto e a língua dos pacientes, oferecendo avaliações rápidas de saúde. Robôs auxiliam em acupuntura e fisioterapia, cruzando dados de imagem e movimento para personalizar tratamentos. Sistemas de IA transcrevem consultas e padronizam prontuários com alta precisão, reconhecendo diferentes dialetos regionais. Outros hospitais também adotam soluções semelhantes. Em Linfen, na província de Shanxi, o Hospital Popular investiu CNY 15,69 milhões no LLM da DeepSeek para criar uma plataforma de triagem inteligente e um centro regional de computação. Em Hangzhou, o Hospital Afiliado da Universidade de Zhejiang desenvolveu um modelo de patologia que combina imagem e linguagem para identificar rapidamente amostras suspeitas. Já o Hospital Xijing, em Xi’an, implementou com a DeepSeek um assistente clínico de IA treinado em registros médicos reais, que agiliza diagnósticos e documentação. No setor privado, plataformas como JD Health, braço de saúde da JD.com, têm investido em médicos de IA. Até o final de 2025, o sistema Jingyi contará com mil profissionais virtuais especializados, incluindo dermatologistas, psiquiatras e especialistas em MTC. Eles respondem a dúvidas médicas, recomendam medicamentos disponíveis na plataforma e agendam consultas. Segurança, confiabilidade e regulação A rapidez do avanço tecnológico traz um novo dilema, como garantir a veracidade e a segurança dos dados usados em modelos de IA médica. Especialistas alertam que, sem controle de qualidade rigoroso, erros de classificação ou vieses nos conjuntos de treinamento podem comprometer diagnósticos ou prescrições. Para reduzir esses riscos, universidades e empresas estão investindo em modelos híbridos que combinam IA com supervisão humana. A meta é criar sistemas interpretáveis e rastreáveis, em que cada decisão possa ser auditada, um requisito essencial para aprovação regulatória e confiança pública.

9 de outubro de 2025
Daiane Mendes
A BYD iniciou oficialmente a operação de sua linha de montagem de veículos em Camaçari (BA), marcando a produção do carro de número 14 milhões da marca no mundo. A cerimônia, realizada nesta quinta-feira (9), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do fundador e CEO da BYD, Wang Chuanfu, e de autoridades federais, estaduais e municipais. O primeiro modelo produzido na unidade é o BYD Song Pro, é o primeiro carro super-híbrido plug-in com motor flex do mundo, em edição especial para a COP30. O veículo também representa o carro de número 14 milhões da montadora no mercado global. O complexo ocupa uma área de 4,6 milhões de m2 e já emprega mais de 1,5 mil trabalhadores e deve expandir a operação até 2030, com a meta de posicionar a montadora entre as três maiores do país até 2028. Na primeira fase, a capacidade produtiva é de 150 mil veículos por ano, com previsão de chegar a 300 mil na etapa seguinte. Durante o evento, Wang Chuanfu anunciou um novo investimento que permitirá dobrar essa capacidade para até 600 mil unidades anuais. [caption id="attachment_25785" align="alignnone" width="1280"] Imagem: BYD/ Divulgação[/caption] [caption id="attachment_25786" align="alignnone" width="1575"] Imagem: BYD/ Divulgação[/caption] Localizada na recém-renomeada Avenida BYD, a fábrica será a maior produtora de veículos elétricos da América Latina e a maior instalação da empresa fora da Ásia. O projeto foi concluído em 15 meses e faz parte do plano da BYD de ampliar sua presença no mercado brasileiro. Segundo o CEO da BYD Brasil, Tyler Li, o modelo híbrido com motor flex foi desenvolvido para o país por engenheiros chineses e brasileiros. O sistema permite o uso de gasolina e etanol em qualquer proporção, integrando a tecnologia elétrica da montadora a uma solução adaptada ao mercado nacional. No Brasil desde 2014, a BYD responde por quase 8 em cada 10 carros elétricos vendidos no país (76,36%) e 27,4% dos híbridos no país. A empresa conta com mais de 200 concessionárias e pretende alcançar 250 até o fim de 2025.

9 de outubro de 2025
Daiane Mendes
A 10ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo será realizada entre os dias 9 e 19 de outubro de 2025 no Centro Cultural São Paulo (CCSP), localizado na Rua Vergueiro, 1000, no bairro da Liberdade. O evento, promovido pelo Instituto Confúcio na Unesp em parceria com o CCSP, celebra uma década de intercâmbio cultural entre Brasil e China . Com o tema “Uma janela para a China”, a mostra apresenta dez filmes recentes do cinema chinês que abordam temas como transformações sociais, afetivas e estéticas na China contemporânea. As exibições são gratuitas, com legendas em português e acontecem de terça a domingo, com sessões às 15h, 17h e 19h. Os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada sessão na bilheteria do CCSP. Programação da 10ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo: 9/10 – Quinta-feira 15h00: Boonie Bears: O Retorno do Futuro (90 min) 17h00: Impacto (140 min) 19h45: A Estrada de Li Hong (110 min) 10/10 – Sexta-feira 15h00: O Amor de Mu Mu (135 min) 17h30: Eu e Minha Mãe Adolescente (98 min) 19h30: Impacto (140 min) 11/10 – Sábado 15h00: Leopardo das Neves (125 min) 17h10: Deixe o Barco Partir (100 min) 19h30: O Amor de Mu Mu (135 min) 12/10 – Domingo 15h00: A Estrada de Li Hong (110 min) 17h15: O Monte Invisível (120 min) 19h30: Trending Topic (95 min) 14/10 – Terça-feira 15h15: Eu e Minha Mãe Adolescente (98 min) 17h15: Leopardo das Neves (125 min) 19h40: Boonie Bears: O Retorno do Futuro (90 min) 15/10 – Quarta-feira 15h00: O Monte Invisível (120 min) 20h00: O Meu Pequeno Eu (105 min) 16/10 – Quinta-feira 17h00: O Amor de Mu Mu (135 min) 19h10: O Meu Pequeno Eu (105 min) 17/10 – Sexta-feira 15h00: Trending Topic (95 min) 17h10: Leopardo das Neves (125 min) 19h30: O Monte Invisível (120 min) 18/10 – Sábado 15h00: Impacto (140 min) 17h40: O Meu Pequeno Eu (105 min) 19h40: Eu e Minha Mãe Adolescente (98 min) 19/10 – Domingo 15h00: A Estrada de Li Hong (110 min) 17h15: Deixe o Barco Partir (100 min) 19h15: Trending Topic (95 min) Para mais informações, acesse o site oficial: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br/10a-mostra-de-cinema-de-sao-paulo/

9 de outubro de 2025
Daiane Mendes
A Keeta, marca internacional da Meituan , dará início às suas operações piloto no Brasil em Santos e São Vicente a partir de 30 de outubro. A iniciativa integra o plano de investimento de R$5,6 bilhões da empresa, que pretende ampliar sua presença pelo país nos próximos cinco anos. A escolha por cidades litorâneas de médio porte faz parte da estratégia de chegar à região metropolitana de São Paulo até o final de 2025. A Keeta afirma que sua plataforma tecnológica permite otimizar rotas e reduzir o tempo de espera dos entregadores nos restaurantes. Além disso, a empresa pretende fortalecer o setor local e melhorar a segurança dos parceiros por meio de um capacete inteligente, que será inicialmente disponibilizado para entregadores de bicicleta e, depois, para motociclistas. [caption id="attachment_25763" align="alignnone" width="1688"] Tony Qiu, presidente de operações internacionais da Keeta, com protótipo de capacete inteligente para ciciclistas parceiro/ Keeta - Divulgação[/caption] [caption id="attachment_25764" align="alignnone" width="1688"] Tony Qiu, presidente de operações internacionais da Keeta, com protótipo de capacete inteligente para ciciclistas parceiro/ Keeta - Divulgação[/caption] Segundo dados da empresa, 82% das solicitações de delivery em Santos provêm de pequenos e médios restaurantes, contra 69% na capital paulista. A Keeta vê nessa diferença uma oportunidade de desenvolver soluções específicas para as PMEs brasileiras. Tony Qiu, presidente de operações internacionais da Keeta, ressaltou que o modelo da empresa combina tecnologia avançada e suporte humano, abordagem que permitiu à Meituan consolidar seu ecossistema na China em 14 anos. O grupo atende 770 milhões de clientes anualmente, com média de 80 milhões de pedidos por dia. Até agora, mais de 700 restaurantes de Santos e São Vicente foram cadastrados, incluindo redes como Sodiê, The Coffee, Seven Kings e Mania de Churrasco, além de estabelecimentos locais como Hey Burger, Chef Rangel, Dona Nice Steakhouse e Bardega Pizzaria. A Keeta também treinou aproximadamente 2.000 entregadores na região e apresentará o capacete inteligente, desenvolvido internamente e seguindo as normas brasileiras.