
14 de novembro de 2025
China2Brazil
A província de Liaoning anunciou, em 14 de novembro, a descoberta do primeiro depósito de ouro supergigante da China, a Mina de Dadonggou, com mais de 1.000 toneladas de metal. O Ministério de Recursos Naturais informou que este é o maior depósito individual identificado desde 1949 e que o local reúne reservas expressivas em uma área já explorada há décadas. Segundo o ministério, a Mina de Dadonggou possui 2,586 bilhões de toneladas de minério acima da altitude de -720 metros, com 1.444,49 toneladas de ouro metálico e teor médio de 0,56 g/t. A Liaoning Provincial Geological Exploration and Mining Group Co. recebeu, em dezembro de 2023, o direito oficial de prospecção na cidade de Gaizhou. O Departamento de Recursos Naturais da província revisou e arquivou o relatório de exploração em 15 de setembro de 2025. O depósito foi identificado pela primeira vez em 1983, com avanços posteriores em 2009 e 2015. Em 2024, o governo lançou uma nova etapa de exploração com um modelo integrado que reuniu 18 unidades de produção e pesquisa. Durante os picos de operação, 45 sondas de perfuração trabalharam ao mesmo tempo, mobilizando cerca de mil trabalhadores em um sistema de gestão de múltiplos níveis. A estrutura organizacional combinou tomada de decisão estratégica, execução técnica e suporte operacional. A etapa atual adotou tecnologias inéditas no setor. Pela primeira vez, equipes instalaram um conversor de frequência em uma área de filito, o que permitiu ajustar velocidade e pressão de perfuração conforme a dureza da rocha e reduzir o desvio dos furos. O projeto também utilizou modelagem 3D para demonstrar a distribuição do corpo de minério e aplicou métodos geoestatísticos para calcular os recursos. A checagem com métodos geométricos tradicionais confirmou a consistência dos resultados. Em 15 meses, o grupo investiu cerca de 200 milhões de yuans, executou 219 furos e alcançou 136,7 mil metros de perfuração mecânica. Os trabalhos de campo terminaram em 30 de junho de 2025, e o relatório final das linhas de exploração 34 a 39 foi enviado em 19 de agosto. O governo provincial classificou o projeto como prioridade estratégica por reduzir o ciclo de exploração e elevar a qualidade das operações. A iniciativa reforça as reservas nacionais de ouro, amplia o conhecimento sobre mineralização profunda e periférica em áreas já conhecidas e apoia o plano de construir uma base industrial de ouro no leste de Liaoning. O projeto também se alinha à meta de revitalização econômica do nordeste chinês. Fonte: stdaily

14 de novembro de 2025
China2Brazil
O Cartão de Transporte com Pagamento por Aproximação, em parceria com o Alipay, foi lançado nesta sexta-feira (14), por meio de sua conta oficial no WeChat. O serviço começa a funcionar em celulares Apple e Huawei, adota o modelo “use agora, pague depois” e oferece ativação gratuita. O cartão é compatível com iPhones a partir do 8 (iOS 16.4 ou superior) e com dispositivos Huawei com HarmonyOS 5.0 ou inferior. Para ativar, o usuário deve atualizar o Alipay para a versão 10.7.50 e buscar no app a opção “Toque para ativar o cartão de transporte”. A ativação ocorre via miniprograma dentro do Alipay, sem necessidade de instalar outro aplicativo. Após a configuração, o cartão fica armazenado no Apple Wallet ou Huawei Pay. O passageiro pode usar o transporte público sem desbloquear o celular, já que a cobrança é feita automaticamente pelo Alipay, sem recargas manuais. O cartão se torna o primeiro do país a permitir o acúmulo de energia no Ant Forest, programa ambiental do Alipay. Cada viagem de ônibus gera 80 g de energia, e cada viagem de metrô gera 52 g, que podem ser trocadas por mudas de árvores. O serviço também oferece 50% de desconto no transporte público em Pequim e um sistema de descontos mensais no metrô: 20% para gastos acima de 100 yuans e 50% para valores acima de 150 yuans. Além disso, o cartão segue o padrão Telecom Union, o que amplia seu uso para mais de 330 cidades da China . Ele também é aceito nas linhas urbanas do MTR, no ônibus da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau e no transporte público de Macau. Fonte: Ithome

14 de novembro de 2025
China2Brazil
O mascote “Xiyangyang”, símbolo da 15ª edição dos Jogos Nacionais da China , utiliza 61% de matérias-primas feitas de plástico reciclado, segundo a CCTV. O uso de resíduos recuperados faz parte das ações ambientais do evento, que incluem as competições de surfe realizadas entre os dias 13 e 16 na baía de Qing’ao, em Shantou (Guangdong). Na praia de Yaliaowan, voluntários conhecidos como “pequenos golfinhos” coletaram garrafas plásticas, sacolas, isopor e outros resíduos domésticos e marinhos. O grupo separou o lixo após a coleta, como parte da ação “Jogos Nacionais Bonitos, Voluntariado comigo”. O voluntário Chen Xuyang afirmou que o grupo realizou mais de cem ações de limpeza nos últimos três anos, mobilizando mais de mil participações de voluntários, entre funcionários de empresas, instituições e moradores das comunidades. A Sociedade Chinesa para o Estudo e Promoção da Civilização Ecológica organizou, com o Departamento de Ecologia e Meio Ambiente de Guangdong e outras entidades, a série “Redução de plástico e carbono, Belos Jogos Nacionais”. Mais de 8 mil voluntários das 14 cidades costeiras de Guangdong, Hong Kong e Macau participaram. O plástico marinho recolhido passou por tratamento profissional e se tornou matéria-prima para a produção do mascote. Hu Qingsong, diretor da Divisão de Resíduos Sólidos e Produtos Químicos do Departamento de Ecologia e Meio Ambiente de Guangdong, afirmou que o objetivo é reforçar, por meio do mascote, que grandes eventos esportivos também podem divulgar práticas de civilização ecológica. Fonte: news.cctv.com

14 de novembro de 2025
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Duas empresas conhecidas como “versões chinesas da Nvidia” avançaram em seus processos de abertura de capital no STAR Market, em Xangai, na noite de 13 de novembro. O movimento ocorreu enquanto as ações da Nvidia recuaram mais de 6% entre terça e quinta-feira, após a venda total de participação da SoftBank e críticas de Michael Burry. A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) aprovou o pedido de IPO da Metax Integrated Circuits (Shanghai) . A empresa desenvolve GPUs universais e oferece soluções para computação heterogênea aplicadas à computação inteligente, cidades inteligentes, nuvem, direção autônoma, gêmeos digitais e metaverso. Seu portfólio inclui a série XiSi N, voltada a inferência de IA, e a série Xiyun C, direcionada a treinamento e processamento geral, em linha com produtos equivalentes da Nvidia. A Metax ganhou destaque após a redução da presença de Nvidia, AMD e outras companhias no mercado chinês. A Metax pretende captar RMB 3,904 bilhões para desenvolver novos GPUs de alto desempenho, chips de inferência de IA e tecnologias para aplicações emergentes. A empresa ainda opera no negativo, com perdas superiores a RMB 1,4 bilhão em 2024 e mais de RMB 200 milhões no primeiro trimestre de 2025, mas projeta alcançar o equilíbrio financeiro em 2026. O processo de aprovação levou 116 dias. Na mesma noite, a Moore Threads anunciou o início oficial de seu processo de IPO no STAR Market. Fundada em 2020, a empresa desenvolve GPUs de funcionalidade completa e soluções de computação acelerada voltadas à transformação digital e ao uso intensivo de IA. A companhia planeja emitir 70 milhões de ações, equivalentes a 14,89% do capital pós-oferta, para financiar novos chips de IA, GPUs de nova geração e SoCs voltados a IA. A Moore Threads também opera com prejuízo: registrou perdas superiores a RMB 1,6 bilhão em 2024 e RMB 270 milhões no primeiro semestre de 2025, acumulando saldo negativo de RMB 1,6 bilhão até junho. Apesar disso, sua receita cresce rapidamente. A taxa composta anual entre 2022 e 2024 atingiu 208,44%, e a receita do primeiro semestre de 2025 já supera em 60% o total de 2024. A empresa estima lucrar em 2027. Seu processo até o registro levou 88 dias. Além das duas fabricantes, as grandes empresas de tecnologia também ampliaram investimentos em chips. Durante o Baidu World 2025, realizado em 13 de novembro, a Baidu reafirmou a estratégia focada em IA e anunciou que o chip Kunlunxin M100 chegará ao mercado no início de 2026. O M300 tem previsão de lançamento em 2027. O M100 atenderá à demanda por inferência em larga escala; o M300 será voltado a treinamento e inferência de modelos multimodais. A empresa informou que já implantou “dezenas de milhares” de placas Kunlunxin e lançará novos produtos anualmente pelos próximos cinco anos. A Tencent , no mesmo dia, reportou RMB 20 bilhões em despesas de capital, em grande parte destinadas a IA, e RMB 22,82 bilhões em P&D, o maior nível da sua história. Também em 13 de novembro, o Barron’s China informou que a Alibaba iniciou secretamente o Projeto Qwen, que visa desenvolver um aplicativo baseado no modelo Qwen para competir diretamente com o ChatGPT. No segmento de grandes modelos, a Moonshot AI ganhou atenção com o Kimi K2 Thinking, visto como o sucessor do impacto causado pelo DeepSeek no início do ano. Fonte: tmtpost.com

13 de novembro de 2025
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A Alibaba iniciou secretamente o projeto “Qwen”, voltado ao desenvolvimento de um assistente pessoal de inteligência artificial (IA). O aplicativo será baseado no modelo avançado Qwen, criado pela própria empresa, e busca competir diretamente com o ChatGPT. A direção da Alibaba descreve o Qwen como parte de “uma batalha pelo futuro na era da inteligência artificial”. A empresa aposta que o caráter open source do modelo ajudará a ampliar seu alcance e fortalecer sua posição na corrida mundial por inovação em IA. O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia. Em 2025, a Alibaba anunciou investimento de RMB 380 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial para os próximos três anos. Até agora, o foco principal estava no mercado B2B, oferecendo modelos e APIs pela Alibaba Cloud para empresas de diversos setores. Com o crescimento do reconhecimento internacional do modelo Qwen, a empresa decidiu expandir sua atuação para o mercado de consumo (B2C). Mais de cem engenheiros trabalham de forma sigilosa no projeto em dois andares dedicados ao Qwen no campus da Alibaba, em Hangzhou. A companhia também desenvolve uma versão internacional do aplicativo, que deve aproveitar a base global do modelo Qwen para disputar espaço com o ChatGPT em outros mercados. O desenvolvimento do modelo Qwen começou há três anos, e a série já acumula mais de 600 milhões de downloads no mundo. O Qwen3-Max, lançado em setembro de 2025, é o modelo mais robusto da linha Tongyi Qianwen, com mais de 1 trilhão de parâmetros e 36 trilhões de tokens usados no pré-treinamento. Segundo a Alibaba, o desempenho do Qwen3-Max supera o GPT-5 e o Claude Opus 4, colocando o modelo entre os três melhores do mundo. Fonte: TMTPost.com

13 de novembro de 2025
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A China concluiu a primeira fase dos testes da tecnologia 6G , após quatro anos de experimentos. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), o país já acumula uma reserva de mais de 300 tecnologias essenciais relacionadas à nova geração de redes móveis. O 6G é considerado a principal infraestrutura digital da próxima década. A tecnologia deve integrar comunicação, sensoriamento, computação e inteligência artificial, ampliando o alcance das conexões para além de pessoas e máquinas. A meta é construir uma rede capaz de conectar agentes inteligentes e integrar serviços entre a terra, o ar e o espaço, conceito descrito pelo governo como “interconexão inteligente de tudo e gêmeos digitais”. O vice-ministro Zhang Yunming afirmou que o país seguirá investindo em pesquisa de tecnologias fundamentais, desenvolvimento de padrões, testes e aplicações, para criar uma base sólida rumo à padronização e à futura industrialização do 6G. De acordo com o MIIT, os testes nacionais de 6G ocorrem em três etapas. A primeira foca na verificação de tecnologias-chave e definição de diretrizes técnicas. A segunda desenvolve soluções e protótipos para cenários típicos e metas de desempenho. Já a terceira fase testará redes de sistema e equipamentos pré-comerciais, fase de preparação para o lançamento do 6G no mercado. Fonte: The paper
13 de novembro de 2025
China2Brazil
Em 12 de novembro, a Maxone Semiconductor (Suzhou) teve sua oferta pública inicial (IPO) aprovada pelo comitê da Bolsa de Xangai (STAR Market). A empresa, referência nacional em sondas MEMS, cumpre todos os requisitos de listagem e divulgação exigidos pelo mercado. A Maxone é hoje a única empresa chinesa entre as dez maiores do mundo no setor de sondas para semicondutores, segmento antes dominado por fabricantes estrangeiros. Com a listagem, pretende ampliar a capacidade de pesquisa, desenvolvimento e produção, apoiando a expansão da indústria de chips na China. As sondas MEMS conectam equipamentos de teste aos wafers, etapa que garante a qualidade dos chips. Em 2024, o mercado global movimentou US$2,65 bilhões, dos quais US$357 milhões vieram da China. Mais de 80% desse mercado ainda é controlado por empresas estrangeiras, o que torna o avanço da Maxone estratégico para a autonomia tecnológica chinesa. A empresa domina as tecnologias de fabricação e montagem de sondas MEMS e opera linhas completas de produção de 8 e 12 polegadas. Segundo a consultoria Yole, subiu do 9º para o 6º lugar no ranking mundial entre 2023 e 2024. Entre 2022 e 2024, a receita cresceu de RMB 254 milhões para RMB 641 milhões, com lucro líquido de RMB 233 milhões em 2024. A margem bruta passou de 40,8% para quase 69%, impulsionada pela substituição de produtos importados. Para 2025, a projeção é de receita entre RMB 950 milhões e RMB 1,05 bilhão. A Maxone tem forte dependência de um único cliente, identificado no prospecto como “empresa B”, responsável por até 82,8% da receita, descrita como uma grande fabricante de chips, possivelmente a HiSilicon, da Huawei. Desde 2021, a Maxone fornece diretamente para a empresa, que também detém 6,4% de participação por meio da Hubble Technology Investment. O presidente Zhou Ming é o principal acionista, com 27,93% das ações e 50,05% dos direitos de voto. A companhia pretende diversificar sua base de clientes e ampliar investimentos em inovação, reforçando o papel da indústria chinesa de semicondutores na busca por autossuficiência tecnológica. Fonte: news.qq.com

13 de novembro de 2025
China2Brazil
A Universidade de Zhaoqing sediou, em 9 de novembro, a Reunião Anual de 2025 da Sociedade de Estudos das Economias Emergentes e o Fórum das Economias Emergentes, com o tema “Cooperação do Sul Global e Governança Global ”. O evento reuniu mais de 120 especialistas da China e de outros países para discutir o papel crescente do Sul Global na política e na economia mundial. Durante a abertura, Liao Fan, presidente da Sociedade e diretor do Instituto de Economia e Política Mundial da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), afirmou que a ascensão dos países do Sul Global está se tornando uma força importante na reconfiguração da ordem internacional. Segundo ele, a entidade busca fortalecer redes de cooperação entre centros de pesquisa e promover o diálogo acadêmico e político sobre governança global. Os debates abordaram solidariedade, desenvolvimento sustentável, segurança global, economia digital e cooperação verde. Os participantes destacaram que, diante da coexistência entre globalização e desglobalização, o Sul Global vem expandindo sua cooperação em inovação tecnológica, com a China atuando como um dos principais articuladores desse processo. Na véspera, uma mesa-redonda entre think tanks de economias emergentes reuniu especialistas de países como China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul. O encontro discutiu o papel do Sul Global na reconstrução da ordem internacional e serviu de preparação para o fórum principal. Fonte: gmw.cn

12 de novembro de 2025
China2Brazil
O “Double 11” de 2025, principal festival de compras online da China, entrou em seu 17º ano com mudanças estruturais. O ciclo de promoções ficou mais longo, o consumo se tornou mais racional, a inteligência artificial passou a apoiar tanto consumidores quanto lojistas, e o varejo imediato, que integra lojas físicas e plataformas online, ganhou força no país. Campanha estendida e foco na qualidade Neste ano, o “Double 11” foi antecipado. As promoções começaram em 30 de setembro, com a Suning.com, e logo se estenderam a plataformas como JD.com , Douyin e Tmall. O período médio de descontos ultrapassou 30 dias. As regras também mudaram: as “contas de desconto” complexas foram substituídas por reduções diretas de preço, como “queda oficial” e “desconto imediato”. Segundo Li Mingtao, especialista do Comitê Consultivo de Cidades Modelo de Comércio Eletrônico, os consumidores estão adotando um comportamento mais equilibrado, priorizando qualidade e confiança em vez de apenas preço. Relatórios de inspeção independentes, transmissões ao vivo em fábricas e rastreabilidade de matérias-primas passaram a diferenciar as marcas. O e-commerce chinês evolui de uma “festa de tráfego” para um modelo sustentado em conteúdo e credibilidade. Wu Rufan, responsável pelas transmissões da Mofee Midea Tmall Official Flagship Store, afirmou que a empresa investe em treinamento técnico dos apresentadores e em explicações diretas de gerentes de P&D sobre as funções e tecnologias dos produtos. Inteligência artificial redefine a experiência de compra As plataformas de e-commerce usaram IA para aprimorar a jornada de consumo. No Taobao, a ferramenta “Busca Universal com IA” respondeu a quase 50 milhões de consultas e o recurso “AI Shopping List” gerou cerca de 2 milhões de listas personalizadas. A JD.com lançou o assistente inteligente “Jing Xiaozhi 5.0”, que aumentou a taxa de conversão no atendimento pré-venda. Com base em dados de comportamento, a IA mudou o modelo de exposição: produtos passaram a ser recomendados não por popularidade, mas por adequação ao público. Assim, itens de nicho ou com boa descrição ganham visibilidade mesmo sem grandes volumes de vendas. Além de melhorar a experiência do usuário, a IA também otimiza a operação dos lojistas. O “Gerente de IA” cria estratégias automáticas de promoção; o “Assistente de IA” produz imagens e vídeos de produtos; e o atendimento automatizado aumenta a eficiência e reduz custos. O consumo mais personalizado e diversificado impulsiona novos mercados. Nos primeiros 30 minutos de pré-venda, o volume de vendas de produtos para animais no Tmall superou o total do primeiro dia do ano anterior. Na Kwai, as vendas de acessórios de estilo tradicional chinês cresceram mais de mil vezes, e itens como pranchas de snowboard e treinadores de badminton registraram forte alta. Varejo imediato integra canais online e offline A integração entre comércio eletrônico e varejo físico avançou durante o festival. Em Quanjiao, província de Anhui, um consumidor comprou um computador pela Suning.com no aplicativo Meituan e recebeu o produto em menos de duas horas. Segundo a empresa, mais de 8.000 lojas municipais e distritais já operam nesse modelo, garantindo rapidez na entrega e instalação. O “varejo imediato” foi um dos destaques do evento: mais de 30 mil marcas e 400 mil lojas aderiram ao serviço “Taobao Flash Sale”, que cobre setores como alimentação e artigos domésticos. A Mercury Home Textiles informou aumento de 900% nas vendas em suas 50 lojas participantes. Para Pei Liang, presidente honorário da Associação Chinesa de Varejo, a combinação de recursos digitais e físicos fortalece a cadeia de suprimentos e moderniza o comércio. “O varejo imediato conecta plataformas, lojas e logística local, impulsionando a digitalização do setor e revitalizando o varejo físico”, disse. Desafios e perspectivas Mesmo com avanços, ainda há reclamações sobre práticas como “subir preços antes de reduzir”, “armadilhas de pré-pagamento” e dificuldades em reembolsos. Especialistas apontam a necessidade de reforçar a fiscalização para garantir segurança e confiança aos consumidores. Fonte: gmw.cn

12 de novembro de 2025
China2Brazil
A Iniciativa do Cinturão e Rota ampliou oportunidades de negócios e elevou a cooperação entre Brasil e China a novos níveis. “Comparado a 25 anos atrás, a parceria entre os dois países entrou em uma nova fase. Trabalhamos juntos em busca de prosperidade comum e na construção de um mundo mais justo e sustentável”, declarou José Ricardo dos Santos Luz Junior, Co-Chairman e CEO do Grupo de Líderes Empresariais do Brasil (LIDE) na China, em entrevista ao 21st Century Business Herald. Segundo Luz, os pilares atuais das relações sino-brasileiras são inovação, desenvolvimento sustentável e inclusão. No dia 7 de novembro, Pequim recebeu o Fórum de Comércio e Investimento do Cinturão e Rota 2025, organizado pela Câmara de Comércio Internacional da China. O evento, com o tema “Conectando cadeias para o crescimento verde e construindo um futuro resiliente”, reuniu mais de 400 representantes de governos, missões diplomáticas, empresas e instituições acadêmicas de 44 países. Durante o fórum, Luz destacou que o Brasil busca atrair investimentos chineses em todos os setores e que a cooperação bilateral permanece sólida, independentemente de mudanças políticas no país. De 10 a 21 de novembro, Belém, no Pará, sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) , com foco em “Mudança climática e o futuro global”. Luz afirmou que investimentos chineses no Brasil já abrangem tecnologias inovadoras e sustentabilidade, tornando o desenvolvimento sustentável o eixo central da cooperação tecnológica entre os dois países. Um exemplo é o projeto de rede elétrica verde da State Grid Corporation of China no Brasil. O investimento trouxe benefícios econômicos diretos, promoveu transferência de tecnologia e capacitação profissional, e gerou oportunidades de desenvolvimento sustentável para comunidades locais. Oportunidades e desafios da cooperação econômica Questionado sobre os principais desafios e oportunidades da parceria sino-brasileira no contexto da Iniciativa Cinturão e Rota, Luz respondeu: “Nossa missão é construir pontes entre empresários brasileiros e chineses. Atualmente, mantemos uma parceria estratégica abrangente, baseada na confiança mútua, que já gerou resultados expressivos.” Ele detalhou que a iniciativa trouxe integração e novas oportunidades em infraestrutura, sistemas inteligentes de transporte e tecnologias de ponta. Muitas dessas tecnologias já foram implementadas no Brasil, principalmente em energia verde (eólica e solar), veículos elétricos, comércio eletrônico, centros de dados, computação em nuvem, drones e mobilidade inteligente, com destaque para o 5G. Luz observou que o modelo de cooperação evoluiu: o Brasil deixou de exportar apenas commodities, como minério de ferro, soja e celulose, e passou a receber investimentos chineses em novas tecnologias e sustentabilidade, redefinindo a colaboração entre os dois países. Cooperação verde e governança climática Sobre a COP30 e o financiamento climático, Luz afirmou que China e Brasil têm papel central nas discussões globais. Ele citou políticas chinesas, como o 15º Plano Quinquenal, que prioriza desenvolvimento de alta qualidade, e o foco crescente na sustentabilidade na cooperação tecnológica. Recentemente, duas empresas chinesas anunciaram investimentos significativos em veículos elétricos no Brasil: a BYD está construindo uma fábrica na Bahia, e a Great Wall Motors inaugurou uma planta em São Paulo. Além disso, o projeto da State Grid representa um dos maiores investimentos chineses no país, gerando benefícios econômicos e capacitação técnica. Essas iniciativas combinam investimentos financeiros, transferência de tecnologia e adaptação local, alinhadas ao princípio “pensar globalmente, agir localmente”. Entre os países do Sul Global, a cooperação sino-brasileira é considerada um dos exemplos mais bem-sucedidos dos últimos anos. Perspectivas para os próximos anos Sobre os próximos três a cinco anos, Luz se mostrou otimista. “A parceria sino-brasileira vive um momento promissor. Nosso objetivo é ampliar o entendimento entre empresários dos dois países.” O LIDE organiza delegações brasileiras para visitar empresas chinesas inovadoras e recebe missões chinesas no Brasil, facilitando oportunidades de investimento. Luz acrescentou que as relações bilaterais estão se aprofundando e diversificando. No ano passado, os países celebraram 50 anos de relações diplomáticas. A curto, médio e longo prazo, os avanços devem se concentrar em transferência tecnológica, investimentos, inovação e desenvolvimento sustentável. Fonte: finance.sina.com.cn