
11 de novembro de 2024
China2Brazil
Em 10 de novembro, a GEM anunciou a assinatura de um acordo-quadro de cooperação com a PT Vale Indonesia Tbk (PTVI). As empresas se unirão para construir uma usina de lixiviação ácida sob alta pressão (HPAL) e infraestrutura complementar na província de Sulawesi Central, na Indonésia. O projeto seguirá diretrizes de carbono zero, inteligência operacional e altos padrões ESG (ambientais, sociais e de governança). A GEM é uma empresa chinesa especializada em reciclagem de resíduos e produção de materiais para baterias de íon-lítio. A PTVI é uma subsidiária da Vale S.A., uma das maiores produtoras de níquel do mundo, e é especializada na mineração de níquel, incluindo atividades de mineração e processamento. A empresa é listada na Bolsa de Valores da Indonésia (IDX: INCO), com boa situação de crédito, reputação e capacidade de cumprimento. Entre os acionistas, a empresa de mineração estatal indonésia PT Mineral Industri Indonesia (Persero) detém 34%, a Vale Canada Ltd detém 33,88%, a Sumitomo Metal Mining detém 11,48% e os acionistas públicos detêm 20,64%. Conforme divulgado, o projeto planeja processar parte do minério de níquel de uma mina da PTVI em produtos de hidróxido misto de níquel e cobalto (MHP) que atendam aos padrões de mercado, assim como considerar ativamente o desenvolvimento de fábricas de cátodos e precursores, para criar conjuntamente um parque de recursos de níquel verde com tecnologia local e talentos locais da Indonésia, atendendo às necessidades da transição global de energia limpa para recursos de níquel verde. O acordo esclarece que as duas partes desenvolverão conjuntamente uma fábrica HPAL e sua infraestrutura complementar (incluindo fábricas de ácido sulfúrico, usinas de beneficiamento e instalações de armazenamento de rejeitos) na província de Sulawesi Central, na Indonésia. O projeto processará parte do minério laterítico de níquel da Vale Indonesia e o converterá em produtos de hidróxido misto de níquel e cobalto (MHP) que atendam aos padrões de mercado. A meta de produção é de 66.000 toneladas anuais de níquel contido em MHP, bem como considerar ativamente o desenvolvimento de uma fábrica de cátodos e precursores (fábrica a jusante). A expectativa é que qualquer compromisso assumido possa atender aos requisitos do mercado global. A GEM construirá um parque de recursos de níquel verde com emissão zero de carbono e altos padrões ESG, fundamentado nos conceitos de sustentabilidade, segurança, inteligência, tecnologia e educação. O projeto incluirá o desenvolvimento de uma cadeia industrial downstream para produtos como precursores e materiais de cátodo, visando atender à crescente demanda global por níquel verde e seus derivados para energia limpa. A PTVI terá o direito de participar tanto no parque industrial quanto nas instalações downstream. A GEM investirá não mais que US$ 1,42 bilhão em capital em uma fábrica HPAL projetada com uma capacidade de produção de 66.000 toneladas/ano e instalações complementares. A GEM afirma que o níquel é um recurso mineral chave para a nova energia mundial, e o desenvolvimento de recursos de níquel tem boas perspectivas de mercado. A construção deste projeto visa garantir a demanda estratégica da empresa por recursos de níquel para a expansão futura da capacidade de produção de materiais de bateria no exterior, especialmente para atender às necessidades do mercado global por níquel verde, defender a posição da empresa no campo global de materiais de bateria de nova energia, e fortalecer ainda mais a competitividade central e a capacidade de geração de lucro sustentável da empresa, em conformidade com a estratégia de desenvolvimento de longo prazo da empresa e os interesses dos investidores em geral. No primeiro semestre de 2024, a empresa atingiu uma receita operacional de RMB 17,338 bilhões, um aumento de 33,99% em relação ao mesmo período do ano anterior, e um lucro líquido atribuível aos acionistas da empresa de RMB 701 milhões, um aumento de 69,7%. Tanto a receita operacional quanto o lucro líquido atingiram novos recordes históricos. No primeiro trimestre deste ano, o lucro líquido atribuível aos acionistas da empresa já ultrapassou RMB 900 milhões. Fonte: stcn.com

8 de novembro de 2024
China2Brazil
Em 8 de novembro, o Banco Popular da China divulgou o Relatório de Implementação da Política Monetária do Terceiro Trimestre de 2024, apontando a indústria de eletrodomésticos como um setor estratégico para impulsionar o crescimento e o consumo interno, com foco na melhoria da qualidade e na internacionalização. A política de substituição de bens de consumo usados tem avançado com subsídios e campanhas publicitárias, promovendo o consumo e a modernização industrial. Essa estratégia visa não apenas aumentar a competitividade das empresas chinesas no mercado internacional, mas também fortalecer a economia nacional por meio da diversificação de mercados e da redução da dependência do consumo interno. Nos últimos anos, empresas chinesas de eletrodomésticos têm intensificado sua presença no exterior, estabelecendo fábricas, centros de pesquisa e desenvolvimento, além de redes de distribuição em diversos países. Essa expansão é impulsionada por fatores como a saturação do mercado doméstico, a busca por novos consumidores e a necessidade de competir com marcas internacionais estabelecidas. A política de internacionalização é parte de uma estratégia mais ampla do governo chinês para promover o desenvolvimento econômico sustentável e a inovação tecnológica. A iniciativa "Cinturão e Rota" incentiva empresas a expandirem seus mercados internacionais, realizando fusões e aquisições para fortalecer a distribuição global e a inovação. Além disso, a integração da tecnologia da informação com a manufatura reforça o uso de produtos nacionais, consolidando a posição da indústria chinesa. Peng Yu, diretor operacional da Beijing Sandalwood Data Insights, prevê que o governo chinês continuará a estimular o consumo interno por meio do setor de eletrodomésticos e a incentivar a expansão internacional das empresas para mitigar possíveis impactos de tarifas americanas. Yu também destaca o potencial da integração tecnológica para melhorar a eficiência e qualidade do setor, impulsionando o uso de inteligência artificial. De acordo com Zhou Nan, secretário-geral da divisão de eletrodomésticos da Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Máquinas e Elétricas da China, as exportações do setor mantiveram crescimento positivo no primeiro semestre de 2024. Ele espera que as exportações de outubro e do quarto trimestre continuem em alta, com projeções de recorde anual, apesar do cenário de tarifas e tensões comerciais. Empresas como Haier, Midea , TCL e Hisense intensificam suas operações globais, estabelecendo centros integrados de pesquisa, produção e vendas. Em 2024, a Haier, por exemplo, iniciou a construção de uma fábrica de ar-condicionado na Tailândia e expandiu seu ecoparque no Egito. A expansão internacional também é acompanhada por pequenas e médias empresas, que começam a construir bases produtivas fora da China para atender à demanda externa e fortalecer sua competitividade. A tendência de internacionalização representa não apenas uma estratégia de crescimento para o setor, mas também um ajuste ao cenário global. Empresas chinesas estão em fase de aprendizado e adaptação nos mercados estrangeiros, enfrentando desafios como o aumento de tarifas e a necessidade de inovação para atender às preferências locais. Fonte: yicai.com

8 de novembro de 2024
China2Brazil
Na noite de 8 de novembro (no horário de Pequim), Lei Jun, fundador, presidente e CEO da Xiaomi, anunciou que o modelo Xiaomi SU7 registrou vendas de 20.726 unidades em outubro. Isso fez a Xiaomi alcançar a liderança do mercado em três categorias: novas empresas no setor automotivo, veículos acima de RMB 200.000 e carros elétricos de médio e grande porte. Os dados são da Lista de Carros da Yiche. Em outubro, as entregas do Xiaomi SU7 ultrapassam a marca de 20.000 unidades, aproximando a Xiaomi Automóvel do cumprimento antecipado da meta anual de 100.000 unidades. Anteriormente, a Xiaomi Automóvel divulgava suas vendas com o termo “mais de 10.000”, sem especificar números exatos. Segundo o IT Home, a expansão da fábrica da Xiaomi Automóvel, em sua segunda fase, está em ritmo acelerado, com base em imagens de satélite do “Jilin-1”. A taxa de utilização da capacidade da fábrica já alcançou 160%, e a empresa projeta atingir a meta anual de entregas em novembro, um mês antes do previsto. Contudo, a alta demanda tem pressionado a capacidade de produção, representando um desafio para atender aos pedidos. A Xiaomi Automóvel também confirmou presença no Salão do Automóvel de Guangzhou 2024, que ocorre de 15 a 24 de novembro, segundo Lu Weibing, sócio e presidente do grupo Xiaomi. Fonte: ithome.com

8 de novembro de 2024
China2Brazil
Em uma nova fase de expansão de sua política de isenção de visto, a China anunciou, em 8 de novembro, a inclusão de cidadãos de nove países: Eslováquia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Islândia, Andorra, Mônaco, Liechtenstein e Coreia do Sul. Com essa medida, portadores de passaportes ordinários desses países estão liberados de visto para estadias de até 15 dias no país, em viagens a negócios, turismo, visita a familiares e trânsito. Essa é a segunda vez em pouco tempo que o governo chinês amplia a lista de países beneficiados pela isenção. Em outubro, cidadãos de Portugal e outros três países europeus também passaram a ser contemplados. Segundo as autoridades chinesas, durante o período de 8 de novembro de 2024 a 31 de dezembro de 2025, os cidadãos com passaportes ordinários da Eslováquia e outros nove países que vão à China para negócios, turismo, visitas familiares e trânsito por não mais de 15 dias podem entrar no país sem visto. Para garantir a implementação eficiente da política, a Estação de Controle de Fronteira do Aeroporto de Xangai preparou um plano detalhado e mobilizou uma equipe de 100 voluntários, disponíveis 24 horas por dia para serviços de tradução, consultoria e assistência a turistas estrangeiros. Além disso, o controle de fronteira intensificou a comunicação com companhias aéreas para otimizar os procedimentos de entrada e saída. De acordo com a Estação de Controle de Fronteira do Aeroporto de Xangai, a política de isenção de visto tem incentivado o aumento do turismo e do fluxo de negócios no país. Dados de 2024 mostram que o número de estrangeiros isentos de visto que ingressaram na China pelo Aeroporto Internacional de Pudong já supera 900 mil, representando cerca de 30% do total de estrangeiros que entraram no país. Fonte: thepaper.cn

7 de novembro de 2024
China2Brazil
Diversas entidades chinesas lançaram em conjunto uma série de diretrizes para investimentos estrangeiros em empresas listadas no país. As novas regras reduzem as barreiras de entrada do investimento estrangeiro em cinco aspectos, que incluem implementar as disposições da Lei de Investimento Estrangeiro da República Popular da China, expandir os canais de investimento estrangeiro no mercado de capitais do país, aumentar o potencial de atração de capital estrangeiro e promover a investimento estratégico de longo prazo e de valor por parte dos investidores estrangeiros. O documento com as “Diretrizes para a Gestão de Investimentos Estratégicos de Investidores Estrangeiros em Companhias Listadas” foi emitido pelo Ministério do Comércio, a Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais do Conselho de Estado, a Administração Fiscal Estadual, a Administração Estatal para Regulamentação do Mercado e a Agência de Administração de Câmbio da China. Investidores estrangeiros individuais agora podem realizar investimentos estratégicos na China. As novas diretrizes permitem que investidores estrangeiros individuais façam investimentos estratégicos em empresas chinesas, algo antes restrito apenas a entidades jurídicas e outras organizações estrangeiras. A mudança amplia o acesso de investidores estrangeiros ao mercado chinês, promovendo maior inclusão e participação individual. As novas diretrizes também flexibilizam os requisitos de ativos para investidores estrangeiros. Antes da revisão, exigia-se que esses investidores tivessem pelo menos US$100 milhões em ativos reais no exterior ou gerissem um total de ativos não inferior a US$500 milhões. Agora, para investidores estrangeiros sem controle acionário, esses requisitos foram reduzidos, facilitando a entrada de mais capital de longo prazo em companhias listadas. Além disso, foi acrescentada a oferta pública de aquisição como uma modalidade de investimento estratégico. Anteriormente, as opções se limitavam à emissão dirigida e à transferência por acordo. Com a revisão, e de acordo com a Lei de Valores Mobiliários da República Popular da China, a oferta pública de aquisição passa a ser permitida, alinhando-se às práticas e necessidades do mercado de capitais. As novas diretrizes permitem que investidores estrangeiros utilizem ações de empresas não listadas no exterior como contraprestação em investimentos estratégicos por meio de emissão dirigida e oferta pública de aquisição. Com essa mudança, a China visa atrair mais investidores estrangeiros , permitindo diversas formas de pagamento, como dinheiro e ações, para investimentos estratégicos em companhias listadas. Além disso, facilita-se que empresas chinesas adquiram ativos no exterior por meio de troca de ações transfronteiriças. Outro avanço significativo foi a redução da proporção de participação e flexibilização dos requisitos de retenção. Os requisitos de proporção de participação em investimentos estratégicos via emissão dirigida foram eliminados, e os requisitos para investimentos por meio de transferência de acordo e oferta pública de aquisição foram reduzidos de 10% para 5%. O período mínimo de retenção de participação também foi reduzido de três anos para 12 meses, com exceção de casos em que outras normas exigem um prazo maior. Essas alterações visam flexibilizar as condições para investidores estrangeiros e incentivar o fluxo de capital de longo prazo para o mercado chinês. Fonte: gov.cn

7 de novembro de 2024
China2Brazil
Cada vez mais cidades e museus na China estão lançando seus próprios produtos culturais criativos de pelúcia, que vêm ganhando popularidade entre os consumidores. Nas redes sociais, hashtags como “Os chineses têm sua própria versão do Jellycat (marca britânica de brinquedos)” estão em alta. Durante a 13ª Exposição de Indústria Criativa e de Design Cultural de Suzhou, realizada na cidade de Suzhou, na província de Jiangsu, foi introduzido o primeiro mercado de pelúcias culturais em museus no país. O evento atraiu um grande público, com muitas pessoas animadas e formando filas para explorar e adquirir os produtos exclusivos. “Uma hora antes da abertura das portas, visitantes já estavam na fila, ansiosos para conseguir os bonecos de pelúcia de ‘caranguejo’. Em apenas 10 minutos após a abertura, 600 unidades foram vendidas,” disse Liu Xiaoping, integrante do departamento de cultura e criatividade do Museu de Suzhou. Com produtos de 11 instituições culturais e museus, o mercado expôs cerca de 20.000 produtos culturais de pelúcia. Durante os três dias do evento, as vendas desses brinquedos, com preços entre 30 e 300 yuans (aproximadamente R$ 20 e R$ 208), somaram impressionantes 663.000 yuans. A popularidade dos produtos culturais de pelúcia já vinha crescendo antes da recente tendência. Em junho de 2022, um produto inspirado na icônica escultura de bronze do Museu Provincial de Gansu, em Lanzhou, chamou a atenção da internet e se tornou um sucesso. Já durante o Festival da Primavera de 2023, o Museu de Suzhou lançou uma réplica de pelúcia da espada de bronze de Fuchai, rei do Estado de Wu durante o Período das Primaveras e Outonos (770 a.C.-476 a.C.). Esse produto tornou-se viral, acumulando quase 60.000 unidades vendidas até hoje. Em 2023, os brinquedos de pelúcia expandiram seu apelo para um espectro ainda mais amplo de interesses. Após o sucesso viral do prato apimentado Malatang , da cidade de Tianshui, o Museu Provincial de Gansu aproveitou a oportunidade e lançou uma linha de pelúcias inspiradas na iguaria, que rapidamente se tornou uma favorita entre os consumidores. Na loja oficial do museu no Tmall, plataforma de e-commerce da Alibaba, quase 200.000 clientes se apressaram para garantir as pelúcias durante a semana de pré-venda, resultando em um aumento de 343% nas vendas em comparação ao ano anterior. Os produtos culturais de pelúcia trouxeram uma nova dimensão ao crescimento da indústria cultural e criativa. Diversas regiões do país estão aderindo à tendência, lançando produtos de pelúcia que refletem características culturais e regionais únicas, atraindo o público jovem para adquirir essas criações encantadoras. Esses produtos não só geram valor emocional para os consumidores, como também promovem um sentido de conforto. Comentários como “É tão macio e reconfortante, só de olhar já fico feliz” e “As carinhas fofas e a sensação aconchegante sempre iluminam o meu dia com um simples abraço”, ilustram a razão pela qual os jovens são atraídos por esses brinquedos. O apelo reside no design cativante, na textura suave e no valor emocional, tornando-os irresistíveis para o público. A crescente popularidade dos produtos culturais de pelúcia reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que agora busca cada vez mais satisfação emocional e investe em produtos que trazem alegria e conforto. De acordo com o relatório anual de 2023 sobre proteção dos direitos e interesses dos consumidores na China, publicado pela Associação Chinesa de Consumidores em maio, os consumidores estão priorizando o bem-estar emocional em suas decisões de compra, o que deverá se tornar uma tendência de destaque no mercado consumidor daqui em diante. Para manter o impulso dos produtos culturais de pelúcia, Xu Zhe, do departamento de cultura e criatividade do Museu de Suzhou, afirma que a chave está em criar conteúdo envolvente e produtos de alta qualidade. Além disso, é essencial utilizar exposições presenciais, interações online e outros canais de promoção para engajar o público-alvo. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo

7 de novembro de 2024
China2Brazil
O grupo de tripulação da missão Shenzhou-18 está próximo de retornar à Terra, trazendo consigo uma nova leva de amostras de experimentos espaciais. Entre os destaques científicos, está a continuidade das pesquisas com o “arroz espacial”, cultivado na Estação Espacial Chinesa. Em 2022, durante a missão Shenzhou-14, cientistas chineses realizaram o primeiro experimento internacional de cultivo completo do ciclo de vida do arroz no espaço, desde a semente até a produção de novos grãos. O experimento resultou em sementes maduras que, recentemente, foram plantadas em testes de campo na Terra e colhidas com sucesso. No centro de excelência em ciências moleculares vegetais da Academia Chinesa de Ciências, em Songjiang, Xangai, pesquisadores e repórteres observaram as plantas da chamada terceira geração de “arroz espacial”. As plantas, cultivadas há mais de 100 dias, estão quase completamente maduras e próximas da colheita. De acordo com a pesquisadora Zheng Huiqiong, o experimento começou com seis sementes enviadas ao espaço com a Shenzhou-14. Após a viagem, 59 sementes maduras foram recuperadas e multiplicadas em uma câmara climática artificial, gerando aproximadamente 10.000 novas sementes. Parte delas foi plantada em campos agrícolas para análise. Os especialistas explicaram que as sementes provenientes da estação espacial formam a primeira geração, as multiplicadas na câmara artificial compõem a segunda, e as cultivadas nos campos agrícolas são a terceira geração. A pesquisa preliminar sobre as três gerações sugere resultados promissores. “Ao longo dos experimentos, confirmamos que as sementes de arroz cultivadas no espaço têm alta viabilidade e capacidade reprodutiva”, afirmou a pesquisadora Zheng Huiqiong. “Além disso, a estabilidade da reprodução em campos agrícolas indica que o cultivo de alimentos no ambiente espacial pode ser uma via possível para a produção de alimentos .” Os pesquisadores agora se dedicam a uma análise detalhada das características agronômicas e da produtividade do arroz espacial em campo, buscando compreender os impactos do ambiente espacial no desenvolvimento agrícola terrestre. Fonte: news.sciencenet.cn

6 de novembro de 2024
China2Brazil
Grandes mineradoras internacionais de minério de ferro estão muito confiantes na demanda de longo prazo da China pelo principal insumo usado na fabricação de aço, apesar dos desafios de curto prazo, segundo executivos presentes na sétima Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês), uma feira de importação de alcance global realizada anualmente em Xangai, iniciada na terça-feira, 5. O Grupo BHP mantém uma perspectiva otimista quanto ao crescimento econômico estável da China e à demanda contínua por recursos, especialmente à luz das recentes políticas de estímulo, afirmou Rag Udd, diretor comercial da mineradora australiana, ao jornal Yicai durante a feira. Bold Baatar, diretor comercial da Rio Tinto, sediada em Londres , destacou a resiliência econômica da China, que superou as expectativas, prevendo uma demanda de longo prazo elevada por aço no mercado chinês devido aos fundamentos sólidos. Xie Xue, presidente da Vale China, apontou para a expectativa de que a taxa de urbanização da China aumente dos atuais 66% para 80% ou até níveis de países desenvolvidos, sustentando o crescimento de longo prazo da demanda habitacional. Esse fator, juntamente com o crescimento industrial e a modernização da manufatura, continuará impulsionando a demanda por aço e minério de ferro, acrescentou. As mineradoras internacionais agora veem suas relações com clientes chineses como algo que vai além do simples fornecimento de matérias-primas, estabelecendo parcerias mais profundas com clientes e outros parceiros. A Rio Tinto, por exemplo, apresentou pela primeira vez na CIIE os avanços de seu projeto Simandou na Guiné, um dos maiores depósitos de minério de ferro do mundo, cujos investidores incluem o grupo chinês Baowu, maior siderúrgica do planeta, e a gigante do alumínio Chalco (Corporação de Alumínio da China). Baatar disse ao Yicai que Baowu e Chalco não apenas contribuíram com investimentos, mas também ajudaram ao trazer fornecedores e empreiteiros de alta qualidade. A China se tornou o maior mercado da BHP e uma fonte cada vez mais importante de equipamentos de produção e matérias-primas, disse Udd, observando que a empresa estabeleceu um centro de compras na China para adquirir equipamentos de mineração e insumos essenciais. Dino Otranto, presidente-executivo da Fortescue Metals, destacou que a China não é apenas um mercado chave, mas também um parceiro valioso à medida que a empresa australiana avança em suas metas de descarbonização. A Fortescue assinou um memorando de entendimento com a Baowu para explorar tecnologias de fundição de baixo carbono . Iniciativas semelhantes de baixo carbono estão em andamento entre BHP, Rio Tinto, Vale e seus parceiros chineses, evidenciando um compromisso compartilhado com objetivos ambientais. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

6 de novembro de 2024
China2Brazil
A UnionPay International, subsidiária integral da China UnionPay, anunciou nesta quarta-feira, 6, que os cartões UnionPay emitidos no exterior já têm integração com o Alipay, uma plataforma de pagamento digital e carteira eletrônica desenvolvida pela empresa chinesa Ant Group, uma subsidiária do Alibaba Group . O Alipay é amplamente utilizado tanto por consumidores quanto por empresas na China. Com o apoio do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), o WeChat Pay também abriu suporte a esse serviço. Os estrangeiros que viajarem para a China podem baixar o aplicativo Alipay ou WeChat, vincular o cartão UnionPay emitido localmente no exterior e desfrutar da conveniência da experiência de pagamento por código QR, assim como os usuários domésticos da China. Durante o período de promoção, os titulares de cartões não pagam taxas de processamento durante todo o processo de pagamento no território nacional. O processo de vinculação do cartão é simples. Basta inserir informações do cartão, como número do cartão e data de validade, e passar pela verificação do banco emissor para concluir rapidamente a vinculação do cartão UnionPay. Até agora, mais de 250 milhões de cartões com bandeira UnionPay foram emitidos em 83 países e regiões no exterior, e esses cartões podem ser usados de forma transfronteiriça em 183 países e regiões. Este ano, a UnionPay também lançou pela primeira vez o cartão Splendid China especialmente projetado para estrangeiros que viajam para a China. Fonte: news.china.com.cn

6 de novembro de 2024
China2Brazil
A Autoridade Supervisora do Setor Financeiro Nacional da China emitiu um parecer sobre os preparativos para a criação da BNP PARIBAS Tian Xing Insurance Company. Segundo o documento, o Grupo de Seguros BNP Paribas, a Sichuan Yinmi Technology e a Volkswagen Financial (China) Overseas concordaram em preparar a criação da BNP PARIBAS Tian Xing Property Insurance. Entre os acionistas da nova empresa de seguros está a Sichuan Yinmi Technology, cujo acionista é a Beijing Xiaomi Software Technology. Lei Jun, CEO da Xiaomi, é um dos dois acionistas da Beijing Xiaomi Electronic Software Technology, com uma proporção de participação de 90% na empresa. Outro acionista, o Grupo de Seguros BNP Paribas, é um membro do Grupo BNP Paribas. Nos últimos anos, o Grupo BNP Paribas tem acelerado a disposição no mercado chinês . Em julho de 2024, a BNP Paribas Securities (China) foi estabelecida, com um capital social de RMB 1,1 bilhão, inteiramente detido pelo BNP Paribas SA. Em junho de 2023, a BNP Paribas ABC Wealth Management foi inaugurada em Xangai , tornando-se a quinta empresa de gestão de riqueza conjunta da China. Fonte: news.dayoo.com