
9 de maio de 2025
China2Brazil
A Shanghai SAIC Mobility Technology and Service, marca estratégica de mobilidade da montadora chinesa SAIC Motor, anunciou nesta quinta-feira (9) a conclusão de uma rodada de financiamento Série C que ultrapassou RMB 1,3 bilhão. O aporte contou com a participação de fundos industriais e governos locais, e marca mais um passo da empresa em direção à abertura de capital na Bolsa de Valores de Hong Kong. Segundo comunicado da companhia, trata-se da maior rodada de financiamento individual no setor de mobilidade da China nos últimos três anos. Nas etapas anteriores — Séries A e B —, a SAIC Mobility já havia atraído investimentos de grandes players do mercado, como Alibaba, CATL, Momenta e Gaode. A nova captação representa um reforço estratégico significativo ao projeto da empresa, que vem expandindo rapidamente seus serviços de mobilidade urbana com o apoio da matriz SAIC Motor e de parceiros institucionais. O serviço de caronas por aplicativo da SAIC Mobility já está presente em mais de 150 cidades chinesas, com uma frota superior a 25 mil veículos. Durante o atual 14º Plano Quinquenal , a empresa vem registrando um crescimento médio anual de aproximadamente 30%, com forte penetração em mercados urbanos e corporativos. Atualmente, atende mais de 5.000 empresas, incluindo mais de 300 listadas entre as 500 maiores do mundo. Com os recursos da nova rodada, a companhia pretende consolidar sua liderança no mercado doméstico e iniciar a expansão internacional. O objetivo é levar suas soluções de mobilidade inteligente a novos mercados, ampliando a presença global da tecnologia chinesa no setor. Fonte: ithome.com

8 de maio de 2025
China2Brazil
O presidente chinês Xi Jinping se encontrou nesta quinta-feira, 8, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Kremlin. Xi afirmou que a China trabalhará com a Rússia “para assumir a responsabilidade especial como grandes países do mundo e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU”. Xi fez as declarações durante conversas com o presidente russo, durante sua visita de Estado à Rússia. Os dois líderes falaram sobre as relações China-Rússia e as principais questões internacionais e regionais, chegando a um consenso sobre o aprofundamento da coordenação estratégica e a promoção do desenvolvimento estável, saudável e de alto nível das relações China-Rússia. Os dois líderes também defenderam a promoção da perspectiva histórica correta sobre a Segunda Guerra Mundial, a manutenção da autoridade e do status das Nações Unidas e a salvaguarda da justiça e da equidade internacionais. Nos últimos anos, os laços China-Rússia desfrutaram de um desenvolvimento estável, saudável e de alto nível graças aos esforços conjuntos de ambos os lados, disse Xi, elogiando a amizade de boa vizinhança de longo prazo e a cooperação mutuamente benéfica para os dois países. Xi afirmou que a confiança política mútua entre os dois países se tornou cada vez mais profunda e o vínculo de cooperação prática cada vez mais forte. Cooperação bilateral Para Xi, os dois países devem aproveitar os recursos de ambos os países e as vantagens complementares de seus sistemas industriais, e expandir a cooperação de alta qualidade em áreas como economia, comércio, energia, agricultura, aeroespacial e inteligência artificial. Segundo o líder chinês, os dois países devem aproveitar a sinergia entre a Iniciativa do Cinturão e Rota e a União Econômica Eurasiática como uma plataforma para construir um padrão de conectividade de alto padrão. Para Xi Jinping, os dois países devem liberar totalmente o potencial dos Anos de Cultura China-Rússia, fortalecer a cooperação em educação, cinema, turismo, esportes e áreas locais, e promover uma conectividade profundamente enraizada entre as pessoas. Xi acrescentou que os dois países devem coordenar e cooperar estreitamente em plataformas multilaterais como as Nações Unidas, a Organização de Cooperação de Xangai e o BRICS , unir o Sul Global, defender o verdadeiro multilateralismo e orientar a direção certa da reforma da governança global. Fonte: news.cn

8 de maio de 2025
China2Brazil
A China anunciou a construção bem-sucedida da primeira constelação de três satélites baseada em órbita retrógrada distante (DRO, na sigla em inglês) no espaço cislunar — uma conquista inédita no cenário aeroespacial global. O anúncio foi feito durante um simpósio acadêmico sobre pesquisa exploratória da DRO, realizado recentemente no país. Os satélites DRO-A e DRO-B, desenvolvidos e lançados pela China, alcançaram e permaneceram com sucesso na órbita retrógrada distante. Ambos estabeleceram um enlace de comunicação e medição com o satélite DRO-L, posicionado anteriormente em órbita terrestre baixa. Juntos, os três formam a primeira constelação operacional do tipo, representando um marco para o início de uma nova era da exploração espacial chinesa voltada ao espaço cislunar. O espaço cislunar compreende a região entre a órbita terrestre baixa e a Lua, podendo alcançar até 2 milhões de quilômetros de distância da Terra. Seu volume tridimensional é milhares de vezes maior do que o do espaço próximo à Terra. A órbita retrógrada distante é um tipo específico dentro da chamada dinâmica de três corpos, caracterizada por orbitar a Terra em movimento direto e a Lua em movimento retrógrado. Geralmente, essas órbitas situam-se entre 310 mil e 450 mil km da Terra, e entre 70 mil e 100 mil km da Lua. Segundo o pesquisador Wang Wenbin, do Centro de Engenharia e Tecnologia de Aplicações Espaciais da Academia Chinesa de Ciências, as órbitas DRO oferecem três principais vantagens estratégicas para missões espaciais: Baixo consumo energético: por aproveitar as forças gravitacionais combinadas do Sol, da Terra e da Lua, as espaçonaves requerem menos energia para entrar na órbita, permitindo o transporte de maiores cargas científicas e suprimentos; Alta estabilidade orbital: localizadas em pontos de equilíbrio gravitacional, as órbitas exigem mínima propulsão para manter espaçonaves em operação por décadas — ou até séculos; Elevada acessibilidade: comparada ao “Himalaia” do espaço cislunar, a DRO está em uma posição privilegiada, com uma "altitude de energia" elevada, facilitando trajetos de ida e volta à Terra, à Lua ou ao espaço profundo com baixo custo energético. A criação da constelação em DRO reforça a posição da China como protagonista da nova corrida espacial , ampliando sua capacidade de operação em regiões estratégicas do espaço além da órbita terrestre. Fonte: news.cn

8 de maio de 2025
China2Brazil
A Huawei realizou, no dia 8 de maio, em Shenzhen, na China, o Encontro de Comunicação sobre Tecnologia e Ecossistema do Computador HarmonyOS, ocasião em que anunciou oficialmente o lançamento do “Computador HarmonyOS”. O produto representa um marco no desenvolvimento de sistemas operacionais nacionais para computadores pessoais (PCs), consolidando o avanço da China no setor de tecnologia de base. Segundo informações divulgadas pela empresa, o desenvolvimento do novo sistema levou cinco anos, envolveu mais de dez mil engenheiros e contou com a colaboração de mais de 20 institutos de pesquisa. Ao longo do processo, foram registradas mais de 2.700 patentes essenciais, e o sistema foi reconstruído desde o seu núcleo (kernel). O computador traz ainda recursos avançados de inteligência artificial e interação inteligente, com foco em oferecer uma experiência de uso mais fluida e personalizada. Mais de 300 aplicativos do ecossistema já foram adaptados ao HarmonyOS, e a expectativa é que mais de 2.000 estejam compatíveis até o fim de 2025. Lançado oficialmente em 2019, o HarmonyOS foi concebido como um sistema inteligente de uso geral, com seu projeto inicial iniciado em 2015. Em menos de uma década, a Huawei percorreu um caminho tecnológico que, segundo a própria empresa, levou cerca de 30 anos para ser trilhado por outros sistemas operacionais concorrentes. Em 2021, o sistema passou a equipar também smartphones da marca. Nos últimos anos, o HarmonyOS tem se expandido de forma contínua. Em setembro de 2023, a Huawei deu início à chamada “era dos aplicativos HarmonyOS”, fase em que o sistema passou a operar com núcleo próprio, sem dependência de códigos de fonte aberta de outros sistemas. Atualmente, o ecossistema do HarmonyOS ultrapassa 1 bilhão de dispositivos conectados. A plataforma já conta com mais de 7,2 milhões de desenvolvedores registrados e mais de 110 milhões de linhas de código desenvolvidas de forma independente — cobrindo desde o kernel, sistemas de arquivos e linguagem de programação, até frameworks de inteligência artificial e modelos de linguagem de grande escala. Fonte: thepaper.cn

7 de maio de 2025
China2Brazil
Na manhã desta terça-feira (7), às 9h no horário de Pequim, o Gabinete de Imprensa do Conselho de Estado da China realizou uma coletiva com representantes do Banco Popular da China, da Administração Nacional de Supervisão Financeira e da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários. Durante o encontro, foram detalhadas novas medidas de estímulo econômico por meio de um pacote de políticas financeiras voltadas à estabilização do mercado e das expectativas. O presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, anunciou a adoção de dez medidas organizadas em três categorias — políticas quantitativas, de preços e estruturais —, como parte de uma estratégia de regulação macroeconômica e apoio ao crescimento de alta qualidade. As ações refletem uma orientação de política monetária moderadamente expansionista. Entre os principais anúncios estão: Redução do compulsório bancário em 0,5 ponto percentual, liberando aproximadamente 1 trilhão de yuans (RMB) em liquidez de longo prazo no sistema financeiro. Corte de 0,1 ponto percentual na taxa de recompra reversa de 7 dias, de 1,5% para 1,4%, com expectativa de impactar a LPR (Loan Prime Rate), taxa referencial de empréstimos no país. Redução do compulsório para empresas de leasing financeiro e financeiras automotivas, de 5% para 0%. Queda de 0,25 ponto percentual nas taxas de ferramentas estruturais, como linhas de crédito voltadas à agricultura, pequenas empresas e o instrumento de empréstimo suplementar hipotecário (PSL). Redução da taxa de juros do fundo de habitação em 0,25 ponto percentual: para imóveis de primeira moradia com prazo superior a cinco anos, a taxa recua de 2,85% para 2,6%, o que pode gerar uma economia de até RMB 47,6 mil ao longo de 30 anos em financiamentos de RMB 1 milhão. Ampliação da linha de crédito para inovação tecnológica, que sobe de RMB 500 bilhões para RMB 800 bilhões. Criação de nova linha de RMB 500 bilhões para estimular consumo de serviços e o setor de aposentadoria, incentivando o crédito bancário nessas áreas. Expansão da linha de crédito para agricultura e pequenas empresas em RMB 300 bilhões. Fusão de dois instrumentos de apoio ao mercado de capitais em um único fundo de RMB 800 bilhões, voltado a fundos mútuos, seguradoras, corretoras e recompra de ações. Criação de mecanismo de compartilhamento de risco para títulos de inovação tecnológica, com apoio do Banco Central, governos locais e instituições privadas, visando impulsionar emissões de longo prazo por empresas inovadoras. O pacote reforça o compromisso das autoridades chinesas com o estímulo à economia real e à estabilidade do sistema financeiro em meio aos desafios do cenário global. Superintendência Financeira anuncia oito novas políticas incrementais Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (7), o diretor da Administração Nacional de Supervisão Financeira da China, Li Yunze, anunciou oito novas medidas para fortalecer o sistema financeiro e impulsionar setores estratégicos da economia. As políticas, de caráter incremental, visam ampliar o crédito, apoiar a inovação e garantir a estabilidade do mercado. Entre os destaques está o estabelecimento de um novo modelo de financiamento para o setor imobiliário , alinhado ao atual padrão de desenvolvimento do segmento, em meio à reestruturação do mercado habitacional. Também foi anunciada a ampliação de projetos-piloto que permitirão investimentos de longo prazo por parte de seguradoras, o que deve injetar capital adicional no sistema financeiro. Para promover maior estabilidade no mercado de capitais, o governo reduzirá os fatores de risco exigidos para os investimentos em ações realizados por seguradoras. Além disso, será lançado um pacote de apoio voltado ao financiamento de pequenas empresas e companhias privadas, com medidas específicas para facilitar o acesso ao crédito. No comércio exterior, serão implementadas novas políticas de suporte, com atenção especial às empresas impactadas por tarifas. Outra medida relevante é a regulamentação de empréstimos para fusões e aquisições , com o objetivo de fomentar a transformação industrial em setores-chave da economia. A China também vai permitir que mais instituições, incluindo bancos comerciais nacionais, estabeleçam empresas de investimento em ativos financeiros, com foco em companhias inovadoras. Por fim, foi anunciada a criação de um conjunto de políticas voltadas ao desenvolvimento de seguros tecnológicos, voltados à partilha de riscos e ao estímulo à inovação. Fonte: thepaper.cn

7 de maio de 2025
China2Brazil
Na frente da primeira loja da Marca Beijing Daoxiangcun, forma-se uma longa fila; o sorvete de leite da marca "White Rabbit" desperta memórias de infância na Geração Z. Já os vestidos tradicionais Cheongsam da marca Ruyifuxiang, tornam-se os favoritos dos jovens. Atualmente, marcas tradicionais chinesas que antes eram vistas como exclusivas da geração dos pais estão renascendo com uma nova imagem, cativando o público jovem e liderando uma nova onda de consumo do estilo "Guochao" (tendência da tradição chinesa). Apostando na qualidade dos produtos como base, várias marcas antigas estão agora focando nas tendências de rejuvenescimento e moda, utilizando novas tecnologias, novos materiais e novas ideias criativas, acelerando a inovação integrada e atraindo um número crescente de jovens consumidores. Segundo o Relatório Anual de Marcas Tradicionais no Douyin 2024, os nascidos nos anos 1990 são o grupo que mais compra marcas tradicionais, enquanto os nascidos nos anos 2000 apresentam o maior crescimento em pedidos, com aumento de 95% ano a ano. Especialistas do setor analisam que as marcas tradicionais chinesas têm o charme do "antigo" e a força do "novo", tornando-se tanto impulsionadoras quanto beneficiárias das mudanças nas tendências de consumo juvenil. Por trás da "febre das Tradições Chinesas" Nos últimos anos, a " febre do Guochao " se espalhou por diversos setores de consumo — de cosméticos e vestuário a alimentos e snacks — com as marcas tradicionais conquistando cada vez mais os jovens. Por que os jovens passaram a amar as marcas tradicionais? Pesquisas mostram que o bom custo-benefício é um dos principais fatores para essa escolha. Segundo Dong Yǐnmǎo, diretora do Centro de Pesquisas de Cosméticos da Universidade de Negócios e Economia de Pequim, marcas tradicionais de cosméticos estão inovando com ousadia em marketing, e com qualidade e preço atrativos estão reconquistando a confiança dos consumidores jovens. Além disso, o charme da cultura tradicional chinesa está despertando a identificação emocional dos jovens, levando-os a consumirem mais esses produtos, como forma de expressar desejos por uma vida bela e individualizada. Estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais mostra que os nascidos nas décadas de 1990 e 2000 são os mais confiantes na cultura chinesa. Para Li Xiaowei, profissional de 29 anos, “quanto mais conhecemos a história e cultura da nossa terra, mais cresce a identidade cultural em nosso íntimo — e pagar por essa conexão faz muito sentido”. Yao Chenggang, conselheiro da Associação de Construção de Marcas da China, diz que o sucesso de algumas marcas tradicionais em atrair fãs jovens vem de sua habilidade em equilibrar tradição cultural com elementos modernos. Nos últimos anos, para atrair os jovens, muitas marcas tradicionais vêm inovando, trazendo moda e estilo para produtos carregados de nostalgia. Como dizem os internautas: “Marcas antigas também podem ser descoladas!”. Segundo o Relatório de Tendências de Consumo Jovem da China 2024, 42,42% dos entrevistados disseram escolher marcas tradicionais pela sua dedicação à inovação e P&D. Fonte: news.china.com.cn

7 de maio de 2025
China2Brazil
O Ministério do Comércio da China informou que autoridades dos Estados Unidos têm sinalizado, de forma recorrente, a intenção de revisar as tarifas comerciais e, por meio de diferentes canais, manifestaram à China o desejo de retomar o diálogo sobre o tema. Após uma análise criteriosa das comunicações recebidas, levando em consideração os interesses nacionais, o contexto global e os apelos de setores empresariais e consumidores norte-americanos, Pequim decidiu aceitar os contatos. Nesse contexto, o vice-primeiro-ministro He Lifeng, principal representante chinês nas negociações econômicas e comerciais com os EUA, se reunirá com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, durante sua visita oficial à Suíça. De acordo com o perfil oficial do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores na rede social WeChat , o porta-voz informou que, a convite do governo suíço, He Lifeng, membro da Agência Política do Comitê Central do Partido Comunista da China e vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado, visitará a Suíça de 9 a 12 de maio, onde se reunirá com líderes suíços e representantes relevantes. Durante a visita, ele também se encontrará com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, como parte das discussões sino-americanas. De 12 a 16 de maio, He Lifeng irá à França para copresidir, com representantes franceses, a 10ª edição do Diálogo Econômico e Financeiro de Alto Nível China-França. Posição da China O porta-voz do Ministério do Comércio destacou que a posição da China é consistente: “seja negociando ou enfrentando desafios, a determinação de defender seus interesses de desenvolvimento não mudará, assim como sua postura em prol da justiça internacional e da ordem econômica e comercial global. Se houver confronto, a China está pronta; se houver diálogo, a porta está aberta. Qualquer negociação deve ocorrer com base no respeito mútuo, na consulta em pé de igualdade e no benefício mútuo. Como diz um provérbio chinês: ‘Ouça as palavras, mas observe as ações’”. O porta-voz também enfatizou que, se os EUA desejam resolver os problemas por meio do diálogo, precisam reconhecer os impactos negativos de suas tarifas unilaterais sobre si mesmos e sobre o mundo, respeitar as regras internacionais de comércio, a justiça e as vozes racionais, demonstrar sinceridade e corrigir seus erros, avançando em direção à China para resolver as preocupações mútuas por meio de negociações em igualdade de condições. O porta-voz observou ainda que independentemente das mudanças no cenário internacional, a China continuará a promover a abertura, a defender o sistema de comércio multilateral centrado na OMC e a compartilhar oportunidades de desenvolvimento com o mundo. Segundo o porta-voz, a China está disposta a aprofundar a cooperação de benefício mútuo, reforçar a comunicação e coordenação com todas as partes, combater o protecionismo unilateral e os atos de intimidação hegemônica, e promover uma globalização econômica inclusiva e benéfica a todos. Fonte: yicai.com

6 de maio de 2025
China2Brazil
As principais culturas de grãos e oleaginosas de verão da China, como o trigo de inverno, entraram no estágio de enchimento de grãos, enquanto a colheita da colza de inverno já foi iniciada, segundo o mais recente levantamento do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Na região de Huang-Huai-Hai, uma das principais zonas agrícolas do país, o trigo se encontra na fase crucial de formação da produtividade. Para garantir uma colheita robusta, o governo central antecipou a liberação de RMB 1,6 bilhão destinados à campanha “uma pulverização, três prevenções” — voltada ao combate à seca, pragas e ao fenômeno do “vento seco e quente”. Além disso, foram distribuídos outros RMB 376 milhões em fundos emergenciais para prevenção de desastres agrícolas. Em Zoucheng, província de Shandong, autoridades locais integraram recursos de diferentes níveis, totalizando RMB 5,46 milhões, e mobilizaram mais de 100 drones agrícolas para pulverização profissional em cerca de 36,4 mil hectares de trigo. Já em Bozhou, na província de Anhui, mais de 500 técnicos agrícolas foram enviados às zonas rurais para orientar agricultores em práticas de irrigação e adubação no momento adequado, com o objetivo de melhorar o enchimento dos grãos e aumentar a taxa de grãos cheios. No município de Ningjin, em Hebei, cerca de 62 mil hectares de trigo de inverno foram irrigados de forma intensificada nos últimos dias. A região também iniciou testes com um modelo de inteligência artificial voltado à gestão de campo. No campo experimental de Dacaozhuang, sistemas de irrigação passaram a ser acionados por meio de celular. “Com a irrigação automatizada por um clique, conseguimos economizar 30% de água em comparação com os métodos tradicionais, além de aumentar em 20% a eficiência do uso de fertilizantes”, afirmou Zhang Wenjie, diretor da estação nacional de testes de variedades agrícolas de Dacaozhuang. Fonte: stdaily.com

6 de maio de 2025
China2Brazil
Um mês após os Estados Unidos intensificarem sua política tarifária contra a China, acirrando as incertezas no comércio internacional, a 137ª edição da Feira de Cantão mostrou resiliência e vigor do setor. Considerada a maior plataforma de comércio exterior da China, o evento atraiu quase 290 mil compradores estrangeiros, o que representa um crescimento de 17,3% em relação ao ano anterior. O aumento expressivo na participação internacional reforça a vitalidade do comércio transnacional, mesmo diante do novo ciclo de tensões geoeconômicas. Realizada em três etapas, a feira reafirmou sua importância como termômetro do comércio global e vitrine estratégica para as exportações chinesas. Mais de 4,55 milhões de produtos foram expostos, incluindo mais de 1 milhão de lançamentos. As intenções de negócios registradas no local somaram US$ 25,44 bilhões, com crescimento de 3% em relação à edição anterior. O movimento intenso no pavilhão, do início ao fim, demonstrou a confiança do mundo na economia chinesa. Em vez de se afastarem, compradores internacionais continuaram a firmar contratos com empresas chinesas, contrariando a tentativa dos Estados Unidos de isolar a China por meio de tarifas. A exemplo da primeira edição da feira, em 1957 — quando o país ainda enfrentava bloqueios econômicos e diplomáticos —, a atual edição demonstrou a resiliência do modelo chinês e a disposição do país em se manter aberto ao mundo. Mesmo sob as pressões da guerra tarifária, o “Made in China” continua exercendo forte atração. Desde a véspera da abertura da feira, já havia mais de 200 mil compradores estrangeiros pré-registrados. Durante todo o evento, o número total de visitantes internacionais ultrapassou os 289 mil, estabelecendo um novo recorde. Também aumentou significativamente o número de grandes compradores, associações comerciais e empresas interessadas em parcerias duradouras com fornecedores chineses. O valor das intenções de exportação registradas durante o evento confirmou o otimismo do mercado. A presença da tecnologia foi um dos pontos altos desta edição. Mais de 1.100 empresas participaram das seções voltadas à inovação, com cerca de 320 mil produtos tecnológicos em exibição. A recém-inaugurada área de robótica atraiu visitantes de todos os continentes, que filmavam e tiravam fotos de robôs humanoides, cães-robôs e dispositivos inteligentes, comentando que a ficção científica havia, enfim, se tornado realidade. A empresa Qianxun Technology, de Shenzhen, estreante no evento, conseguiu reunir mais de US$ 20 milhões em intenções de pedidos, com perspectiva concreta de fechar ao menos US$ 5 milhões em contratos. Com produtos de ponta voltados à vigilância e ao monitoramento inteligente, a companhia já mira a participação na Expo 2030 em Riad. Outro destaque foi a valorização da estética chinesa, que tem ganhado espaço global. Empresas como a Guangzhou Textile atraíram compradores com produtos que unem técnicas tradicionais e linguagem contemporânea, transmitindo uma confiança cultural renovada. O sucesso das peças expostas no “Salão do Tesouro”, que reúne os vencedores do Prêmio CF de design, reforçou o papel de Guangdong como centro criativo. Um dos produtos mais comentados foi o robô limpador de fachadas da empresa Lingdu, com visual semelhante ao Homem-Aranha e capacidade de operar em condições extremas. Além disso, a feira apostou em sustentabilidade e soluções verdes, com 880 mil produtos de baixo carbono em exposição. A empresa Guangdong Haomei, por exemplo, apresentou sistemas de isolamento térmico e estruturas para energia solar, atendendo às exigências ambientais de mercados europeus e americanos. Mesmo com a crescente pressão dos EUA, que recentemente elevaram tarifas para até 245% e suspenderam isenções de tributos para encomendas de pequeno porte, as empresas chinesas demonstraram resiliência ao ampliar sua atuação no mercado interno e explorar novas frentes no comércio internacional. Algumas transformaram seus estandes em estúdios de live commerce, como a Guangdong Lingfeng, que passou a promover produtos nacionais com foco em vendas domésticas. Outras, como a Songfa Ceramics e a Obiya Leather, adotaram estratégias de e-commerce e marketing internacional para impulsionar suas marcas próprias em plataformas como Amazon e TikTok. Apesar do fim da feira presencial, a versão online da Feira de Cantão permanece ativa, com mais de 527 mil compradores de 229 países e regiões cadastrados. O aplicativo oficial da feira ultrapassou 320 mil downloads e segue gerando oportunidades de negócios o ano todo. Na turbulência da guerra tarifária, a China mantém sua rota. Por mais de seis décadas, a Feira de Cantão resistiu a bloqueios e crises, e nesta edição, mais uma vez, demonstrou sua capacidade de transformar desafios em oportunidades. Com inovação contínua, abertura e cooperação, o comércio chinês segue navegando em mares globais — e agora, mais do que nunca, com vento a favor. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Southcn

5 de maio de 2025
China2Brazil
A interface cérebro-computador é uma tecnologia de ponta que permite a comunicação direta entre o cérebro humano e dispositivos externos, convertendo sinais neurais em comandos específicos. Com potencial para transformar a reabilitação de pacientes com deficiências motoras e sensoriais, essa inovação tem sido uma prioridade estratégica da China nos últimos anos. Em abril, a Universidade de Tianjin, em parceria com o Hospital Huanhu, iniciou a construção do primeiro centro clínico integrado do país voltado à aplicação prática dessa tecnologia. Localizado na unidade Tianta do hospital, o centro atenderá pacientes com AVC, paralisia cerebral, Parkinson e deficiências auditivas e visuais, oferecendo serviços que vão da triagem à reabilitação inteligente. No Laboratório Haihe de Interface Cérebro-Computador da Universidade de Tianjin, pesquisadores vêm testando aplicações inovadoras, como o controle de um “sexto dedo” por meio do pensamento e o uso de dispositivos vestíveis nos membros inferiores para reabilitar vítimas de AVC. “Esperamos que essas pesquisas saiam dos laboratórios e cheguem à vida real o quanto antes”, afirmou Wang Zhuang, membro da equipe científica. Segundo Ming Dong, vice-reitor da Universidade de Tianjin e diretor executivo do laboratório, o objetivo é transformar os avanços científicos em soluções clínicas aplicáveis. Ele destacou que a instituição, junto ao Hospital Huanhu, trabalha na criação de um centro de referência internacional em interface cérebro-computador. Também estão em curso pesquisas sobre uma nova geração de interação cérebro-máquina e inteligência inspirada no funcionamento cerebral humano. “É extremamente gratificante ver pacientes com AVC recuperarem parte de suas funções motoras após o tratamento com a interface”, destacou Wang Zhuang. Desde o lançamento do “Plano do Cérebro da China”, em 2016, a tecnologia de interface cérebro-computador passou a ocupar posição central nas políticas de inovação do país. Documentos como o Plano de Implementação do Projeto de Padrões para Novas Indústrias (2023–2035) e as Diretrizes para o Desenvolvimento Inovador de Indústrias do Futuro apontam essa tecnologia como uma das prioridades nacionais . Graças ao forte apoio governamental e a avanços científicos contínuos, a China já lidera mundialmente em diversos aspectos do setor. O mercado global também representa uma oportunidade estratégica. Estimativas da consultoria McKinsey indicam que, entre 2030 e 2040, o mercado potencial de interfaces cérebro-computador poderá movimentar de US$ 15 bilhões a US$ 85 bilhões na área médica especializada e de US$ 25 bilhões a US$ 60 bilhões no setor de saúde voltado ao consumidor. A maturidade tecnológica e o ambiente regulatório favorável oferecem à China uma base sólida para competir nesse segmento. As interfaces cérebro-computador se dividem em invasivas e não invasivas, dependendo da necessidade ou não de penetração no crânio. De acordo com Meng Lin, assistente de direção do laboratório e cientista-chefe de um projeto nacional de P&D, a Universidade de Tianjin mantém liderança nas aplicações não invasivas, com foco em interação homem-máquina de nova geração, voltada para áreas como missões espaciais tripuladas, ensino médico e reabilitação. No campo dos componentes fundamentais, a universidade desenvolveu, em colaboração com a China Electronics Corporation, o "BrainTalker" — primeiro chip do mundo totalmente dedicado à codificação e decodificação de sinais de interface cérebro-computador, com propriedade intelectual 100% chinesa. Na área médica, a série de dispositivos “Shengong” já está em operação. A regulação do setor também avança. Em fevereiro de 2024, a Comissão Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia publicou o Guia Ético para Pesquisas em Interface Cérebro-Computador. Já em março de 2025, o Instituto Chinês de Tecnologia da Informação liderou a elaboração do Roteiro de Padronização da Interface Cérebro-Computador (2025), estabelecendo diretrizes técnicas para o setor. Fonte: news.cn