
20 de maio de 2025
China2Brazil
O Ministério da Fazenda da China divulgou, em 20 de maio, os dados fiscais referentes ao período de janeiro a abril. O relatório mostra desaceleração na queda das receitas e avanço dos gastos públicos, indicando a antecipação da política fiscal para sustentar a economia. A arrecadação fiscal totalizou RMB 8,0616 trilhões nos primeiros quatro meses de 2025, uma queda de 0,4% em relação ao mesmo período de 2024. O recuo ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre (-1,1%), o que indica melhora gradual na receita pública. A receita dos fundos governamentais, influenciada principalmente pela venda de terrenos, alcançou RMB 1,2586 trilhão, com retração de 6,7%. No primeiro trimestre, a queda havia sido de 11%. O montante arrecadado em impostos foi de RMB 6,6 trilhões, representando uma queda anual de 2,1%, inferior ao recuo de 3,5% observado até março. Em abril, a receita tributária cresceu 1,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o primeiro avanço no ano. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, o PIB da China cresceu 5,4% no primeiro trimestre. A atividade econômica sustentou a recuperação parcial da receita tributária, mas fatores como queda nos lucros empresariais, fraqueza no setor imobiliário e o ambiente externo ainda pressionam a arrecadação. Entre os tributos com desempenho negativo, o imposto de renda das empresas caiu 3,1% no acumulado do ano, reflexo da redução dos lucros corporativos. A receita com imposto sobre valor agregado (IVA) de importações, imposto de consumo e tarifas também diminuiu. Impostos ligados ao setor imobiliário, como o de transações e o de valorização fundiária, recuaram mais de 10%. Em contrapartida, o IVA doméstico, o imposto de consumo interno e o imposto de renda pessoal registraram crescimento. Os reembolsos de exportação ultrapassaram RMB 900 bilhões até abril, alta de 12,5%. Já a arrecadação com imposto de selo sobre ações aumentou 57,8%, acompanhando a recuperação do mercado de capitais. Na indústria, os segmentos de fabricação ferroviária, naval e aeroespacial elevaram a arrecadação em 33,2%. O setor de equipamentos de informática e comunicação teve aumento de 6,8%. No setor de serviços, as áreas de cultura, esportes e entretenimento registraram alta de 8,6%, impulsionadas por políticas de estímulo ao consumo e pelo crescimento do turismo. Os setores de tecnologia da informação e pesquisa científica também ampliaram suas contribuições fiscais em 12,2% e 12,7%, respectivamente. Os governos locais aumentaram a arrecadação não tributária, ativando ativos ociosos. No entanto, o ritmo de crescimento desacelerou. A receita não tributária somou RMB 1,506 trilhão no quadrimestre, alta de 7,7%, abaixo dos 8,8% registrados no primeiro trimestre. A receita dos fundos governamentais, em grande parte oriunda da venda de terrenos, totalizou RMB 1,1186 trilhão, com queda de 8%. A venda de terrenos rendeu RMB 934 bilhões, recuo de 11,4%, menor que os -15,9% dos três primeiros meses do ano. Segundo o porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas, Fu Linghui, as medidas de estímulo ao setor imobiliário iniciadas no fim de 2024 começaram a surtir efeito. As transações e os preços se estabilizaram em abril, com melhora em grandes cidades. No entanto, a receita da venda de terrenos segue pressionada após três anos consecutivos de queda. Aumento nos gastos públicos reforça política fiscal ativa Mesmo com a receita em queda, o governo intensificou a política fiscal em 2025. Entre janeiro e abril, os gastos orçamentários somaram RMB 9,3581 trilhões, alta de 4,6% em relação ao mesmo período de 2024. A taxa superou o crescimento da receita e a meta anual de 4,4%. Os gastos realizados representam 31,5% do total previsto para o ano, o maior percentual desde 2020. Os dados mostram que o governo priorizou áreas como educação, seguridade social e infraestrutura. Os desembolsos com educação atingiram RMB 1,4481 trilhão (+7,4%), enquanto os voltados à seguridade social e emprego somaram RMB 1,6852 trilhão (+8,5%). Mesmo com a queda nas receitas dos fundos, os gastos desses fundos cresceram 17,7% no período, totalizando RMB 2,6136 trilhões. A alta reflete a aceleração na emissão de títulos especiais por governos locais. Os investimentos em infraestrutura também avançaram. De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas, os investimentos nesse segmento, excluindo energia, gás e água, cresceram 5,8% nos quatro primeiros meses do ano. Os principais destaques foram os setores de gestão hídrica (+30,7%), transporte aquaviário (+26,9%) e transporte aéreo (+13,9%). Fonte: yicai.com

19 de maio de 2025
China2Brazil
Em 19 de maio, a Huawei apresentou dois novos computadores durante o lançamento da série Huawei nova 14 e de dispositivos com HarmonyOS: o HUAWEI MateBook Pro e o HUAWEI MateBook Fold Extraordinário Mestre. Ambos rodam o sistema operacional HarmonyOS, desenvolvido internamente pela empresa. O lançamento representa a chegada da China a um sistema operacional para PCs com controle integral, do núcleo ao ecossistema de aplicativos. Essa movimentação reforça a estratégia da Huawei de consolidar um sistema nacional autônomo no setor de computadores pessoais. O mercado global de sistemas operacionais para computadores é dominado por poucos players. O Windows, da Microsoft, lidera com cerca de 70% de participação, seguido pelo MacOS, da Apple , com mais de 15%. A Huawei pretende inserir o HarmonyOS nesse cenário e disputar uma fatia desse mercado, promovendo uma divisão em três grandes blocos. Desde 2021, a empresa desenvolve o protótipo de computador com HarmonyOS. Após cinco anos de trabalho, mais de 10 mil engenheiros participaram do projeto, com apoio de mais de 20 institutos de pesquisa e registro de cerca de 2.700 patentes. O HarmonyOS é um sistema operacional distribuído, voltado à internet móvel. A proposta é permitir o desenvolvimento unificado e a implantação em múltiplos dispositivos, eliminando as barreiras entre diferentes plataformas de hardware. A Huawei busca estruturar um ecossistema nacional de software baseado nessa tecnologia. A consolidação do HarmonyOS depende da força do seu ecossistema. Por isso, a empresa tem concentrado investimentos na adaptação de aplicativos ao novo sistema. Desde a conferência técnica do HarmonyOS para PCs, realizada em 8 de maio, mais de 150 aplicativos passaram por processos de adaptação. Segundo Yu Chengdong, diretor da Huawei e presidente da Unidade de Negócios de Terminais, o número de aplicativos integrados ao HarmonyOS saltou de cerca de 300 para mais de 1.000 em pouco mais de dez dias. O Huawei MateBook Fold Extraordinário Mestre conta com uma tela expansível de 18 polegadas. Quando dobrado, torna-se um dispositivo portátil de 13 polegadas. Aberto, possui 7,3 mm de espessura e pesa 1,16 kg. O modelo chega ao mercado chinês com preço inicial de 23.999 yuans. Fonte: thepaper.cn

19 de maio de 2025
China2Brazil
Xangai amplia investimento em robôs humanóides com foco em dados, treinamento e capital paciente. Empresas como AgiBot e Fourier lideram a corrida tecnológica na China. No Vale dos Robôs de Zhangjiang, em Xangai, engenheiros da Fourier Intelligence ajustam a força de preensão do robô humanóide GR-2. Com 1,75 metro de altura, o modelo segue para um centro de reabilitação, onde executará tarefas de treinamento terapêutico. A 50 quilômetros dali, na nova área de Lingang, unidades do robô Yuanhang A2 passam pelos testes finais na linha de produção da AgiBot. Esses robôs serão destinados a fábricas de automóveis e concessionárias, atuando como operadores digitais e vendedores automatizados. O avanço da indústria de robôs humanóides em Xangai se apoia na base industrial da cidade, na cadeia de suprimentos integrada da região do Delta do Rio Yangtzé e no suporte institucional ao setor. Com isso, os robôs humanóides deixam os laboratórios e ocupam cenários reais de aplicação. Dados ampliam capacidade de decisão dos robôs A indústria prioriza a coleta de dados para melhorar a autonomia e a adaptabilidade dos robôs. Diferentemente das gerações anteriores, que operavam com comandos pré-definidos, os novos modelos dependem de grandes volumes de dados extraídos de cenários reais. Segundo Hu Jingping, vice-diretora de Assuntos Públicos da AgiBot , a empresa inaugurou em setembro a primeira fábrica de coleta de dados do setor. No local, 100 robôs treinam diariamente e produzem dezenas de milhares de registros. Para cada tarefa, como servir água, os robôs repetem a ação centenas de vezes até atingir o padrão exigido. Como o custo desse processo é elevado, o governo de Xangai assumiu a liderança. Em janeiro, a cidade inaugurou o primeiro centro nacional de treinamento de robôs humanoides heterogêneos. Com 5.000 m², o espaço é operado pelo Centro Nacional de Inovação de Robôs Humanóides, com participação de empresas estatais, universidades e centros de pesquisa. No centro, robôs das empresas AgiBot, Fourier, Kepler e Shanghai Electric treinam ações como caminhar, dobrar cobertores, lavar pratos, apertar parafusos e soldar. A expectativa é gerar até 10 milhões de registros em 2025, criando o maior banco de dados do setor na China. De acordo com Jiang Lei, cientista-chefe do Centro Nacional de Inovação, o treinamento com dados diversos evita erros conhecidos como “ilusões da IA ”. Ele afirma que o centro atua como uma fábrica de dados que fornece informações para empresas e impulsiona o desenvolvimento do setor. Código aberto busca reduzir custos e ampliar cooperação Em 2024, o centro lançou o Qinglong, primeiro robô humanoide de tamanho real com design universal e código aberto. A iniciativa acompanha o lançamento da comunidade OpenLoong, voltada ao compartilhamento de dados entre desenvolvedores do mundo todo. Segundo Xu Bin, diretor-geral do centro, o objetivo é facilitar o acesso a tecnologias básicas e acelerar a construção de um ecossistema industrial colaborativo. Ele compara o projeto ao sistema Android, que ampliou o acesso ao desenvolvimento de smartphones. Governo apoia inovação com fundos públicos e privados Desde 2023, o governo central da China destaca a importância do “capital paciente”, recursos voltados a projetos de longo prazo e alto risco. Em resposta, Xangai criou um fundo de mais de RMB 10 bilhões para atrair investimento privado em robôs humanóides. Além do fundo principal, distritos como Pudong e Baoshan lançaram iniciativas próprias. Pudong criou um fundo específico voltado à inteligência incorporada e grandes modelos. Baoshan lançou o Fundo Shoubao Zhiye, com cerca de RMB 500 milhões. O Centro Nacional de Inovação prepara um fundo adicional de RMB 200 milhões, com apoio da Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia. Wang Bing, diretor do incubador de robôs humanoides de Xangai, afirma que a inovação depende de capital de longo prazo. Ele destaca que os avanços atuais resultam de anos de investimento contínuo. Empresas aceleram produção e lançamento de novos modelos Com apoio institucional e financeiro, empresas do setor intensificam suas atividades. A Fourier concluiu uma rodada de financiamento Série E de quase RMB 800 milhões. Em parceria com o Centro Médico Internacional de Xangai, a empresa desenvolve o primeiro centro de reabilitação baseado em inteligência incorporada. O robô GR-1 já possui mais de 100 unidades entregues. Novos modelos, como o GR-2 e o Fourier N1, já estão no mercado. A AgiBot recebeu investimento da Tencent na rodada B, atingindo valor de mercado de RMB 15 bilhões. Em janeiro, a empresa finalizou a milésima unidade do robô universal. Em março, lançou o Lingxi X2, robô bípede capaz de andar de bicicleta. No setor de componentes, empresas como Kinco Automation, Shanghai Moons' Electric e Hesai Technology ampliam sua participação no mercado. Robôs já operam em hospitais, residências e fábricas O Vale dos Robôs de Zhangjiang concentra laboratórios, fábricas e centros de treinamento. Cerca de 3.000 engenheiros trabalham na região, onde mais de 20 startups surgem a cada ano. A cadeia industrial cobre desde o desenvolvimento de componentes até a produção final e aplicação dos robôs. Segundo Zhang Shaozheng, gerente de produção da Zhiyuan, a maturidade da cadeia de suprimentos local acelerou a fabricação de robôs humanóides. Ele afirma que muitas peças são semelhantes às usadas em veículos elétricos, o que facilita a adaptação industrial. Os robôs de Xangai já atuam em hospitais como assistentes de enfermagem, em residências como auxiliares domésticos e em fábricas como operadores de linha de montagem. Jiang Lei, do Centro Nacional de Inovação, projeta que, no futuro, os robôs humanóides terão presença semelhante à dos smartphones na vida cotidiana. Fonte: finance.people.com.cn

19 de maio de 2025
China2Brazil
No primeiro trimestre de 2025, três montadoras chinesas, BYD , Geely e Seres, apresentaram forte crescimento nos lucros, enquanto outras empresas do setor despencaram 160%. Das nove montadoras que divulgaram seus resultados até agora, o lucro líquido agregado cresceu apenas RMB 800 milhões em relação ao mesmo período de 2024, revelando um cenário de forte polarização no setor automotivo. A seguir, veja os principais indicadores analisados pela equipe do CheDongXi com base nos balanços financeiros e dados de mercado dos últimos cinco anos. Receita: apenas BYD e Geely crescem; BYD ultrapassa Tesla e SAIC A receita da BYD alcançou RMB 170,36 bilhões no trimestre, superando Tesla e SAIC pela primeira vez. A Geely também registrou crescimento, com alta de 25% e total de RMB 72,5 bilhões. As demais sete montadoras apresentaram queda. A Dongfeng teve a menor receita, com RMB 2,6 bilhões, queda de 20% em relação ao ano anterior. A distância entre BYD e Dongfeng aumentou de 9 vezes (2021) para 64 vezes (2025). Lucro líquido: BYD, Geely e Seres em alta; GAC tem prejuízo A BYD lucrou RMB 9,155 bilhões, mais de RMB 100 milhões por dia. Em cinco anos, seu lucro líquido cresceu 37 vezes. A Geely obteve RMB 5,672 bilhões em lucro (+264%), enquanto a Seres saiu do prejuízo e alcançou RMB 748 milhões (+241%). GAC registrou prejuízo de RMB 730 milhões. A Tesla também viu seus ganhos recuarem para RMB 2,951 bilhões, patamar próximo ao de 2021 e RMB 20,9 bilhões abaixo do pico de 2022. A Seres teve a maior margem bruta entre as nove empresas analisadas: 27,6%. A BYD manteve 20,07%, e a Tesla caiu de 19,3% (Q1 2023) para 16,3% (Q1 2025). A Great Wall oscilou, mas apresentou leve melhora nos últimos três anos. Já GAC fechou com margem de apenas 0,21%. Montadoras estatais como SAIC, Changan e GAC registraram queda contínua nas margens desde 2022. Investimento em P&D: BYD lidera; Dongfeng reduz A BYD investiu RMB 14,22 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, aumento de 34%. A Tesla destinou RMB 10,2 bilhões (+22%). Geely, Seres e GAC também elevaram os aportes. Por outro lado, a Dongfeng reduziu em 59,22% os investimentos em P&D, enquanto SAIC, Great Wall e Changan também cortaram recursos. A BYD vendeu mais de 1 milhão de veículos no trimestre (+60%), média de 10 mil unidades por dia. A Geely comercializou 704 mil (+48%), atingindo 26% da meta anual. Seres, Dongfeng, GAC e Great Wall registraram queda nas vendas. Entre as estatais, os veículos elétricos representam até 43% das metas de vendas totais. Fonte: 36kr.com

16 de maio de 2025
China2Brazil
A Administração Nacional de Dados da China divulgou recentemente o “Plano de Ação para a Construção da China Digital 2025”, que estabelece diretrizes para impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura digital e promover a estratégia “Inteligência Artificial +”, segundo informou a agência de notícias Xinhua. O documento define como prioridade a reforma orientada ao mercado na alocação de elementos de dados. A proposta é acelerar a criação de um mercado nacional de dados integrado, estimular uma economia digital baseada em dados como insumo central e adaptar a implementação conforme as características de cada região do país. De acordo com o plano, até o final de 2025, a construção da China Digital deverá alcançar avanços significativos. Entre as metas, estão o crescimento contínuo da nova produtividade digital de alta qualidade, a elevação da qualidade e da eficiência do desenvolvimento econômico digital e o aumento da participação das principais indústrias digitais no Produto Interno Bruto (PIB), com valor agregado superior a 10%. O plano implementa ações importantes em oito áreas, incluindo inovação institucional e de mecanismos, construção de marca local, "inteligência artificial +", melhoria de infraestrutura, cultivo da indústria de dados, cultivo de talentos digitais, otimização do ambiente de desenvolvimento digital e aprimoramento do empoderamento digital. Entende-se que o plano é o primeiro documento emitido pelo National Data Bureau para departamentos locais de gerenciamento de dados para orientar a construção da China Digital. Fonte: Xinhua News

16 de maio de 2025
China2Brazil
Durante a 31ª Reunião de Ministros do Comércio do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), realizada nos dias 15 e 16 de maio de 2025 em Jeju, na Coreia do Sul, o porta-voz da China, Li Chenggang, criticou a adoção recente de tarifas de "reciprocidade" por algumas economias, classificando a prática como uma violação clara das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo Li, essas medidas unilaterais têm provocado atritos comerciais e turbulência na economia global, comprometendo o sistema multilateral de comércio. A postura, afirmou, tem gerado forte insatisfação e oposição explícita de diversos parceiros comerciais. Em seu discurso, o representante chinês defendeu que os países membros da APEC devem atuar conjuntamente para preservar a estabilidade da ordem econômica e comercial internacional. Ele ressaltou a importância de praticar o verdadeiro multilateralismo e de se opor firmemente ao unilateralismo e ao protecionismo. Também destacou a necessidade de lidar com os impactos negativos das tarifas unilaterais de forma objetiva, garantindo um fluxo comercial global sem obstáculos dentro do arcabouço da OMC . Li Chenggang enfatizou ainda a urgência de promover mudanças. Entre as medidas propostas, estão o avanço nas discussões sobre desenvolvimento, a busca por resultados concretos na 14ª Conferência Ministerial, a incorporação de acordos de facilitação de investimentos e comércio eletrônico ao sistema jurídico da organização, a retomada do funcionamento do mecanismo de solução de controvérsias, a conclusão de negociações de adesão pendentes e o fortalecimento da representatividade e autoridade da entidade. Fonte: thepaper.cn

15 de maio de 2025
China2Brazil
O volume de reservas de transporte de contêineres da China para os Estados Unidos registrou um aumento expressivo após a recente redução mútua das tarifas entre os dois países. Segundo dados divulgados em 14 de maio pela empresa de rastreamento comercial Vizion, houve um salto de 277% nas reservas em apenas uma semana. De acordo com Ben Tracy, vice-presidente de Desenvolvimento Estratégico de Negócios da Vizion, a média diária de reservas nos sete dias encerrados em 5 de maio era de 5.709 contêineres padrão ( TEUs ). Já na semana seguinte, encerrada em 14 de maio, esse número saltou para 21.530 TEUs. O crescimento reflete o impacto imediato da flexibilização tarifária sobre o comércio bilateral , sinalizando uma possível retomada no fluxo de exportações entre as duas maiores economias do mundo. Fonte: thepaper.cn

15 de maio de 2025
China2Brazil
A China anunciou nesta quinta-feira (15) que cidadãos do Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai estarão isentos da necessidade de visto para entrar no país a partir de 1º de junho de 2025. A medida faz parte de um projeto-piloto que terá duração de um ano, com término previsto para 31 de maio de 2026, segundo informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian. O porta-voz Lin Jian fez afirmou que cidadãos com passaporte comum dos países mencionados terão entrada liberada na China sem necessidade de visto. A medida se aplica a visitas com fins de negócios, turismo, visita a parentes ou amigos, intercâmbio ou trânsito. A permanência sem visto será limitada a 30 dias. “Recebemos de braços abertos mais amigos estrangeiros para que aproveitem as políticas chinesas de isenção e facilitação de vistos e visitem o país com mais frequência ”, afirmou Lin. O porta-voz ressaltou ainda que a China continuará promovendo uma política de abertura e pretende adotar novas medidas para facilitar o intercâmbio de pessoas com outros países, reforçando o compromisso do país com a ampliação das conexões internacionais. Fonte: Gov.cn

14 de maio de 2025
China2Brazil
O Brasil está se tornando um destino estratégico para a expansão internacional de empresas de tecnologia chinesas. Nesta semana, a Meituan anunciou que lançará seu serviço de entrega no Brasil, com um investimento de US$ 1 bilhão ao longo dos próximos cinco anos para apoiar o desenvolvimento do projeto no país. A empresa atuará no mercado brasileiro com a marca Keeta . O CEO da Meituan, Wang Xing, declarou que o Brasil é um mercado com enorme potencial. Segundo o acordo de investimento, após o lançamento no país, a Keeta construirá uma rede nacional de entregas rápidas. A empresa também oferecerá serviços integrados, ferramentas diversificadas de marketing e soluções digitais para apoiar o crescimento dos restaurantes parceiros locais. Outra empresa chinesa de olho no mercado brasileiro de entregas é a Didi, dona da 99. Em 5 de abril, a empresa anunciou a retomada de sua operação de delivery no Brasil com a marca 99 Food, integrando o serviço com suas soluções já existentes de mobilidade e pagamentos no país. Atualmente, a Didi possui cerca de 700 mil motoristas ativos e 50 milhões de usuários no Brasil, e oferece serviços de mobilidade e entregas em mais de 3.300 cidades e vilarejos do país. O volume de pedidos para serviços de duas rodas superou 1 bilhão nos últimos três anos. Um porta-voz da Didi afirmou que a retomada da operação de delivery é uma extensão natural do ecossistema de serviços urbanos que a empresa vem construindo no Brasil. Segundo ele, muitos comerciantes locais esperam que a Didi ofereça também serviços de entrega de refeições, além de mobilidade e logística. Após o relançamento, os entregadores da plataforma poderão transportar pessoas, produtos e também refeições. Outras frentes de negócios chineses no Brasil Além do delivery, empresas chinesas estão expandindo para outros setores no Brasil. Também em 12 de maio, a rede de bebidas Mixue anunciou que investirá pelo menos RMB 4 bilhões nos próximos 3 a 5 anos na compra de insumos no Brasil, e abrirá sua primeira loja no país ainda este ano. Em novembro passado, o aplicativo internacional do Kwai lançou a plataforma de e-commerce Kwai Shop no Brasil. E, na última semana, o TikTok iniciou sua plataforma TikTok Shop . Por que as empresas chinesas apostam no delivery no Brasil? Algumas das razões pelo interesse chinês no Brasil estão no tamanho do mercado. O país é o mais populoso da América Latina, com uma grande base de consumidores. Além disso, a posição estratégica coloca o Brasil como base para alcançar outros países latino-americanos. Outro fator relevante é a boa relação diplomática sino-brasileira, o que facilita a entrada e operação de empresas chinesas no Brasil. Fonte: yicai.com

14 de maio de 2025
China2Brazil
Na tarde da terça-feira (14), a Tencent divulgou uma carta aberta aos funcionários anunciando uma reestruturação no grupo de negócios WXG (Weixin Group), responsável pelo ecossistema do WeChat. A principal novidade é a criação do Departamento de Produtos de E-commerce, que será responsável por explorar novos modelos de transação dentro do WeChat, além de acelerar o desenvolvimento de infraestrutura e ecossistemas voltados ao comércio eletrônico na plataforma. Outra mudança importante envolve a reformulação do antigo Departamento de Plataforma Aberta, agora renomeado para o Departamento de Plataforma Aberta, com foco na estratégia, desenvolvimento e operação de produtos como contas oficiais e mini programas. A reorganização também trouxe alterações na liderança: Zeng Ming assume a liderança do novo Departamento de Produtos de E-commerce, ficando responsável por toda a operação e gestão da equipe, e passa a se reportar diretamente a Zhang Xiaolong, presidente do WeChat Group . Com isso, Zeng deixa o comando do antigo Departamento de Plataforma Aberta. Já Du Jiahui passa a comandar o atual Departamento de Plataforma Aberta, com total responsabilidade sobre as operações e equipes da área, respondendo diretamente a Zeng Ming. As mudanças refletem os esforços da Tencent em fortalecer o potencial comercial do WeChat e consolidar sua posição no mercado digital chinês por meio de inovações em transações dentro do próprio ecossistema da plataforma. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global