
23 de maio de 2025
China2Brazil
Pequim sediou, entre 20 e 23 de maio, a 29ª edição da Conferência Mundial do Gás (WGC 2025) , realizada pela primeira vez na China desde sua criação em 1931, em Londres. O evento ocorre a cada três anos e é considerado o principal encontro internacional da indústria do gás. A conferência teve como tema “Capacitando um Futuro Sustentável” e atraiu mais de 200 empresas de energia de 70 países. Participaram nomes como Shell, TotalEnergies, QatarEnergy, BP, ExxonMobil, Petronas, além das três principais estatais chinesas do setor, CNPC, Sinopec e CNOOC . Empresas de gás do downstream, como ENN Group, China Gas Holdings e Shenergy Group, também marcaram presença. Segundo a presidente da União Internacional do Gás, Li Yalan, a China se destaca como maior importadora mundial de gás natural e GNL. “O país chama atenção internacional pela experiência no desenvolvimento do setor energético”, afirmou na abertura. Paralelamente à conferência, uma exposição de 50 mil metros quadrados reuniu cerca de 300 expositores. De acordo com a organização, até a véspera da abertura, o número de inscritos ultrapassava 2.700, sendo mais de 40% de fora da China. O estande da Shenergy Group apresentou seu plano em três frentes: biometano, gaseificação de biomassa e produção de metanol verde por hidrogênio verde e tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCUS). Em setembro de 2024, a empresa firmou parceria com a Municipal Investment (Group) Corporation, Huayi Group e Shanghai International Port Group para implantar um projeto de metanol verde com capacidade de 100 mil toneladas anuais em Xangai. A entrega está prevista para o fim de 2025. A produção do metanol verde envolve a integração do biometano coletado por meio da subsidiária Shenergy Environment e da Shanghai Gas Group à rede urbana. Dois projetos estão em operação: a purificação do biogás de uma granja de suínos em Songlin e a integração do biometano do principal centro municipal de resíduos orgânicos de Xangai. A Associação Japonesa de Gás apresentou a tecnologia de metano sintético por eletrólise, o e-metanol, desenvolvida em conjunto com empresas como Tokyo Gas e Osaka Gas. A substância é obtida pela combinação de dióxido de carbono com hidrogênio e permite a recaptura do CO2 gerado, criando um ciclo fechado de emissões. O e-metanol pode utilizar a infraestrutura atual de gasodutos e tanques, reduzindo os custos de implantação. A associação tem como meta substituir 90% do gás urbano japonês por e-metanol até 2050. Em recente exposição no Japão, a Osaka Gas demonstrou a tecnologia em operação. Durante o evento, diversas empresas buscaram ampliar parcerias. A China Gas Holdings destacou soluções em comércio de gás, energia integrada, e-commerce, energia elétrica, renováveis e inteligência artificial. Sua subsidiária Yipin Smart Living exibiu um “ecossistema de cozinha” com integração de sistemas de exaustão e segurança, móveis planejados e serviços personalizados para residências. O responsável da unidade informou que a empresa avalia a expansão para mercados como Austrália e Sudeste Asiático, onde há alta urbanização e demanda potencial. Sobre a Tailândia, destacou a estabilidade socioeconômica, concentração urbana e capacidade de consumo da população. A Petronas também participou da conferência. Em entrevista ao jornal Yicai, um representante afirmou que a empresa preparou-se por um ano para o evento e destacou a parceria com empresas chinesas, incluindo encontros com as “três grandes” e com a Shenergy Group. A Petronas é atualmente o quarto maior fornecedor de GNL para a China, com exportações anuais de cerca de 8 milhões de toneladas. A parceria com a Shenergy começou em 2009, com um contrato de fornecimento de 25 anos. Hoje, a empresa fornece 5,4 milhões de toneladas de GNL por ano para atender mais da metade da demanda de gás natural de Xangai. O representante também mencionou que 2024 marca os 50 anos de relações diplomáticas entre China e Malásia, o que fortalece o ambiente para novos acordos comerciais no setor. Fonte: yicai.com

22 de maio de 2025
China2Brazil
No dia 22 de maio, a Alibaba Cloud realizou em Hangzhou a Conferência de Internacionalização de Empresas Chinesas 2025. Durante o evento, o CEO do Grupo Alibaba e também presidente da Alibaba Cloud Computing, Wu Yongming, anunciou novos investimentos estratégicos voltados à expansão da infraestrutura global de computação em nuvem da companhia. Segundo Wu, a globalização permanece como diretriz de longo prazo da Alibaba Cloud. A empresa intensificará os aportes em três frentes principais. A primeira é a expansão da rede global de nuvem. De acordo com o executivo, a empresa trata essa rede como seu principal produto, uma infraestrutura baseada em inteligência artificial com alcance e operação internacional. A Alibaba já havia anunciado anteriormente que investirá mais de RMB 380 bilhões, ao longo de três anos, na construção de infraestrutura de nuvem e IA. Agora, Wu afirmou que a empresa vai acelerar a criação de uma rede global que inclui China, Japão, Coreia do Sul, Sudeste Asiático, Oriente Médio, Europa e América. Ainda em 2025, serão inaugurados sete novos centros de dados: na Malásia, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Coreia do Sul, Japão, México e Filipinas. Atualmente, a Alibaba Cloud opera 87 zonas de disponibilidade em 29 regiões. A segunda frente envolve a internacionalização dos modelos de linguagem e produtos de IA. Wu informou que a família de modelos da empresa, Tongyi Qwen, já reúne mais de 200 versões de código aberto e ultrapassa 100 mil modelos derivados. O Qwen 3 suporta 119 idiomas, incluindo dialetos e línguas minoritárias, e vem ganhando uso em mercados como Japão, Sudeste Asiático e Oriente Médio. A empresa também está ampliando a oferta internacional de soluções como Tongyi, Bailian, PAI e ferramentas de Big Data. Por fim, a Alibaba Cloud pretende fortalecer suas equipes internacionais de consultoria, tecnologia e serviços. A meta é apoiar a expansão de empresas chinesas em mercados externos. “Diante de uma nova rodada de oportunidades históricas, a Alibaba Cloud fará investimentos estratégicos para fornecer às empresas chinesas infraestrutura, tecnologia e serviços de classe mundial”, declarou Wu Yongming. Fonte: yicai.com

22 de maio de 2025
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A edição 2025 do festival de compras “618”, promovido por plataformas de e-commerce da China , ampliou a cobertura do “Plano de Frete Grátis Global” da Taobao para 12 países e regiões. A iniciativa inclui, pela primeira vez, o Cazaquistão e a Mongólia. Durante o evento, consumidores dessas localidades têm acesso ao frete grátis em compras acima de determinado valor e ao serviço de devolução local. Nesse modelo, é possível devolver produtos em pontos de coleta próximos caso o item não atenda às expectativas. Nos últimos meses, plataformas chinesas de comércio eletrônico registraram aumento no número de usuários estrangeiros. A demanda fez com que seus aplicativos alcançassem as primeiras posições nas listas de mais baixados em diversos países. Nas redes sociais, consumidores têm trocado dicas de compra e divulgado produtos adquiridos, o que intensificou o interesse pela chamada “ importação reversa ”. Segundo analistas, esse movimento demonstra o reconhecimento internacional da produção industrial da China e da competitividade de seus produtos e marcas. A expansão global das plataformas, aliada à oferta de frete gratuito e à adaptação dos serviços para consumidores estrangeiros, consolidou um novo modelo de consumo transfronteiriço baseado na fórmula “Qualidade da China + Frete Grátis Global”. Fonte: news.china.com.cn

22 de maio de 2025
China2Brazil
A Subcomissão de Padronização da Sociedade Chinesa de Astronáutica aprovou, em 20 de maio, dois documentos propostos pelo setor aeroespacial: “Requisitos gerais para sistema operacional em tempo real embarcado em satélites baseado no sistema leve OpenHarmony” e “Prática de desenvolvimento de sistema operacional em tempo real embarcado em satélites baseado no sistema leve OpenHarmony”. O padrão define um sistema operacional em tempo real leve, baseado no OpenHarmony, voltado para micro e nano satélites. O documento apresenta definições técnicas, normas para aquisição, portabilidade e adaptação do código-fonte, além de orientações para o desenvolvimento de sistemas embarcados. O objetivo é unificar os requisitos desses sistemas e facilitar sua aplicação nessas plataformas. Devido às limitações de escala, micro e nano satélites não conseguem operar com sistemas convencionais. Para contornar essa limitação, a equipe liderada por Yu Xiaozhou implementou, pela primeira vez, o OpenHarmony em um sistema operacional em tempo real embarcado no “Dalian 1 – Satélite Lianli”. O projeto utilizou software e hardware produzidos na China, o que marcou uma substituição integral por soluções nacionais. “A missão do Satélite Lianli demonstrou que, após a implementação do sistema operacional OpenHarmony, a velocidade de resposta e a confiabilidade do sistema do satélite aumentaram”, afirmou Yu Xiaozhou. Após entrar em órbita, o satélite validou tecnologias como o sistema de propulsão à base de hidroxilamina-nitrato e captou imagens de sensoriamento remoto com resolução superior a 1 metro. O sistema baseado no OpenHarmony já foi adotado por outras iniciativas. Entre elas, satélites da Xingzhong Space, da série “Jinzijing”, da Aispace Science, da Hangsheng Satellite e do Instituto de Pesquisa em Inovação Tecnológica de Micro Satélites da Academia Chinesa de Ciências, com o projeto “Satélites Gêmeos Eletromagnéticos”. A aplicação ampliou os cenários de uso e fortaleceu a presença da comunidade OpenHarmony também no setor espacial. A equipe de Yu Xiaozhou, da Universidade de Tecnologia de Dalian, liderou a elaboração do padrão. Participaram do projeto instituições como o Instituto de Pesquisa em Inovação Tecnológica de Microssatélites da Academia Chinesa de Ciências, a Universidade Tsinghua, o Instituto de Engenharia de Sistemas Aeroespaciais de Xangai e a Xingzhong Space. Também contribuíram a Sociedade Chinesa de Astronáutica, a China Spacesat, a Universidade de Wuhan, a Universidade de Tecnologia de Harbin, a Universidade de Tecnologia de Pequim, a Universidade de Aeronáutica e Astronáutica do Noroeste, a Shenzhen Kaihong Digital Industry Development, a Chang Guang Satellite Technology, a Beijing Aispace Technology Development e a Aerospace Maker (Beijing) Technology. Fonte: ithome.com

21 de maio de 2025
China2Brazil
A XCMG Brasil, uma das maiores fabricantes de máquinas pesadas do mundo, está com 76 vagas de trabalho abertas em seis estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Pará e Rio Grande do Sul. As oportunidades abrangem diversas áreas, como Recursos Humanos, Finanças, Tecnologia da Informação, Engenharia, Vendas, Compras e Manutenção. A empresa participará da 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil , que será realizada no dia 31 de maio de 2025, na Faculdade ESEG – Grupo Etapa, em São Paulo. O evento é gratuito e aberto ao público, com inscrição pelo link: https://fremc.iestgroup.com. Entre os cargos disponíveis estão tradutor, engenheiro de produto, analista financeiro, técnico em eletromecânica, analista de SAP, comprador e vendedor. Todas as posições seguem o modelo de trabalho presencial. Embora o domínio de inglês ou mandarim seja considerado um diferencial, o conhecimento em idiomas estrangeiros não é exigido para todas as vagas. A XCMG também oferece incentivos internos para o aprendizado de novos idiomas. Expansão no Brasil e liderança global Com sede em Pouso Alegre (MG), a XCMG fabrica equipamentos no Brasil desde 2014. A empresa está presente no país desde 2004 e mantém revendedores e assistência técnica em todo o território nacional. Fundada em 1943 na China, a XCMG ocupa atualmente a 3ª posição mundial no setor de máquinas pesadas e lidera o segmento em seu país de origem. O grupo opera com foco em tecnologia, inovação e excelência industrial, com atuação em setores como construção civil, mineração e agronegócio. Serviço Inscrições: https://fremc.iestgroup.com Data: 31 de maio de 2025 Horário: 10h às 16h Local: Faculdade ESEG - Grupo Etapa Endereço: Rua Vergueiro, 1549 - Paraíso, São Paulo - SP, 04101-000

21 de maio de 2025
China2Brazil
O preço do frete marítimo para um contêiner de 40 pés (FEU) na rota Xangai–costa oeste dos EUA subiu de US$2.250 no início de maio para US$9.100 em meados de junho. No dia 20 de maio, Shi Jiaqi, diretora de operações da Raccoon (Shanghai) International Logistics, afirmou ao Yicai que clientes tentam antecipar embarques, e as companhias marítimas aumentam os preços sem critérios definidos. Até o fim de maio, a tarifa média era de US$3.100, mas a demanda elevada dificulta a reserva de espaço sem pagamento adicional. A prática de postergar embarques se intensificou, e o custo real por contêiner pode superar US$10 mil no fim de junho, somando sobretaxas e encargos portuários. Essa alta reflete o movimento de importadores dos EUA para fechar pedidos dentro de um período de 90 dias, após o anúncio de ajustes tarifários entre China e EUA. Em 12 de maio, ambos os países divulgaram mudanças que entraram em vigor em 14 de maio. As tarifas temporariamente recuaram para 10% durante o período de transição, mas o cenário permanece incerto após esse prazo. Exportadores que adiaram envios em abril agora aceleram as entregas. Compradores americanos, por sua vez, tentam repor estoques dentro do prazo. Com cerca de um mês para produção e outro para transporte, o tempo disponível para pedidos com chegada antes do fim da janela tarifária se limita ao início de julho. Chen Yang, da plataforma marítima Seabay, avaliou que o aumento era previsível diante da combinação de fatores logísticos, demanda reprimida e realocação de capacidade entre rotas. A redução de importações em abril também influenciou o atual pico. A retomada de navios na rota para os EUA ainda não normalizou a oferta, o que causa escassez temporária. Segundo relatório publicado em 16 de maio, o índice composto de frete de exportação de Xangai atingiu 1.479,39 pontos, alta de 10% em uma semana. O preço para a costa oeste dos EUA foi de US$ 3.091 por FEU, com alta semanal de 31,7%; para a costa leste, US$ 4.069, com aumento de 22%. Profissionais do setor relataram acréscimos de 20% a 30% sobre os valores de referência para garantir espaço. Wang Zhizong, diretor de marketing da Shenzhen Baosen Suntop Logistics Group, disse que os fretes para os EUA subiram US$ 1.000 desde o início de maio. Armadores estão redirecionando capacidade de outras rotas, o que pode pressionar os preços globalmente. Empresas de agenciamento de carga estimam que o preço atual do frete já ultrapassa US$ 3.000 a US$ 4.000 e pode dobrar em junho. Zhou Shihao, CEO da YQN Logistics, afirmou que os preços praticamente dobraram em relação a maio. Para empresas de menor porte, os custos são ainda mais altos. A Kuehne + Nagel informou que as reservas de espaço para junho já se normalizaram e que, com a retomada da produção nas fábricas, o volume de pedidos tende a crescer. A expectativa é de que o frete suba para mais de US$ 6.000 por FEU mesmo com contratos de longo prazo. O preço à vista será maior. Se a procura continuar intensa, os fretes seguirão em alta. Segundo Shi Jiaqi, não há mais espaço disponível para embarques antes de 15 de junho. Navios seguem lotados até essa data, e só grandes agentes de carga conseguem prioridade. A Kuehne + Nagel também reportou o cancelamento de escalas em branco e o aumento de viagens extras. A tarifa final dependerá do equilíbrio entre oferta e demanda. Logística se fortalece com a incerteza global A instabilidade no comércio internacional reativou a demanda pelo setor logístico . Empresas marítimas, com controle sobre a capacidade de transporte, lideram os ganhos. Exportadores e agentes de carga registram aumento no volume, mas margens seguem apertadas. Shi Jiaqi afirmou que o lucro dos agentes de carga segue limitado. Embora o volume de negócios tenha crescido 20% nas últimas semanas, a concorrência por preços pressiona a rentabilidade. Segundo ela, com os valores mais transparentes, clientes com margem priorizam segurança, mas em períodos incertos, o custo define as decisões, o que acirra a competição. Wang Zhizong avaliou que o cenário atual é diferente do pico da pandemia e que os lucros elevados daquele período não devem retornar. Mesmo assim, considera positivo que haja carga para transportar, o que indica recuperação de confiança no setor. Zhou Shihao acrescentou que o setor logístico se beneficia da oscilação de mercado. Dados da sua plataforma apontam que 70% dos clientes são compradores estrangeiros, que absorvem os custos adicionais com frete — prática semelhante ao que ocorre com tarifas alfandegárias. Empresas de agenciamento de carga com foco nos EUA informaram que cerca de 50% dos contratos seguem o modelo FOB, no qual o comprador arca com o frete e os riscos após o embarque. A Kuehne + Nagel também confirmou que os custos recaem sobre os importadores americanos. Exportadores chineses aceleram embarques Com a janela tarifária em vigor, exportadores na China intensificam os embarques. Wu Qingfen, gerente da Yiwu Jingwen Import & Export, afirmou que os estoques dos clientes americanos cobrem de dois a três meses de consumo. A empresa observou aumento nos pedidos a partir de maio. Liu Qifeng, diretor da Dongnan Logistics (Vietnã) em Xangai, disse que o período entre junho e setembro já representa alta demanda, independentemente de tarifas. Para evitar atrasos, compradores tendem a concentrar pedidos entre junho e julho, o que eleva a demanda no curto prazo. Um representante do Alibaba International disse que a plataforma lançou uma campanha voltada aos EUA em 14 de maio, data de início da nova tarifa. Os pedidos no primeiro dia aumentaram dois dígitos em relação ao mesmo período de 2024 e mais de 100% na comparação semanal. A empresa planeja nova ação promocional em junho para antecipar embarques dos próximos meses. Limites do crescimento Apesar do aumento nas importações, o impacto das tarifas limita a expansão. Os portos de Los Angeles e Long Beach registraram volumes acima da média no primeiro quadrimestre de 2025, indicando antecipação de compras. Dados da Vizion mostram que, entre 12 e 18 de maio, os embarques da China para os EUA cresceram 93% em relação à semana anterior, mas seguem 13% abaixo do mesmo período de 2024. As reservas dos EUA com todos os países caíram 18% na comparação anual. Os contêineres em circulação representam 30% do pico da pandemia. Diferentemente daquele período, os EUA não oferecem estímulos ao consumo que sustentem a demanda atual. “Talvez o volume de frete ao longo de 2025 não cresça tanto”, concluiu Chen Yang. Ele atribui essa limitação à permanência das tarifas elevadas e à instabilidade da economia global. Fonte: Yicai.com

21 de maio de 2025
China2Brazil
A Geely Galaxy New Energy informou, em 21 de maio, que o modelo elétrico compacto Star Wishes superou 200 mil unidades vendidas em pouco mais de 200 dias desde o lançamento. O veículo se tornou o carro 100% elétrico que mais rapidamente atingiu esse volume de vendas no mercado. Segundo o site IT Home, a montadora produziu a 200.000ª unidade no dia 17 de maio. Lançado oficialmente em outubro de 2023, o Star Wishes chegou ao mercado com preço inicial de RMB 69.800. Desde então, o modelo quebrou uma série de recordes de entrega na categoria A0 de veículos elétricos compactos. Em 16 dias, ultrapassou 10 mil unidades entregues. Em 33 dias, chegou a 20 mil. No 49º dia, alcançou 30 mil. Aos 65 dias, passou de 40 mil. Com 80 dias, atingiu 50 mil unidades entregues. Em 26 de fevereiro, a empresa havia alcançado a produção da 100.000ª unidade. O Geely Star Wishes mede 4.135 mm de comprimento, 1.805 mm de largura e 1.570 mm de altura, com entre-eixos de 2.650 mm. O modelo oferece duas opções de motorização elétrica, de 58 kW ou 85 kW. A bateria é fornecida pela CATL e possui capacidade de 30,12 kWh ou 40,16 kWh, com autonomia de 310 km ou 410 km no ciclo CLTC, conforme a versão escolhida. Entre os equipamentos, o veículo traz painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia de 14,6 polegadas com resolução 1080P e taxa de atualização de 60Hz, além do sistema operacional Flyme Auto. As versões mais completas incluem airbags laterais, câmera panorâmica 360° com imagem transparente e carregamento sem fio para smartphones . As opções de acabamento interno incluem as cores branco celeste e verde encantado. Fonte: ithome.com

21 de maio de 2025
China2Brazil
O governo chinês criticou a decisão do Departamento de Comércio dos Estados Unidos de publicar novas diretrizes que visam restringir o uso global de chips chineses de computação avançada. Entre os alvos estão determinados modelos da linha Ascend, da Huawei. Segundo Pequim, a medida se baseia em alegações unilaterais sobre violações às regras norte-americanas de controle de exportações. As autoridades chinesas afirmaram que a ação dos EUA interfere nas cadeias globais de produção e fornecimento da indústria de semicondutores. Além disso, afirmam que a restrição impede outros países de desenvolverem tecnologias avançadas, como chips de alto desempenho e aplicações em inteligência artificial . Para a China, os EUA utilizam os mecanismos de controle de exportação como ferramenta para conter o avanço tecnológico chinês. Segundo o governo chinês, essa conduta viola o direito internacional e compromete os princípios básicos das relações entre países, afetando os direitos de empresas chinesas e o desenvolvimento nacional. Pequim também classificou as diretrizes norte-americanas como restrições discriminatórias contra empresas chinesas. Afirmou ainda que organizações ou indivíduos que executarem ou colaborarem com essas ações poderão infringir leis da China, como a Lei Anti-Sanções Estrangeiras, e serão responsabilizados conforme a legislação local. O governo chinês defendeu a inovação e a cooperação internacional como caminhos essenciais para o desenvolvimento tecnológico. Solicitou que os EUA suspendam as restrições, respeitem as normas do comércio internacional e garantam o direito de todos os países ao progresso científico. A China afirmou que continuará monitorando a implementação das medidas dos EUA e adotará respostas necessárias para proteger seus interesses econômicos e tecnológicos. Fonte: news.southcn.com

20 de maio de 2025
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O plano de cooperação entre Nissan e Toyota foi oficialmente encerrado. Em dezembro de 2024, Nissan e Honda anunciaram uma iniciativa para avaliar uma possível fusão, mas divergências sobre o controle da gestão encerraram as negociações em fevereiro de 2025. A Nissan passa por um processo de reestruturação. Em 14 de maio, segundo a emissora chinesa CCTV, a empresa pretende ampliar o corte de empregos de 9 mil para até 20 mil postos em todo o mundo até o final de 2027, o equivalente a cerca de 15% de sua força de trabalho. O plano também inclui a redução do número de fábricas globais de 17 para 10 unidades. No plano financeiro, o relatório mais recente da Nissan apontou prejuízo líquido de ¥ 670,9 bilhões em 2024, revertendo o lucro de ¥ 426,6 bilhões registrado em 2023. A empresa planeja encerrar as atividades de sete fábricas, o que representa uma redução de mais de um terço na capacidade produtiva. As receitas e as vendas vêm apresentando queda nos últimos anos. Na China, as vendas caíram 24% em 2023. Em 2024, a Nissan vendeu 3,35 milhões de veículos em todo o mundo, queda de 3% em relação ao ano anterior. Na China, as vendas somaram 696 mil unidades, menos da metade do volume registrado em 2021. No primeiro trimestre de 2025, a retração no país chegou a 29,5%. Especialistas apontam que os resultados da Nissan refletem tanto mudanças estruturais no setor quanto decisões estratégicas recentes. A empresa priorizou o mercado norte-americano, que em 2023 respondeu por 42% de suas vendas. Com o aumento dos juros nos Estados Unidos, modelos como Altima e Rogue tiveram retração de 19% nas vendas. A Nissan utilizou incentivos comerciais para manter a competitividade, o que reduziu sua margem de lucro por unidade para cerca de US$ 1.200, um terço da média do setor. Na transição para veículos elétricos, a Nissan enfrenta desafios de escala e atualização tecnológica. Em 2023, a Tesla vendeu 1,8 milhão de veículos elétricos, enquanto a Nissan registrou 87 mil unidades, abaixo do total de 2022. O modelo Leaf, lançado em 2010, perdeu competitividade diante de modelos mais recentes, com autonomia e desempenho superiores. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento representaram 4,1% da receita em 2024, abaixo dos 6,7% registrados pelo Grupo Volkswagen no mesmo período. A aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, considerada estratégica, não avançou conforme o previsto. O lançamento da plataforma elétrica unificada, inicialmente programado para 2024, foi adiado para 2027. Enquanto isso, cada empresa segue com planos próprios. A Nissan investiu ¥ 580 bilhões em sua tecnologia e-POWER, enquanto a Toyota destinou ¥ 2 trilhões à eletrificação. O modelo de produção vertical da Nissan, no qual 90% das peças são fornecidas por empresas associadas ao grupo, tem apresentado limitações de custo e flexibilidade. O preço das baterias, por exemplo, é 20% superior ao de concorrentes que operam com fornecedores chineses como a CATL. A paralisação temporária da fábrica em Sunderland, no Reino Unido, evidenciou a complexidade de equilibrar produção local e otimização global da cadeia de suprimentos. O plano de reestruturação prevê o fechamento de sete fábricas, com uma redução anual de 1,5 milhão de veículos na capacidade produtiva. A dispensa de 20 mil profissionais técnicos e de engenharia também pode impactar as capacidades internas de desenvolvimento. Estudos de mercado indicam que cortes acima de 10% na força de trabalho afetam, em média, 37% da capacidade de pesquisa e inovação das empresas. BYD avança e pressiona Nissan A presença de novas montadoras no mercado internacional, especialmente as chinesas, aumentou a concorrência. Em 2024, a BYD vendeu 4,27 milhões de veículos globalmente, crescimento de 41,26% sobre o ano anterior. As exportações somaram 417 mil unidades, alta de 71,86%. A estratégia da empresa inclui equiparar os preços de modelos elétricos e a combustão, o que aumentou sua participação em mercados como China, Sudeste Asiático e Europa. No mercado chinês, o modelo Qin PLUS da BYD custa menos de RMB 100.000, enquanto modelos tradicionais da Nissan, como o Sylphy, vêm sendo reposicionados com descontos. Modelos como Han e Tang ganharam espaço no segmento médio-alto, pressionando outras montadoras. No Sudeste Asiático, a BYD liderou as vendas de veículos elétricos na Tailândia no primeiro trimestre de 2025, com 8.800 unidades. No Reino Unido, a marca registrou crescimento de 620% no mesmo período. A Nissan mantém participação relevante em algumas regiões, mas enfrenta desafios na adaptação da sua linha à eletrificação. Em 2023, a montadora vendeu 623 mil veículos na Europa, alta de 42,5% em relação ao ano anterior. No entanto, a estrutura de vendas ainda baseada em modelos a combustão pode limitar sua competitividade frente às novas ofertas do mercado. A Nissan iniciou sua trajetória nos veículos elétricos em 2010, com o lançamento do Leaf. A empresa, no entanto, não conseguiu manter a liderança no segmento. Em 2024, os veículos totalmente elétricos representaram menos de 5% das vendas globais da montadora. O modelo Ariya, lançado recentemente, teve desempenho abaixo do esperado no mercado chinês, com média de 19 unidades vendidas por mês. Enquanto isso, a BYD consolidou sua atuação com uma linha completa de veículos elétricos e híbridos plug-in. Em 2024, a empresa vendeu 1,765 milhão de veículos elétricos e cerca de 2,5 milhões de híbridos. A quinta geração de sua tecnologia híbrida oferece autonomia combinada de até 1.060 km e consumo de 5,3 litros por 100 km no ciclo NEDC, mesmo em condição de bateria descarregada. A empresa também produz internamente as baterias Blade, conhecidas por sua densidade energética e segurança. Fonte: 36kr.com

20 de maio de 2025
China2Brazil
A tecnologia quântica já está integrada a diferentes setores da sociedade chinesa, com aplicações práticas em segurança de dados, comunicação e gestão pública. Em Hefei, capital da província de Anhui e um dos pólos nacionais de inovação, o Grupo China Telecom Quantum demonstra como essa tecnologia está sendo utilizada fora dos laboratórios. Na sala de exposições da empresa, localizada no Parque de Alta Tecnologia da cidade, um dos destaques é um celular equipado com chip SIM quântico. “Com esse chip, o celular realiza comunicação quântica”, explica um funcionário da companhia. Dois aplicativos, Quantum Secret Talk e Quantum Secret Message, já operam com criptografia quântica para chamadas, mensagens, videoconferências, arquivos e reuniões. No caso do Quantum Secret Message, ao escolher o modo de chamada de voz criptografada, o áudio é codificado com uma chave quântica antes de ser enviado. O celular receptor, equipado com o mesmo chip, decodifica a mensagem usando a mesma chave. Todo o processo é protegido contra interceptações e vazamentos. Segundo a empresa, essa solução já atende mais de 5,2 milhões de usuários e 3.000 instituições, com mais de 100 aplicativos integrados, principalmente nos setores de governo, emergência e finanças. Outro dispositivo apresentado é o carimbo quântico em nuvem, que combina tecnologia quântica e inteligência artificial para monitorar e controlar o uso de selos oficiais. No passado, representantes comerciais precisavam transportar fisicamente os carimbos, o que aumentava o risco de uso indevido. Agora, o sistema permite controle remoto e seguro do uso dos selos, mesmo em trânsito. Esse recurso já está em operação em mais de 3.000 cenários nas regiões de Pequim, Anhui, Hebei, Shaanxi e Shandong, em áreas como administração pública, finanças, energia, saúde e educação. Fundado em 2023, o Grupo China Telecom Quantum tem sede em Hefei. A empresa já lançou mais de 20 produtos com base em segurança quântica, voltados para setores como governo, emergências e indústria. Entre os destaques está a plataforma em nuvem Tianyan, que demonstra vantagem quântica com um cluster de 880 qubits, o maior do país. A plataforma deve integrar futuramente o supercomputador quântico Zuchongzhi-3. A escolha de Hefei como sede do grupo está alinhada à relevância estratégica da cidade no setor. Próxima à empresa, a chamada “Avenida Quântica” concentra mais de 30 companhias especializadas em computação, comunicação e metrologia quântica. Segundo o Departamento de Ciência e Tecnologia local, Hefei reúne cerca de um terço das empresas quânticas da China e já consolidou uma cadeia produtiva completa, da pesquisa básica à industrialização. A cidade também lidera em iniciativas-piloto de aplicação da tecnologia, com a maior rede quântica metropolitana do mundo. Além disso, inaugurou a primeira linha de produção de chips quânticos da China, entregou computadores supercondutores e desenvolveu equipamentos de medição avançados, como espectrômetros e transformadores quânticos, voltados a áreas como ciência dos materiais, biomedicina e exploração energética. Fonte: people.com.cn