
13 de maio de 2025
China2Brazil
O presidente chinês Xi Jinping criticou as guerras comerciais e o protecionismo, na 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), nesta terça-feira, 13. O presidente chinês enfatizou que, diante das rápidas mudanças no cenário global e da sobreposição de riscos, somente com unidade e cooperação será possível manter a paz e promover o desenvolvimento global. Xi criticou as guerras comerciais e o protecionismo, afirmando que não existem vencedores nesse tipo de conflito, e defendeu que tanto a China quanto os países da América Latina e do Caribe — membros importantes do Sul Global — devem preservar sua independência e buscar justiça e desenvolvimento. A China está disposta a trabalhar com os países da América Latina e do Caribe para implementar a Iniciativa de Desenvolvimento Global, salvaguardar firmemente o sistema de comércio multilateral, manter as cadeias industriais e de suprimentos globais estáveis e sem problemas, e salvaguardar um ambiente internacional aberto e cooperativo, disse nesta terça-feira o presidente chinês, Xi Jinping. Fonte: People´s Daily e stdaily.com

13 de maio de 2025
China2Brazil
A capital chinesa sediou nesta segunda-feira,12, o seminário “Rumo à COP30: cooperação Brasil-China em restauração da vegetação e sumidouros florestais de carbono”, com foco no fortalecimento da parceria bilateral nas áreas de reflorestamento e restauração florestal. Durante o encontro, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou a importância da cooperação entre países do Sul Global para o avanço do multilateralismo climático. “O Brasil conta com a China para que cheguemos à COP30 com contribuições nacionalmente determinadas (NDCs) e metas de redução ambiciosas, alinhadas com 1,5°C”, destacou. O evento foi coorganizado pela Administração Nacional de Florestas e Pastagens da China e pela Embaixada do Brasil em Pequim, reunindo especialistas, autoridades e representantes dos dois países. A iniciativa integra os preparativos para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada no Brasil, em novembro. O seminário reforçou a convergência entre Brasil e China na agenda ambiental e ressaltou o papel estratégico dos dois países no enfrentamento da crise climática global , especialmente por meio da restauração de ecossistemas e do fortalecimento dos sumidouros naturais de carbono . Fonte: Diário do Povo

13 de maio de 2025
China2Brazil
A 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) foi realizada nesta terça-feira,13, no Centro Nacional de Convenções, em Pequim, marcando um novo capítulo na cooperação entre as duas regiões. Durante a cerimônia de abertura, foram anunciadas cinco grandes iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento da China e dos países da América Latina e do Caribe. O evento reuniu chefes de Estado e representantes de alto nível de diversos países da região, incluindo o presidente da Colômbia, Gustavo Petro — cujo país ocupa atualmente a presidência rotativa da CELAC —, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva , e o presidente do Chile, Gabriel Boric. Também estiveram presentes líderes de delegações e representantes de organizações regionais latino-americanas e caribenhas. O Fórum China-CELAC, criado em 2015, tornou-se um dos principais mecanismos multilaterais de diálogo entre a China e os países latino-americanos e caribenhos. A reunião de 2025 ocorre em um momento de intensificação das relações Sul-Sul e reafirma a disposição das partes em aprofundar a parceria estratégica integral. O presidente chinês Xi Jinping destacou que a parceria China-América Latina é baseada na igualdade, impulsionada por ganhos mútuos, caracterizada pela abertura e inclusão, e voltada ao bem-estar dos povos — apresentando forte vitalidade e amplas perspectivas. O presidente chinês propôs cinco grandes iniciativas conjuntas: 1. Projeto de Unidade: Apoiar-se mutuamente nas questões de interesse central, defender o sistema internacional centrado na ONU e a ordem internacional baseada no direito internacional. A China convidará anualmente, nos próximos três anos, 300 quadros partidários dos países da CELAC para visitas à China. 2. Projeto de Desenvolvimento: Implementar juntos a Iniciativa de Desenvolvimento Global, proteger o sistema de comércio multilateral, manter cadeias produtivas e de suprimento estáveis, e ampliar a cooperação em comércio e investimento. A China importará mais produtos latino-americanos e incentivará empresas chinesas a investir na região. 3. Projeto de Civilização: Implementar a Iniciativa de Civilizações Globais, promovendo valores comuns como paz, desenvolvimento, equidade, justiça, democracia e liberdade. Será realizada a Conferência de Diálogo de Civilizações China-América Latina. 4. Projeto de Paz: Implementar a Iniciativa de Segurança Global, fortalecendo a cooperação em gestão de desastres, cibersegurança, combate ao terrorismo, à corrupção, às drogas e ao crime organizado transnacional. 5. Projeto de Coração e Mente: Nos próximos três anos, a China oferecerá: 3.500 bolsas de estudo governamentais, 10 mil vagas para cursos de formação na China, 500 bolsas para professores de chinês, 300 vagas de capacitação técnica em redução da pobreza e 1.000 vagas em grupos do projeto “Ponte da Língua Chinesa”. Serão implementados 300 pequenos projetos sociais e cinco países latino-americanos receberão isenção de visto, com previsão de ampliação para outros. Xi concluiu afirmando que, independentemente das mudanças internacionais, a China continuará sendo uma amiga e parceira dos países latino-americanos e caribenhos, caminhando lado a lado rumo à modernização e construindo juntos um novo capítulo da comunidade de destino compartilhado China-América Latina. Fonte: stdaily.com

13 de maio de 2025
China2Brazil
No dia 31 de maio, 28 empresas chinesas participarão da 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil, em São Paulo. O evento que acontece das 10h às 16h tem como objetivo atrair candidatos para ocupar vagas em diferentes níveis de atuação. Serão oferecidas mais de 350 vagas com salários que variam entre R$5 e R$10 mil. A Feira é organizada pela Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), o Instituto Confúcio na Unesp e o IEST Group, com apoio do Consulado Geral da República da China, em São Paulo. Com entrada gratuita, a feira acontecerá nas instalações da Faculdade ESEG, do Grupo Etapa, apoiadora do evento. Os participantes, Além do contato direto com recrutadores, também poderão ampliar seus conhecimentos por meio de palestras promovidas pelas companhias expositoras e patrocinadoras, XCMG, SPIC e CEEC Brasil. As oportunidades são para trabalhar em companhias sediadas no Brasil, de setores como Telecomunicações, Logística, Tecnologia, Energia, E-commerce, Consultoria Empresarial, Educação, Mineração, Alimentos, entre outros. Serão oferecidas vagas em diversos níveis de experiência nas áreas Comercial e Vendas, Financeiro, Administrativo, Marketing, E-commerce, Contabilidade, Jurídico e Logística. As empresas participantes são Anjun Express Ltda (Logística), Centex Supplychain (Logística e E-commerce), CEEC (Energia), China Mobile (Telecom), COFCO (Agronegócio), Realme (Telecom), CRRC Brasil (Equipamentos Ferroviários), CMOC (Mineração), C&D (Comércio), Hisense (Eletrodomésticos), Hytera Comunicações (Telecom), Huawei (Telecom), ICBC (Financeiro), IEST GROUP (Consultoria), IEST Tecnologia LTDA (Consultoria empresarial e serviços digitais), Imile Delivery (Logística), Instituto Confúcio da UNESP (Educação), J&T Express (Logística), Jingdong (E-commerce), JOVI (Telecom), Keeta - Meituan (Delivery), Mineração Vale Verde (Mineração), OBR Tecnologia (Telecom), Oke Ferramentas (Indústria), SPIC Brasil (Energia), XCMG (Máquinas), e ZTE (Telecom), e Zoomlion (Máquinas). Para participar, basta realizar o cadastro no site oficial do evento até o dia 26 de maio. Mais informações, incluindo a lista completa de vagas e detalhes sobre as palestras, acesse: https://fremc.iestgroup.com . Sobre a Feira de Recrutamento das Empresas Chinesas Desde 2016, a Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), o Instituto Confúcio na Unesp e o IEST Group organizam a Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil. “Temos um compromisso em promover conexões entre talentos brasileiros e empresas multinacionais que atuam no país. Essa feira é pioneira em proporcionar oportunidades de trabalho em empresas chinesas no Brasil”, afirma Tian Bin, CEO do IEST Group. A Feira já reuniu centenas de grandes empresas chinesas de diversos setores presentes no mercado brasileiro, incluindo automotivo, engenharia, telecomunicações, máquinas e equipamentos, agricultura, tecnologia, mobilidade, entre outros. Ao longo do período, em seis edições, o evento proporcionou mais de 700 oportunidades de emprego e atraiu mais de 2.600 talentos, consolidando-se como um dos maiores encontros de recrutamento voltados para empresas chinesas no Brasil. Segundo o diretor do Instituto Confúcio na Unesp, Professor Luís Antonio Paulino, o fato de a Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas ter chegado à sua 7ª edição é prova do comprometimento de longo prazo da China e das empresas chinesas com o desenvolvimento do Brasil. “Em um mundo onde a atração de investimentos e a geração de empregos tem sido a tônica da disputa entre as nações, o fato das empresas chinesas estarem investindo e gerando empregos no Brasil é a demonstração prática do compromisso da China de compartilhar os benefícios de seu desenvolvimento com todo o mundo” afirmou Paulino. Para Vitor Passoni, vice-presidente da Faculdade ESEG, sediar a 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas reforça o compromisso da instituição de aproximar seus estudantes, assim como a comunidade, de oportunidades concretas de carreira. “A presença de dezenas de multinacionais chinesas em nossa Faculdade demonstra a força das relações bilaterais Brasil-China e o potencial de empregabilidade global que queremos oferecer aos nossos alunos. Essa é uma excelente oportunidade de colocá-los frente a frente com grandes empresas, entender as tendências do mercado internacional e abrir portas para trajetórias profissionais de impacto", complementa Passoni. Serviço Inscrições: https://fremc.iestgroup.com Data: 31 de maio de 2025 Horário: 10h às 16h Local: Faculdade ESEG - Grupo Etapa Endereço: Rua Vergueiro, 1549 - Paraíso, São Paulo - SP, 04101-000

12 de maio de 2025
China2Brazil
A gigante chinesa de delivery Meituan vai abrir mais de 100 postos de trabalho diretos para sua operação no Brasil. A empresa estreia no mercado brasileiro com a marca Keeta, e terá sede em São Paulo. A operação contará com investimentos diretos de R$ 5,6 bilhões da matriz chinesa, sinalizando a aposta estratégica da companhia no mercado latino-americano. As contratações da Meituan serão realizadas durante a Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas , marcada para o dia 31 de maio, na capital paulista. As inscrições para feira devem ser feitas até o dia 26 de maio, no endereço eletrônico https://fremc.iestgroup.com Especializada em entrega de refeições e tecnologia para o varejo, a Meituan confirmou o lançamento do Keeta, seu novo serviço de delivery no Brasil, durante evento realizado em Pequim, por ocasião da visita do presidente Lula à China . Crédito: China2Brazil

12 de maio de 2025
China2Brazil
A China e os Estados Unidos emitiram um comunicado conjunto sobre as tarifas de importação entre os dois países, após uma rodada de negociações de alto nível, realizada entre o vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da China, He Lifeng, chefe da delegação chinesa para assuntos econômicos e comerciais com os EUA, e Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, e Jamieson Lee Greer, representante de Comércio dos EUA, ambos à frente da delegação norte-americana. O encontro aconteceu em Genebra, Suíça. Às 9h da manhã desta segunda-feira, 12 de maio (horário local), China e Estados Unidos divulgaram oficialmente a Declaração Conjunta das Negociações Econômicas e Comerciais China-EUA em Genebra. Ambas as partes concordaram em adotar as seguintes medidas: Os EUA se comprometeram a cancelar 91% das tarifas adicionais impostas sobre produtos chineses , conforme os decretos executivos nº 14259 de 8 de abril de 2025 e nº 14266 de 9 de abril de 2025. Concordaram também em modificar o decreto nº 14257 de 2 de abril de 2025, suspendendo por 90 dias 24% das tarifas de reciprocidade de 34%, mantendo os 10% restantes. Em resposta, a China cancelará 91% das tarifas retaliatórias impostas a produtos norte-americanos; suspenderá por 90 dias 24% das tarifas retaliatórias equivalentes aos 34% de tarifas dos EUA, mantendo os 10% restantes. A China também suspenderá ou cancelará medidas não tarifárias de retaliação contra os EUA. As partes também concordaram em estabelecer um mecanismo de consulta econômica e comercial China-EUA, mantendo comunicação estreita sobre preocupações mútuas e conduzindo novas rodadas de negociações. O representante chinês será o vice-primeiro-ministro He Lifeng; os representantes norte-americanos serão o secretário Scott Bessent e o representante de comércio, Jamieson Lee Greer. As consultas ocorrerão regularmente ou conforme necessário, alternando entre China e EUA, ou em terceiros países acordados. Também poderão ser realizadas consultas técnicas sobre temas econômicos específicos, conforme necessário. Fonte: The Paper e Xinhua News

12 de maio de 2025
China2Brazil
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta segunda-feira, 12, que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China é de grande importância diante da atual situação internacional, caracterizada por mudanças e turbulências. Observando que a China e o Brasil são ambos grandes países em desenvolvimento, grandes mercados emergentes e membros importantes do grupo BRICS e do Sul Global, o porta-voz disse que “as relações China-Brasil sempre estão na vanguarda das relações da China com os países em desenvolvimento”. A convite do presidente chinês, Xi Jinping, Lula está em visita de Estado à China de 10 a 14 de maio. Essa é a sexta visita de Lula à China e a segunda desde 2023. 50 Anos de relações bilaterais Durante a visita de Estado do presidente Xi ao Brasil em 2024, os dois chefes de Estado anunciaram a elevação das relações bilaterais a uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, assim como o estabelecimento de sinergias entre a Iniciativa Cinturão e Rota e as estratégias de desenvolvimento do Brasil, disse Lin, acrescentando que os laços bilaterais entraram em um novo período histórico. "O presidente Lula é o líder de um grande país latino-americano e um estadista internacional com influência significativa", disse Lin. Para o porta-voz chinês, a visita enriquecerá ainda mais a conotação estratégica da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado e demonstrará o compromisso resoluto e a responsabilidade da China e do Brasil de liderar os países do Sul Global. Durante sua visita, o presidente Lula participará da cerimônia de abertura da quarta reunião ministerial do Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Lin afirmou que a China atribui grande importância ao papel significativo do Brasil nos assuntos da América Latina e do Caribe (ALC) e está disposta a trabalhar com o Brasil para promover novos desenvolvimentos na construção de uma comunidade China-ALC com um futuro compartilhado. Fonte: Xinhua News

12 de maio de 2025
China2Brazil
A cidade de Yiwu, na província de Zhejiang, leste da China, consolidou-se como o maior mercado atacadista de pequenos produtos do mundo — incluindo itens de festa. Todos os anos, bilhões de dólares em mercadorias sazonais são exportados do local para dezenas de países, respondendo por cerca de 80% do mercado global. Desde abril deste ano, os comerciantes locais têm ajustado suas estratégias de venda em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Com a proximidade das festas de fim de ano, compradores internacionais já iniciaram visitas a Yiwu para negociar preços e prazos de entrega, a fim de garantir que os produtos estejam nas prateleiras no final do ano. Por conta dos prazos de produção e transporte marítimo, é comum que os pedidos comecem a ser feitos em maio. Em junho, chegam os compradores de países vizinhos, e, a partir de julho, Yiwu entra em sua alta temporada de exportações. A comerciante Lu Furong afirma que, neste ano, o volume de pedidos superou o do ano passado. "Temos estado bastante ocupados ultimamente, com um bom volume de pedidos. Nossos principais mercados são a América do Sul, o Oriente Médio e a Europa. Este ano, na verdade, os negócios cresceram em relação ao ano passado, porque oferecemos uma linha completa de produtos, todos com design exclusivo, o que atrai muito os clientes”, diz. Apesar do cenário internacional desafiador, diversos comerciantes relataram aumento nas encomendas. Wang Jinjing, que há duas décadas trabalha no setor de artigos para festas em Yiwu, observou que os tradicionais pedidos em massa vindos dos Estados Unidos ainda não chegaram, mas que novas estratégias já estão sendo aplicadas. "Antes, se não conseguíamos atender todos os pedidos, acabávamos recusando encomendas menores de outros países. Agora, com a situação atual, aceitamos até os pedidos pequenos." Essa flexibilidade é reflexo de dois fatores-chave. Primeiro, a base de clientes de Yiwu é altamente diversificada: os Estados Unidos representam menos de 10% das exportações locais. Segundo, devido à forte sazonalidade dos produtos festivos, os comerciantes só iniciam a produção após o fechamento dos pedidos. Assim, se um cliente desiste, outro rapidamente ocupa seu lugar. Durante a última edição da Feira de Cantão , muitos compradores aproveitaram a viagem à China para visitar Yiwu, gerando novas encomendas. "Apesar do impacto do ambiente global, alguns países podem ser afetados, mas no geral, os negócios continuam crescendo", afirmou o comerciante Zhuang Leping. Reconhecida como a maior base de produção de artigos para festas do mundo, Yiwu abriga uma cadeia completa de produção, vendas e embalagem, com milhares de variedades — de brinquedos a fantasias, enfeites e luzes decorativas. Para atrair ainda mais compradores estrangeiros, as empresas locais vêm investindo na melhoria da experiência de compra e da qualidade dos produtos. A produção sob encomenda evoluiu para criações com design próprio, e os materiais, antes limitados ao PVC, agora incluem opções mais sofisticadas e sustentáveis, como madeira, tecido, ferro e compostos ecológicos — adaptados às preferências culturais de cada país. Segundo Gong Yongqiang, diretor de uma empresa produtora de artigos festivos, cerca de cem novos produtos são lançados por ano. "À primeira vista, uma parede cheia de bonecos pode parecer repetitiva, mas cada peça é adaptada em detalhes como o formato do rosto e a cor da pele, de acordo com o gosto dos clientes de cada país." Ele destacou ainda o aumento das encomendas da América do Sul, impulsionado pela política de isenção de visto de trânsito por 240 horas para estrangeiros em visita à China. Além da competitividade dos produtos, Yiwu tem buscado soluções para desafios financeiros globais. Para contornar a volatilidade do dólar e dificuldades em pagamentos internacionais, o Mercado Internacional de Yiwu passou a promover o uso do renminbi (RMB) nas transações. Atualmente, muitos comerciantes já adotaram a moeda chinesa como padrão para liquidação comercial. De acordo com Cai Qinliang, secretário-geral da Câmara de Comércio de Wenling em Yiwu, a medida tem ampliado a base de clientes da cidade. "Promover o uso do RMB nas transações internacionais não apenas reduziu os custos cambiais das empresas, como também atraiu mais clientes de países menos dependentes do dólar, expandindo nossa rede de parceiros comerciais”, afirma. Fonte: news.china.com.cn

12 de maio de 2025
China2Brazil
Brasília receberá, em 20 de maio, o Fórum dos BRICS sobre Cooperação em Transformação Digital da Indústria, que contará com a presença de uma comitiva composta por 60 representantes de alto nível do governo chinês, empresas líderes em tecnologia e instituições estratégicas do setor de telecomunicações. A iniciativa é organizada pelo Centro de Cooperação Internacional Econômica e Tecnológica da China do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês. Entre os nomes confirmados na comitiva chinesa estão o Vice-Ministro da Indústria e Tecnologia da Informação da China, Xiong Jijun; o Vice-Presidente da Huawei , Gan Bin; o Vice-Presidente de Negócios Internacionais da Kuaishou e Head de Operação Global, Cheng Ji; e o Vice-Presidente da OPPO, Oscar Wang. Além de altos representantes de diversas instituições ligadas ao setor de telecomunicações. O fórum também reunirá representantes de instituições do lado brasileiro, como a Apex , IPEA e a Agência de Promoção de Investimento de São Paulo. O objetivo do encontro bilateral é fomentar a cooperação entre os países do BRICS na área de transformação digital e conectividade, promover o intercâmbio tecnológico e fortalecer as conexões entre governos no âmbito do BRICS. O encontro acontecerá às 14h, no Royal Tulip Brasília Alvorada, e integra a agenda do Grupo de Trabalho sobre Transformação Digital da Indústria, vinculado aos trabalhos à margem do encontro de líderes do BRICs, que acontecerá em 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro. Serviço: Data: 20 de Maio Horário: 14h - 17h30 Endereço: Royal Tulip Brasília Alvorada (Salas I, J+K e L), localizado no endereço SHTN Trecho 1 Conjunto 1B Bloco C - Asa Norte, Brasília - DF.

9 de maio de 2025
China2Brazil
Em meio ao avanço do protecionismo comercial e ao acirramento das tensões geopolíticas globais, a China vem aprofundando uma série de reformas institucionais com o objetivo de tornar seu ambiente de negócios mais transparente, previsível e alinhado às normas internacionais. A estratégia busca oferecer uma “âncora estável” para empresas multinacionais enfrentarem riscos globais e equilibrar, com inovações jurídicas, as incertezas da economia mundial. Desde a implementação da Lei de Investimento Estrangeiro, em 2020, até a experimentação de novos marcos regulatórios nas zonas-piloto de livre comércio, o país tem promovido um processo de modernização institucional centrado na abertura como vetor de segurança. Medidas como o sistema digital “governo online em um só portal” e a filosofia de supervisão “não interferir sem necessidade” refletem uma visão contemporânea de governança voltada à atração de capitais internacionais. Ambiente jurídico mais transparente e seguro No campo legal, a China tem apostado na reconstrução da confiança de mercado por meio do Estado de Direito, substituindo barreiras invisíveis por regras claras. A Lei de Investimento Estrangeiro substituiu o antigo modelo dual de tratamento a empresas nacionais e estrangeiras pelo princípio de “tratamento nacional pré-estabelecido + lista negativa”, reduzindo burocracias e garantindo igualdade jurídica. Em 2024, a lista negativa nacional caiu de 31 para 29 itens. A proteção dos direitos de propriedade intelectual também foi fortalecida. Com a criação de tribunais especializados e a quarta revisão da Lei de Patentes, o valor das indenizações por infrações dolosas pode chegar a RMB 5 milhões, com a aplicação de penalidades exemplares. Apenas em 2024, os tribunais chineses julgaram 8.252 novos casos envolvendo empresas estrangeiras, reforçando a imagem da China como uma nação comprometida com a justiça e a proteção legal. Em Xangai, o distrito de Pudong inaugurou o primeiro Escritório de Procuradoria de Propriedade Intelectual do país, reduzindo em 40% o tempo de abertura de ações criminais relacionadas a segredos comerciais — iniciativa que tem aumentado a confiança de investidores internacionais. Convergência com padrões regulatórios globais As zonas de livre comércio chinesas funcionam como laboratórios de integração com normas internacionais. Em Xangai, por exemplo, cláusulas do Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP) estão sendo testadas, como a exigência de neutralidade nas compras governamentais quanto à forma de propriedade das empresas. Já em Hainan, foi adotado um modelo regulatório baseado em lista negativa e avaliação de segurança para a transferência de dados transfronteiriços. Esse esforço coordenado fortalece a compatibilidade do sistema chinês com as regras mais avançadas do comércio global, sinalizando ao mercado internacional que a China está comprometida com uma lógica de abertura regulada e segurança institucional. Fonte: thepaper.cn