
28 de maio de 2025
China2Brazil
O LEGOLAND Shanghai Resort anunciou, em 28 de maio, a venda de ingressos diários e pacotes de hotel. Os produtos estão disponíveis no aplicativo oficial, no mini-programa do WeChat e nas lojas da Fliggy, Douyin, Ctrip e Meituan. Membros do resort têm prioridade e podem adquirir ingressos com 10 horas de antecedência pelos mesmos canais. O resort também anunciou 23 parceiros oficiais de vendas, com Ctrip e Meituan como parceiros estratégicos. Os demais 21 parceiros iniciarão as vendas em breve. A versão 1.0 do aplicativo oficial foi lançada em 27 de maio e oferece funcionalidades como mapa de navegação, centro de itinerários, pedidos de refeições e atendimento de quarto. A abertura oficial ao público está marcada para 5 de julho de 2025. O parque adotará um sistema de preços com seis faixas, conforme a demanda sazonal. Os valores variam entre RMB 255 e RMB 599. Segundo o jornal Yicai, o ingresso padrão para o dia da inauguração custa RMB 549, enquanto ingressos infantis e para idosos saem por RMB 439. O resort também oferece um passe anual comemorativo com acesso à fase de testes, por a partir de RMB 1.399. Os pacotes de hotel, também com acesso à fase de testes, partem de RMB 3.588 e incluem cinco tipos de quartos pelo mesmo valor. Para evitar especulação nos preços, o parque implementou um sistema de gerenciamento de identidade. Os visitantes devem fornecer nome completo, número de documento, e dados de contato no momento da reserva. O ingresso fica vinculado à identidade do comprador e não pode ser transferido, vendido ou doado. A entrada exige a apresentação do documento original cadastrado. O LEGOLAND Shanghai será o primeiro parque da marca na China e o 11º no mundo. Com inauguração prevista para o verão de 2025, será o maior da Ásia e terá a maior escala de abertura entre todos os parques Legoland. A estrutura inclui mais de 75 atrações, entre brinquedos, shows e experiências temáticas. Algumas das áreas incluem Escola de Condução, Corrida de Moto Aquática, Monkie Kid, Estação de Trem da Cidade, Lego Ninjago e a Montanha-russa do Dragão. O hotel do resort conta com andares temáticos inspirados em Monkie Kid, Ninjago e Castelo. Os quartos possuem dormitório principal e espaço separado para crianças, com capacidade para até cinco pessoas. O LEGOLAND Shanghai Resort também lançará ações promocionais com parceiros estratégicos, como atividades online, roadshows presenciais e colaborações em marketing digital e inovação de produtos. Além do LEGOLAND, Xangai receberá outro grande projeto de entretenimento: o Warner Bros. Studio Tour Shanghai – The Making of Harry Potter, com inauguração prevista para 2027. A cidade já abriga atrações como Shanghai Disneyland, Haichang Ocean Park, Yaoxue Ice and Snow World e Happy Valley. O setor de turismo local projeta que a chegada do LEGOLAND deve reforçar a posição de Xangai como principal destino urbano para o turismo de entrada na China. Fonte: yicai.com

27 de maio de 2025
China2Brazil
A BYD iniciou uma nova rodada de cortes de preços em 22 modelos das linhas Dynasty e Ocean, com subsídios que chegam a RMB 53 mil. A campanha é limitada e inclui modelos como o Qin PLUS DM-i versão inteligente (RMB 63.800), Seal 06 DM-i (RMB 76.800) e Seagull versão inteligente (RMB 55.800). A montadora, líder em veículos de nova energia (NEVs) na China, reforçou a ofensiva de preços, acirrando a disputa no setor. O movimento provocou reação imediata no mercado financeiro. Em 26 de maio, ações de empresas do setor automotivo recuaram nas bolsas de Xangai e Hong Kong. A BYD caiu mais de 6% na China. Seres, GWM, Changan, BAIC BluePark, SAIC e GAC registraram perdas superiores a 2%. Em Hong Kong, Leapmotor, BYD e Geely despencaram mais de 8%. Na mesma data, a Geely também aderiu aos cortes. A empresa anunciou descontos entre RMB 5 mil e RMB 18 mil em modelos como o Star Wishes (de RMB 70 mil para RMB 59.800), L6 (RMB 69.800), Galaxy Starship 7 (RMB 79.800) e E5 (RMB 89.800), ampliando a concorrência direta com a BYD. A adesão simultânea de BYD e Geely colocou o setor em novo patamar de competição. Leapmotor, IM Motors e SAIC-GM também entraram na disputa. A expectativa é que marcas como Chery e Changan acompanhem o movimento. Estoques elevados forçam cortes agressivos O modelo de "preço fixo", adotado inicialmente por fabricantes estrangeiras na China, se tornou padrão entre montadoras locais. Com estoques elevados, empresas como BYD e Leapmotor usam campanhas promocionais para acelerar as vendas. Em 25 de maio, a Leapmotor lançou sua campanha para o Festival do Barco-Dragão com o C16 híbrido a RMB 111.800 e o C11 híbrido a RMB 103.800. Com incentivos adicionais como troca ou sucateamento, o consumidor pode adquirir o C01 por RMB 94.800, o C16 por RMB 91.800 e o C11 por RMB 83.800. A Geely, com mais de 1 milhão de unidades vendidas neste ano, também reduziu preços no segmento abaixo de RMB 100 mil, onde a competição é mais intensa. Desde o Ano Novo Chinês, a BYD realiza campanhas de descontos. Em março, lançou preços fixos para modelos de entrada das linhas Ocean e Dynasty. O Qin L DM-i caiu para RMB 89.800 e o Song L DM-i para RMB 119.800. Em maio, ampliou os subsídios em modelos inteligentes como Han EV, Han DM-i e Tang DM-i, com benefícios combinados de até RMB 35 mil. Desta vez, a BYD incluiu mais modelos e adotou cortes mais amplos. A decisão reflete a perda de participação nas vendas de modelos líderes e a redução no volume de unidades comercializadas. A empresa, que já vendeu 500 mil carros por mês, registrou média de pouco mais de 300 mil unidades nos quatro primeiros meses do ano. O desequilíbrio entre oferta e demanda se agravou. Segundo a Associação de Carros de Passageiros (CPCA), os estoques de veículos leves superaram 3,5 milhões de unidades, recorde para o período. Desse total, 850 mil são NEVs. O estoque elevado contrasta com a sazonalidade do setor. Entre junho e agosto, o mercado registra baixa nas vendas. A pressão sobre concessionárias aumenta, e campanhas de curto prazo, que duram de uma semana a um mês, tentam liberar espaço antes da adoção de novos padrões de segurança para baterias e do fim dos subsídios para NEVs. Cortes beneficiam o consumidor, mas fragilizam a indústria A produção intensiva, sem acompanhamento da demanda, gerou excesso de oferta. Montadoras operam fábricas em capacidade máxima, enquanto o mercado absorve menos veículos. Para as concessionárias, campanhas com preços promocionais ajudam a reduzir estoques e atrair clientes indecisos. O índice médio de estoque já se aproxima de 3, segundo relatos de revendedores. Apesar de alguns analistas apontarem a guerra de preços como um ajuste temporário, o movimento pode afetar a estrutura de preços do setor. A percepção de que “carros agora devem custar esse valor” pode comprometer a imagem das marcas e afetar a satisfação de consumidores recentes. A pressão de preços reflete a atual situação econômica. Após incentivos à troca, o consumo de veículos segue tendência deflacionária: maior volume de vendas com queda nos preços, principalmente em modelos de entrada. Com o avanço dos elétricos e inteligentes, consumidores acessam veículos com mais espaço e recursos por valores menores. Isso obriga o setor a reduzir preços e intensifica a disputa. No entanto, o modelo de alto volume e baixa margem compromete o desenvolvimento do setor. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, a margem de lucro da indústria automotiva no primeiro trimestre de 2025 foi de 3,9%, abaixo da média da indústria. Em 2024, a margem foi de 4,3%, mesmo com o volume recorde de mais de 31 milhões de veículos vendidos. A rentabilidade das montadoras chinesas segue distante de concorrentes internacionais. O lucro total das empresas listadas no país equivale a menos de 40% do que a Toyota gera em um ano. Em um setor de alto investimento, margens reduzidas limitam a capacidade de inovação e tornam a competição exaustiva. No curto prazo, os cortes estimulam a demanda. No longo prazo, enfraquecem o setor. Para sustentar reduções de preço, toda a cadeia precisa absorver custos, o que pressiona fornecedores e compromete a qualidade da produção. Como alertou Wei Jianjun, CEO da GWM: “Qual produto industrial pode reduzir RMB 100 mil e ainda garantir qualidade? Isso é absolutamente impossível”. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma já alertou que a “competição excessiva” prejudica o desenvolvimento do setor e distorce a ordem de mercado. O tema já aparece com frequência em comunicados oficiais. Fonte: 36kr.com

27 de maio de 2025
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A HarmonyOS Zhixing entregou 100 mil veículos inteligentes da linha Zhijie. A marca foi atingida nesta terça-feira (27), durante uma cerimônia realizada em Wuhu, na China, que também marcou a inauguração de uma nova fábrica. A linha Zhijie reúne modelos das séries S7 e R7, incluindo o Zhijie New S7, o Zhijie New S7 Ultra Sport, além de versões com motorização estendida e elétrica do Zhijie R7. Em 17 de abril, a empresa lançou a nova versão do Zhijie R7, com bateria de 53,4 kWh e autonomia total de 1.673 km pelo ciclo CLTC. A autonomia elétrica é de até 360 km. O preço inicial é de 299.800 yuans, cerca de US$ 41.600. No mesmo dia, apresentou o Zhijie New S7 Ultra Sport, com bateria de 100 kWh, autonomia de até 703 km e preço a partir de 329.800 yuans, aproximadamente US$ 45.800. De acordo com a empresa, os pedidos firmes da linha Zhijie já superam 130 mil unidades. A HarmonyOS Zhixing amplia sua presença no mercado de veículos inteligentes da China. Fonte: IT Home Tradução: Mei Zhen Li

27 de maio de 2025
China2Brazil
O Harbin Institute of Technology (HIT) anunciou, em 27 de maio, que pesquisadores da instituição desenvolveram dispositivos elétricos aeroespaciais com maior confiabilidade e uniformidade de qualidade. A tecnologia recebeu múltiplos direitos de propriedade intelectual independentes e alcançou indicadores técnicos comparáveis aos padrões internacionais, com controle total das tecnologias essenciais. A pesquisa, liderada pelo professor Zhai Guofu, diretor do Instituto de Confiabilidade Elétrica e Eletrônica da HIT, envolveu cerca de 200 integrantes, entre professores, engenheiros e estudantes de pós-graduação. O grupo contou com a colaboração de unidades da indústria, formando uma equipe integrada de pesquisa, desenvolvimento e aplicação. Segundo o HIT, a inovação ampliou a vida útil média dos dispositivos elétricos de 20 mil para 200 mil ciclos, um aumento de 900%. Os principais parâmetros de desempenho e a uniformidade de vida útil também subiram 36%. O avanço passou pela avaliação do Grupo de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China. Os dispositivos elétricos desenvolvidos cobrem aplicações como relés, contatores, conectores, disjuntores e interruptores. O professor Ye Xuerong, diretor da Escola de Engenharia Elétrica e Automação da HIT, comparou o sistema de controle aeroespacial a uma "rede neural", na qual os dispositivos elétricos funcionam como "neurônios", responsáveis pela transmissão de sinais e pela gestão de energia. “Cada ponto do sistema depende da atuação segura desses dispositivos. Uma falha pode comprometer toda a missão”, afirmou. Os pesquisadores criaram uma nova teoria de uniformidade de qualidade, que orienta o design de dispositivos para ambientes extremos. A equipe também estabeleceu padrões aeroespaciais específicos e desenvolveu um software próprio para aplicar esses critérios ao longo do ciclo de vida dos componentes. O projeto eliminou a dependência de tecnologias estrangeiras e consolidou um sistema de produção nacional de dispositivos com foco em confiabilidade e padronização. Fonte: news.cn

26 de maio de 2025
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China e ASEAN anunciaram a conclusão das negociações da versão 3.0 da Zona de Livre Comércio China-ASEAN (CAFTA), durante a Reunião Extraordinária de Ministros do Comércio, realizada recentemente. O acordo marca uma nova etapa na cooperação econômica entre os dois blocos e repercute na Ásia-Pacífico e no comércio internacional. Em 2024, o comércio bilateral entre China e ASEAN cresceu 9%, alcançando 6,99 trilhões de yuans, o equivalente a 15,9% das exportações e importações totais da China. As duas partes mantêm a posição de principais parceiros comerciais uma da outra. Especialistas apontam que a nova versão do acordo deve ampliar o volume de comércio, reduzir custos, aumentar a eficiência dos fluxos comerciais e facilitar as trocas entre empresas dos dois lados. A expectativa é que o comércio bilateral ultrapasse US$1 trilhão nos próximos anos, com impactos diretos sobre empresas e consumidores da região. Reforço ao livre comércio e às cadeias produtivas regionais A conclusão da CAFTA 3.0 ocorre em um cenário de instabilidade no sistema multilateral de comércio. China e ASEAN reforçam, com o novo acordo, o compromisso com o livre comércio e a rejeição ao protecionismo. O pacto contribui para maior previsibilidade nas relações econômicas e fortalece a confiança dos mercados globais. Analistas avaliam que a nova versão da CAFTA deve reduzir barreiras comerciais e obstáculos ao investimento ao harmonizar regras e padrões regulatórios. O texto também prevê avanços na convergência em áreas como tecnologia, certificações e reconhecimento mútuo de normas, com impacto direto na integração das cadeias de produção e fornecimento regionais. A conectividade logística será outro foco do acordo. A agenda inclui construção de portos, modernização de parques logísticos, melhoria de processos alfandegários, uso de tecnologias para agilizar o despacho de mercadorias e aperfeiçoamento da gestão de riscos nas cadeias de suprimentos. Além de aprofundar o livre comércio, o acordo reforça o pilar institucional da parceria e avança na construção de uma comunidade de destino compartilhado. O crescimento do comércio e dos investimentos deve intensificar o contato entre as populações, com reflexos na cooperação política, econômica, social e cultural. A medida busca criar um ambiente favorável ao desenvolvimento regional. Economia digital e transição verde A versão 3.0 inclui diretrizes voltadas para a economia digital e a sustentabilidade ambiental. No campo digital, China e ASEAN planejam fortalecer a cooperação em comércio eletrônico, pagamentos digitais e transações transfronteiriças. Também pretendem definir regras conjuntas para o comércio digital e a governança global da economia digital . Na área ambiental, os países acordaram aprofundar a colaboração em energias renováveis, energia limpa, tecnologias de eficiência energética e proteção ambiental. O objetivo é alinhar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Novas oportunidades para empresas e setores sociais A CAFTA 3.0 deve ampliar o acesso de pequenas e médias empresas da ASEAN ao mercado chinês. Medidas de facilitação e políticas públicas nacionais devem apoiar essas empresas na adaptação às novas regras, fortalecendo sua presença nos fluxos comerciais regionais e estimulando a geração de empregos. O acordo também prevê a intensificação de intercâmbios em áreas como educação, cultura e turismo. A proposta busca fortalecer os laços sociais e ampliar a integração entre os países. Histórico da CAFTA A China e os dez países da ASEAN iniciaram a construção da CAFTA em 2002, com a assinatura de acordos sobre bens, serviços e investimentos. Em 2010, a CAFTA 1.0 entrou em vigor, eliminando tarifas em mais de 90% dos produtos. Em 2019, após uma atualização aprovada em 2015, passou a vigorar a versão 2.0, com maior abertura de mercado. As negociações da CAFTA 3.0 começaram oficialmente em novembro de 2022 e foram finalizadas em outubro de 2024. O novo texto amplia a abrangência do acordo e marca uma nova fase na integração econômica regional. China e ASEAN devem manter o foco na implementação dos compromissos assumidos e aprofundar a cooperação econômica com base na igualdade, benefício mútuo e interdependência estratégica. Fonte: Xinhua Tradução: Mei Zhen Li

26 de maio de 2025
China2Brazil
As caixas-surpresa, conhecidas como "blind boxes", tornaram-se uma tendência entre os jovens chineses , especialmente universitários. Pesquisa do China Youth Daily, em parceria com a Mídia Estudantil Nacional, coletou 1.474 respostas válidas e revelou que 68,25% dos entrevistados já adquiriram esses produtos. Dentre eles, 80,32% gastam até 300 RMB por ano, enquanto 11,03% desembolsam entre 301 e 500 RMB, e 8,64% ultrapassam os 501 RMB anuais. Motivações e experiências O principal atrativo das caixas-surpresa é a emoção ao abri-las, apontada por 69,78% dos participantes. Outros fatores incluem o apreço pelos produtos (63,52%), associação a celebridades ou marcas (35,19%), influência de amigos (18,59%) e curiosidade ou desejo de seguir tendências (15,11%). Zeng Jingyan, estudante da Universidade de Nanhua, relatou gastar cerca de 3.000 RMB por ano em caixas-surpresa, buscando versões raras de bonecos colecionáveis. Chen Yukun, por sua vez, destacou o valor educativo de caixas com temas como proteção animal e eventos climáticos. Diversificação do mercado As caixas-surpresa expandiram-se para diversos setores. Segundo a pesquisa, as mais populares são de brinquedos de designer (78,23%), seguidas por caixas culturais (56,16%), de alimentos (19,78%), passagens aéreas ou ferroviárias (15,41%), cosméticos (15,21%), roupas (15,21%), eletrônicos (9,05%), arqueológicas (7,75%) e ingressos (6,76%). Zhang Di, da Universidade de Hainan, utiliza caixas-surpresa de passagens para explorar novos destinos. Em uma ocasião, adquiriu uma passagem ferroviária por 9 RMB e decidiu parar em Wanning para surfar. Ela compara a experiência a "abrir uma missão paralela" na vida. Desafios e necessidade de regulação Apesar da popularidade, o mercado enfrenta críticas. Gong Cheng, residente em Yichun, Jiangxi, comprou uma caixa de calçados e recebeu um par de sapatos antiquados, sem possibilidade de devolução. Wang Zihan relatou experiências negativas com caixas de cosméticos, recebendo produtos de qualidade duvidosa. Especialistas como Dong Yi e Liu Zhi apontam riscos de fraude e qualidade inconsistente. Eles destacam a necessidade de legislação específica, incluindo divulgação clara das chances de obter itens raros, controle sobre a especulação, melhoria no serviço de pós-venda e regras para vendas a menores de idade. Perspectivas futuras Para Wang Dijun e Zhou Changcheng, da Universidade de Wuhan, o consumo de caixas-surpresa reflete a busca por satisfação espiritual em uma sociedade de abundância material. Eles defendem que empresas assumam responsabilidade social e explorem o valor cultural dos produtos, enquanto o governo deve reforçar a supervisão e estabelecer normas claras. Consumidores como Wang Zihan esperam que as caixas-surpresa continuem proporcionando surpresas, mas dentro de um mercado regulado e transparente. Ela enfatiza a importância do consumo racional e da integridade por parte dos comerciantes para o desenvolvimento saudável desse segmento. Fonte: China Youth Daily

26 de maio de 2025
China2Brazil
Nos últimos anos, os SUVs se tornaram presença constante nas ruas. Dados de mercado e estratégias das montadoras confirmam que esse segmento se consolidou como o principal foco da indústria automotiva. Durante o Salão do Automóvel de Xangai, a maioria das montadoras optou por uma abordagem pragmática. Em vez de promover tecnologias de direção inteligente, mais sujeitas a regulação, elas destacaram SUVs como resposta a uma demanda mais previsível. O motivo: praticidade, espaço interno e aderência ao uso familiar. Os SUVs também apresentam valorização superior à de sedãs da mesma categoria, de 20% a 30%, segundo comparações entre o Tiguan L e o Passat. Plataformas comuns e produção em escala reduzem os custos de desenvolvimento, aumentando a rentabilidade. No segmento de luxo, os SUVs garantem margem de lucro e reforçam a imagem das marcas. No estande da Yangwang (marca da BYD ), o destaque foi o SUV de grande porte U8L. Já o supercarro U9 ficou em segundo plano. A Zeekr seguiu o mesmo padrão: priorizou o SUV 9X e a minivan 009, deixando o modelo esportivo 007 GT em segundo plano. A lógica é clara: primeiro os modelos com maior giro de vendas, depois os de nicho. Em 2024, as vendas de SUVs na China somaram 11,31 milhões de unidades, alta de 9,7% sobre 2023, segundo a Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA). O segmento superou os sedãs, que cresceram apenas 1,8%. Entre os SUVs, 34 modelos superaram 100 mil unidades no ano, sendo 26 deles com média mensal acima de 10 mil. Os veículos elétricos dominaram o segmento. O Tesla Model Y liderou o ranking, com 480.309 unidades vendidas. SUVs lideram vendas na China O mercado chinês totalizou 22,89 milhões de veículos de passageiros vendidos em 2024, crescimento de 5,5%. Os SUVs representaram 49,41% das vendas, à frente dos sedãs (45,83%) e dos MPVs (4,76%). Em 2023, SUVs e sedãs estavam empatados com 10,31 milhões cada. Por que os SUVs ganharam espaço 1. Preferência cultural por espaço Consumidores chineses valorizam o espaço interno. Os SUVs, com mais altura, largura e área para bagagens, atendem a essa exigência. Durante o Ano Novo Chinês, por exemplo, o porta-malas maior facilita o transporte de presentes e compras, reforçando o apelo familiar do modelo. 2. Visibilidade e desempenho Com posição de condução elevada e maior distância do solo, os SUVs oferecem campo de visão mais amplo. Isso facilita a direção em áreas urbanas e aumenta a segurança. Além disso, muitos modelos possuem motores mais potentes e maior capacidade de tração, o que garante melhor desempenho em terrenos irregulares ou aclives. 3. Versatilidade no uso Os SUVs atendem tanto a deslocamentos urbanos quanto a viagens e trilhas. O espaço interno facilita o transporte de crianças, compras ou equipamentos. A popularização do turismo rodoviário também impulsionou a escolha por veículos com maior capacidade de enfrentar estradas em más condições. 4. Eletrificação reduziu principais desvantagens Antes criticados pelo alto consumo de combustível, os SUVs passaram a contar com versões elétricas. Isso reduziu custos operacionais e emissões, além de atrair consumidores preocupados com sustentabilidade. Incentivos governamentais e economia no uso compensam o preço inicial mais alto. Estratégia das montadoras Montadoras perceberam que os SUVs oferecem maior margem de lucro. Além de preço de venda mais alto, esses modelos incluem mais itens opcionais, como tração nas quatro rodas, teto panorâmico e sistemas de áudio avançados, que aumentam o ticket médio por unidade. Marcas como AITO se destacaram ao lançar SUVs que combinam conforto e direção inteligente . Os modelos M7, M8 e M9 conquistaram o mercado rapidamente. Isso mostra que investir nesse segmento pode acelerar a consolidação de marcas novas. Com a ampliação das famílias chinesas e a demanda por espaço e utilidade, os SUVs se mantêm competitivos frente aos sedãs. Por isso, montadoras reposicionaram seus portfólios e tornaram os SUVs prioridade de desenvolvimento. Fonte: 36kr.com

23 de maio de 2025
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Em 19 de maio, a China divulgou os dados econômicos de abril. O desempenho superou as projeções iniciais e chamou a atenção de especialistas do setor e veículos internacionais, que destacaram a capacidade do país de manter estabilidade econômica mesmo sob pressões externas, como tensões comerciais . Dois acontecimentos reforçaram essa percepção. No mesmo dia da divulgação dos dados, a Huawei lançou oficialmente um computador com sistema operacional próprio, o HarmonyOS. No dia seguinte, a Xiaomi anunciou a produção em larga escala do XRING O1, chip para smartphones desenvolvido com tecnologia nacional de 3 nanômetros. Esses movimentos indicam o avanço da indústria chinesa em áreas estratégicas, apesar de sanções e medidas de contenção. A resposta tecnológica reforça a independência do país e ajuda a sustentar seus indicadores econômicos. Em Yiwu, cidade da província de Zhejiang conhecida pelo comércio de pequenos produtos, comerciantes iniciaram a transição para marcas próprias. A partir deste ano, as lojas coletivas da marca “Chinagoods” começaram a ser exportadas integralmente. Em janeiro, a primeira loja internacional da marca assinou contratos no valor de RMB 120 milhões já no dia da abertura. Em fevereiro, a primeira unidade europeia foi inaugurada em Veneza. Até abril, a Chinagoods havia ampliado o faturamento de mais de 190 marcas locais e firmado parcerias com 11 países. Além da exportação, empresas de Yiwu têm expandido suas cadeias produtivas para elevar a competitividade. Segundo um comerciante local, “se o produto for bom e tiver mercado, não há com o que se preocupar”. Esse tipo de iniciativa reflete uma tendência interna que contribui para a recuperação econômica do país. Em abril, o valor total das importações e exportações da China cresceu 5,6% em relação ao mesmo mês de 2023. As exportações avançaram 9,3%. Produtos com maior conteúdo tecnológico, como os eletromecânicos, seguem em alta. Entre janeiro e abril, as exportações desses itens aumentaram 9,5% na comparação anual. As empresas privadas também ampliaram sua participação. No mesmo período, o comércio exterior dessas companhias cresceu 6,8%, impulsionado por estratégias de diversificação de mercados. Esses números indicam um crescimento sustentado por fundamentos econômicos robustos. A China lidera, há 15 anos, o setor manufatureiro global em volume. O país também mantém um dos maiores mercados consumidores do mundo, o que amplia sua capacidade de enfrentar riscos externos. O governo tem reforçado o ajuste estrutural da economia e estimulado novas fontes de crescimento. A política econômica tem priorizado o fortalecimento da demanda interna, o estímulo à inovação e a construção de um novo modelo de desenvolvimento. A atuação macroeconômica também influenciou o desempenho recente. Em setembro de 2024, o Comitê Central do Partido Comunista da China lançou um pacote adicional de políticas, o que favoreceu uma trajetória de recuperação ao longo do ano. Medidas recentes, como a redução do compulsório bancário e de taxas de juros , e a ampliação da integração entre os mercados interno e externo, indicam continuidade nesse esforço. Com essas ações, a China busca consolidar a retomada econômica. Organismos internacionais revisaram para cima suas previsões de crescimento para o país. Executivos de multinacionais passaram a associar o mercado chinês à noção de estabilidade. Embora o cenário global siga instável, a experiência recente mostra que a China dispõe de bases sólidas, instrumentos de apoio e capacidade de adaptação. O país projeta, assim, manter o ritmo de crescimento nos próximos meses. Fonte: finance.people.com.cn

23 de maio de 2025
China2Brazil
A China superou a marca de 1 trilhão de metros cúbicos de gás natural transportado desde 2020, quando interligou suas principais redes de dutos de petróleo e gás. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (23), durante o Congresso Mundial do Gás . Segundo autoridades do setor, o volume máximo diário chegou a 1,1 bilhão de metros cúbicos. Neste ano, o sistema de gasodutos Oeste-Leste operou com média diária superior a 280 milhões de metros cúbicos. Já o gasoduto China-Rússia (linha leste) registrou média acima de 100 milhões de metros cúbicos por dia. No primeiro semestre, o sistema Shaanxi-Beijing, responsável pelo abastecimento da capital, alcançou pico diário de 372 milhões de metros cúbicos. Desde o início da operação, já forneceu mais de 260 bilhões de metros cúbicos à região metropolitana de Pequim. As obras principais de soldagem do gasoduto Hulin–Changchun foram concluídas, e o segmento leste do segundo ramal do projeto de envio de gás de Sichuan segue em expansão. A infraestrutura faz parte da estratégia nacional de formação de uma rede estrutural integrada, com quatro corredores estratégicos, cinco linhas verticais e cinco horizontais. A previsão para este ano é de construção de mais 2 mil quilômetros de novos oleodutos e gasodutos. Dados oficiais apontam que, desde a interligação das redes, o número de usuários a jusante conectados à chamada "rede nacional unificada" passou de 1.300, o que representa aumento de 55% em relação a 2020. A taxa média de uso da capacidade subiu de 68% para quase 80%. Já o volume de entrada de gás natural na rede cresceu de 157 bilhões para 240 bilhões de metros cúbicos. O consumo aparente no país ultrapassou 420 bilhões de metros cúbicos. Fonte: news.southcn.com

23 de maio de 2025
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O dia 20 de maio, conhecido na China pela pronúncia semelhante a "eu te amo" em mandarim, tornou-se uma das datas preferidas para casamentos. Impulsionados por jovens das gerações nascidas nos anos 1990 e 2000, os casamentos passaram a adotar formatos variados, que vão desde cerimônias tradicionais até eventos inspirados em cultura pop. Segundo o Relatório de Percepção sobre Casamentos da Geração Z de 2025 , 78% dos jovens solteiros valorizam a cerimônia de casamento. Entre os nascidos após 2000, mais da metade considera o casamento um rito de passagem que deve refletir estilo pessoal. Em vez de simplificar, muitos apostam em formatos personalizados. Em abril, uma influenciadora digital promoveu um casamento inspirado no anime Cardcaptor Sakura. No palco decorado como um “círculo mágico”, ela entrou com vestido temático e varinha. Nas redes sociais, internautas compararam a cena ao desfecho de um mangá shojo. A variedade vai do estilo tradicional ao universo dos animes, passando por festas com temas de eSports, casais que colocam pets como porta-alianças e apresentações musicais autorais. Para o professor Chen Wei, da Universidade de Xangai, a diversidade reflete o avanço do individualismo e o desejo por experiências autênticas. “As pessoas querem expressar emoções e identidade”, diz. Chen explica que, antes restrito à família, o casamento agora serve também como meio de afirmação no ambiente digital. Mesmo diante da resistência dos pais, o reconhecimento online fortalece a confiança dos noivos nas escolhas personalizadas. Casamentos alternativos reduzem custos e atraem novos perfis de consumidores Durante o feriado de 1º de Maio, um casal de Taiyuan realizou a cerimônia em um restaurante Haidilao, gastando RMB 22,5 mil. Em Pequim, um jovem escolheu o McDonald’s como local da festa. Essas iniciativas mostram que hotéis de luxo já não são padrão. Cafeterias, redes de fast food e pousadas passaram a integrar os novos roteiros de casamento. Antes associados à ostentação e gastos excessivos, os casamentos tradicionais geravam dívidas e práticas como exigência de dotes. Agora, a prioridade está em cerimônias mais acessíveis e com foco na experiência. Segundo dados da Exposição de Casamentos da China, os gastos médios caíram entre 10% e 15%. Detalhes como passeios de ônibus no lugar da carreata, sessões fotográficas espontâneas e chá com leite substituindo bebidas alcoólicas mostram a flexibilização das tradições. Além da economia, os casais querem evitar rotinas exaustivas. Lin, de Jiangsu, relatou ter ficado sobrecarregado ao ser padrinho. Após a experiência, decidiu optar por uma cerimônia mais simples. Segundo Chen Wei, práticas como brincadeiras forçadas tendem a desaparecer. “Com a valorização do indivíduo, os casamentos devem se tornar mais leves”, diz. Mercado se adapta à nova demanda e amplia oportunidades Com a fragmentação do modelo tradicional, empresas do setor enfrentam desafios. Enquanto marcas consolidadas mantêm alta procura, pequenos negócios competem com preços baixos. Muitos noivos contratam fornecedores individuais pela internet e recorrem a empresas apenas para decoração. Apesar do marketing em torno do “casamento sob medida”, crescem as queixas sobre entregas padronizadas ou mal executadas. Uma noiva relatou ter desenhado o próprio layout após meses de negociação e pagamento elevado. Segundo relatório da iiMedia Research, 32,6% dos noivos contratam empresas especializadas para planejamento. Jovens buscam serviços que ofereçam experiências personalizadas, emoção e preços justos. A tendência pressiona o mercado a investir em inovação e qualidade. Algumas marcas já exploram esse novo nicho. Em Nanning, um casal substituiu o brinde alcoólico por 320 copos de chá com leite. Empresas como Heytea e Chagee passaram a oferecer pacotes com embalagens personalizadas, logística e decoração. O consumo também segue novas estéticas. No aplicativo Xiaohongshu, postagens com ideias de presentes incluem buquês de pelúcia Jellycat, alianças em caixas de Lego e bonecos personalizados com base em fotos dos noivos. Itens como blind boxes da Pop Mart substituem os doces tradicionais. De acordo com o Relatório de Pesquisa de Mercado da Indústria de Casamentos na China 2024-2025, o mercado restrito (planejamento e banquetes) deve alcançar RMB 2,84 trilhões, enquanto o mercado amplo (incluindo moradia e lua de mel) atingirá RMB 14,32 trilhões. O setor continua a se diversificar e se adapta a uma geração que exige personalização, inovação e propósito. Fonte: news.cn