
2 de junho de 2025
China2Brazil
O índice de produção da indústria de manufatura de equipamentos da China ultrapassou 54% em maio, com alta de mais de 4 pontos percentuais em relação a abril. O setor manteve o índice acima de 50% por 10 meses consecutivos, o que indica expansão contínua da atividade. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria manufatureira da China chegou a 49,5% em maio, um avanço de 0,5 ponto percentual em comparação com abril. O índice de atividade de negócios do setor não manufatureiro ficou em 50,3%, uma queda de 0,1 ponto percentual, enquanto o PMI composto atingiu 50,4%, com alta de 0,2 ponto percentual. O índice de expectativa de produção e operação da indústria manufatureira alcançou 52,5%, com aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. O dado reflete a manutenção da confiança empresarial no curto prazo. Zhang Liqun, analista da Federação Chinesa de Logística e Compras, avaliou que o aumento do PMI em maio decorre do avanço das políticas macroeconômicas de estímulo. Houve alta nos índices de produção, compras e novos pedidos. No entanto, Zhang observou que os preços continuam em queda, o que sinaliza desequilíbrio entre oferta e demanda. Ele defendeu o reforço dos investimentos públicos e a ampliação da demanda doméstica como formas de consolidar a recuperação econômica. Segundo ele, essas medidas também são necessárias para melhorar o mercado de trabalho, impulsionar o consumo interno e sustentar o novo modelo de desenvolvimento da China. Exportações e demanda doméstica impulsionam produção industrial Após o acordo comercial entre China e Estados Unidos em Genebra, o ritmo de queda das exportações da indústria manufatureira desacelerou. O índice de novos pedidos de exportação subiu 2,8 pontos percentuais e chegou a 47,5% em maio. No mesmo mês, o índice de novos pedidos no mercado doméstico atingiu 49,8%, com alta de 0,6 ponto percentual em relação a abril. O economista-chefe da Hunan Chasing Financial Holdings, Wu Chaoming, afirmou que a suspensão temporária da nova tarifa de 30% por 90 dias provocou um efeito de antecipação nas exportações. Esse fator ajudou a sustentar a produção industrial em maio. Índices de frete de contêineres apontaram crescimento na costa leste (3,0%) e oeste (8,9%) dos Estados Unidos, o que sinaliza recuperação pontual da demanda externa. No plano interno, políticas de estímulo sustentam setores tradicionais como o varejo automotivo e a indústria de base. Com a combinação desses fatores, o índice de produção geral da indústria manufatureira subiu 0,9 ponto percentual e alcançou 50,7% em maio, voltando à zona de expansão. De acordo com Wen Tao, do Centro de Informações Logísticas da China, setores ligados a novas tecnologias mantiveram o crescimento, enquanto a produção de bens de consumo avançou de forma estável. O índice da indústria de manufatura de alta tecnologia ficou em cerca de 52%, apesar de um leve recuo de 0,2 ponto percentual. Já o índice da indústria de bens de consumo subiu mais de 1 ponto percentual e permanece acima de 50% há 15 meses. Entre as grandes empresas, o PMI atingiu 50,7%, com crescimento de 1,5 ponto percentual. O índice de produção subiu 1,7 ponto e o de novos pedidos avançou 3 pontos percentuais, superando 52%. As pequenas empresas também registraram melhora. O PMI ficou em 49,3%, alta de 0,6 ponto percentual. O índice de novos pedidos subiu 1,6 ponto e se aproximou de 50%, o mesmo patamar do índice de produção. No recorte de preços, o índice de preços de compra ficou em 46,9% e o de preços de saída em 44,7%, ambos com queda de 0,1 ponto percentual. A redução mensal dos dois foi menor do que no mês anterior. Wen Tao apontou que, após oscilações em abril, o setor manufatureiro deu sinais de estabilização em maio. No entanto, ele alertou para a continuidade de incertezas no ambiente externo e instabilidades no comércio internacional. Segundo ele, a maioria dos subíndices ainda opera em níveis baixos. Para sustentar o crescimento, Wen recomendou medidas mais firmes de estabilização econômica. Entre elas, destacou o fortalecimento da demanda interna e o avanço de políticas de abertura para gerar novas fontes de crescimento externo. Ambas as frentes, segundo o especialista, devem garantir uma recuperação econômica mais consistente e resiliente. Setor não manufatureiro mantém expansão O índice de atividade de negócios do setor não manufatureiro ficou em 50,3% em maio, mesmo com queda de 0,1 ponto percentual em relação a abril. O resultado indica expansão pelo segundo mês consecutivo. Após o acordo econômico entre China e Estados Unidos, setores ligados à infraestrutura e ao transporte marítimo registraram crescimento. O índice de novos pedidos de exportação da construção civil superou 60%, com avanço significativo em relação ao mês anterior. A atividade geral do setor ultrapassou 62% por dois meses seguidos. No transporte marítimo , o índice de atividade superou 60%, com os subíndices de novos pedidos e exportações acima de 50%. O setor de serviços de telecomunicações também avançou. O índice de atividade superou 60%, com crescimento superior a 5 pontos percentuais, e manteve-se acima de 55% por 16 meses seguidos. O índice de novos pedidos aumentou por três meses consecutivos, ficando acima de 55% nos últimos seis meses. Na área de internet e serviços de software, o índice de atividade permaneceu acima de 56% por dois meses seguidos. O índice de novos pedidos superou 51%, o maior desde março de 2024. Wu Wei, do Centro de Informações Logísticas da China, destacou que setores impulsionados por novas tecnologias seguem com alto potencial de crescimento. Segundo ele, a continuidade do apoio político e da demanda de mercado deve sustentar a expansão desses segmentos. Fonte: Yicai.com

30 de maio de 2025
China2Brazil
A fabricante chinesa de smartphones Vivo anunciou sua entrada no mercado brasileiro com a marca JOVI. A empresa oficializou sua chegada ao país com um evento realizado, em 29 de maio, no Instituto Tomie Ohtake. A marca chinesa apresentou seus dois primeiros modelos: o JOVI V50 5G, com preço sugerido de R$3.199, e o JOVI V50 Lite 5G, por R$4.999, ambos voltados ao mercado intermediário com suporte à tecnologia 5G. A operação no Brasil ocorre por meio de parceria com a GBR, responsável pela fabricação local dos dispositivos na Zona Franca de Manaus. A JOVI mantém ainda a colaboração global com a empresa alemã ZEISS, especializada em óptica e optoeletrônica. Segundo Allan Feng, CEO da JOVI, o interesse pela expansão ao Brasil começou há alguns anos. “Após decisão estratégica, estudamos o mercado, o perfil dos consumidores e os parceiros locais”, afirmou. Características dos modelos O JOVI V50 5G traz câmera desenvolvida em parceria com a ZEISS , tela AMOLED curva de 6,77 polegadas, taxa de atualização de 120 Hz e suporte a HDR10+. A bateria de 6.000 mAh utiliza a tecnologia BlueVolt, com carregamento de 90W. O modelo conta com processador Snapdragon 7 Gen 3, 12 GB de RAM expansível e 512 GB de armazenamento. Possui certificação IP69 e vidro SCHOTT Xensation, avaliado pela SGS para resistência a impactos. O V50 Lite 5G, primeiro modelo produzido localmente, tem bateria de 6.500 mAh, carregamento rápido de 90W, tela AMOLED FHD+ de 6,77 polegadas e certificação IP65. Pesa 197 g e conta com câmera traseira com sensor Sony IMX882 de 50 MP e câmera frontal de 32 MP, ambas com ring light para ambientes com pouca luz. Ambos os modelos oferecem integração com recursos da plataforma Google Gemini, como “Circule para Pesquisar”, “Apagador de Objetos” e “Tradutor de Tela”. Estrutura de pós-venda A marca lançou o Pacote de Benefícios 5 Estrelas, que inclui: Um ano de proteção contra quebra de tela (com peça gratuita e taxa de R$ 300); Dois anos de garantia contra defeitos de fabricação; Três anos de troca de capa e película (duas por ano); Quatro anos de garantia para a bateria, com substituição se a retenção de carga cair abaixo de 80%; Cinco anos de revisão anual gratuita, com limpeza e diagnóstico de hardware e software. A estrutura de atendimento envolve um centro nacional de reparo, rede de assistências técnicas e lojas próprias da JOVI. Preços e canais de venda O JOVI V50 5G (12+512 GB) estará disponível nas cores Vermelho Âncora e Preto Acetinado, enquanto o V50 Lite 5G (8+256 GB) chega nas versões Ouro Titânio e Preto Eclipse. A venda começa em junho, em varejistas como Armazém Paraíba, Bernol, Carrefour, Casas Bahia, Claro, Magalu, TIM, entre outros. [caption id="attachment_24305" align="alignnone" width="1878"] Fonte da imagem: China2Brazil[/caption] Empresa busca candidatos em feira após abrir vagas no Brasil Além do lançamento, a empresa participa da 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil , que acontece no sábado, 1º de junho, das 10h às 16h, na Faculdade ESEG – Grupo Etapa, em São Paulo. A entrada é gratuita. com inscrição pelo link: https://fremc.iestgroup.com . A feira é organizada pela Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), pelo Instituto Confúcio na Unesp e pelo IEST Group, com apoio do Consulado Geral da República Popular da China em São Paulo. Com a participação no evento, a JOVI busca atrair candidatos para vagas em diferentes áreas e níveis de atuação. A empresa está com processos seletivos abertos como parte da estruturação de suas operações no Brasil. A chegada da JOVI marca mais um movimento de expansão de empresas chinesas no mercado brasileiro, especialmente no setor de eletrônicos e tecnologia de consumo. Além disso, a companhia planeja atuar com produção nacional e contratação de talentos locais desde o início das operações. Serviço Data: 31 de maio de 2025 Horário: 10h às 16h Local: Faculdade ESEG – Grupo Etapa Endereço: Rua Vergueiro, 1549 – Paraíso, São Paulo – SP, 04101-000

30 de maio de 2025
China2Brazil
A indústria de inteligência artificial acompanha os avanços da DeepSeek, que lançou, em 28 de maio, a versão R1-0528. A nova atualização elevou o desempenho do modelo em tarefas de programação, gerando até 728 linhas de código para desenvolver um aplicativo de animação 3D com efeitos de partículas. O resultado é comparável ao do Claude 4, da Anthropic. O DeepSeek R1, lançado em janeiro de 2025 por uma equipe chinesa, já havia chamado atenção por atingir desempenho próximo ao modelo o1 da OpenAI com um orçamento de treinamento de US$6 milhões, valor muito inferior aos US$500 milhões investidos pela concorrente americana. Desde então, em vez de lançar o esperado R2, a empresa optou por evoluir o modelo por meio de atualizações incrementais. Avanços técnicos e limitações A versão R1-0528 incorporou mecanismos de auto verificação para melhorar a precisão em respostas matemáticas e factuais. No benchmark Extended NYT Connections, a pontuação subiu de 38,6 para 49,8, alta de quase 30%. Esse resultado é atribuído ao algoritmo GRPO (Group Relative Policy Optimization), que substituiu o método PPO tradicional. O GRPO compara amostras em grupos, dispensa redes de valor independentes e reduz o uso de memória em 40%, além de aumentar a eficiência de treinamento em 2,3 vezes. Apesar disso, a atualização não resolveu limitações em suporte multilíngue e compreensão multimodal. O modelo ainda precisa traduzir perguntas em alemão para chinês ou inglês antes de processar. Também apresenta desempenho inferior em chamadas de funções complexas e simulações de papéis, áreas em que modelos concorrentes mantêm vantagem. Outra mudança significativa foi a adoção de cadeias de raciocínio mais longas. Em um teste com o problema "estimar π/7", o modelo levou 148 segundos para apresentar uma resposta, detalhando métodos como a série de Taylor. Esse tipo de inferência gradual melhora a capacidade de autocorreção, útil em linguagens como Zig, mas aumenta o tempo de resposta, um ponto crítico em interações em tempo real. Desempenho em produção de conteúdo O DeepSeek R1-0528 também melhorou em tarefas de escrita. As respostas agora seguem um padrão estruturado, com análise do problema, dedução e validação. Em perguntas históricas, o modelo apresenta mais contexto e múltiplas perspectivas. Além disso, a mistura de idiomas foi praticamente eliminada após reforço com recompensas de formatação. A evolução técnica veio com custos. Resolver uma questão complexa de matemática levou 83 segundos; responder a uma pergunta da competição AIME exigiu 213 segundos. Em testes com poucos exemplos (Few-Shot), o modelo foi até sete vezes mais lento que concorrentes que não usam inferência profunda. Parte dessa lentidão está ligada à arquitetura MoE (Mixture of Experts), que ativa apenas 37 bilhões de parâmetros por inferência de um total de 671 bilhões. Essa escolha reduz custos, mas limita o cálculo paralelo. O preço da API da DeepSeek segue competitivo: US$0,55 por milhão de tokens de entrada e US$2,19 por milhão de tokens de saída, 3,7% do valor cobrado pelo OpenAI o1. Para aplicações que exigem interatividade em tempo real, no entanto, a latência continua sendo um obstáculo. Interações contínuas mudam paradigma de desenvolvimento A estratégia da DeepSeek sinaliza uma mudança no desenvolvimento de modelos de IA. Em vez de grandes saltos, a empresa aposta em melhorias contínuas com foco em problemas específicos. A abordagem reduz riscos e permite resposta rápida ao feedback da comunidade, como o suporte ao framework three.js. A licença open source MIT e o modelo destilado facilitam a integração por parte de empresas e permitem a execução até em GPUs convencionais. Após o lançamento da versão R1-0528, o volume de chamadas à API cresceu a ponto de causar interrupções temporárias no serviço. Os ganhos acumulados das atualizações elevaram o desempenho do modelo. No Codeforces, o ELO do R1 passou de 1890 para 2029, superando 96% dos programadores humanos. Em design de front-end, a qualidade alcançada já dificulta a distinção para quem não é especialista. Fonte: 36kr.com

30 de maio de 2025
China2Brazil
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta quinta-feira (30) que o país já expressou sua posição sobre tarifas comerciais e orientou a imprensa a buscar informações atualizadas com os órgãos responsáveis. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva regular em Pequim, após questionamento de um repórter da AFP sobre as negociações comerciais entre China e Estados Unidos. O jornalista citou uma fala do Secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que, em entrevista à Fox News, disse que o diálogo com Pequim está “um pouco estagnado” e sugeriu a necessidade de envolvimento direto dos presidentes dos dois países. Lin Jian afirmou que a China já expôs repetidamente sua posição sobre a questão tarifária e sugeriu que, para questões específicas, os jornalistas consultem os departamentos competentes da China. Até o momento, o governo chinês não apresentou novas informações sobre o andamento das tratativas com Washington. Fonte: The Paper

30 de maio de 2025
China2Brazil
A Alibaba Cloud anunciou o lançamento oficial do Tongyi Lingma AI IDE, ambiente de desenvolvimento gratuito baseado em inteligência artificial (IA). A ferramenta já está disponível no site oficial e marca a expansão do Tongyi Lingma, que agora conta com duas versões: plugin e IDE. Integrado ao modelo open source Qwen 3 , o IDE combina funcionalidades avançadas como agente de programação, sugestões preditivas entre linhas (NES), chat inline e suporte ao protocolo MCP (Magic Code Protocol), que conecta o desenvolvedor a uma praça com mais de 3.000 ferramentas distribuídas em dez categorias, incluindo mapas, arquivos e sistemas de busca. O modo agente permite que o desenvolvedor descreva tarefas em linguagem natural para que o sistema execute ações de forma autônoma, como navegação no código, edição de arquivos e chamadas ao terminal. O suporte ao MCP permite, por exemplo, criar uma página de roteiro com o Amap (AutoNavi) em poucos minutos e exportá-la diretamente para o app. Entre os recursos integrados estão a memória de longo prazo, que registra hábitos de codificação e organiza automaticamente informações de projetos anteriores, e a funcionalidade NES, que antecipa modificações com base nas edições em curso. O sistema também inclui um chat inline, que permite interações em linguagem natural diretamente no editor de código. O desenvolvedor pode fazer perguntas, pedir ajustes ou esclarecer trechos sem sair da linha em que está trabalhando, mantendo o foco no fluxo de programação. Segundo a Alibaba Cloud, o plugin Tongyi Lingma já foi baixado mais de 15 milhões de vezes e já gerou mais de 3 bilhões de linhas de código e é utilizado por mais de 10 mil empresas na China, como FAW Group, NIO e China United Property Insurance. Fonte: ithome.com

29 de maio de 2025
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Com a valorização das ações de bancos listados na bolsa chinesa, instituições financeiras do país têm acelerado o resgate de títulos de dívida conhecidos como debêntures conversíveis . Em 26 de maio, o Banco de Hangzhou anunciou o resgate antecipado dos “Hangyin Debêntures Conversíveis”, tornando-se o terceiro banco a acionar cláusula de resgate forçado em 2025. Antes dele, Banco de Suzhou e Banco de Chengdu também retiraram títulos do mercado. Desde janeiro, três debêntures conversíveis bancárias deixaram de circular. A previsão é que até o fim de 2025, esse número suba para seis. Com isso, o total de títulos do tipo em circulação cairá para sete. O avanço das ações bancárias favorece o acionamento das cláusulas de resgate, permitindo que bancos antecipem vencimentos e reforcem o capital principal de nível 1. No entanto, a redução da oferta desses instrumentos pressiona o equilíbrio entre oferta e demanda, principalmente no segmento de alta classificação. Banco de Hangzhou aciona cláusula de resgate O Banco de Hangzhou informou que exerceu o direito de resgatar todos os “Hangyin Debêntures Conversíveis” registrados na data de resgate pelo valor nominal somado aos juros acumulados. A decisão foi motivada pela valorização das ações: entre 29 de abril e 26 de maio, em 15 pregões consecutivos, o papel fechou acima de 130% do preço de conversão (RMB 11,35), ultrapassando RMB 14,76 e ativando a cláusula. Em 26 de maio, as ações do banco fecharam a RMB 15,58. No dia 28, atingiram RMB 16,42, alta de mais de 6% no mês e cerca de 12% em 30 dias. O resgate foi anunciado com antecedência, e os investidores têm prazo para converter os papéis em ações ou negociá-los no mercado secundário. Caso contrário, o banco fará o resgate a RMB 100 por unidade mais juros acumulados. Considerando o fechamento de RMB 137,08 em 26 de maio, o preço supera em 26% o valor do resgate. O “Hangyin” foi lançado na Bolsa de Xangai em 23 de abril de 2021, com emissão de RMB 15 bilhões, prazo de seis anos e juros progressivos de até 2% no último ano. Outras instituições também avaliam resgates Além do Banco de Hangzhou, o Banco de Nanjing pode acionar cláusula semelhante. Em 28 de maio, as ações fecharam acima do preço de gatilho. Dados da Wind mostram que ainda circulam dez debêntures conversíveis bancárias. Caso o Banco de Xangai resgate seus papéis no vencimento em outubro e o Banco de Nanjing execute o resgate forçado, o total cairá para sete. Desde 2023, não houve novas emissões desse tipo. O Banco Minsheng cancelou uma oferta em agosto e o Banco de Xi’an prorrogou sua autorização em abril de 2025. Pressão na oferta e impacto no mercado Relatórios da Shenyin & Wanguo Securities indicam que debêntures conversíveis bancárias, por seu grande volume, têm sustentado desempenho relevante. A retirada rápida desses papéis, no entanto, pode acentuar a escassez e o descompasso entre oferta e demanda. A Caitong Securities alertou que, com maior exigência de desempenho por parte dos fundos, a falta desses instrumentos ficará mais evidente. Segundo o analista Sun Binbin, o volume de debêntures bancárias em circulação pode cair de RMB 170 bilhões para cerca de RMB 100 bilhões. O Banco de Xangai tem vencimento previsto para daqui a seis meses. Já os títulos de Hangzhou e Nanjing devem ser resgatados antes disso. Bancos estimulam conversão para reforçar capital Historicamente, debêntures conversíveis enfrentam baixa taxa de conversão, por conta da desvalorização das ações e prêmios elevados. Como resultado, muitos são resgatados no vencimento, o que limita sua função de capitalização. Para reverter esse cenário, bancos têm incentivado a conversão. O Banco de Jiangyin trouxe um investidor estatal e lançou um plano de aumento de participação entre executivos. Em 2023, a antiga China Huarong (hoje CITIC Financial Assets) se tornou a maior acionista do Banco Everbright ao converter debêntures. O Banco CITIC, que resgatou papéis em março, teve taxa de conversão acima de 99%, com participação ativa do acionista controlador. As taxas de conversão variam entre instituições. Em 31 de março, a taxa do “Ziyin Convertível” era inferior a 0,01%. Já as debêntures do Banco de Nanjing tinham conversão de 47,6%. O Banco de Xangai registrava taxa de não conversão de 99,9971% no mesmo período. Com o avanço das ações, analistas esperam crescimento nas conversões. Resgates forçados como os do Banco de Chengdu e Banco de Suzhou elevaram as taxas acima de 99%. Saldo não convertido segue em queda Em 28 de maio, o saldo não convertido dos debêntures do Banco de Hangzhou era inferior a RMB 2,8 bilhões, contra RMB 13,6 bilhões no início do ano. Em 8 de maio, o banco informou que cerca de RMB 7,7 bilhões ainda não haviam sido convertidos, equivalente a 52% da emissão. O Banco de Nanjing também apresentou redução no saldo não convertido. Em 28 de maio, o volume era de RMB 7 bilhões, queda de mais de RMB 3 bilhões em um mês. Os títulos foram emitidos em 1º de julho de 2021, com início de conversão em 21 de dezembro do mesmo ano. Até 31 de março, mais de RMB 9,5 bilhões haviam sido convertidos, representando 10,67% das ações A emitidas pelo banco. Fonte: yicai.com

29 de maio de 2025
China2Brazil
Em 28 de maio, a Huawei lançou oficialmente o MateBook X Pro Fold, primeiro computador do mundo com tela dobrável e sistema operacional HarmonyOS. O dispositivo possui uma tela de 18 polegadas e preço inicial de 23.999 yuans (cerca de R$ 17 mil). Na mesma data, a empresa publicou uma entrevista com Duncan Liang, designer-chefe do projeto, detalhando o processo de criação do produto. O conteúdo foi divulgado na comunidade interna da Huawei com o título “É assim que foi criado o primeiro PC com tela dobrável com sistema operacional HarmonyOS da Huawei”. Segundo Liang, o desenvolvimento começou em 2018, quando a equipe de design iniciou os primeiros estudos sobre uma nova proposta para computadores pessoais. A intenção era romper com o formato tradicional e propor um modelo mais leve e portátil, sem perder funcionalidades. O ciclo de criação se estendeu por cerca de seis anos. Durante uma exposição do Departamento de Design Industrial da Huawei em 2019, a equipe japonesa apresentou uma proposta de suporte interno que influenciou diretamente o conceito adotado no protótipo. O design foi aprimorado ao longo de mais de um ano. Na época, o sistema HarmonyOS ainda não havia sido aplicado a computadores. Entre 2020 e 2021, a equipe buscou responder a duas questões principais: havia demanda real por um PC com tela dobrável? A tecnologia de telas , dobradiças e materiais estava pronta para esse formato? Em paralelo, o grupo aperfeiçoou detalhes do design, acessórios e modos de uso. Em 2022, a proposta avançou para a etapa de validação como produto. O então CEO da Huawei Consumer BG, Yu Chengdong, e o COO He Gang aprovaram o projeto e decidiram colocá-lo em produção. Desde o conceito inicial até a aprovação final, a equipe passou por quatro anos de avaliações técnicas e conceituais sobre o design com suporte interno. Para testar a experiência de uso antes da existência de uma tela funcional, os engenheiros criaram maquetes ilustradas. O grupo testou cenários variados, como produção de documentos, reuniões, desenhos manuais, consumo de vídeos e leitura de notícias. Esses testes ajudaram a comprovar a viabilidade do projeto e a organizar o produto final com base nos diferentes modos de uso. O processo reforçou a escolha pelo design dobrável com suporte interno como solução central. Fonte: ithome.com

29 de maio de 2025
China2Brazil
O Instituto de Planejamento e Design de Recursos Hidráulicos e Hidrelétricos da China divulgou, em 28 de maio, o Relatório Anual de Desenvolvimento de Energias Renováveis da China 2024. O documento projeta um aumento de 280 milhões de quilowatts (280 GW) na capacidade instalada de energia eólica e solar até o final de 2025. A estimativa considera a entrada em operação de grandes bases de geração nas regiões de deserto, áreas pedregosas e áridas, além da expansão de projetos híbridos que integram energia hídrica, eólica e solar. O relatório também destaca o avanço da energia eólica offshore em águas profundas e distantes da costa, bem como a rápida expansão de projetos distribuídos em zonas urbanas e rurais. Durante a coletiva de imprensa no mesmo dia, o vice-diretor da Administração Nacional de Energia, Wan Jinsong, afirmou que a China deve acrescentar 370 GW de capacidade renovável em 2024, o que representa mais de 60% da expansão global prevista. Segundo ele, o país já concluiu a primeira fase das bases em regiões desérticas e iniciou projetos-piloto de energia eólica offshore em áreas profundas. Wan também informou que a maior turbina eólica offshore do mundo, com 26 MW, foi concluída, e que as células solares tipo N já dominam o mercado. A China também lançou projetos de demonstração como “energia eólica offshore +” e produção de hidrogênio a partir da energia eólica em alto-mar. Além disso, a promulgação da nova Lei de Energia e a revisão da Lei de Energias Renováveis fortaleceram o sistema de certificação verde. O relatório projeta que 2025 será um ano-chave para atingir o pico de emissões de carbono e estruturar um novo sistema energético. A capacidade instalada de energia hidrelétrica convencional deve crescer cerca de 5 GW, com mais 9 GW aprovados para construção. Usinas reversíveis devem alcançar 8 GW de capacidade instalada e até 50 GW em projetos autorizados. A geração eólica conectada à rede deve ultrapassar 80 GW, e a solar, 200 GW. Zhang Yiguo, vice-diretor do instituto responsável pelo relatório, afirmou que o país está ampliando os corredores de transmissão de ultra-alta tensão e as redes inteligentes. Segundo ele, esse movimento busca aumentar a capacidade de absorção interregional das energias renováveis. Usinas reversíveis e novos sistemas de armazenamento estão em construção para garantir estabilidade à rede elétrica. O relatório também aponta avanços em redes integradas, usinas virtuais e modelos que integram geração, transmissão, consumo e armazenamento. A reforma do mercado elétrico avança, e fontes renováveis, novos sistemas de armazenamento e usinas virtuais devem entrar mais rapidamente no mercado. No entanto, o setor enfrenta desafios. A ocupação intensiva de terras e mares pressiona o uso de recursos naturais. Há dificuldades na absorção da energia gerada e incertezas nos retornos sobre os investimentos. Wan Jinsong pediu que o setor avance na integração industrial, com foco em soluções que considerem as especificidades das fontes renováveis. Ele defendeu reformas institucionais, regulação para a energia solar distribuída, hidrelétricas reversíveis e um modelo de tarifação baseado no mercado. Fonte: news.cn

28 de maio de 2025
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No dia 10 de junho, uma feira educacional em São Paulo vai apresentar opções de estudo na China para alunos do ensino médio ao doutorado. Organizado pelo Instituto Confúcio na Unesp em parceria com a ESPM, o evento “Estude em Pequim, China” ocorrerá das 10h às 16h no campus da ESPM, com entrada gratuita. Durante a feira, os visitantes terão acesso a informações sobre programas de graduação, mestrado, doutorado, intercâmbio, cursos de curta duração e bolsas de estudo. Especialistas estarão disponíveis para esclarecer dúvidas sobre inscrição, documentação, acomodações, vistos e plano de carreira na China. O evento é aberto a estudantes com ou sem conhecimento em mandarim que tenham interesse em estudar em Pequim . A iniciativa reúne representantes de 15 instituições chinesas, incluindo sete universidades, sete escolas de ensino médio e a empresa responsável pelos exames de proficiência em chinês, o Chinese Testing International Co., Ltd. Instituições participantes: Universidades: Universidade de Pequim Instituto de Tecnologia de Pequim Universidade Médica da Capital Universidade Normal da Capital Universidade de Tecnologia do Norte da China Universidade Vocacional de Ciência e Tecnologia de Pequim Colégio de Política para Jovens de Beijing Escolas: Segunda Escola Secundária Afiliada à Universidade Normal da Capital Escola Secundária Zhongguancun de Pequim Escola Experimental Afiliada à Escola de Formação de Professores de Haidian Escola Secundária Afiliada à Universidade Tsinghua – Campus Rua Xueyuan Escola Yuying de Pequim Escola Secundária Afiliada à Universidade Tsinghua – Zhixin Escola Secundária nº 39 de Pequim Organização convidada: Chinese Testing International Co., Ltd. Serviço Feira “Estude em Pequim, China” + Exposição HSK 2025 Data: 10 de junho (terça-feira) Horário: das 10h às 16h (cerimônia de abertura às 10h30) Local: ESPM – Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana – São Paulo/ SP Entrada: gratuita

28 de maio de 2025
China2Brazil
O Grupo Xiaomi divulgou, em 27 de maio, o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2025, encerrado em março. A receita alcançou RMB 111,3 bilhões, alta anual de 47,3%, acima da expectativa de RMB 109 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pelos segmentos de Internet das Coisas (IoT) e automotivo. Os setores de smartphones e AIoT somaram RMB 92,7 bilhões, com crescimento de 22,8%. Dentro desse grupo, o IoT teve avanço de 58,7%, impulsionado por subsídios estatais e aumento nas vendas de eletrodomésticos, tablets e wearables. O setor automotivo gerou RMB 18,6 bilhões, com 76 mil unidades vendidas. O preço médio ficou em RMB 239 mil. A margem bruta da divisão foi de 23,2%, acima da expectativa de 20,8%, resultado da ampliação da produção e da introdução do modelo SU7 Ultra. A margem consolidada foi de 22,8%, frente aos 21,4% previstos anteriormente. No IoT, a margem foi de 25,2%, mas a inclusão de serviços deficitários como instalação de ar-condicionado reduziu o resultado real. Lucro e despesas O lucro operacional alcançou RMB 10 bilhões, com margem de 9%. O lucro líquido ajustado foi de RMB 10,9 bilhões. A alta nas margens e o controle das despesas operacionais, que somaram RMB 15,4 bilhões, sustentaram o crescimento. Os gastos com marketing caíram RMB 500 milhões em relação ao trimestre anterior. As despesas administrativas ficaram estáveis, enquanto os investimentos em P&D mantiveram-se em RMB 6,7 bilhões, mesmo com o lançamento do chip XRING O1 e do modelo YU7. A receita do segmento de IoT foi de RMB 32,3 bilhões, alta de 58,7%. O desempenho foi influenciado por aumentos de 40% nas vendas de tablets e 113% na linha de eletrodomésticos inteligentes, que operam com margens mais altas. O crescimento dependerá da continuidade dos subsídios ao longo de 2025. Setor automotivo supera projeções iniciais Xiaomi entregou 76 mil veículos no trimestre. A empresa já vendeu 104,4 mil unidades nos quatro primeiros meses do ano, superando em 200% a capacidade da Fábrica Fase 1, projetada para 150 mil unidades anuais. Com a entrada em operação da Fase 2 no segundo semestre, a meta de 350 mil veículos em 2025 tende a ser revisada para 400 mil. O modelo SU7 Ultra, lançado em fevereiro, aumentou o tíquete médio e compartilha linha de montagem com o SU7 convencional. A Xiaomi também apresentou o novo SUV elétrico YU7, que competirá diretamente com o Model Y da Tesla, na faixa de RMB 250 mil a RMB 350 mil. A empresa possui uma fila de espera de 200 mil pedidos e prazo de entrega de até dez meses. Smartphones: avanço interno não compensa queda externa A receita com smartphones foi de RMB 50,6 bilhões, alta de 8,9%. O volume cresceu 3%, com 41,8 milhões de unidades vendidas. No mercado doméstico, as vendas subiram 40%, com participação recorde de 18,6%. No exterior, o desempenho foi fraco, com queda de 38% na Índia. A participação global caiu para 12,2%. O preço médio subiu 10,5%, para RMB 1.211, mas a margem bruta caiu para 12,4% por causa da alta nos custos de componentes. Internet: publicidade mantém crescimento O segmento de serviços de internet gerou RMB 9,1 bilhões, crescimento de 12,8%. A publicidade representou RMB 6,6 bilhões, alta de 20%, concentrada no mercado doméstico. A receita com serviços de valor agregado ficou em RMB 2,5 bilhões, sem variação relevante. A receita internacional ficou em RMB 38,2 bilhões, com leve crescimento de 0,9%. O peso caiu para cerca de um terço da receita total. A receita com serviços de internet no exterior subiu 8,2%, enquanto a de hardware estagnou. As vendas internacionais de smartphones caíram 8,9%. Avaliação de mercado e perspectivas O desempenho do setor automotivo reforçou a decisão da Xiaomi de incluir a divisão “Automóveis e Inovação” como nova unidade contábil. O movimento sinaliza que a empresa aposta nesse segmento para superar o valor de mercado de RMB 1 trilhão. A empresa opera hoje em dois eixos: negócios tradicionais e automóveis. Se mantiver margem bruta 2,4 pontos acima da média e lucro operacional de 36%, o valor do negócio tradicional pode variar entre RMB 800 bilhões e RMB 1 trilhão. O restante viria do setor automotivo, cuja receita projetada para 2025 pode alcançar RMB 100 bilhões. A continuidade do crescimento depende da manutenção dos subsídios estatais e da ampliação da capacidade produtiva para atender à demanda reprimida por veículos. Fonte: 36kr.com