
5 de junho de 2025
China2Brazil
A XPeng Motors , apresentou oficialmente, em 5 de junho, o sistema de head-up display (HUD) “Chasing Light Panorama”. A tecnologia combina software desenvolvido pela própria XPeng com hardware da Huawei, e será integrada primeiro ao modelo G7. O HUD traz uma tela panorâmica de 87 polegadas com exibição cruzada entre faixas e cobertura de oito cenários de condução: vias expressas e auxiliares, bifurcações, curvas, rotatórias, cruzamentos desalinhados, túneis, aclives, declives e acessos de viadutos. Segundo a XPeng, o sistema marca a primeira projeção do setor que sobrepõe rotas de navegação diretamente sobre a estrada. A tecnologia inclui ainda navegação em nível de faixa, assistência à condução e suporte visual à segurança, todos com base em realidade aumentada. A empresa desenvolveu internamente um módulo de imagem de nível automotivo, que funciona com um motor de composição AR, aplicativo próprio e dados completos do veículo. O sistema também utiliza o algoritmo óptico e componentes da Huawei . O HUD opera com um módulo de imagem LCoS e chip LCoS automotivo, cobre 85% da gama de cores NTSC, oferece brilho a partir de 12.000 nits e contraste de até 1800:1. No campo dos algoritmos, conta com recursos de compensação de tremores, inclinação e latência, evitando desalinhamento entre o ambiente físico e as projeções. A XPeng afirmou que a navegação em faixa se alinha integralmente às estradas reais, inclusive em áreas com geometria complexa, como rotatórias. A “trilha luminosa” projetada evita obstáculos, adapta-se ao relevo e mantém estabilidade visual. Entre outras funções, o HUD oferece avisos para mudança de faixa de veículos à frente, detecção de pedestres ocultos, alertas laterais e traseiros, assistência em chuva e neblina, além de reconhecimento automático de veículos e faixas. Fonte: ithome.com

5 de junho de 2025
China2Brazil
Pesquisadores chineses confirmaram, por meio de análises de genética molecular , que o sítio arqueológico de Fujia, em Guangrao, província de Shandong, abrigava uma sociedade composta por dois clãs matrilineares entre 4.750 e 4.500 anos atrás. A descoberta, publicada em 4 de junho na revista Nature, representa a primeira evidência empírica de uma estrutura social matrilinear na era Neolítica da China . O estudo foi conduzido por equipes do Instituto Provincial de Relíquias Culturais e Arqueologia de Shandong e da Universidade de Pequim. Segundo Sun Bo, diretor do instituto em Shandong, a evidência genética oferece um contraponto direto e localizado às teorias sobre sociedades matrilineares formuladas por Morgan e Engels. Já Ning Chao, da Escola de Arqueologia e Museologia da Universidade de Pequim, afirmou que até então, todas as evidências de DNA antigo apontavam para estruturas sociais patrilineares em contextos pré-históricos. As pistas mais antigas sobre linhagens matrilineares eram restritas à Idade do Ferro europeia. No sítio de Fujia, os arqueólogos identificaram dois agrupamentos de sepulturas em áreas distintas do local. As análises genéticas mostraram que a divisão espacial das tumbas correspondia a padrões hereditários maternos. A equipe encontrou múltiplos vínculos genéticos de primeiro a terceiro grau dentro dos cemitérios, além de uma relação de segundo grau entre indivíduos enterrados em regiões opostas, o que indica práticas funerárias baseadas na linhagem materna. Huang Yanyi, do Centro de Inovação em Fronteiras Biomédicas da Universidade de Pequim, destacou que o DNA mitocondrial, herdado exclusivamente da mãe, era idêntico entre os membros de cada grupo. A presença de dois padrões distintos desse DNA indica a existência de dois clãs maternos separados. Ning Chao também apontou uma rede densa de relações de quarto a sexto grau entre e dentro dos cemitérios. Os dois grupos mantiveram laços de casamento e convivência por pelo menos 250 anos. A escala do sítio e a organização dos sepultamentos reforçam a hipótese de uma estrutura social baseada em clãs matrilineares. Zhang Hai, também da Universidade de Pequim, explicou que a equipe utilizou técnicas avançadas de análise de DNA antigo e integração de dados arqueológicos para mapear a estrutura social. O estudo revelou informações sobre o tamanho da população, as estratégias de subsistência e o nível de produtividade das comunidades da região costeira do baixo Rio Amarelo, contribuindo para a compreensão das sociedades clânicas na pré-história. Fonte: news.china.com.cn

4 de junho de 2025
China2Brazil
A NIO, fabricante chinesa de veículos elétricos inteligentes, divulgou seus resultados do primeiro trimestre com prejuízo líquido de RMB 6,75 bilhões, o segundo maior da história da empresa. A perda ficou abaixo apenas dos RMB 7,1 bilhões registrados no último trimestre de 2024. Apesar do resultado negativo, as ações da montadora chegaram a subir mais de 6% após o anúncio. A empresa prevê entre 72 mil e 75 mil entregas no segundo trimestre e segue com a meta de alcançar lucro no último trimestre de 2025. Queda no caixa e despesas elevadas A NIO terminou o trimestre com RMB 26 bilhões em caixa, queda de RMB 16 bilhões em relação ao fim de 2024. Segundo a administração, a redução ocorreu por dois fatores: queda nas vendas entre janeiro e março, que gerou saída de mais de RMB 10 bilhões, e gastos pontuais, incluindo a recompra de bônus conversíveis, que somaram RMB 2,7 bilhões. O relatório aponta passivos circulantes acima dos ativos circulantes e patrimônio líquido negativo. Em resposta, a NIO destacou a captação de mais de HK$ 4 bilhões por meio de uma emissão de ações em Hong Kong em abril, garantindo fôlego financeiro pelos próximos 12 meses. Receita cresce, mas abaixo do previsto A receita total alcançou RMB 12,035 bilhões, alta de 21,5% em base anual, mas abaixo da previsão de RMB 12,367 a RMB 12,859 bilhões. A receita com vendas de veículos somou RMB 9,939 bilhões, avanço de 18,6%. A empresa entregou 42.094 veículos no primeiro trimestre, crescimento anual de 40,1%. Do total, 14.781 unidades foram da nova sub-marca ONVO. Excluindo essa linha, a marca principal NIO teve queda de 9,1% nas entregas, totalizando 27.313 unidades. O preço médio dos veículos caiu 15,3% em base anual, ficando em RMB 236.100. A queda foi puxada pela entrada da ONVO, com preços mais baixos, e pelas campanhas de liquidação dos modelos antigos. Margens pressionadas O lucro bruto no trimestre foi de RMB 920 milhões, com margem bruta consolidada de 7,6%. A margem dos veículos ficou em 10,2%, ainda distante da meta de 17% prometida para o fim do ano. As despesas de P&D somaram RMB 3,181 bilhões, aumento anual de 11,1%. Já as despesas administrativas e comerciais cresceram 46,8%, totalizando RMB 4,4 bilhões. A empresa mantém gastos elevados com desenvolvimento e estrutura, o que pressiona os resultados. Comparação com concorrentes Entre as novas montadoras chinesas, a NIO teve o maior prejuízo no primeiro trimestre. A Li Auto registrou lucro de RMB 647 milhões. Xpeng e Xiaomi Auto tiveram perdas de RMB 660 milhões e RMB 500 milhões, respectivamente. As entregas da Xiaomi superaram 75 mil unidades no trimestre. Xpeng e Li Auto superaram 90 mil. A Li Auto lidera em receita, enquanto a Xiaomi supera a Xpeng, com a NIO logo atrás. Investimentos pesam nos resultados Desde o primeiro trimestre de 2021, a NIO investiu cerca de RMB 40,5 bilhões em P&D. A Xpeng gastou menos da metade (RMB 18,9 bilhões). Em despesas administrativas e de vendas, a NIO também lidera: RMB 43,4 bilhões, frente aos RMB 30 bilhões da Li Auto e RMB 22,1 bilhões da Xpeng. Redução de custos e foco em eficiência A NIO adotou o modelo CBU (Unidade Básica de Operação), com foco em retorno sobre investimento (ROI) e corte de projetos sem retorno previsto. A meta é reduzir gastos de P&D em 15% no segundo trimestre e mantê-los entre RMB 2 bilhões e RMB 2,5 bilhões por trimestre até o fim do ano, queda de até 25% em relação a 2024. Na estrutura administrativa, a empresa reorganizou áreas como logística e cadeia de suprimentos, reduzindo equipes não ligadas a vendas. A meta é manter as despesas gerais e administrativas abaixo de 10% da receita até o quarto trimestre. Apesar do corte de equipe, as vendas não foram prejudicadas. A sub-marca ONVO reduziu sua equipe de linha de frente em 40%, enquanto as vendas em maio cresceram na mesma proporção. Fonte: 36Kr.com

4 de junho de 2025
China2Brazil
Em 4 de junho, as ações da Deppon abriram em queda, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas. Entre 26 de maio e 3 de junho, as ações subiram mais de 70%. O interesse crescente no conceito de veículos logísticos autônomos e o novo aumento da participação da JD.com provocaram forte valorização das ações da Deppon Logistics. No entanto, a sequência de alertas emitidos pela empresa esfriou o movimento especulativo. A valorização foi impulsionada por dois fatores: a repercussão do tema “veículos logísticos autônomos” e a compra adicional de ações pela JD.com. Mesmo durante a alta, investidores institucionais começaram a reduzir a exposição. Nos dias 28 e 30 de maio, venderam RMB 154 milhões e RMB 249 milhões, respectivamente. A JD.com comprou a Deppon Logistics em 2022. A aquisição resultou em crescimento rápido, mas os dados recentes apontam fragilidade. No primeiro trimestre de 2025, a empresa registrou prejuízo líquido de RMB 68,37 milhões, uma queda de 173,69% em relação ao mesmo período de 2024. Ações da Deppon sobem com impulso especulativo Na noite de 3 de junho, após o terceiro alerta sobre movimentações atípicas das ações, a Deppon Logistics abriu em queda no dia 4, encerrando a sequência de cinco dias de alta consecutiva. Desde 26 de maio, em sete dias de negociação, as ações da empresa fecharam com limite de alta em cinco, acumulando valorização superior a 70%. O Ministério do Comércio, junto a outros oito órgãos, divulgou, em 26 de maio, o "Plano de Ação Especial para acelerar o Desenvolvimento da Cadeia de Suprimentos Inteligente e Digital". O documento incentiva o uso de veículos autônomos e AGVs (Automated Guided Vehicles), com foco na redução de custos logísticos. No mercado primário, empresas como White Rhino e Jiushi Intelligence receberam novos aportes, o que ampliou o interesse por ações ligadas à automação logística no mercado secundário. A Deppon liderou esse movimento e passou a ser vista como possível plataforma de integração de ativos tecnológicos da JD Logistics, já que é a única listada em bolsa entre as controladas da JD. Em 2022, a JD.com adquiriu a Deppon por meio da Suqian JD Zhuofeng. Em agosto de 2024, a JD Zhuofeng passou a controlar 66,96% das ações da Deppon, após concluir a compra da Deppon Holding. Em maio de 2025, a JD Zhuofeng já acumulava 79% de participação, incluindo 12,04% via mercado aberto. Parte dessa ampliação ocorreu em 26 de maio, data em que a JD comprou mais 960 mil ações. A presença de corretoras como Everbright Securities e Guotai Haitong impulsionou o volume negociado, com cinco limites de alta consecutivos a partir de 27 de maio. Apesar da valorização, a própria Deppon afirmou que não opera atualmente com veículos logísticos autônomos e que o conceito não deve impactar seus resultados financeiros de forma significativa. Após o pico de valorização, investidores institucionais iniciaram vendas. Dados da “Lista dos Principais Negociadores” mostram que, nos dias 28 e 30 de maio, foram realizadas vendas de RMB 154 milhões e RMB 249 milhões, respectivamente. Resultados da Deppon mostram desaceleração e dependência da JD.com A Deppon começou como operadora de transporte de carga fracionada (LTL). A empresa enfrentou queda nos resultados em 2021, antes da compra pela JD.com. Com a integração ao ecossistema de e-commerce da controladora, obteve crescimento de 339% no lucro líquido em 2022. As ações subiram de RMB 10 para mais de RMB 20 naquele ano. Em 2023 e 2024, no entanto, o ritmo de expansão caiu. A receita foi de RMB 36,28 bilhões e RMB 40,36 bilhões, com crescimentos de 15,57% e 11,26%. A empresa segue distante da líder SF Express, que faturou RMB 284,4 bilhões, além de estar atrás de YTO, Yunda e STO. As ações recuaram em 2023 e oscilaram entre RMB 12 e RMB 15. Parte da receita recente veio de transações com partes relacionadas. Em 2023 e 2024, os negócios entre Deppon e o grupo JD somaram RMB 3,38 bilhões e RMB 5,83 bilhões. A expectativa é que esse valor chegue a RMB 8,46 bilhões em 2025. Apesar do impacto positivo dessas transações, a sustentabilidade da cooperação entre as empresas levanta dúvidas. O segmento de entregas expressas, fortemente vinculado à JD, registrou receita de RMB 2,72 bilhões e RMB 2,19 bilhões nos últimos dois anos, com quedas de 11,22% e 19,67%. No primeiro trimestre de 2025, a receita da Deppon foi de RMB 10,4 bilhões, alta de 11,96% em relação ao mesmo período do ano anterior. Porém, o prejuízo líquido alcançou RMB 68,37 milhões. O segmento expresso contribuiu com RMB 483 milhões, uma queda de 11%. Segundo a empresa, o prejuízo decorre de investimentos para ampliar a competitividade. Fonte: yicai.com

4 de junho de 2025
China2Brazil
O “Origin Wukong”, terceiro computador quântico supercondutor desenvolvido na China, completou mais de 500 mil tarefas de computação quântica desde que entrou em operação em 6 de janeiro de 2024. A informação foi divulgada em 4 de junho pelo Centro de Engenharia de Computação Quântica da Província de Anhui. O sistema, criado pela Benyuan Quantum Computing Technology (Hefei), registrou acessos de usuários em 143 países e regiões, com um volume global que ultrapassou 29 milhões de conexões. O número representa um novo recorde para a escala de serviços de computação quântica autônoma no país. As tarefas processadas abrangem desde pesquisa científica básica até aplicações industriais em áreas como dinâmica de fluidos, biomedicina e tecnologia financeira. Entre os usuários internacionais, Estados Unidos e Canadá lideram o uso frequente da plataforma, com os EUA ocupando a primeira posição fora da China em volume de acesso. Em outubro de 2024, uma equipe de pesquisa chinesa utilizou o “Origin Wukong” para realizar a maior simulação de dinâmica de fluidos por computação quântica já registrada. No início de 2025, o equipamento passou a integrar uma plataforma experimental de computação quântica em nuvem voltada ao setor financeiro, com foco na solução de problemas complexos do segmento. Em maio de 2025, a Origin Quantum lançou novas aplicações com base no “Wukong”, incluindo ferramentas de previsão de acoplamento molecular, toxicidade de medicamentos e interação medicamentosa. Além disso, as soluções buscam acelerar etapas do desenvolvimento de novos fármacos. Segundo Guo Guoping, diretor do Centro de Engenharia de Computação Quântica de Anhui, o avanço se apoia no domínio de tecnologias completas, como software de design de chips quânticos , sistemas de controle e medição e suporte a ambientes de ultra baixa temperatura. “Essas capacidades nos dão confiança para competir em igualdade com outros países no campo da computação quântica”, afirmou. Fonte: stdaily.com

3 de junho de 2025
China2Brazil
A guerra tarifária dos EUA contra a China, iniciada por Donald Trump, continua afetando a economia e a percepção dos investidores. Em maio, o Índice de Incerteza da Política Econômica (EPU), calculado por economistas das universidades Northwestern e Stanford, registrou alta de 28%. Apesar disso, o VIX, conhecido como "índice do medo" da Bolsa de Opções de Chicago, caiu 19,92% no mesmo período. Os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones avançaram 5%, 7,84% e 2,64%, respectivamente. O mercado financeiro tem mostrado menor sensibilidade às declarações do governo americano. Segundo Marko Papic, estrategista-chefe de geopolítica da BCA Research, os investidores passaram a se acostumar com o estilo de negociação de Trump, caracterizado por recuos estratégicos de última hora. “A resposta a declarações agressivas diminuiu com o tempo. O mercado aprendeu a filtrar esse ruído”, disse Papic ao portal Yicai. Dan Ives, diretor global de pesquisa em tecnologia da Wedbush Securities, afirmou que o setor financeiro passou a encarar as tarifas anunciadas como medidas limitadas, inferiores às ameaças iniciais. “O mercado entendeu que não é possível intimidar o mercado de ações, de títulos ou o dólar. As ações do governo têm sido mais brandas do que o discurso oficial sugere”, afirmou. Ives mencionou como exemplo a proposta de Trump de transferir a produção do iPhone para os EUA. “A Apple conhece os limites dessa ideia. A economia americana depende da cadeia produtiva global, incluindo a China. A repetição de ameaças reduziu o impacto das notícias”, disse. Ele também lembrou que Trump prometeu fechar 90 acordos comerciais em 90 dias, mas entregou menos. Para Ives, o governo criou um ambiente de instabilidade e agora busca reduzir o atrito. “As regras mudam frequentemente. Os investidores começam a se adaptar, mas os custos das tarifas recaem sobre os consumidores americanos.” Em relatório publicado em 2 de junho, o UBS destacou que o governo americano mostra sensibilidade a riscos de curto prazo e continua motivado a firmar acordos comerciais. Papic, da BCA, apontou que o principal fator macroeconômico para 2025 será a desaceleração do estímulo fiscal nos EUA. “O dólar já reflete essa mudança. O foco excessivo nas tarifas esconde o movimento de saída de capitais, impulsionado pela queda no ritmo de gastos públicos.” Ele comparou o atual déficit fiscal à redução de velocidade de 120 para 65 milhas por hora e afirmou que isso compromete a atratividade dos ativos americanos. Segundo Papic, a política tarifária errática também reduz a percepção dos EUA como destino seguro de investimentos. “Esse é o ponto central, mais relevante do que os números isolados sobre tarifas.” Aprovação de Trump cai com insatisfação econômica A política tarifária também afeta a opinião pública. Pesquisa da YouGov, divulgada no fim de maio, apontou que apenas 41% dos americanos aprovam o desempenho de Trump, enquanto 54% o desaprovam. O apoio à sua política econômica está em 37%, e à política comercial e tarifária, em 35%. Além disso, 57% dos entrevistados acreditam que Trump foi “longe demais” no aumento das tarifas. No total, 72% classificam a situação econômica como “mediana” ou “ruim”. OCDE prevê desaceleração econômica global A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou novamente as projeções de crescimento global. A expectativa agora é de que a economia mundial cresça 2,9% em 2025 e 2026, abaixo dos 3,3% previstos para 2024. Para os Estados Unidos, a OCDE estima desaceleração de 2,8% em 2024 para 1,6% em 2025 e 1,5% em 2026. A inflação deve subir para cerca de 4% até o final de 2025 e continuar acima da meta do Federal Reserve (Fed) em 2026, o que deve adiar cortes na taxa de juros. A organização alertou ainda que restrições à imigração e cortes no funcionalismo público agravam o impacto das tarifas. Segundo o economista-chefe da OCDE, Álvaro Pereira, a desaceleração global afeta a renda e limita o crescimento do emprego. “A maioria dos países enfrentará perspectivas econômicas mais fracas. É urgente reduzir barreiras comerciais”, afirmou. Pereira acrescentou que, mesmo com uma eventual mudança na política tarifária americana, os efeitos sobre o crescimento e a inflação não seriam imediatos devido à persistente incerteza política. Fonte: yicai.com

3 de junho de 2025
China2Brazil
A Administração Nacional de Imigração da China informou que o país registrou 5,907 milhões de entradas e saídas de cidadãos chineses e estrangeiros durante o feriado do Festival do Barco-Dragão. A média diária foi de 1,969 milhão de movimentações, alta de 2,7% em relação ao mesmo período de 2023. O pico de fluxo ocorreu em 1º de junho, com 2,086 milhões de pessoas cruzando as fronteiras. Entre os estrangeiros, 231 mil entraram no país utilizando políticas de isenção de visto , aumento de 59,4% na comparação anual. As autoridades também inspecionaram 263 mil meios de transporte, como aeronaves, navios, trens e veículos, volume 10,5% superior ao do ano anterior. Segundo a Administração Nacional de Imigração, a circulação nos portos ocorreu sem interrupções. As autoridades de fronteira seguiram as diretrizes de “duas divulgações e uma orientação”, prevendo e informando o volume de passageiros por porto e orientando o público a planejar suas viagens. Durante o feriado, os agentes organizam os turnos de forma estratégica, abriram o máximo possível de canais de inspeção e reforçaram a aplicação do limite de espera de até 30 minutos para cidadãos chineses. Também ampliaram a cooperação com outros departamentos para direcionar os fluxos nos horários de pico e integrar o controle de imigração ao transporte, mantendo o tráfego contínuo. Fonte: news.cn

3 de junho de 2025
China2Brazil
A Huawei anunciou que o smartwatch WATCH 5 com HarmonyOS AI será lançado oficialmente, no dia 11 de junho, durante o evento de apresentação da série Huawei Pura 80 e de novos produtos do ecossistema da marca. O dispositivo virá com o sistema operacional HarmonyOS 5. O modelo será compatível com o novo modelo de linguagem XiaoYi, que funcionará de forma independente no próprio relógio. Segundo imagens divulgadas por blogueiros, o WATCH 5 permitirá controle por comandos de voz para todas as funções, incluindo assistente voltado para atividades esportivas e saúde, consultas a notícias e respostas sobre outros dispositivos Huawei. O WATCH 5 também estreia como o primeiro smartwatch com suporte à tecnologia StarLight (XingShan), capaz de detectar presença a até 20 metros e desbloquear veículos sem contato em um raio de até 3 metros. Outro destaque do modelo é o sensor X-TAP, que combina sensores PPG, ECG e um sensor tátil de 10 níveis. A integração permite medir a oxigenação do sangue em tempo real pela ponta dos dedos. O IT Home informou que o dispositivo já está disponível para pré-venda nas plataformas Huawei Mall, JD.com e Tmall, com preços entre RMB 2.699 e RMB 3.999. Os consumidores também podem ter acesso a subsídios governamentais de até RMB 500. O Huawei WATCH 5 já foi lançado em mercados internacionais e está disponível nos tamanhos de 42 mm e 46 mm. Fonte: ithome.com

2 de junho de 2025
China2Brazil
Durante o Festival Internacional de Animação da China, uma visitante com paralisia nos membros inferiores utilizou um robô exoesqueleto para apresentar a imagem do personagem Nezha , na área temática “Anime + Tecnologia”. O equipamento permitiu que ela ficasse em pé e caminhasse. Segundo um representante de uma das empresas expositoras, o robô exoesqueleto é voltado a pessoas com mobilidade reduzida nas pernas. O dispositivo utiliza o princípio da neuroplasticidade e promove alívio da atrofia muscular com movimentos repetitivos constantes. De acordo com informações do portal IT Home, o robô exoesqueleto é um dispositivo vestível equipado com sensores, atuadores e sistemas de controle. A tecnologia reforça ou complementa os movimentos humanos e tem aplicações em reabilitação médica, indústria, defesa e uso pessoal. A estrutura inclui uma armação de materiais leves, sistema de propulsão e módulo de controle que monitora em tempo real os movimentos do usuário para fornecer suporte. Além da apresentação no festival, o equipamento também foi introduzido recentemente no ponto turístico da Grande Muralha de Badaling, em Pequim. O objetivo é facilitar a subida de visitantes. O aluguel custa RMB 100. O modelo disponível no local possui design ergonômico e atende usuários com altura entre 1,60 m e 2 m. Ainda não há versão adaptada para crianças. O equipamento pesa cerca de 3,5 kg e pode ser vestido como uma roupa, com ajuste nas faixas da cintura e das pernas e ativação por alimentação elétrica. Fonte: IT Home

2 de junho de 2025
China2Brazil
O Salão Automotivo da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau começou, em 31 de maio, em Shenzhen, com público recorde de 183 mil pessoas no primeiro dia. A abertura coincidiu com o Festival do Barco-Dragão. O evento vai até 8 de junho. Com 112 marcas e 1.039 modelos em exibição, a edição de 2025 ocupa 260 mil metros quadrados, incluindo uma área interativa de 80 mil metros quadrados dedicada a test drives e demonstrações tecnológicas. O salão passou a ser classificado como evento Classe A nos últimos dois anos. Antes visto como espaço de venda direta, o evento tem atraído executivos de peso e estreias importantes. Neste ano, participaram Li Bin (NIO) e He Xiaopeng (Xpeng). A Huawei e a Audi lançaram o Audi Q6 e-tron em pré-venda. Outros destaques incluíram o MAEXTRO S800 e o Xiaomi YU7. “O Salão da Grande Baía ganha importância. O foco segue nos veículos elétricos. Shenzhen avança no setor automotivo e se destaca como polo de inovação”, afirmou um profissional da indústria. Shenzhen lidera produção de elétricos na China Dados de 2024 mostram que Shenzhen produziu 2,935 milhões de veículos elétricos, liderando entre as cidades chinesas. A cidade sedia empresas como BYD e Huawei , com uma cadeia industrial completa nas áreas de baterias, condução inteligente e mobilidade de baixa altitude. A BYD, com sede local, ocupou um pavilhão completo pelo segundo ano seguido e montou um espaço ao ar livre de 30 mil metros quadrados com atividades e demonstrações. A Huawei assumiu todo o Pavilhão 2 com a aliança Harmony Intelligent Mobility, ao lado de Aito, Luxeed, Stelato, MAEXTRO e CATL. O S800, da MAEXTRO, lançado na véspera do salão, tem preço inicial de RMB 708 mil e topo de linha de RMB 1,018 milhão. Yu Chengdong, da Huawei, afirmou que o MAEXTRO impulsiona 221 fornecedores da cadeia local e reforça o avanço industrial chinês. A aliança inclui também a marca Shangjie, em parceria com a SAIC. Jia Jianxu, da SAIC, disse que a Shangjie complementa o portfólio existente com foco no mercado de massa. Ele destacou a transição do setor para uma competição entre ecossistemas, onde o valor gerado em rede define o sucesso. Desempenho desigual entre marcas da aliança Entre as marcas da Harmony Intelligent Mobility Alliance, Aito lidera vendas com SUVs. A Luxeed R7 teve bom início, mas perdeu ritmo. A Stelato não atingiu as metas esperadas. Yu reconheceu o desafio de consolidar a reputação das marcas recém-lançadas. A Huawei e a BYD apostam em modelos acima de RMB 1 milhão. A BYD criou a marca Yangwang, e rivais como Zeekr e NIO também oferecem modelos de alto valor. Montadoras chinesas buscam espaço no mercado de luxo, antes dominado por Mercedes-Benz, BMW e Audi. Marcas como NIO e a aliança Harmony agora disputam consumidores com veículos de alta tecnologia, voltados para eletrificação e condução inteligente. “O avanço tecnológico abriu espaço para novas marcas no segmento de luxo. O mercado de entrada está saturado. As fabricantes buscam novos nichos como MPVs e veículos off-road”, disse um executivo do setor. Xiaomi estreia SUV YU7 e atrai visitantes O estande da Xiaomi chamou atenção com a estreia do SUV YU7. O fundador Lei Jun não participou, mas declarou no Weibo que está focado nos preparativos finais do lançamento. O modelo permaneceu fechado e sem detalhes técnicos revelados, mas atraiu filas longas. [caption id="attachment_24313" align="alignnone" width="1019"] Fonte da imagem: Liang Xu/ Xinhua[/caption] A mudança nos critérios de compra impulsiona o interesse por marcas como Xiaomi. Os consumidores valorizam mais funcionalidades do que status. Relatório da Lisihezhangwang aponta que, mesmo com a saturação nos mercados centrais, os veículos elétricos seguem crescendo. A previsão é de 16,5 milhões de unidades vendidas na China em 2025, com penetração superior a 55%. Em 2030, a taxa deve ultrapassar 70%. A pesquisa mostra que consumidores chineses priorizam tecnologia e estão dispostos a pagar mais por funções de assistência à condução. Cerca de 30% aceitariam pagar mais de RMB 10 mil por esses recursos. Venda direta define perfil do evento O Salão da Grande Baía difere dos eventos de Pequim e Guangzhou pelo foco na venda direta. As marcas ofereceram “preços fechados” e transmissões ao vivo com promoções exclusivas. “Comprar no salão oferece mais vantagens do que nas concessionárias. Além dos descontos da marca, o cliente ganha bônus adicionais”, disse um vendedor da Xpeng. As montadoras costumam estabelecer metas de venda específicas para o evento. A SAIC Volkswagen aplicou descontos nos modelos Novo Tharu e Tiguan L. A Changan Mazda reduziu o preço do CX-30 em até RMB 32 mil, e o Mazda3 está a partir de RMB 89.900. O governo de Bao’an, distrito de Shenzhen, oferece subsídios de até RMB 6 mil, com bônus que podem alcançar RMB 21 mil para quem trocar carros usados por novos. Antes mesmo da abertura, marcas como BYD, Leapmotor e Geely iniciaram cortes de preços. A BYD informou a venda de 382 mil veículos em maio, alta de 15,3%, com novo recorde mensal. Fonte: yicai.com