
19 de agosto de 2025
China2Brazil
Em 18 de agosto, na entrada da vila cultural folclórica de Xunpu, em Quanzhou, província de Fujian, jovens visitantes anunciaram suas cidades de origem (Sichuan, Jiangxi, Guizhou, Henan) com coroas de flores na cabeça, chamadas “Zan Hua”. Elas viajaram milhares de quilômetros para participar da tradição local, reconhecida como patrimônio cultural imaterial nacional. Xunpu fica na margem norte da foz do rio Jinjiang, na baía de Quanzhou. O vilarejo, que foi ponto de partida da antiga Rota Marítima da Seda , possui mais de mil anos de história, 1,5 km² de área e população residente de 7.617 pessoas. Em 2008, o costume feminino de enfeitar os cabelos com flores, conhecido como “Zan Hua Wei”, entrou na segunda lista nacional de patrimônio cultural imaterial da China. Nos últimos anos, a prática ganhou força e tornou-se um atrativo turístico com o lema “Visite Xunpu, use flores e valorize-se”. O crescimento do fluxo de visitantes impulsionou a criação de serviços de maquiagem, figurino e fotografia. Hoje, a fotografia turística é considerada a principal atividade econômica da comunidade. [caption id="attachment_25150" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] A senhora Bai Lan, de 71 anos, abriu uma loja de flores em 2015. Enquanto organiza arranjos, ela canta músicas folclóricas locais e atende visitantes que desejam adotar o estilo “Zan Hua”. Segundo Bai, em períodos de alta temporada, a loja chega a receber mais de cem clientes por dia. [caption id="attachment_25149" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] O movimento turístico gerado pelo costume também fortaleceu pousadas, hotéis e apresentações culturais. De acordo com Zhuang Qun, vice-secretário do Comitê Comunitário de Xunpu, o vilarejo concentra atualmente cerca de 300 estúdios de fotografia turística, recebe em média 20 mil visitantes por dia e, entre 2022 e 2024, a renda dos moradores mais que dobrou, com consumo acumulado superior a 5 bilhões de yuans. Zhuang reconhece, no entanto, que a infraestrutura da vila ainda não acompanha o crescimento do turismo. Para ampliar a oferta de serviços, Xunpu lançou em 2025 os “Dez Grandes Projetos” de revitalização cultural e oito experiências temáticas: flores, fotografia, mar, becos, música, teatro, gastronomia e compras. “Nosso objetivo é não apenas receber visitantes, mas oferecer condições para que desejem retornar”, afirmou. Fonte: proapi.jingjiribao.cn

19 de agosto de 2025
China2Brazil
A Feira Internacional de Comércio de Serviços da China (CIFTIS) será realizada de 10 a 14 de setembro de 2025 no Parque Shougang, em Pequim. O evento terá como tema “Liderança Digital e Inteligente, Renovação do Comércio de Serviços” e reunirá a Cúpula Global de Comércio de Serviços, fóruns, exposições e negociações de contratos, com foco na digitalização e na integração entre comércio e inovação. No primeiro semestre deste ano, o comércio de serviços da China alcançou 3,887 trilhões de yuans em importações e exportações, um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor de viagens liderou a expansão, movimentando 1,08 trilhão de yuans, alta de 12,3%. As exportações de serviços de turismo tiveram salto de 68,7%, impulsionadas por medidas como a ampliação do trânsito sem visto para até 240 horas, facilidades no uso de pagamentos digitais por estrangeiros e a política de reembolso de impostos na saída do país. Segundo a Administração Tributária Estatal, o número de lojas credenciadas para oferecer reembolso dobrou, ultrapassando 7.200 em todo o território chinês, enquanto a quantidade de turistas que utilizaram o benefício aumentou 186%. Além do turismo, os serviços digitais e intensivos em conhecimento sustentaram a expansão do comércio de serviços, com movimentação de 1,502 trilhão de yuans, alta de 6%. As exportações somaram 865 bilhões, com superávit de 227,5 bilhões de yuans. Telecomunicações, computação, informação e propriedade intelectual se destacaram entre os segmentos de maior crescimento. Nesse cenário, o processamento de dados recebidos desponta como modelo emergente. Em Hainan, a primeira Zona Franca Digital do país já gerou mais de 20 milhões de yuans em receita ao transformar dados estrangeiros em produtos organizados para exportação. O setor de jogos digitais também reforçou a pauta exportadora. Entre janeiro e junho, empresas chinesas faturaram 9,5 bilhões de dólares no exterior, aumento de 11% sobre o ano anterior, com títulos como Honor of Kings, Genshin Impact e Black Myth: Wukong conquistando mercados na América do Norte, Japão e Europa. A China também busca integrar serviços digitais à economia real. Portos como o de Chancay, no Peru, e o de Pireu, na Grécia, já operam com veículos autônomos, guindastes automatizados e sistemas de energia limpa implantados por empresas chinesas. No transporte marítimo, o cargueiro CSPC Horizon, projetado para celulose, realizou sua primeira viagem de grãos entre Brasil e China com ajustes logísticos personalizados, exemplificando a capacidade de adaptação da frota chinesa. Para Li Xingchen, pesquisador do Instituto de Economia Internacional da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a expansão de áreas como cultura digital, educação online e saúde transfronteiriça reforça a competitividade chinesa em telecomunicações e serviços de informação. Segundo ele, o comércio digital deve se consolidar como motor da inserção do país nas cadeias globais de valor. Fonte: people.com.cn

18 de agosto de 2025
China2Brazil
Em 18 de agosto, ações ligadas ao HarmonyOS registraram forte movimentação após declarações de Yu Chengdong, diretor executivo da Huawei e presidente da BG de Dispositivos. Ele afirmou que o sistema operacional da companhia deverá alcançar o mesmo nível de Android e iOS até o fim de 2025. Segundo a Huawei, o HarmonyOS 5 já está presente em mais de 10 milhões de dispositivos. A versão 5.1 está em operação e o Beta para desenvolvedores da versão 6 está disponível para inscrição. Integração de aplicativos chineses De acordo com Ruxuan, representante do Grupo Alibaba (Taotian), até 30 de setembro todos os principais aplicativos da companhia, incluindo Taobao, Tmall, Xianyu e 1688, terão seus fluxos centrais adaptados ao HarmonyOS. Empresas como Tencent e o aplicativo ferroviário 12306 também confirmaram apoio ao sistema. Liu Nayou, da Tencent, destacou que a companhia já migrou mais de 50 produtos, embora o processo exija reescrita completa de código, já que o HarmonyOS possui arquitetura distinta de Android e iOS. Investimento e desenvolvimento Yu Chengdong declarou que, nos últimos seis anos, mais de 10 mil engenheiros participaram do desenvolvimento do HarmonyOS, com investimento acumulado de centenas de bilhões de RMB. O sistema já ultrapassa 130 milhões de linhas de código. Ele afirmou que a iniciativa tem importância estratégica para a segurança da infraestrutura de informação da China. Para apoiar a migração de desenvolvedores, a Huawei destinou quase RMB 10 bilhões apenas em 2025. Independência tecnológica Até a versão 4.0, o HarmonyOS operava em estrutura dupla, compatível com aplicativos Android. A partir da versão 5.0, o sistema passou a utilizar kernel próprio, exigindo que todos os aplicativos sejam desenvolvidos de forma nativa. Segundo Yu, essa mudança consolidou a independência em relação ao ecossistema Android. Mais de 40 dispositivos da Huawei já utilizam o HarmonyOS 5. Além disso, 9.000 aplicativos participaram do desenvolvimento de 70 experiências conjuntas. No mercado doméstico, o sistema já alcançou 19% de participação, superando o iOS, mas ainda distante do Android. Globalmente, sua fatia é de 4%. Yu destacou que o crescimento tende a acelerar: o sistema levou anos para atingir 1 milhão de usuários, mas passou de 1 milhão para 10 milhões em curto período. Perspectivas A Huawei pretende expandir o HarmonyOS para setores como mineração, saúde, educação e até aplicações espaciais. O sistema também foi aberto como código aberto, o que, segundo Yu, deverá ampliar as oportunidades econômicas para desenvolvedores. A companhia informou que pretende atualizar gradualmente entre 200 e 300 milhões de dispositivos antigos para a versão 5.0. Além disso, implementou programas de incentivo para usuários, como o “Harmony com Recompensas — Check-in com Red Packet”. Yu afirmou ainda que a integração de ecossistemas será essencial na era da inteligência artificial, quando múltiplos aplicativos precisarão interagir para executar tarefas. Fonte: yicai.com

18 de agosto de 2025
China2Brazil
No verão de 2025, parques temáticos em diferentes regiões da China registraram forte crescimento no turismo . Além de aumentar a venda de ingressos, a expansão movimentou setores como hotelaria e gastronomia, reforçando a relevância econômica desse segmento. Parques atraem visitantes em massa No S hanghai LEGOland Resort, inaugurado em 5 de julho , o destaque é “Dada”, figura de LEGO com 26 metros de altura, considerada a maior do mundo. Desde a abertura, o parque já realizou cerca de 1.700 apresentações, incluindo mais de 950 encontros com personagens e mais de 100 shows teatrais. [caption id="attachment_25135" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Wang Xiang/ Xinhua[/caption] Outros complexos também ampliaram a oferta. O Fantawild Dinosaur Water Festival, em Zigong (Sichuan), organizou atividades com água e interação; o OCT Fantasy Valley, em Xiangyang (Hubei), acrescentou fogos de artifício ao show de luzes holográficas 7D; e o Enjoyland Animal Kingdom, em Zhengzhou, promove diariamente a “Festa Aquática de Verão”. Segundo o Instituto de Pesquisa de Parques Temáticos da China, cada 1 RMB de receita em ingressos pode gerar 3,8 RMB no setor urbano e até 15 RMB na cadeia produtiva relacionada. Dados de plataformas de turismo indicam que, até 4 de julho, as reservas de hotéis no distrito de Jinshan, em Xangai, aumentaram 3,5 vezes em comparação ao ano anterior. Já as reservas de pousadas cresceram seis vezes, sendo mais de 70% feitas por visitantes de fora da cidade. Impacto no turismo regional Em Harbin, nas duas primeiras semanas do verão de 2025, o Polarland Park registrou alta de 114% nas vendas de ingressos. No Poseidon Beach Water World, o crescimento foi de 51%. Já os pacotes de fotografia turística tiveram expansão acima de 80%, elevando o consumo cultural e turístico da cidade em 19%. O Universal Beijing Resort, aberto em 2021, mantém aumento contínuo na taxa de revisita e atrai grandes marcas, como o Beijing Haichang Ocean Park. Segundo Dai Bin, presidente da Academia Chinesa de Turismo, várias regiões integram parques a projetos culturais, comerciais e ecológicos para gerar efeitos de sinergia. Novos investimentos e expansão Em Xangai, o Jinjiang Action Park recebe obras do Harry Potter Studio Tour, previsto para inauguração em 2027. Em Pequim, o Universal Beijing Resort avança com a segunda e terceira fases. O Shanghai Disney Resort iniciou em maio a construção do parque temático do Homem-Aranha. Já em Shenzhen, foi concluído o “Mundo da Imaginação”, maior estrutura da LEGOland. Parques nacionais também ampliam a oferta. O East of Eden, em Qingdao, adota o tema “harmonia com a água” para unir lazer, ciência e apresentações. Em Guangzhou, o Star World · Nanhu Amusement Park reabriu após reforma. Em Harbin, o Ice and Snow World inaugurou a Sun Island Snow Sculpture Art Gallery, oferecendo esculturas de neve mesmo no verão. O Instituto de Pesquisa de Parques Temáticos da China estima que o país contava, até outubro de 2024, com 385 parques. Para 2025, a previsão é de crescimento de 10% a 20% no número de visitantes e aumento de até 15% na receita. Lin Huanjie, diretor do Instituto, afirmou que a abertura de novos projetos ampliará a oferta e atenderá à demanda diversificada dos consumidores. Caminho para diferenciação Especialistas destacam que, diante do crescimento, os parques precisam se diferenciar para evitar homogeneização. Lin Huanjie defende que a competitividade dependerá da combinação entre escala, qualidade, cultura e tecnologia. Alguns já buscam essa estratégia. O LEGOland Shanghai criou rotas turísticas integradas com atrações regionais, como a Fengjing Ancient Town. Em Pequim, o Pop Mart City Park transforma personagens de brinquedos colecionáveis em experiências físicas. Já o Harbin Ice and Snow World aposta na recriação de cenários de filmes e jogos em esculturas de gelo e neve, em parceria com diferentes marcas. Para Dai Bin, o avanço tecnológico e a demanda crescente tendem a elevar o nível de inovação da indústria, estimulando o consumo e fortalecendo o desenvolvimento econômico e social do país. Fonte: News.cn

18 de agosto de 2025
China2Brazil
A tripulação da missão Shenzhou-20 concluiu em agosto sua terceira atividade extraveicular. O astronauta Chen Dong utilizou o traje espacial extraveicular B, que alcançou a marca de 20 saídas fora da estação espacial chinesa em quatro anos. O Centro de Treinamento de Astronautas da China informou que esta é a primeira vez que um traje da estação atinge a meta de prolongamento definida pelo programa. Segundo Zhang Wanxin, pesquisador do centro, o traje B foi usado por 11 astronautas em oito missões tripuladas consecutivas. Avaliações dinâmicas e testes confirmaram que o equipamento mantém estabilidade, permitindo ampliar sua aplicação em atividades no espaço e apoiar a rotina da estação. O traje extraveicular é considerado o principal recurso de proteção à vida dos astronautas e de suporte às operações fora da estação. A versão em uso corresponde à segunda geração do traje chinês “Feitian”, projetado para resistir a até três anos de armazenamento em órbita e 15 saídas espaciais nesse período. De acordo com o centro, este é o primeiro produto espacial da China a passar por avaliações de vida útil em órbita com extensão de prazo de utilização. No início de 2024, os trajes já estavam próximos do limite previsto. Para calcular a vida útil restante, equipes científicas elaboraram planos de monitoramento, métodos de verificação em órbita e testes em solo. A análise de dados e experimentos com materiais confirmou condições seguras para o uso estendido. Em 15 de julho, a nave de carga Tianzhou-9 entregou novos suprimentos à estação, entre eles dois trajes extraveiculares da segunda geração, identificados como D e E. Após inspeções iniciais, ambos foram aprovados para uso em futuras missões. A segunda geração do traje “Feitian” apresenta avanços em durabilidade, confiabilidade e suporte às atividades dos astronautas em comparação à versão inicial. O equipamento foi projetado para atender tanto a fase de construção quanto a fase de operação da Estação Espacial Chinesa. Fonte: The Paper

15 de agosto de 2025
China2Brazil
A China combina milhares de anos de história, desenvolvimento tecnológico em diversas áreas e posição de destaque como uma das maiores potências econômicas e populacionais do mundo. O país tem atraído atenção crescente em múltiplos setores, do comércio à educação e à inovação. Para aprofundar a relação com a China, a assessora executiva do estado de Mato Grosso, Ariana Guedes de Oliveira, mudou-se para o país em 2019. Ela vive em Hainan, no sul da China, uma província com mais de 10 milhões de habitantes, após residir em Pequim e Xangai . Ariana acompanha o país desde 2015, quando integrou uma delegação do governo federal para discutir um projeto ferroviário. Na época, ela percebeu a necessidade de ampliar a visão brasileira sobre a China além do comércio. “Se nossas vidas já estão voltadas para o Oriente, por que insistir em olhar para o Ocidente? É fundamental expandir essas relações para os campos social, educacional, tecnológico e de inovação. Se a relação se baseia apenas na importação e exportação de dois produtos, não será duradoura nem estável. Foi isso que me motivou a vir para a China”, explicou. Ariana enfrentou choque cultural na primeira visita, principalmente em relação à língua e à gastronomia. Mas, com visitas anuais e a mudança definitiva em 2019, a adaptação ocorreu rapidamente. “Em 2015, poucas pessoas falavam inglês fluentemente, mas isso mudou. O governo chinês implementa programas educacionais que buscam garantir que a população tenha uma visão global, seja estudante, empresário ou acadêmico”, afirmou. Outro ponto destacado por Ariana é a mentalidade coletiva da sociedade chinesa, contrastando com o individualismo ocidental. Ela cita a infraestrutura das cidades, projetada para atender a todos, e o foco na educação, na história e no trabalho. A funcionária pública também comentou sobre segurança e receptividade na China. “O estrangeiro é bem tratado: é possível sair a qualquer hora e não há regiões inseguras, mesmo em vilarejos mais afastados”, disse. Além da experiência no país asiático, Ariana foi reconhecida internacionalmente, em 2024, ao integrar a lista Forbes 50 Mulheres que Levam o Agro do Brasil para o Mundo , por seu trabalho em inovação, educação e na construção de relações internacionais. Fonte: news.china.com.cn

15 de agosto de 2025
China2Brazil
O Conselho de Estado da China aprovou mudanças no regulamento de entrada e saída de estrangeiros nesta semana. A principal novidade é o visto K, destinado a jovens estrangeiros com talentos em ciência e tecnologia. Para obtê-lo, o candidato precisa atender às condições estabelecidas pelo governo chinês e apresentar documentação que comprove suas qualificações. As regras entram em vigor em 1º de outubro de 2025. Além disso, a China ampliou a política de isenção de visto para trânsito. Desde 12 de junho de 2025, cidadãos de 55 países, incluindo Indonésia, Rússia e Reino Unido, podem permanecer sem visto por até 240 horas (10 dias), desde que estejam em trânsito para outro destino e utilizem um dos 60 portos designados em 24 províncias. Durante esse período, é permitido realizar turismo, negócios e visitas familiares; trabalho, estudos e atividades jornalísticas continuam exigindo visto. O governo também concedeu isenção de visto por até 30 dias a cidadãos de cinco países da América Latina como Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai, válida de 1º de junho de 2025 a 31 de maio de 2026. Fonte: Yicai.com

15 de agosto de 2025
China2Brazil
Entre 15 e 17 de agosto, o National Speed Skating Oval “Ice Ribbon”, em Pequim, recebe a primeira Olimpíada Mundial de Robôs Humanóides . O evento reúne 280 equipes de 16 países e regiões, que disputaram 487 provas em 26 modalidades. A programação inclui competições esportivas, apresentações artísticas, cenários simulados e atividades paralelas. O objetivo é mostrar avanços em inteligência artificial aplicada a decisões rápidas e cooperação em movimento. Na cerimônia de abertura, o espetáculo “Bem-vindos ao Mundo da Vida à Base de Carbono” reuniu dançarinos humanos e robôs em uma coreografia que simbolizou o “diálogo entre carbono e silício”. O desfile “Tian Gong Ni Shang” apresentou peças que uniram técnicas artesanais e design tecnológico. Mais de 100 equipes participaram de apresentações que incluíram ópera, street dance e exibições conjuntas com grupos profissionais. O momento simbólico da abertura ocorreu com a iluminação do dispositivo “ZhiXin”, um tetraedro metálico com um chip de cristal azul, que marcou o início oficial das competições. O tema deste ano foi “Competência Inteligente rumo ao Futuro”. As provas principais englobam corrida (100 m, 400 m e 1500 m), salto em distância, ginástica livre, futebol 5x5, artes marciais e apresentações individuais e em grupo. Os cenários simulados reproduzem tarefas como transporte de materiais em fábricas, triagem de medicamentos em hospitais e serviços de limpeza em hotéis. As modalidades periféricas incluíram basquete, tênis de mesa, dança em grupo, luta livre e artes marciais. Segundo o comitê organizador, a Olimpíada segue princípios de competição justa, inovação aberta, segurança e integração industrial. O evento busca estimular o desenvolvimento de novas aplicações e promover a colaboração entre humanos e robôs em diferentes áreas. Além do aspecto competitivo, a iniciativa serve como plataforma para exibir avanços globais em robótica, promover intercâmbio tecnológico e impulsionar a indústria internacional do setor. A expectativa é que as disputas acelerem pesquisas em controle de movimento e percepção ambiental de robôs humanóides, abrindo espaço para novas aplicações comerciais e industriais. Fonte: stdaily.com

14 de agosto de 2025
China2Brazil
Cheguei ao Brasil em 1986, mas a história da minha família com este país começou antes. Meu pai veio para cá em 1979 a trabalho. Depois disso, minha mãe trouxe a mim, meu irmão e minha irmã para imigrarmos juntos. Foi aqui que criamos raízes e, nesta terra calorosa e acolhedora, formei minha própria família e tive quatro filhos. Naquela época, o ambiente para o aprendizado da língua chinesa no Brasil era bastante limitado. Por isso, tanto eu quanto meu marido sempre desejamos que nossos filhos pudessem manter e herdar a língua e a cultura chinesa. Incentivei minhas duas filhas a voltarem para a China com 11 anos de idade, uma após a outra, para aprender o mandarim. Em 2010, decidimos voltar todos juntos à China para oferecer um ambiente de aprendizado mais adequado para meus filhos. Sou uma mãe chinesa bastante tradicional. Eu mesma preparo todas as refeições diárias da família e sempre perguntava: “O que vocês querem comer hoje?”Curiosamente, o que eles mais sentiam falta eram os sabores do Brasil. No café da manhã, queriam pão de queijo; no almoço, arroz com feijão. Para matar a saudade deles, comecei a aprender a fazer pratos brasileiros, testando receitas, ajustando temperos, e sempre deixando que fossem eles os "juízes" do sabor. Foi esse amor de mãe que, aos poucos, construiu minha habilidade na culinária brasileira. [caption id="attachment_25107" align="alignnone" width="1688"] Foto: Arquivo pessoal[/caption] Com o tempo, mais e mais amigos começaram a gostar dos quitutes que eu preparava e passaram a fazer encomendas. No início, tudo era feito à mão, artesanalmente. Mas quando a demanda cresceu, comecei a colaborar com fábricas de alimentos locais. Eu mesma ensinava a preparar as receitas e acompanhava o processo, garantindo padronização e qualidade. Em 2017, lançamos oficialmente nosso primeiro produto, o pão de queijo. E foram meus próprios filhos que decidiram que a marca deveria se chamar “Donna Jannie”, em homenagem à mãe e ao amor por trás de tudo. A identidade visual e o design da embalagem foram criados por minha filha mais velha, a operação diária foi assumida pela segunda filha, e até os filhos homens não conseguiram escapar da missão de ajudar no negócio: assumiram a parte comercial e de publicidade. Assim, aos pouquinhos, nasceu a Donna Jannie. De volta à China, comecei a ajudar meu marido a importar produtos brasileiros de qualidade para o mercado chinês. Desde 2010, fui nomeada representante exclusiva dos vinhos Miolo na China. Em 2013, também conseguimos introduzir o café especial brasileiro Unique Café no país, e desde então participamos todos os anos da Feira de Importação da China, a CIIE. Criamos nossa própria marca de café, chamada “Lady Coffee”, com grãos verdes importados diretamente de fazendas brasileiras, mas torrados na China, assim mantemos a frescura do café especial. Cada linha de café recebe o nome da dona da fazenda, como Mariana, Vera, Celia ou Shara — uma homenagem às mulheres do campo. Sou apaixonada pelo que faço, e é por isso que sigo firme até hoje. Através da Donna Jannie, não apenas vendemos produtos, mas também organizamos degustações, encontros culturais e experiências com café, tudo para que os consumidores chineses possam realmente conhecer e sentir os sabores e histórias do Brasil. Claro, nem tudo foi fácil. O maior desafio no início era a falta de conhecimento sobre o Brasil. Muitos chineses associam o país apenas ao futebol e ao samba, sem saber que o Brasil também é produtor de vinhos excelentes, cafés de altíssima qualidade e alimentos incríveis. Por exemplo, marcas como Unique Cafés têm cafés especiais que podem competir com os melhores do mundo, mas poucos conhecem. Ou a vinícola Miolo, que produz vinhos incríveis no sul do Brasil, mas que infelizmente ainda é pouco valorizada no mercado asiático. No mercado chinês, os produtos brasileiros são muitas vezes heróis invisíveis. Uma xícara de café vendida na China pode ter até 40% de ingredientes originários do Brasil; na cafeteria, o açúcar usado para adoçar também pode ser brasileiro; até as coxinhas de frango que comem na China podem vir da Seara ou da Sadia do Brasil. Mas os consumidores chineses, em sua maioria, não sabem disso. Por quê? Porque faltam contadores de histórias. Em um mercado movido pelo lucro, são poucos os que se dedicam a contar a história e a alma por trás de um produto. Sem paixão e amor, ninguém consegue sustentar esse esforço por muito tempo. Além disso, o Brasil possui um alto custo operacional e uma logística desafiadora. Muitas empresas hesitam em investir nos riscos de entrada no mercado chinês. Esse é um desafio constante para nós.Mesmo assim, sigo acreditando que vale a pena insistir nessa ponte. Acredito que, embora China e Brasil tenham culturas muito diferentes, os dois povos são gentis, amigáveis e acolhedores. Com uma mentalidade aberta e generosa, é totalmente possível que nossas culturas se complementem e se fundam, criando novas formas de ver o mundo e de viver. Tenho muita sorte por poder viver entre essas duas culturas, encontrar meu espaço e me tornar uma ponte real entre China e Brasil. Desejo, do fundo do coração, que no futuro tenhamos ainda mais intercâmbios e cooperações culturais entre os dois países, especialmente entre jovens, marcas criativas e novos talentos. Também espero que Donna Jannie não seja apenas uma marca, mas uma verdadeira plataforma de conexão cultural, onde sabores unem corações e a gastronomia se torne a linguagem mais doce do mundo. Que a amizade sino-brasileira dure para sempre! Este relato faz parte da série Raízes chinesas no Brasil, lançada pelo China2Brazil em comemoração ao Dia da Imigração Chinesa, celebrado em 15 de agosto. Na série de entrevistas, nos dedicamos a descobrir histórias de imigrantes chineses que vieram para o Brasil e trouxeram suas raízes chinesas. Acompanhe também em nossas redes socais as entrevistas em vídeo.

14 de agosto de 2025
China2Brazil
O governo municipal de Guangzhou, na China, incluiu, em seu plano esportivo para os próximos dez anos, a meta de promover uma candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo da FIFA . A proposta está no “Comunicado sobre o Plano de Construção de Cidade Forte em Esportes de Guangzhou”, publicado recentemente. O documento prevê aproveitar a experiência em eventos e a rede de recursos internacionais das regiões de Guangdong, Hong Kong e Macau para disputar a organização da Copa e outros torneios internacionais de grande porte. A possibilidade mobilizou torcedores, que veem na iniciativa uma chance para a seleção chinesa voltar ao torneio, já que o país-sede tem vaga automática. No entanto, a candidatura exige aprovação nacional e envolve custos e requisitos técnicos que ultrapassam a decisão de uma cidade. Processo de candidatura Pelas regras da FIFA, apenas países ou grupos de países podem se candidatar. O modelo citado por Guangzhou seria uma cooperação regional como parte de uma candidatura chinesa oficial, que precisaria ser apresentada pela Associação Chinesa de Futebol e aprovada pelo Conselho de Estado. Sediar a Copa do Mundo pode gerar ganhos econômicos relevantes, com investimentos em infraestrutura, transporte, turismo e renovação urbana. No Catar, anfitrião em 2022, o PIB de 2011, ano seguinte à escolha do país como sede, cresceu 19,6%, o maior em 16 anos. O valor oficial do PIB em 2022 chegou a US$226,2 bilhões. Por outro lado, o evento pode gerar custos elevados e baixa utilização posterior das obras, fenômeno conhecido como “efeito elefante branco”. No Brasil, em 2014, os gastos chegaram a US$14–15 bilhões, superando a previsão inicial de US$8 bilhões. O Estádio Nacional de Brasília, que custou US$1 bilhão, tornou-se estacionamento de ônibus. Condições da Grande Baía Guangzhou reúne fatores favoráveis para receber grandes eventos. É a capital da província com maior PIB do país e já sediou competições como os Jogos Asiáticos de 2010, a Maratona de Guangzhou e o WTA Guangzhou Open. O plano esportivo para 2035 prevê 3,4 m² de área esportiva por habitante, mais de 45% da população praticando atividades físicas regularmente, o setor esportivo representando 2,4% do PIB e aumento da competitividade no esporte profissional. Na infraestrutura, a FIFA exige 12 estádios com padrão internacional, sendo um para 80 mil espectadores. A região ainda não atinge esse número, mas tem obras em andamento. O Estádio do Parque de Futebol de Guangzhou terá 75 mil lugares, expansíveis. O Centro Esportivo de Nansha comporta 60 mil pessoas, enquanto o Estádio Olímpico de Guangdong, com 80 mil, precisaria de modernização. Shenzhen planeja dois novos estádios, e cidades vizinhas, como Foshan e Dongguan, farão reformas. Pelo rodízio continental da FIFA, a Ásia só poderá sediar novamente em 2038 ou 2042. Assim, mesmo com avanço no planejamento, Guangzhou teria de esperar ao menos até 2038 para receber o torneio. Especialistas avaliam que o processo de candidatura, mesmo sem vitória, pode acelerar melhorias urbanas, integrar a Grande Baía e fortalecer o setor esportivo. A prefeitura planeja destinar uso comunitário e de clubes para os estádios após o evento, buscando evitar desperdícios. O plano estabelece que, até 2035, Guangzhou seja reconhecida como cidade forte em esportes, criando as bases para disputar uma vaga no maior evento do futebol mundial. Fonte: 36kr.com