Tecnologia

Mais de 13 mil pedidos do robô U1 levam setor de robôs emocionais ao debate regulatório na China

Robô U1
Imagem: UBTech/ Divulgação

O robô humanoide U1, desenvolvido pela empresa chinesa UBTech, recebeu mais de 13 mil pedidos de pré-venda, que somaram cerca de 2,2 bilhões de yuans, segundo a empresa. O lançamento colocou o mercado de robôs de companhia emocional no centro das discussões regulatórias na China, com autoridades e empresas debatendo regras para segurança de dados, proteção cibernética e interação entre humanos e inteligência artificial (IA).

Segundo o jornal chinês 21st Century Business Herald, órgãos reguladores reuniram representantes do setor para discutir os desafios do mercado de robôs de companhia emocional, que utiliza grandes modelos de IA para oferecer conversas e interações personalizadas.

Apesar do volume de encomendas, as ações da UBTech caíram após o lançamento do U1, refletindo as dúvidas de investidores sobre os desafios tecnológicos e regulatórios que cercam esse segmento.

Os robôs de companhia emocional utilizam recursos como reconhecimento de voz, visão computacional e inteligência artificial para adaptar respostas aos usuários. Para isso, processam dados como voz, imagens e informações sobre preferências e comportamento, o que amplia as preocupações relacionadas à privacidade e à segurança digital.

China estabelece regras para interação entre humanos e IA

Em resposta ao avanço desse mercado, a China começou a implementar normas específicas para serviços de IA que simulam relações humanas. O Regulamento Provisório para a Gestão de Serviços de Interação Humanizada Baseados em Inteligência Artificial estabelece medidas como transparência sobre o uso da tecnologia, prevenção da dependência emocional e a possibilidade de o usuário interromper a interação a qualquer momento.

As regras também proíbem que sistemas destinados a menores de idade simulem relações familiares, românticas ou outros vínculos íntimos virtuais.

Além das exigências regulatórias, fabricantes ainda enfrentam desafios para aprimorar a memória de longo prazo, movimentos mais naturais, percepção tátil e qualidade da interação entre robôs e usuários.

Fonte: news.qq.com