A China pretende ampliar a cobertura do seguro-maternidade e reduzir as despesas das famílias com gravidez e parto durante o período de 2026 a 2030. Atualmente, cerca de 260 milhões de pessoas estão cobertas pelo sistema, que inclui reembolso de despesas médicas e pagamento de auxílio relacionado à maternidade.
Nos primeiros sete meses de 2026, o fundo desembolsou 78,42 bilhões de yuans, cerca de US$11,6 bilhões, em 25,56 milhões de atendimentos e benefícios. Desse total, 60,78 bilhões de yuans foram destinados aos auxílios-maternidade, pagos diretamente aos beneficiários.
Uma das prioridades será incluir mais trabalhadores flexíveis, migrantes e profissionais de novas formas de emprego que já participam do seguro médico básico dos empregados.
A China também vem reduzindo os gastos diretos com o parto. Atualmente, 303 áreas de 28 regiões de nível provincial eliminaram despesas não cobertas pelo seguro para partos hospitalares dentro das regras previstas pelo sistema.
Todas as províncias chinesas também passaram a incluir serviços de reprodução assistida na cobertura do seguro médico. O alívio da dor durante o parto já pode ser reembolsado em todo o país.
O governo pretende ainda ampliar a cobertura de exames pré-natais e facilitar o pagamento direto de despesas relacionadas à maternidade entre diferentes regiões.
As medidas fazem parte de uma política mais ampla de apoio às famílias em meio à queda da natalidade e ao envelhecimento da população. A população chinesa vem diminuindo desde 2022, e o 15º Plano Quinquenal prevê ações para reduzir os custos relacionados ao parto, criação dos filhos e educação.
Fonte: Xinhua

