O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que os Estados Unidos não devem restringir o uso de modelos de inteligência artificial (IA) de código aberto desenvolvidos na China. Em entrevista à Axios, o executivo disse que esses modelos podem ampliar o acesso à tecnologia e defendeu que o país não deve tratar a IA chinesa como uma ameaça apenas por sua origem.
“Esses modelos chineses são excelentes e modelos de código aberto excelentes devem ser usados”, afirmou Huang durante a entrevista realizada em Fort Worth, no Texas.
A declaração ocorre em meio ao debate nos Estados Unidos sobre possíveis limitações ao uso de tecnologias chinesas de IA. Empresas americanas como OpenAI e Anthropic já demonstraram preocupação com o avanço de concorrentes chineses e questionaram o uso de técnicas como a destilação de modelos no desenvolvimento dessas ferramentas.
Huang, no entanto, afirmou que modelos abertos não representam uma ameaça às empresas americanas. Segundo ele, o acesso livre permite que mais pessoas e empresas testem a tecnologia, o que pode ampliar o mercado de inteligência artificial e gerar maior demanda por equipamentos de computação.
O executivo também criticou restrições baseadas em segurança nacional. Para ele, modelos abertos permitem que pesquisadores identifiquem falhas e aprimorem a segurança dos sistemas, enquanto regras devem punir práticas ilegais, como violações de privacidade ou contratos.
O debate ganhou força após o lançamento do Kimi K3, modelo de IA de código aberto da startup chinesa Moonshot AI, que chamou a atenção pelo desempenho e pelo menor custo. Huang afirmou que o mercado interpretou de forma equivocada o impacto de modelos como Kimi K3 e DeepSeek, lançados em 2025.
Segundo o CEO da Nvidia, modelos de IA mais acessíveis podem aumentar o uso da tecnologia e beneficiar empresas que fornecem infraestrutura para o setor.
Fonte: It Home

