Em 2025, a China registrou o menor custo logístico de sua história: RMB 13,9 para cada RMB 100 produzidos pela economia. O sistema logístico chinês também alcançou capacidade para processar até 8.437 encomendas por segundo e movimentar cerca de 160 milhões de toneladas de mercadorias por dia.
A estrutura logística do país conta atualmente com cerca de 400 centros integrados de transporte de cargas, que conectam mais de 80% das divisões administrativas de nível distrital. A rede reúne transporte ferroviário, rodoviário, hidroviário, aéreo e dutoviário em um sistema integrado voltado tanto ao mercado interno quanto às rotas internacionais.
Nos últimos dez anos, a proporção entre os custos logísticos totais da sociedade e o PIB caiu de 14,9% para 13,9%, segundo dados divulgados pela China. O resultado reflete investimentos em integração operacional, ampliação da infraestrutura e modernização do transporte de cargas.
Durante o 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende ampliar a digitalização da cadeia logística. Uma das iniciativas é o modelo de inteligência artificial “Liuyun”, desenvolvido pelo China Logistics Group. A ferramenta possui cem bilhões de parâmetros e foi criada para otimizar processos em diferentes etapas da cadeia de suprimentos.
Além da digitalização, a estratégia chinesa prevê maior integração entre modais de transporte e regiões do país. O foco será atender gargalos específicos, principalmente em áreas como transporte multimodal e logística da cadeia do frio, em vez de ampliar a infraestrutura de forma ampla e indiscriminada.
A meta do governo é aumentar a eficiência da circulação de mercadorias, reduzir custos operacionais e fortalecer a conexão entre mercados internos e internacionais. O plano também busca ampliar a capacidade de gestão inteligente da rede logística e elevar a produtividade da economia chinesa.
Fonte: gmw.cn

