13 de novembro de 2020
O iPhone 12 e o Pro da Apple voltou à venda na loja principal da Apple na Taobao, na tarde de quinta-feira, horas depois que a série foi removida sem uma explicação oficial. A falta de equipamentos pode ser devido a um problema de abastecimento por falta de peças para os aparelhos. O iPhone 12 e o Pro da Apple foram lançados na China em 23 de outubro, além das lojas da Apple e sua loja Tmall, a série ainda está à venda no JD.com, Suning.com e Gome.com.cn. A nova série principal da Apple atraiu enorme interesse entre os clientes chineses, e os fãs ainda estão na fila para obter seus smartphones iPhone 12 e o Pro devido à alta demanda e escassez de suprimentos. De acordo com um relatório da Bloomberg, a Apple está lutando contra uma grande escassez de chips de energia que limita sua capacidade de atender à alta demanda. Esses chips e peças escassas gerenciam o consumo de energia em iPhones e outros dispositivos Apple. Com o primeiro recurso 5G e a configuração aprimorada da câmera, o gerenciamento de energia se torna cada vez mais essencial para a série do iPhone 12 em comparação com seus predecessores. O principal motivo da escassez é a crescente demanda por silício em uma variedade de produtos, em combinação com as interrupções nas cadeias de suprimentos da Covid-19. O principal fornecedor de chips da Apple, Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., disse em outubro que cada telefone 5G requer 30% a 40% mais semicondutores do que os modelos 4G. A incerteza da economia global durante a pandemia e o estoque de chips da Huawei em setembro antes das sanções dos EUA agravaram a crise que as empresas de eletrônicos, incluindo a Apple, estão enfrentando. Fonte: Pandaily
13 de novembro de 2020
As cidades de Xangai, Pequim, Shenzhen, Guangzhou e Suzhou tiveram uma renda disponível per capita que ultrapassou 60 mil yuans (o equivalente a R$ 50 mil) em 2019. O Instituto de Pesquisa Econômica do 21st Century compilou a renda disponível per capita das cidades com PIB acima da casa de trilhões em 2019. Como Chengdu e Changsha não divulgaram dados relativos da pesquisa, eles não foram incluídos nas estatísticas. Em relação à Guangzhou, calculou-se a renda disponível per capita com base na renda disponível urbana e rural per capita e a taxa de urbanização, obtendo uma renda disponível per capita de 60.152 yuans para todos os residentes, o que pode ter certo desvio em relação aos dados do departamento de estatística oficial. A classificação final das 15 cidades em termos de renda disponível per capita é: Xangai, Pequim, Shenzhen, Cantão, Suzhou, Hangzhou, Nanquim, Ningbo, Wuxi, Foshan, Wuhan, Qingdao, Tianjin, Zhengzhou e Chongqing. De acordo com os dados, de 2016 a 2019, a renda média per capita disponível na China teve um aumento real de 6,5%; o volume do grupo de renda média aumentou de mais de 100 milhões de pessoas em 2010 para mais de 400 milhões em 2019. (Fonte de dados: departamentos locais de estatística. PIB per capita em dólares americanos, convertido à taxa média de câmbio RMB de 6,8985). Na Quinta Sessão Plenária do Décimo Nono Comitê Central do Partido Comunista da China (CCCPC) foi previsto que durante o período do Plano Quinquenal, o crescimento da renda e o crescimento econômico seriam sincronizados, e a estrutura de distribuição de renda seria significativamente melhorada. Espera-se que até 2035: O volume total da economia e a renda per capita dos residentes urbanos e rurais tenham atingido novos patamares; O PIB per capita atinja o nível dos países desenvolvidos; Haja expansão do volume de grupos de renda média; Os serviços públicos essenciais sejam distribuídos igualitariamente; A disparidade entre o desenvolvimento regional urbano e rural e o padrão de vida sejam reduzidos. Fonte: 21caijing
13 de novembro de 2020
De acordo com o Global Times, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou em 12 de novembro a suspensão temporária do bloqueio da TikTok. A proibição, que estava programada para entrar em vigor naquele dia, impediria a Amazon e a Alphabet de fornecer serviços de hospedagem web para a TikTok. Se a medida fosse implementada, a TikTok seria incapaz de continuar operando nos EUA. Impedir que o Departamento de Comércio dos EUA aplicasse a proibição foi uma decisão emitida por uma juÍza federal na Pensilvânia, no final de outubro. Em 30 de outubro, horário local, a juíza federal americana Wendy Beetlestone ordenou ao Departamento de Comércio dos EUA que adiasse a proibição de serviços de hospedagem de dados, serviços de entrega de conteúdo e outras transações técnicas para a TikTok nos Estados Unidos. O processo foi solicitado por três dos fundadores da TikTok, e em sua decisão, o juÍza disse que a liminar do Departamento de Comércio "resultaria no fechamento de uma plataforma de criação utilizada por 700 milhões de pessoas em todo o mundo. Do total de usuários da TikTok, mais de 100 milhões estão nos EUA, incluindo pelo menos 50 milhões de usuários ativos diariamente". Para a TikTok, conseguir o apoio do tribunal dos EUA significa um fôlego para manter seus produtos operando além da data efetiva da liminar imposta pelo Departamento de Comércio dos EUA. Ainda na noite do dia 12, o governo dos EUA apelou da decisão da corte, dizendo que a proibição foi imposta para proteger os dados dos usuários americanos, não para fechar a troca de informações. Fonte: 21caijing Imagem principal: Tingey Injury Law Firm/ Unsplash
12 de novembro de 2020
Os boicotes dos EUA não impediram o TikTok de crescer na Europa. A empresa aumentou sua equipe para mais de 1.000 funcionários em toda a Europa, de acordo com um relatório do Business Insider. A empresa também continuou abrindo vagas em todo o mundo ao longo do ano, com mais de 200 vagas atuais em seus escritórios de Londres e Dublin. Existem cerca de 1.000 engenheiros trabalhando atualmente para a TikTok fora da China, quase metade deles situados em Mountain View, na Califórnia, de acordo com o relatório da Reuters. Os Estados Unidos continuarão sendo um dos centros de engenharia da empresa e continuarão a contratar mais funcionários. A plataforma de mídia social viral TikTok ultrapassou 100 milhões de usuários na Europa em setembro e foi incluída na vida social dos jovens europeus, principalmente neste período de pandemia. Já tendo crescido rapidamente este ano, a TikTok também planeja adicionar pelo menos mais 200 vagas de emprego na Irlanda nos próximos três meses. Além disso, ela também planeja contratar cerca de 3.000 engenheiros nos próximos três anos, principalmente na Europa, Canadá e Cingapura, de acordo com um relatório da Reuters. Apesar dos desafios trazidos pela pandemia deste ano, a TikTok aproveitou a crise e a transformou em uma oportunidade. “É claro que tem sido um ano muito desafiador e louco, mas para mim e para a equipe, tem sido incrível ver como o TikTok realmente se tornou não apenas parte da cultura, mas uma força que está fazendo e quebrando coisas na cultura,” disse Rich Waterworth, gerente geral da TikTok no Reino Unido. Fonte: Pandaily Imagem principal: Hunters Race/ Unsplash
12 de novembro de 2020
A China construiu quase 700 mil estações base de 5G, um número que é mais que o dobro do resto do mundo. O número de conexões em terminais 5G na China já ultrapassou 180 milhões. As informações foram passadas po Liu Liehong, vice-ministro da indústria e tecnologia da informação, na noite de 11 de novembro, durante o China Development Forum 2020. Uma boa infraestrutura facilitou a implementação de novas aplicações do 5G, tais como o ensino inteligente remoto de alta definição 5G, ensino imersivo com AR (Realidade Aumentada) e VR (Realidade Virtual), salas de aula holográficas, e muitos outros novos modelos e formatos no campo da educação inteligente durante a pandemia. Steve Mollenkopf, CEO da Qualcomm, uma das pessoas mais influencientes no setor de comunicação, observou que a Qualcomm acredita que a tecnologia 5G trará um impacto profundo e de longo prazo, desde setores automotivos, saúde e educação, até mesmo em áreas que não surgiram ainda, 5G tem um potencial infinito no futuro. Mollenkopf explicou que este ano, as operadoras móveis da China lançaram serviços 5G e implantaram 690.000 estações base, alcançando 160 milhões de conexões no final de julho, um feito impressionante nunca antes alcançado por operadoras em outras regiões do mundo. Ele destacou no fórum que a comercialização do 5G criará diretamente 540.000 empregos na China em 2020, e esse número crescerá para mais de 8 milhões em 2030. Ele também complementou sobre a tecnologia de ondas milimétricas de 5G, que a indústria duvidava da sua aplicação em comunicações móveis, conseguiu, recentemente, um avanço importante. Recentemente, no laboratório MTNEt da Academia de Tecnologia da informação e Comunicação da China, a Qualcomm realizou todos os testes de Radio Frequency e de desempenho das ondas milimétricas 5G na banda de 26GHz. Em apenas um ano desde a implantação das primeiras redes 5G, mais de 95 operadoras no mundo lançaram serviços 5G em mais de 40 países e regiões, e mais de 300 investiram na implantação da estrutura da tecnologia 5G. Estudos mostram que a China deverá ser responsável por 30% da conectividade de rede mundial até 2025. Fonte: 21 caijing
12 de novembro de 2020
O faturamento acumulado da Tmall excedeu 498,2 bilhões de yuans (R$ 405,30 bilhões) e o de Jingdong (JD) excedeu 271,5 bilhões de yuans (R$ 220,87 bilhões) em volumes de vendas no festival de compras online Double Eleven. A província de Guangdong ficou em primeiro lugar em poder de compra. É o quinto ano da província em 1° lugar da lista no evento de 11/11. Os dados mostram que das 00:00 horas do dia 1 ao dia 11 de novembro, excluindo Hong Kong, Macau e Taiwan, as dez primeiras províncias e regiões autônomas em termos de valor de compra foram Guangdong, Zhejiang, Jiangsu, Shanghai, Shandong, Beijing, Henan, Sichuan, Fujian e Hubei. As dez principais cidades em termos de valor de compra são Shanghai, Beijing, Hangzhou, Shenzhen, Guangzhou, Chengdu, Chongqing, Suzhou, Nanjing e Wuhan. O evento deste ano foi mais longo do que os anteriores. Além do pico de compras em 11 de novembro, foram registrados grandes volumes de pedidos do dia 1 a 3 de novembro. Até as 00:30 do dia 11 de novembro, foram registrados 372,3 bilhões de yuans (R$ 302,88) em vendas. As marcas com mais de 100 milhões de yuans de faturamento totalizam mais de 300 unidades. Chegando aos 24:00 do dia 11 de novembro, a Tmall concluiu com 498,2 bilhões de yuans (R$ 405,30 bilhões) em volumes de venda, as marcas com mais de 100 milhões de yuans de faturamento totalizaram mais de 450 unidades. O pico de velocidade em pedidos foi de 583 mil pedidos por segundo. No começo foram 260 mil encomendas chegando a 2,25 bilhões de pedidos no final do evento, um aumento de cerca 9000 vezes. Dados de múltiplas plataformas de comércio eletrônico mostram a principal força de consumo são jovens abaixo de 25 anos. Dados de Alibaba mostram que o crescimento mais rápido do consumo per capita nas plataformas Tmall e Taobao é deste grupo, com crescimento anual do consumo per capita de 30% no período de 2016 a 2018. Fonte: 21caijing Fonte da Foto: Jing Dong (JD)
11 de novembro de 2020
A "Double Eleven" deste ano vem em meio de um cenário de cortes de consumo devido a pandemia. Grandes empresas de comércio eletrônico da China procuram atingir os consumidores das cidades de pequeno e médio porte que pretendem gastar menos. Enquanto alguns consumidores começaram a festejar a "Double Eleven" e a recuperação econômica na forma de consumir em produtos eletrônicos e de luxo de alta qualidade, muitos optaram por economizar, selecionando produtos mais baratos por motivos de prevenção à incerteza sobre o futuro. As principais empresas de comércio eletrônico da China começaram a atender a consumidores que pesam mais os custo-benefício e considerar estes como uma nova oportunidade de crescimento. Ao mesmo tempo, eles estão acelerando sua expansão para as cidades pequenas e médias da China. A mudança de estratégia vem sendo feita há algum tempo, por conta dos mercados saturados e o aumento da concorrência nas grandes cidades. Outro efeito colateral da pandemia é que as empresas chinesas que anteriormente se concentram nos mercados e exportações do exterior irão acelerar sua mudança para a economia doméstica e explorar novas oportunidades de crescimento nela. Muitos analistas dizem que a prática de conectar indústrias e manufatura mais estreitamente aos consumidores on-line ajudou esses fabricantes a superar a incerteza criada pela pandemia, ao mesmo tempo em que atendia às necessidades de consumidores que pesam mais o custo-benefício. Alibaba e JD testam novo modelo de comércio C2M Em janeiro deste ano, a Alibaba lançou oficialmente um novo aplicativo móvel chamado "Tao Xiao Pu". A plataforma conecta fábricas e pequenos produtores diretamente com os clientes da plataforma, oferecendo em tempo limitado os produtos de baixo valor, como alimentos, de limpeza e higiene, embalagens e dentre outros. Após seis meses, o aplicativo "Tao Xiao Pu" de modelo C2M (consumer to manufacture) atraiu 1,2 milhão de comerciantes para sua plataforma e mais de 70 milhões de usuários mensais ativos na plataforma móvel em setembro. Enquanto isso, a Jingdong (outra grande empresa de E-commerce da China na sigla de JD) disse em uma declaração deste mês que suas vendas no modelo C2M, nos dois primeiros dias do evento "Double Eleven", que começou em 1º de novembro, quase triplicaram em relação ao ano passado, A JD lançou sua plataforma C2M "Jingxi" no ano passado. A empresa disse em seus resultados do primeiro trimestre divulgados em maio que a adição de novos usuários em cidades pequenas e médias na plataforma Jingxi ajudou na recuperação da JD nos impactos da pandemia. Chris Maliken, sócio da Ernst & Young Consulting, disse: "À medida que a China começa a embarcar no seu caminho de recuperação, as multinacionais e as empresas chinesas estão encontrando maneiras de impulsionar o crescimento dos negócios e sobreviver nestes tempos difíceis, explorando novos mercados domésticos chineses". Fonte: Sina News
11 de novembro de 2020
As duas maiores plataformas de transmissão de jogos ao vivo da China, Douyu e Huya, divulgaram nesta quarta-feira (11) seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2020. Em termos de receita, tanto o Douyu como o Huya mostraram uma forte capacidade de criação de valor: A receita do terceiro trimestre do Douyu aumentou 37% em relação ao ano anterior para 2,55 bilhões de yuans (R$ 2,09 bilhões), com lucro líquido (cálculo não-GAAP) de 98,72 milhões de yuans (R$ 81,07 milhões), um aumento de 36,8% em relação ao ano anterior. A receita da Huya, por outro lado, aumentou 24,3% em relação ao ano anterior para US$ 2,81 bilhões (R$ 2,31 bilhões), enquanto o lucro líquido (cálculo não-GAAP) foi de 361 milhões de yuans (R$ 296,45 milhões), um aumento de 75,0% em relação ao ano anterior. Há um mês, Douyu e Tiger Teeth chegaram a um acordo de fusão do tipo incorporação e espera-se que seja concluída no primeiro semestre de 2021. Naquele momento, Douyu se tornará uma subsidiária privada de propriedade total da Huya e será retirada da lista de Nasdaq. A nova empresa após a fusão terá 67,5% das ações detidas pela Tencent, que se tornará a controladora definitiva da empresa. Segundo o relatório contábil, a receita combinada da Douyu e Huya no terceiro trimestre atingiu 5,36 bilhões de yuans (R$ 4,40 bilhões), com um lucro líquido (cálculo não-GAAP) combinado de 470 milhões de yuans (R$ 386 milhões). Em termos de usuários, no terceiro trimestre, o total de usuários ativos mensais da Douyu foram 194 milhões, 18,6% a mais que no ano anterior; os usuários ativo mensal da plataforma móvel atingiu 59,6 milhões, 14,4% a mais que no ano anterior. Entre eles, o número de assinantes trimestral aumentou 12,7% em relação ao ano anterior para 7,9 milhões. Em contraste, os usuários ativos mensais da Huya foram 172,9 milhões, 18,3% a mais que no ano anterior, os usuários ativos mensais da plataforma móvel foi de 74,2 milhões, 16,3% a mais que no ano anterior, e os assinantes trimestrais foram 6 milhões, 13,2% a mais que no ano anterior. O crescimento contínuo de usuários também impulsionou o aumento da receita de live-streaming. Durante o exercício do relatório, a receita de Douyu oriundos da live streaming foi de 2,345 bilhões de yuans (R$ 1,93 bilhões), 41,3% a mais que no ano anterior, respondendo por mais de 92% da receita total, enquanto a receita da Huya oriundos da live streaming foi de 2,657 bilhões de yuans (R$ 2,18 bilhões), 23,2% a mais que no ano anterior, respondendo por mais de 94% da receita total. Além da receita do live-streaming, todas as outras receitas da Douyu e Huyao vieram de publicidade e outros negócios, com os dois registrando receitas de 198 milhões de yuans (R$ 162,59 milhões) e 158 milhões de yuans (R$ 129,75 milhões) no terceiro trimestre, respectivamente. Fonte: 21caijing
10 de novembro de 2020
A principal autoridade de saúde da China emitiu novas diretrizes sobre desinfecção geral para alimentos importados de tipo frio. O edital, divulgado nesta segunda-feira, exigia que órgãos governamentais organizassem e implementassem o trabalho de desinfecção preventiva para realizar todo o processo de controle e rastreabilidade em malha fechada, de forma a minimizar o risco de importação do novo coronavírus por meio de alimentos congelados importados. A Comissão Nacional de Saúde também listou responsabilidades detalhadas para departamentos de alfândega, transporte, saúde, supervisão de mercado e regulamentação. O aviso dizia que os alimentos importados de tipo frio serão desinfetados em áreas como inspeção portuária, transporte, embalagem e armazenamento, atacado e varejo, antes de entrarem em contato com pessoas na China. O documento afirma que as embalagens internas e externas de containers de alimentos importados de tipo frio, bem como seus veículos de carregamento, precisam ser desinfetados. Os produtos importados com resultados de teste positivos devem ser devolvidos ou destruídos de acordo com os regulamentos. A unidade de implementação de desinfecção deve manter registros detalhados do trabalho de desinfecção, incluindo a data, pessoal, localização, objeto de desinfecção, nome do desinfetante, concentração e duração da ação, etc., e as informações e registros relevantes devem ser mantidos por pelo menos dois anos, conforme edital. Além disso, os operadores de produção de alimentos são obrigados a obter um certificado de desinfecção emitido pela unidade de desinfecção para produtos alimentícios importados da cadeia de frio, e quaisquer produtos sem certificação não podem ser vendidos. No setor de transporte doméstico, o departamento de transporte deve supervisionar e orientar as empresas de logística da cadeia de produtos frios para verificar rigorosamente os documentos de desembaraço aduaneiro e implementar medidas como desinfecção de veículos de transporte, embarcações e outros equipamentos de transporte de carga e proteção pessoal do pessoal da linha de frente. Embora a pandemia esteja basicamente sob controle na China, novos casos de infecção de alimentos importados da rede de produtos frio surgiram nos últimos meses. Fonte: Pandaily
10 de novembro de 2020
Texto escrito pelo pesquisador do Instituto do Banco de Desenvolvimento da China (CDB, sigla em inglês), Wu Zhifeng, não representando a posição da China2Brazil. A meu ver, após a tomada de posse do governo Biden, a primeira coisa a tratar ainda são os problemas domésticos dos Estados Unidos, que é a mobilização de cargos em larga escala para lidar com a pandemia da covid-19, lançamento da segunda rodada de medidas de resgate financeiro com o Congresso, serão feitas ajustes subversivos nas política fiscais e de saúde do Trump, que vão ocupar o maior tempo do governo Biden. Portanto, os ajustes da política externa com a China são uma preocupação secundária no início, e espera-se que o governo Biden os deixe claros até o outono do próximo ano ou até mais, que é exatamente o que eu acredito ser o período de oportunidade para tomar iniciativas preventivas. Como Biden ajustará sua política contra a China? Isto precisa ser estudado em profundidade, de forma ampla, das seguintes maneiras. Os valores de Biden Biden foi eleito para o Senado aos 30 anos de idade, tem experiência de quarenta e sete ano nos cenários político em Washington, D.C., exerceu o cargo de Presidente do Comitê Judiciário do Senado e Presidente do Comitê de Relações Exteriores, é o parceiro de Obama há oito anos no Vice-Presidente. Diferente do Trump que participou da política por poucos anos, a vasta experiência dele deixa pouco espaço para erros. Mas se julgarmos Biden somente como um veterano experiente e um velho de 80 anos sem conquistas, isso pode ser muito errado. A história de Biden mostra um homem comprometido com a sua ideologia, muito motivado, resiliente e persistente. Ele concorreu pela primeira vez à presidência em 1988 com a promessa de "reacender a chama do idealismo em nossa sociedade", depois concorreu às eleições primárias do partido democratas em 2008 e ganhou a proposta do Obama de torná-lo vice-presidente. Em 2016 ele abandonou a concorrer ao presidente devido à morte de seu filho mais velho, mas guardou o desejo do filho de ver o pai no cargo do presidente e, neste ano, aos 77 anos de idade concorreu ao cargo e venceu Trump tornando-se presidente. Ele fez um discurso em Gettysburg no início de outubro que capturou os pontos chaves das questões sociais do EUA. A adesão de Biden aos valores liberais tradicionais e a crença no papel orientador da democracia americana contrastam fortemente com o realismo. Os valores liberais de Biden desempenharão um enorme papel na união de aliados internacionais, e agora que os líderes britânicos, franceses e alemães enviaram cartas de congratulações a Biden, espera-se que os governos alemão e francês retornem à bandeira da diplomacia dos valores americanos e que a relação EUA-UE seja fortalecida. Equipe de Biden das políticas externas com a China Em comparação com a equipe de Trump, que age como falcão da guerra (War Hawk, em inglês) como Bannon, Pompeo e Navarro, a equipe de Biden será mais racional e diversificada, composta principalmente por Anthony Blinken, Erik Ratner, Susan Rice, Kurt Campbell, Jack Sullivan, Samantha Powell, Thomas Donilon e Ben Rhodes. Todos estes são veteranos da era Obama, colegas de Biden há muitos anos, incluindo Blinken, que foi conselheiro quando Biden foi presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e mais tarde como conselheiro de segurança nacional do Vice-Presidente Biden, e provavelmente servirá como secretário de Estado na administração Biden. Rice foi embaixador de Obama nas Nações Unidas e conselheiro de segurança nacional, dando a Biden um grande apoio na campanha deste ano. Campbell serviu como Secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Leste Asiático e do Pacífico durante o primeiro mandato de Obama. A política dessas pessoas em relação à China será muito diferente da era Trump. Por exemplo, Blinken disse em um evento da Câmara de Comércio dos EUA em setembro, "Acho que tentar se desacoplar completamente da China, como alguns sugeriram, é irrealista e, em última análise, contraproducente". Sullivan e Campbell também argumentaram que "Uma mentalidade de Guerra Fria tornaria os EUA não competitivos a longo prazo, e simplesmente enfatizar a contenção da China não funcionaria [...]”. Em abril, Rice, Blinken e Sullivan e mais de 100 ex-funcionários e acadêmicos emitiram uma declaração pedindo que o governo dos Estados Unidos cooperassem com a China na luta contra covid-19. Em sua campanha, Biden disse que a Rússia é a maior ameaça para os Estados Unidos e que a China é seu maior concorrente. Há uma diferença entre essa afirmação e a de Trump. Membros centrais como Blinken devem apoiar o ajuste de Biden à sua política com China, com base na tradição internacionalismo liberal, sua crença na influência dos valores democráticos americanos, reconhecer que as alianças feitas pelo Estados Unidos são sua principal fonte de força, e sua oposição e acusação de que a política America First do Trump tem minado a influência dos EUA nas organizações internacionais. Isto prefigura um grande ajuste na política externa da administração Biden e da China. Prevendo os principais ajustes políticos de Biden em relação à China Michael R. Pompeo assegura uma postura rígida baseada em um confronto binário, o que leva ao risco da China e dos Estados Unidos passarem diretamente do diálogo para a dissociação. A administração Biden ainda verá a China como seu maior concorrente para conter, mas reacolherá a diplomacia dos valores de relações internacionais, com um ajuste dramático na abordagem e uma desescalada da confrontação direta. O governo Biden voltará gradualmente a organizações e acordos que se retiraram na era Trump, fortalecerá sua liderança em organizações internacionais, reparará alianças danificadas pelo governo Trump e formará uma nova rede de contenção contra a China. Em termos de relações econômicas e comerciais, Biden pode retornar o mais rápido possível à TPP (Parceria Transpacífica), e retardar o acordo RCEP através de aliados como Japão, Austrália e Coréia do Sul, enquanto reinicia o TTIP (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento) com a Europa para conseguir contrair o comércio da China com o mundo. Em termos de diplomacia política e segurança, Biden irá reiniciar a estratégia de "retorno à Ásia-Pacífico" do governo Obama, mas não irá simplesmente relançá-la. Irá absorver a "estratégia Indo-Pacífico" que a administração Trump já está avançando, integrando os pontos fortes das duas estratégias e enfatizando a importância da estratégia de "retorno à Ásia-Pacífico". O governo Biden voltará gradualmente a organizações e acordos que se retiraram na era Trump, fortalecerá sua liderança em organizações internacionais, reparará alianças danificadas pelo governo Trump e formará uma nova rede de contenção contra a China. Em termos de relações econômicas e comerciais, Biden pode retornar o mais rápido possível à TPP (Parceria Transpacífica), e retardar o acordo RCEP através de aliados como Japão, Austrália e Coréia do Sul, enquanto reinicia o TTIP (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento) com a Europa para conseguir contrair o comércio da China com o mundo. Em termos de diplomacia política e segurança, Biden irá reiniciar a estratégia de "retorno à Ásia-Pacífico" do governo Obama. Não simplesmente irá relançá-la, mas absorver a "estratégia Indo-Pacífico" que a administração Trump já está avançando, integrando os pontos fortes das duas estratégias e enfatizando a importância do papel de aliados como Japão, Austrália e Índia, aumentando a pressão sobre os países da ASEAN e formando uma opressão geopolítica mais sistemática da China, é provável que o sistema da OTAN na Ásia-Pacífico ainda continue a avançar. O que a China tem que lidar na era Biden será um sistema composto, ou seja, TPP + TTIP + retorno à estratégia Ásia-Pacífico + Indo-Pacífico. A guerra comercial continuará, e a rivalidade comercial e tecnológica entre EUA e China só pode ser resolvida a longo prazo. Embora haja muitas vozes opostas na equipe de Biden, como Thomas Donilon escrevendo em Foreign Affairs em junho de 2019, criticando a guerra comercial de Trump como a forma errada de competir com a China. Mas especificamente na guerra comercial e tecnológica entre EUA e China, as tarifas impostas pela administração Trump, os acordos da primeira fase que foram permitidos e as restrições às importações de chips da Huawei serão cancelados ou não? Não creio que as respostas a estas perguntas específicas venham muito cedo. A razão é que esta não é a questão mais urgente que o governo Biden precisa enfrentar no momento. E mesmo se a equipe Biden se opuser a essas políticas Trump, muitas dessas políticas se tornaram leis aprovadas pelo Congresso, e mesmo que quisessem mudá-las, precisariam passar por um processo sistemático de consideração e procedimento. Algumas das medidas já tiveram um bom efeito e alcançaram benefícios reais, os americanos, independentemente do partido ou facção, não abrirão mão dos benefícios que alcançaram. Em vez disso, a equipe Biden usará os trabalhos de Trump para projetar uma nova rota de políticas. Portanto, a incerteza dos ajustes políticos é maior nas guerras comerciais e tecnológicas. Acreditamos que a política externa só será clara depois que a equipe Biden avaliar completamente a reação do mercado e da comunidade científica, dessa forma, traçar um plano de resposta sistemático, mas podemos esperar que Biden esteja mais inclinado a ouvir a voz do mercado e da globalização, e esperamos cancelar algumas políticas se houver um forte apelo das empresas e empresas tecnológicas americanas. Finalmente, gostaria de enfatizar que, embora exista um consenso nos partidos do Congresso dos Estados Unidos de que a China é o maior concorrente estratégico, isso não significa de forma alguma que a dissociação da relação e o confronto entre a China e os Estados Unidos seja inevitável. Há ainda um longo caminho a percorrer desde o consenso até a implementação da estratégia, e há muitas incertezas no processo da implementação. Do ponto de vista da sua equipe, pode-se ver que a administração Biden fará grandes ajustes em sua política com a China. Se a China puder estudar o assunto em profundidade e tomar a iniciativa de compreender as mudanças nos pontos de vista da equipe de Trump para o Biden, ganhará mais chances no futuro. Fonte: 21jingji.com