23 de outubro de 2020
Em uma entrevista coletiva no dia 23 de outubro no Escritório de Informação do Estado, Wen Ku, porta-voz do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e diretor do Departamento de Desenvolvimento de Informação e Comunicação da China, informou que a tarifa média para o tráfego de banda larga fixa e telefonia móvel no país caiu mais de 95% nos últimos cinco anos, e o consumo médio mensal dos usuários chineses é de 10,86 GB, um aumento de 38 vezes a partir de 2015. A velocidade média de download da banda larga fixa e 4G na China aumentou mais de 7 vezes a partir de 2015, com redes fixas funcionando agora em 43MB e redes móveis (4G) em 29MB. A China responde por mais da metade das estações de 4G do mundo, complementando com mais de 690.000 estações 5G construídas em menos de um ano. Wen Ku relatou que a indústria de informação e comunicação da China manteve um desenvolvimento constante e relativamente rápido, a taxa de penetração da Internet excedeu a meta planejada antes do prazo. No final de 2019, os usuários de banda larga fixa e móvel atingiu 91% e 96%, respectivamente. Mais de 80 milhões de residências são cobertas por fibra ótica e mais de 1,2 bilhões de assinantes de 4G. A comercialização do 5G tem aumentado gradativamente, atualmente existem mais de 160 milhões de usuários conectados. As empresas têm sido incentivadas pelo governo a introduzir vários pacotes de tarifas preferenciais, políticas de oferecimento de mais quotas quando o usuário zerar o seu pacote do mês, aumento da velocidade sem aumentar o preço, lançamento de pacotes para determinados grupos sociais, diminuição dos custos da empresa, entre outros benefícios. Fonte: 21caijin
14 de outubro de 2020
O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira, 13, uma nova previsão sobre a economia global, afirmando que a mesma continuará a passar por uma profunda recessão em 2020. A China, por outro lado, é o único país do mundo a alcançar um crescimento positivo em 2020, segundo o FMI, que prevê um crescimento de 1,9% em 2020 e de 8,2% em 2021. A estimativa do FMI para a economia global está mais positiva do que os dados revelados em junho, estima em um crescimento negativo de 4,4%, aumentando 0,5 percentuais. Além disso, espera ter um crescimento da economia global em 3,9% no ano de 2021. O FMI relata que a economia global ainda está em recessão, a principal razão para a revisão ascendente do crescimento econômico mundial deste ano são os dados econômicos melhores do que o esperado do segundo trimestre, e há sinais de uma recuperação mais forte no terceiro trimestre. Mas isto se deve a medidas de estímulo extraordinárias. Os governos e bancos centrais do mundo inteiro já forneceram cerca de US$ 12 trilhões (R$ 66,65 trilhões) em apoio financeiro às famílias e empresas, por outro lado, o FMI alerta aos países sobre a acumulação de riscos financeiros a médio prazo que estas medidas trazem. O Diretor Geral do FMI, Kristalina Georgieva, acredita que a economia global está se recuperando do abismo da crise, todos os países embarcarão agora em um "longo caminho de escalada", que será um processo difícil, longo, acidentado, cheio de incertezas e altamente vulnerável à regressão. FMI prevê uma recessão de 5,8% dos países desenvolvidos este ano, incluindo uma recessão de 4,3% nos Estados Unidos, uma recessão de 8,3% na zona do euro e uma recessão de 9,8% no Reino Unido. Os países emergentes sofrerão uma recessão de 3,3%. FMI apontou que "a China está se recuperando mais rápido do que o esperado", dizendo que a atividade econômica normalizou mais rápido do que o esperado após a reabertura da maioria das áreas no início de abril, em meio a um forte apoio político e flexibilidade nas exportações, o crescimento do segundo trimestre do PIB foi surpreendentemente positivo. O FMI já financiou 81 países com mais de US$280 bilhões em empréstimos para ajudá-los a superar a crise, e incentivou os países a construírem uma economia mais resiliente e flexível que são necessárias para uma recuperação forte e sustentável. A economista chefe do FMI Gita Gopita disse que, para assegurar uma recuperação econômica sustentada, é necessário primeiro fortalecer a cooperação internacional para extinguir a crise de saúde pública causado pela COVID-19. Fonte: caixin.com; CCTV news
29 de setembro de 2020
O Banco Mundial lançou nesta terça-feira, 29, a edição de outubro do "Relatório Econômico Semestral da Ásia Oriental e do Pacífico: Da Contenção da Epidemia à Recuperação". O relatório estima o crescimento econômico da China de 2,0% em 2020 e 7,9% em 2021, no pressuposto da epidemia ser efetivamente contida e normalizada. Em toda a Ásia Oriental e no Pacífico, a região como um todo deve crescer apenas 0,9% em 2020, a taxa de crescimento mais baixa desde 1967. Em entrevistas com a mídia, incluindo o 21st Century Business Herald (CBH), Aaditya Mattoo, chefe economista do Banco Mundial da região de Ásia Oriental e o Pacífico, disse que apesar do relativo sucesso em conter a epidemia, questões de pobreza, devido à pandemia, agravam e torna um grande desafio para a região. Em seu relatório, observa que, até agora, a Ásia Oriental e o Pacífico foram menos afetados pela epidemia do que outras regiões e que a contenção da epidemia permitiu que a atividade econômica interna se recuperasse. Na medida que a atividade econômica global se recupera gradualmente, o comércio começa a se recuperar, porém as atividades turísticas mantêm as mesmas restrições. A maioria do capital de curto prazo investidos no exterior voltaram nas regiões. Contudo, as incertezas no cenário internacional continuam a amortecer os investimentos nacionais e estrangeiros. Os governos com restrições fiscais também têm capacidade limitada para estimular a economia. Com base nos pressupostos de recuperação sustentada e normalização da atividade econômica, bem como na provável disponibilidade de vacinas, as perspectivas para a região Ásia-Pacífico em 2021 são mais animadoras, com o Banco esperando que a região cresça 5,1%. Entretanto, espera-se que a produção nos próximos dois anos seja muito menor do que a projetada antes da epidemia. Fonte: 21st Century Business Herald