9 de outubro de 2026
O AliExpress e os Correios reforçaram sua parceria para reduzir os prazos de entrega de produtos comprados por consumidores brasileiros, ampliar a capacidade de processamento de encomendas e melhorar o rastreamento dos pedidos. A nova etapa da cooperação busca preparar as operações para períodos de maior movimento no comércio eletrônico, como a Black Friday e o 11 de novembro, conhecido como 11.11, um dos principais festivais de compras do comércio eletrônico chinês. O acordo prevê medidas para lidar com o aumento sazonal no volume de encomendas e melhorar a integração entre as operações do AliExpress e a rede logística dos Correios no Brasil. “Estamos preparados para o aumento do volume de encomendas previsto para o final do ano, com uma logística robusta e integrada, que conecta o Brasil ao comércio eletrônico global e garante maior agilidade aos consumidores”, afirmou Emmanuel Rondon, presidente dos Correios. A parceria entre as duas empresas já existe há anos. Os Correios são um dos principais parceiros logísticos do AliExpress no Brasil, e as companhias já haviam firmado acordos para ampliar a cooperação em áreas como inovação logística, digitalização e rastreamento de encomendas. Para os consumidores, a expectativa é aumentar a previsibilidade das entregas, principalmente nos períodos de maior demanda. A parceria também faz parte da estratégia dos Correios de ampliar alianças internacionais e modernizar seus serviços, enquanto o AliExpress mantém o Brasil entre os mercados atendidos por sua operação internacional. Fonte: Xinhua
27 de julho de 2026
As vendas realizadas por transmissões ao vivo na China ultrapassaram RMB 1 trilhão no primeiro semestre de 2026, com crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado no relatório semestral da economia chinesa e, pela primeira vez, passou a integrar oficialmente os indicadores acompanhados pelo Departamento Nacional de Estatísticas do país, sinalizando que esse modelo de comércio ganhou relevância para a economia nacional. O chamado livestream commerce é um formato de comércio eletrônico em que produtos e serviços são vendidos durante transmissões ao vivo, permitindo que consumidores acompanhem demonstrações e façam compras em tempo real. O novo indicador mostra que esse segmento cresceu acima da média do comércio eletrônico chinês. Enquanto as vendas online de bens e serviços avançaram 5,2% no semestre, o comércio por transmissões ao vivo registrou alta de 6,5%. No mesmo período, as vendas de serviços cresceram 5,3%, enquanto o varejo de bens aumentou 1,1%. Já o varejo total de bens e serviços expandiu 2,7%. Os números indicam uma mudança no comportamento do consumidor chinês. Em vez de procurar produtos em lojas virtuais, cada vez mais consumidores compram a partir de transmissões feitas por produtores rurais, fabricantes, especialistas e influenciadores. O formato também vem sendo utilizado para comercializar livros, alimentos, produtos industriais e serviços. Outro segmento em expansão é o instant retail, modalidade em que a compra é feita online com entrega em um curto intervalo de tempo, geralmente em poucas horas. Segundo o relatório, esse mercado cresceu mais de 20% no primeiro semestre, desempenho superior ao do comércio eletrônico como um todo. O avanço do livestream commerce também tem impacto sobre a cadeia produtiva. Empresas passaram a utilizar transmissões ao vivo para apresentar produtos diretamente ao consumidor, esclarecer dúvidas técnicas e reduzir etapas entre fabricantes, distribuidores e clientes. No campo, produtores rurais vendem alimentos recém-colhidos diretamente ao público, enquanto empresas utilizam o formato para ampliar a divulgação de marcas e produtos. O crescimento acelerado, porém, trouxe novos desafios regulatórios. Entre os principais problemas apontados estão publicidade enganosa, manipulação de vendas e avaliações, falhas no atendimento pós-venda e dificuldades enfrentadas pelos consumidores para comprovar irregularidades em disputas sobre trocas e devoluções. Diante desse cenário, a Administração Estatal para a Regulação do Mercado e o Ministério do Comércio da China colocaram, no início de julho, em consulta pública uma proposta de revisão da Lei do Comércio Eletrônico. Será a primeira atualização ampla da legislação desde sua entrada em vigor, em 2019. A proposta inclui regras específicas para vendas realizadas por transmissões ao vivo e redes sociais, amplia as responsabilidades das plataformas digitais, integra mecanismos de fiscalização online e presencial e prevê medidas mais rígidas contra práticas consideradas ilegais. Fonte: people.com.cn
16 de junho de 2026
O setor de entregas expressas da China registrou crescimento em maio de 2026 e alcançou uma média superior a 600 milhões de encomendas diárias nas três últimas semanas do mês. Os dados são da Administração Estatal dos Correios da China. O Índice de Desenvolvimento do Setor de Entregas Expressas chegou a 472,9 pontos em maio, alta de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025. Já o índice de escala do setor avançou 7%, para 644,5 pontos. Segundo a entidade, o crescimento foi impulsionado pelas campanhas promocionais do comércio eletrônico e pelo aumento da demanda por transporte de produtos agrícolas sazonais, como lichias e cerejas. A estimativa é que o volume de encomendas tenha crescido cerca de 6%, enquanto a receita do setor aumentou aproximadamente 8,5%. A qualidade dos serviços permaneceu estável. A satisfação dos usuários foi estimada em 84,8 pontos, e a taxa de entregas concluídas em até 72 horas nas principais regiões do país deve atingir 86,6%. Ao mesmo tempo, as empresas ampliaram investimentos em infraestrutura logística. Entre os destaques estão novos centros de triagem, a expansão de hubs de carga aérea e a abertura de rotas internacionais para fortalecer a rede de distribuição. Para junho, a expectativa é de novo avanço da atividade, impulsionado pelas principais campanhas promocionais do comércio eletrônico na China . Fonte: cctv
5 de fevereiro de 2026
A China encerrou 2025 com 1,125 bilhão de usuários de internet, o que elevou a taxa de penetração para 80,1%, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Centro de Informações da Rede de Internet da China (CNNIC). O documento aponta o avanço da conectividade no país e a expansão do uso de tecnologias digitais em diferentes setores da economia. Além disso, o relatório indica que 602 milhões de pessoas utilizaram aplicações de inteligência artificial generativa no período, com adoção tanto no consumo quanto na indústria. De acordo com o CNNIC, ferramentas de IA passaram a integrar serviços digitais, plataformas de comércio eletrônico e processos produtivos. Entre 2021 e 2025, o setor de internet na China ampliou a cobertura de rede, expandiu o uso de tecnologias digitais e fortaleceu a inovação tecnológica. Como resultado, o país consolidou a presença da internet em áreas urbanas e rurais , além de integrar soluções digitais a atividades produtivas e de serviços. Fonte: Xinhua
16 de janeiro de 2026
A Alfândega de Gongbei informou, em 16 de janeiro de 2026, que o e-commerce transfronteiriço impulsionou o volume de exportações pelo posto rodoviário de Zhuhai da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau em 2025. O canal de e-commerce registrou RMB 110,98 bilhões em exportações no ano, alta de 92,5% em relação a 2024. No total, o posto movimentou RMB 325,84 bilhões em importações e exportações em 2025, superando pela primeira vez a marca de RMB 300 bilhões e avançando 40,1% na comparação anual. Segundo a alfândega, medidas de facilitação aduaneira, como declaração simplificada, liberação por listas, estatísticas consolidadas e inspeção prioritária, ampliaram o uso da plataforma de e-commerce nas exportações. Dados operacionais mostram média diária de cerca de 500 caminhões de e-commerce saindo do posto com mais de 1,6 milhão de encomendas, que seguem pelos aeroportos de Hong Kong e Macau para mais de 140 países e regiões. O responsável pelo despacho aduaneiro da Shein afirmou que, nos períodos de pico, a frota disponível não atende à demanda. Segundo ele, em 2025 o peso das encomendas de e-commerce exportadas via posto ultrapassou 89 mil toneladas. A empresa opera no local desde 2020. Li Yuanyuan, chefe da Primeira Seção de Negócios Integrados da Alfândega da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, disse que o sistema one-stop para veículos de carga e passageiros, combinado às reformas de declaração antecipada e em duas etapas e ao mecanismo de trava transfronteiriça única, reduziu inspeções repetidas entre Guangdong, Hong Kong e Macau. Segundo ela, o objetivo é ampliar o corredor de comércio e logística da Grande Área da Baía com novas inovações regulatórias. Fonte: stdaily.com
14 de janeiro de 2026
A China movimentou 23,8 trilhões de yuans em consumo digital e manteve o maior mercado de varejo online do mundo pelo 13º ano consecutivo. O dado foi apresentado na Conferência Nacional de Comércio Eletrônico, realizada em Pequim entre 13 e 14 de janeiro, e indica o avanço do setor no país. Segundo informações divulgadas no evento, o comércio eletrônico da China registrou avanços desde o início do 14º Plano Quinquenal. O setor passou a atuar como motor de novas forças produtivas e contribuiu para o ajuste do modelo econômico. Desde o início do período, a integração entre indústrias digitais e físicas avançou. Mais de 1.500 eventos de matchmaking para comércio eletrônico industrial reuniram quase 10.000 empresas. Essas atividades aceleraram a modernização de setores tradicionais e ampliaram a conexão entre canais online e offline. No cenário externo, a China ampliou a cooperação internacional em comércio eletrônico apesar das incertezas globais. O país conta com 36 parceiros no programa “Comércio Eletrônico da Rota da Seda”. Além disso, as zonas piloto seguem em implantação e iniciativas como “Beneficiar o Mundo” ampliam o acesso ao mercado digital chinês. Do ponto de vista social, o setor criou mais de 78 milhões de empregos e elevou em quase 20% ao ano o volume de entregas expressas desde o início do 14º Plano Quinquenal. O comércio eletrônico também impulsionou o crescimento de softwares e serviços de informação, incluindo computação em nuvem e big data. Fonte: news.cn
30 de julho de 2025
O e-commerce evoluiu de uma simples vitrine digital para uma experiência integrada que combina comércio, redes sociais e entretenimento. Essa foi a principal mensagem de In Hsieh, sócio do IEST Group e um dos precursores do comércio eletrônico no Brasil, durante sua apresentação no Fórum E-commerce Brasil, o maior evento do setor na América Latina, realizado entre 29 e 31 de julho em São Paulo. Para ele, a transformação liderada por plataformas chinesas mostra que vender online envolve hoje muito mais do que logística e preço, trata-se de criar um ecossistema completo de engajamento, conteúdo, comunidade e experiência. O especialista chamou a atenção para a diferença fundamental entre o modelo ocidental e o chinês. Enquanto empresas ocidentais evoluíram a partir do varejo físico e precisaram adaptar seus legados ao digital, as chinesas nasceram no ambiente online, sem compromissos com formatos preexistentes. “Eles vieram de uma folha em branco, isso permitiu criar plataformas multifuncionais e altamente integradas, muitas vezes chamadas de super apps, onde o usuário assiste a vídeos, joga, interage em comunidades, acumula pontos e, eventualmente, compra”, afirmou. Na China, o conceito de social commerce vai além da venda por redes sociais. Ele abrange toda a jornada digital, da descoberta à transação, dentro de um único ambiente. No Brasil, esse modelo começou a ganhar força com a entrada de plataformas como Shopee , Shein, TikTok Shop e Temu. Segundo In Hsieh, muitas dessas empresas já operam com estruturas locais completas, incluindo centros de distribuição e times de conteúdo e marketing. “Essas plataformas não estão mais apenas fazendo cross-border, elas estão no Brasil, com operação ponta a ponta”, disse. Além disso, o modelo de monetização também se distancia do que predomina no Ocidente. Na China, boa parte da receita de plataformas como o Alibaba vem de publicidade, não de comissões ou margens de venda. “O Alibaba gera mais receita com publicidade do que com comissão. Ele é mais Google do que a Amazon”, comparou. Estratégias de gamificação e retenção aumentam frequência e recompra de usuários Outro ponto central é o uso de gamificação e estratégias de retenção. Elementos como check-ins diários, cupons por fidelidade e jogos simples são usados para manter o usuário ativo, mesmo quando ele não está pronto para comprar. O objetivo é aumentar a frequência de acesso e, com isso, as chances de conversão. “Esses check-ins diários, os joguinhos, os cupons... não são só diversão. São mecanismos de retenção. São formas de manter o cliente próximo, mesmo quando ele não está no momento de compra”, explicou. Ele mencionou ainda o funil invertido. “No Ocidente, pensamos em conversão no final da jornada. Na China, o foco é manter o usuário dentro da plataforma o tempo todo, mesmo sem intenção de compra. Quando decidir comprar, ele já está lá”, disse. Um exemplo do novo modelo trazido pelos chineses é o TikTok Shop, plataforma que oferece entretenimento e venda em um único lugar, onde o consumidor compra sem sair da plataforma. Segundo In Hsieh, essas estratégias redefinem a lógica do e-commerce no Brasil. “Estamos vendo não só novas plataformas, mas um novo comportamento digital. As marcas brasileiras precisam entender que não é apenas uma nova vitrine, é um novo mercado.”
16 de julho de 2025
O comércio eletrônico chinês movimentou RMB 15,5 trilhões (aproximadamente US$ 2 trilhões) em 2024, com crescimento anual de 7,2%, segundo a Daxue Consulting. Esse crescimento mostra como a competição acirrada entre as maiores plataformas do país, disputam espaço entre consumidores, marcas e fornecedores. Taobao, Tmall, JD.com e Pinduoduo disputam mais do que vendas. Elas brigam por frequência, recorrência e relevância. Investem em logística, lançam assinaturas, aplicam preços dinâmicos e miram nichos específicos. A estrutura de cada uma acompanha sua estratégia e essa diversidade de modelos, em vez de fragmentar o setor, pressiona o sistema como um todo a se reinventar constantemente. Foco na experiência e no público jovem é estratégia-chave do Taobao Voltado ao comércio entre consumidores (C2C) , o Taobao opera com uma lógica de plataforma aberta. Seu diferencial não está apenas na variedade de oferta, mas na forma como organiza essa vitrine. A plataforma valoriza a reputação e o atendimento ao consumidor, por meio de iniciativas como a “lista das melhores lojas”. Nos últimos anos, o foco em públicos jovens se intensificou através de parcerias com marcas ligadas ao universo geek, como animes e games, para renovar a linguagem visual e o tipo de produto em destaque. O resultado é um ambiente de compra que mais se assemelha a uma comunidade digital do que a um grande varejista. O registrou um volume bruto de mercadorias (GMV) superior a RMB 5,2 trilhões em 2024. Tmall reforça presença de marcas oficiais e programa de fidelidade Enquanto o Taobao constrói relações horizontais com vendedores independentes, o Tmall mira grandes marcas. A plataforma reforça sua identidade como vitrine de produtos oficiais e busca transmitir confiança e qualidade. Sua estratégia para fidelizar clientes passa pela oferta da assinatura VIP88, que acumulava mais de 46 milhões de assinantes em novembro de 2024, garantindo benefícios fixos aos assinantes. Esse programa mira especialmente os jovens adultos, que hoje concentram a maior parte das compras online na China. A assinatura ajuda a transformar o consumo eventual em hábito. JD.com destaca-se pela logística e programas para vendedores A JD.com, com receita líquida de RMB 1,1 trilhão em 2024, concentra-se em tecnologia e varejo com forte controle logístico. A empresa opera centros de distribuição, gerencia a entrega e controla o estoque, o que lhe dá um argumento claro em um mercado saturado de promessas: o compromisso com o prazo. Nos últimos meses, a plataforma também passou a atrair vendedores, lançando programas de incentivo que reduzem taxas e oferecem visibilidade em campanhas promocionais. A aposta é clara, mais vendedores trazem mais variedade e ampliam a competitividade. Pinduoduo cresce com modelo de compras coletivas e preço baixo Com 695 milhões de usuários ativos em junho de 2024, é especialmente popular nas áreas rurais e cidades menores. Com um modelo baseado em compras em grupo, o Pinduoduo cresce apostando no preço como seu principal diferencial. A plataforma transfere para o consumidor parte da responsabilidade por atrair mais compradores e fechar o volume necessário para descontos maiores. Essa estratégia ganha força fora dos grandes centros urbanos, onde o apelo de marcas premium é menor que a relação custo-benefício. Ao apostar no boca a boca digital, o Pinduoduo vira sinônimo de preço baixo e conquista usuários que antes estavam à margem do e-commerce tradicional. Concorrência constante redefine o mercado e o comportamento do consumidor A guerra de preços e a aceleração nas entregas marcaram a primeira fase da expansão do e-commerce na China. Agora, a disputa avança para outras frentes. Plataformas competem pela atenção do consumidor com cupons, cashback e assinaturas que oferecem vantagens exclusivas. Essa nova etapa intensifica a corrida por tempo de permanência nos aplicativos e engajamento recorrente, especialmente em cidades menores ou em regiões do interior da China, com custo de vida mais baixo e ainda em expansão digital, onde o potencial de crescimento segue em alta. Uma das principais ferramentas para ampliar esse alcance é o live commerce, modelo que integra transmissão ao vivo com vendas em tempo real. A estratégia é combinada a ações em redes sociais chinesas como Douyin (versão local do TikTok) e RedNote (Xiaohongshu), ampliando o impacto das campanhas e aproximando marcas de nichos específicos. Em um mercado altamente competitivo, o marketing se torna tão central quanto o produto. Essa pressão impõe um novo desafio às plataformas: como crescer de forma sustentável sem abrir mão da relevância? A resposta passa por diversificação de serviços e integração de canais. A tendência aponta para modelos híbridos, com lojas físicas conectadas ao digital, experiências personalizadas baseadas em dados e novos formatos de venda. A disputa entre os gigantes do e-commerce deixou de se concentrar em preço ou logística. Hoje, envolve a capacidade de construir ecossistemas próprios e ocupar territórios, não apenas geográficos, mas também digitais, comportamentais e tecnológicos.
8 de janeiro de 2025
A Federação Chinesa de Logística e Aquisição divulgou, no dia 7 de janeiro, o Índice de Logística de Comércio Eletrônico da China referente a dezembro de 2024. Apesar de uma leve queda de 2,8 pontos em relação ao mês anterior, o índice fechou o ano com 112,7 pontos, consolidando um desempenho expressivo no setor. O mercado de logística de comércio eletrônico segue em expansão, com aumento significativo na atividade e na capacidade de oferta ao longo de 2024. No último mês de 2024, a demanda no mercado de consumo online foi impulsionada pelo clima festivo, com alta na procura por itens de decoração de Ano Novo, como lanternas e painéis de parede, e por produtos relacionados ao turismo de neve e gelo. O índice de volume total de negócios registrou um crescimento superior a 30%, refletindo a força do comércio eletrônico no país. Ao longo de 2024, o índice apresentou “nove aumentos e três quedas” nos 12 meses, atingindo em novembro o maior patamar dos últimos sete anos. A média mensal do índice foi de 113,7 pontos, 3,6 pontos acima de 2023. Indicadores como cumprimento de contrato, taxa de satisfação, índice de pessoal e taxa de carga útil também alcançaram máximas históricas desde 2018, evidenciando melhorias significativas na qualidade do serviço e na eficiência do setor. Perspectivas para 2025 Com a implementação de políticas voltadas ao estímulo do consumo, o setor de logística de comércio eletrônico deve continuar em expansão em 2025. Cenários como o comércio eletrônico instantâneo e transfronteiriço devem ganhar destaque, acompanhando as novas demandas do mercado e sustentando a tendência de crescimento no Índice de Logística de Comércio Eletrônico . O desempenho em 2024 reflete o avanço constante do mercado de comércio eletrônico na China, que se consolida como uma peça-chave para o consumo interno e o comércio global. A evolução contínua da logística promete fortalecer ainda mais o setor, atendendo a uma população cada vez mais conectada e exigente. Fonte: stdaily.com
27 de novembro de 2024
O Departamento Geral das Alfândegas da China anunciou novas medidas para facilitar o comércio eletrônico transfronteiriço, que entrarão em vigor em 15 de dezembro de 2024. Entre as mudanças, está a eliminação da exigência de registro para empresas que fornecem serviços de armazenamento no exterior para vendedores de comércio eletrônico. Os procedimentos de declaração de documentos de exportação também serão simplificados, enquanto a iniciativa piloto de "inspeção antes do carregamento" será expandida para incluir remessas de consolidação de exportação (less than container load). Além disso, o modelo de supervisão para devoluções no varejo de comércio eletrônico transfronteiriço será promovido, visando maior agilidade e eficiência no setor. O Departamento Geral das Alfândegas da China anunciou a eliminação da exigência de registro para empresas que fornecem serviços de armazenamento no exterior a vendedores de comércio eletrônico transfronteiriço. A mudança revoga a Nota nº 75, emitida em 2020, que previa a necessidade de registro dos modelos de negócios dessas empresas junto às alfândegas. Apesar da flexibilização, as empresas continuam obrigadas a transmitir eletronicamente os dados de reserva de espaço de armazenamento durante o processo de declaração. Além disso, elas permanecem legalmente responsáveis pela autenticidade das informações fornecidas. Empresas de comércio eletrônico transfronteiriço e seus agentes, bem como empresas de logística , agora podem transmitir informações eletrônicas de transações e logística às alfândegas por meio do “portal único” de comércio internacional ou da plataforma de serviços de desembaraço aduaneiro de comércio eletrônico. A nova diretriz elimina a necessidade de transmitir dados eletrônicos de recibos de pagamento durante a declaração de listas de exportação de varejo e de empresa para empresa. Apesar da simplificação, as empresas continuam legalmente responsáveis pela autenticidade das informações enviadas. O programa piloto de "inspeção antes do carregamento" para remessas de consolidação de exportação (less than container load) será expandido para 12 alfândegas regionais da China. As localidades incluídas na iniciativa são Xangai, Hangzhou, Ningbo, Xiamen, Qingdao, Zhengzhou, Wuhan, Changsha, Guangzhou, Huangpu, Chengdu e Xi’an. Além disso, o modelo de supervisão de devoluções transfronteiriças de varejo no comércio eletrônico será promovido em 20 alfândegas, abrangendo cidades como Pequim, Tianjin, Dalian, Harbin, Xangai, Nanjing, Hangzhou, Ningbo, Hefei, Fuzhou, Xiamen, Nanchang, Qingdao, Zhengzhou, Changsha, Guangzhou, Shenzhen, Huangpu, Chengdu e Urumqi. Fonte: ithome.com