São Paulo reuniu, em Campinas, governos, empresas e especialistas do Brasil e da China para discutir a expansão dos data centers no país, com foco em infraestrutura, energia e cooperação bilateral.
O encontro, organizado pela CPFL Energia, concentrou representantes das três esferas de governo, empresários, diplomatas e empresas chinesas. A participação indica aumento do interesse na infraestrutura digital brasileira, diante da demanda por processamento e armazenamento de dados.
Durante o evento, o presidente da CPFL Energia, Sun Peng, afirmou que a empresa irá detalhar sua estratégia para o setor. Segundo ele, a companhia pretende oferecer soluções energéticas completas, cobrindo todo o ciclo de vida dos data centers.
Além disso, especialistas discutiram a integração entre infraestrutura elétrica e digital. O debate incluiu desafios para expandir a capacidade instalada com estabilidade no fornecimento de energia e maior eficiência no consumo.
O prefeito de Campinas, Dario Saad, afirmou que o município busca atrair investimentos e consolidar sua posição como polo de tecnologia e infraestrutura. A cidade reúne ativos logísticos e industriais que sustentam essa estratégia.
Outro ponto central foi a transição energética. Os participantes defenderam o uso de fontes renováveis como base para o crescimento dos data centers no país.
No campo internacional, o conselheiro comercial do Consulado Geral da China em São Paulo, Bai Chunhui, afirmou que 2026 marca um momento relevante para elevar a qualidade da cooperação entre Brasil e China. Segundo ele, os dois países ampliam parcerias em áreas como transição energética e inovação tecnológica.
Como resultado do encontro, os participantes formalizaram uma agenda conjunta. O plano inclui integração entre infraestrutura elétrica e digital, incentivo ao uso de energias renováveis e intercâmbio tecnológico.
Representantes do Ministério das Comunicações também participaram e destacaram a cooperação bilateral como fator para o avanço do setor. A avaliação é que iniciativas desse tipo podem ampliar investimentos e fortalecer o Brasil como destino para data centers, base da economia digital.
Fonte: Xinhua

