O comércio entre China e ASEAN ultrapassou US$ 1 trilhão em 2025 e respondeu por cerca de 17% de todo o comércio exterior chinês. Após seis anos consecutivos como maiores parceiros comerciais um do outro, os dois lados pretendem ampliar a cooperação em áreas como economia digital, serviços e desenvolvimento verde.
A ASEAN reúne dez países do Sudeste Asiático e mantém uma das principais relações comerciais da China na região.
Entre os mercados com maior fluxo bilateral estão Vietnã, Malásia, Indonésia, Tailândia e Singapura, todos com comércio superior a US$ 100 bilhões com a China. Apenas o intercâmbio com o Vietnã se aproximou de US$ 300 bilhões, enquanto o volume com a Malásia ficou perto de US$ 200 bilhões.
Para a próxima etapa, a China pretende acelerar a implementação da versão 3.0 da Área de Livre Comércio China–ASEAN e ampliar o uso do Acordo de Parceria Econômica Abrangente Regional (RCEP), bloco comercial que reúne países da Ásia-Pacífico.
O planejamento também prevê maior cooperação em comércio eletrônico, finanças transfronteiriças, economia digital e atividades ligadas ao desenvolvimento verde.
Outra frente será aumentar as importações de produtos dos países da ASEAN e ampliar o comércio de bens e serviços de maior valor agregado.
A China também prevê uma abertura gradual de setores de serviços, entre eles telecomunicações e saúde, além da manutenção de tarifas preferenciais para países menos desenvolvidos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.
As prioridades foram apresentadas nesta terça-feira (1º) pelo Ministério do Comércio da China, durante uma coletiva sobre a cooperação econômica com a ASEAN e a 23ª Expo China–ASEAN.
Fonte: southcn.com

