A China afirmou que poderá adotar medidas em resposta caso os Estados Unidos imponham uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (27), após relatos de que o governo americano estaria considerando a cobrança como parte de medidas relacionadas à chamada “sobrecapacidade” produtiva.
A porta-voz do Ministério do Comércio da China, Huang Ling, disse que Pequim acompanhará e avaliará as medidas adotadas pelos Estados Unidos e “reserva-se o direito de tomar todas as medidas necessárias”.
Segundo o ministério chinês, os Estados Unidos abriram uma investigação contra 16 economias, incluindo a China, relacionada à questão da capacidade produtiva. Pequim considera que o tema não deve ser usado como justificativa para a adoção de barreiras comerciais.
A discussão sobre “sobrecapacidade” envolve a avaliação de que determinados setores produzem mais do que a demanda consegue absorver, o que pode aumentar as exportações e pressionar concorrentes em outros mercados.
Em 28 de julho, o Ministério do Comércio da China publicou um documento com sua posição sobre o tema. No texto, o governo argumenta que altos volumes de exportação ou grandes superávits comerciais não significam, por si só, excesso de capacidade produtiva.
Segundo Pequim, o crescimento das exportações chinesas também está relacionado a ganhos de escala, aumento da capacidade de inovação e demanda internacional por produtos ligados à transição verde e ao desenvolvimento industrial.
Fonte: China News

