A energia solar fotovoltaica superou, pela primeira vez, a geração a carvão em capacidade instalada na China. Até o fim de julho, o país tinha 1,286 bilhão de kW de capacidade solar, ante 1,285 bilhão de kW em usinas a carvão, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pela Administração Nacional de Energia.
Com o resultado, a energia solar passa a ser a maior fonte do país em capacidade instalada. Do total de 4,08 bilhões de kW disponíveis no sistema elétrico chinês, mais de 30% correspondem à geração fotovoltaica.
A maior parte dessa capacidade está dividida entre grandes usinas solares, com 704 milhões de kW, e sistemas distribuídos, como instalações em telhados e empreendimentos menores, com 582 milhões de kW.
Entre janeiro e julho, a China adicionou 193,97 milhões de kW de nova capacidade de geração. A energia solar respondeu por 85,65 milhões de kW, mais de 40% das novas instalações no período.
O avanço da capacidade, porém, não significa que a solar já produza mais eletricidade do que o carvão. Entre janeiro e julho, a geração fotovoltaica somou 802,4 bilhões de kWh, equivalente a cerca de 13% do consumo de eletricidade do país.
Isso acontece porque a produção solar varia de acordo com a disponibilidade de luz e as condições climáticas, enquanto as usinas a carvão conseguem operar por mais horas e fornecer energia de forma mais contínua.
Por isso, o carvão ainda desempenha um papel importante na estabilidade do sistema elétrico chinês.
Para os próximos anos, a China pretende aumentar a capacidade de armazenamento e integrar a energia solar a outras tecnologias para tornar a geração renovável mais previsível e disponível nos momentos de maior demanda.
O plano para o período até 2030 prevê cerca de 6 trilhões de kWh de geração anual por fontes renováveis, dos quais mais de 4 trilhões de kWh deverão vir de energia eólica e solar.
Fonte: gmw.cn

