Enquanto parte da economia global enfrenta pressão sobre preços e desaceleração do consumo, a China manteve a estratégia de estímulo ao mercado interno nos primeiros quatro meses de 2026. Programas de troca de produtos usados por novos, ampliação do reembolso de impostos para turistas estrangeiros e ações voltadas ao varejo sustentaram o crescimento das vendas de bens e serviços no país.
De janeiro a abril, as vendas combinadas de bens e serviços cresceram 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas totais de bens de consumo no varejo avançaram 1,9%. Excluindo os setores automotivo e petrolífero, o crescimento foi de 3,7%. Já as vendas de serviços registraram alta de 5,6%.
As medidas de incentivo também impulsionaram a demanda por produtos inteligentes e equipamentos de maior eficiência energética. Segundo dados do Ministério do Comércio da China, as vendas de óculos inteligentes cresceram 5,9 vezes em abril na comparação anual. Equipamentos portáteis de fotografia avançaram 26,9%, enquanto os medidores inteligentes de glicose aumentaram 12,3%. As máquinas de lavar com eficiência energética nível 1 registraram crescimento de 10,4%.
Além disso, a participação de veículos movidos a novas energias continuou avançando no mercado chinês. Em abril, a taxa de penetração desses veículos alcançou 61,4% pela primeira vez, superando a marca de 60%.
O consumo ligado a serviços também manteve crescimento no período. Com o PIB per capita da China acima de US$13 mil, o consumo passou a concentrar maior demanda por serviços relacionados à alimentação, turismo, transporte e lazer.
Entre janeiro e abril, o crescimento das vendas no setor de serviços acelerou 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita do setor de alimentação cresceu 3,8%, enquanto serviços de turismo, aluguel ligado ao turismo, transporte e lazer cultural registraram crescimento de dois dígitos.
O consumo nas áreas rurais avançou acima do registrado nas cidades. Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas no varejo nas regiões rurais cresceram 2,8%, ritmo 1 ponto percentual superior ao das áreas urbanas. Os distritos e zonas rurais passaram a representar 39,7% do total das vendas no varejo do país.
A entrada de turistas estrangeiros também ampliou o consumo interno chinês. Com a expansão da política de isenção de vistos, do sistema de reembolso de impostos e da campanha “Compras na China”, o fluxo de visitantes internacionais gerou aumento nos gastos ligados ao turismo.
No primeiro trimestre, as exportações de serviços relacionados ao turismo cresceram 32,3% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e abril, as vendas vinculadas ao reembolso de impostos para turistas cresceram 186% em Guangzhou e 145% em Shenzhen. Em Xangai e Pequim, as altas foram de 65% e 45%, respectivamente.
Fonte: news.southcn

