
8 de dezembro de 2025
China2Brazil
A Tesla informou que sua Gigafábrica em Xangai alcançou, na segunda-feira (8), a marca de 4 milhões de veículos produzidos. A unidade, inaugurada em 2019, ampliou a presença da montadora na China e acompanha a expansão do setor de novas energias no país. A fábrica começou a operar menos de um ano após o início das obras, que ocorreram em janeiro de 2019. Em dezembro do mesmo ano, entregou o primeiro carro. Hoje, a unidade produz cerca de um veículo a cada 30 segundos e responde por quase metade das entregas globais da empresa. A Tesla levou mais de 30 meses para atingir o primeiro milhão de veículos na planta. O avanço de 3 milhões para 4 milhões ocorreu em aproximadamente 14 meses, segundo a empresa. A fábrica abastece o mercado chinês e exporta para a Europa e a região da Ásia-Pacífico. Em outubro, a unidade enviou mais de 35 mil veículos ao exterior, o maior volume mensal em dois anos. Em fevereiro, a empresa iniciou as operações da Megafábrica de Xangai, dedicada à produção de baterias para armazenamento de energia. Essa é a segunda unidade da Tesla na cidade e a primeira fábrica desse tipo fora dos Estados Unidos. Fonte: China Daily

8 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China realizou nesta segunda-feira (8) o primeiro teste mundial de uma formação de trens de carga pesada controlados apenas por sinais sem fio. O ensaio ocorreu na Ferrovia Baoshen, que liga Baotou (Mongólia Interior) a Shenmu (Shaanxi). A Baoshen é uma linha dedicada ao transporte de carvão das minas de Shenmu e da bacia de Ordos. O teste marcou a primeira operação no mundo em que vários trens de carga circularam na mesma linha sem engates mecânicos. Eles usaram um sistema inteligente de controle desenvolvido no país. O experimento usou sete trens de 5.000 toneladas cada, totalizando 35.000 toneladas. O objetivo foi sincronizar aceleração e frenagem dos trens ao longo do trajeto, sem colisões ou separações. No modelo tradicional, os trens de carga na China operam de forma isolada; coordenar sete unidades na mesma via, sem acoplamento físico, representa um avanço técnico relevante. A China Shenhua, subsidiária da China Energy Investment Corporation, desenvolveu a tecnologia em parceria com centros de pesquisa. O sistema utiliza comunicação sem fio e algoritmos que coordenam, em tempo real, o movimento dos trens. A emissora informou que o resultado positivo pode ampliar a capacidade das ferrovias de carga sem necessidade de novas obras. As estimativas apontam que a capacidade de transporte nessas linhas pode crescer mais de 50%, o que reduz custos e melhora a eficiência no envio de cargas a granel. O relatório afirma que o modelo oferece uma alternativa técnica para países que buscam aumentar a segurança e a eficiência do transporte ferroviário de longa distância. Fonte: China Daily

8 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China ampliou o comércio exterior de bens nos primeiros 11 meses de 2025. O país movimentou 41,21 trilhões de yuans em importações e exportações no período, alta de 3,6% em relação ao ano anterior, segundo a Administração Geral de Alfândegas, divulgada nesta segunda-feira (8). O índice manteve o mesmo ritmo observado até outubro, quando o crescimento acumulado também foi de 3,6%. As exportações puxaram o resultado entre janeiro e novembro, com alta de 6,2% na comparação anual. As importações avançaram 0,2%. A ASEAN permaneceu como o principal parceiro comercial da China. O comércio bilateral cresceu 8,5% e totalizou 6,82 trilhões de yuans, o equivalente a 16,6% do total do país. A União Europeia apareceu em seguida, com expansão de 5,4% e volume de 5,37 trilhões de yuans. As trocas com os Estados Unidos, terceiro maior parceiro, recuaram 16,9% e somaram 3,69 trilhões de yuans no acumulado do ano. O comércio com países da Iniciativa Cinturão e Rota avançou 6% e alcançou 21,33 trilhões de yuans, o que representou 51,8% do total movimentado de janeiro a novembro. As empresas privadas ampliaram sua participação no comércio exterior. Suas operações cresceram 7,1% e chegaram a 23,52 trilhões de yuans, equivalentes a 57,1% do total nacional. O setor também passou por ajustes estruturais no período. As exportações de produtos mecânicos e elétricos subiram 8,8% e representaram 60,9% das vendas externas, impulsionadas pela demanda por circuitos integrados e automóveis. Em novembro, a China registrou 3,9 trilhões de yuans em importações e exportações, alta de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024. Fonte: China Daily

8 de dezembro de 2025
China2Brazil
A ZTE e a ByteDance apresentaram recentemente o Nubia M153, também chamado Doubao Phone, o primeiro smartphone da China com um grande modelo de linguagem integrado diretamente ao sistema operacional. O lançamento chamou atenção da imprensa internacional e levou veículos estrangeiros a compará-lo ao “segundo momento DeepSeek ” no setor de tecnologia. O aparelho se destaca por incorporar um agente de IA na camada do sistema. Essa integração permite que o telefone execute operações entre aplicativos a partir de um único comando de voz. Segundo o Global Times, o usuário pode, por exemplo, identificar um produto nas redes sociais e pedir que o smartphone compare preços em plataformas como Taobao, JD.com e Pinduoduo. O sistema reconhece o item, faz a busca, compara valores e abre a página de pagamento da opção mais barata para conclusão manual da compra. O protótipo esgotou rapidamente na China. Embora o fabricante não divulgue números, o preço no mercado de revenda já subiu cerca de 43%. Para o site Wccftech, o impacto lembra o momento do DeepSeek no início de 2025, quando o modelo chinês chamou atenção pelo desempenho alto e pelo baixo custo computacional. Agora, empresas chinesas voltam a ocupar posição de destaque com um smartphone que opera com agentes inteligentes de forma nativa. O Indian Express afirmou que nenhum outro smartphone no mundo oferece hoje o mesmo nível de autonomia. O jornal destacou que, embora o desempenho comercial ainda seja incerto, o Doubao Phone indica como os dispositivos móveis podem evoluir nos próximos anos. Também observou que o primeiro smartphone totalmente integrado a agentes inteligentes pode surgir não do Vale do Silício, mas sim do ecossistema chinês que une IA e tecnologia móvel. Apesar do caráter de “prévia tecnológica”, a integração profunda do modelo de linguagem ao sistema operacional abriu um debate sobre privacidade, segurança e uso de dados. Xiang Ligang, presidente da Aliança de Consumo de Informação de Zhongguancun, afirmou ao Global Times que essa integração é controversa e enfrentará desafios comerciais. Ele disse que ampliar o poder dos agentes de IA exige acesso às camadas mais profundas do hardware e do sistema, o que amplia as capacidades do dispositivo, mas também aumenta as preocupações dos usuários. Segundo Xiang, esse caminho deve avançar, mas depende de cooperação entre desenvolvedores de modelos e fabricantes de hardware para criar plataformas seguras e confiáveis. Fonte: sina.com.cn

8 de dezembro de 2025
China2Brazil
A empresa global de auditoria e consultoria, Deloitte China, publicou o Relatório de Impacto Social do Ano Fiscal de 2025, que aponta que a internacionalização das empresas chinesas passou da exportação de produtos e capital para a expansão de marcas, da capacidade organizacional e da governança. O documento indica que empresas chinesas ampliam presença global ao investir em tecnologia, design e estratégias de gestão. Nos últimos anos, marcas do país aumentaram a visibilidade internacional ao combinar desenvolvimento tecnológico com elementos culturais e propostas próprias de design. Esse movimento elevou a presença de empresas chinesas em setores como robótica, veículos elétricos e eletrônicos de consumo. Robótica e propriedade intelectual Na Universidade Técnica de Brandemburgo, na Alemanha, estudantes de arquitetura utilizam o robô humanoide H1, desenvolvido pela Unitree Robotics, em exercícios práticos. Rolf Starke, responsável pelo programa de pesquisa em design digital da instituição, afirmou que a universidade estuda o uso do robô humanoide G1 em atividades relacionadas à construção civil, em colaboração com a Universidade Técnica de Berlim. Em julho, a Unitree recebeu o Prêmio Global da Organização Mundial da Propriedade Intelectual de 2025. A empresa foi selecionada entre mais de 780 concorrentes de 95 países. O prêmio, criado em 2022, reconhece pequenas e médias empresas e startups. Organizações chinesas integram a lista de vencedores desde a primeira edição. Indústria automotiva e adaptação a mercados locais O presidente da Associação Egípcia de Concessionárias de Automóveis, Osama Abdel-Maguid, afirmou que a presença de veículos elétricos chineses cresce no Egito. Montadoras ajustam produtos às condições de cada mercado. A NIU reforçou pneus e sistemas de amortecimento na Europa e adotou modelos de troca de baterias no Sudeste Asiático para reduzir custos. A revista The Economist observou que marcas chinesas ampliam operações internacionais e que empresas e investidores globais passam a ter mais opções de produtos tecnológicos. Avaliações de especialistas sobre inovação Especialistas de diferentes países destacam o impacto da política chinesa de incentivo à inovação. Kim Hee-kyo, professor da Universidade Kwangwoon, na Coreia do Sul, afirma que o avanço industrial da China decorre da formação de aglomerados industriais que reduzem custos e ampliam produtividade. Segundo ele, esse processo depende de planejamento de longo prazo e apoio público a P&D, infraestrutura e setores estratégicos. Cláudia Yanuzi, presidente do Instituto Brasileiro de Inovação e Economia, afirma que investimentos contínuos em ciência, tecnologia e educação ampliaram a capacidade tecnológica do país e a experiência de gestão de suas empresas. Para Diaa Helmy, secretário-geral da Câmara Egito-China, esses investimentos permitiram avanços em inteligência artificial, 5G, novas energias e outras tecnologias centrais. Hassan, diretor comercial do jornal The Daily Star de Bangladesh, publicou artigo em que afirma que a China estabelece padrões em IA, veículos elétricos e computação quântica, resultado de investimentos em pesquisa, educação e formação de talentos. A Reuters analisou que a China se consolida como centro de inovação ao priorizar desenvolvimento científico e abertura econômica. A agência observou que essas políticas podem redefinir o papel global do país e ampliar sua participação em cadeias tecnológicas. Cooperação internacional e difusão tecnológica Carlos Bielsa, secretário-geral do Centro de Estudos da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) na Espanha, afirma que marcas chinesas influenciam setores tecnológicos e de serviços ao introduzirem novos modelos operacionais no mercado espanhol. Kim Hee-kyo destaca que empresas chinesas difundem tecnologias por meio de iniciativas de código aberto, o que amplia o acesso de países em desenvolvimento a ferramentas modernas. Na Alemanha, escolas e universidades incorporam robôs da Unitree em atividades didáticas. A porta-voz da Universidade Técnica de Brandemburgo, Cristina Strehler, afirma que a China possui capacidades científicas relevantes em sistemas inteligentes e automação e que a cooperação entre as instituições pode impulsionar avanços tecnológicos. Diaa Helmy afirma que a China amplia a abertura econômica, apoia a internacionalização de suas empresas e mantém portas abertas a marcas estrangeiras. Segundo ele, esse ambiente favorece a concorrência, a troca de experiências e a cooperação global. Fonte: gmw.cn

8 de dezembro de 2025
China2Brazil
O mercado global de memória atravessa uma escalada de preços que começou em 2025 e ganhou força em novembro, quando comerciantes de Huaqiangbei, em Shenzhen, passaram a relatar alterações diárias nos valores de NAND e DRAM. A SanDisk aumentou os preços contratuais de NAND flash em até 50% no mês, após reajustes de 10% em abril e no início de setembro. Instituições do setor preveem novas altas em dezembro. Esse movimento ocorre enquanto o desenvolvimento de processadores e memórias na China entra em uma nova fase e pressiona toda a cadeia de semicondutores. Outras gigantes do setor acompanharam os reajustes e fabricantes de módulos, como a Transcend, suspenderam cotações e entregas em 7 de novembro. O presidente da empresa, Shu Chongwan, afirmou que a demanda por DRAM e NAND aumentou com o avanço da IA . A origem das altas A indústria atribui a escalada ao desequilíbrio entre oferta e demanda. A expansão de agentes inteligentes e a construção acelerada de centros de dados de IA elevaram o consumo de memória. Tang Zhimin, diretor da Escola de Microeletrônica de Computação da Universidade de Tecnologia de Shenzhen, afirma que os servidores de IA exigem cerca de 1,7 TB de memória por unidade, contra 0,5 TB nos servidores tradicionais. Esse salto impulsionou a busca por produtos de maior desempenho, como HBM, DDR5 e SSDs corporativos. Para atender ao segmento de IA, Samsung e SK Hynix priorizaram DDR5 e HBM, mas a capacidade de HBM avança em ritmo menor que a demanda. A SK Hynix já tem toda a produção reservada até 2026 e a Samsung oferece menos de 10% de espaço para clientes de menor porte. Ao mesmo tempo, a redução da capacidade dedicada ao DDR4 pressiona ainda mais o mercado. Grande parte dos servidores existentes ainda depende desse padrão. Com menos oferta, o preço do DDR4 subiu mais de 200% em seis meses. A versão para servidores aumentou entre 30% e 70% em um mês, e o DDR4 passou a custar o dobro do DDR5 em alguns casos. A competição deixou de se basear em escala e passou a se apoiar em profundidade tecnológica. Esse movimento concentrou o poder de precificação nos fabricantes com processos mais avançados. Impactos no setor downstream A alta de preços já afeta fabricantes de módulos, responsáveis por transformar wafers em produtos finais. Empresas como Shenzhen Biwin e Netac afirmam que ajustes na upstream repercutem imediatamente na downstream. Por isso, vários fabricantes suspenderam entregas para reavaliar os preços. O movimento chamou a atenção de investidores. Mais da metade das empresas de memória listadas receberam novos aportes desde novembro. Seis delas registraram entradas superiores a RMB 100 milhões, entre elas Longsys, Shenzhen Techwinsemi, Shenzhen Fastprint Circuit e GigaDevice Semiconductor. A China Merchants Securities avalia que a indústria de memória entrou em fase de aceleração no terceiro trimestre de 2025 e deve ampliar a lucratividade no segundo semestre de 2025. O aumento dos preços também levou centros de dados e fabricantes de eletrônicos a reavaliar custos. Tang Zhimin observa que a pressão recai principalmente sobre servidores, enquanto o impacto em produtos de consumo é limitado. Ele afirma que o encarecimento pode conter projetos de data centers iniciados sem avaliação adequada de retorno. Consequências para o mercado chinês A escalada dos preços também reacendeu o debate sobre a estrutura da indústria de semicondutores. Tang explica que processadores e memórias ocupam posições distintas na cadeia de valor, o que gera disputas internas. Ele afirma que a visão de que memórias são produtos padronizados ignora o uso de processos avançados e o alto grau de complexidade envolvido. Segundo analistas, o setor deixou o modelo “orientado ao consumo” e entrou no modelo “orientado à tecnologia”, impulsionado pela IA. A escassez de HBM e DDR5 deve se espalhar por toda a cadeia. Em Huaqiangbei, comerciantes afirmam que empresas chinesas avançam rapidamente. Eles acreditam que a concentração nas mãos de poucas gigantes estrangeiras pode recuar, abrindo espaço para mais competidores. As duas principais empresas do país, Changxin Memory Technologies (CXMT) e Yangtze Memory Technologies (YMTC), ampliam suas capacidades. A CXMT lidera o avanço no DRAM nacionalizado e a YMTC amplia a produção de 3D NAND. Tang conclui que a China entrou em nova etapa no desenvolvimento de processadores e memórias. Ele afirma que, se os desenvolvedores de processadores apoiarem o avanço das memórias em novas arquiteturas, será possível criar produtos inéditos de processamento de informações, com valor relevante para o mercado e para a tecnologia. Fonte: chinanews.com

5 de dezembro de 2025
China2Brazil
A Animação Zootopia 2, da Disney, lidera as bilheterias da China desde a estreia em 26 de novembro e movimenta o consumo de produtos licenciados no e-commerce. O filme arrecadou mais de RMB 2,2 bilhões (US$311,2 milhões), segundo o Lighthouse Professional Edition, e já se tornou a animação estrangeira de maior bilheteria da história do país. Com o avanço das vendas de ingressos, plataformas como Dewu, Taobao e Tmall registram aumento expressivo nas buscas pelo título. No dia da estreia, as buscas por “Zootopia” cresceram 60% no aplicativo Dewu, com destaque para blind boxes, colecionáveis e itens para casa. A Pop Mart aparece entre as principais empresas beneficiadas. A linha em parceria com o filme inclui miniaturas, figuras de ação e chaveiros. A peça “Finnick Fox with a Cart”, da série MOLLY x Zootopia 2, alcança RMB 234 no mercado secundário, mais de três vezes o preço original de RMB 69. No Taobao e Tmall, os volumes de busca por “Zootopia” aumentaram mais de 1.000% após a estreia. Blind boxes, joias de ouro e colecionáveis lideram as vendas. Entre as colaborações de maior valor, a Dewu destaca a série de ouro da Chow Tai Fook. Um pingente em forma de cenoura inspirado em Judy Hopps custa RMB 3.275, enquanto as contas temáticas de Nick e Judy saem por RMB 2.075. A força do filme no varejo acompanha o interesse do público pelo universo da franquia. A presença da Zootopia Land na Disneyland de Xangai reforça essa base de fãs. Um executivo da Dewu afirma que o desempenho atual reflete “um momento de consumo movido pela nostalgia de uma geração que alcança seu pico de poder de compra”. Segundo ele, produtos com apelo emocional ganham espaço entre jovens consumidores. Judy Hopps e Nick Wilde voltaram ao centro da atenção da Geração Z. No Dewu, garrafas térmicas temáticas venderam 26 mil unidades e receberam 55 mil marcações de interesse. Uma bolsa pet transversal registrou forte demanda. Blind boxes da Miniso, 52Toys e Toptoy, além de cards da Jika Club, tiveram esgotamento em vários mercados. Até agora, o universo de Zootopia soma parcerias com 98 marcas para mais de 14 mil produtos licenciados nas categorias de brinquedos, moda, artigos para casa, eletrônicos, alimentos e bebidas e produtos para pets, segundo a Dewu. Fonte: chinadaily

5 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China apresentou, nos últimos dias, novos resultados em robótica industrial, drones, geração de energia e recuperação marítima de foguetes. Os projetos foram desenvolvidos por universidades, empresas estatais e instituições de pesquisa, e já estão em diferentes fases de aplicação. Robótica naval Em 4 de dezembro, a Exposição Marítima Internacional da China 2025 exibiu o primeiro mini braço robótico de soldagem naval do país. A demonstração destacou movimentos precisos usados para soldar estruturas de difícil acesso. O equipamento é o primeiro robô portátil de soldagem aplicado à indústria naval chinesa. Ele opera com reconhecimento por laser, imagem direta e dados de backend combinados a algoritmos de adaptação, o que permite soldas precisas em pontos complexos. O braço pesa menos de 15 quilos. Ele trabalha ao lado de operadores humanos e executa soldas em áreas onde pessoas não conseguem atuar. Além disso, atende às metas de baixo consumo de energia da construção naval verde e já aparece em estaleiros do país, elevando a eficiência do processo e a taxa de aprovação das peças. Drones O Laboratório de Sistemas Inteligentes Não Tripulados da Universidade Westlake realizou o primeiro voo sobreposto de duas aeronaves não tripuladas a curta distância. No experimento, o drone superior estendeu um braço mecânico e capturou com precisão subcentimétrica uma ferramenta carregada pelo drone inferior. É a primeira vez que essa tecnologia aparece na revista Nature. Para viabilizar o voo conjunto, os pesquisadores desenvolveram duas soluções. Primeiro, criaram um algoritmo de compensação de fluxo de ar, que detecta em tempo real a interferência vinda de cima e ajusta a rotação dos rotores para manter a estabilidade. Depois, projetaram um sistema de acoplamento eletromagnético flexível. O drone inferior carrega quatro dispositivos cônicos com eletroímãs conectados por cordas elásticas, que se ajustam automaticamente mesmo quando há pequeno desvio no encaixe. Energia Em 30 de novembro, a Unidade 1 da usina de gás do Grupo Nacional de Energia em Anji, Zhejiang, concluiu 168 horas de testes em plena carga e iniciou a operação comercial. A instalação usa a turbina a gás de maior capacidade e eficiência do país, com rendimento de 64,15%. A comparação com uma usina a carvão de 1 milhão de kW mostra ganho de eficiência de cerca de 17 pontos percentuais. A unidade opera com emissão baixa de carbono, resposta rápida e capacidade de ajuste de carga, reforçando a estabilidade da rede elétrica e complementando as fontes renováveis no leste da China. Recuperação marítima de foguetes Em 30 de novembro, a China entregou a primeira plataforma marítima equipada com sistema de recuperação de foguetes por rede, chamada Navegador. A solução combina cabos suspensos no ar, posicionados em formato de “#”, que capturam o foguete por meio de um gancho durante a descida, em uma variante de recuperação vertical. O sistema exige controle rigoroso do movimento da plataforma, que precisa manter equilíbrio mesmo sob ondas fortes. Além disso, depende de posicionamento dinâmico de alta precisão e de uma estrutura capaz de suportar cargas concentradas e a altura da torre de captura. A plataforma é a primeira do tipo registrada e certificada por uma sociedade classificadora no país. Ela amplia a taxa de sucesso da captura, reduz exigências estruturais do foguete e aumenta a eficiência e o custo-benefício do processo de recuperação. Fonte: chinanews

5 de dezembro de 2025
China2Brazil
A província de Sichuan, na China, apresentou em 2 de dezembro o “Qiming-1”, primeiro cão-guia robótico inteligente com IA do estado. O equipamento foi desenvolvido pela Mianyang 58 Robotics Technology Co., sediada na Nova Área da Cidade de Ciência e Tecnologia de Mianyang, em parceria com a Chengdu TouchQian Technology. A apresentação ocorreu no evento “Ciência e Tecnologia com Amor, Criando o Futuro Juntos”, organizado por dez departamentos, entre eles a Federação Provincial de Pessoas com Deficiência, a Comissão Provincial de Desenvolvimento e Reforma e o Departamento de Ciência e Tecnologia. O projeto busca oferecer uma alternativa ao cão-guia tradicional, cujo uso é limitado por oferta reduzida, longo treinamento, custos elevados e vida útil curta. O “Qiming-1” utiliza sistemas de inteligência artificial, navegação precisa e interação por voz para apoiar a locomoção de pessoas com deficiência visual. Durante o evento, o robô guiou o usuário Wu Jun pelo palco e executou tarefas como informar condições climáticas, sugerir roupas, subir e descer rampas e responder a comandos. Em seguida, concluiu testes que simularam situações urbanas, como reconhecer semáforos, caminhar sobre piso tátil e atravessar uma catraca de metrô. O desempenho se apoia em um conjunto de tecnologias centrais. O lidar instalado na cabeça cria mapas 3D e mede distâncias, enquanto a câmera de alta definição identifica objetos por meio de algoritmos de IA. A combinação permite detectar pedestres, veículos e obstáculos e orientar decisões de rota. O modelo também reúne sistemas de interação homem-máquina, localização e navegação autônoma e pode acionar autoridades em situações de emergência. O desenvolvimento integra o ecossistema de IA da Nova Área da Cidade de Ciência e Tecnologia de Mianyang. Em setembro, a Fundação de Bem-Estar para Pessoas com Deficiência de Sichuan, a 58 Robotics e a TouchQian inauguraram o Laboratório Conjunto de P&D de Robôs Guia Inteligentes durante o evento “Investindo em Mianyang, IA Rumo a Novos Patamares”. A plataforma reúne empresas, universidades e centros de pesquisa, o que acelerou a evolução tecnológica do projeto e o processo de comercialização. O gerente-geral da 58 Robotics, Dai Jian, afirmou que a equipe pretende reduzir custos, melhorar o desempenho e levar o robô a espaços públicos como ônibus, metrôs, terminais de transporte e centros comerciais, ampliando o acesso de pessoas com deficiência visual à mobilidade independente. Fonte: Stdaily

5 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China Three Gorges Corporation (CTG) informou, em 5 de dezembro, que instalou o primeiro sistema de radar para medição de precipitação no curso principal do Rio Yangtzé. A instalação integra o Projeto Três Gargantas e amplia o monitoramento de chuvas, que passa a incluir medições em nuvens. A mudança fortalece a capacidade de previsão e gestão hídrica da principal infraestrutura de conservação de água do país. O sistema substitui a dependência exclusiva dos pluviômetros, que medem apenas a água que chega ao solo e fornece dados limitados. Esses equipamentos sofrem interferências do ambiente, têm alcance restrito e estão distribuídos de forma irregular, o que reduz a precisão sobre a variação espacial e temporal das chuvas. O radar de nova geração opera de forma colaborativa com outros radares e varre a atmosfera próxima à superfície em três dimensões. Com isso, transforma a observação pontual em monitoramento contínuo de uma área de 13 mil quilômetros quadrados ao redor da Usina de Três Gargantas. O sistema detecta diferentes intensidades de chuva com maior antecedência e melhora os alertas de tempestades extremas, reforçando a segurança operacional do complexo e o controle de enchentes ao longo do Yangtzé. O Ministério de Recursos Hídricos incluiu o Projeto Três Gargantas na etapa piloto do desenvolvimento de radares pluviométricos prevista no 14º Plano Quinquenal. O projeto compõe a chamada “primeira linha de defesa” do sistema nacional de monitoramento e previsão. O plano prevê a entrada em operação do conjunto inicial de radares até o fim de 2026. O Centro de Gestão da Bacia Hidrográfica do Grupo Três Gargantas afirma que continuará a aprimorar a qualidade dos dados, as funções da plataforma e as aplicações inteligentes, com foco na prevenção de enchentes e secas e no fortalecimento da gestão hídrica da bacia. Fonte: Stdaily