
10 de dezembro de 2025
China2Brazil
As exportações brasileiras de café para a China cresceram 30,42% entre janeiro e novembro de 2025. O Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) informou nesta terça-feira (9) que o país asiático se manteve como o décimo maior destino do produto. Segundo o relatório da organização, o Brasil enviou 1.042.980 sacas de 60 kg à China nos primeiros onze meses do ano. No mesmo período de 2024, o volume havia sido de 799.722 sacas. O resultado reforçou a presença chinesa entre os dez principais mercados do café brasileiro . O aumento ocorreu apesar da queda geral nas exportações e da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro entre agosto e novembro. No acumulado do ano, o Brasil exportou 36,86 milhões de sacas, número 21% menor que os 46,65 milhões registrados de janeiro a novembro de 2024. A receita, porém, avançou 25,3% e passou de US$11,37 milhões para US$14,25 milhões, apoiada em preços internacionais cerca de 50% mais altos. O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirmou em comunicado que a redução no volume “era esperada” após a safra recorde de 2024 e a menor oferta disponível em 2025. Ele também citou o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e as dificuldades no transporte marítimo decorrentes da infraestrutura portuária do país. Entre agosto e novembro, quando a tarifa esteve em vigor, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 54,9% e passaram de 2,91 milhões de sacas em 2024 para 1,31 milhão neste ano. No acumulado até novembro, as vendas ao mercado norte-americano, principal destino do café brasileiro, diminuíram 32,2% e somaram 5,04 milhões de sacas, o equivalente a 13,7% do total exportado. Ferreira afirmou que as exportações para os Estados Unidos começaram a se normalizar. No entanto, destacou que o café instantâneo, que responde por 10% das vendas brasileiras ao país, segue sujeito à tarifa de 50%. Fonte: Xinhua

10 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China informou, em 10 de dezembro, que 2025 será o último ano do período de transição entre a consolidação das conquistas no combate à pobreza e a integração dessas políticas à estratégia de revitalização rural. O governo manterá as atuais medidas de apoio e continuará a assistir as regiões e famílias que superaram a pobreza, com foco em evitar retrocessos em larga escala. Segundo um representante do ministério, o mecanismo de monitoramento e assistência funciona de forma estável e já identificou e apoiou mais de 7 milhões de pessoas em situação de risco. O país consolidou avanços em educação, saúde, moradia e acesso à água. O número de alunos que abandonam a educação obrigatória entre famílias que superaram a pobreza permanece em zero, enquanto a taxa de participação no seguro de saúde básico segue acima de 99%. Programas de reforma de moradias rurais e reforço estrutural avançam de forma contínua, e o abastecimento de água encanada já alcança 94% das áreas rurais . Além disso, o país continua a apoiar o desenvolvimento de indústrias locais. Os 832 municípios que superaram a pobreza cultivaram de duas a três cadeias produtivas com capacidade de ampliar a economia local. Cerca de três quartos da população anteriormente empobrecida participa de mecanismos de compartilhamento de resultados com novas entidades agroindustriais. O emprego segue estável, com mais de 30 milhões de pessoas provenientes dessas famílias inseridas no mercado de trabalho, o que sustenta a renda de mais de dois terços desses lares. A renda também avançou. Nos três primeiros trimestres de 2025, a renda disponível per capita em municípios anteriormente empobrecidos chegou a 13.158 yuans, alta real de 6,5%, acima do crescimento registrado no meio rural em geral. Desde o início do período de transição, o crescimento médio anual real alcançou 7,8%, superando a média nacional rural. A partir de 2025, os departamentos agrícolas e rurais manterão a diretriz de preservar a estabilidade das políticas com ajustes pontuais. O governo seguirá com medidas específicas de apoio, integrará a assistência rotineira à revitalização rural e manterá o foco em evitar o retorno em massa da população à pobreza. Fonte: news.cn

10 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou para 5% sua previsão de crescimento econômico da China em 2025. A revisão, divulgada nesta quarta-feira, aumentou em 0,2 ponto percentual a estimativa apresentada em outubro. A atualização ocorreu após a missão anual de consulta do FMI à China, referente ao Artigo IV de 2025. A equipe, liderada por Sonali Jain-Chandra, visitou Pequim e Xangai entre 1º e 10 de dezembro. Segundo o órgão, os técnicos discutiram a situação econômica do país, riscos e prioridades de política pública com autoridades do governo, dirigentes do Banco Popular da China , representantes do setor privado e acadêmicos. Jain-Chandra afirmou que a economia chinesa “mostrou resiliência nos últimos anos”, e explicou que a revisão incorpora os efeitos das recentes medidas de estímulo adotadas pela política macroeconômica. O FMI também elevou sua projeção de crescimento para 2026: passou para 4,5%, um acréscimo de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa de outubro. No comunicado, o Fundo mencionou as ações recentes do governo chinês para reforçar o consumo interno, como políticas fiscais expansionistas, afrouxamento monetário e iniciativas voltadas ao consumo e ao setor imobiliário. O órgão avaliou que um pacote mais amplo de medidas poderia gerar impulso adicional ao PIB. A China definiu uma meta de crescimento de cerca de 5% para 2025. Nos primeiros três trimestres de 2024, a economia cresceu 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Fonte: China Daily

10 de dezembro de 2025
China2Brazil
O governo chinês publicou na quarta-feira (10) seu terceiro documento de política para a América Latina e o Caribe. O material atualiza as diretrizes para a relação entre a China e a região e foi apresentado pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Cai Wei, em Pequim. A China havia divulgado documentos semelhantes em 2008 e 2016. Agora, após quase uma década, o país volta a sistematizar suas posições e prioridades. O texto descreve a política do governo chinês para a América Latina e o Caribe e reúne propostas de cooperação em mais de 40 áreas. Entre elas estão comércio, investimentos, finanças, inovação tecnológica e muda nças climáticas. O documento também menciona demandas apresentadas pelos países latino-americanos e caribenhos nessas frentes. Cai afirmou que o governo chinês valoriza a relação com a região e pretende reforçar o diálogo. Segundo ele, a China quer usar o novo documento como ponto de partida para ampliar os projetos conjuntos e apoiar o desenvolvimento econômico dos países envolvidos. O vice-ministro disse ainda que o governo chinês vê espaço para aprofundar a construção de uma comunidade China–América Latina e Caribe baseada em interesses compartilhados e benefícios diretos para as populações dos dois lados. Fonte: China Daily

10 de dezembro de 2025
China2Brazil
Em 2025, a China ampliou o uso de inteligência artificial (IA) em serviços públicos, consumo e indústria, incorporando a tecnologia a mais de 50 setores e 700 cenários de aplicação. O avanço combina robôs mais inteligentes, grandes modelos especializados e políticas de incentivo que aceleraram a adoção em comunidades, museus, fábricas e centros de serviços. Desde o início das autorizações para IA generativa em agosto de 2023, a China registrou 611 modelos. Em 2025, até o início de novembro, foram aprovados 309, alta de quase 30% em relação a 2024. Até outubro, o total de aplicativos de IA chegou a 657, aumento anual de 61,8%, com mais de 700 milhões de usuários móveis. Assistentes de IA em smartphones adicionaram quase 70 milhões de usuários no ano. Além disso, a indústria nacional de IA já ultrapassa RMB 900 bilhões e reúne mais de 6.000 empresas. O ambiente impulsiona negócios competitivos globalmente. No consumo, aplicativos de compras passaram a antecipar preferências, plataformas de alimentação sugerem restaurantes e aplicativos de navegação ajustam rotas automaticamente. Moradores também relatam mudanças no cotidiano. Em Henan, um robô de xadrez já interage com jogadores. Em Tianjin, ferramentas de IA ajustam fotos e criam vídeos automáticos. No Museu de Luoyang, visitantes recebem explicações personalizadas ao fotografar peças. Em empresas, sensores combinados com IA monitoram equipamentos à distância. Centros de cuidados adotam dispositivos que enviam dados de saúde diretamente a médicos e familiares. No setor de chá, designers usam grandes modelos para identificar preferências globais de embalagens e sabores. Na pesquisa aplicada, equipes universitárias desenvolvem robôs capazes de coletar amostras geológicas em áreas de difícil acesso em poucas horas, aumentando a eficiência das operações de campo. A expansão também aparece na indústria de robótica. Em Sichuan, uma “escola de robôs” treina máquinas para tarefas de guiamento, atendimento, montagem e serviços domésticos. Após semanas de treino, robôs que antes não seguravam uma caixa passam a executar processos completos de dosagem e manipulação. Grandes modelos completam essa transformação. Empresas de software reforçam seus produtos ao treinar modelos com dados setoriais, o que permite processos como correspondência automática entre vagas e candidatos. Em 2025, o uso desses modelos aumentou mais de 20 vezes. Na indústria, robôs de soldagem fabricados em Sichuan já atendem encomendas de Estados Unidos e Austrália. O avanço da IA expandiu o número de setores atendidos por esses robôs de 20 em 2024 para 50 em 2025. Fonte: news.cctv.com

10 de dezembro de 2025
China2Brazil
Brasília sediou o seminário “China-Brasil, China–América Latina: Comunidade de Futuro Compartilhado”, organizado pela Embaixada da China, pelo CEBRI e pelo capítulo brasileiro da FLACSO. O evento reuniu mais de 50 representantes do governo brasileiro, de instituições de pesquisa, da mídia e do setor empresarial, e teve a participação do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, que apresentou um discurso sobre o avanço das relações bilaterais e regionais. O embaixador afirmou que a construção de uma comunidade de futuro compartilhado é o eixo do pensamento diplomático do presidente Xi Jinping. Segundo ele, esse conceito orienta a política externa chinesa e reúne países interessados em desenvolver cooperação internacional. Ele lembrou que, no ano passado, Xi Jinping e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevaram o nível das relações bilaterais e anunciaram a integração entre a Iniciativa Cinturão e Rota e estratégias brasileiras de desenvolvimento. Para Zhu, essa diretriz dos dois chefes de Estado consolidou o atual período de aproximação entre Brasil e China. O embaixador também citou os dez anos do Fórum China–CELAC. Ele afirmou que a relação entre China e América Latina avançou para uma fase marcada por cooperação e benefícios mútuos, o que, na avaliação chinesa, configura uma comunidade de futuro compartilhado. Zhu mencionou ainda o Quarto Plenário do 20º Comitê Central do Partido Comunista da China, que aprovou as diretrizes do 15º Plano Quinquenal (2026–2030). Segundo ele, o documento define orientações para o desenvolvimento chinês e para a cooperação internacional. Ele afirmou que a China pretende trabalhar com o Brasil e com os países latino-americanos para ampliar parcerias e aprofundar o diálogo regional. Durante o seminário, a pesquisadora sênior do CEBRI, Larissa Wachholz, apresentou o relatório “Rumo a um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável”, produzido com Isabela Ávila, coordenadora de projetos da instituição. O estudo trata da Comunidade China–Brasil de Futuro Compartilhado. Os representantes brasileiros presentes avaliaram que Brasil e China, assim como China e América Latina, atravessam um período de oportunidades. Eles demonstraram interesse em conhecer experiências chinesas em redução da pobreza, inovação em ciência e tecnologia e transição verde, com o objetivo de gerar resultados e ampliar benefícios para o desenvolvimento regional. A vice-ministra das Relações Exteriores responsável por assuntos consulares, jurídicos e temas ligados aos brasileiros no exterior, Márcia Loureiro; o diretor do Departamento da China do Itamaraty, Pedro Murilo Ortega Terra; e a diretora da FLACSO Brasil, Rita Gomes, também participaram do encontro. Fonte: sina.com.cn

9 de dezembro de 2025
China2Brazil
As importações de veículos de marcas chinesas para o Brasil aumentaram 53,1% entre janeiro e novembro, em comparação com o mesmo período de 2024, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nesta segunda-feira (8). A China enviou 161.952 unidades ao país no período e registrou o maior avanço entre os fornecedores do mercado automotivo brasileiro. No sentido oposto, o Brasil ampliou suas exportações para a Argentina. As montadoras brasileiras enviaram 295.258 unidades ao país vizinho, alta de 100,9% no mesmo intervalo. Esse movimento ocorreu dentro do acordo bilateral que regula o comércio de veículos entre os dois países. Apesar do aumento das trocas internacionais, a produção nacional caiu. Entre janeiro e novembro, as fábricas brasileiras produziram 8,2% menos veículos do que no mesmo período de 2024. Mesmo com a queda na produção, o mercado interno mostrou recuperação pontual. Novembro registrou a melhor média diária de vendas do ano, com 12.600 unidades. O desempenho, porém, ainda ficou abaixo do nível observado em 2024. Ao apresentar os resultados, o presidente da Anfavea , Igor Calvet, afirmou que a entidade já não espera cumprir a meta anual. Segundo ele, a projeção de crescimento de 7,8% na produção não deve se confirmar devido ao desempenho acumulado até novembro. Calvet relacionou parte da desaceleração ao aumento das taxas de juros entre 2024 e 2025. A elevação, determinada pelo Banco Central para controlar a inflação, encarece o crédito e afeta a compra de bens duráveis, como automóveis. Ele citou que a taxa básica passou de 11,3% em novembro de 2024 para 15% atualmente. No crédito para pessoas físicas, a taxa subiu de 26,4% para 27,4% no mesmo período. Fonte: Xinhua

9 de dezembro de 2025
China2Brazil
A Amazon anunciou, em 4 de dezembro, no Global Selling Summit 2025, que instalará em Shenzhen o primeiro armazém inteligente do programa Global Warehousing and Distribution (GWD). A empresa afirma que o modelo permitirá aos vendedores chineses testar até 20 sites internacionais com um único envio local, reduzindo custos logísticos entre 20% e 40% em comparação ao uso de armazéns estrangeiros do AWD. Após o evento, o vice-presidente global da Amazon e líder dos negócios internacionais de terceiros, Eric Broussard, disse ao Nandu Bay Finance Society que a atualização da rede logística e o uso ampliado de IA são prioridades para 2026. Segundo ele, o GWD materializa essa estratégia e apoiará a transição dos vendedores chineses de “Fabricado na China” para “ Marca Global ”. A Amazon prevê abrir o armazém aos vendedores chineses em março de 2026. Como o GWD reduz custos e simplifica a operação A Amazon apresentou no summit a “Next Generation Global Selling” (NGGS), que integra tecnologia e operações para conectar o estoque local ao cliente global. Dentro dessa estratégia, o GWD centraliza armazenagem, despacho aduaneiro, transporte transfronteiriço e redistribuição de produtos. O armazém se conecta ao Fulfillment by Amazon (FBA) e permite que o vendedor mantenha um único pool de estoque, usado para atender pedidos de diferentes mercados. No modelo tradicional, os vendedores precisam enviar estoque antecipadamente para o exterior, imobilizando capital e assumindo riscos de vendas. Também precisam coordenar despacho aduaneiro, transporte em várias etapas e reposição de estoque. O GWD elimina essas etapas ao consolidar os processos em uma única plataforma logística. Com isso, os vendedores podem reduzir os custos de envio entre 20% e 40% em relação ao uso de armazéns do AWD nos EUA. A Amazon passa a assumir toda a logística transfronteiriça. Para pequenos e médios negócios, essa estrutura permite testar novos mercados com menor investimento inicial. Expansão da rede logística e novos serviços A Amazon segue ampliando a Amazon Global Logistics (AGL). A empresa abriu novas rotas da China para EUA, Europa e Reino Unido, acrescentou o Vietnã como ponto de origem e ativou uma rota marítima Vietnã–EUA. Em 2025, a Amazon incluirá seis novas cidades chinesas para coleta, alcançando mais de 230 localidades. Para 2026, a empresa planeja lançar serviços marítimos China–Canadá e China–Austrália. Além disso, a AGL lançou o Seller Managed Placement e implementará o Origin Splits no início de 2026 para melhorar custos e prazos. O programa SEND de parceiros logísticos coopera com mais de dez transportadoras e cobre rotas marítimas e aéreas de sete sites internacionais. Na armazenagem no exterior, a capacidade do AWD aumentou quinze vezes em dois anos. A Amazon adicionou dois armazéns de nova geração na costa oeste dos EUA, com 340 mil metros cúbicos, e aprimorou o sistema de reabastecimento automático baseado em IA. A empresa também atualizou a operação multicanal. O Multi-Channel Fulfillment (MCF) agora atende pedidos de eBay, Temu, TikTok Shop, Shopify, Walmart e SHEIN. A Amazon afirma que os vendedores que usam o MCF reduziram a falta de estoque em 19%, aumentaram a rotatividade em 12% e ampliaram as vendas em 19%. O Multi-Channel Distribution (MCD) deverá integrar dados dos principais varejistas em 2026. Na área de autoenvio, o Amazon Easy Ship oferece rota integrada China–EUA, e o FBM Ship+ permite flexibilidade na emissão de etiquetas sem alterar a saúde da conta do vendedor. Segundo a Amazon, a empresa já investiu mais de US$100 bilhões em sua rede logística global, que cobre mais de 200 países e regiões. O FBA entregou mais de 80 bilhões de produtos desde sua criação. IA e logística como motores da expansão global Eric Broussard avaliou que o e-commerce cresce mais rápido que o varejo físico e ainda representa uma fatia pequena do varejo total. Para os vendedores chineses, isso indica espaço relevante de expansão. Ele citou que as vendas de vendedores chineses cresceram 15% em mercados maduros e 30% em mercados emergentes. Segundo ele, a IA generativa acelera o desenvolvimento de produtos, a criação de conteúdo e a publicidade. O “Assistente do Vendedor”, apresentado recentemente, utiliza IA para liberar tempo dos vendedores e permitir foco em decisões estratégicas. Para 2026, a Amazon definirá duas prioridades na China: atualizar a rede logística global e ampliar o uso de IA em ferramentas e serviços para vendedores. Fonte: stock.10jqka.com.cn

9 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Centro Brasil-China de Ciência, Tecnologia e Inovação iniciou a operação presencial no dia 8 de dezembro, no Rio de Janeiro, após o registro oficial. A instituição reúne a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), a Petrobras , a China University of Petroleum (Beijing) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para promover cooperação científica e tecnológica no setor de energia. O Centro tem como objetivo desenvolver pesquisas e tecnologias para a indústria energética e transformar resultados científicos em aplicações práticas. As quatro entidades integrarão seus recursos: CNOOC e Petrobras aportarão experiência operacional; a China University of Petroleum (Beijing) e a UFRJ contribuirão com capacidade de pesquisa. O arranjo busca criar um ecossistema que conecte indústria, academia e centros de inovação. Na cerimônia de inauguração, a cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, afirmou que espera que o Centro funcione como plataforma de formação de profissionais, origem de inovação e apoio à transição energética dos dois países. O vice-presidente da CNOOC, Yu Jin; o reitor da China University of Petroleum (Beijing), Jin Yan; o reitor da UFRJ, Roberto Medronho; e a diretora de E&P da Petrobras, Sylvia Anjos, apresentaram suas visões sobre as próximas etapas de desenvolvimento da instituição. Fonte: news.qq.com

9 de dezembro de 2025
China2Brazil
O LMArena, ranking internacional de competições de grandes modelos de IA, divulgou sua atualização mais recente e colocou diferentes modelos chineses entre as primeiras posições. O Wenxin (Ernie), da Baidu, alcançou o segundo lugar global e o primeiro na China em capacidade textual, com vantagem em escrita, compreensão de questões longas e execução de instruções. Em tarefas visuais, o modelo também lidera nacionalmente. Além disso, o GLM-4.6, da Zhipu AI, registrou desempenho de ponta em programação, comparável a modelos estrangeiros de alto nível. A visibilidade do DeepSeek no início do ano ampliou a atenção internacional sobre a China e reforçou a disputa global entre grandes modelos. Com avanços em inovação, aplicações e construção de ecossistemas, os modelos chineses passaram ao primeiro grupo mundial e se tornaram base para ganhos de produtividade. Robin Li, fundador da Baidu, afirmou na Baidu World 2025 que “a inteligência é a maior aplicação, e a velocidade de interação tecnológica é o único modo competitivo”. Segundo ele, os modelos deixaram de atuar apenas como chatbots e passaram a integrar agentes de programação, humanos digitais e sistemas capazes de evoluir de forma autônoma. Até julho, o país registrou 1.509 grandes modelos, o equivalente a 40% da produção global. O AI Index Report 2025, ligado a instituições da Universidade Stanford, apontou que o número e a qualidade dos modelos chineses continuam em alta. Até o fim de 2024, os principais modelos chineses já operam no mesmo nível dos líderes internacionais. O Wenxin 5.0, modelo totalmente multimodal, reúne 2,4 trilhões de parâmetros e usa arquitetura unificada para compreender e gerar texto, imagens, áudio e vídeo. Segundo a Baidu, a equipe abandonou a lógica de módulos separados e desenvolveu a arquitetura de forma integrada, o que permite ao modelo processar diferentes tipos de informação em um mesmo fluxo. Os avanços também se refletem no código aberto. Um relatório do MIT e da comunidade Hugging Face mostrou que modelos chineses responderam por 17,1% dos downloads globais no último ano, superando os Estados Unidos, com 15,8%. Em ranking recente da própria Hugging Face, o modelo multimodal de raciocínio da Baidu liderou as listas geral e multimodal. De acordo com Chen Shangyi, presidente do Comitê Técnico da Baidu, a empresa coordena mais de 1.000 projetos open source, com mais de 21 mil contribuidores. A competição entre grandes modelos abrange toda a cadeia, do hardware ao ecossistema. No campo computacional, chips chineses como Kunlun, Ascend e Cambricon avançam rapidamente. A nova geração do Kunlun, da Baidu, elevou o desempenho e reduziu custos, oferecendo alternativas mais acessíveis de computação. Além disso, frameworks como PaddlePaddle, Ascend MindSpore e MegEngine ampliam o suporte a aplicações reais. A China, com população ampla e setores industriais diversos, se tornou um ambiente de testes para aplicações de IA. No setor elétrico, o Wenxin apoia a State Grid no desenvolvimento do modelo Bright Power, que integra inovação em IA e inspeções por drones. O sistema já inspeciona 5 milhões de torres por ano e reduz a necessidade de trabalho manual em 40%. Com cadeia que abrange chips, frameworks, modelos e aplicações, a Baidu atua com empresas de educação, saúde, finanças e manufatura inteligente. O ecossistema PaddlePaddle + Wenxin reúne 23,33 milhões de desenvolvedores e atende 760 mil empresas. Robin Li afirmou que, quando a IA é incorporada às operações, “a inteligência deixa de ser custo e passa a ser produtividade”. Fonte: gmw.cn