
22 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Campo Petrolífero de Bohai, o maior campo petrolífero offshore da China, produziu mais de 40 milhões de toneladas de óleo equivalente em 2025, informou neste domingo a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) . O volume marca um recorde histórico para a área, localizada no mar de Bohai, no norte do país. Segundo a CNOOC, o resultado reforça a segurança energética da China e sustenta o crescimento econômico e social, ao ampliar a oferta doméstica de petróleo e gás e reduzir a dependência de importações. Atualmente, o Campo Petrolífero de Bohai opera mais de 60 campos produtores de petróleo e gás. Desde o início das operações, a produção acumulada já ultrapassa 600 milhões de toneladas de petróleo bruto. Nos últimos cinco anos, a produção total cresceu a uma média anual de 5%, de acordo com a empresa. A empresa também informou que o campo avança em processos de digitalização e transição energética. Entre os principais marcos está o desenvolvimento e a implantação do primeiro sistema de produção submarina em águas rasas projetado integralmente na China. Além disso, mais de 80% dos campos de Bohai já utilizam energia elétrica fornecida a partir do continente. Fonte: gmw.cn

22 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Fórum de Diálogo entre Think Tanks China (Guangxi)–ASEAN 2025 reuniu especialistas nos dias 20 e 21 de dezembro, em Nanning, na região autônoma de Guangxi, para discutir as perspectivas de cooperação entre China – ASEAN no campo da inteligência artificial. O encontro analisou caminhos para ampliar a colaboração internacional em IA , com foco em desenvolvimento tecnológico, segurança de dados e aplicações práticas. Durante o evento, especialistas destacaram que a cooperação internacional é um fator central para o avanço da inteligência artificial. Segundo os participantes, China e ASEAN precisam atuar de forma coordenada para responder aos desafios impostos pela expansão da tecnologia. Em entrevista, Gao Zhikai, vice-diretor do Center for China and Globalization (CCG) e professor convidado da Universidade de Suzhou, afirmou que a China já possui condições técnicas e estruturais para avançar na era da inteligência artificial. De acordo com ele, o desenvolvimento da IA depende do fortalecimento da cooperação internacional e da criação de mecanismos eficazes de proteção de dados. Para Gao, equilibrar inovação tecnológica e segurança da informação tornou-se um dos principais desafios globais. O especialista também ressaltou que a proteção de dados pessoais e a segurança da informação são processos em constante transformação. À medida que a inteligência artificial se expande e passa a ser aplicada em diferentes setores, os conceitos de privacidade e proteção de dados tendem a mudar, exigindo ajustes regulatórios e institucionais. Outro tema abordado no fórum foi o modelo de desenvolvimento da inteligência artificial. Xie Tao, membro estrangeiro da Academia Europeia de Ciências e professor titular da Universidade de Pequim, afirmou que o setor enfrenta uma escolha central: adotar sistemas abertos ou sistemas fechados. Segundo ele, essa decisão não deve ser tomada de forma isolada, mas discutida em nível global. No âmbito regional, Guangxi tem avançado na construção do Centro de Cooperação em Aplicações de Inteligência Artificial China–ASEAN. A iniciativa busca formar um ecossistema industrial transfronteiriço baseado no modelo “pesquisa e desenvolvimento em Pequim, Xangai e Guangzhou, integração em Guangxi e aplicação nos países da ASEAN”. Até o momento, a região firmou acordos de cooperação em inteligência artificial com oito países da ASEAN e viabilizou a implementação de diversos projetos do setor. Na avaliação de Xie Tao, o avanço da inteligência artificial cria uma oportunidade estratégica para os países da ASEAN, que possuem uma base menos desenvolvida na indústria da internet. Segundo ele, o crescimento acelerado das aplicações de grandes modelos de IA pode permitir ganhos competitivos. Nesse contexto, Xie defendeu que a cooperação entre China e ASEAN priorize áreas com maior potencial de geração de valor ou com capacidade de receber investimentos concentrados. Fonte: chinanews.com

22 de dezembro de 2025
China2Brazil
O McDonald 's inaugurou, no último fim de semana, seus primeiros restaurantes na Região Autônoma da Etnia Hui de Ningxia e na província de Qinghai, no noroeste da China. Com as aberturas, a rede passou a operar em todas as províncias da China continental. No sábado, a empresa anunciou a entrada em Yinchuan, capital de Ningxia, com a abertura de três unidades localizadas nos principais distritos comerciais da cidade. A iniciativa marca a estreia da marca na região autônoma. No domingo, o McDonald 's abriu seu primeiro restaurante em Qinghai, no Novo Distrito de Haihu, em Xining, capital provincial. A unidade conta com serviço drive-through, ocupa uma área superior a 700 metros quadrados e oferece mais de 200 assentos ao público. O McDonald 's iniciou suas operações na China continental em outubro de 1990, com a abertura da primeira unidade em Shenzhen, na província de Guangdong. Em 2017, a companhia estabeleceu uma parceria estratégica com a CITIC Limited, a CITIC Capital e o Carlyle Group, o que ampliou sua expansão no país. Segundo dados do McDonald 's China, até novembro de 2025, a rede operava mais de 7.500 restaurantes em mais de 280 cidades de nível sub-regional na China continental. No mesmo período, a empresa empregava mais de 200 mil pessoas no país. Fonte: Xinhua

22 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China iniciou no sábado (20), em Liupanshui, na Província de Guizhou, a operação comercial de um projeto de geração de eletricidade por dióxido de carbono (CO2) supercrítico, tecnologia que utiliza o gás sob alta pressão e temperatura para converter calor residual industrial em energia elétrica . As unidades operam em uma usina da Shougang Shuicheng Iron and Steel (Group) Co., Ltd. e integram um projeto demonstrativo desenvolvido pelo Instituto de Eletricidade Nuclear da China, ligado à Corporação Nuclear Nacional da China (CNNC). Batizado de Chaotan One, o projeto conta com unidades de 15 megawatts de capacidade cada. Segundo Huang Yanping, cientista-chefe da CNNC e projetista-chefe do Chaotan One, a tecnologia de geração por CO2 supercrítico apresenta maior eficiência energética, sistema mais compacto, menor necessidade de sistemas auxiliares e resposta operacional mais rápida. De acordo com ele, o início da operação comercial representa a transição inédita dessa tecnologia do ambiente de laboratório para o uso comercial em escala industrial. Como funciona a geração por CO₂ supercrítico Atualmente, a maior parte da geração de eletricidade a partir de fontes térmicas segue um princípio semelhante: o aquecimento de água para produção de vapor, que movimenta turbinas. Já a geração por CO2 supercrítico adota um processo diferente de conversão termoelétrica. Huang explica que, quando o dióxido de carbono ultrapassa a pressão de 73 atmosferas e a temperatura de 31 °C, o fluido entra em estado supercrítico. Nessa condição, o CO2 atinge densidade próxima à de um líquido, o que permite maior armazenamento de energia, enquanto mantém baixa viscosidade, semelhante à de um gás. Isso reduz a resistência ao fluxo e melhora o desempenho do sistema. Ganhos de eficiência e retorno econômico Em comparação com tecnologias convencionais de geração por vapor a partir de calor residual de sinterização, o projeto Chaotan One elevou a eficiência de geração de eletricidade em mais de 85%. Além disso, aumentou a geração líquida de energia em mais de 50% e reduziu a área ocupada pelo sistema em cerca de 50%. No atual processo industrial da usina, o projeto pode gerar mais de 70 milhões de quilowatts-hora por ano. Segundo a Shougang Shuicheng Iron and Steel, esse volume representa uma receita adicional anual estimada em cerca de 30 milhões de yuans (aproximadamente US$4,26 milhões). Tecnologia nacional e novas aplicações O Instituto de Eletricidade Nuclear da China iniciou as pesquisas sobre geração de eletricidade por CO2 supercrítico em 2009. A construção do projeto demonstrativo em Liupanshui começou em 2023. Além da aplicação em recuperação de calor residual industrial, a tecnologia pode contribuir para as metas chinesas de redução e neutralidade de carbono, ao ampliar o aproveitamento energético de fontes térmicas já existentes. De acordo com Huang, o sistema também pode superar limitações técnicas na utilização eficiente de fontes de energia de média e pequena escala, além de fontes de calor de média e alta temperatura. Em 2024, a CNNC lançou um novo projeto demonstrativo que integra armazenamento de energia por sal fundido com geração de eletricidade por CO2 supercrítico. A previsão é que essa iniciativa entre em operação experimental em 2028. No futuro, a CNNC pretende integrar a tecnologia a diferentes fontes de calor, com aplicações em energia solar térmica, recuperação de calor residual, armazenamento de energia e outros setores da geração elétrica. Fonte: Xinhua

19 de dezembro de 2025
China2Brazil
Fabricantes chineses de transformadores aceleram a expansão internacional diante da escassez global de equipamentos elétricos, pressionada pela rápida construção de data centers, pela transição energética e pela necessidade de modernização das redes elétricas na Europa e nos Estados Unidos. A Jiangsu Huachen Transformer está entre as empresas que avançam nesse movimento e planeja instalar fábricas no exterior, com foco inicial na Europa. Nos três primeiros trimestres deste ano, a Jiangsu Huachen registrou receita de RMB 1,44 bilhão, próxima ao total de RMB 1,58 bilhão de todo o ano passado. Até o fim de outubro, a carteira de pedidos alcançou RMB 1,73 bilhão, acima da receita anual de 2024. Segundo o presidente do conselho, Zhang Xiaojin, o crescimento é puxado principalmente pelo mercado externo. Fundada em 2007 e sediada em Xuzhou, província de Jiangsu, a empresa tem 1.500 funcionários e três plantas industriais. Seus produtos são exportados sobretudo para o Sudeste Asiático, mas a estratégia agora inclui a instalação de unidades produtivas fora da China. A pressão sobre o setor vem do avanço da inteligência artificial e da expansão dos data centers . Processar uma consulta no ChatGPT consome cerca de dez vezes mais energia do que uma busca tradicional no Google. O supercomputador da xAI, em Memphis, opera a 70 MW, enquanto a ABI Research estima que o número de data centers globais ultrapasse 8.400 unidades até 2030. Esse crescimento ocorre em sistemas elétricos já sobrecarregados. “Os transformadores são atualmente um dos equipamentos mais escassos da rede elétrica”, afirmou Edvard Christoffersen, analista sênior da Rystad Energy, que projeta a manutenção da escassez global ao menos até o fim de 2026. A Wood Mackenzie estima que, em 2025, os Estados Unidos enfrentarão déficit de 30% nos transformadores de potência e de 10% nos transformadores de distribuição. Hoje, cerca de 80% dos transformadores de potência consumidos no país dependem de importações. A transição energética amplia ainda mais a demanda. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a energia eólica e a solar responderão por mais de 90% do crescimento da demanda global de eletricidade até 2025. Uma usina solar pode exigir até 1,8 vezes mais transformadores do que uma termelétrica de mesmo porte. Ao mesmo tempo, redes antigas entram em ciclo de renovação: dados do Goldman Sachs indicam que grande parte da infraestrutura elétrica europeia opera há 40 a 50 anos, enquanto, nos EUA, 31% das instalações de transmissão e 46% das de distribuição estão próximas ou além da vida útil. A China ocupa posição central nesse mercado. Segundo o Science and Technology Daily, o país responde por mais de 60% da produção global de transformadores. Dados do WITS mostram que, em 2024, a China liderou as exportações mundiais do equipamento. “A competitividade está na cadeia de suprimentos completa e integrada”, disse Zhang. Um transformador com desempenho equivalente custa cerca de RMB 10 mil na China, contra RMB 30 mil a RMB 50 mil na Europa. Mesmo com capacidade operando no limite, a oferta não acompanha a demanda. A produção de transformadores exige mão de obra altamente qualificada, com ciclos de formação longos. Para aliviar gargalos, a Jiangsu Huachen ampliou o quadro de funcionários e investiu RMB 460 milhões na construção de uma nova base produtiva, cuja primeira fase entrou em operação em outubro e dobrou a capacidade instalada. O movimento se repete em outras empresas chinesas. De janeiro a outubro, as exportações de transformadores somaram RMB 52,22 bilhões, alta de 38,9% na base anual. Diante de um ambiente comercial mais complexo, parte do setor passou a adotar estratégias de localização produtiva, com montagem local e exportação de componentes. A Jiangsu Huachen planeja joint ventures na Europa, com uma fábrica na Romênia em fase de definição do local. A United Markets estima que o mercado global de transformadores alcance US$103 bilhões até 2031, quase o dobro de 2021. Embora o cenário favoreça empresas com escala, tecnologia e capital, a tendência indica um ciclo prolongado de demanda, sustentado pela digitalização, pela transição energética e pela renovação das redes elétricas. Fonte: news.qq.com

19 de dezembro de 2025
China2Brazil
O aumento das exportações brasileiras para a China compensou a queda nas vendas aos Estados Unidos após aumento tarifário imposto pelo governo americano em agosto de 2025. Segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), as exportações para o mercado chinês cresceram 28,6% entre agosto e novembro, enquanto as vendas aos EUA recuaram no mesmo período. De acordo com o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da FGV, o valor exportado pelo Brasil para a China avançou 28,6% nos quatro meses após a entrada em vigor das novas tarifas americanas. Em contraste, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 25,1% na comparação anual. O movimento também apareceu nos volumes embarcados. As exportações físicas para a China aumentaram 30%, enquanto os embarques para os Estados Unidos recuaram 23,5%, segundo o Icomex. A China segue como principal parceiro comercial do Brasil e responde por cerca de 30% do total das exportações do país. Esse peso relativo foi decisivo para reduzir os efeitos negativos das tarifas americanas sobre o desempenho geral das exportações brasileiras, aponta o estudo da FGV. O relatório afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, superestimou a capacidade do país de provocar danos amplos às exportações brasileiras ao elevar as tarifas a partir de agosto. As sobretaxas chegaram a até 50% sobre produtos importados. Na análise mensal, o Icomex registra quatro meses consecutivos de retração nas exportações brasileiras após a entrada em vigor das tarifas dos EUA. Ao mesmo tempo, as vendas para a China aceleraram no mesmo período, com crescimento concentrado a partir de agosto. Segundo Lia Valls, pesquisadora associada da FGV, o avanço das exportações para a China teve como principal fator o aumento dos embarques de soja, concentrados no segundo semestre do ano. Para ela, o crescimento das vendas ao mercado chinês ajudou a sustentar o desempenho externo do país. Como resultado desse efeito compensatório, o valor total das exportações brasileiras acumuladas entre janeiro e novembro de 2025 cresceu 4,3% em relação ao mesmo período de 2024, apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos. Fonte: Xinhua

19 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Túnel Tianshan Shengli, o mais longo túnel rodoviário do mundo, deve ser aberto ao tráfego até o final deste ano, segundo autoridades locais. A obra cria um novo atalho entre as regiões sul e norte da Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, ao atravessar as montanhas Tianshan. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (18), durante uma entrevista coletiva do Departamento de Comunicação do governo regional de Xinjiang. Na ocasião, Guo Sheng, vice-diretor do Departamento de Transportes, afirmou que a rodovia Urumqi–Yuli, que passa pelo túnel, deve aliviar a reduzir um ponto de congestionamento que existe há bastante tempo e contribuir para a integração econômica entre o norte e o sul da região. Com 22,13 milhas (cerca de 35,6 quilômetros), o túnel reduzirá o tempo de travessia da parte central das montanhas Tianshan de várias horas para aproximadamente 20 minutos. Além disso, após a entrada em operação, o tempo de viagem entre Urumqi, capital regional localizada ao norte das montanhas, e Korla, situada ao sul, cairá de cerca de sete horas para aproximadamente três horas. Fonte: Xinhua

18 de dezembro de 2025
China2Brazil
Foi realizada nesta quinta-feira (18), a Cúpula de Venture Capital Zhuhai–Macau 2025, na Zona de Cooperação Profunda Guangdong–Macau, em Hengqin, no sul da China. O evento foi organizado pela CICC Capital Management Co., Ltd., fundo de investimento chinês, e teve como tema “Integração Zhuhai–Macau Conectando China e Países Lusófonos ”. A Cúpula também contou com a coorganização do Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS) e do Governo de Hengqin. Os principais temas abordados na cúpula foram o apoio à diversificação da economia de Macau, o aprofundamento da coordenação industrial entre Zhuhai e Macau e o fortalecimento da plataforma para conectar a China aos países de língua portuguesa. Mais de 500 representantes dos governos de Zhuhai e Macau, instituições de investimento e empresas participaram do encontro. Como empresa de consultoria com presença consolidada no Brasil, o IEST Group participou da cúpula, acompanhando de perto temas como pesquisa e desenvolvimento tecnológico, manufatura avançada e a sinergia de mercados entre a China e países lusófonos. Durante o evento, o IEST Group fez conexões com diversas instituições de investimento e representantes de empresas sobre implantação industrial, coordenação de capital e modelos de cooperação transfronteiriça, reforçando o valor da plataforma e o potencial de desenvolvimento de Hengqin como elo entre a China e os países de língua portuguesa. Zona de Cooperação Profunda Guangdong–Macau O vice-diretor do Comitê Executivo da Zona de Cooperação Profunda Guangdong–Macau em Hengqin, Li Chong, destacou que, ao longo do ano, a zona registrou avanços positivos em áreas-chave como desenvolvimento industrial e inovação, com fortalecimento contínuo do sistema industrial das “quatro novas indústrias”. Segundo ele, os fundos orientados à indústria tiveram um papel crucial na promoção da aglomeração industrial e do desenvolvimento de alta qualidade. Nos próximos passos, a zona reforçará a função de liderança desses fundos, aprofundará reformas e a abertura, acelerará a convergência de regras e mecanismos e impulsionará grandes projetos, buscando transformar “Macau + Hengqin” em um novo modelo da prática de “um país, dois sistemas”, um novo polo da Grande Área da Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e uma nova plataforma de abertura de alto nível do país. Atuação do Fundo Orientador de Hengqin Na ocasião, o escritório do Fundo Orientador de Hengqin apresentou seu relatório anual de trabalho. Em pouco mais de dois anos desde a criação, o fundo tem operado de forma orientada ao mercado, com projetos industriais, promovendo o uso eficiente dos recursos fiscais e fortalecendo a base de desenvolvimento da Zona. Até o momento, o fundo viabilizou a instalação de quase 150 empresas em Hengqin, incluindo 24 sedes corporativas e 55 empresas especializadas e inovadoras (“pequenas gigantes”), além de figurar consecutivamente no ranking “Top 30 dos Melhores Fundos Orientadores de Venture Capital da China”. A contribuição tributária das empresas instaladas tem crescido de forma consistente. Por meio da revitalização de parques industriais e de apoios específicos, o fundo vem ampliando a capacidade de processamento industrial, construindo gradualmente um sistema de serviços que cobre todo o ciclo de vida das empresas e promovendo a coordenação industrial Zhuhai–Macau e a cooperação universidade–empresa. Xu Zhongchao, diretor-gerente da CICC Capital Management Co., Ltd., afirmou que o Fundo Orientador acompanha de perto as tendências de desenvolvimento industrial e as características da Zona, concentrando a atração de projetos em cinco direções estratégicas, detalhadas em 11 segmentos prioritários, com foco na introdução de projetos de alta qualidade que combinem elementos de Macau e potencial nos mercados lusófonos. Em resposta às necessidades das empresas e otimizar continuamente o ambiente de negócios, o fundo também estruturou um sistema integrado de serviços, que inclui equipes dedicadas, recrutamento de talentos, conexão com financiamento, incubação industrial e garantia de espaço físico. Painéis temáticos Durante a cúpula, foram ainda realizados três painéis temáticos sobre P&D tecnológico e manufatura avançada, consumo cultural e entretenimento, e saúde e biotecnologia, nos quais os participantes debateram tendências setoriais, construção de ecossistemas de inovação e articulação de recursos transfronteiriços. Os organizadores destacaram que, como um dos principais eventos anuais de venture capital e plataforma de diálogo de alto nível da Zona, a cúpula contribuiu para reunir capital qualificado e recursos industriais, fortalecer o consenso sobre o posicionamento estratégico nacional da Zona de Cooperação e demonstrar, de forma concreta, um caminho de integração entre capital e indústria, tendo os fundos orientadores como elo. No futuro, as partes seguirão trabalhando juntas para promover novos avanços na integração e no desenvolvimento conjunto entre Zhuhai e Macau.

18 de dezembro de 2025
China2Brazil
A BYD planeja construir, nos próximos três anos, uma nova fábrica de grande porte para a produção de chassis de ônibus elétricos no Brasil. A decisão ocorre após a demanda superar a capacidade produtiva atual da empresa no país. O projeto prevê elevar a produção anual de cerca de 600 unidades, volume acumulado ao longo da última década, para até 7.000 chassis por ano, além de gerar centenas de empregos e atender tanto o mercado interno quanto às exportações para a América do Sul e, no futuro, para a África. Desde 2015, a BYD monta chassis de ônibus elétricos em Campinas, no interior de São Paulo. Segundo Marcello Schneider, diretor de veículos comerciais da BYD Brasil, a empresa projeta produzir cerca de 1.200 chassis apenas em 2026. Esse volume equivale ao dobro de tudo o que foi fabricado nos primeiros dez anos de operação no país. Atualmente, a carteira de pedidos está praticamente fechada para todo o próximo ano, sem margem para novos contratos. De acordo com Schneider, a prioridade da empresa é cumprir os pedidos já firmados enquanto amplia a capacidade produtiva de forma gradual. O aumento da demanda reflete, sobretudo, a renovação de frotas urbanas após a pandemia. Em São Paulo, operadoras substituem ônibus que permaneceram em circulação além do prazo previsto durante o período de restrições sanitárias. Além disso, regulamentações locais e programas de subsídio aceleraram a adoção de ônibus elétricos. Outras capitais, como Curitiba, Goiânia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, também iniciaram a introdução desses veículos, ainda em escala menor. Embora a planta de Campinas tenha capacidade teórica para produzir até 2.000 chassis por ano, a produção efetiva é inferior. Isso ocorre porque a fábrica monta diferentes modelos, como ônibus articulados, que exigem mais tempo e recursos por unidade. Para evitar atrasos nas entregas, a BYD adotou um plano de expansão em etapas. No curto prazo, a empresa pretende instalar uma unidade temporária nas proximidades de Campinas. A iniciativa deve quase dobrar a capacidade atual em um prazo de quatro a seis meses. Além disso, a BYD planeja construir uma fábrica definitiva no estado de São Paulo, com início de operação previsto entre dois e três anos. Em plena capacidade, a nova planta poderá produzir entre 6.000 e 7.000 chassis por ano e também abrigar a futura produção de caminhões elétricos, hoje importados. A nova unidade deverá ocupar cerca de 180 mil metros quadrados, frente aos aproximadamente 7 mil metros quadrados atualmente utilizados em Campinas, onde a produção ocorre em galpões alugados. Quando entrar em operação, a fábrica concentrará todas as atividades hoje dispersas na região. O número de funcionários poderá aumentar dos atuais 80 a 100 para algo entre 700 e 800 trabalhadores. Além do mercado brasileiro, o projeto tem foco em exportação. Segundo Schneider, a BYD vê o Brasil como um polo estratégico para fornecer ônibus elétricos a países da América do Sul, especialmente no Mercosul. A empresa também considera exportações para a África no longo prazo, após consolidar a produção e a logística regionais. A expansão da BYD no Brasil segue uma estratégia gradual no setor de novas energias. A atuação em veículos comerciais começou antes da entrada no mercado de automóveis de passeio. Inicialmente, a empresa importava veículos completos, mas passou a montar chassis localmente e a trabalhar com encarroçadoras brasileiras, como Caio Induscar e Marcopolo, para adequar os modelos às condições operacionais do país. Com o tempo, a BYD ampliou sua presença para caminhões elétricos especializados e soluções em baterias, incluindo painéis solares e sistemas de armazenamento de energia. Em 2023, a empresa entrou oficialmente no mercado brasileiro de carros de passeio ao assumir a antiga fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia. O projeto representa o maior investimento da BYD no país, com aporte de R$5,5 bilhões, e prevê a geração de até 20 mil empregos. A capacidade inicial é de 150 mil veículos por ano, com previsão de duplicação na segunda fase. Em outubro, a fábrica de Camaçari iniciou oficialmente suas operações. Um marco simbólico foi a saída do veículo elétrico número 14 milhões produzido pela BYD a partir dessa unidade. Apesar de o Brasil ainda avançar em ritmo inferior ao de países como Chile e Colômbia na eletrificação automotiva, Schneider avalia que o tamanho do mercado nacional garante potencial de crescimento no longo prazo, à medida que a produção alcance escala. Fonte: sina.com.cn

18 de dezembro de 2025
China2Brazil
Até o primeiro semestre de 2026, o distrito de Xuhui, em Xangai, construirá cinco comunidades de superempreendedores como parte de sua estratégia para impulsionar o empreendedorismo em inteligência artificial (IA) e fortalecer a cadeia industrial local. De acordo com o governo distrital, o conceito de “superempreendedores” descreve uma etapa intermediária entre os chamados “superindivíduos”, profissionais altamente capacitados, e as empresas unipessoais. Esse modelo surge no contexto da transformação industrial, em que indivíduos utilizam IA e tecnologias baseadas em agentes para ampliar capacidades produtivas, acelerar a criação de produtos, identificar falhas na cadeia de valor e convertê-las em soluções comerciais. A proposta é aumentar a eficiência e promover ajustes estruturais na indústria por meio de iniciativas de menor escala, porém altamente especializadas. Para viabilizar esse modelo, o governo local aposta na criação de comunidades de serviços integrados, que reúnem poder computacional, dados, talentos e capital. A expectativa é que esses ambientes facilitem a inserção dos superempreendedores no desenvolvimento industrial e atuem como um novo vetor de crescimento econômico. As diretrizes foram apresentadas em 18 de dezembro, durante o evento de lançamento da Política do Distrito de Xuhui para Apoio a Superempreendedores e da cerimônia de abertura do Desafio Global de Inovação BEST YOUNG SE. A iniciativa ocorreu na Academia de Inovação de Xangai, localizada na Cidade da Inteligência Artificial de Beiyang, em Xuhui. Na ocasião, o distrito anunciou o pacote “Diversas Medidas para Apoiar a Aplicação Profunda da Inteligência Artificial na Construção de Comunidades de Superempreendedores” e divulgou suas comunidades parceiras. As medidas incluem isenção de taxas de uso de espaços de trabalho, dispensa de custos com serviços profissionais, como intermediação financeira, oferta de até 100 mil yuans em capital inicial, pagamento posterior de recursos computacionais e apoio a investimentos e financiamentos por meio de fundos de venture capital e bancos comerciais. O pacote também prevê ferramentas para desenvolvimento e registro de serviços de inteligência artificial generativa. Segundo o plano oficial, até o primeiro semestre de 2026, Xuhui adicionará cerca de 2.500 espaços de trabalho voltados a superempreendedores e pretende atrair e desenvolver mais de 200 empresas nesse formato. Pan Yan, vice-diretor da Comissão Municipal de Economia e Informatização de Xangai, afirmou que Xuhui já concentra mais de 1.500 empresas de IA , consolidando-se como o principal núcleo do setor na cidade. Para ele, a nova política acompanha a evolução do empreendedorismo em inteligência artificial e tende a ampliar o efeito de aglomeração industrial da Cidade da Inovação em IA de Beiyang. A estratégia inclui o uso dessas plataformas para estruturar um ecossistema colaborativo entre grandes empresas e pequenos empreendedores, com integração de políticas públicas, cenários de aplicação, investimentos e financiamento, com foco na consolidação de um polo nacional de IA. Fundada em setembro de 2024, a Academia de Inovação de Xangai atua como uma instituição de formação de talentos em inteligência artificial, desenvolvida em parceria com universidades, empresas e centros de pesquisa. A Cidade da Inteligência Artificial de Beiyang, onde a academia está instalada, teve seu lançamento global oficial em setembro de 2025. O projeto adota um modelo de ecossistema que integra academia, grandes empresas, capital, incubadoras, universidades e pequenas e médias empresas, com o objetivo de ampliar sua projeção internacional no setor de inteligência artificial. Fonte: The Paper