A plataforma Smart Education of China ultrapassou 72,6 bilhões de visitas e tornou-se o maior centro de recursos educacionais digitais do mundo, segundo dados divulgados recentemente pelo Ministério da Educação da China. O sistema reúne conteúdos do ensino básico à pós-graduação e atende usuários em mais de 200 países e regiões.
De acordo com Yang Fei, vice-diretor do Gabinete Geral do ministério, a plataforma oferece mais de 130 mil recursos educacionais para o ensino fundamental e médio, 12,5 mil cursos de educação profissional e cerca de 145 mil cursos de ensino superior. Atualmente, o serviço soma 178 milhões de usuários, com média diária de 52 milhões de acessos.
A plataforma cobre todas as etapas da educação formal, da pré-escola à pós-graduação, e inclui conteúdos voltados à formação moral, intelectual, física, estética e profissional. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar o acesso a materiais educacionais padronizados e de alcance global.
No campo da inteligência artificial na educação, o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Informatização do ministério, Zhou Dawang, afirmou que a plataforma disponibiliza mais de mil cursos de IA em níveis básico, profissionalizante, superior e de educação continuada. Segundo ele, 500 mil professores e estudantes, de cerca de 2 mil universidades, já participaram de treinamentos online em IA. Além disso, 1,31 milhão de formandos concluíram capacitações voltadas a aplicações práticas da tecnologia.
Zhou informou ainda que universidades chinesas passaram a integrar a inteligência artificial em seus currículos de formação geral. Na Universidade de Fudan, todos os alunos de graduação e pós-graduação cursam disciplinas de IA, que também estão incorporadas às matérias introdutórias de todas as áreas. O conhecimento em IA passou a ser requisito acadêmico em diferentes campos de estudo.
Na Universidade de Zhejiang, o vice-presidente Xia Qunke afirmou que a instituição criou, em 2019, o primeiro programa interdisciplinar de inteligência artificial do país. O projeto resultou na estruturação de um sistema de formação em “IA+”, que inclui 11 programas integrados de graduação e doutorado, com foco em áreas como oceanos inteligentes, manufatura inteligente e robótica.
Segundo Xia, a universidade também publicou 27 livros didáticos “IA+X”, e 15 cursos já estão disponíveis na plataforma nacional de ensino superior inteligente.
Para Yang Zongkai, diretor do comitê consultivo de especialistas em digitalização educacional do Ministério da Educação, o avanço da educação digital ocorre em escala global. Ele destacou que países como os Estados Unidos e membros da União Europeia colocaram a educação em inteligência artificial no centro de suas estratégias nacionais e ampliaram os investimentos no setor.
Dados de um relatório global sobre o índice de desenvolvimento da educação digital mostram que a China subiu da 24ª posição em 2023 para a 9ª em 2024, alcançando o 6º lugar em 2025. O resultado coloca o país entre os líderes mundiais em educação digital.
Segundo Yang Zongkai, a próxima etapa envolve uma transformação estrutural do sistema educacional, com a integração da inteligência artificial em todo o processo de ensino, a implementação de projetos-piloto e a construção de ecossistemas educacionais voltados ao futuro. Para ele, a digitalização amplia a equidade, a qualidade e a sustentabilidade da educação no país.
Fonte: China Daily

