
13 de março de 2026
China2Brazil
Com o preço internacional do ouro em níveis elevados e sujeito a fortes oscilações, bancos chineses começaram a reforçar o controle de risco em produtos ligados ao metal precioso. Instituições como o China Construction Bank e o Industrial and Commercial Bank of China adotaram novas regras para limitar operações e reduzir a especulação no mercado. No início de março, o China Construction Bank anunciou que passaria a aplicar limites dinâmicos de negociação no produto CCB Gold, que inclui o plano de acumulação Yi Cun Jin. Pelo novo modelo, o banco define diariamente um volume máximo de compras. Quando o limite é atingido, novas aquisições são bloqueadas, embora as vendas continuem permitidas. A instituição também ampliou para 10 a 15 dias úteis o prazo de entrega de ouro físico devido ao aumento da demanda. Medidas semelhantes já haviam sido adotadas pelo Industrial and Commercial Bank of China, que passou a aplicar limites diários e por transação em dias sem negociação na Shanghai Gold Exchange. Ao mesmo tempo, vários bancos elevaram o valor mínimo para investimentos em planos de acumulação de ouro. Dados divulgados por instituições financeiras indicam que, desde 2025, o valor mínimo para esse tipo de aplicação foi reajustado diversas vezes. O ICBC, por exemplo, elevou o limite inicial de 650 yuans para 1.300 yuans, enquanto o Bank of China aumentou de 650 para 1.200 yuans. O China Construction Bank também elevou o valor mínimo de seu plano periódico para 1.500 yuans. Alguns bancos foram além. O Zheshang Bank informou que pode suspender temporariamente operações de compra e venda de produtos de ouro acumulado caso ocorram flutuações anormais de preços ou falta de liquidez no mercado. Analistas apontam que as mudanças refletem a crescente volatilidade do mercado. O objetivo é reduzir operações especulativas de curto prazo e reposicionar esses produtos como instrumentos de alocação de longo prazo, e não como alternativas simples de poupança. A preocupação das instituições financeiras também está ligada ao comportamento de parte dos investidores. Com a alta do ouro, alguns passaram a utilizar empréstimos de consumo e limite de cartão de crédito para financiar aplicações no metal. Quando os preços recuam, as perdas podem se ampliar rapidamente, especialmente para quem opera com recursos emprestados. Especialistas alertam que, nesse cenário, investidores devem tratar o ouro como parte da diversificação de patrimônio e evitar operações alavancadas. Para os bancos, a tendência é de controle de risco cada vez mais rigoroso, com limites mais flexíveis, critérios de acesso mais altos e maior monitoramento das transações. Fonte: cctv.com

13 de março de 2026
China2Brazil
A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (13) que iniciou a produção em massa do primeiro modelo desenvolvido em parceria com a Xpeng na China. O veículo, o SUV elétrico Yuzhong 08 (ID. UNYX 08), será lançado no primeiro semestre e faz parte do plano da montadora alemã de ampliar sua presença no mercado chinês e recuperar participação diante do avanço de fabricantes locais. O Yuzhong 08 integra a nova estratégia da Volkswagen para o maior mercado automotivo do mundo: desenvolver veículos localmente e reduzir o tempo de pesquisa e desenvolvimento. Segundo a empresa, a nova estrutura de P&D criada na China permite acelerar o desenvolvimento de veículos em cerca de 30%. O modelo levou 24 meses entre o início do projeto e o início da produção em massa. O SUV elétrico também marca a cooperação tecnológica firmada em 2023 entre Volkswagen e Xpeng. A empresa chinesa forneceu o sistema de direção autônoma e o chip de inteligência artificial Turing usados no veículo. De acordo com Ralf Brandstätter, membro do conselho do grupo responsável pelos negócios na China, a estratégia “na China, para o mundo” começa a apresentar resultados. Ele afirmou que o lançamento do Yuzhong 08 dará início à maior ofensiva de veículos elétricos da história da Volkswagen no país. A montadora planeja lançar mais de 20 novos modelos na China ainda este ano. Até 2030, o grupo prevê colocar no mercado chinês cerca de 50 veículos de nova energia, entre modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in. A estratégia responde à perda de espaço da Volkswagen no país. Nos últimos anos, fabricantes locais ampliaram a presença no mercado com veículos elétricos lançados em ciclos mais curtos e com sistemas de software próprios. Em 2024, a BYD superou a Volkswagen em vendas no país e encerrou uma década de liderança da montadora alemã. Em 2025, a Geely também ultrapassou a empresa, que passou a ocupar a terceira posição no mercado. O Yuzhong 08 será produzido na fábrica da Volkswagen em Hefei, na província de Anhui. A planta tem capacidade anual de 350 mil veículos e também produz o SUV elétrico Cupra Tavascan, exportado para a Europa. A parceria entre Volkswagen e Xpeng ainda prevê o lançamento de um segundo modelo elétrico conjunto, programado para este ano. Fonte: sina.com.cn

13 de março de 2026
China2Brazil
Durante as reuniões políticas anuais conhecidas como “Duas Sessões”, especialistas e legisladores discutiram o papel da chamada energia do futuro na estratégia econômica da China. O tema ganhou destaque após o governo incluir o setor entre as indústrias prioritárias para os próximos anos, dentro do planejamento ligado ao 15º Plano Quinquenal. A iniciativa ocorre em um cenário de incertezas no mercado energético global . Oscilações recentes nos preços do petróleo e tensões geopolíticas reforçaram a preocupação com a segurança energética. Como maior consumidor de energia do mundo, a China busca ampliar a estabilidade do abastecimento e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Para Lv Chunxiang, deputado da Assembleia Popular Nacional e pesquisador do Instituto de Química do Carvão de Shanxi da Academia Chinesa de Ciências, a discussão ocorre em meio a dois desafios principais: a necessidade de substituir fontes fósseis e o crescimento da demanda por eletricidade impulsionado por novas tecnologias. “Quem avançar na energia do futuro poderá assumir a iniciativa no desenvolvimento econômico”, afirmou. No planejamento chinês, o conceito de energia do futuro não se refere a uma única fonte, mas a um conjunto de tecnologias energéticas avançadas, com maior eficiência e baixas emissões. Entre os setores prioritários estão energia nuclear, fusão nuclear, hidrogênio, biomassa, novas células solares e sistemas de armazenamento de energia. O governo também passou a citar hidrogênio e fusão como possíveis novos motores de crescimento econômico nas próximas décadas. Entre essas tecnologias, o hidrogênio já apresenta avanços industriais mais concretos. A China possui capacidade anual de produção de hidrogênio verde superior a 220 mil toneladas, o que representa mais da metade da capacidade global. O país também ampliou a fabricação de equipamentos essenciais, como eletrolisadores, e expandiu o uso do hidrogênio para setores industriais de alto consumo energético, como refino, indústria química e metalurgia. Apesar do avanço, especialistas apontam um desafio estrutural: a distância entre produção e uso. A infraestrutura de transporte e armazenamento ainda limita a aplicação em larga escala. Segundo Ma Yongsheng, membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, a liderança chinesa no setor está ligada principalmente à escala do mercado e ao número de aplicações industriais. Para ampliar o uso do hidrogênio, será necessário avançar na infraestrutura, na expansão de cenários industriais e na criação de modelos de negócios sustentáveis. A fusão nuclear também ocupa lugar central no planejamento energético de longo prazo. Conhecida como “sol artificial”, a tecnologia busca reproduzir o processo de geração de energia do Sol para produzir eletricidade com baixas emissões. Na China, a pesquisa em fusão por confinamento magnético já se encontra entre as mais avançadas do mundo. Segundo Duan Xuru, cientista-chefe de fusão do Grupo Nuclear Nacional da China, experimentos de combustão de fusão podem começar por volta de 2027. Nos próximos anos, pesquisadores devem concentrar esforços na resolução de desafios científicos ligados à estabilidade do plasma e à integração de tecnologias como supercondutores de alta temperatura e inteligência artificial. Especialistas também apontam que o avanço da energia do futuro dependerá de políticas públicas, inovação científica e expansão do mercado interno. Relatório da Huatai Securities projeta que a demanda global por hidrogênio verde pode alcançar 8,3 milhões de toneladas até 2030, enquanto o mercado chinês apresenta amplo potencial de crescimento. Nesse cenário, analistas avaliam que 2026 pode marcar uma transição da fase de testes para o desenvolvimento em escala da indústria de hidrogênio no país. Para pesquisadores e legisladores chineses, o desenvolvimento dessas tecnologias exige investimentos de longo prazo e mecanismos que compartilhem riscos entre governo, empresas e capital privado. A estratégia busca garantir segurança energética e, ao mesmo tempo, posicionar a China nos setores que podem definir a próxima etapa da indústria global de energia. Fonte: gmw.cn

12 de março de 2026
China2Brazil
A China apresentou seu 15º Plano Quinquenal (2026–2030) durante a sessão legislativa anual encerrada em 12 de março. O plano define prioridades para inovação tecnológica, expansão da demanda interna, transição energética e abertura econômica. Ao mesmo tempo, o governo chinês afirma que a estratégia busca ampliar a cooperação internacional e oferecer previsibilidade à economia global em um cenário marcado por tensões comerciais e interrupções nas cadeias de suprimentos. O plano estabelece metas para sustentar o crescimento econômico e avançar no processo de modernização do país até 2035. Para isso, o governo prioriza o chamado desenvolvimento de alta qualidade, com foco em inovação, sustentabilidade e fortalecimento do consumo interno como principal motor da economia . Além disso, o documento reforça investimentos em setores tecnológicos considerados estratégicos. Entre eles estão inteligência artificial, computação quântica, e manufatura avançada. Segundo o plano, essas áreas devem ampliar a demanda por talentos, tecnologia e cooperação internacional, o que abre espaço para parcerias entre empresas, universidades e centros de pesquisa estrangeiros. O plano também inclui metas ambientais. O governo reafirma o compromisso de atingir o pico de emissões de carbono e avançar rumo à neutralidade climática nas próximas décadas. Para isso, a estratégia prevê expansão de energias renováveis, estímulo à economia circular e investimentos em infraestrutura verde. Esse movimento pode ampliar oportunidades de cooperação internacional em tecnologias energéticas e projetos de descarbonização. Outro eixo do plano é o fortalecimento do mercado interno. Em 2025, o consumo final respondeu por 52% do crescimento econômico da China, cinco pontos percentuais acima do ano anterior. A ampliação da renda e da demanda doméstica faz parte da estratégia para reduzir a dependência das exportações e tornar a economia menos vulnerável a oscilações no comércio global. O governo afirma que pretende ampliar a abertura econômica. O plano prevê maior liberalização do comércio e dos investimentos, além da expansão das zonas piloto de livre comércio. As autoridades também indicam medidas para melhorar o ambiente de negócios, com maior proteção à propriedade intelectual e regras de concorrência mais claras para empresas estrangeiras. No campo internacional, o documento reafirma a continuidade de iniciativas de cooperação, como a Iniciativa Cinturão e Rota, voltada para projetos de infraestrutura, conectividade e desenvolvimento sustentável em diversos países. Outra medida anunciada foi a adoção da Lei sobre Planejamento Nacional de Desenvolvimento, que estabelece regras para a formulação e execução dos planos quinquenais. A legislação busca aumentar a previsibilidade das políticas econômicas e reforçar a governança de longo prazo. Fonte: news.cn

12 de março de 2026
China2Brazil
Marcas chinesas ampliam a presença e a competição no mercado de consumo da América Latina. Empresas como Mixue, Pop Mart, Miniso e SHEIN abriram lojas, firmaram parcerias industriais e ampliam produção local em países como México, Brasil e Costa Rica. Um exemplo recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando a Mixue inaugurou sua primeira unidade mexicana na Praça da Constituição (Zócalo), no centro da Cidade do México. A abertura atraiu grande público. Consumidores formaram filas para comprar sorvetes e bebidas da rede, que adota preços baixos como estratégia de entrada no mercado. Um sorvete custa cerca de 8 pesos mexicanos, enquanto bebidas como chá com leite ficam em torno de 30 pesos, valores que correspondem a cerca de um quarto do preço cobrado por redes semelhantes. A expansão de marcas chinesas ocorre em vários segmentos. A fabricante de brinquedos colecionáveis Pop Mart registra forte demanda no México com a série Labubu. Já a varejista Miniso abriu uma megaloja de 1.200 metros quadrados na Costa Rica. No comércio eletrônico, a plataforma de moda SHEIN ampliou a produção no Brasil, onde cerca de 25% do catálogo já vem de fabricantes locais. Além de abrir lojas, as empresas investem em cadeias de suprimentos na região. Em 2025, o grupo M ixue assinou um memorando de entendimento com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos para ampliar a compra de produtos agrícolas brasileiros, como café verde e frutas. A América Latina reúne condições que atraem essas empresas. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, a região possui mais de 670 milhões de habitantes e população jovem, com idade média de cerca de 31 anos. Além disso, cerca de 65% dos moradores utilizam internet móvel. A estratégia indica uma mudança no posicionamento dessas companhias. Em vez de ações isoladas, as marcas ampliam investimentos e buscam consolidar presença de longo prazo no mercado latino-americano. Fonte: tmtpost.com

12 de março de 2026
China2Brazil
A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) informou que a China exportou 1,352 milhão de veículos entre janeiro e fevereiro de 2026, alta de 48,4% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados na terça-feira (11) pela entidade e mostram que as vendas externas sustentaram parte da atividade do setor automotivo no início do ano, apesar da queda na produção e nas vendas no mercado doméstico. Em fevereiro, as montadoras chinesas exportaram 672 mil veículos. O volume recuou 1,4% em comparação com janeiro, mas avançou 52,4% na comparação anual. No mercado interno, a produção e as vendas registraram retração. Em fevereiro, o setor produziu 1,672 milhão de veículos e vendeu 1,805 milhão de unidades. Os números representam queda de 31,7% e 23,1% em relação ao mês anterior e recuo de 20,5% e 15,2% na comparação com fevereiro de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, a produção alcançou 4,122 milhões de veículos e as vendas somaram 4,152 milhões de unidades. Os volumes representam queda anual de 9,5% na produção e de 8,8% nas vendas. Segundo Chen Shihua, vice-secretário-geral da CAAM, fevereiro teve apenas 16 dias úteis efetivos, o que reduziu o ritmo de produção e as operações das empresas. Além disso, o feriado do Festival da Primavera costuma afetar os dados do início do ano. Por isso, a análise conjunta de janeiro e fevereiro oferece uma visão mais precisa do desempenho do setor. De acordo com a entidade, cinco fatores explicam o resultado do mercado automotivo no início de 2026: mudanças em políticas públicas, antecipação da demanda por consumidores, impacto do feriado do Festival da Primavera, cautela no consumo e uma base de comparação elevada no mesmo período de 2025. Chen Shihua afirmou que o mercado automotivo enfrenta pressão de queda no curto prazo. Segundo ele, a entidade já havia previsto esse cenário nas projeções divulgadas no fim de 2025. A associação avalia que a pressão pode continuar em março, mas mantém expectativa de crescimento na produção e nas vendas ao longo de 2026. Fonte: finance.china

12 de março de 2026
China2Brazil
Dados fiscais da Administração Estatal de Tributação da China mostram que a receita de vendas das indústrias de alta tecnologia do país cresceu 16,1% entre janeiro e fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O avanço ocorreu tanto em serviços quanto na manufatura. A receita de serviços de alta tecnologia aumentou 17,2%, com destaque para serviços de intermediação científica e tecnológica, que cresceram 25,6%, e para pesquisa e desenvolvimento em ciências naturais, com alta de 17,4%. Na manufatura de alta tecnologia, a receita de vendas subiu 14,5%. Os segmentos de equipamentos aeroespaciais e de equipamentos eletrônicos e de comunicação registraram crescimento de 28,5% e 18,4%, respectivamente. Os dados também apontam maior atividade no setor de ciência e tecnologia. A receita de vendas dos serviços científicos e tecnológicos cresceu 23,6%, enquanto as indústrias intensivas em propriedade intelectual tiveram aumento de 12,8%. Além disso, a digitalização industrial avançou no período. As compras de tecnologias digitais por empresas cresceram 10,8%, e chegaram a 16% entre empresas manufatureiras. Já a receita dos principais setores da economia digital também aumentou 10,8%. Para Chen Binkai, vice-presidente da Universidade Central de Finanças e Economia da China, os dados mostram expansão das atividades ligadas à inovação no primeiro ano do 15º Plano Quinquenal da China e maior integração entre tecnologia e economia real. Fonte: stdaily

12 de março de 2026
China2Brazil
A indústria chinesa avança no domínio de tecnologias estratégicas e reduz a dependência de fornecedores estrangeiros. Segundo dados apresentados no Parlamento chinês, a produção doméstica de oleodutos e gasodutos já custa cerca de 60% do valor de produtos importados e tem prazo de entrega 50% menor. Como resultado, a taxa de importação desses equipamentos caiu de 90% para menos de 30%. Os dados foram apresentados em 12 de março, durante sessão do “Corredor dos Representantes” da Assembleia Popular Nacional da China, em Pequim. Na ocasião, executivos e engenheiros destacaram o impacto da inteligência artificial, da automação e da inovação industrial na manufatura do país. Jia Shaoqian, presidente do Grupo Hisense, afirmou que a empresa recebeu em janeiro o reconhecimento de “ Fábrica Farol ” em sua unidade de televisores. Segundo ele, a fábrica produz uma TV de tela grande a cada 20 segundos. De acordo com Jia, a inteligência artificial permite ajustar a produção às mudanças do mercado e incorporar a demanda dos consumidores diretamente na linha de fabricação. Ele também destacou o desenvolvimento de dois componentes próprios: um chip de controle de luz e cor com IA e um chip de retroiluminação para telas. Esses componentes permitiram lançar uma tecnologia de controle tridimensional de cor e iniciar a produção em massa antes de concorrentes internacionais. A automação também alterou processos industriais. Em uma fábrica de ar-condicionado da empresa, um sistema com 17 câmeras de alta precisão, 11 robôs e algoritmos de IA substituiu a inserção manual de tubos de cobre em placas de alumínio. Segundo a empresa, a mudança elevou a velocidade de desenvolvimento de produtos em 37% e a eficiência de produção em 49%, além de reduzir custos em 35% e o consumo de energia por unidade em 13%. Durante a mesma sessão, Li Gang, engenheiro da Tianjin Steel Pipe Manufacturing Co., Ltd., citou o campo de gás offshore Deep Sea One, que utiliza 9.425 tubos submarinos sem costura produzidos pela empresa chinesa. Li também relatou o desenvolvimento de uma tecnologia própria de controle de roscas para revestimentos de poços de petróleo, utilizada em tubulações para operações em águas profundas de até 1.800 metros. Segundo ele, esse tipo de tecnologia era dominado por fabricantes estrangeiros. Hoje, a produção já ocorre em escala dentro da China. Fonte: stdaily

11 de março de 2026
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O relatório de trabalho apresentado pelo governo da China neste ano propõe ampliar a capacidade e elevar a qualidade do setor de serviços. O documento inclui, pela primeira vez, a criação da marca nacional “Serviços da China”. A medida integra a estratégia do país para fortalecer sua presença no comércio global de serviços e aumentar o valor agregado da economia. Nos últimos anos, o governo chinês estruturou diferentes iniciativas de promoção econômica com o prefixo “China”. Entre elas estão “ Made in China” , “Investir na China” e “Comprar na China”. A inclusão de “Serviços da China” amplia essa estratégia e indica a intenção de consolidar também a competitividade do setor de serviços. Especialistas apontam que a proposta reflete mudanças na cadeia global de valor. Dados oficiais mostram que, em 2025, o comércio de serviços da China cresceu 7,4%, ritmo 3,6 pontos percentuais acima do comércio de bens. O desempenho reforça o papel do país no crescimento do comércio global de serviços. Segundo Li Jun, diretor do Instituto de Pesquisa em Comércio Internacional de Serviços da Academia do Ministério do Comércio, o setor reúne base tecnológica, escala de mercado e capacidade industrial suficientes para acelerar a internacionalização dos serviços chineses. O deputado da Assembleia Popular Nacional Zhang Shuibo, professor da Universidade de Tianjin, afirma que a competição em serviços de alto nível depende da qualidade e do valor da marca. Para ele, áreas como serviços técnicos e engenharia já possuem capacidade global, mas precisam fortalecer a identidade internacional dos serviços chineses. O turismo também exerce papel relevante. Em 2025, o comércio de importação e exportação de serviços de viagem da China alcançou 2,2067 trilhões de yuans, com crescimento de 7,6%. As exportações avançaram 49,5% no período. Segundo Dai Bin, presidente da Academia de Pesquisa em Turismo da China, políticas de devolução de impostos e facilitação de pagamentos impulsionaram iniciativas como “Comprar na China”. Ele afirma que o país precisa ampliar o valor cultural e criativo de produtos locais e comunicar melhor essas experiências aos visitantes estrangeiros. A digitalização também impulsiona o setor. Tecnologias como inteligência artificial e computação em nuvem ampliam o espaço para serviços na cadeia global de valor. Empresas chinesas já adotam esse modelo. O presidente do conselho do Chint Group, Nan Cunhui, afirma que a manufatura do país passa por uma transição para serviços integrados. Segundo ele, a empresa combina equipamentos, software, plataformas digitais e serviços em soluções completas para clientes. Autoridades chinesas afirmam que a expansão do setor depende de duas prioridades: ampliar a capacidade e elevar a qualidade. O ministro do Comércio, Wang Wentao, declarou que o país pretende ampliar as exportações de serviços ligados à pesquisa, design, testes, manutenção e consultoria, além de serviços de turismo, cultura e medicina tradicional chinesa. Especialistas defendem ainda medidas como ampliar plataformas de comércio de serviços, melhorar políticas de apoio e reforçar padrões técnicos. Para eles, a padronização pode elevar a qualidade dos serviços e consolidar a marca “Serviços da China” no mercado internacional. Fonte: gmw.cn

11 de março de 2026
China2Brazil
O Centro Nacional de Resposta a Emergências da Internet da China publicou, em 10 de março, um alerta sobre riscos de segurança no uso do agente de inteligência artificial (IA) OpenClaw . O comunicado orienta órgãos públicos, empresas e usuários individuais a adotar medidas de proteção ao implantar ou utilizar o sistema, após o registro de vulnerabilidades e falhas operacionais relacionadas à ferramenta. Segundo o órgão, problemas de instalação e uso inadequado do OpenClaw já expuseram usuários a diferentes ameaças. Entre os riscos identificados estão ataques de “injeção de prompt”, execução de operações indevidas, envenenamento de plugins funcionais (skills) e exploração de vulnerabilidades de segurança. Diante desse cenário, o centro recomendou um conjunto de medidas técnicas para reduzir os riscos durante a implantação e o uso do agente de IA. Autoridades alertam que atualização não elimina riscos No mesmo dia do alerta, o jornal People’s Daily informou que a Plataforma de Compartilhamento de Informações sobre Ameaças e Vulnerabilidades de Segurança Cibernética, vinculada ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, também havia divulgado avisos sobre riscos associados ao sistema. De acordo com Wei Liang, vice-presidente da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações, agentes inteligentes desse tipo passam por ciclos rápidos de atualização. A instalação da versão oficial mais recente pode corrigir falhas conhecidas, mas não elimina todos os riscos de segurança. Segundo ele, o agente de IA conhecido como “Lagosta”, que opera localmente, possui capacidade de tomada de decisão autônoma e acesso a recursos do sistema. Além disso, os limites de confiança entre componentes ainda não estão claramente definidos. Muitos mercados de pacotes de habilidades também carecem de mecanismos rigorosos de revisão. Esse cenário cria diferentes vetores de risco. Um modelo de linguagem pode interpretar de forma equivocada instruções fornecidas pelo usuário e executar ações prejudiciais, como a exclusão de arquivos. Plugins com código malicioso também podem provocar vazamento de dados ou permitir o controle do sistema por terceiros. Problemas de configuração ampliam esse risco. A exposição da instância na internet, o uso de permissões administrativas ou o armazenamento de chaves em texto simples podem abrir brechas para ataques, mesmo quando o sistema opera com a versão mais recente. Fonte: sina.com.cn