
18 de março de 2026
China2Brazil
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) iniciou a seleção de cerca de 100 projetos nacionais de cenários de aplicações tecnológicas que receberão apoio prioritário de financiamento. A iniciativa envolve vários ministérios e busca acelerar a aplicação industrial de novas tecnologias em áreas como economia de baixa altitude, energia limpa e serviços para idosos. As regiões com condições adequadas devem liderar os testes e a implementação desses projetos. Segundo informações apuradas, os projetos selecionados serão divulgados em uma lista pública. As propostas poderão ser recomendadas por departamentos governamentais, governos locais e empresas estatais centrais. Após a seleção, a NDRC coordenará com outros órgãos a solução de questões regulatórias e políticas para viabilizar a implementação das iniciativas. A proposta tem como objetivo ampliar os chamados “cenários de aplicação”, considerados uma etapa importante para transformar inovação tecnológica em atividade econômica. Para isso, o Conselho de Estado da China publicou, em novembro do ano passado, diretrizes que orientam a criação de listas nacionais de projetos e a implementação de iniciativas de grande escala em diferentes setores. Entre os projetos previstos estão a criação de corredores interprovinciais de energia limpa, o desenvolvimento de sistemas não tripulados de cobertura total, a expansão de serviços de assistência em regiões com população envelhecida e a abertura de novos cenários para exploração marítima. O plano também inclui iniciativas voltadas à agricultura moderna, turismo cultural e logística. No campo da economia de baixa altitude, o governo busca ampliar as aplicações de aeronaves e drones em áreas como logística urbana, gestão de cidades, inspeção e monitoramento ambiental. No entanto, especialistas apontam que o avanço do setor depende da abertura do espaço aéreo e da simplificação dos processos de autorização de voo. Durante uma coletiva de imprensa recente, Chen Changsheng afirmou que setores como biomedicina, aeroespacial e economia de baixa altitude precisam ampliar seus cenários de aplicação. Segundo ele, a simplificação das aprovações de voo e a abertura do espaço aéreo podem acelerar o uso dessas tecnologias e ampliar investimentos privados. Empresas do setor acompanham o processo. Um representante da Heyi Aviation afirmou que a ampliação dos cenários regulatórios pode acelerar o retorno dos investimentos iniciais da indústria. Em março do ano passado, a empresa recebeu da Administração de Aviação Civil da China um certificado de operador para aeronaves civis não tripuladas de transporte de passageiros. A companhia realiza testes de operação regular com base no centro de tráfego aéreo de Luogang, em Hefei. Segundo a empresa, o próximo passo inclui iniciar operações comerciais de turismo aéreo de baixa altitude com a aeronave EH216-S no Parque Luogang e ampliar o uso desse tipo de transporte em deslocamentos urbanos. A companhia também avalia aplicações em logística aérea, combate a incêndios e resposta a emergências. Para Wei Qijia, a abertura desses cenários ajuda a reduzir custos de pesquisa e desenvolvimento e cria efeitos de escala no setor. Segundo ele, a iniciativa também contribui para a formação de um ecossistema industrial colaborativo e para o aperfeiçoamento de normas e padrões regulatórios voltados às indústrias emergentes. Fonte: gmw.cn

18 de março de 2026
China2Brazil
Em 18 de março, as empresas chinesas de computação em nuvem Alibaba Cloud e Baidu AI Cloud anunciaram aumento de preços para serviços de computação e armazenamento voltados à inteligência artificial. As medidas ocorrem após a forte expansão das aplicações de IA e o aumento do custo de hardware. O movimento também coincide com uma nova rodada de alta global nos preços de chips de memória , impulsionada pela demanda de servidores de IA e por restrições de oferta. Horas depois do anúncio da Alibaba Cloud, a Baidu AI Cloud informou que iniciaria uma otimização estrutural de preços para produtos ligados a poder computacional e armazenamento. As empresas apontam que o crescimento das aplicações de IA elevou o consumo de infraestrutura e pressionou custos na cadeia de tecnologia. O anúncio repercutiu no mercado financeiro. No mesmo dia, ações de empresas ligadas a chips de memória registraram forte alta na China. Papéis de companhias como Xice Testing, Langke Technology e Shenzhen Keda atingiram o limite diário de valorização de 20%. Outras empresas, como Shannon Chip Innovation, também avançaram. Preços de memória sobem em todo o mercado A alta atinge diferentes tipos de chips de memória, incluindo DRAM e NAND. No início de março, as fabricantes globais Samsung Electronics e SK Hynix informaram clientes que elevariam os preços da DRAM no segundo trimestre de 2026. Os chips DDR5 devem registrar aumento médio de cerca de 40%, enquanto alguns produtos de alto desempenho podem dobrar de preço. No mercado à vista, a alta ocorreu de forma ainda mais rápida. Distribuidores relatam que determinados chips subiram de US$ 24 em fevereiro para cerca de US$ 28,5 em meados de março, um avanço próximo de 20%. Dados da consultoria TrendForce indicam que, no primeiro trimestre de 2026, o preço contratual da DRAM subiu entre 90% e 95% em relação ao trimestre anterior. Já a memória flash NAND registrou aumento entre 55% e 60%. Segundo estimativa da Sigmaintell Consulting, a oferta global de DRAM, excluindo HBM, deve cair cerca de 3% em 2026. A consultoria avalia que a escassez de capacidade deve persistir ao longo do ano, mantendo pressão sobre os preços. Demanda de IA amplia consumo de armazenamento O principal fator por trás da alta é a expansão da inteligência artificial. Servidores dedicados à IA exigem entre oito e dez vezes mais capacidade de armazenamento do que servidores tradicionais. À medida que modelos de IA avançam da fase de treinamento para aplicações em larga escala, a demanda por infraestrutura cresce rapidamente. Projeções da consultoria Gartner indicam que as remessas globais de servidores de IA devem crescer mais de 180% em 2026 e superar 1,5 milhão de unidades no ano. Esse volume exige mais de 12 milhões de chips de memória dedicados à IA. Em comparação, a capacidade global de produção em 2025 era de cerca de 8 milhões de unidades, o que aponta um déficit superior a 30%. A associação da indústria de semicondutores SEMI projeta que as vendas globais de chips voltados a servidores de IA devem alcançar US$ 169 bilhões em 2026, alta de 55% em relação ao ano anterior. A demanda por memória HBM, usada em sistemas de alto desempenho, cresce com maior intensidade. Oferta restrita reforça tendência de alta O ciclo de estoques da indústria global de memória caiu para níveis historicamente baixos. A SK Hynix informou que seu estoque equivale a cerca de quatro semanas de produção. Fabricantes também direcionam capacidade de produção para chips de maior valor voltados a data centers de IA, o que reduz a produção de memória para eletrônicos de consumo. A japonesa Kioxia informou que sua capacidade anual de memória NAND para 2026 já está totalmente comprometida. A empresa projeta que o aperto de oferta deve continuar até 2027. Fabricantes ampliam lucros com alta do setor A valorização dos chips de memória beneficia fabricantes globais. Relatório do banco Goldman Sachs elevou a previsão de lucro operacional da Samsung Electronics para 2026, estimando cerca de 239 trilhões de won (aproximadamente US$ 170 bilhões). A projeção para a SK Hynix também foi revisada para cima. O banco UBS aumentou a estimativa de lucro por ação da Micron Technology para o ano fiscal de 2026. Empresas chinesas também registram crescimento. A fabricante Biwin Storage prevê receita entre 4 bilhões e 4,5 bilhões de yuans nos dois primeiros meses de 2026, alta anual de até 395%. O lucro líquido da empresa também deve reverter prejuízo registrado no ano anterior. A GigaDevice ampliou seu portfólio com produtos de memória NOR Flash, SLC NAND e DRAM de nicho, além de microcontroladores usados na indústria automotiva. A empresa projeta lucro líquido de cerca de 1,61 bilhão de yuans em 2025. Fabricantes chineses como Yangtze Memory Technologies e Changxin Memory Technologies também ampliam investimentos em tecnologia e produção. Analistas de mercado avaliam que a demanda por armazenamento ligado à inteligência artificial deve continuar nos próximos anos. Relatórios de instituições como CITIC Securities e China Merchants Securities apontam que a escassez global de chips de memória pode persistir até pelo menos 2027. Fonte: 36kr

18 de março de 2026
China2Brazil
A Samsung Electronics enfrenta um recuo gradual no mercado de televisores na China. O movimento ficou evidente após a ausência da empresa na Appliance & Electronics World Expo (AWE), principal feira de eletrodomésticos e eletrônicos do país. O evento ocorreu recentemente e reuniu fabricantes como LG Electronics, Sony, TCL Technology, Hisense e Skyworth. A Samsung foi a única grande marca global de TVs ausente. Especialistas do setor avaliam que a decisão reflete uma retração estratégica da empresa no mercado chinês, resultado da forte concorrência das fabricantes locais e da reestruturação global da indústria de displays. Participação da Samsung encolhe na China Dados da empresa de pesquisa Luotu Technology indicam que o mercado chinês vendeu 1,895 milhão de televisores em fevereiro de 2026. As oito principais marcas chinesas responderam por 1,81 milhão de unidades, o equivalente a 95,4% do mercado. No mesmo período, marcas estrangeiras, incluindo Samsung, Sony, Sharp e Philips, registraram queda superior a 10% nas vendas em relação ao ano anterior. Cada uma vendeu apenas dezenas de milhares de unidades por mês, com participação considerada marginal. Profissionais do setor afirmam que os produtos da Samsung continuam disponíveis no país, mas com presença limitada no varejo. Em muitos casos, as vendas ocorrem por meio de estoques antigos ou em poucos canais, como o clube de compras Sam's Club. Lojas exclusivas da marca tornaram-se raras, e a empresa reduziu investimentos em marketing no país. Concorrência doméstica pressiona empresas estrangeiras O avanço das fabricantes chinesas explica parte dessa mudança. Empresas como TCL e Hisense expandiram capacidade industrial, inovação tecnológica e presença de canais de venda. Segundo executivos do setor, as marcas locais conseguem adaptar rapidamente produtos, sistemas e tamanhos de televisores às preferências do consumidor chinês. Além disso, a cadeia produtiva da indústria de displays está concentrada na China, do fornecimento de painéis à fabricação final dos aparelhos. Essa integração reduz custos e acelera o desenvolvimento de novos modelos. Durante a AWE, executivos da BOE Technology afirmaram que as telas LCD ainda dominam o setor. A tecnologia representa cerca de 97% do mercado global de televisores e deve continuar predominante nas próximas décadas. Mudança estratégica da Samsung O desempenho financeiro da Samsung também mostra uma mudança de prioridades. Em 2025, a divisão de semicondutores registrou forte crescimento graças aos chips de memória HBM, responsáveis por cerca de 80% do lucro do grupo no quarto trimestre. Em contraste, a divisão de eletrônicos de consumo, que inclui televisores e eletrodomésticos, apresentou perdas em dois trimestres consecutivos. A receita combinada de televisores e monitores somou 30,86 trilhões de won em 2025, valor ligeiramente inferior aos 30,93 trilhões registrados em 2024. Nos relatórios financeiros da empresa, a China representa apenas 14,2% da receita global, bem abaixo dos 39,9% provenientes das Américas. Nesse cenário, a companhia tem reduzido investimentos em marketing, expansão de lojas e participação em eventos no país. Mercado chinês saturado O mercado de televisores na China também passa por um período de saturação. Segundo estimativas da consultoria AVC Revo, o país deve vender cerca de 27 milhões de TVs em 2026. O volume corresponde a aproximadamente 60% do pico registrado em 2016, quando as vendas alcançaram 50 milhões de unidades. Mesmo com o crescimento mais lento do mercado interno, as marcas chinesas ampliam sua presença global. Dados da Counterpoint Research indicam que a Samsung deve manter 17% do mercado mundial de TVs em 2025, ainda na liderança. No entanto, a participação da TCL deve alcançar 16%, seguida pela Hisense com cerca de 10%. Analistas apontam que a ausência da Samsung na AWE simboliza uma mudança mais ampla na indústria. A liderança tecnológica e produtiva no setor de televisores passa gradualmente da Coreia do Sul e do Japão para a China, impulsionada pela escala industrial e pela competitividade das fabricantes locais. Fonte: 36kr

17 de março de 2026
China2Brazil
A iniciativa “Um Grande Mercado para Todos: Exportar para a China” abriu novos canais para que empresas estrangeiras vendam produtos e serviços ao mercado chinês e projeta 30 bilhões de yuans (US$4,35 bilhões) em negócios de importação. A estimativa foi apresentada durante a campanha “Compre Globalmente em Zhejiang, Impulsione o Consumo com Hangzhou”, realizada entre domingo e terça-feira em Hangzhou, na província de Zhejiang. O evento reúne fornecedores internacionais e compradores chineses e busca ampliar as importações, conectar empresas e fortalecer a cooperação comercial. A iniciativa foi lançada em novembro com o objetivo de ampliar os canais de importação da China e aumentar a presença de produtos e serviços estrangeiros no mercado interno. A feira ocupa 20 mil metros quadrados e conta com duas áreas principais de exposição, que apresentam produtos importados de vários países. Segundo o governo municipal de Hangzhou, um dos organizadores da campanha, o volume de negócios previsto pode alcançar 30 bilhões de yuans. De acordo com Xiao Lu, vice-diretora-geral do departamento de comércio exterior do Ministério do Comércio da China, a iniciativa reflete a política de ampliação das importações e da cooperação comercial. “Por meio de medidas concretas, a China busca ampliar as oportunidades de comércio global e responder às expectativas de seus parceiros”, afirmou Xiao. A província de Zhejiang ocupa posição relevante no comércio exterior chinês e também figura entre os principais polos de importação do país. A região desenvolveu modalidades comerciais como comércio eletrônico transfronteiriço e comércio digital, que integram operações online e offline. Dados da alfândega de Hangzhou mostram que o volume total de importações e exportações de Zhejiang alcançou 989,01 bilhões de yuans nos dois primeiros meses de 2026. O resultado representa alta de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, as importações de produtos mecânicos e elétricos somaram 34,79 bilhões de yuans, crescimento de 16,1% na comparação anual. Já as importações de bens de consumo atingiram 24,46 bilhões de yuans, avanço de 13%. Segundo Chen Zhicheng, vice-diretor-geral do Departamento de Comércio da província de Zhejiang, o governo organizará mais de 20 eventos relacionados à importação em todas as cidades de nível de prefeitura da província. As atividades abordarão produtos a granel, tecnologia industrial e bens de consumo. Já Wang Yongfang, chefe do Departamento Municipal de Comércio de Hangzhou, afirmou que o governo pretende ampliar os efeitos do evento em quatro áreas: comércio eletrônico transfronteiriço, comércio em grande escala, cooperação entre países do BRICS e economia de feiras e exposições. “O objetivo é transformar a influência de uma única feira em um ecossistema comercial de longo prazo”, disse Wang. As diretrizes do 15º Plano Quinquenal (2026–2030) indicam que a China pretende fortalecer a coordenação entre importações e exportações. O plano também prevê equilíbrio entre o comércio de bens e serviços e maior integração entre atração de investimento estrangeiro e investimento no exterior. Para Henry Tan, vice-presidente e CEO do Luen Thai Group, o ambiente institucional do país oferece previsibilidade para empresas internacionais. Segundo ele, a estrutura legal e os planos de desenvolvimento da China permitem que multinacionais planejem investimentos de longo prazo, mesmo em um cenário de desaceleração da demanda global. Fonte: China Daily

17 de março de 2026
China2Brazil
A China definiu as prioridades do setor aeroespacial para os próximos cinco anos no 15º Plano Quinquenal, que orienta a política industrial e científica do país. O plano estabelece metas para expandir a indústria espacial comercial, ampliar a infraestrutura de internet por satélite e avançar em missões de exploração do espaço profundo. A estratégia busca transformar o setor aeroespacial em um componente relevante da economia e ampliar o uso de tecnologias espaciais em serviços civis, indústria e cooperação internacional. Expansão do espaço comercial O plano prevê a transformação do setor aeroespacial em uma indústria orientada ao mercado e com produção em escala. A estratégia rompe com o modelo tradicional de projetos únicos e de alto custo. Entre as medidas previstas estão o desenvolvimento de satélites com sistemas de energia mais duráveis e componentes padronizados, o que reduz a necessidade de chips exclusivos para cada missão. Além disso, o programa inclui o avanço de foguetes reutilizáveis, com estruturas mais leves, para reduzir custos de lançamento. Outro ponto do plano envolve a integração entre o design de satélites e foguetes. Esse modelo permite lançamentos coordenados e amplia a eficiência de constelações em órbita. O governo também prevê tecnologias de defesa e controle de constelações, com sistemas para monitorar detritos espaciais e reduzir interferências em sinais. Internet por satélite e rede espacial integrada O plano também estabelece a construção de grandes constelações de satélites para ampliar a conectividade. O governo coordena lançamentos em escala, operações de controle e manutenção em órbita para garantir a estabilidade do sistema. Essa infraestrutura será integrada ao sistema de navegação BeiDou Navigation Satellite System. A proposta reúne comunicação, acesso à internet, posicionamento de alta precisão e sensoriamento remoto em uma mesma rede. Além disso, satélites de observação poderão compartilhar dados para evitar duplicação de recursos. A rede espacial integrada deve apoiar operações marítimas, gestão de emergências, comunicação em áreas remotas e serviços globais de informação. O modelo também abre espaço para exportação de tecnologias e serviços espaciais. Exploração do espaço profundo O plano inclui metas para ampliar programas de exploração além da órbita terrestre. Entre as prioridades estão novas etapas das missões a Mars e o desenvolvimento de sistemas de monitoramento de asteroides próximos da Earth. O programa também prevê o desenvolvimento de foguetes pesados reutilizáveis para missões tripuladas à Moon e para projetos de exploração de longo alcance. Outro objetivo envolve estudos para a construção da International Lunar Research Station, iniciativa voltada à cooperação internacional em pesquisas lunares. Fonte: cctv

17 de março de 2026
China2Brazil
Um robô desenvolvido pela empresa chinesa X Square Robot começou a prestar serviços domésticos em Shenzhen, na China, em 17 de março. O equipamento atua em conjunto com profissionais de limpeza da plataforma 58 Daojia. A iniciativa resulta de uma parceria estratégica entre a X Square Robot e o Grupo 58 e busca testar o modelo de cooperação entre humanos e robôs no setor de serviços domésticos. Inicialmente, o serviço inteligente de limpeza funciona apenas em Shenzhen. Por meio da plataforma 58 Daojia, as equipes são formadas por uma profissional de limpeza e um robô, que executam tarefas de limpeza residencial de forma conjunta. O modelo permite dividir funções entre trabalho humano e automação no atendimento às residências. Segundo um representante da empresa, o serviço deve chegar a outras cidades nos próximos meses. Além da limpeza doméstica, as empresas estudam ampliar o uso de robôs para outras atividades do cotidiano. De acordo com a 58 Daojia, a parceria integra sua estratégia de transformação empresarial. A empresa pretende migrar do papel de intermediadora de mão de obra para um modelo de fornecimento de soluções de serviços domésticos baseadas em tecnologia. A plataforma também fornecerá dados de uso e avaliações dos clientes. Essas informações devem orientar o desenvolvimento dos robôs e ampliar suas capacidades. Com isso, as empresas pretendem aplicar em escala o modelo de cooperação entre humanos e máquinas no setor. Na fase inicial, os robôs executam tarefas simples de limpeza. Com o aumento da base de dados e o aprimoramento dos sistemas, as empresas planejam ampliar as funções dos equipamentos. Em nota, a X Square Robot afirmou: “A parceria com a 58 Daojia permite acessar dados reais e feedback dos usuários, o que deve acelerar o aprimoramento das capacidades dos robôs. O objetivo é desenvolver robôs que atuem como assistentes domésticos inteligentes e confiáveis”. Fonte: sina.com.cn

17 de março de 2026
China2Brazil
Uma mini escavadeira comprada pela internet chamou a atenção de consumidores na Europa e nos Estados Unidos após o youtuber norueguês Frengen publicar um vídeo com o equipamento. O conteúdo ultrapassou 4 milhões de visualizações e evidenciou um movimento recente: compradores estrangeiros adquirem pequenas máquinas de construção diretamente de fabricantes da China por meio de marketplaces globais. Frengen encontrou a mini escavadeira no marketplace internacional da Alibaba, plataforma que conecta fábricas chinesas a compradores de vários países. O preço, inferior a US$ 2 mil, chamou sua atenção. Na Europa, esse valor costuma corresponder ao preço de um cortador de grama de alto padrão. O youtuber realizou a compra por curiosidade. Ele imaginou que receberia um modelo em escala ou um item decorativo. No entanto, ao abrir a caixa e montar o equipamento diante da câmera, uma escavadeira funcional começou a tomar forma em seu quintal. A máquina inclui controles hidráulicos, esteiras metálicas e um braço de escavação. No vídeo, Frengen testou o equipamento ao cavar terra e remover detritos. Ele afirmou que o desempenho se aproxima de modelos básicos vendidos no mercado local. Nos comentários, espectadores afirmaram possuir fazendas, propriedades rurais ou grandes jardins. Muitos disseram buscar equipamentos acessíveis para abrir valas, limpar terrenos ou executar trabalhos de paisagismo. Depois da repercussão do vídeo, Frengen viajou para a província de Shandong, no leste da China, região com polos industriais de equipamentos de construção. Ele visitou a fábrica responsável pela produção da escavadeira, a HUAYee Heavy Industry Group. O vídeo da visita mostra máquinas de soldagem que unem estruturas de aço e trabalhadores que instalam componentes hidráulicos em linhas de produção. Empresas localizadas em parques industriais próximos fornecem peças como motores e estruturas metálicas. Esse modelo de cadeia produtiva reduz custos de fabricação. Segundo a HUAYee, a demanda internacional por mini escavadeiras aumentou nos últimos anos, principalmente entre proprietários de imóveis e pequenos empreiteiros. Os pedidos feitos pela plataforma internacional da Alibaba cresceram mais de 53% em 2025. Dados do marketplace global da Alibaba indicam que as encomendas de máquinas de construção aumentaram cerca de 40% no último ano. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França e Itália lideram a demanda. Tradicionalmente, escavadeiras são exportadas em grandes lotes para construtoras ou distribuidores. No entanto, as mini escavadeiras passaram a atrair compradores individuais. Entre eles estão agricultores, proprietários de imóveis e consumidores interessados em projetos do tipo “faça você mesmo”. Para Wang Peng, pesquisador da Academia de Ciências Sociais de Pequim, o movimento mostra como os fabricantes adaptam produtos a novos perfis de consumidores. “Esses produtos chineses não dependem necessariamente de avanços tecnológicos complexos. O principal é identificar novos usuários e adaptar equipamentos já existentes às necessidades deles”, afirmou. Fonte: China Daily

16 de março de 2026
China2Brazil
A montadora chinesa BYD anunciou em 13 de março de 2026, que sua fábrica em Camaçari, na Bahia, garantiu pedidos de exportação de 100 mil veículos. As encomendas incluem 50 mil unidades destinadas à Argentina e 50 mil ao México. A informação foi divulgada por Li Ke, vice-presidente executivo da empresa. A unidade brasileira iniciou a produção em 1º de julho de 2025, com capacidade anual inicial de 150 mil veículos. A fábrica produz modelos elétricos e híbridos plug-in, como BYD Dolphin Mini , BYD King e BYD Song Pro. Em seis meses de operação, a planta alcançou 10 mil veículos produzidos. Com o avanço das vendas no mercado brasileiro e o aumento dos pedidos externos, a empresa planeja ampliar a capacidade da unidade para 600 mil veículos por ano. Se atingir esse nível, a fábrica poderá responder por cerca de um quarto da produção anual de automóveis do país. Nesse cenário, a unidade pode se tornar a maior montadora instalada no Brasil e a maior base de produção da empresa fora da China. O país passou a ocupar posição central na expansão internacional da companhia. Dados da empresa indicam que a BYD registrou 76.713 veículos novos no Brasil em 2024, aumento de 327,68% em relação ao ano anterior. Em 2025, as vendas superaram 113 mil unidades. Em quatro anos, a montadora passou de menos de 300 veículos vendidos para liderança no mercado brasileiro de veículos de nova energia, o maior mercado da empresa fora da China. Para ampliar a presença local, a empresa também anunciou investimento de 300 milhões de reais na construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro. A companhia prevê início das obras ainda em 2026 e operação em 2028. O centro realizará testes de potência, durabilidade e desempenho de veículos. O projeto também inclui a criação de um banco de dados de clima tropical para adaptar modelos e soluções técnicas ao mercado sul-americano. Enquanto amplia a presença internacional, a empresa enfrenta pressão competitiva no mercado chinês. Em janeiro de 2026, as vendas domésticas da montadora somaram 210.051 veículos, queda de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo mês, as exportações chegaram a 100.428 unidades e passaram a representar quase metade do total vendido. Em fevereiro, o feriado do Festival da Primavera reduziu as vendas internas em relação a janeiro. As exportações, porém, mantiveram ritmo elevado e superaram 100 mil veículos no mês. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações da empresa ultrapassaram as vendas domésticas pela primeira vez. Com isso, os mercados externos passaram a ganhar peso no crescimento das vendas da montadora. Fonte: sina.cn

16 de março de 2026
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A norma internacional sobre logística verde, liderada pela China, foi lançada recentemente e reúne estudos de caso de empresas de 15 países para orientar a adoção de práticas sustentáveis no setor logístico. A iniciativa apresenta 83 estudos de caso de 28 empresas e analisa atividades como transporte, armazenagem, carga e descarga, manuseio, embalagem, processamento de distribuição, entrega e gestão de informações. Entre os exemplos, 26 casos são de empresas chinesas. O material examina metas ambientais, fatores de sustentabilidade e práticas técnicas e de gestão adotadas em cada operação. A proposta é oferecer referências para que empresas e organizações implementem práticas de logística verde. Os casos abrangem temas como uso eficiente de recursos, redução de emissões de carbono, reciclagem de materiais, proteção ambiental e saúde ocupacional. Na China, os exemplos se concentram em cinco áreas da logística verde. No uso eficiente de recursos, empresas de setores como ferrovias, portos, siderurgia e papel adotaram o transporte de bobinas de aço em contêineres tipo rack. Segundo os dados apresentados, a solução reduziu os custos logísticos em mais de 83 milhões de yuans por milhão de toneladas transportadas. No campo da redução de emissões, empresas instalaram sistemas de geração distribuída de energia solar em telhados de armazéns. A produção pode suprir mais de 60% do consumo médio anual de eletricidade dessas instalações. Já na área de saúde ocupacional, caminhões passaram a utilizar plataformas elevatórias traseiras com sistema hidráulico para carga e descarga. O equipamento elevou a eficiência dessas operações em mais de 60% e reduziu riscos de acidentes relacionados ao manuseio manual de cargas. Segundo os organizadores, a norma reúne contribuições de especialistas em logística de vários países. A expectativa é que o documento ajude empresas e governos a ampliar a aplicação de tecnologias e modelos de logística verde e fortaleça a transição para práticas de menor emissão de carbono no setor logístico global. Fonte: CCTV

16 de março de 2026
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Investimentos em setores de tecnologia avançada na China registraram forte crescimento no início do ano. Entre janeiro e fevereiro, o número de eventos de investimento em áreas como manufatura avançada e inteligência artificial aumentou 59,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o valor total desses investimentos cresceu 60,5%, segundo dados do Departamento de Desenvolvimento de Big Data do Centro Nacional de Informação da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Os dados fazem parte de um conjunto de indicadores de alta frequência analisados pelo órgão, que apontam recuperação em áreas como consumo e investimento no início do ano. Entre janeiro e fevereiro, o consumo de bens cresceu 5,7% na comparação anual, enquanto o consumo de serviços avançou 1,1%. Os pagamentos presenciais para diferentes tipos de consumo também registraram aumento. No período, o valor das transações offline subiu 3,8% em relação ao ano anterior, resultado 2,9 pontos percentuais acima do registrado em dezembro. Informações da plataforma de pagamentos Shouqianba, que acompanha a atividade de pequenos e microempreendedores, reforçam essa tendência. O valor total de pagamentos processados pela plataforma cresceu 5,5% na comparação anual, 5,1 pontos percentuais acima do resultado de dezembro. O consumo de mercadorias aumentou 6,4%, com destaque para vestuário (25,1%), móveis e materiais de construção (10,8%) e eletrodomésticos (8,6%). Já o consumo de serviços avançou 5,0%, com crescimento em cuidados para idosos e crianças (33,4%), serviços de apoio à vida diária (8,6%) e transporte (8,6%). Alguns setores ainda registram retração, mas mostram melhora no ritmo de queda. Dados da Divisão Conjunta de Informações do Mercado de Automóveis de Passageiros da Associação Chinesa de Concessionárias de Automóveis indicam que as vendas no varejo de veículos de passageiros no mercado chinês caíram 7,0% na comparação anual até 8 de fevereiro. Ainda assim, a queda ficou 7 pontos percentuais menor do que a registrada em dezembro. As vendas online de eletrodomésticos recuaram 4,5% em janeiro e fevereiro, uma retração 15,4 pontos percentuais menor que a observada no último mês de 2025. No campo do investimento, indicadores ligados à atividade física de obras também avançaram. Entre janeiro e fevereiro, a taxa de operação de equipamentos de concreto aumentou 5,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Equipamentos de içamento registraram aumento de 2,2 pontos percentuais, enquanto máquinas de construção de estradas cresceram 0,2 ponto percentual. No mesmo período, a taxa de operação de fábricas de cimento subiu 8,7 pontos percentuais, e o consumo aparente de aço aumentou 4,2%, com expansão de 12,2 pontos percentuais em relação a dezembro. Além disso, projetos ligados à construção de novas infraestruturas digitais, como centros de computação e redes de backbone, além do desenvolvimento de software e hardware, registraram crescimento. O valor das propostas desses projetos aumentou 25,7% na comparação anual. Segundo Xing Yuguan, pesquisador associado do Departamento de Desenvolvimento de Big Data do Centro Nacional de Informação, políticas voltadas à estabilização do investimento avançam desde o início do ano. Ele afirma que setores como economia digital, manufatura avançada e inteligência artificial apresentam forte capacidade de atrair capital e contribuem para ampliar a demanda interna e sustentar o crescimento econômico. Fonte: gmw