Marcas chinesas ampliam a presença e a competição no mercado de consumo da América Latina. Empresas como Mixue, Pop Mart, Miniso e SHEIN abriram lojas, firmaram parcerias industriais e ampliam produção local em países como México, Brasil e Costa Rica. Um exemplo recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando a Mixue inaugurou sua primeira unidade mexicana na Praça da Constituição (Zócalo), no centro da Cidade do México.
A abertura atraiu grande público. Consumidores formaram filas para comprar sorvetes e bebidas da rede, que adota preços baixos como estratégia de entrada no mercado. Um sorvete custa cerca de 8 pesos mexicanos, enquanto bebidas como chá com leite ficam em torno de 30 pesos, valores que correspondem a cerca de um quarto do preço cobrado por redes semelhantes.
A expansão de marcas chinesas ocorre em vários segmentos. A fabricante de brinquedos colecionáveis Pop Mart registra forte demanda no México com a série Labubu. Já a varejista Miniso abriu uma megaloja de 1.200 metros quadrados na Costa Rica. No comércio eletrônico, a plataforma de moda SHEIN ampliou a produção no Brasil, onde cerca de 25% do catálogo já vem de fabricantes locais.
Além de abrir lojas, as empresas investem em cadeias de suprimentos na região. Em 2025, o grupo Mixue assinou um memorando de entendimento com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos para ampliar a compra de produtos agrícolas brasileiros, como café verde e frutas.
A América Latina reúne condições que atraem essas empresas. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, a região possui mais de 670 milhões de habitantes e população jovem, com idade média de cerca de 31 anos. Além disso, cerca de 65% dos moradores utilizam internet móvel.
A estratégia indica uma mudança no posicionamento dessas companhias. Em vez de ações isoladas, as marcas ampliam investimentos e buscam consolidar presença de longo prazo no mercado latino-americano.
Fonte: tmtpost.com


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