
14 de janeiro de 2025
China2Brazil
O primeiro drone eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical) da China movido a hidrogênio líquido em escala de tonelada completou com sucesso seu voo de teste na cidade de Baoji, na província de Shaanxi, no noroeste do país. O feito representa um avanço significativo para a comercialização do hidrogênio líquido e o desenvolvimento da economia de baixa altitude , segundo informou o perfil oficial da província de Shaanxi nas redes sociais nesta segunda-feira, 13. A aeronave foi desenvolvida por meio de uma parceria entre diversas empresas, incluindo Shaanxi Tongchen Heguang Cryogenic Technology Co. Ltd., Dreamfly Technology Co. Ltd. e Qing Power Technology Co. Ltd. Abastecida com hidrogênio líquido, a eVTOL é capaz de voar continuamente por quatro a cinco horas, percorrendo entre 800 e 1.000 quilômetros a uma velocidade média de 240 km/h, conforme informou a Shaanxi Tongchen Heguang Cryogenic Technology, responsável pelo fornecimento do hidrogênio líquido utilizado no teste. Li Yongxin, engenheiro-chefe da Shaanxi Tongchen Heguang Cryogenic Technology, destacou ao jornal chinês Global Times que o hidrogênio líquido apresenta vantagens expressivas em comparação com combustíveis tradicionais e baterias de lítio. Além de ser uma fonte de energia limpa e livre de poluição, as células de combustível de hidrogênio operam de forma eficiente em ambientes de baixíssimas temperaturas, enquanto as baterias de lítio sofrem grandes perdas de energia nessas condições. Segundo Li, a autonomia da aeronave movida a hidrogênio também supera amplamente a das versões alimentadas por baterias convencionais. O voo de teste demonstrou o potencial prático do uso do hidrogênio líquido, abrindo caminho para a adoção em larga escala dessa nova fonte de energia. Li ressaltou ainda que drones eVTOL movidos a hidrogênio líquido têm amplas perspectivas de aplicação em áreas como combate a incêndios, transporte e agricultura, incluindo irrigação, semeadura e colheita de frutas. A economia de baixa altitude da China está se expandindo rapidamente. A Administração de Aviação Civil da China estima que o mercado de baixa altitude do país salte de 500 bilhões de yuans (US$ 68,19 bilhões) em 2023 para 1,5 trilhão de yuans em 2025, podendo atingir 3,5 trilhões de yuans em 2035, segundo informou a agência de notícias Xinhua. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo

13 de janeiro de 2025
China2Brazil
A Universidade Renmin da China e o Grupo Lenovo divulgaram recentemente o "Relatório de Tendências de Emprego de Talentos Aplicados de Nova Produtividade de Qualidade". O documento investiga o papel e as tendências dos chamados “profissionais de colarinho roxo” na indústria manufatureira inteligente, especialmente em um contexto marcado pela ascensão da inteligência artificial (IA) . Esses profissionais são definidos como talentos técnicos altamente qualificados, com habilidades práticas e capacidade de inovação, considerados essenciais para impulsionar a transformação e modernização industrial. O relatório indica que a demanda por "profissionais de colarinho roxo" deve crescer significativamente nos próximos anos. Em 2022, a necessidade por esses profissionais era de aproximadamente 25 milhões de pessoas. Com o avanço da manufatura inteligente e a modernização industrial, essa demanda deverá ultrapassar 31 milhões até 2035, representando cerca de 25% da força de trabalho na indústria manufatureira. Além disso, espera-se que as qualificações exigidas para esses cargos aumentem. A demanda por profissionais com ensino médio e inferior está diminuindo, enquanto a busca por talentos com ensino superior e pós-graduação deve dobrar, passando de 28% em 2022 para 57% em 2035. De acordo com o relatório, a transformação dos trabalhadores industriais tradicionais, denominada "roxização", é urgente para atender às demandas da era da IA. O desenvolvimento de talentos capazes de dominar novas ferramentas e relações de produção é apontado como uma peça-chave para a evolução da indústria manufatureira chinesa. Esses profissionais, que combinam expertise técnica com a capacidade de adaptação às exigências da nova era, são vistos como fundamentais para alcançar avanços industriais. Perfil dos "profissionais de colarinho roxo" O relatório descreve os "profissionais de colarinho roxo" como uma categoria intermediária entre os trabalhadores tradicionais "de colarinho azul" e os profissionais "de colarinho branco". Eles desempenham funções estratégicas em cargos como líderes de equipes, técnicos e inspetores de qualidade na manufatura inteligente. Além de habilidades operacionais avançadas, esse grupo se destaca pela capacidade de inovação e resolução de problemas práticos, características que os colocam como líderes naturais na transformação da indústria. O estudo aponta que os "profissionais de colarinho roxo" não apenas preenchem lacunas técnicas, mas também lideram iniciativas de modernização e eficiência dentro das linhas de produção. Eles são fundamentais para implementar processos que combinam tecnologia avançada e práticas industriais contemporâneas, ajudando a indústria chinesa a manter competitividade global. De acordo com Li Yuhui, professor da Faculdade de Trabalho e Recursos Humanos da Universidade Renmin da China, os "profissionais de colarinho roxo" apresentam quatro características principais: atuação predominantemente na linha de produção, forte capacidade de aprendizado e inovação, amplo potencial de crescimento profissional e reconhecimento social elevado, incluindo salários competitivos. Diferentemente do estereótipo associado a trabalhos em fábricas, o trabalho desses profissionais envolve aprendizado contínuo de tecnologia, integração de produção com desenvolvimento e um papel crucial como ponte entre o conhecimento técnico avançado e a experiência prática nas empresas. A chegada de tecnologias emergentes, como robôs humanoides, fortaleceu a relevância desses profissionais, que combinam habilidades técnicas com gestão inovadora. Por envolverem tarefas complexas, como pesquisa, desenvolvimento e resolução de problemas, esses trabalhadores são menos suscetíveis à substituição por automação, consolidando sua posição na estrutura produtiva inteligente. Fonte: 21jingji.com

13 de janeiro de 2025
China2Brazil
A FAW-Volkswagen anunciou, em 11 de janeiro de 2025, que intensificará seus esforços em pesquisa e desenvolvimento, com sete bases espalhadas pelo país e um investimento anual previsto superior a RMB 18 bilhões (aproximadamente US$ 2,4 bilhões). A empresa também reforçará suas capacidades tecnológicas, priorizando áreas como arquitetura veicular, cabines inteligentes, direção autônoma, tecnologias elétricas e design. Segundo informações da conta oficial da empresa no WeChat, mais de RMB 10 bilhões já foram investidos na transição para a eletrificação dos veículos. A FAW-Volkswagen adotou uma nova plataforma de veículos elétricos que atualiza completamente a arquitetura eletrônica dos automóveis. Com a introdução da arquitetura regional CEA, foi possível reduzir em 30% o número de unidades de controle por veículo, diminuir os custos em 40% e acelerar o processo de pesquisa e desenvolvimento em 30%. A montadora está trabalhando em colaboração com fornecedores de destaque em produtos inteligentes, como a Luxshare Precision e a Midea Welling Auto Parts. Além disso, a FAW-Volkswagen integrou o chip J6 de última geração da Horizon Robotics em seus veículos. Planos futuros incluem a implementação de funcionalidades avançadas, como direção autônoma de nível L2++, cabines equipadas com inteligência artificial 3.0, chips de 4 nanômetros e modelos de IA de grande escala. Em 2024, a FAW-Volkswagen alcançou um marco significativo, com vendas acumuladas de 1.659.107 veículos, incluindo importados da Audi. A marca se consolidou como a única joint venture do setor automotivo a superar 1,6 milhão de unidades vendidas, garantindo a liderança tanto no mercado de empresas de joint venture domésticas quanto no segmento de veículos a combustão no país. Fonte: ithome.com

13 de janeiro de 2025
China2Brazil
A Guangzhou Automobile Group (GAC), gigante chinesa do setor automotivo, anunciou planos para estabelecer uma empresa de projetos com a Huawei Technologies, visando o desenvolvimento de uma nova marca de carros. A colaboração entre as duas empresas focará no lançamento de uma linha de veículos inteligentes, com um projeto que promete revolucionar o mercado de carros elétricos de alta gama. A nova companhia contará com um capital registrado de 1,5 bilhão de yuans (aproximadamente US$204,6 milhões) e desenvolverá uma marca baseada em uma estrutura totalmente inovadora. A intenção é criar uma série de modelos de veículos elétricos inteligentes, co-desenvolvidos com a Huawei, conforme anunciou a GAC no último dia 10 de janeiro. Em 30 de novembro, GAC e Huawei assinaram um acordo para fortalecer a parceria e criar uma nova marca premium de veículos elétricos de energia renovável. A união visa integrar as forças de ambas as empresas, com foco em veículos conectados e manufatura inteligente, atendendo às necessidades do mercado e à competitividade dos produtos. Segundo Feng Xingya, gerente geral da GAC, a colaboração será uma parceria "full-stack", cobrindo todas as etapas do desenvolvimento do produto, desde a fabricação até as vendas e a criação de um ecossistema voltado para o usuário. O primeiro modelo de luxo da nova linha de carros inteligentes, que será um veículo elétrico de nova energia (NEV) , deverá ser comercializado por cerca de 300 mil yuans (US$ 40.920), de acordo com o Securities Daily. As duas empresas já iniciaram as operações conjuntas, com previsão de lançamento do modelo nos próximos meses. No entanto, a GAC também revelou, em 10 de janeiro, suas estimativas de lucro para o ano passado. A companhia espera uma redução entre 73% e 82% em seu lucro líquido, que deve ficar entre 800 milhões e 1,2 bilhões de yuans (US$ 109 milhões a US$ 164 milhões). Esse declínio é atribuído à forte concorrência de preços no mercado, o que resultou em uma queda nas vendas. Para lidar com as dificuldades do mercado, a GAC destinou cerca de 18 bilhões de yuans (US$ 2,5 bilhões) em subsídios adicionais de vendas ao longo do ano passado, o que contribuiu para a redução de seu lucro líquido, conforme explicou a empresa. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

10 de janeiro de 2025
China2Brazil
Uma pesquisa global conduzida pelo Instituto de Pesquisa do Global Times buscou medir como o mundo percebe as mudanças, o desenvolvimento e a imagem da China. O levantamento, realizado entre agosto e novembro de 2024, abrangeu 46 países, incluindo 14 nações desenvolvidas e 32 países em desenvolvimento. A China não foi incluída na pesquisa. A pesquisa apontou que o poder nacional da China é amplamente avaliado como "forte" por entrevistados de diferentes regiões do mundo. O estudo revelou que o poder econômico da China é o mais reconhecido, com 77% das pessoas entrevistadas classificando-o como robusto. O poder financeiro (75%) e o poder tecnológico (72%) também receberam altas avaliações, com destaque para os jovens, que mostraram maior confiança no avanço tecnológico chinês. Reconhecimento global Mais de 70% dos entrevistados em países africanos, membros do BRICS , Oriente Médio e países em desenvolvimento consideram o poder total da China como forte. Essa percepção positiva também é compartilhada por mais de 60% das pessoas em países da ASEAN e Europa, enquanto mais da metade dos entrevistados em países desenvolvidos compartilham a mesma opinião. Na classificação de status internacional entre as grandes potências, 20% dos entrevistados classificaram a China em primeiro lugar, 27% em segundo e 17% em terceiro, o que posiciona a China como a segunda maior potência global segundo a pontuação geral. Os Estados Unidos lideram a lista com 47% dos votos em primeiro lugar. Rússia, Japão e Reino Unido aparecem em níveis semelhantes, com a Rússia frequentemente ocupando o terceiro lugar, enquanto Reino Unido e Japão são vistos mais frequentemente em quarto lugar. Confiança no crescimento econômico O otimismo em relação ao crescimento econômico da China é generalizado. Cerca de 80% dos entrevistados confiam no futuro econômico do país. Mais de 90% acreditam que a economia chinesa continuará a crescer nos próximos dez anos, enquanto quase 60% reconhecem a China como a principal fonte de crescimento econômico global. A pesquisa destaca que 85% dos entrevistados em países africanos esperam um aumento na taxa de crescimento econômico da China, enquanto mais de 70% dos entrevistados no Oriente Médio, BRICS, países em desenvolvimento, Europa e ASEAN compartilham a mesma expectativa. Em países desenvolvidos, essa percepção é compartilhada por mais de 60% dos entrevistados. Futuro promissor Aproximadamente 60% dos entrevistados concordam que as reformas e a maior abertura da China estão seguindo na direção correta. Além disso, dois terços dos participantes acreditam que a economia chinesa tem um futuro brilhante e grande potencial, enquanto 20% mantêm uma visão neutra. O otimismo é maior nos países africanos (81%), seguido pelo Oriente Médio, BRICS e países em desenvolvimento, onde mais de 70% compartilham essa opinião. Na Europa e na ASEAN, essa perspectiva positiva é mantida por mais de 60% dos entrevistados, enquanto mais da metade dos entrevistados em países desenvolvidos também demonstra confiança no futuro econômico da China. Participação da China tem assuntos globais Uma pesquisa revelou que 69% dos entrevistados esperam que a China tenha uma participação mais ativa em assuntos globais no futuro, enquanto 88% apoiam um papel mais proeminente do país em instituições, mecanismos e plataformas internacionais. Além disso, mais de 80% dos participantes desejam que a China contribua mais nas áreas de cooperação econômica e comercial, além de educação, ciência e cultura. Cerca de três quartos dos entrevistados acreditam que a China deve ter maior protagonismo na construção da ordem internacional e na manutenção da paz e estabilidade globais. Em relação a crises regionais, mais de 60% dos entrevistados esperam que a China desempenhe um papel mais ativo nos assuntos do Oriente Médio, sendo que essa expectativa sobe para quase 75% entre os países do Oriente Médio. Propostas chinesas, como o cessar-fogo entre Israel e Palestina, receberam apoio de mais de 50% dos entrevistados, enquanto 20% mantiveram uma posição neutra. No conflito entre Rússia e Ucrânia, 46% dos participantes acreditam que a China deveria participar ativamente na mediação do conflito, enquanto 10% defendem que o país não se envolva. Iniciativas globais e "Cinturão e Rota" recebem apoio A proposta de "Construção de uma Comunidade de Destino Compartilhado para a Humanidade" foi reconhecida por 66% dos entrevistados, enquanto as iniciativas globais e a iniciativa "Cinturão e Rota" tiveram uma aceitação de aproximadamente 70%. Em relação às propostas de "multipolarização mundial ordenada e igualitária" e "globalização econômica inclusiva e benéfica", mais de 50% expressaram apoio, cerca de 30% mantiveram uma posição neutra e apenas uma porcentagem de um dígito discordou. China e o "Sul Global" A pesquisa destaca o papel significativo da China no "Sul Global", com a maioria dos entrevistados reconhecendo o país como membro desse bloco emergente. Apenas 4% expressaram opiniões contrárias. Muitos esperam que a China fortaleça a cooperação entre os países do "Sul Global" para promover a paz mundial, a diversidade cultural, a cooperação econômica e o aumento da influência internacional desses países. Quanto à relação da China com os países em desenvolvimento, os dados indicam que a maioria considera a China um parceiro estratégico. A opinião pública reconhece a contribuição do país em áreas como industrialização, modernização e fortalecimento da base econômica, desmentindo narrativas de "novo colonialismo" e "armadilha da dívida" frequentemente propagadas por setores ocidentais. Nos países africanos, mais de 60% dos entrevistados têm uma visão positiva das ações da China, enquanto cerca de 10% têm uma opinião negativa. Metodologia da pesquisa Os países selecionados para o estudo incluem todos os membros do G20, do BRICS, da ASEAN, além de nações representativas de todos os continentes. O público-alvo incluiu cidadãos entre 18 e 70 anos, com dados coletados por meio de métodos variados, adaptados às realidades locais. Foram utilizadas entrevistas presenciais (CAPI/PAPI), pesquisas telefônicas assistidas por computador (CATI) e pesquisas online de grande escala. As amostras foram ajustadas com base na demografia de cada país, respeitando normas globais de pesquisa. O estudo resultou em 51.332 amostras válidas, tornando-se a maior pesquisa global conduzida pela China desde a fundação da República Popular, com o maior número de países, amostras e questionários abrangentes já realizados. Fonte: chinanews.com.cn

10 de janeiro de 2025
China2Brazil
O vice-ministro das Finanças da China, Liao Min, anunciou em 10 de janeiro que o país adotará uma política fiscal mais ativa em 2025. A medida visa intensificar a regulação contra-cíclica enquanto mantém a sustentabilidade fiscal a médio e longo prazo. As declarações foram feitas durante a conferência de imprensa da série “Os Resultados do Desenvolvimento Econômico de Alta Qualidade da China”, organizada pelo Escritório de Informação do Governo. Segundo Liao, a política fiscal será implementada de maneira mais vigorosa e estruturada, alinhada às diretrizes estabelecidas na Conferência Econômica Central do Trabalho. Ele destacou que a nova abordagem será baseada em três pilares principais: força, eficiência e oportunidade. O governo ampliará o espaço para políticas fiscais, aumentando a taxa de déficit orçamentário e intensificando as despesas públicas. Haverá um reforço nas transferências para governos locais, com foco no fortalecimento da capacidade financeira regional e na garantia do fundo de apoio para saúde, educação e previdência social. Além disso, será expandida a emissão de títulos governamentais, incluindo títulos especiais de dívida pública de longo prazo. A estrutura de despesas será otimizada para priorizar iniciativas que beneficiem diretamente a população e promovam o consumo. Entre as medidas estão o incentivo ao emprego estável, o aumento da renda dos residentes e o aprimoramento do sistema de segurança social. Haverá também maior investimento em áreas estratégicas, como educação, pesquisa científica, revitalização rural e economia verde. Segundo Liao, cada recurso será usado de forma criteriosa, garantindo maior retorno social e econômico. As políticas serão aplicadas de forma proativa, com um ritmo acelerado de implementação. A intenção é gerar impacto real em curto prazo, impulsionando investimentos sociais e maximizando a eficácia das medidas fiscais. Além disso, Liao mencionou o compromisso com o aprofundamento do sistema fiscal e tributário, destacando a necessidade de prevenir riscos em áreas-chave e promover o funcionamento estável das finanças públicas. O vice-ministro ressaltou que, diante das complexidades do cenário econômico global e interno, o governo chinês dispõe de ferramentas e espaço político para agir. “Acompanharemos de perto as condições internacionais e domésticas, ajustando as políticas de forma dinâmica e introduzindo medidas de reserva gradualmente para garantir suporte sólido ao desenvolvimento econômico e social”, concluiu Liao. Fonte: news.cn

9 de janeiro de 2025
China2Brazil
A China iniciou 2024 com uma meta de crescimento de 5%. Nos primeiros nove meses, a China registrou um crescimento de 4,8% no Produto Interno Bruto (PIB) , alinhado às projeções. No terceiro trimestre, o avanço foi de 4,6%, um desempenho similar ao do segundo trimestre. O ano de 2025 acaba de começar e o mercado aguarda os dados consolidados da economia chinesa para o ano que passou. No terceiro trimestre de 2024, o resultado foi impulsionado principalmente pelo setor industrial, que cresceu 5,8%, impulsionado pela produção de produtos de alta tecnologia que teve alta de 9,1%, e o setor de veículos de nova energia, que cresceu 33,8%. O setor de serviços apresentou recuperação robusta, com destaque para as áreas de tecnologia da informação e software, que avançaram 11,3%. As exportações permanecem resilientes, com alta de 6,0% no terceiro trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023, impulsionadas pela crescente demanda externa. O comércio eletrônico também segue em expansão, liderado por novos modelos como o live commerce, que contribuíram para que as vendas online representassem 26% do varejo total. Já o consumo interno ganhou tração, passando de um crescimento de 2,6% no segundo trimestre para 2,7% no terceiro. Um aspecto importante foram as políticas de estímulo ao consumo interno implementadas pelo governo chinês, como a concessão de subsídios para consumidores para a troca de aparelhos eletrônicos, bicicletas elétricas, entre outros. Os incentivos de renovação da frota automotiva tem avançado com impactos positivos já perceptíveis no mercado. Em novembro, as vendas de veículos de passageiros no mercado interno somaram 2,423 milhões de unidades, representando um aumento de 16,5% em comparação ao mesmo período de 2023. A taxa de crescimento acelerou 5,2 pontos percentuais em relação ao mês de outubro. Desafios para a economia No entanto, a economia chinesa continua enfrentando desafios, como crescimento modesto do mercado interno, produção industrial contraída e baixa utilização da capacidade instalada, fatores que têm limitado a recuperação econômica. O setor imobiliário enfrenta dificuldades, com uma desaceleração no crescimento do investimento devido ao elevado estoque de propriedades. A inflação manteve-se controlada, com alta de 0,4% no terceiro trimestre de 2024 em relação ao ano anterior. Diante desses obstáculos, o governo chinês anunciou no final de setembro um pacote de estímulos fiscais e financeiros para apoiar o consumo, o investimento, o setor imobiliário e os mercados de capitais. A expectativa é que as políticas tenham impacto positivo ao longo de 2025, estabilizando os preços do setor imobiliário e promovendo uma recuperação mais sólida. Por: Daniel Lau Diretor Comercial do IEST Group

9 de janeiro de 2025
China2Brazil
Com o objetivo de facilitar os pagamentos para estrangeiros que visitam a China, Pequim lançou dois novos dispositivos tecnológicos no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Pequim Capital, no ponto de serviço "Beijing Service". Em 8 de janeiro, foram apresentados oficialmente o dispositivo portátil “Changyoutong” e o cartão “Mifangka”, que prometem transformar a experiência de consumo e mobilidade dos visitantes. "Changyoutong": pagamento por QR code em dispositivos portáteis Com design compacto, semelhante ao tamanho de uma bateria portátil, o “Changyoutong” é um terminal multifuncional que inclui tela, câmera, entrada para cartão SIM e suporte a conexões Wi-Fi. Desenvolvido pela UnionPay da China , Banco de Pequim e Beijing Unicom, o dispositivo permite que turistas façam pagamentos por QR code, utilizem tradução de voz e acessem serviços bancários com praticidade. No balcão do serviço de pagamento do aeroporto, localizado a menos de 100 metros da saída do portão de chegada internacional, os turistas podem alugar o dispositivo apresentando apenas o passaporte. Além disso, o processo para abrir uma conta no Banco de Pequim, recarregar o saldo e configurar o “Changyoutong” leva cerca de cinco minutos. "Os turistas podem recarregar o dispositivo tanto com cartão de crédito quanto em dinheiro. Após carregar o saldo, é possível inserir um cartão UnionPay físico no dispositivo para realizar pagamentos por código QR, seja por escaneamento ativo ou passivo", explicou um funcionário do serviço. "Mifangka": pagamento por aproximação com RMB digital O cartão “Mifangka” foi desenvolvido para atender ao crescente uso de pagamentos por aproximação, utilizando tecnologia NFC. Resultado de uma parceria entre o Banco da China, China Unicom e Beijing Pass, o cartão funciona a partir de um chip SIM que oferece múltiplas funcionalidades, como chamadas, acesso à internet, pagamento com RMB digital e transporte público em Pequim. De acordo com um representante do Banco da China, o “Mifangka” elimina a necessidade de baixar aplicativos ou registrar contas adicionais, facilitando a integração dos turistas em diversos cenários. Mesmo sem rede ou bateria no celular, o pagamento por aproximação continua funcional, permitindo, por exemplo, a entrada no metrô ou compras em lojas. Limitações e fase de testes Ambos os dispositivos estão em fase de testes antes do lançamento oficial. O “Changyoutong” possui um limite de recarga acumulativa de RMB 10.000, com limite de pagamento de RMB 1.000 por transação. Já o “Mifangka” permite recargas de até RMB 5.000, com limite de RMB 500 por transação. Em ambos os casos, apenas pagamentos para consumo são autorizados, sem possibilidade de saques ou transferências. Uma vitrine para a tecnologia chinesa Para Jiang Xiangling, diretora do Departamento de Pagamento e Liquidação do Banco do Povo da China, Filial de Pequim, os novos produtos reforçam o compromisso da cidade em garantir aos estrangeiros uma experiência de pagamento prática e acessível. "Os dispositivos apresentados não apenas facilitam os pagamentos, mas também destacam a inovação e a filosofia de pagamento da China no cenário global", afirmou Jiang. O ponto de serviço "Beijing Service", no aeroporto, reflete o empenho de Pequim em proporcionar soluções diversificadas, como pagamentos sem contato e uso de cartões de crédito, garantindo que turistas estrangeiros se sintam “em casa” durante sua estadia na China. Fonte: beijing.gov.cn

9 de janeiro de 2025
China2Brazil
A arrecadação no setor imobiliário da China por meio de emissão de títulos registrou uma queda de 18,4% em 2024, em comparação ao ano anterior. Apesar da retração, há sinais de recuperação com a entrada em vigor de novas políticas, segundo relatório divulgado pelo China Index Academy nesta quinta-feira, 9. De acordo com o estudo, as incorporadoras levantaram 565,31 bilhões de yuans (US$77,1 bilhões) no ano passado através da venda de instrumentos de dívida. No entanto, o financiamento no setor vem caindo desde o segundo semestre de 2021. A partir de setembro de 2024, houve crescimento anual mensal, impulsionado pela base de comparação baixa do ano anterior. O relatório alerta, porém, que ainda não está claro se essa tendência de recuperação será mantida. Para 2025, o estímulo econômico anunciado em setembro do ano passado deve fortalecer a confiança no mercado. Apesar disso, o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades. As políticas de financiamento devem permanecer flexíveis, mas o volume total de recursos dependerá da velocidade da recuperação do mercado. Outro dado destacado no relatório foi a redução nos custos do financiamento. Com cortes nas taxas de juros e ajustes na estrutura de financiamento, a taxa média caiu 0,72 ponto percentual, fechando o ano em 2,95%. Para títulos de crédito, a taxa foi de 2,86%, enquanto os títulos internacionais tiveram taxa média de 5,22% e os lastreados em ativos, de 3,01%. Apesar da queda nas taxas, o volume de emissões diminuiu significativamente. A emissão de títulos de crédito recuou 18,5% em relação a 2023. Já os títulos internacionais apresentaram queda de 69,5% e os lastreados em ativos, de 13,6%. Diante desses desafios, especialistas recomendam que as incorporadoras busquem diversificar canais de financiamento e ampliar o fluxo de caixa. Estratégias como o alongamento de prazos de vencimento de dívidas ou o refinanciamento com novos empréstimos podem ser alternativas para enfrentar o cenário atual. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Gov.cn

9 de janeiro de 2025
China2Brazil
A TCL Technology Group espera um crescimento de 30% nas vendas na América do Norte em 2025 em relação ao ano passado, impulsionado pela recente reestruturação de sua cadeia de suprimentos e pela otimização do portfólio de produtos, afirmou Li Dongsheng, presidente e fundador da fabricante chinesa de televisores, em entrevista ao Yicai durante a Consumer Electronics Show (CES) , realizada em Las Vegas. No ano passado, as operações da empresa nos Estados Unidos devem ter crescido cerca de 20%, destacou Li. Com o maior estande entre as empresas chinesas no renomado evento de tecnologia, cobrindo 2.342 metros quadrados, a TCL apresentou a TV QD-Mini LED X11K, que promete ser um sucesso de vendas na América do Norte em 2025, além de outros lançamentos, como a TV QD-Mini LED de 115 polegadas QM891G, que deve chegar ao mercado em breve. Preços competitivos e vantajosos têm impulsionado o desempenho da marca. Segundo dados das consultorias GfK e Circana, a TCL ficou em segundo lugar nos Estados Unidos tanto em remessas quanto em vendas de televisores nos três primeiros trimestres do ano passado. O envio de TVs com 75 polegadas ou mais no país registrou um salto de 72,6% na comparação anual, de acordo com a Circana, sediada em Chicago. A fábrica da TCL no México desempenha um papel estratégico como “ponte” para o mercado norte-americano, produzindo cerca de três milhões de televisores por ano, segundo Wen Enjiang, responsável pela planta. Além disso, a TCL formou no ano passado uma equipe nos Estados Unidos dedicada à promoção de produtos, operações de e-commerce e varejo, revelou Zhong Qi, gerente de mercado da TCL Industries para a América do Norte. Apesar das perspectivas positivas, a empresa enfrenta desafios significativos em 2025. Com a posse de uma nova administração nos Estados Unidos, possíveis mudanças nas políticas podem impactar o setor, alertam especialistas. Além disso, o aumento de 12% no salário mínimo no México coloca grande pressão sobre as operações das fábricas no país. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global