
16 de janeiro de 2025
China2Brazil
Após dois anos consecutivos de retração, o mercado de smartphones na China voltou a crescer em 2024. Segundo relatório da empresa de análise Canalys, as remessas anuais de smartphones aumentaram 4% em relação ao ano anterior, totalizando 285 milhões de unidades. O desempenho positivo foi impulsionado por investimentos estratégicos dos fabricantes e avanços em inovação tecnológica. A Vivo liderou o mercado chinês em 2023, com 49,3 milhões de unidades comercializadas—um crescimento de 11% em comparação ao ano anterior—e conquistou 17% de participação de mercado. A Huawei Technologies ocupou a segunda posição, com 46 milhões de unidades enviadas, registrando expressivo aumento de 37% e garantindo 16% do mercado. A Apple ficou em terceiro lugar, enquanto Oppo e Honor completaram o ranking nas quarta e quinta colocações, ambas com 15% de participação, evidenciando a acirrada competição no setor. Para 2024, o analista Lucas Zhong projeta que as remessas de smartphones na China ultrapassam 290 milhões de unidades. Ele destaca que o mercado chinês apresenta um ambiente favorável, com previsão de recuperação estável da demanda, melhora nas condições macroeconômicas e operações comerciais saudáveis. Outro fator positivo é o recente anúncio do governo chinês sobre subsídios para a compra de smartphones, medida que deve estimular ainda mais o crescimento do setor. No quarto trimestre de 2023, o mercado apresentou crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 77,4 milhões de unidades enviadas. Esse resultado foi impulsionado pelas vendas de fim de ano no segmento premium e pelos subsídios nacionais para formação de estoque. Durante esse período, a Apple retomou a liderança do mercado, alcançando 17% de participação, apesar de uma queda de 25% nas remessas. A Vivo manteve-se na segunda posição, enquanto a Huawei ficou em terceiro, com 12,9 milhões de unidades vendidas. De acordo com o analista sênior Toby Zhu, o crescimento registrado é resultado de uma estrutura de mercado sólida, sustentada pelo aumento do valor agregado dos produtos, inovações tecnológicas, educação do consumidor e recuperação da demanda. A expectativa é que o mercado de smartphones na China continue em trajetória de crescimento em 2024, consolidando-se como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

16 de janeiro de 2025
China2Brazil
A província de Guangdong, na China, deve alcançar um novo marco econômico em 2024, com seu Produto Interno Bruto (PIB) projetado para ultrapassar RMB 14 trilhões (cerca de R$11,4 trilhões ou US$1,9 trilhão, na conversão feita em 16 de janeiro de 2025), consolidando sua posição como a maior economia provincial do país por 36 anos consecutivos. Considerando a conversão de moedas de hoje, esse valor superaria o PIB do Brasil em 2023, registrado em R$ 10,9 trilhões. O anúncio foi feito pelo governador Wang Weizhong durante a Terceira Sessão da 14.ª Assembleia Popular Provincial de Guangdong, realizada em Guangzhou no dia 15 de janeiro. Segundo Wang, além do crescimento no PIB, o volume total de importações e exportações da província deve ultrapassar RMB 9 trilhões, representando um aumento de 9,8% em relação ao ano anterior. Guangdong continua a liderar o comércio internacional da China por 39 anos consecutivos, contribuindo com 38,7% do incremento comercial do país. Nos últimos anos, o peso econômico de Guangdong tem aumentado consistentemente, representando mais de 10% do PIB nacional chinês . No setor industrial, o valor adicionado das empresas acima do tamanho designado cresceu 4,2%, com cerca de 74.000 empresas industriais desse porte operando na província. A receita orçamentária pública geral local alcançou RMB 1,35 trilhão, também se mantendo em primeiro lugar no país por 34 anos consecutivos. Esses indicadores reafirmam a robustez da economia provincial e sua capacidade de adaptação às dinâmicas globais. Fonte: yicai.com

16 de janeiro de 2025
China2Brazil
Pesquisadores chineses identificaram um padrão inusitado de crescimento cristalino nas amostras lunares coletadas pela missão Chang'e-5 . O estudo revelou que nanocristais de cromita podem crescer para fora da superfície da olivina de forma semelhante a "cogumelos após a chuva", conforme relatado pela equipe de pesquisa ao Global Times. Essa descoberta pode indicar um processo extremo de cristalização fora do equilíbrio, oferecendo novas referências para estudos futuros sobre mecanismos de crescimento de cristais em corpos celestes sem atmosfera e em condições extremas. Os resultados da pesquisa foram publicados na primeira edição de 2025 da revista acadêmica internacional American Mineralogist. A cristalização é um processo fisicoquímico essencial que influencia diversas propriedades de substâncias no estado condensado. Avanços na cristalografia e na química dos cristais são fundamentais para aprofundar o entendimento humano sobre processos geológicos, ciência dos materiais e biogeoquímica . As teorias clássicas de crescimento cristalino são baseadas em materiais terrestres, enquanto os processos de cristalização em ambientes extraterrestres permanecem pouco compreendidos. A Lua, por exemplo, por não possuir atmosfera protetora, está constantemente exposta ao bombardeio de micrometeoroides e partículas de alta energia. Sob condições extremas de temperatura e pressão geradas por esses impactos, o tamanho dos grãos, a morfologia, os padrões de crescimento e a composição mineral dos cristais lunares apresentam diferenças significativas em relação aos encontrados na Terra. A partir de uma análise detalhada das amostras de solo lunar da missão Chang'e-5, a equipe liderada pelo acadêmico He Hongping, do Instituto de Geoquímica de Guangzhou da Academia Chinesa de Ciências, identificou o peculiar fenômeno de crescimento cristalino. Especificamente, nanocristais de cromita se desenvolvem para fora da superfície da olivina, formando estruturas semelhantes a cogumelos. Para entender os mecanismos por trás desse fenômeno, a equipe realizou pesquisas mineralógicas em escala micro e nano na brecha lunar coletada pela missão Chang'e-5, utilizando microscopia eletrônica avançada e métodos de análise relacionados. O estudo propõe um novo mecanismo de crescimento sob condições extremas de não equilíbrio, no qual íons impuros presentes nas fases originais geram novas fases minerais nas interfaces heterogêneas. Essa descoberta demonstra, pela primeira vez, que o crescimento orientado por encaixe de cristais pode ocorrer não apenas em sistemas homogênos, mas também em sistemas heterogênos. Esse insight amplia e complementa a teoria existente sobre mecanismos de crescimento não clássicos. Considerando os frequentes impactos de meteoróides na Lua, a equipe acredita que esse mecanismo pode ser comum na camada de intemperismo lunar, afetando a composição mineral e a distribuição de elementos na superfície lunar. Além disso, a presença dessas estruturas em forma de cogumelo pode servir como indicador de cristalização extrema fora do equilíbrio, fornecendo referências para pesquisas futuras sobre mecanismos de crescimento de cristais em corpos celestes sem atmosfera e em condições extremas. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Global Times

15 de janeiro de 2025
China2Brazil
O IEST Group abre nesta quarta-feira, 15 de janeiro, as inscrições para o Programa IEST Talentos 2025 , para contratar profissionais para as posições de trainee e estágio. A empresa de consultoria com larga experiência no atendimento às multinacionais chinesas instaladas no Brasil, está oferecendo três vagas para trainee e 10 para estágio nas áreas contábil, fiscal, Departamento Pessoal e consultoria. O IEST Group busca estudantes no último ano de graduação e recém-formados nos cursos de Ciências Contábeis, Administração, Economia e Recursos Humanos. O Programa oferece desenvolvimento de carreira estruturado, oportunidade de crescimento dentro da empresa, mentoria com profissionais experientes e exposição a diferentes áreas da empresa. Os aprovados terão a oportunidade de aprender e se desenvolver em suas áreas de atuação, atendendo as maiores empresas multinacionais presentes no mercado brasileiro. As estapas incluem inscrições online, triagem, entrevista, testes online, entrevista com gestores (presencial ou online), e por fim, a aprovação. As candidaturas podem ser feitas através do site do IEST Group e ficarão abertas de 15 de janeiro a 17 de fevereiro. Incrições: https://iestgroup.com.br/iest-talentos-2025 Período: De 15 de janeiro a 17 de fevereiro

15 de janeiro de 2025
China2Brazil
A confiança dos investidores em Xangai voltou a entrar em território expansionista no quarto trimestre de 2024, impulsionada por uma série de medidas de estímulo econômico adotadas pelo governo chinês. O Índice de Confiança do Investidor de Xangai atingiu 106,57 pontos, uma alta de quase 11 pontos em relação ao trimestre anterior e mais de oito pontos acima do registrado no mesmo período do ano anterior, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira, 15. Leituras acima de 100 indicam otimismo. O índice é baseado em uma pesquisa conduzida pela Universidade de Finanças e Economia de Xangai (SUFE) e é composto por quatro subíndices que avaliam o ambiente de negócios e o nível de confiança entre empresários, investidores institucionais e investidores individuais. Todos os componentes apresentaram crescimento no último trimestre, com exceção do índice de confiança de investimento dos empresários. Os professores Xu Guoxiang e Chang Ning, da SUFE, atribuíram a alta do índice agregado às recentes políticas macroeconômicas intensivas da China, que sinalizaram estabilidade no crescimento e elevaram a confiança dos investidores no desenvolvimento econômico. Além disso, os mercados acionários da China continental registraram uma forte recuperação, impulsionados por medidas favoráveis como o suporte ao setor imobiliário e cortes na taxa de compulsório bancário, resultando em um aumento significativo na satisfação dos investidores com os retornos obtidos. Os especialistas também destacaram que, com a recuperação gradual da economia global e a mudança na política monetária do Federal Reserve, o capital internacional demonstrou maior interesse pelo mercado chinês, transformando as expectativas dos investidores de cautelosas para otimistas. Para os próximos meses, Xu enfatizou que a China precisa concentrar esforços em fortalecer o crescimento econômico para manter a confiança dos investidores. Ele recomendou a adoção de políticas macroeconômicas mais proativas, incluindo medidas fiscais agressivas e políticas monetárias moderadamente flexíveis. Além disso, sugeriu que o governo redirecione o foco da expansão da demanda interna para o apoio direto ao consumidor. Por fim, ressaltou a importância de estreitar os laços com os mercados de capitais internacionais para atrair mais investimentos estrangeiros para o mercado chinês. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

15 de janeiro de 2025
China2Brazil
Pequim estabeleceu como meta para 2025 um crescimento econômico de cerca de 5%, conforme anunciado durante as reuniões de governo , as “Duas Sessões”, realizadas em 14 de janeiro. O Relatório do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social do Município de Pequim apresentou medidas concretas para atingir o objetivo, que reflete um compromisso com a melhoria das condições de vida da população e o fortalecimento da economia local. A meta de 5% representa, historicamente, um novo patamar baseado na recuperação econômica de 2024, indicando maior valor absoluto e incremento em comparação ao ano anterior. Em termos comparativos, a taxa global média de crescimento econômico nos últimos anos foi de cerca de 3%. Países desenvolvidos, como Estados Unidos, registram taxas em torno de 3%, enquanto na zona do euro e no Japão o crescimento permanece abaixo de 1%. Por outro lado, países em desenvolvimento alcançam uma média de 4%. Com um PIB per capita de aproximadamente US$ 30.000, a meta de Pequim destaca-se como ambiciosa e superior à de regiões com níveis de desenvolvimento similares. Para atingir esse objetivo, Pequim aposta em políticas econômicas robustas e bem alinhadas. Em 2025, a cidade contará com maior regulação contra-cíclica, políticas fiscais ativas e monetárias flexíveis, além de medidas estruturais que reforçam a economia digital e verde. A consistência nas políticas macroeconômicas, aliada à implementação de importantes tarefas estratégicas e projetos do 14º Plano Quinquenal, será fundamental para criar um ambiente favorável à estabilidade e ao crescimento. O plano também prevê que o potencial do mercado de Pequim será amplamente explorado, com investimentos em renovação urbana, tecnologias verdes e novas forças produtivas. O consumo digital, os serviços para idosos e a economia verde devem continuar a gerar novas demandas, alimentando o crescimento econômico e criando novas oportunidades de mercado. A ligação entre o crescimento econômico e a qualidade de vida é central para Pequim. Mais de 50% do PIB local nos anos anteriores foi diretamente revertido em remuneração para os trabalhadores, enquanto cerca de 10% das receitas fiscais foram destinadas a gastos sociais. A meta de crescimento de 5% busca consolidar essas conquistas, promovendo uma economia que não apenas avance, mas também beneficie diretamente a população. O crescimento econômico é a principal alavanca para o aumento da renda da população, mantendo uma relação de sincronia com os níveis de expansão econômica, conforme demonstram dados históricos. Para que Pequim atinja sua meta de crescimento de cerca de 5% em 2025, será fundamental estabilizar os mercados imobiliário e acionário, garantindo que os recursos financeiros da população, os chamados “bolsos”, sejam protegidos e fortalecidos. Recentemente, observa-se maior atividade no mercado de ações, com transações mais frequentes, enquanto o mercado imobiliário registra aumento no entusiasmo de compradores, refletido no crescimento das assinaturas de contratos. Esses sinais de aquecimento econômico indicam confiança renovada e são essenciais para sustentar a trajetória de crescimento projetada. Além disso, reformas estruturais previstas para 2025 visam modernizar os mecanismos de incentivo em universidades, hospitais e institutos de pesquisa, promovendo aumentos salariais proporcionais ao desempenho econômico. Esse alinhamento garante que os benefícios do crescimento cheguem diretamente à população, ampliando sua capacidade de consumo e fortalecendo a economia doméstica. Fonte: fgw.beijing.gov.cn

15 de janeiro de 2025
China2Brazil
O mercado global de smartphones encerrou 2024 com uma forte recuperação após dois anos de retração. Segundo o "Relatório de Acompanhamento Trimestral Global de Celulares" da International Data Corporation (IDC), as remessas globais de smartphones no quarto trimestre de 2024 atingiram 331,7 milhões de unidades, um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período de 2023. No total anual, o setor registrou crescimento de 6,4%, alcançando 1,24 bilhão de unidades enviadas. Outro relatório, da Canalys, corroborou o desempenho positivo, apontando um aumento de 7% no volume de remessas, que somaram 1,22 bilhão de unidades. A Apple liderou o mercado pelo segundo ano consecutivo, superando a Samsung. Apple e Samsung mantém liderança, mas enfrentam queda nas quotas de mercado De acordo com a IDC, a Apple enviou 232 milhões de unidades em 2024, com uma participação de mercado de 18,7%, mas registrou queda de 0,9% em relação ao ano anterior. A Samsung ficou em segundo lugar, com 223 milhões de unidades enviadas e participação de 18%, uma redução de 1,4%. Fabricantes chineses, como Xiaomi, Transsion e OPPO , se destacaram no cenário global, aproveitando a demanda por dispositivos de baixo custo. A Xiaomi apresentou o maior crescimento anual entre as cinco maiores fabricantes, enquanto a Transsion e a OPPO disputaram acirradamente as posições seguintes. Produtos de massa impulsionam recuperação do mercado Especialistas apontam que a popularidade dos smartphones de entrada e intermediários foi essencial para o crescimento em 2024. Segundo Nabila Popal, da IDC, estratégias como promoções, planos de parcelamento e ofertas de troca de dispositivos usados ajudaram fabricantes a aumentar suas quotas de mercado, especialmente em mercados emergentes e na China. Zhu Jiatao, da Canalys, destacou que marcas Android como Xiaomi e vivo tiveram forte desempenho graças a uma boa gestão de estoque, ampla rede de distribuição e competitividade de preços. No entanto, a pressão de custos na cadeia de suprimentos e a demanda concentrada em modelos de baixo custo desafiaram os fabricantes de dispositivos de gama média. No quarto trimestre de 2024, fabricantes chineses responderam por 56% das remessas globais de smartphones, segundo Francisco Jeronimo, da IDC. Empresas como Xiaomi, OPPO, vivo, Honor, Huawei e Realme atingiram um marco histórico no período, alavancando sua presença em mercados fora da Ásia, como Europa e África. A Huawei se destacou no segmento de alta gama, reforçando sua posição no mercado doméstico. Perspectivas para 2025 A IDC prevê que o mercado de smartphones continue a crescer em 2025, embora em ritmo mais moderado. Com o ciclo de substituição de aparelhos se alongando e a demanda reprimida sendo liberada em 2024, espera-se uma desaceleração no crescimento. Mesmo assim, a indústria permanece otimista, com as marcas ajustando estratégias para atender a diferentes segmentos e regiões. Fonte: cyol.com

14 de janeiro de 2025
China2Brazil
A Xiaohongshu, uma plataforma chinesa de mídia social e e-commerce comparada ao Instagram e conhecida como RedNote no exterior, alcançou o topo da lista de aplicativos mais baixados na App Store dos EUA, impulsionada pelo possível banimento do TikTok no país. De acordo com os rankings mais recentes, a Xiaohongshu saltou do 209º lugar para o 1º em apenas uma semana. No último ano, a melhor posição que havia alcançado era o 24º lugar. A RedNote, sediada em Xangai, tem como público-alvo o mercado chinês, com a maior parte de seu conteúdo em mandarim. Contudo, o aplicativo registrou um aumento significativo de usuários estrangeiros, que utilizam hashtags como “American from TikTok” (Americano do TikTok) e “TikTok Refugee” (Refugiado do TikTok), gerando engajamento e visibilidade global. Apesar da ascensão meteórica, especialistas do setor, consultados pelo Yicai, alertam que ainda é incerto se a RedNote conseguirá substituir o TikTok. A explosão de novos usuários pode ser apenas um fenômeno passageiro. Um profissional da indústria, com foco no mercado internacional, sugeriu que a popularidade da RedNote pode ter sido parcialmente impulsionada de forma planejada. Ele destacou que, caso o TikTok seja banido, influenciadores americanos tendem a migrar para plataformas como Instagram, X (antigo Twitter) ou Threads. Além disso, a RedNote enfrentará desafios relacionados à conformidade regulatória, como a verificação de identidade real. Alguns usuários estrangeiros relataram dificuldades para interagir com outras contas ou acessar determinadas funcionalidades ao usar números de telefone internacionais. Embora influenciadores de grande alcance possam conseguir se adaptar à RedNote, resta saber se a plataforma será capaz de lidar com o aumento expressivo de usuários e se as exigências regulatórias serão flexibilizadas. O governo dos EUA deu um prazo até 19 de janeiro para que a ByteDance , empresa controladora chinesa do TikTok, venda ou se desfaça da plataforma, citando preocupações de segurança nacional. Caso contrário, o TikTok será banido no país. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

14 de janeiro de 2025
China2Brazil
O comércio exterior da China atingiu um novo recorde em 2024, com o saldo da balança comercial chegando a 43,85 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 5,9 trilhões), um crescimento de 5% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas. As exportações cresceram 7,1%, alcançando 25,45 trilhões de yuans, enquanto as importações subiram 2,3%, somando 18,39 trilhões de yuans. Com esses resultados, a China manteve sua posição como maior comerciante global de bens, fortalecendo parcerias com mais de 150 economias ao redor do mundo. O vice-chefe da Administração Geral das Alfândegas, Wang Lingjun, afirmou que o crescimento do comércio em 2024, de 2,1 trilhões de yuans, equivale ao volume anual de uma economia de médio porte. O comércio com países da Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) avançou 6,4% e representou mais de 50% do total das transações comerciais da China pela primeira vez. A relação com a ASEAN registrou crescimento pelo nono ano consecutivo, mantendo ambos como principais parceiros comerciais pelo quinto ano seguido. O comércio com países do BRICS também apresentou expansão de 5,5%. As relações econômicas com a União Europeia continuaram sólidas, com crescimento de 1,6% no comércio bilateral. Já com os Estados Unidos, o comércio aumentou 4,9%, refletindo o desempenho geral do comércio chinês. A China importou produtos agrícolas, energia, medicamentos e aeronaves dos EUA, enquanto exportou vestuário, eletrônicos e eletrodomésticos, consolidando benefícios mútuos. A expansão das exportações chinesas foi impulsionada por novos produtos, modelos de negócios inovadores e marcas emergentes. As exportações de veículos elétricos cresceram 13,1%, impressoras 3D avançaram 32,8% e robôs industriais dispararam 45,2%. Produtos mecânicos e elétricos tiveram crescimento de 8,7%, representando 59,4% do total exportado. O comércio eletrônico transfronteiriço também teve forte crescimento, alcançando 2,63 trilhões de yuans, um aumento de 1 trilhão de yuans em comparação com 2020. Empresas chinesas relataram resultados positivos, impulsionados por políticas governamentais favoráveis. A Rollmax, fabricante de componentes em Ningbo, teve crescimento de 12% nas exportações, beneficiando-se da ampliação das políticas de isenção de visto, que facilitaram a visita de clientes estrangeiros. A Haitian Holdings, também de Ningbo, registrou aumento de 12% nas exportações, ultrapassando US$ 1,7 bilhão, com destaque para produtos eletromecânicos exportados principalmente para os EUA, União Europeia e Sudeste Asiático. Apesar do desempenho positivo, desafios como medidas protecionistas globais e incertezas econômicas exigem que as empresas chinesas diversifiquem mercados e invistam em fábricas no exterior. Políticas implementadas desde o final de 2023 fortaleceram a base para esse crescimento, como a expansão de zonas-piloto de comércio e a otimização do comércio eletrônico transfronteiriço. Wang Lingjun rebateu as acusações ocidentais de “excesso de capacidade” na indústria chinesa, afirmando que o setor manufatureiro da China continua altamente competitivo e essencial para a estabilidade das cadeias globais de produção. Segundo ele, essas alegações refletem uma tentativa protecionista de conter o desenvolvimento da China. Wang destacou que o crescimento das exportações é impulsionado pela demanda global e pela inovação das empresas, tornando infundadas as preocupações com excesso de capacidade. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Global Times

14 de janeiro de 2025
China2Brazil
Na conferência de imprensa realizada em 13 de janeiro pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado, a Administração Geral das Alfândegas da China apresentou o balanço das importações e exportações de bens comerciais do país em 2024. Questionado sobre a fraca performance das importações na segunda metade do ano passado, o diretor do Departamento de Análise Estatística da Administração, Lv Daliang, explicou que o desempenho foi influenciado por diversos fatores, incluindo queda nos preços de commodities internacionais e restrições comerciais externas. Segundo Lv, o recuo nos preços de commodities como petróleo bruto e minério de ferro — com quedas de 9% e 16,7%, respectivamente — teve impacto direto na desaceleração das importações. Além disso, decisões políticas de outros países que restringiram exportações para a China também influenciaram negativamente. Ele ressaltou que, caso essas restrições não tivessem ocorrido, as importações poderiam ter registrado um crescimento maior. Apesar desses desafios, Lv mostrou otimismo em relação às perspectivas para 2025, apontando que o mercado interno diversificado da China e as políticas de estímulo às importações devem impulsionar o crescimento. "Até 2030, apenas as importações acumuladas dos países em desenvolvimento poderão ultrapassar US$ 8 trilhões", destacou, enfatizando que a China continuará expandindo sua abertura econômica. Exportações atingem marco histórico Em 2024, a China registrou um recorde histórico em exportações, superando pela primeira vez a marca de RMB 25 trilhões, alcançando RMB 25,45 trilhões — um crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Este desempenho mantém a trajetória de crescimento das exportações pelo oitavo ano consecutivo. Questionado sobre o recente aumento no ritmo das exportações, Lv atribuiu o crescimento de 9,2% no quarto trimestre a uma combinação de fatores. Entre eles, destacou o impacto positivo de políticas econômicas incrementais anunciadas em setembro pelo Politburo do Partido Comunista da China, que fortaleceram o suporte ao comércio exterior. Ele também apontou que eventos pontuais, como ajustes no cronograma de embarcações após tufões e mudanças nas datas do Ano Novo Chinês, contribuíram para perturbações no ritmo normal das operações comerciais. Adicionalmente, preocupações com o aumento do protecionismo comercial por parte dos Estados Unidos levaram empresas a antecipar exportações, amplificando o desempenho no último trimestre. Fonte: Shanghai Observer shobserver.com