
27 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Os fabricantes chineses de smartphones estão acelerando sua expansão para o Sudeste Asiático, Europa, América Latina e África. Com dispositivos que agora competem diretamente com os das gigantes Apple e Samsung, aliados a uma forte capacidade de produção, essas empresas estão apostando nos segmentos intermediário e premium como principais áreas de crescimento. Desde o ano passado, um número crescente de fabricantes tem enviado equipes para explorar esses mercados. Além do já conhecido Sudeste Asiático, América Latina e Europa também estão se tornando focos de investimento. “No ano passado, fui ao Brasil quatro vezes”, disse Billy Zhang, presidente de marketing, vendas e serviços internacionais da Oppo, ao Yicai. “Passei muito tempo em aviões, viajando do Sudeste Asiático para a América Latina e, de lá, para a Europa, pulando de cidade em cidade.” A Oppo planeja investir mais recursos em mercados com alta demanda por smartphones intermediários e premium, como Europa e América Latina. “Acredito que, em regiões onde Samsung e Apple dominam atualmente, haverá oportunidades significativas de crescimento para o nosso negócio”, afirmou Zhang. Após resolver sua disputa de patentes com a finlandesa Nokia, a Oppo está confiante em seu crescimento na Europa. “Neste ano, focaremos ainda mais no desenvolvimento do mercado europeu”, acrescentou Zhang. A estratégia da empresa na região terá como prioridade três mercados principais: Alemanha, Espanha e Itália. A meta da fabricante, sediada em Dongguan, é consolidar sua presença nesses países nos próximos três anos. Enquanto isso, a Honor anunciou em janeiro sua entrada no mercado da Indonésia por meio de uma parceria estratégica com a Erajaya, maior varejista de dispositivos móveis e eletrônicos do país. A decisão de ingressar na Indonésia foi tomada com cautela, afirmou Li Jing, chefe da região do Pacífico Sul da Honor. Atualmente, os smartphones intermediários e premium representam cerca de 15% do mercado indonésio, com um potencial de vendas estimado em 5 milhões de unidades. No momento, Apple e Samsung dominam esse segmento, mas a Honor pretende conquistar parte desse espaço. Os fabricantes chineses estão reduzindo a distância em relação à Apple, especialmente em áreas como fotografia, desempenho do sistema e experiência em jogos. Em algumas dessas categorias, as marcas da China já assumiram a liderança tecnológica e estão confiantes para competir diretamente com Apple e Samsung, disse um diretor de tecnologia de uma grande fabricante chinesa. Ele destacou que sua empresa pretende elevar os investimentos nos mercados internacionais este ano. A concorrência imposta pelos fabricantes chineses tem pressionado as gigantes do setor. Em 2023, por exemplo, a participação da Samsung no mercado indonésio caiu de 59% no primeiro trimestre para 48% no terceiro, segundo Zhu Jiatang, analista sênior da consultoria Canalys. A Apple também viu sua fatia encolher, de 10% para 9% no mesmo período, enquanto a participação combinada das marcas chinesas saltou de 31% para 43%. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

27 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A colaboração industrial entre Beijing, Tianjin e Hebei está fortalecendo setores estratégicos e impulsionando o crescimento econômico da região. Na fábrica de automóveis da Xiaomi, por exemplo, um novo veículo elétrico sai da linha de produção a cada 76 segundos, refletindo a sinergia entre os três polos: Hebei fornece aço de alta resistência, Tianjin contribui com sensores de precisão, enquanto empresas de Beijing desenvolvem sistemas de inteligência artificial para supervisão da produção. A estratégia de integração industrial, uma prioridade no desenvolvimento coordenado da região, se baseia em seis cadeias produtivas principais — hidrogênio, biotecnologia e farmacêutica, segurança cibernética e internet industrial, instrumentos de alta precisão e máquinas-ferramentas, veículos de energia nova e conectividade inteligente, além de robótica. Essas cadeias são complementadas por cinco aglomerações de manufatura avançada, consolidando o papel da região como um dos principais polos industriais da China. Colaboração acelera inovação O impacto dessa coordenação pode ser visto em casos como o da Langyu Robot, empresa de Tianjin que desenvolveu um robô industrial com capacidade de carga de 600 toneladas. Com o aumento da demanda internacional, a companhia enfrentou dificuldades para atender às exigências técnicas de clientes estrangeiros. A solução veio por meio da rede de cooperação regional, que conectou a empresa a fornecedores estratégicos como Siemens e Schneider, garantindo a produção dentro dos padrões exigidos. O mapeamento conjunto das cadeias produtivas pelas três províncias tem sido um diferencial para superar desafios tecnológicos e logísticos. Na indústria de hidrogênio, por exemplo, foram identificados 10 gargalos produtivos em 2024, levando à atração de novos investimentos e à instalação de uma empresa estrangeira no distrito de Daxing, em Beijing, fortalecendo a competitividade da cadeia produtiva regional. Expansão tecnológica e novos mercados A integração também se reflete no avanço de novas tecnologias. No setor agrícola, a empresa Kexin (Tianjin) desenvolveu um sistema de monitoramento remoto para plantações, aproveitando os incentivos fiscais do Parque Tecnológico Binhai-Zhongguancun, que oferece infraestrutura semelhante à de Beijing, mas com custos operacionais reduzidos. No setor de veículos elétricos, a cooperação não se limita à produção, mas também ao desenvolvimento de infraestrutura. Em abril de 2024, a rodovia Jingjintang se tornou um corredor de testes para logística autônoma, marcando um novo avanço em conectividade inteligente. O crescimento da região se reflete nos números: em 11 anos, o PIB combinado de Beijing, Tianjin e Hebei ultrapassou RMB 11 trilhões. Em 2024, uma conferência de negócios entre Beijing e Tianjin resultou em 53 novos projetos, com investimentos acima de RMB 30 bilhões. Já os contratos de transferência de tecnologia de Beijing para Tianjin e Hebei saltaram de RMB 7 bilhões, em 2013, para mais de RMB 84 bilhões. Fortalecimento da competitividade global Empresas da região estão expandindo sua influência global. A Phytium Technology, de Tianjin, superou a marca de 10 milhões de unidades vendidas de suas CPUs nacionais, impulsionada pelo suporte tecnológico e financeiro da cooperação regional. No setor de energia renovável, o Grupo Yingli, de Hebei, liderou a elaboração de padrões internacionais para a aplicação de energia solar em construções e estabeleceu parcerias com instituições de pesquisa na Holanda, Singapura e Austrália. A integração de Beijing, Tianjin e Hebei continua a moldar um dos principais polos industriais da China, combinando inovação tecnológica, desenvolvimento sustentável e expansão global. "O objetivo é consolidar a região como referência em manufatura avançada e um pilar da modernização industrial chinesa", afirmou Yin Jihui, diretor da Agência de Indústria e Tecnologia de Tianjin. Fonte: news.cn

27 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A Xiaomi estreia no segmento de luxo do mercado automotivo com o lançamento oficial do SU7 Ultra , seu carro mais caro até o momento. O modelo será apresentado nesta terça-feira (27) e já está disponível para encomenda pelo aplicativo da Xiaomi Auto. Além disso, a empresa inaugurou sua loja oficial na plataforma de comércio eletrônico Tmall, onde o veículo também pode ser adquirido. A loja virtual da Xiaomi Auto na Tmall oferece não apenas o SU7 Ultra, mas também outras versões do SU7, com diferentes configurações e acessórios oficiais, como cortinas de proteção solar, caixas organizadoras para porta-malas e apoios de cabeça. Os consumidores podem ainda agendar test drives online e retirar o veículo presencialmente nas lojas físicas da marca. A parceria entre a Xiaomi e a Tmall marca um novo capítulo na estratégia de integração digital da fabricante chinesa. “A Tmall não é apenas uma plataforma de vendas, mas um motor para a transformação digital das marcas”, afirmou Ji Yun, gerente geral da divisão automotiva da Tmall. Segundo ele, a entrada da Xiaomi Auto na plataforma fortalece o ecossistema de mobilidade inteligente da Tmall, ampliando a sinergia entre e-commerce e tecnologia veicular. O movimento da Xiaomi ocorre em um cenário de crescente digitalização do setor automotivo. Atualmente, mais de 30 fabricantes estão presentes na Tmall, incluindo gigantes como Tesla, BYD, BMW, Audi, Mercedes-Benz e Porsche. A plataforma permite que consumidores comparem modelos, personalizem configurações, calculem planos financeiros e agendem test drives com apenas 1 yuan. A digitalização do setor tem impulsionado as vendas online de automóveis. De acordo com dados do mercado, em 2023, a categoria de veículos na Tmall registrou um crescimento de 45%, com 15% dos pedidos provenientes de veículos de energia nova. Marcas como Porsche já colhem os frutos dessa estratégia: desde o lançamento do serviço de personalização na plataforma, o tempo médio de permanência dos usuários aumentou em 300%, e a taxa de conversão dobrou em relação à média do setor. Com a chegada do SU7 Ultra, a Xiaomi amplia seu portfólio e reforça sua presença no setor automotivo, apostando na integração entre tecnologia, mobilidade e comércio digital para expandir sua atuação no mercado. Fonte: kejixun.com

26 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, em conjunto com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o Ministério das Finanças e a Administração Nacional de Alimentos e Reservas Estratégicas, anunciou a ampliação da política de subsídios para a substituição de máquinas agrícolas obsoletas em 2025. A medida faz parte de um esforço para modernizar o setor e acelerar o ajuste estrutural da maquinaria agrícola no país. De acordo com o comunicado oficial, o escopo dos subsídios será expandido. Além das nove categorias de máquinas já contempladas, passarão a ser incluídos equipamentos como máquinas de lançamento de mudas de arroz, terminais de monitoramento de operações de campo, drones para proteção de plantas, secadores de grãos, selecionadores de cores e moinhos de farinha. As províncias também poderão aumentar o limite máximo de categorias elegíveis para subsídios, de seis para 12, conforme suas necessidades locais, priorizando a estabilidade da produção agrícola . As diretrizes de 2024 serão mantidas, com novos reajustes nos valores dos subsídios para equipamentos estratégicos. A troca de máquinas de lançamento de mudas de arroz, por exemplo, poderá ter um aumento de até 50% no subsídio. Já o teto para a substituição de colhedoras de algodão subirá de 60 mil para 80 mil yuans. Equipamentos como sistemas de direção assistida por satélite Beidou, terminais de monitoramento de operações e drones agrícolas também terão subsídios ampliados em 50%. O governo reforçou a necessidade de fiscalização no uso dos recursos, garantindo que os fundos destinados à renovação da frota agrícola sejam aplicados corretamente. Também será estruturado um sistema de coleta e desmontagem das máquinas obsoletas, facilitando o descarte e a substituição dos equipamentos. Além disso, as autoridades prometem intensificar o combate a fraudes no programa, como falsificação de dados, substituição indevida de equipamentos e montagem de máquinas a partir de peças reutilizadas. A meta é assegurar a execução eficiente e transparente da política de modernização agrícola. Fonte: chinanews.com.cn

26 de fevereiro de 2025
China2Brazil
As ações da Budweiser Brewing Company APAC registraram forte alta após a maior cervejaria em vendas na região Ásia-Pacífico anunciar sua primeira mudança de CEO em sete anos. O conselho de administração da Budweiser APAC nomeou Cheng Yanjun, atual chefe global de Operações da Cadeia de Suprimentos, para suceder Jan Craps como CEO e copresidente a partir de 1º de abril, informou a empresa sediada em Hong Kong em comunicado. Craps deixará o cargo de CEO e copresidente da Budweiser APAC após sete anos e também sairá da controladora Anheuser-Busch InBev, onde trabalhou por 23 anos, para buscar novas oportunidades, segundo a companhia. Com 29 anos de experiência na AB InBev, Cheng já ocupou posições como mestre cervejeiro, chefe de produção e gestão na AB China, CEO do Grupo Harbin e vice-presidente de Suprimentos e Logística para a região Ásia-Pacífico. A Budweiser APAC também divulgou seu balanço de 2024, registrando um lucro atribuível aos acionistas de US$ 726 milhões, uma queda de 15%, enquanto a receita recuou 7% no comparativo anual, para US$ 6,3 bilhões. “2024 foi um ano de resultados mistos”, afirmou Craps. “Nosso posicionamento geográfico compensou parcialmente a fraqueza do setor e a mudança negativa no mix de canais na China, com forte crescimento e impulso comercial na Coreia do Sul e na Índia.” As vendas no mercado chinês caíram 12% no ano passado, reflexo do fraco sentimento do consumidor e da retração da indústria, com menor tráfego e redução dos gastos nos canais de consumo presencial, onde a empresa tem maior presença, explicou a Budweiser APAC. Para 2025, a cervejaria pretende impulsionar o crescimento com um portfólio de produtos aprimorado e expansão dos canais de marketing. “Fizemos escolhas estratégicas claras para liderar e expandir a categoria, ao mesmo tempo em que digitalizamos nossa forte rede de distribuição para gerar valor”, concluiu Craps. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

25 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O Gabinete do Governo Popular de Xangai anunciou recentemente o Plano de Ação Trienal para Promover o Desenvolvimento de Alta Qualidade do Turismo (2025-2027). A iniciativa visa fortalecer a posição da cidade como a principal porta de entrada do turismo na China , um destino urbano de referência e um modelo de integração entre cultura e turismo. O plano propõe seis frentes estratégicas para impulsionar o setor: diversificação dos produtos turísticos, construção de uma indústria inovadora e aberta, integração entre cultura, turismo e tecnologia, aprimoramento da qualidade dos serviços, promoção internacional da cidade e fortalecimento da cooperação regional e global. Ao todo, foram definidas 21 tarefas principais para guiar esse desenvolvimento. Infraestrutura e novos polos turísticos Entre as ações previstas, Xangai aposta na criação e modernização de marcos turísticos de classe mundial. A cidade está acelerando o desenvolvimento do Distrito de Turismo e Lazer Internacional de Xangai e do Distrito de Turismo Nacional de Sheshan, além de expandir sua rede de parques temáticos e consolidar o Distrito de Turismo de Cruzeiros Internacionais. Paralelamente, Chongming está sendo estruturada como um destino ecológico de classe mundial. O plano também prevê a revitalização de cidades históricas do sul do rio Yangtze, como Zhujiajiao, Nanxiang e Sijing, e o fortalecimento de segmentos como "arqueologia + turismo", "patrimônio imaterial + turismo" e "museus + turismo", buscando ampliar a diversidade da oferta cultural. Tecnologia e experiência turística aprimorada Xangai pretende modernizar o turismo com o uso de tecnologia, investindo em museus, galerias de arte e bibliotecas inteligentes, além de aprimorar os serviços oferecidos por atrações e hotéis. O objetivo é melhorar a experiência dos visitantes por meio de soluções digitais e maior conectividade. Em paralelo, a cidade está implementando políticas de apoio ao setor, facilitando a criação de novos produtos turísticos, atraindo visitantes e expandindo mercados. O portal de investimentos turísticos da Ásia-Pacífico será lançado para consolidar a posição de Xangai como um polo global do setor. Eventos como o Festival de Turismo de Xangai também serão fortalecidos para impulsionar o consumo e atrair mais visitantes. Expansão internacional e crescimento no turismo O governo municipal planeja ampliar a cooperação com cidades turísticas chinesas e internacionais, consolidando o Delta do Rio Yangtze como um destino global. A cidade também busca expandir parcerias com os principais países emissores de turistas, aproveitando políticas de isenção de vistos e novas facilidades para grupos estrangeiros . Além disso, Xangai lançará novas rotas turísticas internacionais de alto padrão para fortalecer sua posição no cenário global. Os esforços já começam a mostrar resultados. Durante o feriado do Ano Novo Chinês de 2025, ano da Serpente, a cidade recebeu 17,77 milhões de turistas, um crescimento de 6,08% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência de Cultura e Turismo de Xangai. Com essas iniciativas, Xangai reforça sua ambição de se tornar um dos destinos turísticos mais importantes do mundo, combinando inovação, tradição e uma experiência cada vez mais sofisticada para os visitantes. Fonte: xinhuanet.com

25 de fevereiro de 2025
China2Brazil
As empresas privadas chinesas mantiveram, pelo sexto ano consecutivo, a posição de principal entidade operacional no comércio exterior da China, segundo os dados mais recentes da Administração Geral das Alfândegas. Em 2024, o setor registrou três marcos inéditos, consolidando sua importância para a economia do país. Pela primeira vez, o número de empresas privadas com atividades reais de importação e exportação ultrapassou a marca de 600 mil, alcançando 609 mil companhias. Esse crescimento reforça a relevância do setor para o dinamismo do comércio exterior chinês . Outro avanço inédito foi a ascensão das empresas privadas como a maior entidade de importação e exportação de produtos de alta tecnologia no país. O segmento registrou um crescimento de 12,6% nessas operações, respondendo por 48,5% do valor total do comércio de tecnologia na China — um aumento de três pontos percentuais em relação ao ano anterior. Além disso, a participação das empresas privadas na importação de bens de consumo superou, pela primeira vez, a marca de 50%. A fatia subiu 2,8 pontos percentuais, atingindo 51,3%, com destaque para itens como produtos de higiene pessoal e frutas, nos quais a participação ultrapassou 60%. Recorde de empresas no comércio exterior Ao longo de 2024, as três principais categorias de entidades operacionais no comércio exterior — empresas privadas, de investimento estrangeiro e estatais — ampliaram sua atuação. O número total de empresas envolvidas em importações e exportações chegou a um recorde de quase 700 mil. As empresas privadas, consideradas a "força principal" do comércio exterior chinês, registraram um volume de importação e exportação de RMB 24,33 trilhões no ano, um crescimento de 8,8% em relação a 2023. O setor respondeu por 55,5% do total do comércio exterior do país. Já as empresas de investimento estrangeiro movimentaram RMB 12,8 trilhões, com um crescimento de 1,5%. O desempenho no segundo semestre foi 2,5 pontos percentuais mais acelerado do que no primeiro. Enquanto isso, as empresas estatais desempenharam o papel de "estabilizadoras" da economia, garantindo a manutenção do fluxo comercial. O volume total de importação e exportação dessas companhias somou RMB 6,61 trilhões, com um papel crucial na importação de commodities estratégicas, como alimentos e energia. Os dados reforçam a crescente participação das empresas privadas na economia chinesa e indicam um cenário de maior diversificação e dinamismo no comércio exterior do país. Fonte: gov.cn

25 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Seja comprando produtos premium em grandes supermercados, escolhendo os mais recentes eletrodomésticos inteligentes em lojas de eletrônicos ou se entregando a viagens internacionais, o mercado consumidor da China demonstra sinais de recuperação e constante evolução. Para manter esse ritmo, além de uma série de medidas anunciadas em janeiro para expandir o programa de substituição de bens de consumo, o governo chinês enfatizou a necessidade de ações mais fortes e direcionadas para estimular o consumo, buscando reforçar seu papel fundamental no desenvolvimento econômico. Em suas previsões econômicas para 2025, diversas instituições financeiras globais destacaram o desenvolvimento de alta qualidade da China, observando uma transição gradual para uma economia mais voltada ao consumo e ao setor de serviços. O Citigroup afirmou que "a China teve um início sólido no Ano da Serpente". Passando por uma transformação profunda de crescimento quantitativo para avanços qualitativos, o gigantesco mercado de consumo da China oferece vastas oportunidades de cooperação para países ao redor do mundo. Com a qualidade superando gradualmente o preço como principal fator para muitos consumidores chineses, essa mudança de mentalidade tem impulsionado o crescimento de gigantes do varejo focados na qualidade, como o Sam's Club , rede de lojas por assinatura do Walmart na China. Tendo entrado no mercado chinês em 1996 com sua primeira loja em Shenzhen, na província de Guangdong, essa varejista abriu desde então 53 lojas em mais de 20 cidades chinesas, cobrindo centros urbanos de primeiro e segundo níveis, com planos de acelerar ainda mais sua expansão. O relatório de resultados do terceiro trimestre fiscal de 2024 do Walmart revelou que as vendas online do Sam's Club na China cresceram 25%, enquanto a receita com assinaturas aumentou 22%, mantendo um crescimento de dois dígitos por vários trimestres consecutivos. Em novembro, as vendas líquidas do varejista na China totalizaram US$ 15,2 bilhões, com o número de assinantes atingindo 8,6 milhões e as vendas online representando quase 50% da receita total. Seu sucesso sustentado é atribuído à combinação de produtos de alta qualidade, preços competitivos e um modelo de integração entre lojas físicas e digitais, o que tem conquistado os consumidores chineses. Durante feriados como o Festival da Primavera, os consumidores demonstraram maior preferência por produtos premium, escolhendo frutas importadas e caixas de presentes sofisticadas no Sam's Club. "Gastei mais que o dobro do que nos anos anteriores, mas valeu a pena. Os produtos não são apenas os que amo, mas também confiáveis, tornando-os presentes perfeitos", disse um cliente à Agência de Notícias Xinhua. Essa mudança no comportamento do consumidor é particularmente visível entre as gerações mais jovens, que deixaram de priorizar quantidade e baixos preços para se concentrar no valor agregado e na experiência de compra. Em sua estratégia de abraçar o varejo digital na China, o Sam's Club implantou 500 armazéns urbanos em 25 cidades, oferecendo serviços como entrega rápida em uma hora, entrega em toda a cidade e até mesmo envio nacional. O sucesso global da varejista na China também se deve à colaboração com fornecedores locais para aprimorar a qualidade dos produtos e reduzir custos. Seu mochi de vinho de arroz doce com osmanthus, produzido com matérias-primas de alta qualidade das províncias de Hubei e Guangxi, e seu cheesecake basco de taro, que combina taro de Guangxi com creme da Nova Zelândia, são sucessos entre os consumidores chineses. Em consonância com essa demanda por qualidade, a gigante global de chocolates Ferrero também relatou um crescimento expressivo de vendas na China, especialmente durante o Festival da Primavera. Em sua recente atualização de vendas, a empresa destacou um crescimento de dois dígitos no mercado chinês, impulsionado pela demanda crescente, especialmente através de canais emergentes como Sam's Club e Costco, que tiveram um crescimento incrível nos últimos três anos. A fábrica da Ferrero na China, localizada em Hangzhou, na província de Zhejiang desde 2015, registrou recordes de produção e exportação no ano passado, fornecendo não apenas ao mercado doméstico, mas também exportando para outras regiões da Ásia, Oceania e América do Norte. Com o crescimento do mercado consumidor chinês, também aumenta a demanda por produtos mais sustentáveis e inteligentes. O programa de substituição de bens de consumo, lançado em março de 2024, tem impulsionado a compra de eletrodomésticos e contribuído significativamente para o desenvolvimento da indústria. Marcas como Bosch e Siemens, ambas parte da BSH Home Appliances, tiveram um aumento de vendas superior a 50% durante o festival de compras "Double 11" de 2024, com lavadoras de louça e geladeiras francesas crescendo 160% e 113%, respectivamente, na plataforma de e-commerce Suning.com. Os consumidores chineses estão cada vez mais priorizando tecnologia inteligente e sustentabilidade, adotando aparelhos como condicionadores de ar que reduzem o consumo de energia em 50%, geladeiras inteligentes com gestão de estoque de alimentos e eletrodomésticos automatizados para economia de tempo. Segundo Yang Daiyou, diretor do Instituto de Pesquisa de Indústrias Modernas da Academia de Ciências Sociais de Guangzhou, a integração de recursos inteligentes e personalização definirá o futuro dos eletrodomésticos. Essa evolução do mercado chinês está criando oportunidades para empresas estrangeiras que atendem à crescente demanda por produtos verdes e inteligentes, com empresas estrangeiras colhendo benefícios substanciais ao participar ativamente do programa de substituição de bens de consumo. A Starbucks é um exemplo de marca que integrou elementos da cultura tradicional chinesa ao consumo moderno, lançando uma mistura especial de grãos de café para celebrar o Ano Novo Chinês, conquistando o mercado ao combinar sabores locais com tradições chinesas. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: China Daily

24 de fevereiro de 2025
China2Brazil
No auge da revolução da inteligência artificial, Xangai sediou ontem a abertura oficial da Conferência Global de Desenvolvedores Pioneiros 2025, reunindo profissionais de tecnologia de várias partes do mundo sob o tema “Moldando o Global, Possibilidades Infinitas”. O encontro, que promete impulsionar o setor, conta com uma programação diversificada: cerimônia de abertura, intercâmbio entre jovens desenvolvedores de elite, fóruns empresariais e diversas atividades direcionadas aos profissionais da área. O objetivo central do evento é fomentar uma aglomeração industrial de inteligência artificial, integrando empresas e orientando grandes players na capacitação de aplicações verticais em setores estratégicos. Organizado como uma “comunidade de comunidades” para desenvolvedores globais, o congresso se destaca tanto no campo da pesquisa quanto na indústria. De maneira discreta, o DeepSeek , que vem ganhando notoriedade internacional, participou por meio de uma reunião a portas fechadas. Xie Shaofeng, engenheiro-chefe do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, destacou a ascensão da China no cenário global, afirmando que o país já é o segundo com maior número de participantes em código aberto e o de crescimento mais rápido nesse segmento. A conferência, oriunda da Conferência Mundial de Inteligência Artificial e já em sua segunda edição, registrou, em seu último encontro, a presença de 35,6 mil desenvolvedores de forma presencial e alcançou cerca de 32 milhões de participantes online, conforme apurou a IT Home. Durante o evento, Chen Jie, vice-prefeito de Xangai, ressaltou que a cidade está comprometida em consolidar a inteligência artificial como indústria líder. Segundo ele, em 2024 o setor ultrapassou os RMB 450 bilhões, com mais de 60 grandes modelos registrados, posicionando a região em segundo lugar no país. Chen também ressaltou o desenvolvimento de um ecossistema diferenciado, com o “Espaço de Modelagem” em Xuhui e a “Comunidade de Modelagem” em Pudong, que enriquecem o setor industrial. O vice-prefeito anunciou ainda que Xangai continuará a aprimorar seu ecossistema de código aberto, consolidando um sistema de “corpus aberto + modelos de código aberto”, ampliando a força da comunidade e promovendo o compartilhamento de recursos essenciais, como algoritmos, dados e modelos básicos. A cidade também pretende intensificar a cooperação entre fabricantes de chips, desenvolvedores de modelos e empresas de hardware/software, com foco em áreas verticais como terminais inteligentes, AI4S e direção autônoma. Ao mesmo tempo, a administração reforça seu compromisso com uma cultura inclusiva e aberta, incentivando cada vez mais desenvolvedores a se dedicarem à transformação e aplicação de novas tecnologias de inteligência artificial. Fonte: ithome.com

24 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A modernização da cadeia de suprimentos tem sido um diferencial para a produção sob demanda no setor têxtil. A informatização e digitalização dos processos industriais garantem maior eficiência e agilidade, refletindo diretamente na produtividade das fábricas. Em um armazém inteligente de 10 metros de altura, robôs de transporte AGV percorrem o espaço movimentando mercadorias. Uma impressora digital de transferência térmica, equipada com 24 cabeças de impressão, tem capacidade para imprimir de 500 a 600 metros de tecido por hora. Já uma máquina de inspeção automatizada, equipada com 24 câmeras e tecnologia de inteligência artificial , torna o controle de qualidade mais preciso. Telas de monitoramento conectam toda a cadeia produtiva, facilitando a gestão em tempo real. Esse é o cenário da fábrica de quase 20 mil metros quadrados de Zhou Yining, fornecedor de tecidos na cidade de Shunde, Guangdong. Com apoio da gigante do varejo digital SHEIN , Zhou implementou um sistema digital completo que otimiza toda a produção, desde a entrada de matérias-primas até a saída dos produtos acabados. Do ateliê à automação industrial Zhou iniciou sua trajetória em 2011, alugando um pequeno estúdio em Guangzhou para criar designs de roupas. Com o tempo, o negócio evoluiu para uma fábrica de impressão digital de tecidos, atendendo a marcas esportivas e varejistas internacionais. No entanto, após um período de crescimento, os pedidos diminuíram drasticamente, exigindo uma reestruturação. A virada veio em 2018, quando Zhou começou a colaborar com a SHEIN. A empresa adotou o modelo de "pequenos pedidos e resposta rápida", produzindo apenas sob demanda para evitar desperdícios. Para se adequar a essa nova dinâmica, Zhou digitalizou sua produção com orientação da equipe da SHEIN, tornando os processos mais ágeis e eficientes. "Antes, dependíamos de funcionários experientes. Agora, com a padronização, novos contratados aprendem suas funções em apenas cinco dias", explica Zhou. Cerca de 70% de sua equipe hoje é composta por novatos, que operam equipamentos automatizados, como a máquina de inspeção de tecidos. O equipamento permite analisar pelo menos seis vezes mais tecido por dia do que a inspeção manual. A automação também revolucionou a logística interna. "Ninguém quer mais carregar caixas. Com robôs de transporte AGV, substituímos até 30 carregadores, permitindo que os jovens se concentrem em tarefas mais técnicas", diz Zhou. Expansão e inovação Xie Shuangtao, dono de uma fábrica de roupas infantis em Guangzhou, seguiu um caminho semelhante. Antes de trabalhar com a SHEIN, possuía uma pequena unidade de produção com menos de 40 funcionários. Desde 2018, sua empresa cresceu para cinco fábricas, com um aumento de dez vezes no número de trabalhadores. "Passamos de 6 mil peças por mês para centenas de milhares, graças à automação", afirma Xie. Ele investiu em equipamentos de corte automatizado, que substituem até quatro funcionários em tarefas manuais. "Antes, o corte de tecido exigia duas pessoas. Agora, com as máquinas, aumentamos a eficiência em 30%." Para facilitar essa transição digital, a SHEIN investiu RMB 250 milhões nos últimos dois anos. A empresa desenvolveu soluções para automatização e digitalização de fábricas, além de promover treinamentos de gestão e produção para fornecedores. O futuro da cadeia de suprimentos flexível A digitalização também transformou a forma como os fornecedores gerenciam suas operações. Zhou Yining relembra os desafios antes da automação: "Usávamos planilhas para controlar pedidos e isso levava a erros frequentes. Agora, todo o processo é monitorado em tempo real no sistema." Com a implementação da gestão digital, a SHEIN permite que fornecedores acompanhem em tempo real não apenas a produção, mas também a demanda de mercado. "Antes, fazíamos grandes pedidos mensais. Agora, recebemos novas demandas diariamente, reduzindo estoques e desperdício", diz Xie. Nos últimos anos, grandes fabricantes têxteis na China vêm investindo em tecnologias digitais e produção modular para atender às novas exigências do mercado. Algumas cidades chinesas oferecem incentivos para fábricas inteligentes, como subsídios de até RMB 3 milhões para modernização industrial. A SHEIN também está expandindo sua infraestrutura logística. Recentemente, foi inaugurado o "Parque Industrial de Inteligência da Baía de SHEIN", em Guangdong, e novos centros estão em construção, com investimentos que ultrapassam RMB 10 bilhões. A iniciativa visa criar um centro de distribuição global integrado, combinando operações, armazenagem e envio automatizado. Um estudo do Boston Consulting Group destaca que a eficiência na cadeia de suprimentos é essencial para atender às novas demandas do mercado de moda. A SHEIN, pioneira no modelo digital DTC (direct-to-consumer), tem utilizado sua capacidade tecnológica para desenvolver um sistema de produção flexível, baseado em pequenos pedidos e resposta rápida. O avanço da digitalização na indústria têxtil chinesa demonstra que a tecnologia é o caminho para aumentar a competitividade e otimizar processos produtivos. Com um modelo baseado em inovação e eficiência, a produção sob demanda se firma como uma tendência para o futuro da moda. Fonte: yicai.com