
7 de março de 2025
China2Brazil
O mercado internacional de semicondutores deve crescer a uma taxa de dois dígitos este ano, impulsionado pela demanda em setores emergentes, como inteligência artificial e redes móveis de quinta e sexta gerações, afirmou ontem o vice-presidente global da Semiconductor Equipment and Materials International (SEMI) e presidente da associação global da indústria de chips na China. “A SEMI prevê crescimento positivo nas vendas de semicondutores pelos próximos seis anos, impulsionado pela demanda por IA generativa, expansão da indústria automotiva, aumento no número de dispositivos IoT e a implementação das tecnologias 5G e 6G”, disse Ju Long. Alcançar um mercado trilionário até 2030 já está no horizonte e pode acontecer até antes, segundo Ju. Após uma queda de 11% em 2023, o mercado global de semicondutores se recuperou fortemente no ano passado, registrando um salto de quase 20% na comparação anual, atingindo US$ 628 bilhões. O investimento global em equipamentos para fabricação de chips deve atingir um recorde de US$ 112,8 bilhões em 2024 e continuar crescendo nos próximos três anos, segundo relatório da SEMI. A China mantém-se como o maior mercado mundial de equipamentos para semicondutores há cinco anos consecutivos. Embora o crescimento do mercado chinês de equipamentos de semicondutores deva desacelerar este ano, os investimentos continuarão, afirmou Ju. A demanda doméstica em alta e a ênfase na produção local seguem impulsionando a necessidade de maior capacidade produtiva no país. O nível tecnológico também está avançando de forma constante. Segundo ele, eventuais gargalos ou excesso de capacidade fazem parte do processo natural de desenvolvimento e não devem interromper o dinamismo do setor na China. Além da China e da região Ásia-Pacífico, que continuam investindo na fabricação de chips, América do Norte, Europa, Japão e Sudeste Asiático também estão ampliando seus investimentos na indústria. Mercados emergentes, como Índia e Oriente Médio, começam a ganhar participação no setor, refletindo uma reconfiguração da cadeia global de semicondutores. A maior parte da inovação na indústria vem do setor privado, disse Ju. Segundo ele, os governos podem fornecer diretrizes políticas e apoio financeiro para impulsionar essas empresas. No entanto, os semicondutores são, em essência, um setor global. Embora a China tenha capacidade para explorar novas oportunidades, a inovação depende da interação com outros países. Empresas chinesas devem ter o mercado global como objetivo, acrescentou. A maior feira mundial de semicondutores, a SEMICON China, será realizada em Xangai a partir de 26 de março. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

6 de março de 2025
China2Brazil
O presidente do Banco Popular da China (PBOC), Pan Gongsheng, afirmou nesta quinta-feira (6) que a instituição reduzirá a taxa de reserva obrigatória e as taxas de juros em momento oportuno, de acordo com o cenário econômico e financeiro global e interno. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre temas econômicos na terceira sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional. Atualmente, a taxa média de reserva obrigatória das instituições financeiras está em 6,6%, com possibilidade de novos cortes. Segundo Pan, o banco central também avalia reduzir os juros dos instrumentos de política monetária estrutural. Além disso, a China pretende ampliar o escopo dos empréstimos voltados à inovação e renovação tecnológica, fortalecendo a cobertura de apoio político para esses setores. Fonte: lianghui.people.com.cn

6 de março de 2025
China2Brazil
A terceira sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional da China foi realizada na manhã de 5 de março, no Grande Salão do Povo. Durante o evento, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apresentou o relatório de trabalho do governo, destacando a meta de crescimento econômico do país para 2025. O indicador de 5% chamou a atenção da imprensa internacional, que acompanhou o evento com transmissões ao vivo e reportagens em tempo real. A Bloomberg citou Vey-Sern Ling, diretor administrativo do Union Bancaire Privée, que considerou a meta "um impulso muito forte" e destacou que a taxa de déficit planejada de 4% indica a disposição do governo chinês em apoiar a economia, trazendo confiança ao mercado. O jornal de Singapura Straits Times exibiu reportagens sobre as Duas Sessões em destaque na página inicial do site. A publicação ressaltou que a China pretende impulsionar o crescimento econômico por meio de um apoio fiscal mais robusto. O Canal de Notícias da Ásia (CNA), também de Singapura, transmitiu ao vivo a abertura da sessão e publicou diversas análises sobre os desdobramentos do evento. Desde 2023, Pequim tem mantido sua meta de crescimento em torno de 5%, demonstrando confiança na estabilidade econômica, apesar do aumento das tensões comerciais e da incerteza global. A taxa de déficit planejada para 2025, fixada em 4%, sinaliza a estratégia do governo de estimular a demanda interna, melhorar o bem-estar da população e incentivar o consumo como resposta às barreiras tarifárias internacionais. O Lianhe Zaobao, também de Singapura, publicou mais de dez artigos detalhando os principais pontos do relatório governamental. A análise da publicação destacou que a meta de crescimento de 5% para 2025 está alinhada com as projeções do mercado e a estratégia de longo prazo do governo chinês. A BBC noticiou que Pequim adotou uma série de medidas para estimular o consumo, incluindo incentivos para a troca de eletrodomésticos, veículos, celulares e outros produtos eletrônicos. "O objetivo do governo chinês agora é colocar mais dinheiro no bolso dos cidadãos e reduzir a dependência da economia nas exportações e investimentos", destacou a emissora britânica. Já o New Straits Times, da Malásia, enfatizou a relevância das Duas Sessões como um evento chave para entender a direção da política e economia chinesa . A publicação afirmou que, em um contexto de relações internacionais cada vez mais complexas, as decisões do governo chinês não apenas impactam seu próprio crescimento, mas também influenciam significativamente a economia global. Fonte: chinadaily.com.cn

6 de março de 2025
China2Brazil
O Alibaba Group Holding lançou seu mais novo modelo de inferência Tongyi Qianwen QwQ-32B, afirmando que seu desempenho está no mesmo nível do DeepSeek-R1 , modelo de linguagem da startup de inteligência artificial DeepSeek, que recentemente ganhou destaque global. Segundo a Alibaba, o QwQ-32B alcançou avanços significativos por meio de aprendizado por reforço em larga escala, melhorando expressivamente suas capacidades em matemática, programação e raciocínio geral. Além disso, os custos de implementação foram drasticamente reduzidos, permitindo que o modelo seja executado até mesmo em placas de vídeo de nível consumidor, possibilitando o uso local. Com 32 bilhões de parâmetros, o novo chatbot obteve excelente desempenho em testes de referência reconhecidos no setor, aproximando-se do modelo o1-mini, da norte-americana OpenAI, lançado em setembro do ano passado e de tamanho semelhante. A Alibaba afirma que o QwQ-32B agora pode rivalizar com o DeepSeek-R1, que possui 671 bilhões de parâmetros, dos quais 37 bilhões são ativados. Outro destaque do QwQ-32B é a integração de capacidades avançadas de agentes inteligentes, permitindo que o modelo pense de forma crítica, utilize ferramentas de forma autônoma e ajuste seu raciocínio com base no feedback do ambiente. O novo chatbot está disponível para download gratuito e uso comercial, e também pode ser acessado pelo Qwen Chat, versão baseada na web. Além disso, será integrado ao aplicativo Tongyi, onde os usuários poderão experimentá-lo sem custos. Combinando potência de raciocínio e eficiência no uso de recursos, graças ao aprendizado por reforço, a equipe do Tongyi acredita que a abordagem de modelos fundamentais aliados a esse tipo de treinamento pode ser um caminho viável para o desenvolvimento da inteligência artificial geral (AGI). Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

5 de março de 2025
China2Brazil
O primeiro-ministro do Conselho de Estado da China, Li Qiang, apresentou nesta quarta-feira (5) o relatório de trabalho do governo. Entre as prioridades, estão a expansão da abertura econômica, a estabilização do comércio exterior e o incentivo ao investimento estrangeiro. O governo chinês reafirmou seu compromisso com a política de abertura, independentemente das mudanças no cenário internacional, e anunciou medidas para fortalecer o comércio e a cooperação global. Estímulo ao comércio exterior Para impulsionar o setor, o governo pretende reforçar as políticas de estabilização do comércio exterior, apoiando empresas na captação de pedidos e na expansão para novos mercados. Estão previstas melhorias nos serviços financeiros, ampliação do seguro de crédito à exportação e incentivo à participação de empresas em feiras internacionais. Outras iniciativas incluem o desenvolvimento do comércio eletrônico transfronteiriço, a modernização da logística de entregas internacionais e a ampliação da infraestrutura de armazéns no exterior. A China também pretende expandir as funções das zonas de cooperação econômica internacionais e fomentar o comércio de produtos intermediários. Além disso, será promovida a inovação no comércio de serviços, incentivando tanto a exportação quanto a importação de serviços de alta qualidade. O país dará destaque à realização de grandes feiras internacionais, como a Feira de Importação da China (CIIE) , a Feira de Cantão e a Feira de Comércio Digital, além de aprimorar a cooperação alfandegária para facilitar o comércio global. Atração de investimento estrangeiro O governo chinês também anunciou medidas para atrair mais investimentos estrangeiros, incluindo a ampliação da abertura do setor de serviços por meio de projetos-piloto. Áreas como internet, cultura, telecomunicações, saúde e educação terão maior flexibilidade para entrada de investidores internacionais. Empresas estrangeiras terão incentivos para ampliar reinvestimentos e participar de colaborações em cadeias de suprimentos. Além disso, o governo garantirá tratamento igualitário a essas empresas no acesso a recursos, licenças e compras governamentais. A China também pretende fortalecer as zonas de livre comércio, expandir as políticas de desenvolvimento aberto e aprimorar o ambiente de negócios, tornando-o mais competitivo e atrativo para empresas internacionais. Fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota Outro ponto de destaque do relatório foi a continuidade dos investimentos na Iniciativa Cinturão e Rota. O governo pretende coordenar grandes projetos emblemáticos e iniciativas menores voltadas para o bem-estar social, criando modelos de cooperação bem-sucedidos. O transporte internacional também receberá atenção especial, com ações para garantir a operação eficiente dos trens China-Europa e acelerar a construção do Novo Corredor Internacional de Transporte Terrestre-Marítimo. Além disso, serão aprimorados os serviços integrados para empresas chinesas no exterior, incluindo suporte jurídico, financeiro e logístico. Acordos multilaterais e cooperação global A China seguirá ampliando sua rede de zonas de livre comércio, promovendo a assinatura do acordo de atualização 3.0 da Zona de Livre Comércio China-ASEAN e buscando adesão a acordos internacionais como o Acordo de Parceria em Economia Digital (DEPA) e o Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP). O país também reafirmou seu compromisso com o sistema de comércio multilateral liderado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) , defendendo uma maior integração econômica global e promovendo o desenvolvimento comum com outras nações. Fonte: gov.cn

5 de março de 2025
China2Brazil
Durante coletiva de imprensa no "Canal dos Ministros", na manhã desta terça-feira, durante a Terceira Sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, Liu Wei destacou a importância de um mercado de transportes unificado e aberto como parte essencial da estrutura econômica do país. Uma das principais medidas, segundo ele, é a redução dos custos logísticos. Os custos logísticos da China são compostos por três principais elementos: transporte, armazenagem e gestão, sendo o transporte o mais oneroso, representando mais de 50% do total. Para reduzir esses custos e aumentar a eficiência do setor, o Ministério dos Transportes, em parceria com outros departamentos, implementou um plano de ação focado em cinco modais: ferrovias, rodovias, transporte aquaviário, aviação civil e serviços postais. Segundo Liu Wei, os primeiros resultados já são visíveis: em 2024, os custos logísticos foram reduzidos em aproximadamente RMB 400 bilhões, dos quais RMB 280 bilhões foram economizados apenas em transporte. Para atingir essa meta, o governo chinês adotou três estratégias principais: a reestruturação da matriz de transportes, o fortalecimento dos hubs logísticos e a promoção do transporte multimodal. Mudanças na matriz de transportes O Ministério dos Transportes tem incentivado a migração de cargas a granel e contêineres de longa distância do modal rodoviário para ferrovias e hidrovias , que apresentam menor custo e impacto ambiental. Desde 2017, essa transição resultou em um crescimento de mais de 30% no volume de cargas ferroviárias e de 40% no transporte aquaviário. Como parte do "Plano de Rede de Transporte Integrado Nacional", 20 cidades foram designadas como hubs internacionais e outras 80 como hubs nacionais. Nos últimos dois anos, o governo investiu na melhoria da infraestrutura logística, financiando mais de 500 projetos em 37 cidades com o objetivo de elevar a eficiência do transporte de cargas. Expansão do transporte multimodal A integração entre diferentes modais também avançou. O transporte ferroviário-aquaviário registra crescimento anual de mais de 15%, impulsionado pela implementação de padrões unificados, "guias eletrônicas" e documentos padronizados para todo o processo logístico. O avanço da infraestrutura de transportes na China foi destacado por Liu Wei. O país possui a maior malha ferroviária de alta velocidade do mundo, com 48.000 quilômetros, além de 190.000 quilômetros de rodovias. A rede nacional de transporte integrado ultrapassa 6 milhões de quilômetros, com 90% da estrutura prevista no plano de "6 eixos, 7 corredores e 8 canais" já concluída. Com a maior circulação de pessoas e mercadorias do mundo, a China consolidou sua posição como uma potência logística. No transporte marítimo internacional, a frota chinesa é a maior do planeta. Durante os 40 dias do feriado do Festival da Primavera, foram registradas 9,02 bilhões de viagens intermunicipais, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, houve uma significativa redução no congestionamento de rodovias, refletindo a modernização da infraestrutura viária do país. Fonte: yicai.com

5 de março de 2025
China2Brazil
Na primeira coletiva de imprensa do Congresso Nacional da China deste ano, o porta-voz Lou Qinjian abordou questões sobre economia, inteligência artificial e a primeira legislação do país voltada ao apoio da economia privada. Na véspera da abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo (CNP), Lou demonstrou confiança no futuro econômico da China. Apesar dos desafios externos e das pressões econômicas, ele afirmou que os fundamentos da economia chinesa seguem sólidos, com grande resiliência e potencial de crescimento. “As condições fundamentais e a tendência de desenvolvimento econômico de longo prazo permanecem positivas”, declarou Lou a jornalistas em Pequim. A terceira sessão da 14ª legislatura do CNP começou hoje e está prevista para terminar em 11 de março. O Congresso Nacional do Povo e a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, conhecidos como “Duas Sessões”, se reúnem anualmente em março para avaliar propostas e definir a agenda política e econômica do país. Controle da dívida e regulação da IA Lou destacou que o Comitê Permanente do CNP reforçará a supervisão da gestão da dívida pública de acordo com as leis e regulamentações em vigor. Um dos focos será monitorar o aumento dos limites de endividamento das administrações locais para substituir passivos ocultos, além de atuar na prevenção e mitigação dos riscos da dívida dos governos regionais. Sobre inteligência artificial, Lou ressaltou que os avanços da DeepSeek refletem o crescimento de um grupo de empresas chinesas no setor, impulsionado por profissionais jovens e experientes. Segundo ele, o governo seguirá incentivando o desenvolvimento da IA , ao mesmo tempo em que reforça a prevenção de riscos. Com sede em Hangzhou, a DeepSeek lançou em janeiro seu modelo de linguagem DeepSeek-R1, considerado pelo investidor do Vale do Silício Marc Andreessen como um “momento Sputnik da IA”. Oferecendo desempenho comparável aos principais modelos globais, mas a um custo significativamente menor, a tecnologia vem sendo rapidamente adotada por empresas e governos locais na China. Lou também afirmou que a China protege legalmente a privacidade e a segurança de dados, ao mesmo tempo em que se opõe à ampliação exagerada do conceito de “segurança nacional” e à politização de questões econômicas, comerciais e tecnológicas. “A China busca reduzir a desigualdade tecnológica e evitar que a inovação se torne um privilégio exclusivo de ‘países ricos e indivíduos abastados’”, declarou Lou, acrescentando que o país está disposto a cooperar com outras nações para promover um desenvolvimento responsável da IA, impulsionar o crescimento econômico e melhorar o bem-estar global. Apoio à economia privada Sobre a economia privada, Lou informou que o governo está acelerando a tramitação da Lei de Promoção da Economia Privada. O Conselho de Estado apresentou o projeto ao Comitê Permanente do CNP para uma primeira análise em dezembro e revisou o texto no mês passado. Agora, o próximo passo será aprimorar e finalizar a proposta. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

28 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Em um ano marcado por desafios para o comércio internacional , o Porto de Hamburgo, o maior da Alemanha e terceiro maior hub da Europa, registrou crescimento em sua movimentação de contêineres. Dados divulgados pela Associação de Marketing do Porto de Hamburgo (HHM) indicam que, em 2024, o porto movimentou 7,8 milhões de TEUs (unidade equivalente a vinte pés), um aumento de 0,9% em relação ao ano anterior. O volume de contêineres totalmente carregados foi de 6,8 milhões de TEUs, um avanço de 1,2%. No total, a carga geral atingiu 78,7 milhões de toneladas, sendo 77,5 milhões de toneladas de carga conteinerizada e 1,3 milhão de toneladas de carga geral tradicional, um crescimento de 8,7%. China segue como principal parceiro comercial A China manteve sua posição como maior parceiro comercial do Porto de Hamburgo, representando quase 30% do volume total. Em 2024, o fluxo de contêineres entre Hamburgo e o país asiático chegou a 2,2 milhões de TEUs, um aumento de 0,7%. Os Estados Unidos seguiram como o segundo maior parceiro, com 685 mil TEUs, um avanço de 5%, enquanto Cingapura ficou na terceira posição, com 430 mil TEUs. Entre os mercados emergentes, a Índia registrou crescimento de 2,1%, totalizando 195 mil TEUs, e o Sri Lanka viu um aumento expressivo de 12,4%, atingindo 140 mil TEUs. Um em cada três contêineres movimentados no Porto de Hamburgo vem ou vai para a China . Atualmente, o porto está conectado a 15 rotas marítimas com os principais portos chineses, incluindo Xangai. Sustentabilidade e transição energética A cooperação entre Hamburgo e a China se fortaleceu em 2024 com o avanço do projeto "Corredor Verde Xangai-Hamburgo", anunciado durante o Fórum Internacional de Transporte Marítimo de North Bund. A iniciativa visa reduzir a pegada de carbono no transporte marítimo por meio da ampliação das conexões de energia em terra e do incentivo ao uso de combustíveis ecológicos. O impacto da transição energética também foi sentido na movimentação de cargas a granel. Em 2024, as importações de carvão pelo porto caíram 2,1%, para 3,8 milhões de toneladas, enquanto as de derivados de petróleo tiveram uma redução mais acentuada, de 21,7%, totalizando 5,7 milhões de toneladas. Fonte: yicai.com

28 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A cidade de Pequim anunciou o lançamento do Plano de Ação para Inovação Científica e Cultivo Industrial de Inteligência Incorporada (2025-2027), com o objetivo de impulsionar o setor e consolidar sua posição como referência global na área. O projeto prevê que, até o final de 2027, Pequim superará mais de cem tecnologias-chave de inteligência incorporada e lançará pelo menos dez produtos de hardware e software com liderança internacional, fortalecendo sua capacidade de inovação original. Em coletiva de imprensa, Su Guobin, inspetor de segundo nível da Comissão de Desenvolvimento e Reforma de Pequim, destacou que a cidade já se posiciona como líder global em modelos de grande escala para o "cérebro" da inteligência incorporada, fusão de percepção multimodal e algoritmos de controle de movimento. Para impulsionar o setor, Pequim estabeleceu um fundo governamental de RMB 100 bilhões com duração de 15 anos. O investimento visa apoiar indústrias emergentes, como inteligência artificial e robótica, além de atrair capital privado para financiar projetos de pesquisa e industrialização de tecnologias críticas. Atualmente, Pequim abriga cerca de 2.400 empresas ligadas à inteligência artificial, o que representa 40% do total nacional, incluindo 36 startups unicórnio, mais da metade do país. Segundo Liu Weihua, vice-diretor da Comissão de Ciência e Tecnologia de Pequim e do Comitê de Gerenciamento do Parque Científico de Zhongguancun, o setor central de inteligência artificial ultrapassou RMB 300 bilhões em 2024, atingindo antecipadamente a meta prevista para três anos. Fonte: ithome.com

28 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Guangdong, Jiangsu e Shandong são as três províncias que mais investiram em educação na China em 2024, de acordo com dados fiscais recentemente divulgados e compilados pelo Yicai. Guangdong liderou o ranking, destinando 404,9 bilhões de yuans (US$ 55,6 bilhões) para a área em 2024, valor semelhante ao do ano anterior. Na sequência, Jiangsu, Shandong, Zhejiang e Henan registraram gastos superiores a 200 bilhões de yuans (US$ 27,4 bilhões) cada. Já Sichuan, Hunan, Anhui, Jiangxi e Hubei completaram o top 10, com investimentos acima de 100 bilhões de yuans (US$ 13,7 bilhões). O aumento nos investimentos foi observado principalmente em regiões com maior arrecadação, grandes populações de alunos e professores, além de um foco estratégico na educação. Guangdong, por exemplo, há anos ocupa a posição de província mais rica em receita fiscal. Com mais de 100 milhões de habitantes, a província registrou 11,11 milhões de alunos do ensino fundamental em 2023, o que representa cerca de 10% do total nacional. Além disso, até dezembro passado, empregava 1,67 milhão de professores. Para 2025, Guangdong prevê um aumento de 1% nos gastos com educação, totalizando 409 bilhões de yuans (US$ 56,1 bilhões). Jiangsu, Shandong e Zhejiang também projetam crescimento nos orçamentos escolares, que devem atingir 277 bilhões de yuans (US$ 38 bilhões), 279,1 bilhões de yuans (US$ 38,3 bilhões) e 244,9 bilhões de yuans (US$ 33,6 bilhões), respectivamente, com reajustes de 0,4%, 1,5% e 1%. Segundo um relatório sobre financiamento educacional publicado pelo Ministério da Educação no ano passado, Guangdong destinou 21,4% do orçamento público geral para a educação em 2023, seguido por Shandong (21,2%), Fujian (20,8%), Guangxi (19,3%) e Guizhou (19,1%). Os gastos totais da China com educação cresceram 2% em 2024, atingindo 4,2076 trilhões de yuans (US$ 577,5 bilhões), conforme dados do Ministério das Finanças. Os governos locais foram responsáveis por 96% desse montante, com base em estimativas dos números de 2023. Para Yang Liangsong, professor associado da Escola de Finanças Públicas e Tributação da Universidade de Finanças e Economia do Sudoeste, investimentos contínuos são essenciais para que a China avance de um país com grande número de estudantes para uma potência educacional. Ainda há espaço para melhorias nos gastos com educação em comparação com países desenvolvidos, destaca Yang. O financiamento é prioritário para o ensino fundamental e médio, enquanto a educação infantil e o ensino superior ainda recebem menos recursos. Para enfrentar o desafio do descompasso entre arrecadação e despesas, Yang recomenda diversificar as fontes de financiamento e aprimorar a eficiência dos investimentos no setor. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global