
13 de março de 2025
China2Brazil
Cientistas do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências (IOP) alcançaram um avanço significativo ao criar metais com espessura de apenas um átomo, um feito que pode revolucionar a pesquisa em materiais bidimensionais (2D). Essa conquista foi publicada na mais recente edição da revista Nature. Desde a descoberta do grafeno em 2004, os materiais 2D revolucionaram o entendimento científico sobre a matéria, promovendo avanços na física da matéria condensada e na ciência dos materiais. Nos últimos 20 anos, essa classe de materiais cresceu rapidamente, abrangendo centenas de substâncias experimentais e quase 2.000 materiais previstos teoricamente. No entanto, a criação de metais 2D tem sido um grande desafio devido às fortes ligações metálicas entre os átomos em todas as direções, explicou Zhang Guangyu, cientista líder da equipe do IOP. Utilizando um método inovador de fabricação em escala atômica – a técnica de compressão por forças de van der Waals –, os pesquisadores conseguiram sintetizar diversos metais 2D, incluindo bismuto, estanho, chumbo, índio e gálio. "A espessura desses metais 2D é de apenas um milionésimo de uma folha de papel A4 e um duzentos-milésimo do diâmetro de um fio de cabelo humano. Se comprimíssemos um cubo de metal de três metros até uma única camada atômica, ele cobriria toda a superfície de Pequim", destacou Zhang. A pesquisa foi amplamente elogiada por revisores internacionais, que a consideram um avanço significativo no estudo dos materiais 2D. Du Luojun, membro da equipe de pesquisa , ressaltou que essa conquista preenche uma lacuna essencial na família dos materiais bidimensionais e fomentará o desenvolvimento teórico, experimental e tecnológico. "Assim como os metais tridimensionais impulsionaram as eras do cobre, do bronze e do ferro, os metais 2D podem definir o próximo estágio da civilização humana, promovendo inovações tecnológicas em diversas áreas, como transistores ultraminiaturizados e de baixo consumo, dispositivos de alta frequência, telas transparentes, sensores ultrassensíveis e catálise altamente eficiente", concluiu Zhang. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Sciencenet

12 de março de 2025
China2Brazil
Uma equipe de pesquisadores da China e do Brasil descobriu um fóssil quase completo de uma espécie inédita de pterossauro na província de Liaoning, no nordeste da China. O achado foi feito no condado de Jianchang e remonta a aproximadamente 160 milhões de anos, no Período Jurássico Tardio. O estudo, conduzido por especialistas do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia (IVPP) da Academia Chinesa de Ciências, da Universidade de Jilin, da Universidade Regional do Cariri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de outras instituições, foi publicado recentemente na revista Annals of the Brazilian Academy of Science. A nova espécie foi batizada de Darwinopterus camposi sp. nov., em homenagem ao renomado paleontólogo brasileiro Diogenes A. Campos, que tem contribuído significativamente para a pesquisa paleontológica conjunta entre China e Brasil. Uma nova peça no quebra-cabeça evolutivo O Darwinopterus camposi pertence à família Wukongopteridae, um grupo importante de pterossauros da biota de Yanliao, uma formação fossilífera do nordeste da China. Entre as características que o diferenciam de outras espécies da mesma família estão: uma crista pré-maxilar com margem dorsal reta, sem projeção extensa; uma superfície lateral lisa; e uma disposição dentária com 18 dentes em cada lado da mandíbula superior e 14 em cada lado da mandíbula inferior. [caption id="attachment_23333" align="alignnone" width="2048"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] Além disso, o quarto osso falângico de seu dedo da asa é mais curto que o primeiro, um traço distinto dentro do grupo. De acordo com Wang Xiaolin, um dos autores correspondentes do estudo e pesquisador do IVPP, a descoberta amplia a diversidade conhecida dos Wukongopteridae e oferece novas perspectivas sobre a evolução desse grupo de pterossauros. China se consolida como referência em pesquisas sobre pterossauros A China tem se destacado como um dos principais polos mundiais na pesquisa de pterossauros, impulsionada pelo crescente número de descobertas fósseis na província de Liaoning. Nos últimos anos, diversos sítios paleontológicos revelaram espécies inéditas, especialmente dentro da biota de Yanliao, que é mais antiga do que a famosa biota de Jehol, datando do Médio ao Final do Período Jurássico. A colaboração entre paleontólogos chineses e brasileiros nessa área remonta a 2009, quando a família Wukongopteridae foi descrita pela primeira vez em conjunto. Desde então, foram identificados três gêneros e cinco espécies desse grupo. Com a nova descoberta, o número de espécies conhecidas chega a seis. Segundo Wang, a equipe sino-brasileira continuará trabalhando em pesquisas aprofundadas sobre a evolução, o estilo de vida e o ambiente desses pterossauros, além de realizar comparações globais com outras espécies fósseis. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua

12 de março de 2025
China2Brazil
Dados divulgados em 12 de março pela Associação Chinesa de Pequenas e Médias Empresas mostram que o índice de desenvolvimento das pequenas e médias empresas (PMEs) em fevereiro foi de 89,8, um aumento de 0,8 ponto em relação a janeiro, atingindo o valor mais alto dos últimos quatro anos. Vários indicadores de dados segmentados apresentaram aumentos significativos, refletindo uma melhora no nível de prosperidade das PMEs e um aquecimento nas operações das empresas. Em fevereiro, o índice de percepção macroeconômica foi de 99,2, um aumento de 0,5 ponto em relação ao mês anterior. Dentro desse índice, o indicador de percepção da situação macroeconômica foi de 104,1, um aumento de 0,8 ponto, e o indicador de percepção da situação do setor foi de 94,3, um aumento de 0,2 ponto. Ma Bin, vice-presidente executivo da Associação Chinesa de Pequenas e Médias Empresas, explicou que o índice de percepção macroeconômica reflete a percepção dos empresários sobre a economia como um todo e sua visão sobre o desempenho geral do setor. O aumento desse índice indica uma melhora significativa nas expectativas de desenvolvimento das PMEs e um fortalecimento da confiança no crescimento. Enquanto as expectativas melhoram, a situação operacional das empresas também está gradualmente se recuperando. "Em fevereiro, o índice de operação geral subiu 1,1 ponto, e o índice de lucratividade subiu 1,3 ponto. A partir dos dados de operação e lucratividade, a vitalidade e a motivação interna das PMEs para o desenvolvimento aumentaram ainda mais", disse Ma Bin. Dos oito setores pesquisados, sete apresentaram aumento no índice de lucratividade. Entre eles, os setores de hospedagem e alimentação, indústria e construção tiveram os maiores aumentos no índice de lucratividade, com aumentos de 1,8, 1,5 e 1,5 pontos, respectivamente, em relação ao mês anterior. "Durante o período do Ano Novo Chinês, o mercado de turismo doméstico e o consumo relacionado a feriados estavam muito ativos, com bons desempenhos nos setores de atacado e varejo, hospedagem e alimentação", acrescentou Ma Bin. Os dados da pesquisa também mostram que, em fevereiro, o índice de investimento foi de 83,2, um aumento de 0,4 ponto em relação ao mês anterior. Dos oito setores pesquisados, sete apresentaram aumento no índice de investimento. Isso indica que, com a melhora nas condições operacionais e na lucratividade, a disposição das empresas para expandir a produção aumentou ainda mais. "Os resultados da pesquisa mostram que a vitalidade das PMEs está sendo liberada ainda mais. No entanto, também é preciso reconhecer que os desafios e dificuldades de longo prazo enfrentados pelas PMEs ainda existem, e a base para um aumento contínuo ainda não é sólida. É necessário continuar a estimular a vitalidade do desenvolvimento por meio de políticas", concluiu. Fonte: news.cn

12 de março de 2025
China2Brazil
O cais 4 do estaleiro Jinling (Weihai), do Grupo China Merchants, foi palco do lançamento oficial do projeto JUB da Indonésia, desenvolvido pela CNPC Offshore Engineering (CPOE), subsidiária da China National Petroleum Corporation (CNPC). O evento, realizado em 6 de março, contou com a presença de autoridades e profissionais do setor. O projeto marca o primeiro contrato de serviços de perfuração offshore conquistado pela CPOE no Sudeste Asiático e representa o maior contrato internacional desse segmento já obtido pela empresa. Além disso, simboliza um avanço estratégico da CNPC no mercado global de perfuração offshore de médio e alto padrão. Desenvolvido em parceria com a Great Wall Drilling Company, o projeto JUB tem como cliente a Pertamina Hulu Mahakam, subsidiária da petrolífera estatal indonésia Pertamina. O contrato, com duração prevista de quatro anos, ultrapassa RMB 1 bilhão em valor. A exploração offshore tem ganhado relevância no setor de petróleo e gás , com cerca de 30% do petróleo e quase 50% do gás natural mundial localizados nessas regiões. Diante dos desafios crescentes na exploração terrestre, a CPOE tem fortalecido sua estratégia de expansão internacional, com foco no Sudeste Asiático . O sucesso na conquista do contrato foi resultado de mais de dez meses de trabalho conjunto entre a CPOE e a Great Wall Drilling, que superaram etapas rigorosas de qualificação, inspeção e avaliação do projeto. A proposta das empresas chinesas destacou-se diante da concorrência de companhias internacionais da Noruega e do Japão. Após 120 dias de adaptações nos equipamentos, a plataforma CPOE 16 concluiu os preparativos para a execução do projeto e iniciou sua operação. Segundo Huang Qingqing, responsável pelo mercado do projeto JUB, essa conquista reforça a eficiência do sistema de gestão da CNPC na integração de recursos e expansão de mercado, além de fortalecer a presença da CPOE no setor de perfuração offshore na região. Fonte: news.cnpc.com.cn

11 de março de 2025
China2Brazil
A economia de baixa altitude voltou a ser um dos temas centrais no mais recente relatório do governo chinês, consolidando-se como uma das apostas estratégicas do país . Com um mercado potencial de trilhões de yuans, o setor tem atraído atenção e se tornado pauta recorrente durante as Duas Sessões, as reuniões de governo da China. Representantes e membros do comitê legislativo têm apresentado propostas para impulsionar esse segmento, que vem ganhando força com o apoio de políticas governamentais. O relatório deste ano do governo da China destaca a necessidade de promover o desenvolvimento seguro e sustentável de novas indústrias, incluindo a exploração espacial comercial e a economia de baixa altitude. A tendência já se refletia nos relatórios de governos provinciais, que detalharam estratégias para fomentar o setor. Empresas e governos locais estão ampliando investimentos para consolidar sua posição nesse mercado emergente. A ZTE, por exemplo, concluiu mais de 100 projetos piloto de sensoriamento de baixa altitude em 25 províncias e cidades, abrangendo áreas como distribuição logística e segurança aérea. Segundo Miao Wei, vice-presidente sênior da ZTE, a empresa busca acelerar a aplicação em larga escala de novas tecnologias e produtos voltados para esse segmento. Várias regiões chinesas têm adotado estratégias distintas para fomentar a economia de baixa altitude. Guangdong está investindo em sua base industrial de drones e aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), enquanto Jiangsu se concentra na construção de uma rede inteligente de baixa altitude e no desenvolvimento de uma cadeia industrial abrangente. Já Chongqing aposta em novos cenários de aplicação, como treinamentos para pilotos, experiências de voo e estudos científicos. Desafios para a expansão do setor Apesar do crescimento acelerado, a economia de baixa altitude enfrenta desafios estruturais. A infraestrutura física ainda é limitada, a regulamentação precisa ser aprimorada e a aceitação do público permanece um obstáculo. Durante as "Duas Sessões", especialistas destacaram entraves como a falta de clareza na regulamentação do setor, a necessidade de expandir os cenários de aplicação e a baixa competitividade em termos de preço e eficiência. "A economia de baixa altitude se concentra hoje em setores como proteção agrícola, turismo e resgates, mas ainda carece de vantagens para se consolidar em nichos de alto consumo, como entregas de encomendas e refeições", afirmou Gan Huatian, membro do comitê e professor da Universidade de Sichuan. Gan propõe ampliar os investimentos em parques industriais especializados, utilizando espaços logísticos, industriais e agrícolas como base para o crescimento do setor. Ele também sugere que serviços de emergência, bombeiros e saúde adotem soluções de baixa altitude para aumentar a eficiência operacional. Fonte: jingji.cctv.com

11 de março de 2025
China2Brazil
O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) divulgou, em 10 de março, um estudo que alerta para os impactos das emissões de gases de efeito estufa na órbita terrestre baixa. A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade de Birmingham, no Reino Unido, mostra que o aumento das emissões de gases de efeito estufa enfraquecerá a capacidade da atmosfera de limpar o lixo espacial, e, com o tempo, a capacidade de suporte de satélites e outras aeronaves na órbita terrestre baixa diminuirá. Segundo os pesquisadores, a liberação de dióxido de carbono e outros gases na atmosfera intensifica a radiação infravermelha emitida para o espaço, resfriando e contraindo as camadas superiores da atmosfera. Esse fenômeno reduz a densidade atmosférica na órbita terrestre baixa, entre 200 e 1000 quilômetros de altitude, diminuindo a resistência que normalmente faria com que os detritos queimassem ao reentrar na atmosfera. Com menos atrito, o lixo espacial permanece por mais tempo em órbita, elevando o risco de colisões descontroladas. Simulações realizadas no estudo indicam que, em um cenário de altas emissões, a capacidade da órbita terrestre baixa de suportar satélites pode cair entre 50% e 66% até o final do século. Os pesquisadores alertam que, se o número de satélites exceder a capacidade de suporte, há risco de colisões em cadeia, tornando inviável a operação segura de novos satélites na região. O artigo completo foi publicado na revista Nature Sustainability. O principal autor do estudo, William Parker, do MIT, destacou a urgência da questão: "Dependemos da atmosfera para remover os detritos espaciais, e se ela está mudando, todo o ambiente orbital também será afetado". O estudo reforça a necessidade de controlar as emissões de gases estufa para preservar a sustentabilidade das operações espaciais no futuro. Fonte: news.cn

11 de março de 2025
China2Brazil
O mais recente relatório de trabalho do governo chinês, divulgado durante as "Duas Sessões" em 5 de março, atraiu atenção global ao transmitir uma mensagem contundente de resiliência e determinação para os mercados internacionais e formuladores de políticas. Ao olhar para 2024, os feitos econômicos da China foram notáveis. Apesar das crescentes pressões externas e desafios internos, o país conseguiu criar 12,56 milhões de novos empregos urbanos, alcançar um recorde histórico na produção de grãos, ultrapassando 700 milhões de toneladas, e reduzir em 2,7% a concentração média de PM2.5 nas cidades de nível de prefeitura ou superior. Esses avanços não apenas evidenciam a capacidade da China de enfrentar obstáculos complexos, mas também refletem o espírito indomável do povo chinês diante da adversidade. Avanços tecnológicos recentes reforçam ainda mais essa determinação. A sonda lunar Chang'e-6 realizou a primeira coleta de amostras no lado oculto da Lua, o protótipo do trem de alta velocidade CR450—o mais rápido do mundo—foi apresentado, e mais de 13 milhões de veículos de nova energia foram produzidos em um único ano. Esses marcos destacam o compromisso da China com o desenvolvimento inovador e de alta qualidade. Diante dos desafios econômicos em evolução, a China implementou, em setembro passado, um pacote de políticas incrementais para fortalecer os ajustes macroeconômicos anticíclicos—uma abordagem pragmática que permitiu ao país atingir suas metas anuais. Ao longo da história, grandes figuras da ciência chinesa inspiraram essa tenacidade. O renomado cientista Qian Xuesen questionou certa vez: "Se os estrangeiros conseguem, por que os chineses não podem?" Da mesma forma, o geólogo Li Siguang, fundador da mecânica geológica, refletiu: "O petróleo só pode ser encontrado em solo ocidental?" Essas palavras continuam ecoando nos dias de hoje, à medida que a China supera barreiras tecnológicas impostas por bloqueios externos. Em vez de restringir o progresso, esses desafios têm impulsionado o potencial do país, alimentando uma nova onda de inovação. Na Gala do Festival da Primavera deste ano, um grupo de robôs humanóides apresentou uma dança tradicional Yangko, conhecida por seus passos largos e movimentos circulares com lenços. Engenheiros celebraram o feito como um marco tecnológico, afirmando: "Ninguém mais no mundo consegue fazer isso—somente os chineses podem." No deserto de Taklamakan, conhecido como o "mar da morte", a China estabeleceu um novo recorde asiático ao perfurar um poço de exploração científica ultra-profundo, atingindo 10.910 metros. Os avanços científicos do país também se estendem à computação quântica. Pesquisadores desenvolveram um protótipo de computação quântica supercondutora chamado "Zuchongzhi 3.0", com 105 qubits. O sistema executa tarefas de amostragem de circuitos quânticos aleatórios em uma velocidade quadrilhões de vezes superior à do supercomputador mais potente do mundo, estabelecendo um novo patamar de supremacia quântica. Essas conquistas são fruto da sinergia dinâmica entre indústria, talentos, inovação e capital—uma integração essencial para impulsionar novas forças produtivas e desbloquear oportunidades de crescimento futuro. A resiliência da China também está profundamente enraizada em sua herança cultural. Os "três amigos do inverno"—pinheiro, bambu e ameixeira—simbolizam perseverança e força diante da adversidade. Assim como essas plantas resistem aos invernos mais rigorosos, o povo chinês demonstra uma resiliência inabalável. A confiança é essencial para superar desafios. Essa confiança não está apenas nos sucessos atuais da China, mas também em seu potencial futuro. Recentemente, instituições financeiras internacionais como Goldman Sachs, UBS e Deutsche Bank expressaram otimismo em relação ao crescimento da indústria tecnológica chinesa, especialmente diante dos avanços significativos em tecnologias essenciais. Esse renovado interesse desafia o ceticismo persistente, desmentindo mais uma vez as teorias do "colapso da China" e do "pico da China". O próximo "China" ainda é a própria China. À medida que traça seu caminho para o futuro, o país segue firme em seu compromisso com a inovação e o progresso, transformando o que antes parecia impossível em um sucesso inevitável, apesar dos desafios formidáveis. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Gov.cn

10 de março de 2025
China2Brazil
Nos últimos dias, as "Duas Sessões" da China atraíram a atenção global ao reforçarem o compromisso do país com uma abertura econômica de alto nível, focada em benefícios mútuos e ganhos compartilhados. Durante o evento, foram anunciadas medidas para facilitar a entrada de investimentos estrangeiros , incluindo a redução de restrições no setor manufatureiro e a ampliação do acesso ao mercado para serviços como telecomunicações e saúde. Especialistas internacionais e meios de comunicação apontam que os sinais emitidos pelo governo chinês indicam um desenvolvimento de alta qualidade, gerando confiança na cooperação global e no crescimento econômico sustentável. Paralelamente, instituições financeiras internacionais, como Goldman Sachs, Morgan Stanley e JPMorgan , publicaram relatórios indicando um aumento do interesse do capital global na China, o que reflete uma mudança estratégica na visão dos investidores sobre o país. Investidores apostam no crescimento chinês A consultoria Invesco destacou, em um relatório divulgado em 8 de março, que a China pode estar iniciando e liderando um novo ciclo de alta nos mercados emergentes. Segundo o documento, apesar das pressões internas e externas, as políticas de estímulo fiscal e as transformações estruturais da economia chinesa devem sustentar o crescimento do país nos próximos anos. "O mercado de capitais chinês está subvalorizado, e investidores estrangeiros estão sendo atraídos de volta", aponta o estudo. O otimismo do setor financeiro também é reforçado por previsões de longo prazo. A Goldman Sachs estima que, nos próximos 10 anos, a disseminação da inteligência artificial (IA) poderá aumentar os lucros das empresas chinesas em 2,5% ao ano e atrair mais de US$ 200 bilhões em fluxos de capital. Já a Morgan Stanley prevê que o interesse dos investidores globais nos ativos chineses continuará crescendo, impulsionado pelo avanço tecnológico e pela modernização econômica do país. O impacto positivo da abertura econômica também é sentido por empresas estrangeiras atuantes no país. Xu Gang, vice-presidente executivo global da Airbus e CEO da Airbus China, afirmou ao jornal Global Times que os temas abordados no relatório de trabalho do governo sobre manufatura avançada, aeroespacial e economia verde são estratégicos para o setor. "A China já se tornou uma potência inovadora, e a Airbus está abraçando ativamente as forças de pesquisa e inovação do país", declarou. Oportunidades para negócios internacionais A decisão da China de ampliar o acesso a setores como telecomunicações, serviços médicos e educação fortalece a confiança de investidores estrangeiros. A diretora do Conselho de Comércio Canadá-China em Pequim destacou que essa política cria perspectivas positivas para empresas canadenses, especialmente nas áreas de serviços e educação, que representam uma parcela significativa do comércio bilateral entre os dois países. Segundo um estudo recente, 70% das companhias canadenses classificam a China entre os cinco principais destinos de investimento. O fluxo de capital estrangeiro para ativos chineses confirma essa tendência. De acordo com o Instituto de Finanças Internacionais, em janeiro deste ano, o investimento externo em ações e títulos chineses superou US$ 10 bilhões. Esse movimento reforça a visão de que a atratividade do mercado chinês se consolidou no cenário global. Inovação e tecnologia impulsionam a economia A transformação da economia chinesa está ancorada na inovação tecnológica. Relatório do "Eurasia Review" aponta que a estratégia econômica da China se baseia na transição para um modelo impulsionado pelo consumo doméstico e pelo avanço tecnológico. O plano "IA+", por exemplo, visa integrar inteligência artificial à manufatura, consolidando a liderança do país na revolução digital global. A Goldman Sachs reforça essa análise, destacando que os novos modelos de IA desenvolvidos na China têm potencial para aumentar significativamente a produtividade e o PIB. Atualmente, o país já conta com mais de 20 modelos avançados de inteligência artificial, superando a União Europeia e o Reino Unido juntos. A expectativa é que a adoção generalizada dessas tecnologias gere um incremento de até 0,3 pontos percentuais no PIB chinês até 2030. Empresas estrangeiras que operam na China também percebem essa mudança. O CEO da AGC Corporation, multinacional japonesa, ressaltou que o país deixou de ser apenas um centro de produção e se tornou um polo de inovação mundial. "O mercado chinês, repleto de oportunidades, atrai talentos e recursos globais, fortalecendo ainda mais seu ecossistema inovador", afirmou. China molda o próximo capítulo da globalização A postura da China em relação à economia global também foi analisada pelo "Modern Diplomacy". O veículo europeu destaca que, apesar das tensões geopolíticas e das tentativas de alguns países de promover o "desacoplamento econômico", a China segue fortalecendo sua presença em fóruns globais como o G20, a OMC e os BRICS. Iniciativas como a Parceria Econômica Regional Abrangente e a Iniciativa do Cinturão e Rota reforçam sua posição como protagonista no comércio e nos investimentos internacionais. O economista americano David Blair enfatiza que a China está reformulando seu modelo de crescimento, substituindo a dependência de investimentos em infraestrutura e imóveis pelo avanço tecnológico e pelo aumento do consumo interno. "A estratégia econômica chinesa não apenas melhora sua competitividade global, mas também prioriza o bem-estar dos cidadãos", afirmou Blair. O compromisso da China com a modernização econômica e a inovação tecnológica tem sido um fator determinante para a confiança do mercado. Xu Gang, da Airbus, reafirmou a aposta da empresa no país e destacou que a segunda linha de montagem da série A320 em Tianjin estará operacional em 2026. "A China está promovendo o desenvolvimento de alta qualidade na indústria da aviação, e a Airbus está determinada a participar desse processo", afirmou. Com investimentos crescentes, inovação acelerada e abertura econômica ampliada, a China reforça sua posição como potência global e destino estratégico para o capital internacional. As Duas Sessões deste ano consolidaram essa trajetória, sinalizando ao mundo que o país segue comprometido com um futuro de crescimento sustentável e cooperação global. Fonte: news.china.com.cn

10 de março de 2025
China2Brazil
A Associação de Informação do Mercado de Veículos de Passageiros da China (CPCA) divulgou, em 10 de março, a análise do desempenho do mercado automotivo nacional em fevereiro. Os dados mostram que as vendas no varejo de veículos novos de passageiros de nova energia atingiram 686 mil unidades no mês, um aumento de 79,7% em relação ao ano anterior, apesar da queda de 7,8% na comparação com janeiro. No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas totalizaram 1,43 milhão de unidades, crescimento de 35,5% em relação ao mesmo período de 2024. O mercado geral de veículos de passageiros também apresentou crescimento. Em fevereiro, foram vendidas 1,386 milhão de unidades no varejo, um aumento de 26% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas uma queda de 22,8% frente a janeiro. No acumulado do ano, as vendas totalizaram 3,179 milhões de unidades, um leve crescimento de 1,2% na comparação anual. O volume registrado em fevereiro está entre os mais altos já observados para o período, refletindo um desempenho sólido do setor. Produção e exportações seguem em alta A produção de veículos novos de passageiros de nova energia na China atingiu 819 mil unidades em fevereiro, crescendo 85,9% em relação ao mesmo período do ano passado, embora tenha caído 12,8% frente ao mês anterior. Nos dois primeiros meses do ano, a produção acumulada foi de 1,759 milhão de unidades, um avanço de 48,1% na comparação anual. As exportações também mantiveram um ritmo positiv o. Em fevereiro, os fabricantes chineses exportaram 118 mil veículos de nova energia, um crescimento de 27,8% na comparação anual, apesar da retração de 15,2% frente a janeiro. No acumulado do ano, as exportações somaram 257 mil unidades, um aumento de 28,8% em relação ao mesmo período de 2024. A participação dos veículos de nova energia no mercado doméstico também subiu. A taxa de penetração no varejo desses modelos em fevereiro foi de 49,5%, um avanço de 15 pontos percentuais na comparação anual. Tendências e projeções para março A CPCA analisou que, antes do feriado do Ano Novo Chinês, a demanda por veículos de nova energia foi impactada por fatores sazonais, como longas viagens e condições climáticas, que tornaram os consumidores mais sensíveis à autonomia e ao reabastecimento de energia desses veículos. No entanto, com o retorno das atividades após o feriado e a elevação das temperaturas, a aceitação dos modelos eletrificados cresceu progressivamente, impulsionando a recuperação do mercado de veículos de passageiros. Para março, a CPCA prevê uma forte recuperação das vendas, impulsionada pela retomada da produção e pela demanda crescente por veículos eletrificados. A entidade projeta que os veículos novos de nova energia continuarão liderando o crescimento do setor, enquanto o mercado de veículos a combustão seguirá em retração. Fonte: chinanews.com.cn

7 de março de 2025
China2Brazil
A Administração Geral das Alfândegas da China divulgou nesta sexta-feira (7) que as exportações do país cresceram 2,3% em janeiro e fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou abaixo da alta de 10,7% registrada em dezembro de 2024. No mesmo intervalo, as importações recuaram 8,4%. Segundo dados da administração e da agência Reuters, o comércio exterior chinês somou 6,54 trilhões de yuans (US$ 1,2 trilhão), uma queda de 1,2% em relação ao ano passado. A diminuição de dois dias úteis no período influenciou os resultados. Ajustado esse fator, o comércio exterior apresentou crescimento de 1,7%. As exportações totalizaram 3,88 trilhões de yuans, alta de 3,4%, enquanto as importações atingiram 2,66 trilhões de yuans, queda de 7,3%. Em dólares americanos, o comércio exterior chinês movimentou US$ 909,37 bilhões, retração de 2,4%. As exportações somaram US$ 539,94 bilhões, crescimento de 2,3%, abaixo da previsão de 5% apontada por uma pesquisa da Reuters. Já as importações, de US$ 369,43 bilhões, recuaram 8,4%, frustrando a expectativa de crescimento de 1% de economistas. O desempenho comercial da China ocorre em meio a uma nova rodada de tensões com os Estados Unidos. Em 4 de março, Washington impôs tarifas adicionais de 10% sobre produtos chineses. Pequim respondeu com tarifas retaliatórias de 10% a 15% sobre exportações agrícolas americanas. Na última quarta-feira (5), o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou, durante a apresentação do relatório de trabalho do governo, que a política econômica do país deve priorizar o estímulo ao consumo interno como forma de impulsionar a atividade econômica . Fonte: zaobao.com.sg