
25 de setembro de 2025
China2Brazil
O presidente chinês, Xi Jinping , destacou que a redução das emissões de carbono será prioridade central na agenda climática da China. Ele afirmou que 2025 marca o 10º aniversário do Acordo de Paris e representa um momento decisivo para a apresentação de uma nova rodada de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Xi ressaltou que a China busca reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa de toda a economia em 7% a 10% até 2035, em relação ao pico atual, com metas ainda mais ambiciosas a longo prazo. Para alcançar isso, o país planeja ampliar o consumo de energia não fóssil para mais de 30% do total e aumentar a capacidade instalada de geração eólica e solar para 3,6 bilhões de quilowatts, seis vezes maior que em 2020. O presidente reforçou que a transformação verde e de baixo carbono deve avançar globalmente, mesmo diante de países que adotam políticas divergentes. Ele destacou a necessidade de colaboração internacional em tecnologias e indústrias verdes, além de apoio financeiro e técnico aos países em desenvolvimento, para reduzir a lacuna Norte-Sul e garantir que o crescimento sustentável beneficie todas as regiões. Entre outras medidas, Xi anunciou o aumento do estoque florestal para mais de 24 bilhões de metros cúbicos, a consolidação de veículos de nova energia como principal fonte de vendas de carros novos e a expansão do mercado nacional de comércio de emissões de carbono para as principais indústrias de alta emissão. Ele afirmou que essas iniciativas visam consolidar uma sociedade resiliente ao clima. O presidente chinês destacou que o cumprimento das metas de redução de carbono depende de esforços internos da China e de um ambiente internacional favorável. Ele reforçou a necessidade de todos os países adotarem políticas concretas de redução de emissões e a fortalecer a cooperação global para enfrentar as mudanças climáticas. Fonte: news.china

25 de setembro de 2025
China2Brazil
A Xiaomi confirmou o lançamento da série Xiaomi 17 e a estreia mundial do processador Snapdragon 8 Elite de quinta geração. O anúncio foi feito pela conta oficial do Xiaomi HyperOS no Weibo. A série Xiaomi 17 incluirá três modelos: o Xiaomi 17, considerado o modelo padrão mais potente da história da empresa; o Xiaomi 17 Pro, flagship compacto voltado para fotografia; e o Xiaomi 17 Pro Max, flagship fotográfico avançado. Todos os aparelhos virão com o sistema HyperOS 3. O lançamento oficial ocorre hoje às 19h, horário de Pequim. O Snapdragon 8 Elite de quinta geração utiliza processo de 3nm de terceira geração, reduz o consumo de energia e alcança frequência máxima de 4,6 GHz em plataformas móveis. Lei Jun comentou que o chip é “realmente poderoso”. A empresa entrou oficialmente no setor automotivo em 2023. Em março de 2024, lançou o sedã SU7, com preço inicial de RMB 215.900 (aproximadamente R$155 mil), e no final de 2024 apresentou o SUV YU7. Segundo Lei Jun, a decisão de investir simultaneamente em carros e chips envolveu quase todo o patrimônio acumulado pela empresa nos primeiros dez anos, descrevendo o desafio como “como sustentar dois filhos na universidade ao mesmo tempo”. No segundo trimestre de 2025, a Xiaomi registrou receita de RMB 115,96 bilhões, alta de 30,5% em relação a 2024, e lucro líquido ajustado de RMB 10,83 bilhões, crescimento de 75,4%, ambos recordes históricos. Até abril deste ano, o investimento acumulado no desenvolvimento do chip XRING ultrapassou RMB 13,5 bilhões, com uma equipe de mais de 2.500 pessoas. Para 2025, a empresa prevê investir mais de RMB 6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Fonte: news.qq.com

25 de setembro de 2025
China2Brazil
O tufão Huajiasa, nomeado Ragasa internacionalmente, causou destruição em várias regiões da Ásia. Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, o tufão trouxe ventos fortes e chuvas intensas, exigindo ações preventivas de governos e empresas. Antes de sua chegada, companhias de seguros adotaram medidas de prevenção, utilizando big data, inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias para fortalecer sistemas de mitigação de desastres. Especialistas do setor apontam que a aplicação de tecnologia aumenta a precisão das medidas preventivas, reduz custos de indenização e melhora a rentabilidade das seguradoras. Além disso, contribui para a transição do modelo tradicional de compensação pós-desastre para a gestão proativa de riscos. Preparação antecipada dos desastres Enquanto a população adota medidas individuais, seguradoras chinesas implementam ações mais complexas, incluindo alertas preventivos, inspeções de risco, organização de recursos de resgate e planos de resposta durante o evento. A PICC Property & Casualty, uma das maiores seguradoras de não-vida da China, ativou seu plano emergencial para grandes catástrofes . Filiais em Guangdong, Shenzhen e Hainan criaram 10 grupos de trabalho liderados por executivos, mobilizaram 200 profissionais de sinistros, 650 especialistas externos e peritos avaliadores, mais de 10 instituições de resgate, 77 drones, 340 veículos e 120 locais para preservação de veículos. Foram realizadas mais de 10 mil inspeções preventivas de clientes de seguros de automóveis, propriedades rurais e agrícolas. A Ping An Insurance, uma das maiores seguradoras chinesas, coordenou suas subsidiárias, lançando planos de defesa e resposta emergencial. Até 23 de setembro, às 15h, a empresa enviou alertas preventivos com 72 horas de antecedência para mais de 20 milhões de clientes. A CPIC Property Insurance, seguradora de grande porte com foco em seguros de propriedade e acidentes, mobilizou recursos de resgate especializados e estabeleceu um sistema de suprimentos em três níveis. Todos os recursos foram posicionados nas áreas estratégicas 24 horas antes da chegada do tufão. A empresa formou uma equipe integrada de prevenção e resposta, criando canais de redução de riscos que conectam suporte tecnológico, atendimento ao cliente e operações de campo. Segundo Yang Fan, CEO da Beijing PaiPai Insurance, as seguradoras enviam alertas de risco a clientes e parceiros por canais digitais. Antes de tufões e chuvas fortes, guias de prevenção e recomendações personalizadas já se tornaram padrão no setor. Esse modelo combina prevenção, intervenção e indenização ágil, substituindo o tradicional enfoque exclusivo na compensação pós-desastre. Intensificação do uso de tecnologia O aumento de eventos climáticos extremos intensifica os riscos de desastres meteorológicos. Para enfrentá-los, seguradoras chinesas expandem a aplicação de tecnologia em sistemas de prevenção e mitigação. A PICC desenvolveu a plataforma Wanxiang Cloud, atualizada digitalmente em 2025. Em parceria com a Administração Meteorológica da China, o sistema fortaleceu a resposta rápida a emergências e inovou nos serviços de inspeção de risco. A plataforma introduziu o serviço meteorológico “4P”, previsão, predição, alerta e prevenção, e firmou parceria com o Centro de Modificação Climática da China para desenvolver métodos de redução de riscos com chuva artificial e prevenção de granizo. A Ping An implementou o mecanismo 5210, apoiado pelo sistema Eagle Eye, combinando ações online e offline: 5 dias antes: início do alerta de risco; 2 dias antes: verificação das medidas preventivas em filiais; 1 dia antes: execução de checklist de seis itens críticos; No dia do tufão: análise em tempo real e comando da resposta. O Eagle Eye 3.0 oferece alertas de alagamento para automóveis, cruzando dados históricos de sinistros com inspeções e informações em tempo real. Offline, engenheiros visitam clientes de maior risco para suporte preventivo. Perspectivas futuras Yang Fan afirma que a tecnologia é o motor central da prevenção de riscos no setor de seguros. Big data, IA, IoT e sensoriamento remoto por satélite aumentam a precisão das previsões, reduzem custos e transformam seguradoras em gestores ativos de risco. Ele projeta que os sistemas de prevenção evoluirão em três direções: maior inteligência, integração com cenários práticos e inserção no ecossistema nacional de governança e gestão de emergências. Fonte: finance.sina.com.cn

25 de setembro de 2025
China2Brazil
O Alibaba Group Holding firmou uma parceria com a Nvidia para desenvolver soluções em Physical AI e prometeu ampliar seus investimentos em infraestrutura e capacidades de inteligência artificial (IA). O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, durante a Conferência Apsara 2025, em Hangzhou, província de Zhejiang. A plataforma de IA da Alibaba Cloud, unidade de computação em nuvem da empresa, vai integrar o software de Physical AI da Nvidia. A colaboração oferecerá a usuários corporativos serviços de pré-processamento de dados, geração de dados sintéticos, treinamento e avaliação de modelos, além de aprendizado por reforço de robôs. A integração promete reduzir o ciclo de desenvolvimento de tecnologias de direção assistida e aplicações de inteligência incorporada. Physical AI consiste na aplicação de inteligência artificial em sistemas autônomos capazes de perceber, compreender e executar ações complexas no mundo físico. Diferente da IA tradicional, que processa dados como textos ou imagens, a Physical AI concentra-se nas relações espaciais e no comportamento físico de ambientes tridimensionais. Qwen3-Max: modelo de IA com 1 trilhão de parâmetros A Alibaba Cloud lançou o Qwen3-Max, seu modelo de IA com mais de 1 trilhão de parâmetros, com destaque para geração de código e capacidades de agentes autônomos. Essa funcionalidade permite que o sistema tome decisões e execute tarefas com mínima intervenção humana. Especialistas avaliam que os novos desenvolvimentos reforçam a intenção da Alibaba de competir com os principais players ocidentais e impulsionam a inovação no ecossistema de IA da China. Wu Yongming, CEO do Alibaba Group e presidente da Alibaba Cloud Intelligence, afirmou que a empresa vai ampliar investimentos, além dos RMB 380 bilhões (US$53,4 bilhões) já anunciados, em IA e infraestrutura de nuvem nos próximos três anos. Wu ressaltou que a demanda por infraestrutura e a velocidade de desenvolvimento da IA superaram todas as expectativas. “No futuro, grandes modelos de IA estarão integrados a diversos dispositivos, funcionando como sistemas operacionais, com memória persistente, coordenação entre nuvem e borda e capacidade de evolução contínua”, disse Wu. Ele acrescentou que o Qwen continuará em código aberto, visando transformá-lo em “sistema operacional da era da IA” e capacitar desenvolvedores globalmente. A Alibaba Cloud também se posiciona como fornecedora de serviços de IA completos, oferecendo poder computacional para treinar e implementar grandes modelos de IA na nuvem. Além do Qwen3-Max, a empresa apresentou outros modelos com recursos de linguagem visual e processamento multimodal. Desde 2023, quando lançou a primeira geração do Qwen, a Alibaba disponibilizou mais de 300 modelos de IA em código aberto, com mais de 600 milhões de downloads e 170 mil modelos derivados. Charlie Dai, vice-presidente e analista da consultoria Forrester, destacou que a Alibaba se posiciona como ator relevante na era da IA agentic ao manter um ecossistema global de código aberto. Segundo ele, o foco estratégico e o investimento da empresa devem intensificar a concorrência em modelos fundacionais e nuvens nativas de IA, impulsionando a adoção de ecossistemas abertos. Para empresas chinesas, as áreas prioritárias de investimento incluem ajustes finos de modelos e soluções verticais de IA agentic, observou Dai. Jiang Han, analista sênior da Pangoal, acrescentou que o aumento de investimentos em IA deve acelerar a transformação digital, modernizar operações e criar oportunidades de negócios em diversos setores. Segundo relatório da McKinsey & Co, a IA generativa pode gerar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões em valor anual à economia global, impactando todos os setores industriais. Fonte: chinadaily.com.cn

24 de setembro de 2025
China2Brazil
Em 24 de setembro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, concedeu uma coletiva de imprensa regular. Um repórter da AFP questionou o primeiro-ministro Li Qiang sobre declaração em Nova York de que a China não buscará novo tratamento especial e diferenciado nas negociações atuais e futuras da OMC . Guo respondeu que o premiê Li Qiang anunciou na Reunião de Alto Nível sobre a Iniciativa de Desenvolvimento Global que a China, como país em desenvolvimento, não solicitará novos tratamentos especiais e diferenciados na OMC. "Essa medida apoia o sistema multilateral de comércio e implementa a Iniciativa de Desenvolvimento Global e a Iniciativa de Governança Global ", disse Guo. Ele acrescentou que, diante do avanço do unilateralismo e do protecionismo, o sistema multilateral de comércio e a ordem econômica global enfrentam desafios. "Como o maior país em desenvolvimento, a declaração da China demonstra sua responsabilidade internacional", afirmou. Guo também destacou que o país continuará a seguir o desenvolvimento de alta qualidade, ampliar a abertura econômica, implementar as quatro principais iniciativas globais, proteger o sistema multilateral de comércio, participar da reforma da OMC e defender os direitos e interesses dos membros em desenvolvimento. "Nosso objetivo é promover a construção de um sistema de governança global mais justo e equilibrado", concluiu. Fonte: The Paper

24 de setembro de 2025
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A Alibaba Cloud anunciou nesta quarta-feira (24), durante a Conferência Yunqi, um novo plano de expansão de infraestrutura global. Pela primeira vez, a empresa estabelecerá regiões de computação em nuvem no Brasil, França e Holanda. Além disso, ampliará seus data centers no México, Japão, Coreia do Sul, Malásia e Dubai, informou o portal Time Finance. Antes desse anúncio, a Alibaba Cloud já havia colocado em operação, em 2025, oito novos data centers e zonas de disponibilidade de inteligência artificial e nuvem em Pequim, Xangai, Hangzhou, Tailândia, Coreia do Sul, Malásia, Dubai e México. O CEO do Grupo Alibaba e presidente da Alibaba Cloud Intelligence, Wu Yongming, afirmou em discurso que alcançar a inteligência artificial geral (AGI) é inevitável, mas destacou que o objetivo final é desenvolver uma inteligência artificial superinteligente (ASI). Segundo ele, essa tecnologia deverá se auto-iterar e superar os seres humanos em diferentes áreas, com foco em desafios científicos como clima, energia e viagens interestelares. Wu também informou que o grupo está em execução de um plano de três anos, com investimento de RMB 380 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial. A companhia pretende ampliar os aportes no futuro para se preparar para a chegada da era da ASI. De acordo com o executivo, o consumo energético dos data centers globais da Alibaba Cloud deverá crescer dez vezes até 2032 em relação a 2022, considerado o ano de estreia da inteligência artificial generativa. O dado reforça a estratégia de longo prazo da empresa para sustentar o avanço da tecnologia. Fonte: ithome.com

24 de setembro de 2025
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A Huawei anunciou que o HarmonyOS 5 já está presente em mais de 17 milhões de dispositivos. O marco foi acompanhado da divulgação de um investimento de RMB1 bilhão (US$140,6 milhões) para incentivar a inovação em inteligência artificial (IA) dentro do ecossistema do sistema operacional. Segundo a empresa, os recursos serão direcionados ao apoio de desenvolvedores e à integração de novas funções de IA no HarmonyOS. O movimento busca consolidar o sistema como alternativa aos dominantes Android, do Google, e iOS, da Apple. Zhu Yonggang, presidente dos serviços de nuvem para terminais da Huawei, afirmou que o HarmonyOS “avança a todo vapor” e destacou a ampliação do ecossistema em áreas que vão de smartphones e veículos inteligentes a dispositivos domésticos conectados e aplicações industriais. Desde o lançamento, o HarmonyOS 5 adiciona milhões de novos dispositivos por mês. Os 17 milhões de unidades incluem produtos próprios da Huawei e equipamentos de parceiros. Em 2025, a empresa integrou o sistema a toda sua linha, incluindo smartphones, PCs, tablets, relógios e telas inteligentes. A companhia também apresentou exemplos de uso da plataforma, como laptops dobráveis com recursos de IA e smartphones com tripla dobra que oferecem aplicações semelhantes às de PCs. Para Wang Liansheng, especialista da Associação Chinesa de Padronização Eletrônica, a expansão do HarmonyOS mostra a capacidade das empresas chinesas de superar restrições tecnológicas. O sistema tem como base o OpenHarmony, projeto de código aberto criado após a Huawei transferir as funções centrais do HarmonyOS para a Fundação OpenAtom em 2020 e 2021. Desde então, a comunidade já contribuiu com mais de 130 milhões de linhas de código e 9.200 colaboradores. O projeto sustentou o desenvolvimento de 1.300 produtos e 70 distribuições adaptadas a setores como finanças, transporte, energia, aeroespacial e educação. Song Jia, vice-secretário-geral da Associação Chinesa para a Promoção de Aquisições da ONU, avaliou que o crescimento do HarmonyOS tem relevância estratégica para a independência digital da China. Segundo ele, alcançar 17 milhões de dispositivos marca a entrada do sistema em fase de expansão acelerada. A atualização para o HarmonyOS 5 amplia as funções de IA e busca criar uma base para agentes inteligentes. A Huawei afirmou que vai apoiar desenvolvedores na criação de micro-serviços nativos de IA e aplicações convergentes. Analistas do setor apontam que a disputa entre sistemas operacionais depende da força dos ecossistemas. No caso do HarmonyOS, os próximos desafios incluem ampliar a diversidade de aplicativos, garantir rentabilidade aos desenvolvedores e avançar na aceitação internacional. Fonte: China News

24 de setembro de 2025
China2Brazil
Na área de montagem e lançamento do Centro de Lançamento de Naves Espaciais de Wenchang, em Dongjiao, província de Hainan, as obras avançaram com a construção de fábricas de montagem e reutilização de foguetes e da superfábrica de satélites. A infraestrutura sustenta o plano de transformar a região em um polo da indústria espacial comercial. Segundo Wang Fengyu, vice-diretor da Administração da Base Espacial Internacional de Wenchang, o local concentra o núcleo do polo aeroespacial da província e abriga o primeiro centro de lançamento comercial da China, a Base Espacial Comercial de Hainan. Desde 2020, quando o terreno ainda não tinha infraestrutura, a base passou a operar dois postos de lançamento. Em 30 de novembro de 2024, o foguete Longa Marcha 12 fez seu voo inaugural a partir do segundo posto. Pouco depois, em 12 de março de 2025, o Longa Marcha 8 partiu do primeiro posto. Entre o fim de julho e o início de agosto, duas missões foram realizadas em cinco dias, o que consolidou o início de uma fase de alta cadência de lançamentos. “O centro funciona como um aeroporto ou porto marítimo: fornece a infraestrutura para empresas de foguetes e satélites se estabelecerem”, afirmou Yang Tianliang, presidente da Hainan International Commercial Aerospace Launch (Hainan Shangfa). Ele destacou a posição geográfica de baixa latitude, a logística marítima e o regime da Zona de Livre Comércio de Hainan como fatores que ampliam a competitividade internacional. Hoje, os postos 1 e 2 realizam lançamentos regulares. Os postos 3 e 4 estão em construção. O plano é concluir 20 lançamentos em 2025 e ampliar a cadência para 32 por ano a partir de 2026. A expansão inclui novas áreas de montagem de foguetes, aplicações de satélites e serviços de dados. O centro já reúne mais de 700 empresas ligadas à cadeia aeroespacial, entre elas iSpace, Galactic Energy e Space Epoch. A estrutura se apoia em quatro frentes: foguetes, satélites, dados e turismo espacial. Com apoio da Administração Nacional Espacial da China (CNSA), o governo de Hainan criou no local o Centro de Pesquisa de Dados e Aplicações de Satélites e estabeleceu uma base conjunta com o Laboratório de Exploração do Espaço Profundo. Em parceria com a Academia Chinesa de Ciências, foi inaugurado o Laboratório Espacial de Wenchang, voltado a missões tripuladas e experimentos na estação espacial. Na cooperação internacional, a base já firmou acordos de compartilhamento de dados de satélites e obteve autorização para sediar uma unidade do Instituto de Engenharia Eletrotécnica de Moscou em Hainan, que atuará no suporte técnico ao setor. Além das operações espaciais, Wenchang investe em turismo científico. Estão em construção plataformas de observação e centros de divulgação. Segundo Yang Tianliang, a meta é aproximar a tecnologia espacial do público por meio de experiências imersivas e programas para jovens. De acordo com Wang Fengyu, o projeto de Wenchang busca consolidar um centro de lançamentos aberto, cooperativo e inovador, capaz de integrar demandas globais e gerar desenvolvimento industrial em Hainan. Fonte: China News

23 de setembro de 2025
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A União Europeia reabriu o mercado de carne de frango e de peru produzida no Brasil após reconhecer o país como livre de gripe aviária. O Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou a informação nesta segunda-feira (22). Em 23 de setembro, em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, respondeu a perguntas na coletiva de imprensa regular sobre a possibilidade de retomada das compras pelo país asiático. Guo Jiakun afirmou que China e Brasil mantêm relação de parceria consolidada no comércio bilateral. Ele lembrou que o país asiático é o principal destino das exportações brasileiras e que o Brasil, por sua vez, ocupa a posição de maior parceiro comercial da China na América Latina . Segundo o porta-voz, os dois países têm cooperado de forma contínua em áreas como comércio, alfândega e inspeção sanitária. Sobre a questão específica das importações de carne de frango, Guo orientou que a resposta deve ser buscada junto às autoridades competentes chinesas. Suspensão em mais de 20 países As exportações brasileiras de carne de frango foram suspensas para 20 países em maio, após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Entre os países que interromperam as importações estão União Europeia, China, África do Sul, Argentina e outras 13 nações. O Reino Unido, Cuba e Bahrein suspenderam apenas as compras provenientes do estado gaúcho. Fonte: finance.sina.com.cn

23 de setembro de 2025
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Em 23 de setembro, o AliExpress, plataforma de e-commerce transfronteiriço do grupo Alibaba, informou que mais de 50% do volume de vendas de grandes produtos, como móveis e eletrodomésticos, já vem do modelo de “gestão no exterior”. A estratégia foi ampliada para 30 mercados às vésperas do festival Double 11 e, em alguns países, conta com logística oficial para atender a etapa de entrega final. Nesse modelo, os comerciantes enviam os produtos para armazéns locais, enquanto o AliExpress assume marketing e operação junto aos consumidores. A logística é feita por depósitos certificados ou parceiros terceirizados, e o sistema da plataforma coordena toda a cadeia. Os itens recebem o selo “Local+”, que os identifica como estoque local, com prazos de entrega menores. O responsável pela internacionalização da marca de sofás funcionais Comhoma destacou que, sem o estoque local, torna-se difícil competir em prazo e serviço com fornecedores que já têm o produto disponível. A empresa, que também vende na Amazon, aderiu totalmente ao modelo no início de 2025. O sofá elétrico de US$400, com funções de reclinação, massagem e aquecimento, impulsionou as vendas da marca em cinco vezes em relação ao ano anterior. Outras empresas seguem o mesmo movimento. A THINKRIDER despachou 10 mil bicicletas inteligentes para depósitos internacionais e projeta dobrar as vendas, superando RMB 100 milhões em exportações. Já a fabricante de robôs para piscinas Seauto entrou rapidamente nos mercados da Alemanha , França e Espanha; hoje, 70% dos pedidos na Europa vêm do AliExpress. Segundo a plataforma, o “Plano Super Brand” amplia o alcance do serviço de gestão no exterior. Produtos estocados em depósitos locais recebem imediatamente o selo “Local+”, que também beneficia categorias de alta recompra, como beleza, moda e artigos para pets. Para essas linhas, o AliExpress oferece maior exposição com pop-ups na página inicial, destaque nos resultados de busca e outros recursos de visibilidade. Fonte: finance.sina.com.cn