Tecnologia

China aposta em fábricas com inteligência artificial para reduzir custos de produção

fábricas com inteligência artificial
Imagem: Xinhua

A China está preparando novas medidas para ampliar o uso de inteligência artificial (IA) nas fábricas, desde o desenvolvimento de produtos até a produção, a gestão operacional e os serviços pós-venda. A proposta é modernizar a indústria por meio de máquinas e sistemas capazes de analisar informações, tomar decisões e executar determinadas tarefas de forma autônoma.

O planejamento foi apresentado nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, durante uma coletiva de imprensa do Conselho de Estado. Segundo o governo, as políticas ainda estão em elaboração e terão como objetivo acelerar a integração da IA aos processos industriais.

Uma das prioridades é ampliar o desenvolvimento de fábricas inteligentes. Essas instalações utilizam sistemas digitais e equipamentos conectados para acompanhar e controlar diferentes etapas da produção. O governo pretende incentivar tanto a adoção dessas tecnologias em fábricas menos avançadas quanto o desenvolvimento de novos modelos de produção em unidades que já utilizam soluções mais sofisticadas.

Outra frente envolve máquinas e equipamentos industriais. A China pretende apoiar o desenvolvimento de robôs, máquinas-ferramenta e sistemas de inspeção capazes de realizar ajustes durante a operação, identificar problemas e executar tarefas com maior autonomia. As iniciativas também incluem equipamentos utilizados na agricultura, na construção e na área médica.

O plano prevê ainda o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial especializados em atividades industriais. Entre as aplicações previstas estão a programação da produção, o ajuste de parâmetros de funcionamento das máquinas, a identificação de defeitos e a manutenção de equipamentos.

Para viabilizar essas aplicações, o governo pretende incentivar a criação de conjuntos de dados industriais e modelos de IA desenvolvidos para necessidades específicas de diferentes setores. Também serão estudadas formas de integrar softwares, equipamentos e sistemas de inteligência artificial para permitir que trabalhem de maneira coordenada.

A cooperação internacional será outra prioridade. A China pretende utilizar mecanismos de colaboração, como o BRICS, para desenvolver projetos conjuntos, compartilhar tecnologias e estabelecer padrões técnicos para a manufatura inteligente. A proposta também inclui apoiar países parceiros na construção de fábricas que utilizem essas soluções.

Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, as medidas buscam aumentar a eficiência da produção, reduzir custos e permitir que as empresas atendam a diferentes demandas do mercado. As tecnologias ainda em desenvolvimento deverão passar por testes e avaliações antes de sua aplicação em maior escala.

Fonte: CCTV