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Com alta nas exportações, economia chinesa cresce 4,6% até setembro

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Imagem: Liu Mancang/Xinhua

A economia chinesa cresceu 4,6% nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (19). O resultado foi acompanhado pela expansão do comércio exterior, que registrou o ritmo de crescimento mais acelerado para o período nos últimos cinco anos, mesmo diante das tensões comerciais e das pressões externas.

Entre janeiro e setembro, as importações e exportações chinesas somaram 39,94 trilhões de yuans, alta de 18,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Segundo especialistas ouvidos pela agência China News Service, as exportações têm sido um dos principais fatores de sustentação do crescimento econômico do país.

Os produtos tecnológicos ganharam destaque nesse desempenho. O comércio de itens como robôs industriais, componentes eletrônicos, peças de computadores e equipamentos elétricos ultrapassou 10 trilhões de yuans, crescimento de 58,9% em relação ao ano anterior. Já as exportações de circuitos integrados, componentes fundamentais para o funcionamento de dispositivos eletrônicos, aumentaram 99,1%.

Para Wu Ge, economista-chefe da Changjiang Securities, os produtos relacionados à inteligência artificial têm contribuído significativamente para o desempenho das exportações chinesas desde o início do ano. A expansão desses setores acompanha uma mudança na composição da economia: atividades como manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico registrado no período.

Os investimentos também apresentaram avanços em segmentos específicos. Os recursos destinados à aquisição de equipamentos, instrumentos e ferramentas cresceram 9,7%, enquanto os investimentos em produtos de propriedade intelectual aumentaram 9,3%. Segundo Guo Liyan, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, as políticas de renovação de equipamentos estão contribuindo para a modernização das indústrias tradicionais e a ampliação da capacidade produtiva de setores emergentes.

No mercado imobiliário, os dados de setembro apontaram uma desaceleração na queda dos preços de imóveis residenciais novos nas 70 principais cidades chinesas, tanto na comparação mensal quanto na anual. Segundo Wu Jing, da Universidade Tsinghua, também houve redução dos estoques de imóveis disponíveis para venda em diversas cidades. Os indicadores sugerem sinais de estabilização, embora não representem uma recuperação consolidada do setor.

O consumo é outra área acompanhada pelos especialistas. Lu Liping, da Universidade Renmin da China, avalia que houve melhora no desempenho geral durante os três primeiros trimestres e que a atividade turística no feriado do Dia Nacional poderá contribuir para a continuidade dessa tendência. Ele também aponta o potencial de estímulo de programas públicos de financiamento e de troca de bens de consumo.

Para os últimos meses de 2026, especialistas ouvidos pela China News Service avaliam que a expansão das exportações de tecnologia, os investimentos em infraestrutura e a melhora gradual do consumo poderão continuar sustentando a atividade econômica chinesa. As perspectivas, no entanto, permanecem condicionadas à evolução das pressões externas e dos desafios internos enfrentados pelo país.

Fonte: China news