A China respondeu por 97% das entregas globais de robôs humanoides no primeiro semestre de 2026, com mais de 40 mil unidades. As cinco empresas com maior volume de entregas no período também são chinesas, mostrando o peso do país em um mercado que ainda busca transformar produção em escala em aplicações comerciais.
A AgiBot liderou o mercado, com 9.700 unidades, seguida por Unitree, Galaxy General, UBTECH e Leju Robotics.
Apesar dos números, a maior parte dos robôs ainda não é usada diretamente em atividades produtivas. Mais de 60% das unidades entregues no primeiro semestre foram destinadas a entretenimento, apresentações e pesquisa científica. Na Unitree, cerca de 70% das vendas tiveram universidades como destino.
A busca por aplicações mais práticas também apareceu na segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, encerrada em Pequim em 26 de agosto. O evento reuniu 666 equipes e 2.056 robôs em 51 modalidades.
Neste ano, 14 provas foram dedicadas a situações próximas do uso real, em áreas como residências, hotéis, logística, varejo e resgate de emergência. Entre as tarefas estavam organizar roupas, manipular alimentos e realizar atividades que exigiam movimentos mais precisos.
Outra mudança foi a retirada do controle remoto em competições com robôs de tamanho real. Parte das provas passou a exigir que as máquinas executassem as tarefas de forma autônoma, aproximando os testes das condições encontradas em fábricas, armazéns e outros ambientes reais.
Um dos principais obstáculos ainda é a capacidade de adaptação. Segundo Wang Xingxing, fundador da Unitree, um robô treinado para executar determinada tarefa em um ambiente controlado pode apresentar alta taxa de sucesso, mas seu desempenho cai quando os objetos ou as condições ao redor mudam.
O desafio agora é fazer com que o avanço na produção também se traduza em robôs capazes de trabalhar com autonomia e confiabilidade em diferentes situações do mundo real.
Fonte: news.southcn.com

